Síndrome de Down

Educação Especial

1 Síndrome de Down

Declaração de Salamanca:

 

Segundo a Declaração de Salamanca:

“toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem e toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas,”

Sendo assim um dos temas mais discutidos nos últimos tempos na área da educação é a inclusão escolar. Pessoas com Síndrome de Down são consideradas pessoas com necessidades educacionais especiais e fazem parte do grupo de alunos com essas características, que nos últimos tempos estão saindo das escolas de educação especial para as escolas de ensino regular. Porém, segundo Carvalho, para que ocorra a integração ou a não exclusão dos alunos é preciso trabalhar todo o contexto da escola e da sociedade.

Pois se a inclusão e integração não ocorrer efetivamente, é possível que ocorra mais preconceitos com os deficientes. A falta de informação sobre o que é a Síndrome de Down gera o preconceito que uma das muitas barreiras da educação inclusiva. Para Pueschel, a educação deve preparar crianças e jovens para que estejam inclusos, para que tenham uma boa qualidade de vida, oportunidade de trabalho, que possam interagir com pessoas não portadoras de deficiência ou com aquelas que são, participem de ambientes sociais, como shopping, e se sintam à vontade e principalmente, que sejam felizes.

A primeira parte deste trabalho é um referencial teórico que descreve o que é a Síndrome de Down e em seguida descreve também sobre a educação inclusiva de pessoas com necessidades educacionais especiais segundo a ideia de alguns autores. A segunda parte descreve detalhadamente toda a metodologia da pesquisa e a sua importância justificada com base nas idéias de Ludke e André e Carvalho Por último estão os resultados e discussão. Em que foi feito a análise das entrevistas e por fim as considerações finais.

Este estudo tem como objetivo identificar os fatores intervenientes na escolarização de um aluno com Síndrome de Down, a partir da análise de depoimentos de um familiar e de uma professora de uma aluna com Síndrome de Down, sobre o tema. Este estudo pode contribuir para trazer à sociedade maior informação sobre a Síndrome de Down e sobre a educação inclusiva, ajudando a remover as diversas barreiras existentes neste processo, dentre as quais destacam-se o preconceito e a não integração desses alunos na escola e em outros ambientes sociais. Isso justifica a escolha e relevância para o tema deste estudo.

2 Referencial teórico:

O que é a síndrome de Down?

A Síndrome de Down é uma anomalia genética. Em Schwartzman, temos que a Síndrome de Down foi estudada cientificamente a partir do século XIX, entretanto já ocorria antes desta data. Não temos a data para o primeiro caso da síndrome, contudo Langdon Down, que cedeu sou nome para a anomalia, em 1866 escreveu um trabalho científico e nele dizia que o problema já era conhecido.

Segundo Schwartzman, a tribo dos Olomecas, que viveram na região do golfo do México entre 1500AC e 300DC, de acordo com achados arqueológicos, tem esculturas, desenhos entre outros fósseis que apresentam características físicas semelhantes à de portadores da Síndrome de Down. Os Olomecas acreditavam que essas crianças eram resultado da relação entre mulheres mais velhas e o deus da tribo, chamado Jaguar. Também em Schwartzman, temos que os gregos de Esparta consideravam que portadores de deficiência mental eram iguais as pessoas com doenças mentais e nenhuma delas eram aceitas pela sociedade.

Já na Idade Média eram considerados filhos do Demônio, sendo assim deviam ser queimados junto com suas mães. Na Renascença, alguns pintores representavam crianças com feições iguais as de crianças com Down. Segundo Pueschel, médicos no início do século XX já pensavam que o período de malformação do recém-nascido com Síndrome de Down ocorria no início da gestação e que a condição sofreu influência do ambiente, porém outros achavam que a genética era a responsável por causar a síndrome. O autor cita que 3% a 4% de crianças com Síndrome de Down apresentam a translocação do cromossomo 21. Nesse caso o número total de cromossomos é 46, porém o cromossomo 21 extra não está livre, ele está ligado ou translocado ao cromossomo 14, 21 ou 22. Quando a criança apresenta Síndrome de Down por translocação, geralmente um terço dos pais e portador, embora não apresente nenhuma deficiência física e/ou mental. Esses apresentam 45 cromossomos e são denominados portadores de translocação ou portador balanceado.

Também em Pueschel, temos que 1% dos indivíduos portadores da Síndrome de Down apresentam o mosaicismo, que é causado por erros na divisão celular. Como conseqüência, quando a criança nasce ela apresenta células com 46 e células com 47 cromossomos. Para Schwartzman e Pueschel, a presença de um cromossomo autossomo 21 a mais, levando a ocorrência da trissomia 21, é a causa de 95% dos casos de Síndrome de Down. Esse erro genético ocorre no momento da concepção ou logo depois.

