Inglês Instrumental
Interpretação de Textos em Inglês
1 O que é Inglês Instrumental?
Inglês instrumental é uma metodologia de aprendizado de uma habilidade específica de forma isolada baseado no (E.S.P.) English for Specific Purpose, que em português quer dizer: Inglês com Objetivos Específicos. No Brasil a habilidade de leitura é a mais utilizada pelo Inglês instrumental para tradução e interpretação de textos em inglês de forma rápida e efetiva.
Toda língua como o português, inglês, italiano, alemão tem 4 habilidades. Os cursos tradicionais de línguas ensinam as 4 habilidades ao mesmo tempo, sendo um pouco de cada em todas as aulas e por isso normalmente tem um longo período de duração. Por volta dos anos 70 chegou no Brasil uma metodologia chamada de E.S.P (English for Specific Purpose) que tem como objetivo trabalhar estas 4 habilidades de forma separada para um objetivo específico.
Quem mais utilizou esta técnica no Brasil foi o público acadêmico de pós-graduação como alunos e professores de mestrados e doutorados. O objetivo era atender a uma necessidade específica que é a era a leitura de livros e artigos em inglês e esta comunidade batizou o E.S.P. de Inglês Instrumental.
Para que serve o Inglês Instrumental?
A metodologia de inglês instrumental é ideal para quem precisa:
- Ler e traduzir livros, textos e artigos em inglês da sua área de trabalho. Profissionais de todas as áreas precisam desta habilidade, mas destacam-se os profissionais das áreas de saúde como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, nutricionistas e também da área de TI.
- Fazer uma prova de concurso público que cobre a língua inglesa. A cada ano que passa mais concursos públicos tem incluído a prova de inglês entre as matérias e esta parece ser uma tendência principalmente dos que oferecem maior remuneração e benefícios.
- Fazer uma prova de vestibular e ENEM que cobram a interpretação de textos em inglês. Em cursos extremamente concorridos como medicina, ITA, IME perder uma única questão na prova de inglês pode fazer toda a diferença no resultado final.
- Passar em um teste de proficiência em inglês de um processo seletivo de mestrado ou doutorado. O inglês instrumental torna-se uma ferramenta estratégica já que os processos seletivos tem a proficiência na leitura da língua inglesa como eliminatória, em outros casos serve como critério de desempate e também como definição de qual aluno terá direito a uma bolsa de estudos.
2 Técnicas de Leitura:
As técnicas de leitura, como o próprio nome diz, vão nos ajudar a ler um texto. Existem técnicas variadas, mas veremos as mais utilizadas. Ao ler um texto em Inglês, lembre-se de usar as técnicas aprendidas, elas vão ajudá-lo. O uso da gramática vai ajudar também. As principais técnicas são: a identificação de cognatos, de palavras repetidas e de pistas tipográficas. Ao lermos um texto vamos, ainda, apurar a ideia geral do texto (general comprehension) e utilizar duas outras técnicas bastante úteis: skimming e scanning.
a) Cognatos:
Os cognatos são palavras muito parecidas com as palavras do Português. São as chamadas palavras transparentes. Existem também os falsos cognatos, que são palavras que achamos que é tal coisa, mas não é; os falsos cognatos são em menor número, estes nós veremos adiante. Como cognatos podemos citar: school (escola), telephone (telefone), car (carro), question (questão, pergunta), activity (atividade), training (treinamento)... Você mesmo poderá criar sua própria lista de cognatos
b) Palavras repetidas:
As palavras repetidas em um texto possuem um valor muito importante. Um autor não repete as palavras em vão. Se elas são repetidas, é porque são importantes dentro de texto. Muitas vezes para não repetir o mesmo termo, o autor utiliza sinônimos das mesmas palavras para não tornar o texto cansativo.
c) Pistas tipográficas:
As pistas tipográficas são elementos visuais que nos auxiliam na compreensão do texto. Atenção com datas, números, tabelas, gráficas, figuras... São informações também contidas no texto. Os recursos de escrita também são pistas tipográficas. Por exemplo:
- ... (três pontos) indicam a continuação de uma ideia que não está ali exposta;
- negrito dá destaque a algum termo ou palavra;
- itálico também destaca um termo, menos importante que o negrito;
- ‘’ ‘’ (aspas) salientam a importância de alguma palavra;
- () (parênteses) introduzem uma ideia complementar ao texto.
d) General Comprehension:
A ideia geral de um texto é obtida com o emprego das técnicas anteriores. Selecionando-se criteriosamente algumas palavras, termos e expressões no texto, poderemos chegar à ideia geral do texto. Por exemplo, vamos ler o trecho abaixo e tentar obter a “general comprehension” deste parágrafo:
“Distance education takes place when a teacher and students are separated by physical distance, and technology (i.e., voice, video and data), often in concert with face-to-face communication, is used to bridge the instructional gap.”
From: Engineering Outreach
College of Engineering – University of Idaho
A partir das palavras cognatas do texto (em negrito) podemos ter uma ideia geral do que se trata; vamos enumerar as palavras conhecidas (pelo menos as que são semelhantes ao Português):
- distance education = educação a distância
- students = estudantes, alunos
- separeted = separado
- physical distance = distância física
- technology = tecnologia
- voice, video, data = voz, vídeo e dados (atenção: “data” não é data)
- face-to-face communication = comunicação face-a-face
- used = usado (a)
- instructional = instrucional
Então você poderia dizer que o texto trata sobre educação a distância; que esta ocorre quando os alunos estão separados fisicamente do professor; a tecnologia (voz, vídeo, dados) podem ser usados de forma instrucional. Você poderia ter esta conclusão sobre o texto mesmo sem ter muito conhecimento de Inglês. É claro que à medida que você for aprendendo, a sua percepção sobre o texto também aumentará. Há muitas informações que não são tão óbvias assim.
e) Skimming
“skim” em inglês é deslizar à superfície, desnatar (daí skimmed milk = leite desnatado), passar os olhos por. A técnica de “skimming” nos leva a ler um texto superficialmente. Utilizar esta técnica significa que não precisamos ler cada sentença, mas sim passarmos os olhos por sobre o texto, lendo algumas frases aqui e ali, procurando reconhecer certas palavras e expressões que sirvam como ‘dicas’ na obtenção de informações sobre o texto. Às vezes não é necessário ler o texto em detalhes. Para usar esta técnica, precisamos nos valer dos nossos conhecimentos de Inglês também.
