A arte da fotografia

Artes Gráficas

1 Três fatores importantes para fazer uma boa fotografia:

1. Uma boa fotografia deverá ter um objetivo claro: Sempre fotografamos alguém ou algum objeto. Toda fotografia tem que ter um tema, uma mensagem a ser passada, senão perde seu sentido. O objetivo é o tema central da foto e deve estar bem claro.

2. Uma boa fotografia foca a atenção no objeto principal: O olho do espectador é imediatamente atraído pela fotografia e seu tema principal.

3. Uma boa fotografia é simples: A fotografia apresenta somente o que importa. Não há objetos que possam distrair o observador do tema central. A fotografia é clara, objetiva, e mostra o que deve, de uma forma clara e simples.

Tendo em mente os 3 passos acima, sua visão certamente irá mudar. A perfeição está na simplicidade, na clareza. 

Esta fotografia apresenta o objeto principal de forma clara. Não há nenhuma distração ao fundo ou nos cantos. O olho do observador vai direto ao ponto principal; Foto: Felipe Hueb

No Exemplo 2 abaixo, temos uma boa fotografia, porém podemos notar algo que nos tira a atenção do foco principal. Repare que atrás da modelo, vemos uma placa escrito “sorria” e um ícone de um sorriso. Ao mostrar esta foto a outras pessoas, certamente irão notar e comentar sobre a placa. Se brincar, a notarão antes da modelo! Estas pequenas coisas podem estragar uma boa foto. Querendo ou não as pessoas notam os mínimos deslizes, ainda mais um bom entendedor de fotografia. Neste caso, a fotografia poderia ser reparada, eliminando a plaquinha, ou descartada.

Tenha em mente que a simplicidade é o caminho para uma boa fotografia. Ao passar do tempo, a medida que for obtendo o conhecimento de novas técnicas e ferramentas, apliqueas assim que se sentir seguro. Muitos que acabaram de começar, tem a ansiedade de querer surpreender seu novo cliente, e acabam se queimando por fazerem além do que sabem. É importante que aprenda muito antes de aceitar um trabalho pago, pois se o cliente não gostar, não retornará. Como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. Fotografe bastante, pratique muito, chame amigos e amigas para serem seus modelos e, quando estiver seguro, aplique seus novos conhecimentos. A prática é a sua maior aliada. Pratique, pesquise, pergunte sempre que puder! Sua atitude é que comanda o seu caminho para o aprendizado.

2 Equipamentos:

Qual câmera comprar:

Aqui queremos ser objetivos em relação a qual a melhor câmera que você deve escolher, bem como os principais conceitos sobre equipamentos que serão de grande utilidade prática. Qual câmera você deve escolher? Responderemos agora esta pergunta. Para os iniciantes da fotografia recomendo dois tipos de câmeras: Mirrorless e Digital SLRs (DSLR)

Câmeras Mirrorless:

Ultimamente a tecnologia vem proporcionando câmeras mais leves e com qualidades fantásticas. As câmeras mirroless são mais leves, mais portáteis e algumas apresentam uma qualidade melhor do que uma DSLR. Neste tipo de câmera, a luz atravessa a lente e vai diretamente para o sensor da câmera, ou seja, você vê tudo diretamente através de um display LCD. Assim você tem uma câmera muito mais leve e compacta. Há câmera mirrorless que já contam com sensores full frame, ou seja, sensores maiores que possuem dimensão 36x24mm, captando mais informação de imagem. Mais à frente falaremos sobre isso.

Além de compactas, as lentes não são fixas, você pode trocá-las de acordo com suas necessidades. Você também pode usar tranquilamente o modo manual, como em uma câmera SLR. Mostraremos aqui, as 5 melhores câmeras mirrorless de 2017, utilizadas por fotógrafos profissionais, intermediários e iniciantes:

Olympus OM-D E-M10 II:

FujiFilm XT-20:

Sensor: APS-C | Resolução: 24.3MP | Disparos por Segundo: 8fps | Video: 4k | Nível do usuário: Iniciante/intermediário

Sony Alpha A6500:

Sensor: APS-C | Resolução: 24.2MP | Disparos por Segundo: 11fps | Video: 4k | Nível do usuário: Iniciante/intermediário

Qualquer uma destas cinco câmeras apresentadas acima, te proporcionará uma qualidade de alto padrão. Vários fotógrafos profissionais já estão mudando para as câmeras mirrorless devido a sua alta qualidade, portabilidade e flexibilidade.