A idade da mãe também é um fator, já que a possibilidade da anomalia aumenta em mães com idade avançada. Pueschel (1995), explica como ocorre essa anormalidade cromossômica. Os seres humanos geralmente apresentam 46 cromossomos em cada célula, dispostos em pares, 22 pares são cromossomos autossomos que são responsáveis por diversas característica e dois cromossomos determinam o sexo do indivíduo. Se a pessoa apresentar cromossomos sexuais XX ela será do sexo feminino e se for XY do sexo masculino.

Metade dos cromossomos são herdados do pai e metade herdados da mãe. Sendo assim 23 cromossomos estão no óvulo e 23 no espermatozoide. Se uma das duas células apresentar um cromossomo a mais (24 cromossomos) e se o cromossomo a mais for o 21 o bebê nasce com a Síndrome de Down, se não ocorrer um aborto espontâneo. Entre 70% e 80% dos casos o cromossomo a mais vem da mãe. Para Schwartzman e Pueschel, a idade materna avançada é o fator exógeno importante e indiscutível que está associado a ocorrência da Síndrome de Down.

Mães com mais de 35 anos tem maior chances de ter um filho com alguma anormalidade cromossômica. Segundo Schwartzman, a justificativa para a idade materna influenciar na ocorrência da síndrome é o fato da mulher já nascer com todos os óvulos no ovário. Sendo assim os óvulos de uma mulher de 40 anos são mais velhos do que de uma mulher de 20 anos. Já os espermatozoides são produzidos continuamente pelo homem a partir da adolescência à medida que são utilizados. Por essa razão acredita-se que a idade materna tem uma relação direta com a ocorrência da Síndrome de Down. Schwartzman ainda afirma que 30% dos fetos com Síndrome de Down morrem antes do nascimento. Já nos índices de mortalidade pós-natal temos que 85% dos bebês sobrevivem até um ano de idade e 50% vivem até mais de 50 anos.

Segundo Pueschel, os genes determinam as características físicas de crianças com Síndrome de Down. Como todos herdam genes do pai e da mãe, a criança apresentará aspectos até certo ponto característicos dos pais como cor dos olhos, cor do cabelo, estrutura corporal entre outros, porém crianças com Síndrome de Down apresentam algumas características diferentes de indivíduos sem deficiência, características próprias de portadores da síndrome. Para Stephens e Shepherd, as alterações fenotípicas podem ser observadas já no feto, durante os exames do pré-natal.

Entre elas está a presença de prega palmar única, clinodactilia, defeitos do septo cardíaco e tamanho pequeno são alterações importantes para o diagnóstico de trissomia 21. Segundo Schwartzman, características como dimorfismos da face, dos membros entre outros têm sidos utilizados para diagnóstico pré-natal observados em exames de ultra-som. Pueschel e Schwartzman, descrevem que pessoas com Síndrome de Down apresentam a cabeça menor comparado a pessoas normais, com a parte superior levemente achatada (braquicefalia).

As moleiras (fontanelas) são mais amplas e demoram mais tempo para s e fechar. O rosto apresenta uma forma achatada, assim como o nariz também achatado e pequeno. Os olhos apresentam fissuras na região das pálpebras, no canto interno. As orelhas são pequenas e apresentam uma dobra na região superior da orelha (hélix). O pescoço é curto e a boca geralmente é pequena, algumas crianças mantêm a boca aberta e pode projetar um pouco a língua. Também é freqüente a presença de problemas na tireoide e doenças cardíacas entre muitas outras características são observadas. Pueschel Schwartzman e Voivodic, afirmam que o atraso significativo no desenvolvimento motor ocorre em todos indivíduos com Síndrome de Down. Porém o ambiente em que vivem podem influenciar nesse desenvolvimento, trazendo grandes progressos.

Para Voivodic, portadores da Síndrome de Down apresentam fenótipo semelhante que pode ser identificado logo após o nascimento, porém o desenvolvimento e comportamento não podem ser considerados um padrão. Schwartzman, considera que muitos autores atribuem comportamentos como, afetividade, teimosia, bom humor entre outros como típicos de pessoas como Síndrome de Down. Porém estudos revelam que essas características sofrem influência do meio em que vivem e principalmente da família e essas crianças são parecidas nestes aspectos com os outros membros da família, como seus irmãos normais.

Assim, quadros como autismo, déficit de atenção, a esquizofrenia entre outros não são quadros clínicos diretamente relacionados com a Síndrome de Down. Pessoas portadoras da síndrome têm diferentes comportamentos e personalidade, assim como os indivíduos normais e que fatores ambientais podem aumentar ou diminuir a possibilidade de existência essas características Pueschel considera que as crianças com Síndrome de Down não apresentam retardo metal severo ou profundo. Estudos mostram que a maioria apresenta retardo na faixa entre leve e moderada.