Observe este trecho:
“Using this integrated approach, the educator’s task is to carefully select among the technological options. The goal is to build a mix of instructional media, meeting the needs of the learner in a manner that is instructionally effective and economically prudent.”
From: Engineering Outreach
College of Engineering – University of Idaho
Selecionando algumas expressões teremos:
- integrated approach = abordagem (approach = abordagem, enfoque) integrada
- educator’s task = tarefa (task = tarefa) do educador – ‘s significa posse = do
- tecnological options = opções tecnológicas (tecnological é adjetivo)
- goal = objetivo
- a mix instrucional media = uma mistura de mídia instrucional.
Com a técnica do “skimming” podemos dizer que este trecho afirma que a tarefa do educador é selecionar as opções tecnológicas; o objetivo é ter uma mistura de mídias instrucionais de uma maneira instrucionalmente efetiva e economicamente prudente.
f) Scanning:
“Scan” em Inglês quer dizer examinar, sondar, explorar. O que faz um scanner? Uma varredura, não é?! Logo, com a técnica de “scanning” você irá fazer uma varredura do texto, procurando detalhes e idéias objetivas. Aqui é importante que você utilize os conhecimentos de Inglês; por isso, nós vamos ver detalhadamente alguns itens gramaticais no ser “ Estudo da Língua Inglesa”.
Olhe este trecho:
“Teaching and learning at a distance is demanding. However, learning will be more meaningful and “deeper” for distant students, if students and their instructor share responsibility for developing learning goals: actively interacting with class members; promoting reflection on experience; relating new information to examples that make sense to learners. This is the challenge and the opportunity provided by distance education.”
Poderíamos perguntar qual o referente do pronome “their” em negrito no trecho?
Utilizando a técnica de skimming, seria necessário retornar ao texto e entender a sentença na qual o pronome está sendo empregado. “Their“ é um pronome possessivo (e como tal, sempre vem acompanhado de um substantivo) da terceira pessoa do plural (o seu referente é um substantivo no plural). A tradução de “their instructor” seria seu instrutor . Seu de quem? Lendo um pouco para trás, vemos que há “students”; logo concluímos que “their” refere-se a “students, ou seja, instrutor dos alunos”.
g) Prediction:
É a atividade pela qual o aluno é levado a predizer, inferir o conteúdo de um texto através do título ou de outros elementos tipográficos, como ilustrações, por exemplo. Sendo uma atividade do tipo pré-leitura, a prediction contribui para estimular o interesse e a curiosidade do aluno pelo conteúdo de um texto que o tópico sugere. Quanto mais cultura geral (background knowledge) tiver o leitor, mais fácil será a sua prediction. Tomemos como exemplo o título "ecologia". Um leitor com um conhecimento razoável poderia ordinariamente predizer sobre o assunto listando palavras como: Meio-ambiente Poluir Desastroso Poluentes Matar Devastação Poluição Florestas tropicais Animais em extinção Proteger Protestos Chuva ácida Produtos químicos: Natureza Reflorestar Envenenar Etc... Estas palavras poderiam até não fazer parte do texto, mas é muito provável que façam. Observe agora o mesmo título em inglês e avalie o grau de dificuldade comparado com aquele em português.
h) Critical Reading:
Ao final de cada leitura, o bom leitor deveria estar atento para tudo o que lhe foi transmitido através do texto, procurando avaliar o conteúdo do mesmo mediante perguntas tais como: O texto é interessante?...por que? A leitura do texto acrescentou algo novo aos seus conhecimentos? O texto foi apresentado de modo objetivo, superficial, profundo, confuso..? Você discorda ou concorda com as idéias do autor? O autor foi imparcial ou tendencioso? Você conseguiu captar alguma Segunda intensão nas entrelinhas do texto? Você acrescentaria algo que não foi mencionado?
j) Contextual Reference:
Normalmente existem no texto elementos de referência que são usados para evitar repetições e para interligar as sentenças, tornando a leitura mais compreensível e fluente. Esses elementos aparecem na forma de pronomes diversos: Pessoais: he, she, it, they, etc. Demonstrativos: this, that, those, such; Relativos: who, whom, whose, that, which; Adjetivos possessivos: his, her, our. Veja alguns exemplos abaixo:
- I asked my students why they had chosen the ESP course.
- This description is very simple. It follows a diagram in numbered stages.
- Geologists use explosive charges and seismic refraction to find oil storages. These techniques have proved to be successful in the desert.
Texto 1
LOS ANGELES — Come summer 2006, Warner Brothers Pictures hopes to usher “Superman” into thousands of theaters after a 19-year absence. But given the tortured history surrounding that studio’s attempts to revive “Superman,” the forerunner of Hollywood’s now-ubiquitous comic-book blockbusters, the Man of Steel’s arrival would be nothing short of a miracle. Since Warner began developing a remake of the successful comic-book franchise in 1993, it has spent nearly $10 million in development, employed no fewer than 10 writers, hired four directors and met with scores of Clark Kent hopefuls without settling on one. The latest director — Bryan Singer, who directed “X-Men” and its sequel, was named on July 18 to replace Joseph McGinty Nichol, known as McG, who left the project after refusing to board a plane to Australia, where the studio was determined to make the film.