3 Câmeras DSLRs:

Câmeras DSLRs: As câmeras DSLR são mais robustas, possuem um peso maior e não são nada compactas comparada as câmeras mirrorless. Neste tipo de câmera, a luz entra através das lentes, atinge o sensor e também passa por um penta prisma (conjunto de espelhos) chegando ao viewfinder, diretamente aos olhos do fotógrafo. Por isso, apresentam um maior peso, devido a sua engenharia mais complexa. Quanto a sua qualidade, isto é indiscutível.

Canon EOS 7D Mark II:

Sensor: APS-C CMOS| Resolução: 20.2MP | disparos por Segundo: 10fps | Video: 1080p | Nível do usuário: Experientel

Nikon D7500:

Sensor: APS-C CMOS| Resolução: 20.9MP | disparos por Segundo: 8fps | Video: 4k | Nível do usuário: Intermediário

Nikon D3300:

Sensor: APS-C CMOS| Resolução: 24.2MP | disparos por Segundo: 5fps | Video: 1080p | Nível do usuário: Iniciante

Canon EOS Rebel T7i/Canon EOS 800D:

Sensor: APS-C CMOS| Resolução: 24.2MP | disparos por Segundo: 6fps | Video: 1080p | Nível do usuário: Iniciante

Pentax K-1:

Sensor: FULL FRAME CMOS| Resolução: 36MP | disparos por Segundo: 4fps | Video: 1080p | Nível do usuário: Experiente

Para saber maiores informações sobre estas câmeras acima, entre outras, você pode acessar este link: http://www.techradar.com/news/photography-video-capture/cameras/best-dslrtop-cameras-by-price-and-brand-944543 Nestes links indicados nesta sessão, você poderá encontrar informações detalhadas, bem como preços, pontos fracos e pontos fortes de cada câmera. Em relação a diferença de engenhosidade entre as câmeras Mirrorless e DSLRs, segue abaixo um esquemático para você entender melhor:

4 Como escolher a lente:

Todas as lentes possuem a mesma função: captar a luz que entra na câmera para formar uma imagem nítida no sensor. Para escolher a lente ideal, precisamos entender alguns parâmetros fundamentais:

Abertura:

A máxima abertura da sua lente, ou seja, o menor número f, é a velocidade da sua lente. Vamos aprender aqui, de forma prática, como usaremos a abertura focal. Veja a seguinte figura abaixo: 

A abertura focal é inversamente proporcional ao seu valor. Quanto maior a abertura (menor o número f), mais luz estará entrando no sensor e menor a profundidade de campo de visão teremos.

Nesta foto acima, temos uma grande abertura focal. A modelo permanece em primeiro plano, enquanto todo o fundo está em desfoque. Muita luz está entrando no sensor da câmera, diminuindo o campo de profundidade e destacando a modelo. Na fotografia abaixo, temos uma pequena abertura focal. A modelo em primeiro plano, o fundo totalmente nítido, mostrando os detalhes da floresta. Neste caso há pouca luz entrando no sensor da câmera, e o campo de profundidade é bem elevado.

Quanto maior a abertura, maior a velocidade da lente, devido a maior passagem de luz. A menor abertura não é relevante na escolha de uma lente, pois a maioria das câmeras já possuem pelo menos f/16, suficiente para atender a maioria das fotografias. Veremos agora como esta abertura é apresentada nas lentes:

Quando você for escolher sua lente, irá encontrar alguns números que irão te informar a abertura máxima da lente. No mundo das lentes, “1:” significa: “a máxima abertura desta lente é:”. O próximo número, ou a sequência dos números diz a você a abertura máxima. No caso acima, notamos que a abertura máxima é f/1.4.