Assim como, acrescenta que a deficiência metal tem sido considerada uma das características mais presentes entre os portadores da síndrome. Entretanto, os autores reiteram que o QI de pessoas com Síndrome de Down vem crescendo nos últimos tempos, mostrando que não apenas fatores biológicos determinam a inteligência, mas também os fatores ambientais. Seguramente, associado a tais fatores, encontraremos as oportunidades de inclusão ofertadas a essas pessoas e que, nas últimas décadas, vêm ganhando cada vez mais espaço nas discussões do campo da educação.

3 Educação Inclusiva:

Pessoas com necessidades educacionais especiais:

Segundo Gil e Alquéres (2005), nos anos 70 a escola era integradora, já que apenas alunos considerados capazes de acompanhar os métodos de ensino eram aceitos. As deficiências eram consideradas um problema das pessoas, sendo assim ela precisava procurar uma educação especial que pudesse habilitá-la para fazer parte da escola regular. Para Gil e Alquéres (2005) e para Carvalho (2007), a escola deve se organizar e se adaptar para oferecer uma educação inclusiva na escola regular. Isso é direito de todas as pessoas.
A mudança organizacional da escola para incluir todos os alunos causa grandes impactos. A autora afirma que a escola se tornou muito formal e burocrática. Mudar sua organização, como é a feita pela proposta da escola inclusiva, é uma maneira da escola conseguir ensinar para todos. A prática da inclusão necessita dessa mudança Para, a educação inclusiva deve substituir a prática do ensino tradicional, em que todos os alunos precisam se adequar ao método.
A educação inclusiva tem como objetivo que todas as crianças, deficientes ou não, tenham o mesmo acesso e aproveitamento nas escolas independente das suas diferenças. A relação entre os termos inclusão e integração tem gerado controvérsias devido aos múltiplos significados dessas palavras. Os dois termos são tratados como processos opostos, porém é necessário verificar os seus significados.
Temos que integração, do verbo integrar, significa combinar e inclusão, do verbo incluir, significa fazer parte, participar. Por isso diferentes autores têm interpretações distintas sobre os termos e acreditam que eles se referem a diferentes situações. A inclusão ocorre quando há mudanças na forma de ensino e que ele seja de qualidade para todos os alunos. Já a integração depende da adaptação do aluno ao sistema escolar e o método de ensino da escola continua o mesmo. Para ela inclusão e integração são dois termos incompatíveis.
Temos que na integração escolar nem todos os alunos com deficiência estão em uma turma de ensino regular, porque ocorre uma seleção para verificar quem está apto para integrar na turma. Porém, a integração envolve a questão psico social e se refere às relações dos alunos portadores de deficiências com os outros alunos, que é importante para que ocorram interações. Pois, não podemos apenas incluir o aluno portador de deficiência na sala regular sem que ele interaja com os demais. “Um mundo inclusivo é um mundo no qual todos têm acesso às oportunidades de ser e de estar na sociedade de forma participativa”.
Inclusão de pessoas com deficiência na escola regular é benéfica a todos os alunos, tanto os com deficiência ou os não deficientes. Segundo os autores citados anteriormente fica pressuposto que a proposta inclusiva ajuda no desenvolvimento de sentimentos de respeito às diferenças, de solidariedade e auxílio entre pessoas deficientes ou não. A escola inclusiva, se inserida em um mundo inclusivo, impossibilita que a desigualdade alcance altos níveis como os de hoje.
Um mundo inclusivo permite que todos tenham acesso a oportunidade de estar na sociedade de forma participativa. O termo necessidades educacionais especiais também traz discussões. O termo foi definido em 1978, na Inglaterra no Relatório Warnock, e é criticado divido a sua abrangência de significados e porque parece que o problema e as necessidades são apenas dos alunos. Porém as escolas também têm necessidades a serem entendidas, como as barreiras que impedem a inclusão de todos os alunos.
Todos os alunos têm diferentes necessidades educacionais especiais Segundo a Declaração de Salamanca, crianças e jovens com necessidades educacionais especiais, são aquelas que apresentam necessidades especiais derivadas de deficiência ou dificuldades de aprendizagem. A Declaração da Guatemala , que foi promulgada como lei em 2001, apresenta o termo deficiência como significando algum tipo de restrição, seja ela física, mental ou sensorial que limita a pessoa a praticar atividades diárias básicas e essenciais.
A educação inclusiva para ser de boa qualidade para todos precisa remover as barreiras nela existentes. Muitas são essas barreiras, como as arquitetônicas, psicossociais, atitudinais, falta de experiência e preparação dos professores entre outras. Mantoan , indicam que as diferenças, o preconceito e outros problemas, dificultam a inclusão escolar e se tornam grandes barreiras.
“O atípico incomoda, gera desconforto, na medida em que pouco se sabe a respeito do porquê alguns são ‘mais diferentes’ do que seus pares e, em decorrência, o que fazer com eles, em sala de aula” o preconceito está inserido na natureza humana, pois o homem desconfia e tem medo do que é diferente. Portanto o preconceito e a discriminação se tornam atitudes defensivas ou de ataque ao diferente. Reconhecer que temos preconceito facilita a compreensão de que somos mais iguais do que parecemos ser. De acordo com a Declaração da Guatemala a deficiência pode levar a situações de discriminação, por isso é necessário ações e medias para melhorar a vida de pessoas portadoras de deficiência. Também é necessário informar a população através de campanhas de educação com o objetivo de eliminar os preconceitos. Para , precisamos respeitar e valorizar “o outro” sem fazer comparações e classificações, pois as comparações levam a separação de grupos por categorias separadas por características diferentes. Devido às comparação que ocorrem entre as pessoas surge a exclusão dos que não se encaixam ao padrão, os que são diferentes. Também em Carvalho (2006), temos que os professores da escola regular não se sentem capacitados para lidar com a inclusão. Eles têm medo
De acordo com a Declaração da Guatemala a deficiência pode levar a situações de discriminação, por isso é necessário ações e medias para melhorar a vida de pessoas portadoras de deficiência. Também é necessário informar a população através de campanhas de educação com o objetivo de eliminar os preconceitos. Precisamos respeitar e valorizar “o outro” sem fazer comparações e classificações, pois as comparações levam a separação de grupos por categorias separadas por características diferentes.
Devido às comparação que ocorrem entre as pessoas surge a exclusão dos que não se encaixam ao padrão, os que são diferentes. Também em , temos que os professores da escola regular não se sentem capacitados para lidar com a inclusão. Eles têm medo de contribuir para o insucesso da aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. Essa é mais uma das grandes barreiras da inclusão.
É mais fácil para os professores encaminhar alunos com dificuldades de aprendizagem para as escolas especiais para não terem que lidar com as limitações profissionais que eles têm. Assim continua ocorrendo a discriminação desses alunos levando a exclusão. Para Demo, as barreiras que aprecem na sala de aula podem ser enfrentadas com a determinação e criatividade do professor, quando ele se enxerga como profissional no processo de aprendizagem e educador.
O professor, para melhor conhecer os interesses de seus alunos, precisa estimular a sua própria escuta criando, diariamente, um tempo de “ouvir” os alunos reconhecendo, em suas falas, o que lhes serve como motivação, bem como conhecendo a “bagagem” que trazem para a escola . As dificuldades se tornam problemas quando não sabemos ou não queremos lidar com elas. Para remover as barreiras da aprendizagem na escola inclusiva é preciso identificá-las e procurar os fatores que se relacionam com elas.