The New York Times, July 22, 2004.
Texto 2
3 Grupos Nominais:
Grupos Nominais I:
Grupos nominais são expressões de caráter nominal em que prevalecem os substantivos e adjetivos, cuja ordem na frase ordinariamente não corresponde ao português. Observe os exemplos a seguir e note que a disposição das palavras na tradução não é correspondente ao inglês: A charismatic leader Black Africa Um líder carismático África negra South American Societies Brazil's high cost of living Sociedades da América do Sul O alto custo de vida do Brasil Sempre existe no grupo nominal uma palavra mais importante (headword), que normalmente é um substantivo, como você pode ver nos exemplos acima: leader, Africa, societies, cost.
Você também notou que em torno das headwords orbitam outras palavras, como adjetivos, advérbios ou mesmo outros substantivos, que são chamados modificadores (modifiers). Vejamos outros exemplos e a posição das headwords e dos modifiers: The economic crisis. Affixation: Como você sabe, existem palavras que são derivadas através de afixos (prefixos e sufixos) e que esses afixos podem alteram a classe gramatical das palavras, ou o seu sentido. Por isso, reconhecê-las e saber o seu significado, representa um valioso recurso adicional da compreensão do texto. Então vejamos: Inadequate (inadequado), Disconnect (desligar), Brazilian (Brasileiro), Formation (formação), Inconstitucional (inconstitucional). Grande parte dos afixos em Inglês são semelhantes ao Português devido à sua origem grega ou latina, conforme os exemplos acima. Devemos ter em mente, porém, que muitos outros não possuem a mesma origem e são, por isso, mais difíceis de compreender.
Unhappy (infeliz), Underground (subsolo), Misunderstanding (desentendimento), Useful (útil), Useless (inútil), Wisdom (Sabedoria), Unforgetable (inesquecível). Quando acrescentamos um sufixo, a palavra geralmente muda sua classe gramatical, sem alterar o significado.
No caso do prefixo, torna-se uma nova palavra, porém sem alterar a classe gramatical.
Grupos Nominais II:
Um grupo nominal é um grupo de palavras formado por um substantivo e seus modificadores que podem ser artigos, numerais, quantificadores, pronomes e/ou adjetivos, por exemplo. O substantivo é o núcleo semântico, ou seja, a palavra-núcleo ou chave (headword =H) e os demais elementos são modificadores (modifier = M). Um dos desafios em seu reconhecimento é que a grafia da palavra é a mesma, mas a ordem em que ela é colocada pode trazer significados diferentes. Observe:
Em 1 é a palavra program que recebe os modificadores ao passo que em b é a palavra control que recebe os modificadores. Essa diferença é significativa, pois o assunto é diferente apesar da palavra estar escrita de forma idêntica. No entanto, em Inglês, a ORDEM é significativa. Ela tem significado. Conforme exemplos, a última (da esquerda para a direita) palavra da cadeia é a palavra principal, ou seja, ela diz o que a coisa é, enquanto que as precedentes apenas descrevem o item. Para se entender o significado destes grupos nominais em inglês, é preciso ler a fila de palavras de trás para frente. Na leitura teríamos:
Os grupos nominais formam assim unidades de significado que podem se combinar em sentenças. Para permitir a construção de sequências lineares há elementos que funcionam como elos de ligação: preposições. Observe a frase a seguir:
A palavra dentro do círculo caracteriza a cápsula verbal (appears) que ao identificada pode ser separada e classificada de acordo com as fórmulas no quadro de formas verbais estudado anteriormente. Conforme o referido quadro : sentença= S+V(s)+C= Presente simples). Essa divisão reduz a sentença a três segmentos principais, a saber: S +V+ C. Com o propósito de leitura e entendimento, o que resta pode ser subdividido ainda em grupos nominais tendo as preposições como elementos separadores de unidades de sentido. Cada subdivisão por sua vez é formada de uma palavra-núcleo (N) e modificadores (M) e o elemento de ligação (preposição) entre elas é chamado de LINKER (L) pela função de ligação sintática e semântica que exerce. Observe a mesma frase após a subdivisão e identificação de termos (o símbolo indica a separação entre os termos).
O conhecimento da cápsula verbal e do grupo nominal fornece uma melhor noção de como as palavras se organizam em sintagmas para veicular mensagens. O reconhecimento das partes constituintes da cápsula verbal e do grupo nominal, respectivamente, também dá condição de analisarmos a hierarquia entre os elementos quando se trata do entendimento textual. Tendo claro o objetivo de leitura, a visão dessa hierarquia é decisiva como critério para a busca de palavras no dicionário.
4 Grupos Verbais:
O present tense do verbo be (ser/estar) tem as seguintes formas:
Na afirmativa:
Na negativa:
Emprega-se o verbo be para:
(a) identificar pessoas ou algo:
(b) descrever o estado físico ou mental:
(c) falar sobre profissões:
(d) falar sobre a idade:
(e) falar sobre o tempo, horas, preços, etc.:
(f) falar sobre posses:
(g) falar sobre a localização:
Texto complementar 3:
What is a Computer Processor?
The computer memory or computer RAM of a computer is a collection of integrated circuits that temporarily holds data and program information for the computer to use. When the computer is shutoff the memory in the computer RAM is erased. There are many different types of computer memory, but the most common kind that we use in our desktops today is DDR (Double Data Rate), DDR2, and DDR3 DRAM. The difference between the 3 variations of DDR is that DD2 has higher clock speeds than DDR, and DDR3 has an even higher clock speed than the DDR2 computer RAM. A laptop uses the same kinds of computer memory, but they come in a different packaging called SODIMMS, so be wary when upgrading a laptop’s memory that you pick you out the right kind.