Em lentes com zoom, como a da figura acima, notamos os números como 1:3.5-5.6. Isso significa que minha abertura máxima varia de f/3.5 a f/5.6 de acordo com o zoom mínimo e máximo da lente.

Você deve se familiarizar com a série de f-stops:

ƒ/1 ƒ/1.4 ƒ/2 ƒ/2.8 ƒ/4 ƒ/5.6 ƒ/8 ƒ/11 ƒ/16 ƒ/22 ƒ/32 ƒ/45 ƒ/64

ƒ/4 recebe o dobro de luz de ƒ/5.6

ƒ/5.6 recebe o dobro de luz de ƒ/8

ƒ/8 recebe o dobro de luz de ƒ/11 e assim por diante.

Quando avançamos, perdemos a metade da luz. De ƒ/8 para ƒ/11 perdemos a metade da luz.

Assim de ƒ/2.8 para ƒ/5.6 pegamos apenas ¼ da luz. (½ x ½).

A abertura é de extrema importância. O conceito pode parecer um pouco chato, mas na prática será indispensável para a sua criação fotográfica.

DISTÂNCIA FOCAL:

A distância focal nos diz respeito ao campo de visão adequado e enquadramento que desejamos alcançar. Podemos dizer que quanto menor a distância focal, maior o ângulo. Em termos práticos, a distância focal se refere ao alcance da lente e sua angulação. Para fotografias de arquitetura, por exemplo, precisamos de uma distância focal menor, para se obter um ângulo maior. A figura abaixo poderá lhe dar uma melhor visão das lentes com seus respectivos ângulos:

Para escolher sua lente, é importante ter em mente o objetivo fotográfico que deseja. Se deseja fazer fotografias para interiores e arquitetura, o ideal será uma lente de curta distância focal, como 8 ou 10mm. Se desejar fotografar pessoas e retratos, o ideal seria uma lente com abertura focal elevada (f1.4) e distância focal de 50mm. Cada lente tem sua característica, e é importante você conhecê-las para que obtenha a ideal para criar a sua arte. Não aprofundamos em termos técnicos mais profundos, porque não é o objetivo deste curso. Aqui apresentamos conhecimentos essências para a prática e rápido aprendizado. Vamos aprender agora, como utilizar a câmera de forma manual.

Utilização a sua câmera:

Para que você utilize sua câmera de forma perfeita, você deverá entender os parâmetros fundamentais para a fotografia manual:

1. Shutter Speed

2. ISO

3. Abertura

Em termos gerais, o Shutter Speed é o tempo em que o obturador da câmera abre e fecha, permitindo a entrada de luz no sensor da câmera. Sua unidade é indicada em frações de segundos ou segundos.

Quanto menor a fração de segundos para captação, mais congelada a minha imagem. Portanto, mais escura ficará minha foto. Para compensar a claridade que buscamos, devemos trabalhar com a ISO e a Abertura focal em conjunto.

Nesta fotografia acima, para congelar a imagem sem borrões, utilizei um Shutter de 1/400 segundos. A abertura focal para desfocar o fundo e entrar uma luz considerável foi de f/2.8.

Nosso próximo tópico será a respeito da ISO, portanto não vamos entrar em detalhes sobre este parâmetro por enquanto.

Para fotografias noturnas, como não temos quase nada de luz, devemos abrir por mais tempo o obturador, de forma a absorve-la de forma satisfatória. Nesta fotografia acima, o Shutter Speed foi de 15 segundos, registrando toda a luz do movimento dos veículos. Para esse tipo de fotografia, é indispensável o uso de um tripé e um disparador. Se não tivesse utilizado essas duas ferramentas, as partes fixas da fotografia, como os prédios, iriam sair borrados. A abertura focal foi de f/7.1, suficiente para uma boa profundidade de campo e equilíbrio de luz satisfatório. A lente utilizada foi uma EFS 18-135, com a distância focal em 35mm.