4 Procedimentos metodológicos:

A pesquisa realizada e caracterizada como qualitativa. Já que a coleta de dados foi feita através de entrevistas semi- estruturadas.
“As entrevistas semi-estruturadas se desenrolam a partir de um esquema básico, porém não aplicado rigidamente, permitindo que o entrevistador faça as necessárias adaptações”. A entrevista oferece imediatamente a coleta de informações desejadas, permitindo aprofundamento em temas pessoais, ao contrário de outras técnicas.

Foram realizadas duas entrevistas semi-estruturadas, ambas foram gravadas, redigidas na integra e estão em anexo no final deste trabalho. Uma entrevista foi feita com uma professora da rede pública de ensino, que leciona em uma escola de ensino regular e tem em uma de suas turmas uma aluna com Síndrome de Down. Entrei em contato com a escola por telefone para pedir autorização e marcar um horário para realização da entrevista. O processo ocorreu na escola em que a professora trabalha num momento em que ela estava disponível no seu horário de trabalho.

Foram entregues cartas de informação para o sujeito e para instituição e termos de consentimento livre e esclarecido para ambas. A outra entrevista foi com a irmã da aluna do 3º ano do ensino fundamental I (turma de EJA), representando a família. Ela é maior de idade e se ofereceu para ser entrevistada. Entrei em contato com a família por telefone e por e-mail explicando sobre o trabalho, os objetivos e como seria a entrevista. A entrevista com a irmã também foi autorizada pelos pais da aluna. O processo ocorreu na sua casa como solicitado por ela mesma.

Para ela, também foi entregue uma carta de informação ao sujeito e um termo de consentimento livre e esclarecido Depois de redigir as duas entrevistas, alguns trechos importantes foram selecionados para análise e discussão dos dados. Nas entrevistas o nome da aluna com Síndrome de Down, citado algumas vezes, será representado pela letra L. O nome de alguns colégios, também citados na entrevista, serão apresentados com as letras X, Y e Z.

A educação inclusiva precisa ser pesquisada para verificar a sua efetividade na questão da educação escolar de alunos com deficiência. Para ela é importante que todos que trabalham com a educação queiram conhecer melhor, registrando e analisando dados para enriquecer os trabalhos na área de educação.