O present tense do verbo there+be (haver) tem as seguintes formas:
na afirmativa:
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
A forma contraída do verbo there+be na afirmativa nunca ocorre no fim de uma frase:
Consideremos a frase seguinte:
O sujeito da frase (a boy) satisfaz duas condições:
- é indefinido
- é seguido do verbo be (is)
Sendo assim, é mais frequente dizer-se em inglês:
sem alterar o sentido da frase, colocando there no início da frase e o sujeito (a boy) a seguir ao verbo be (is).
Vejamos mais alguns exemplos:
Quando o verbo be é usado para exprimir existência, a utilização do there+be é necessária:
Repare que estes exemplos não podem ser convertidos como os do ponto anterior:
Em todos os exemplos anteriores, a palavra there não é acentuada. Compare os dois exemplos seguintes, e repare no significado da palavra there:
(a) there não acentuada:
(b) there acentuada:
Repare que o sujeito (a girl) do primeiro exemplo é indefinido, e o sujeito (the girl) do segundo é definido.
Em linguagem informal, a forma singular there is é por vezes empregada para exprimir algo no plural em vez de there are. Esta forma no singular é, no entanto, considerada por muitos incorreta.
(1) Literalmente, deveria ser há.
5 Past Tense:
O past tense do verbo be (ser/estar) tem as seguintes formas:
na afirmativa:
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do past tense do verbo be é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
Emprega-se o past tense do verbo be para:
(a) identificar pessoas ou algo:
(b) descrever o estado físico ou mental:
(c) falar sobre profissões:
(2) Não se utiliza o artigo indefinido a(n) no plural.
(d) falar sobre a idade:
(3) É bastante freqüente os estudantes portugueses da língua inglesa empregarem o verbo to
have (que é incorreto) em vez do verbo be para fazer referência à idade de pessoas ou algo.
(4) years old pode ser omitido quando se refere à idade de pessoas.
(e) falar sobre o tempo, horas, preços, etc.:
(f) falar sobre posses:
(g) falar sobre a localização:
Texto complementar 4:
Someone to remember:
Mahatma Gandhi was Born on Octuber 2, 1869, in Porbandar, India. At that time, India was a colony of the British Empire and many people lived in poverty because the British exploited the country’s wealth. When Gandhi was 19 years old, he went to England to study Law and became a lawyer. In London, Gandhi began to develop his philosophy of life. He read religious classics and studied different religions. When he went back to India, people celebrated his arrival but Gandhi was not happy because he wanted to live a simple life in the Indian countryside. So he traveled by train throughout India in third class and he saw the country and how people lived and worked there. He encouraged people to fight for India’s independence and organized many demonstrations, but he never used violence. After the war, in 1947, India became independent. On January 30, 1948, Gandhi was assassinated. A Hindu fanatic, who opposed Gandhi’s program of tolerance of all creeds and religions, shot him three times. The man who preached and practice non-violence his hole life, died violently.
O tempo verbal past simple (ou simple past) tem as seguintes formas:
na afirmativa (verbos regulares, por ex. to ask):
na afirmativa (verbos irregulares, por ex. to buy):
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do tempo verbal past simple é apenas um dos exemplos possíveis entre vários, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
nas respostas breves:
Veja as regras ortográficas dos verbos regulares na afirmativa do tempo verbal past simple.
Na afirmativa, os verbos irregulares do tempo verbal past simple variam consideravelmente, e não terminam em -ed:
Para consultar a lista dos verbos irregulares veja irregular verbs (na segunda coluna past simple).
Na negativa, os verbos tanto regulares como irregulares formam-se da seguinte maneira:
did not + (base do verbo) = didn't + (base do verbo)
Na interrogativa, os verbos tanto regulares como irregulares formam-se da seguinte maneira:
did + (sujeito) + (base do verbo) ?
NOTA: O verbo auxiliar did não possui nenhum significado em particular, mas a sua utilização é necessária tanto na negativa como na interrogativa.
O tempo verbal past simple estabelece uma relação somente com o passado.
Emprega-se o past simple para descrever:
(a) ações que ocorrem num momento bem definido do passado:
(b) ações que ocorrem num momento (que não é mencionado) do passado e que pode ser identificado a partir de um contexto conhecido entre os intervenientes:
(c) ações repetidas do passado:
(d) hábitos do passado:
(e) ações que decorrem durante um período de tempo no passado sem nenhuma relação com o presente:
(f) ações quando se pergunta ou responde sobre o tempo:
O past tense do verbo there+be (haver) tem as seguintes formas:
na afirmativa:
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do past tense do verbo there+be é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
Consideremos a frase seguinte:
O sujeito da frase (a boy) satisfaz duas condições:
- é indefinido
- é seguido do verbo be (was)
Sendo assim, é mais frequente dizer-se em inglês:
sem alterar o sentido da frase, colocando there no início da frase e o sujeito (a boy) depois do verbo be (was).
Vejamos mais alguns exemplos:
(2) Literalmente, deveria ser houve / havia
Quando o verbo be é empregado para exprimir existência, a utilização de there+be é necessária:
Repare que estes exemplos não podem ser convertidos como os do ponto anterior:
6 Futuro:
O future simple tem as seguintes formas:
na afirmativa:
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do future simple é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
nas respostas breves:
O future simple forma-se da seguinte maneira:
SHALL / WILL + (base do verbo)
onde SHALL / WILL = verbo auxiliar modal
Emprega-se o shall:
- na 1ª pessoa do singular e plural
- principalmente em inglês britânico
- em linguagem formal
- na escrita, não se emprega a forma contraída 'll
Emprega-se o will:
- em todas as pessoas (incluindo a 1ª) do singular e plural
- em forma contraída 'll em linguagem informal
Em inglês britânico, não existe nenhuma diferença em significado entre o shall e o will quando estes são empregados para informar ou prever algo no futuro. No entanto, o shall é menos utilizado hoje em dia.