ISO:

Como já falamos sobre a abertura focal e shutter speed , vamos aprender sobre a variável ISO. O ISO representa o grau de sensibilidade do sensor da câmera à luz. Quanto menor ISO, menor sensibilidade a luz e vice-versa. Os valores de ISO são representados em progressão geométrica 100, 200, 400, 800, 1600, 3200, 6400, etc. Cada número intensifica 2 vezes mais a sensibilidade do sensor da câmera. Para dias mais ensolarados, utilizamos um ISO de baixo valor, pois já temos luz suficiente. Devemos tomar cuidado para não aumentarmos muito o seu valor em ambientes com pouca luz, pois dependendo do valor que selecionar, a fotografia poderá sair granulada. Quando for tirar uma foto, primeiramente ajuste os valores da abertura focal e do Shutter Speed. Se estes valores não forem suficientes para uma luz satisfatória, controle a sensibilidade do seu sensor à luz, no caso o ISO. Em ambientes em que a luz não seja suficiente e o ISO começar a granular a fotografia, utilize flashes ou refletores.

Estas 3 variáveis apresentadas são os pilares da fotografia. Dominando-os você terá mais flexibilidade para criar, não dependendo mais do modo automático da câmera. Pode parecer confuso ficar ajustando todos estes 3 fatores na hora de captar as imagens, porém, com o passar do tempo, verá que irá fazer tudo de forma automática!

Entendendo o foco:

Há 2 tipos de foco automático, o Ativo e o Passivo. O foco ativo calcula a distância que o objeto está a frente de sua câmera através do disparo de um feixe vermelho, e assim, o foco é ajustado mediante esta informação. Sua vantagem, é a precisão em ambientes com baixa luz. A desvantagem é que ele é mais preciso para objetos fixos e tem um alcance muito pequeno. O foco passivo funciona de forma diferente, ele ajusta o foco de acordo com o contraste recebido através das lentes, ou calculado pelo sensor. Assim, quando a imagem é recebida, o foco trabalha em partes que não possuem contraste e aparecem borradas. O foco irá trabalhar até o contraste ser alcançado. A única desvantagem da detecção de contraste é sua baixa velocidade. Isto é somente um resumo para você ter uma ideia dos tipos de foco.

Pontos de foco:

Os pontos de foco, são aqueles quadradinhos que você vê através do seu viewfinder (tela de LDC) da câmera. Cada quadradinho deste é utilizado pelo sensor para detectar contrastes. A quantidade de pontos e seu layout depende de cada fabricante. Com certeza, a quantidade de pontos de foco é um fator importante, pois você terá mais flexibilidade para compor o foco de uma determinada imagem.

Há dois tipos de sensores de pontos de foco:

vertical e cross-type. Os sensores verticais são unidimensionais e detectam contraste somente em uma linha vertical, Já os sensores cross-type, detectam linhas de contraste verticalmente e horizontalmente. Resumindo, quanto mais sensores cross-type, mais preciso o seu foco.

Principais modos de foco em câmera DSLR:

AF-S (single) ou One-shot AF: Neste modo, sua câmera irá buscar contraste em um ponto de foco específico. Antes de tirar a foto, você aperta pela metade o disparador para focar a área que deseja, e mesmo que você mude a câmera de posição o foco irá travar naquele ponto específico enquanto o disparador estiver meio apertado.

Al Servo/Contínuo: Este foco é usado para rastrear objetos, boa opção para objetos em movimento. Ele automaticamente ajusta o foco caso o objeto se mova. Para que ele funcione, basta apertar o botão do disparador pela metade, ou o botão de foto Automático dedicado.

AF-A ou Al Focus AF: Este é um modo hibrido de foco automático. Se a câmera detecta que o objeto está parado, o modo do foco vai automaticamente para o AF-S(Single). Se o objeto se mover, o modo de foco muda automaticamente para o Al Servo (Contínuo).