5 Na escola:

A partir das entrevistas realizadas, alguns trechos importantes foram destacados para serem analisados de acordo com os autores usados no referencial teórico e outros. Quando se pensa em inclusão, logo vem à ideia de escola de educação especial. A escola inclusiva deve ser uma escola para todos. Onde os alunos possam interagir com os seus colegas e com a aprendizagem. Na opinião da família da aluna com Síndrome de Down, na entrevista realizada com a irmã dela, quando perguntei suas considerações sobre a inclusão ela respondeu:

“ Eles não devem ficar em sala com crianças apenas com Síndrome de Down ou outros tipos de problema, mas junto com crianças normais também.” Durante a entrevista com a professora quando foi perguntado quais suas considerações sobre a inclusão ela respondeu: “Eu creio que é uma excelente iniciativa essa questão de introduzir um aluno com Síndrome de Down em uma sala normal e não só com Síndrome de Down.

Na escola nós temos alunos que apresentam outras dificuldades. Vemos isso como algo positivo, pois ele está se relacionando com outros colegas, vivenciando as diferenças porque eu acho que no geral todos nós temos dificuldades, mas cada um o seu grau e o seu jeito de aprender.” Tanto a irmã da aluna quanto a professora, apresentam a mesma opinião sobre a questão da inclusão.

Ambas acreditam que além da inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais na escola regular, também é necessário que eles estejam na sala de aula junto com outros alunos, para que ocorra uma integração social entre os normais e os deficientes. Para Carvalho a Educação Inclusiva tem como objetivo oferecer uma escola de qualidade, com acesso a todos os alunos respeitando as suas diferenças. Porém, de acordo com o que foi falado na entrevista da irmã de uma aluna com Síndrome de Down, parece que nem sempre a inclusão é praticada efetivamente nas escolas regulares.

“ Ela estudava com crianças normais e crianças com Down também e depois eles colocaram ela junto apenas com crianças com deficiência.”Durante a entrevista com a professora atual da aluna com Síndrome de Down, quando perguntei se o processo de inclusão na escola era novo ela me respondeu: “Sim. Existia uma sala, no período da tarde, só com eles...” (alunos com necessidades educacionais especiais) “A tarde nós tínhamos uma sala multisseriada, com alunos com alguma dificuldade...” Ter uma sala apenas de alunos com necessidades educacionais especiais pode facilitar a exclusão dentro do processo de inclusão.

Alunos com necessidades educacionais especiais são discriminados e excluídos devido as suas características“biopsicossociais”, ou seja, estão sendo excluídos das suas oportunidades de aprender, na integração escolar nem todos os alunos com deficiência estão em uma turma de ensino regular, porque ocorre uma seleção para verificar quem está apto para integrar na turma. A integração é importante para relação entre as pessoas ditas normais e as pessoas com deficiência.

A exclusão pode ser causada pelo fato de apenas inserir um aluno com necessidades educacionais especiais nas turmas regulares, sem que ocorra interação entre os alunos portadores de deficiência e as outras crianças não portadoras de deficiência. A irmã da aluna, reconhecendo isso, comenta durante a entrevista que:“-É interessante sim ele estar incluso na sala de aula, porque ele convive com as outras crianças e assim ele tem um leque de experiências, para que possa adquirir vivência e experiência de vida, para o dia-a-dia, possibilitando maior integração entre os colegas e os professores.”É importante nos primeiros anos de vida de crianças com Síndrome de Down a estimulação, que ajuda no seu desenvolvimento devido aos diferentes ritmos de aprendizagem e as suas necessidades especiais.

Sobre este aspecto, é possível reconhecer os esforços em torno da estimulação na fala da irmã, ao abordar brevemente sobre o processo de escolarização da aluna com Síndrome de Down.“No início ela começou com tratamentos na APAE e na Casa da Esperança, depois ela começou a estudar na APAE para começar a adquirir experiência de estudo”. A educação infantil é muito importante para que crianças com Síndrome de Down adquiram autonomia dentro da sala de aula e para o inicio da integração com um novo grupo social, que é diferente do ambiente familiar em que ela vive.

Uma das questões levantada pelos pais de crianças com Síndrome de Down é a falta de conhecimento sobre o assunto que leva a dificuldade de aceitação. Durante a entrevista a irmã fala sobre as dificuldades da inclusão e um dos motivos que ela coloca são os diferentes graus da síndrome que há entre os portadores. “Porém é importante lembrar que há crianças com Síndrome de Down com um grau mais elevado e outras com menos e isso é importante no momento de mesclar as turmas.” “...talvez para crianças que apresentam maior dificuldade, a gente percebe que as escolas não as aceitam tão facilmente.”