Na negativa, adiciona-se not a seguir ao verbo auxiliar modal shall / will.
Na interrogativa, invertem-se o verbo auxiliar modal shall / will e o sujeito.
Emprega-se o future simple para:
(a) fazer uma previsão no futuro:
(b) exprimir um facto no futuro:
(c) exprimir uma decisão espontânea:
(d) se oferecer para fazer algo. Emprega-se somente o shall na 1ª pessoa do singular na interrogativa:
(e) fazer uma sugestão. Emprega-se somente o shall na 1ª pessoa do plural na interrogativa:
(f) fazer um pedido. Emprega-se somente o will na 2ª pessoa do singular / plural na interrogativa:
(g) exprimir uma opinião. Normalmente, emprega-se um dos seguintes verbos (ex. think, suppose, doubt if, assume) ou advérbios (ex. perhaps, probably, possibly):
(h) exprimir uma forte probabilidade no presente:
(i) fazer uma ameaça:
(j) fazer uma promessa:
(k) fazer uma recusa:
NOTA: O future simple nas alíneas (a-b) é por vezes conhecido por pure future, porque exprime algo que irá acontecer no futuro. No entanto, nas alíneas (c-k), o mesmo não pode ser considerado como tal, porque existe uma intenção pessoal.
Em inglês formal, arcaico, ou literário, shall é por vezes empregado na 2ª e 3ª pessoa do singular e plural para:
(a) fazer uma promessa:
(b) fazer uma ameaça:
(c) exprimir uma proibição:
(d) fazer uma concessão:
Texto complementar 5:
O future "going to" tem as seguintes formas:
na afirmativa:
As formas contraídas na afirmativa são:
I'm / you're / he's / she's / it's / we're / they're going to do
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do future "going to" é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
As outras formas contraídas na negativa são:
I'm / you're / he's / she's / it's / we're / they're not going to do
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
nas respostas breves:
O future "going to" forma-se da seguinte maneira:
BE + GOING TO + (base do verbo)
onde BE = verbo auxiliar be no present tense (ex. am, is, are)
Na negativa, adiciona-se not a seguir ao verbo auxiliar be.
Na interrogativa, invertem-se o verbo auxiliar be e o sujeito.
Emprega-se o future "going to" para:
(a) prever algo num futuro imediato ou próximo. A previsão baseia-se no que sabemos, vemos, ou sentimos no momento em que falamos:
(b) exprimir uma intenção, um plano, ou uma decisão:
Embora a combinação entre "going to + go" (ou "going to + come") seja possível, a mesma é normalmente evitada por falta de boa sonância. Como alternativa, emprega-se o tempo verbal present continuous:
O future continuous (ou future progressive) tem as seguintes formas:
na afirmativa:
Na afirmativa, somente a forma contraída de will é empregue:
I / you / he / she / it / we / they 'll be doing
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do future continuous é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
Forma contraída de shall not:
I / we shan't be doing
Forma contraída de will not:
I / you / he / she / it / we / they won't be doing
I / you / he / she / it / we / they 'll not be doing
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
nas respostas breves:
O future continuous forma-se da seguinte maneira:
SHALL / WILL BE + (base do verbo) + ING
onde SHALL / WILL BE = verbo auxiliar be no future simple
Emprega-se o shall:
- na 1ª pessoa do singular e plural
- principalmente em inglês britânico
- em linguagem formal
- na escrita, não se emprega a forma contraída 'll
Emprega-se o will:
- em todas as pessoas (incluindo a 1ª) do singular e plural
- em forma contraída 'll em linguagem informal
O shall é menos utilizado hoje em dia.
Na negativa, adiciona-se not a seguir ao verbo auxiliar modal shall / will.
Na interrogativa, invertem-se o verbo auxiliar modal shall / will e o sujeito.
Emprega-se o future continuous para
(a) descrever ações que irão decorrer num determinado momento no futuro:
(b) perguntar sobre os planos de alguém, ou pedir informações sobre algo, de uma forma delicada:
O future perfect continuous (ou future perfect progressive) tem as seguintes formas:
na afirmativa:
Na afirmativa, somente a forma contraída de will é empregue:
I / you / he / she / it / we / they 'll have been doing
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do future perfect continuous é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
Forma contraída de shall not:
I / we shan't have been doing
Forma contraída de will not:
I / you / he / she / it / we / they won't have been doing
I / you / he / she / it / we / they 'll not have been doing
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
forma completa e contraída de shall not:
- shall I / we not have been doing?
- shan't I / we have been doing?
- forma completa e contraída de will not:
- will I / you / he / she / it / we / they not have been doing?
- won't I / you / he / she / it / we / they have been doing?
nas respostas breves:
O future perfect continuous forma-se da seguinte maneira:
SHALL / WILL HAVE BEEN + (base do verbo) + ING
onde SHALL / WILL HAVE BEEN = verbo auxiliar have no future perfect simple
Emprega-se o shall:
- na 1ª pessoa do singular e plural
- principalmente em inglês britânico
- em linguagem formal
- na escrita, não se emprega a forma contraída 'll
Emprega-se o will:
- em todas as pessoas (incluindo a 1ª) do singular e plural
- em forma contraída 'll em linguagem informal
O shall é menos utilizado hoje em dia.