Cada câmera tem o seu estilo de display para seleção do modo de foco. Recomendo a ler o manual de sua câmera para facilitar o processo. Vou listar aqui, algumas dicas para você obter um bom foco, caso não tenha luz suficiente. Use o AF-Assist da sua câmera ou speedlight: Use toda vez que você tiver problemas com foco em baixa luz. Para ativar, tenha certeza que o AF-Assist esteja ligado e o modo AF-S selecionado. Para ativar o AF-Assist em câmeras Canon, vá em Menu e escolha o penúltimo item, conforme figura abaixo.

Veja seu Shutter Speed: Mantenha seu Shutter Speed relativamente alto, para que a imagem fique mais congelada possível. Mas tome cuidado, se ficar alto demais, entrará pouquíssima luz. Utilize uma boa luz: Quanto melhor a luz, melhor o foco. Em ambientes com pouca luz, procure sempre levar uma iluminação artificial, como flashes ou leds. Utilize um tripé: Com um tripé, você pode pegar bons focos em um ambiente com baixa luz, sem se preocupar em movimentar a câmera. Utilize o foco manual: não tenha receio em usar o foco manual. Em algumas situações em que a câmera não estiver alcançando o foco desejado, este poderá te ajudar bastante.

5 Enquadramento, regras dos terços:

Agora vamos apresentar algumas dicas para você ter um enquadramento adequado em suas fotografias. Há várias técnicas de enquadramento, porém aqui apresentarei uma bem famosa e eficaz para sua prática. Esta regra consiste em imaginar em seu enquadramento, duas linhas horizontais e duas verticais, conforme mostraremos abaixo. Você posicionará os elementos mais importantes de sua cena ao longo destas linhas ou nos pontos de intersecção.

Quando for fotografar, imagine a cena dividida, como apresenta a imagem abaixo. Pense nos elementos mais importantes da fotografia e tente posicioná-los perto das linhas ou em suas intersecções. Eles não precisam estar perfeitamente posicionados, contanto que estejam próximos. Na imagem acima, temos o céu passando pela linha superior, o mar pela inferior, e o casal próximo a intersecção das linhas do centro. Esta técnica força você a pensar com maior cuidado na hora de fotografar, e te oferece a criar um hábito que te ajudará muito no enquadramento. Em fotografias de paisagens, é normal querer colocar o horizonte no centro da fotografia, mas isso fará uma fotografia dividida, não dando uma boa impressão. Ao invés disso, tente colocar a linha do horizonte ao longo da linha horizontal de baixo, ou bem próxima dela, conforme imagem abaixo.

Algumas câmera possuem a opção para aparecer o grid de forma que você possa se situar melhor no enquadramento. No processo de edição, você pode recortar a fotografia, de forma que ela se encaixe nesta regra e apresente um enquadramento mais adequado. Esta é uma regra eficaz, que funciona para a maioria das fotografias. Sempre que fotografar, imagine a composição destas linhas horizontais e verticais, isso irá te ajudar muito. Note que depois que começar a utilizar esta regra, notará uma diferença considerável.

Fotografias e técnicas aplicadas:

Tudo o que foi apresentado aqui é suficiente para que você aprenda a fotografar de forma satisfatória, pois você já tem a noção do papel da abertura, do ISO, do Shutter Speed, bem como conhecimentos sobre as lentes, o foco e enquadramento. Como mencionado anteriormente, este é um curso que apresenta o que você mais irá utilizar para fazer ótimas fotografias. Obtendo este conhecimento aqui descrito, tenho certeza que você aprenderá de forma rápida e irá gerar trabalhos com qualidades excelentes. O próximo conteúdo será totalmente ilustrativo. Você verá meus trabalhos e as informações dos parâmetros utilizados em cada fotografia.

Abertura foca de f.16 para profundidade, buscando detalhes das nuvens e das pessoas ao fundo. ISO de 125 pois o tempo estava claro, embora nublado, portanto não havia necessidade de aumentar a sensibilidade do sensor da câmera. Tempo de abertura de 1/200 segundos.