São os graus de retardo mental, que geralmente em crianças com Síndrome de Down estão entre as faixas leve e moderada, rotular e categorizar alunos com Síndrome de Down destacando as suas dificuldades e excluindo as suas facilidades para aprendizagem os prejudica muito. Levando pais e professores a terem baixas expectativas em relação à aprendizagem desses alunos, exigindo menos e diminuindo as chances de melhoria no seu desenvolvimento. Portadores da Síndrome de Down e pessoas normais, apresentam diferenças no seu comportamento, personalidade e desenvolvimento. Sendo assim não são iguais.

Atribuir estereótipos, como pessoas com Síndrome de Down são carinhosas, concretizam o preconceito e acontecem frequentemente também com outras deficiências. No caso de Síndrome de Down, uma opinião já formada sobre o que é a Síndrome o significado da palavra preconceito seria uma opinião já formada sobre algo ou alguém. Na entrevista a irmã também fala sobre a existência do preconceito, mas que ele está diminuindo. “...as pessoas enxergavam a Síndrome de Down como algo muito diferente.

Mas hoje as barreiras não existem mais ou estão acabando.” “Quando levamos ela em ambientes sociais, festas, barzinhos... As pessoas convidam ela para participar de uma dança, uma conversa e essas barreiras estão terminando. “Porém existem algumas pessoas que tem preconceito.” Ainda que a irmã reconheça um avanço na superação dos preconceitos, é importante salientar que “o atípico incomoda, gera desconforto, na medida em que pouco se sabe a respeito do porquê alguns são ‘mais diferentes’ do que seus pares e, em decorrência, o que fazer com eles, em sala de aula”.

Quando perguntei sobre qual o motivo do preconceito na opinião dela, obtive as seguintes respostas: “Na minha opinião, a falta de informação, por não saber o que é a Síndrome.” “Eu percebo que algumas pessoas da sociedade têm um pouco de preconceito, ficam olhando de maneira diferente...”O preconceito é mais uma das barreiras atitudinais que dificultam a aceitação de pessoas com deficiência. A este respeito, cabe ressaltar que, para remover as barreiras existentes é preciso identificá-las. E, seguramente as barreiras atitudinais expressas pela sociedade são as mais significativas. É importante informar a população através de campanhas de educação para acabar com o preconceito com as pessoas deficientes.

Para a professora o preconceito também é uma das principais barreiras da inclusão: “...existe a questão do preconceito, que tem que ser muito trabalhado ainda entre os alunos e os profissionais que trabalham na escola, para realmente aceitar esse aluno de uma forma natural.” E o homem diante do desconhecido e do que é diferente toma algumas atitudes de ataque e/ou atitudes defensivas que expressam o preconceito. Podendo afirmar que o preconceito faz parte do seu comportamento cotidiano.

Um dos assuntos mais discutidos atualmente é a ideia de que o professor deve criar nas salas de aula um bom convívio entre os alunos. Isto é considerado como algo encorajador. Mas parece que nem todos os professores se sentem preparados para essa prática. Na opinião da Professora: Seria importante um trabalho com os outros alunos para aprender a aceitar as diferenças, quanto maior a “diversidade” dos alunos na sala de aula, mais complexa e rica é a turma.

Um dos obstáculos enfrentados pelos professores do ensino fundamental é o fato deles não se sentirem preparados para trabalhar com grupos muito diversificados. Como ocorre nas escolas de inclusão. Os professores preferem passar para os seus colegas especializados o “problema” de trabalhar com alunos com necessidades educacionais especiais. Assim não precisam se preocupar com as suas limitações profissionais. A professora também comentou sobre esse aspecto em diversos momentos da entrevista. "... não existe um preparo dos profissionais que atuam nessa área e mesmo de todo o processo educativo para acolher com segurança e qualidade esses alunos na escola regular.”

Porque falta apoio em todos os sentidos, de profissionais específicos para lidar com a Síndrome de Down e outros tipos de deficiências, que pudesse orientar o professor e a turma.” “... mas ainda é um processo muito inicial que gera insegurança, desconforto e até ansiedade pelo fato de querer saber se está trabalhando no caminho certo.Os professores têm medo de não conseguirem cumprir o seu papel em turmas de alunos com necessidades educacionais especiais, por serem inexperientes e incapazes.

O governo deve garantir programas de treinamento para professores já formados e para os professores em formação, incluindo as informações necessárias para o processo de educação inclusiva nas escolas de ensino regular. A falta de preparação dos professores parece ser mais uma das grandes barreiras da inclusão. É preciso estar atento para difícil tarefa de combinar igualdades e diferenças dentro da escola.