Na negativa, adiciona-se not a seguir ao verbo auxiliar modal shall / will.
Na interrogativa, invertem-se o verbo auxiliar modal shall / will e o sujeito.
O future perfect continuous é empregue para descrever uma ação contínua (muitas vezes já em progresso) que acaba antes de um determinado momento no futuro, e é frequentemente utilizado com by+(expressão temporal):
O future perfect simple tem as seguintes formas:
na afirmativa:
Na afirmativa, somente a forma contraída de will é empregue:
I / you / he / she / it / we / they 'll have done
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
nas respostas breves:
O future perfect simple forma-se da seguinte maneira:
SHALL / WILL HAVE + PAST PARTICIPLE
onde SHALL / WILL HAVE = verbo auxiliar have no future simple
e PAST PARTICIPLE = verbo principal no particípio passado
NOTA: O PAST PARTICIPLE dos verbos regulares termina em -ed (ex. washed, played, listened, etc.). Dos irregulares, é terminado de forma diferente (ex. broken, done, known, etc.).
Emprega-se o shall:
- na 1ª pessoa do singular e plural
- principalmente em inglês britânico
- em linguagem formal
- na escrita, não se emprega a forma contraída 'll
Emprega-se o will:
- em todas as pessoas (incluindo a 1ª) do singular e plural
- em forma contraída 'll em linguagem informal
O shall é menos utilizado hoje em dia.
Na negativa, adiciona-se not a seguir ao verbo auxiliar modal shall / will.
Na interrogativa, invertem-se o verbo auxiliar modal shall / will e o sujeito.
O future perfect simple é empregue para descrever algo que terá acabado antes de qualquer outro tempo ou algo no futuro, e é frequentemente utilizado com by+(expressão temporal):
O future do verbo there+be (haver) tem as seguintes formas:
na afirmativa:
A forma contraída na afirmativa é there'll be.
(1) A tradução (para a língua portuguesa) da conjugação do future do verbo there+be é apenas um exemplo entre várias outras possibilidades, estando este tempo verbal dependente do contexto de uma frase.
na negativa:
na interrogativa:
na interrogativa negativa:
Consideremos a frase seguinte:
O sujeito da frase (someone) satisfaz duas condições:
- é indefinido
- é seguido do verbo be (will be)
Sendo assim, é mais frequente dizer-se em inglês:
sem alterar o sentido da frase, colocando there no início da frase e o sujeito (someone) depois do verbo be (will be).
Vejamos mais alguns exemplos:
(2) Literalmente, a palavra traduzida deveria ser Haverá.
Quando o verbo be é empregue para exprimir existência, a utilização do there+be é necessária:
Repare que estes exemplos não podem ser convertidos como os do ponto anterior:
7 Falsos cognatos (False Friends):
Os false cognates ou false friends são palavras que têm a mesma forma, ou forma semelhante, em duas línguas, mas que têm significados diferentes. Essas semelhanças costumam induzir os estudantes portugueses da língua inglesa em empregá-las incorretamente.
a = um, uma
a (artigo definido) = the
actual = real, verdadeiro
actual = current, present
actually = na realidade, efectivamente
actualmente = at present, nowadays
agenda = ordem do dia
agenda = diary
alias = também chamado; pseudónimo, outro nome
aliás = as a matter of fact; besides; incidentally; nevertheless
almond = amêndoa
almôndega = meatball
bank = banco (instituição bancária); margem (do rio)
banco (de assento) = bench, stool
boat = barco, bote, pequeno navio
boate (clube nocturno) = nightclub
cave = caverna, gruta
cave = basement, wine-cellar
celebrate = celebrar (no sentido de festejar, comemorar)
celebrar (um contrato) = make (a contract)
comprehensive = completo, abrangente
compreensivo = understanding
condescending = com ar de superioridade; com ar protector
condescendente = complaisant, acquiescent, obliging
constipation = prisão de ventre
constipação = a cold
costume = traje, vestuário
costume = custom, habit
cup = chávena; taça (prémio, troféu)
copo = glass
decorate = decorar (no sentido de enfeitar)
decorar (no sentido de memorizar) = memorize, learn by heart
devolve = passar a ser da competência de; transferir, delegar
devolver = give back, return; refund
discussion = discussão (no sentido de debate)
discussão (briga, desavença) = argument, quarrel
disinterested = imparcial
desinteressado = uninterested
dislocate = deslocar (de articulação, ex. braço, ombro)
deslocar (movimento) = go, move, commute, travel
exit = saída; sair
êxito = result, success; hit (in films, music, etc.)
explication = explicação ou interpretação (de um texto literário)
explicação (lição) = private lesson
explore = explorar (região desconhecida); examinar, pesquisar
explorar (tirar partido de; tirar proveito da boa-fé) = exploit
facilities = instalações, facilidades (meios de conseguir um fim)
facilidades (meios de conseguir um fim) = facilities
formation = formação (no sentido de disposição, constituição)
formação (profissional) = training
investigation = investigação, indagação
investigação (estudo científico) = research
journal = revista (especializada)
jornal = newspaper
lecture = conferência, palestra; aula; sermão, descompostura
leitura = reading
maggot = larva de insecto
magote = a crowd of people; a heap of things
manifestation = manifestação (no sentido de mostrar, revelar)
manifestação (no sentido de protesto) = demonstration
notorious = de reputação duvidosa, com má fama
notório = well-known
paper = papel; jornal; prova de exame
papel (de um actor) = role
particular = específico; especial; exigente, minucioso
particular (pessoal) = private
pass = passar; passar em; passar por; aprovar
passar (a limpo) = make (a fair copy)
petrol = gasolina
petróleo = oil, petroleum
pilot = piloto (de avião, barco, ou porto); prático (de náutica)
piloto (automóvel de corrida) = racing driver
prejudice = preconceito
prejuízo (dano) = damage, harm, loss
presently = em breve, logo
presentemente = at present
pretend = fingir, simular
pretender (fazer) = intend (to do)
process = tratar, processar (substância, material, etc.)
