Leitura Dinâmica e Técnicas de Memorização
Memorização e Leitura Dinâmica
1 Técnicas de memorização
Todo pensamento, por mais simples que seja, pode ser desmembrado em três partes: imagem, som e sentido, mas não na mesma proporção, pois há pessoas mais visuais, mais auditivas ou mais cinestésicas.
Uma imagem mental pode ser mais facilmente lembrada. Feche os olhos, visualize uma tela de cinema e projete nela imagens mentais.
Vamos treinar? Visualize sapatos, tênis, elefante, tesoura, formiga, caneta, escova, um de cada vez. Dê-lhes tamanhos desproporcionais, exagere nos sons, imagine você com estes objetos, sinta-os provocando dor, a temperatura, o peso, a movimentação etc. Lembre-se de que a chave para o futuro está na mente desenvolvida, na vontade de aprender...
O tempo nos dias de hoje é muito mais importante e menor em relação aos tempos anteriores. Por quê? Não que o ano ou os meses tenham deixado de ter o número de dias que já tinham antigamente; nem que o dia tenha sofrido alterações no seu número de horas.
O que diferencia, então?
Estamos vivendo uma época em que mudanças estão acontecendo com mais freqüência, mais rapidez e mais imprevistas; a explosão de informações está evidente com os computadores, Internet, globalização e se dobra no mundo inteiro com muita rapidez. Precisamos aceitar essa explosão na certeza de que isso será mais e mais a cada tempo vivido. Portanto, precisamos sobreviver, mas não apenas sobreviver, mas aprender a assimilar novas informações para atingir sucesso e num tempo bem mais curto. Precisamos saber lidar com essa gama enorme de informações e isso requer uma excelente memória, já que os profissionais do futuro deverão saber sempre mais e mais, mas sem fazer uso dos recursos disponíveis como agenda eletrônica, computadores de bolso e gravadores. Estes são instrumentos de acomodação para nossa memória e nem sempre estão disponíveis no momento exato em que precisamos, somos um ser pensante e capazes! Não temos limites.
É isso mesmo. Parta desse princípio: Não temos limites e tudo o que quisermos aprender e assimilar, podemos.
Você pode. Você não tem limites!
Para tanto, primeiramente, defina seu objetivo; depois, pense: o que é necessário para atingir esse objetivo? e, finalmente, comece a realizar seu objetivo através da aprendizagem e assimilação dos novos materiais.
Podemos ajudá-lo a aumentar sua habilidade de assimilação e esse é o objetivo principal de um curso de memorização. Estabeleça esse objetivo e nós o ajudaremos a memorizar calendários, datas, listas numéricas, fisionomias, além de ajudá-lo nas provas, no vestibular, em concursos públicos e até no seu trabalho com termos técnicos, palavras estrangeiras ou em qualquer espaço onde se lida com grandes quantidades de informações. Para isso, vamos ensiná-los a criar um texto visual do texto que você quer ou precisa memorizar – serão os mapas mentais, de grande valia para a memorização, além de muitas outras técnicas. Mas, para tanto, é imprescindível que você obedeça às orientações, não pule nenhuma delas e nem tome caminhos decididos por você por já achar "que sabe", que entendeu tudo.
Discipline-se.
Trabalhe, dedique-se ao seu objetivo para alcançar o sucesso. Este sucesso será merecido e a conclusão de nossas metas vêm por merecimento, lembre-se disso. Antes, nós precisamos pagar o preço estabelecido para atingir o sucesso, precisamos seguir rigorosamente algumas regras: não use caneta, use-a somente quando lhe for solicitado; não pule os exercícios, faça-os na ordem pedida; faça as lições de casa; discipline-se. Para alcançar o sucesso devemos pagar antes para tê-lo depois.
2 Um pouco da história da memorização
Por que será que as pessoas do passado tinham uma excelente memória?
Por analogia, entenda, hoje nós dispomos de grandes recursos que fazem com que nossa memória seja preguiçosa, dispomos de caneta, agendas eletrônicas, computadores que armazenam nossas idéias e outros recursos que antigamente não existiam. As pessoas ouviam notícias, histórias e como não tinham papel para registrá-las, precisavam confiá-las à sua memória para transmiti-las aos outros.
No século XV, com a invenção da imprensa, grandes mudanças sociais e culturais ocorreram e, tendo as informações impressas no papel, a função da memória foi ficando adormecida e preguiçosa.
Agora, já cientes dessa história e sabendo que somos capazes, além da própria necessidade que temos em memorizar, basta-nos exercitar esse "músculo", pois sabemos que só exercícios fortalecem os músculos e, assim, a nossa memória será fortalecida.
Para isso, motive-se. Que nota você daria a você, à sua motivação para aprender a memorizar? Você está disponível a aceitar mudanças? Pergunte-se e responda.
Você será direcionado a praticar exercícios que, por vezes, lhe parecerão estranhos, lentos demais para quem tem sede de aprendizado, mas é preciso obedecer às etapas, às orientações. Agora, o seu tempo será maior, mais lento, mas, no futuro, você economizará horas e horas de estudo.