Os alunos não podem ser desvalorizados ou considerados incapazes devido as suas diferenças A Irmã da aluna declarou no final da entrevista que: “Colégios top como Y e Z, não incluem esse tipo de criança. Eu trabalhei no Y e percebi que é tudo muito elitizado, e existe um pouco de preconceito sim.” Nesse momento a irmã parece demonstrar indignação sobre este fato. Por ela ser professora e já ter trabalho nesses colégios, que são considerados de excelente qualidade, mas infelizmente ainda excluem alunos com necessidades educacionais especiais. Essa é considerada uma é prática de discriminação. Na declaração da Guatemala, decretada como lei, qualquer diferenciação, restrição ou exclusão de portadores de deficiência que impede essas pessoas de exercer os seus direitos é considerada como discriminação.

As escolas, consideradas como espaços educacionais, não podem ser lugares de discriminação. Assim, vale reiterar que, a escola deve se adequar aos alunos e não os alunos se adequar a escola. Outra dificuldade também foi apresentada pela irmã da aluna, durante a entrevista: “Na escola em que ela estuda, todos a receberam muito bem devido ao grau dela de dificuldade de aprendizagem, que não é muito, agora talvez para crianças que apresentam maior dificuldade, agente percebe que as escolas não aceitam as tão facilmente.”

“Eu acredito que o fato dela não ler, que dificulta um pouco tanto para ela trabalhar quanto para conseguir estudar em outras escolas.” temos que a escrita e a leitura é uma das maiores dificuldades de aprendizagem para crianças com Síndrome de Down, devido a sua deficiência mental. Mas o processo de alfabetização não é um caminho fácil. Não existe um método para ensinar todos os alunos com deficiência mental a ler, o mais adequado é variar as estratégias de aprendizagem, Também em, temos que a inclusão nas escolas regulares não tem sido aceita facilmente.

Pois há necessidade de grandes mudanças, desde aspectos arquitetônicos até a mudança do método de ensino e preparação dos professores. Tudo isso para oferecer oportunidade e qualidade de aprendizagem para todos os alunos. A irmã entrevistada fala sobre o desenvolvimento da aprendizagem da aluna com Síndrome de Down na sua atual escola. “Mas hoje, na sua escola atual, ela está tendo as oportunidades. Se ela tiver que faltar na aula ela fica muito brava porque ela ama aquela escola.” Sobre as suas práticas pedagógicas a professora comenta que: “- Muita coisa é feita na oralidade, devido ao fato da dificuldade que ela tem com a fala, tanto é que ela acompanha com fono (fonoaudióloga), como também a dificuldade da alfabetização, isso quer dizer: praticamente ela não escreve.”

É importante a integração entre a fonoaudióloga e a coordenação da escola para o trabalho de alfabetização. Já que pessoas com Síndrome de Down apresentam um atraso no desenvolvimento da linguagem. A professora também fala que: “... trabalhar atividades que eles já dominem, porque ele vai se sentindo mais seguro e com vontade de vir para escola, porque ele está conseguindo fazer as atividades.” “... Nós estamos com um olhar diferenciado para esse aluno, no sentindo de aproveitar o que ele está conseguindo aprender.”

Afirma que a Síndrome de Down limita o desenvolvimento da criança impedindo que ela atenda a todos os estímulos oferecidos. Porém essas limitações podem e são superadas com o passar do tempo sempre ocorre uma grande diferença entre a sua idade mental e a sua idade cronológica. A L tem 26 anos, mas ainda está no 3º ano do ensino fundamental I. O atraso no desenvolvimento parece dificultar a aprendizagem da aluna.

“A L. Está em uma turma do 3º ano (2ª série) e uma coisa que eu acho importante colocar é o lado afetivo e a socialização que são conteúdos trabalhados muito necessários para esses alunos. Porque quando eles se sentem bem, eles vêm para escola com prazer. Quando a criança e o adulto não se sentem bem e mais difícil dele querer fazer a atividade e aprender.”, alunos com deficiência devem ser vistos na escola inclusiva como pessoas que são grandes desafios para a capacidade dos professores e para escola em promover educação para todos respeitando as diferenças de cada um, e não devem ser vistos como problema. Isso soma-se à consideração de que a inclusão exige uma mudança organizacional para conseguir proporcionar uma educação para todos. A professora falou sobre a sua opinião a respeito dos resultados do processo de inclusão na escola. “O olhar dessa escola, sempre foi voltado para estar olhando para o aluno e trabalhando as diferenças. Então eu acho que agora que entraram esses alunos de inclusão, também continua esse olhar só que um pouco mais aprimorado.

Eu creio que os resultados aqui estão sendo positivos, mas ainda tem muito que melhorar.”, é importante o desenvolvimento das áreas de potencialidades do conhecimento demonstradas pelos alunos com síndrome de Down pela escola. A escola deve trabalhar com atividades que estimulem essas potencialidades. Entretanto, o processo de transformação que ocorre na escola regular para se adequar a educação inclusiva é lento.