processar (jurídico) = prosecute, sue, take proceedings against
prorogue = interromper sessão parlamentar
prorrogar = extend, prolong; adjourn
prosecute = processar (no sentido jurídico)
prosseguir (estudos) = continue
push = empurrar
puxar = pull
reclaim = recuperar; reivindicar; desbravar; aterrar (com terra)
reclamar = complain; claim; demand
reform = reformar (no sentido de modificar, melhorar, corrigir)
reformar (no sentido de aposentar) = retire
repair = consertar, reparar
reparar (no sentido de notar) = notice
resume = retomar, reassumir, reatar, recomeçar
resumir = summarize, sum up, condense
revise = rever, reexaminar
revistar = search, frisk, inspect
secretary = secretário, secretária (pessoa)
secretária (mesa) = desk, writing-desk
sensible = sensato, razoável
sensível = sensitive
soldier = militar (do exército)
soldado (raso) = private
stranger = pessoa estranha; desconhecido
estrangeiro = foreigner
sympathetic = compreensivo, compassivo
simpático = kind, nice
tranquillize = tranquilizar (com sedativo)
tranquilizar = calm, quieten, reassure
PALAVRAS DE MÚLTIPLOS SENTIDOS:
É comum a todas as línguas a ocorrência de palavras com significado ou função gramatical múltiplos. Freqüentemente este múltiplo sentido em um idioma não tem correspondente em outro. Quer dizer: os termos nem sempre cobrem as mesmas áreas de significado entre diferentes idiomas. Este fenômeno, também chamado de polissemia, ocorre com qualquer idioma; assim como o português, o inglês também tem inúmeras palavras de múltiplo significado. É, entretanto a ocorrência do fenômeno na língua mãe do aluno que causa maior dificuldade.
Partir do geral para o particular é sempre mais difícil do que o inverso. Generalizar ou representar diferentes idéias através de um único símbolo pode se comparar ao ato de misturar o feijão e o arroz numa mesma panela: uma tarefa que não exige muito esforço. Especificar diferentes idéias, as quais estamos acostumados a generalizar em uma única palavra, em palavras diferentes da língua estrangeira, pode-se comparar ao ato de separar o arroz e o feijão que haviam sido misturados. Certamente uma tarefa muito mais difícil.
Portanto, sempre que diferentes idéias representadas pela mesma palavra na língua mãe do aluno corresponderem a diferentes palavras na segunda língua, o mesmo terá dificuldades em expressar-se corretamente. As diferentes palavras do inglês que correspondem aos diferentes significados da palavra do português, podem eventualmente funcionar como sinônimos, portanto neutralizando o contraste entre os dois idiomas.
8 Afixos:
FORMAÇÃO DE PALAVRAS:
A Morfologia ocupa um lugar importante no inglês técnico e científico. Muitas palavras são formadas pelo acréscimo de uma sílaba ou partícula antes (prefixo) ou depois (sufixo) de sua raiz. Para interpretar o significado da palavra através de sua análise, deve-se decompor a palavra em pequenas partes, tais como: raiz, prefixo e sufixo. Prefixo é o elemento que vem antes da raiz e altera o significado da palavra. Sufixo é o elemento que vem depois da raiz e geralmente faz com que a palavra mude de classe gramatical.
PREFIXOS:
IN-, IM-, UN-, IL-, A-, NON-, DE- (são prefixos que expressam negação: não, oposto a)
Exs.: inactive, impossible, unusual, irrellevant,illegal, amoral, non-smoker, deforestation.
mis - (expressa incorreção, erro). Ex.: miscalculate
dis - (expressa negação). Ex.: disconnect.
mal - (pejorativo). Ex..: malformed.
pseudo – (imitação). Ex.: pseudo-christianity.
Prefixos que expressam tamanho ou grau:
- Super – (acima, mais do que). Ex.:
- Out – (fazer alguma coisa mais rápida, etc. do que). Ex.: outrun.
- Sur – (sobre e acima). Ex.: surtax
- Sub – (menos, mais abaixo do que). Ex.:subhuman.
- Over – (demais). Ex.: overeat.
- Under – (de menos). Ex.: underprivileged.
- Hyper – (extremamente). Ex.: hypercritical.
- Ultra – (extremamente e além de). Ex.: ultra-violet.
- Mini – (pouco). Ex.: miniskirt.
- Arch – (supremo). Ex.: archduke.
Prefixos Locativos:
- Super – (sobre). Ex.: superstructure
- Sub – (abaixo, em grau inferior). Ex.: subconscious.
- Inter – (entre). Ex.: international.
- Trans – (através de, de um lugar para outro). Ex.: transatlantic.
Prefixos de tempo e ordem:
- Fore – (antes). Ex.: foretell.
- Pre – (antes). Ex.: pre-marital.
- Post – (depois). Ex.: post-classical.
- Ex – (anterior). Ex.: ex-husband.
- Re – (novamente de volta). Ex.: re-evaluate.
Prefixos de atitude:
- Co – (juntar). Ex.: cooperate.
- Counter – (contra, em oposição). Ex.: counter-revolution.
- Anti – (contra). Ex.: anti-war.
- Pro – (a favor de). Ex.: pro-common market.
Prefixos de número:
- Uni – (um). Ex.: unilateral.
- Mono – (um). Ex.: monotheism.
- Bi – (dois). Ex.: bifocal.