Abertura focal baixa para captar os detalhes das nuvens e obter uma profundidade elevada. Tempo de abertura de 1/1000 segundos para congelar o rápido movimento dos dançarinos. Para compensar a pouca entrada de luz devido à alta velocidade de abertura e a baixa abertura focal, elevamos a sensibilidade do sensor da câmera à luz, passando o ISO para 500.

Abertura Focal elevada para destacar o profissional. ISO de 800 devido à baixa luz do local. Como a lente não permitiu uma abertura maior, compensei a entrada de luz diminuindo o tempo de abertura para 1/160 segundos. Sempre deixe o ISO por último, quando a abertura e o tempo de abertura não forem suficientes para uma luz satisfatória.

Como o tempo estava totalmente nublado e com pouca luz, coloquei uma abertura relativamente alta, e diminui a velocidade de abertura. Com esses parâmetros não consegui o brilho da pele desejado, e nem que a senhora atrás dos meninos pudesse aparecer. Para corrigir este problema, aumentei a sensibilidade do sensor para ISO 400.

Este dia estava com muito sol e muito calor. Meu objetivo era poder mostrar toda a diversidade de cores e de pessoas. Diminui a abertura substancialmente para obter maior campo de profundidade e detalhes. O Tempo de abertura satisfatório para congelar os movimentos foi de 1/320. A sensibilidade foi aumentada sutilmente para 320, de forma a compensar a baixa abertura focal e o aumento do tempo de disparo.

Estava dentro do restaurante, e queria destacar os belos edifícios da Cidade do Panamá ao fundo. Para isso, diminui a abertura para um maior campo de profundidade. O tempo estava nublado, escuro, e por dentro do restaurante havia pouca luz. Assim, para compensar a baixa abertura focal, aumentei o tempo de disparo o suficiente para não embaçar a foto. Como não deu para aumentar mais, elevei a sensibilidade do sensor para chegar ao nível de luz que gostaria.

Como queremos mais campo de profundidade, diminuímos a abertura focal. Lembre-se que quando menor a abertura focal, maior o número f. Como o tempo estava muito escuro, selecionei um tempo mais elevado de Shutter Speed. Como o Shutter selecionado não foi suficiente, ajustei meu ISO para chegar a luz desejada. Note que ao passar o shutter de 1/200s para 1/100s eu aumentei o tempo em que a luz toca o sensor.

6 A importância da edição:

Outra coisa muito importante: Não basta saber captar de forma correta, aprenda a editar. Se você captou no enquadramento correto, atingiu a luz ideal e fez uma excelente composição, você está a 50% do caminho. A edição faz a diferença e complementa a fotografia. Uma fotografia sem edição adequada não está completa. É obrigação do fotógrafo profissional saber editar o que capta, trabalhar nas cores, nos recortes, retirar imperfeições, etc. Vou colocar aqui abaixo uma foto sem editar e outra editada para você ter noção da diferença.

Acima, vemos a fotografia não editada e abaixo desta temos a fotografia editada e pronta para a entrega. Notaram a diferença? Alguns podem dizer que a fotografia não editada esta satisfatória, mas a pergunta é: qual seu cliente escolheria? Qual aparenta ser mais profissional? Na segunda fotografia retiramos imperfeições da pele da modelo, aumentamos os tons de preto, trabalhamos sombras e claridade. Você verá que a edição é algo rápido quando você pega a prática, e que faz totalmente a diferença. É por isso que digo que a captura representa 50% do processo de criação. Se entregar um fotografia sem trata-la, você entregou seu trabalho 50% concluído. Um Guia completo sobre edição será lançado em breve. O mais importante por agora, é saber fazer uma boa fotografia, ter um bom equipamento, enquadrar de forma satisfatória e dominar as técnicas aqui apresentadas. É importante que você pesquise, pergunte e pratique. O processo de aprendizagem é trabalhoso e depende do seu esforço. Este livro buscou passar conhecimentos que você irá utilizar na prática. Seu entusiasmo é a chave para se tornar o melhor, e tenho certeza que se você se empenhar irá alcançar resultados extremamente satisfatórios.