A professora comenta também sobre o que ela pensa da inclusão. É a primeira vez que você trabalha com uma turma de inclusão? “Sim. Eu estive com a classe da L, no semestre passado apenas por um período. Era uma sala em que praticamente todos os alunos eram de inclusão, uma sala multisseriada. Agora a experiência é diferenciada. Porque eu tenho alunos de inclusão e alunos que não são de inclusão. Então eu tenho essas diferenças dentro da sala de aula, que é um pouco diferente do que eu vivi no semestre passado. Se você entende inclusão, como uma questão de diferença, isso já existe em qualquer sala.

Porque todos são diferentes, um tem facilidade para uma coisa outro tem dificuldade para outra coisa e o professor muitas vezes tem que fazer atividades diferentes para aqueles que têm alguma dificuldade, permitindo que o aluno possa aprender, compreender, se concentrar ou dominar o assunto.” , as diferenças podem ser reconhecidas de duas maneiras. A “diferença”, quando se trata de características diferentes que não causam conflitos, como as variadas cores de cabelos, e a “diferença significativa” que apresenta três critérios. O primeiro são resultados estatísticos, se você está fora desses resultados você é diferente. Depois temos o critério estrutural, que são as deficiências físicas, como ser cego ou surdo. E por último, o critério do “tipo ideal” o que adequado para sociedade. Sendo assim, para professora, as diferentes formas de aprendizagem entre os alunos é apenas uma “diferença”, fácil de lidar. Entretanto as diferenças que existem entre os alunos de uma sala de inclusão são “diferenças significativas“ e essas são mais difíceis de serem aceitas e trabalhadas em sala de aula.

Por fim, ambas entrevistas revelaram as opiniões, as dificuldades e os avanços da família e da professora sobre o processo de inclusão da aluna com Síndrome de Down.

6 Principais dificuldades da educação:

Investigar as principais dificuldades da educação inclusiva de uma crianças com Síndrome de Down foi a pergunta inicial deste trabalho. Com as leituras e com as entrevistas percebei que as barreiras para inclusão são muitas. O preconceito parece ser a principal delas e talvez a mais difícil de superar. A informação é a principal e a melhor solução para o preconceito. Com as diversas formas de exposição sobre o que é a Síndrome de Down, o preconceito em relação a essas pessoas está diminuindo.

Porém alguns conceitos errados atribuídos a síndrome, como a questão da personalidade carinhosa, dificultam o real entendimento e continuam causando preconceitos. Na entrevista com a representante da família da aluna com Síndrome de Down, a questão do preconceito que está diminuindo ficou clara para mim quando a irmã da aluna declarou que a aceitação de pessoas com Síndrome Down em ambientes sociais, como bares, está sendo cada vez mais evidente e efetiva, mas que infelizmente ambientes educacionais como escolas consideradas de elite ainda rejeitam esses alunos sem uma boa justificativa para o “Não”.

Outra barreira que também ganha destaque é a falta de preparação dos professores para atender as expectativas da educação inclusiva. Esse pode ser mais um dos fatores que dificultam a aceitação de alunos com deficiência em escolas regulares. Infelizmente! Mudar as práticas pedagógicas também é um dos critérios importantes para educação inclusiva. A professora durante a entrevista fala que seria importante a presença de um especialista para lhe orientar. Mas, qual será a orientação que ela deseja? Talvez essa orientação lhe ajudaria na elaboração das suas práticas pedagógicas. Melhorando o seu trabalho e a aprendizagem dos alunos. Já que a professora declara ser a sua primeira experiência em uma turma com uma aluna com Síndrome de Down e outros alunos com outras deficiências. A falta de preparação causa medo e insegurança aos professores.

Por isso é essencial que o governo ofereça aos professores que já estão trabalhando cursos, palestras, apostilas e outros meios de informação para melhorar a qualificação desses professores na área da educação inclusiva. Permitindo que mais uma barreira seja removida. Matérias como Educação e Alteridade, Libras entre outras são indispensáveis nas grades nos cursos de graduação de formação de professores. Essa pode ser mais uma alternativa para diminuir a discriminação que existe em muitas escolas quanto à educação inclusiva que fazem esses alunos optarem por escolas de Educação Especial.

A educação inclusiva também trabalha a integração dos alunos dentro da sala de aula e isso é fundamental para o desenvolvimento psicossocial de todos os alunos, seja eles com Síndrome de Down ou não. Crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down são consideradas pessoas com necessidades educacionais especiais. Porém não só eles, todos nós somos diferentes e sempre temos dificuldades de fazer algumas coisas e facilidades para outras. Então por que somos nomeados como “normais” e eles como “deficientes”? A inclusão é muito importante para todos nós professores e alunos aprendermos a trabalhar com as diferenças. “É normal ser diferente”. Eis uma frase que infelizmente já virou clichê, entretanto que deveria ser algo que nos fizesse parar para refletir sempre.