- Di – (dois). Ex.: dichotomy.
- Tri – (três). Ex.: tricycle.
- Multi – (muitos). Ex.: multi-racial.
- Poly – (muitos). Ex.: polygamy.
Outros prefixos:
- Auto – (próprio). Ex.:autobiography.
- Neo – (novo). Ex.: neo-gothic.
- Pan – (todo, universal). Ex.: pan-African.
- Proto – (primeiro, original). Ex.: prototype.
- Semi – (metade). Ex.: semicircle.
- Vice – (adjunto). Ex.: vice-president.
9 Sufixos:
Formam substantivos:
-ER, -EER, -OR, -STER (aquele que faz ação). Ex.: driver, engineer, instructor, gangster.
-ANT, -ENT, (agente). Ex..: consultant, resident.
-ATION, -TION, -ION, -MENT (estado, ação). Ex.: exploration, location, creation, advisement.
-ee (significado passivo). Ex.: employee.
-al (ação). Ex.: refusal.
-age (quantidade). Ex.: wastage.
-ing (atividade, resultado de uma atividade). Observe que a terminação ING pode indicar a forma de gerúndio em inglês ou pode formar substantivos que funcionam como adjetivo.
Ex.: She is driving now. / Inflation is a serious problem for developing countries. / This is na exciting idea.
-ery – (RY) (corpotamento, lugar de atividade, coletividade). Ex.: slavery, refinery.
-let – (sem importância). Ex.: booklet.
-ette – (compacto). Ex.: kitchenette.
-ess – (forma o feminino). Ex.: waitress.
-ese – (nacionalidade). Ex.: chinese.
-i – (an) (pertence ou ligado a). Ex.: parisian, Elizabethan.
-ite – (membro de). Ex.: Israelite
-dom – (condição de). Ex.: kingdom.
-ist – (ocupação). Ex.: violinist.
-ism – (atitude, movimento político). Ex.: idealism, comunism.
-ness, -ity (estado, qualidade). Ex.: happiness, popularity.
-hood – (status). Ex.: boyhood.
-ocracy – (sistema de governo). Ex.:democracy.
-ship – (status, condição). Ex.: friendship.
Formam verbos:
-ify,-ize (ise), -en: Ex.: simplify, realize ou realise, darken.
-ed (formam o passado regular e a forma participal para formar adjetivos). Ex.: prepared, blue-eyed person.
Formam advérbios:
-ly (equivale a MENTE em português). Ex.: loudly, quickly.
-ward (movimento, direção). Ex.: backward (s), upward (s). wise (a maneira de). Ex.: clockwise.
Formam adjetivos:
-able, -ible (capaz de, com característica de). Ex.: comfortable, responsible.
-esque (no estilo de). Ex.: Dantesque.
-ful (cheio de, caracterizado por). Ex.: proposeful.
-ish (pertencente a, parecido com). Ex.: youngish.
-ic, -al (ial, ical) (relativo a). Ex.:heroic, criminal, editorial, musical.
-ive (ative, itive) (exprimem gradação ou não gradação). Ex.: attractive, affirmative, sensitive.
-less – (sem, com falta de). Ex.: useless.
-like – (tendo a qualidade de). Ex.: childlike.
-ous (euos, ious) (caracterizado por). Ex.: virtuous, courteous, vivacious.
-y – (semelhante, cheio de, coberto com). Ex.: hairy.
Palavras de Ligação - Coesão e coerência textual:
A seção anterior menciona elementos que ligam grupos nominais: preposições. Há também elementos de ligação entre as frases e sentenças que modulam as idéias dando-lhes sentido. A mensagem de um texto se constrói à medida que as idéias se ligam uma às outras. Prevendo essa dinâmica, o escritor supõe que o leitor lê as frases em seqüência de modo que ele ligue uma sentença àquela anterior e, do mesmo modo, a informação de um parágrafo ao anterior, o que resulta em uma rede de significados. A relação das palavras e idéias do texto nas frases ou entre elas, entre sentenças e parágrafos se realiza de duas formas importantes: a coesão textual e a coerência textual.
A coesão textual se realiza através de palavras usadas no lugar de outras ou mesmo para substituir uma ideia como um todo. Assim, para não haver repetição há a retomada de idéias e elementos já mencionados no texto através do uso de pronomes. Estes pronomes podem substituir substantivos, locuções substantivas e até mesmo toda uma ideia. No entanto, o elo coesivo entre a palavra e seu referente deve ser o mais claro possível sob risco de causar confusão e conseqüente mal-entendidos quanto ao entendimento da mensagem do texto. Há o risco destas palavras serem negligenciadas pelo leitor por serem pequenas.
As palavras com referentes (ou antecedentes) podem ser numerais, pronomes demonstrativos, oblíquos, por exemplo. A coerência textual, por sua vez, inclui o uso de conjunções como operadores discursivos para o tipo de relação que existe entre as sentenças e idéias em nível de sentenças e de parágrafos. A escolha das conjunções (mas, porém, por exemplo) estabelece a natureza da ligação entre as idéias. Observe as frases:
a. We went to school but the teacher didn't come. (but cria uma relação de oposição entre as idéias das frases)
b. The teacher came and we had a nice class. (and contextualiza a soma de idéias)
c. The teacher came, so we were happy. (so indica uma consequência)
Desse modo, as idéias se entrelaçam semanticamente através desses elos (and, but) que do mesmo modo que as marcam, se unem no processo de construção textual e vão consequentemente influenciar no desenvolvimento do texto. Estes elos são chamados de operadores (ou marcadores) discursivos. Tais operadores têm funções consagradas na língua e portanto podem ser listados e dotados de previsibilidade funcional. A função dos mais frequentes segue na tabela abaixo.