Como funciona a incubadora e manutenção corretiva
Manutenção de Equipamentos Hospitalares
1 Como funciona a incubadora
A incubadora oferece um ambiente propício e livre de ameaças para que o bebê prematuro, com baixo peso ou outras deficiências complete seu amadurecimento. As incubadoras atuais contam com sistemas de controle que permitem acompanhar minuto a minuto a evolução do recém-nascido.
A incubadora é uma câmara fechada que tem a finalidade de proporcionar um ambiente propício ao amadurecimento dos bebês prematuros ou recém-nascidos. É fabricado com material transparente, possui um acolchoamento onde o bebê se deita e conta com entradas de ar e janelas.
Além disso, incluem sistemas de controle que permitem saber em tempo real o peso, a frequência cardíaca e a atividade cerebral da criança. Isso significa que indicam minuto a minuto como o organismo do bebê está funcionando.
Funções da incubadora
Existem determinadas características que a incubadora deve ter para poder cumprir seu objetivo de maneira eficaz. Estas são as principais:
- Servo controle: é um sensor que fica grudado na pele do bebê para medir sua temperatura. Se estiver baixa, automaticamente a incubadora emite calor. Se estiver alta, ele faz o contrário.
- Isolamento: uma das obrigações essenciais desses aparelhos. Os filtros de ar que existem na incubadora afastam germes e alérgenos que há no interior. Por isso, é um elemento tão importante para bebês com problemas no sistema imunológico.
- Sensores de umidade: da mesma forma que controla a temperatura, mede a umidade no interior da incubadora. Se houver pouca umidade, pode levar à desidratação do bebê.
Fonte de oxigênio: com o objetivo de prevenir doenças respiratórias nos recém-nascidos, a incubadora oferece um ambiente com muito oxigênio.
- Respiração assistida: em casos graves nos quais os bebês não conseguem respirar por conta própria, eles ficam incubados e se coloca uma bomba que lhes ajuda a completar esse processo mecanicamente.
- Raios UV: a luz ultravioleta da incubadora – que é ministrada em quantidades moderadas – serve para ativar a vitamina D endógena e para combater a icterícia, que é a coloração amarelada percebida na pele de alguns recém-nascidos.
Quando se coloca o bebê na incubadora?
Como afirmamos anteriormente, a incubadora possui ferramentas fundamentais para o controle das funções do recém-nascido. Além disso, permite afastá-lo das ameaças do meio ambiente que podem causar complicações nesses seres tão pequenos e, muitas vezes, indefesos.
Os casos mais comuns em que se faz necessário colocar o bebê em uma incubadora são estes:
Nascimento de bebês prematuros: um bebê é considerado prematuro quando não ultrapassou as 37 semanas de gravidez. Isso pode ser causado por diversos motivos, como pressão arterial elevada da mãe ou complicações na fase final da gravidez. A incubadora permite que o bebê se desenvolva completamente.
Baixo peso ao nascer: Considera-se que um bebê está com baixo peso quando tem menos de 2,5 kg ao nascer. Tanto se for um nascimento normal ou prematuro, a incubadora se encarrega de proteger o bebê e de administrar por via oral ou mediante via intravenosa os nutrientes que o seu corpo necessita.
- Dificuldades para manter a temperatura corporal: como a incubadora possui uma temperatura constante, ela permite suplantar esse problema.
- Deficiências no sistema imunológico: até que desenvolvam a capacidade de autodefesa contra os agentes patógenos, os bebês – geralmente os prematuros – são mantidos nesse ambiente livre de germes e micróbios que podem representar uma ameaça para a saúde.
No entanto, também pode ser devido a outras circunstâncias que o bebê precise ficar nesse período em uma incubadora:
- Fragilidade óssea ou fraqueza muscular.
- Falta de desenvolvimento dos pulmões.
- Déficit de desenvolvimento neurossensorial.
- Ausência de reflexo de sucção, o que impede o bebê de se alimentar sozinho.
2 Manutenção corretiva da incubadora
Quando ocorrer danos em uma ou mais partes do equipamento, segregue-o e identifique com uma etiqueta que o mesmo está “ em manutenção”.
Abaixo você irá ver alguns dos problemas que podem ocorrer com a incubadora.
Problema:Falta de aquecimento, mesmo com indicação de equipamento ligado.
Causa:a) Tensão de alimentação abaixo da especificação; b) Queima do Elemento Aquecedor; c) Falta de contato nas conexões internas da Incubadora.
Solução: a) Verificar a tensão da rede hospitalar b) Com o auxílio de um multímetro, testar a resistência de aquecimento e as conexões no interior do equipamento.(somente por pessoal técnico)
Problema:Superaquecimento no interior da cúpula
Causa:a) Corpo estranho (tecido ou papel) sobre a abertura de saída do ar da cúpula; b) Rompimento do cabo do sensor do comando termostático; c) Alteração no ajuste interno de temperatura.
Solução: a) Retirada de todo e qualquer elemento colocado sobre as aberturas de entrada e saída do ar da cúpula; b) Efetuar a troca do cabo do sensor do comando termostático; (somente por pessoal técnico) c) Recalibrar o ajuste do Controle Termostático. (somente por pessoal técnico)
Problema:Equipamento não entra em funcionamento
Causa:a) Má conexão do cabo de alimentação; b) Queima do fusível; c) Mau funcionamento da chave liga-desliga.
Solução:a) Conectar o cabo de alimentação corretamente à rede; b) Verificar o estado do fusível e substitui-lo; Testar o funcionamento da chave liga-desliga
Problema:Mau funcionamento dos displays indicadores de temperatura
Causa:a) Rompimento do cabo do respectivo sensor; b) Mau contato nas conexões internas do painel de controle
Solução:a) Efetuar a troca do cabo do sensor de temperatura (somente por pessoal técnico);b) Reajustar as conexões defeituosas (somente por pessoal técnico)
Problema:Indicação de falta de circulação de ar constantemente acionada.
Causa: a) Mau funcionamento do dispositivo de acionamento do micro-switch da circulação de ar;b) Queima do motor da circulação de ar.
Solução: a) Verificar o funcionamento deste dispositivo de acionamento (somente por pessoal técnico); b) Testar o motor da circulação de ar. (somente por pessoal técnico)