3 Mãos à obra
Você vai ler/ouvir 20 palavras e, depois, pegue papel e caneta e anote as palavras da sua memória na ordem em que as ouviu. Enquanto as ouve ou lê, não use caneta.
O nosso objetivo com esse exercício é posicioná-lo na memória e assim você saberá seu ponto de início.
Vamos lá!
mala
gato
coração
barco a vela
super-homem
garrafa
arroz-doce
pirulito
bicicleta
bola de vôlei
prédio de apartamentos
caixa de fósforos
jogador de futebol
carro
bolo de aniversário
geladeira
cavalo
trem
papel de parede
maço de cigarros
Agora, escreva as palavras na ordem que leu ou ouviu. Que tal? Lembrou- se de todas? Se conseguiu, parabéns! Você é excepcional.
Se não conseguiu, não fique triste. A maioria das pessoas lembram-se de sete a 12 palavras. O importante é começar e você saber seu ponto de início. Calcule-o assim: se você lembrou-se das 20 palavras multiplique-as por cinco e sua nota será 100. Se se lembrou de oito palavras, multiplique oito por cinco e sua nota será 40. Esse é seu ponto de início.
Anote-o no papel.
4 Como nossa memória trabalha?
Nós pensamos com desenhos
Para provar que nós pensamos com desenho, faça o que eu falo:
• não pense em sorvete
• não pense em bicicleta
• não pense numa roda gigante
E aí, o que aconteceu? Você pensou nestas coisas mesmo sendo-lhe pedido que não pensasse, por quê? Porque nossa memória não registra a palavra não, mas registra o desenho. Então, nós pensamos com desenhos.
Agora, descreva sua casa. Certamente, para essa descrição você usou palavras: minha casa é branca, tem três quartos, cozinha, dois banheiros, tem jardim etc. Estas palavras você não viu, mas você viu o desenho casa.
Se lhe perguntarem de que lado está situada sua casa na rua, certamente, numa fração de segundos, você imaginará a rua de sua casa e a posição da casa. Mas não foi isso que lhe foi pedido. Este exemplo é simplesmente para mostrar-lhe como é rápido o processo de criar desenho e trocá-lo por palavras e vice-versa.
Vá à rua e observe as placas de sinalização. Elas não estão escritas, não são escritas, são desenhos porque os desenhos são uma língua universal.
Quando sonhamos, não sonhamos com palavras e, sim, com imagens.
Para abrir um arquivo de computador antigo, era necessário datilografar uma seqüência de letras, barra e pontos; hoje, basta clicar sobre um desenho-ícone.
E é isso que nós pretendemos: trocar ícones por palavras e palavras por ícones.
Então, nós pensamos com desenhos.
Os desenhos se movimentam.
Nós pensamos com desenhos e quanto mais vivo for o desenho, quanto mais amplo, quanto mais ação houver, melhor será nossa capacidade de memorização, pois o fluxo elétrico é maior e quanto maior, ajuda-nos a lembrar melhor
Imagine um gato na sua sala. Imagine um gato pulando sobre os móveis de sua sala.
Qual imagem registrou melhor em sua mente? Esperamos que você tenha respondido a do gato pulando sobre os móveis.
EMOÇÃO: essencial à nossa memória
Lembre-se de um acontecimento significativo em sua vida. Por que ele o marcou tanto? Certamente esse acontecimento envolve emoções fortes: alegres, assustadoras, chocantes, exageradas. Quanto mais tudo isso for, mais nossa mente registrará.
Então, imagine algo e dê exagero mesmo: mais assustador, mais emocionante, mais vulgar... tudo mais. A emoção é essencial à nossa memória. Isso quer dizer que quando se quer memorizar alguma coisa tem que exagerar. Quando o nível emocional é alto, temos habilidade em lembrar melhor.
Finja que tudo faz parte da sua vida
Nossa mente não sabe a diferença entre coisas reais e imaginárias. No entanto, nosso corpo reage de forma fisiológica até por experiências que não sejam reais. Portanto, se usarmos uma aprendizagem multissetorial – auditiva, visual, olfativa, de paladar e tátil –, certamente o resultado será muito maior e melhor.
Imagine você recebendo em sua casa uma enorme caixa embrulhada com papel de presente e laços de fita. Abra-a, mas, lentamente: sinta o formato da caixa, a textura do papel, o barulho, as cores desse papel, das fitas, o cheiro desse embrulho e até o gosto. Imagine e quanto mais detalhes você der ao presente, mais isso será gravado em sua mente.
Apreensão - aprendizagem
Aprender é um processo que implica vincular uma informação que já temos armazenada em nossa mente com o novo, o desconhecido.
Imagine uma criança: após o primeiro passo, vem o segundo; se ela consegue vincular dois passos, ela consegue vincular muitos passos.
O que significa vermelho em inglês? É red. Red de um lado e vermelho do outro - esse é um par de informação, que é uma coisa bem comum. Se sabemos vincular dois elementos de informação, saberemos vincular uma lista infinita de informações.
5 Processo de colagem
Esse processo implica colocar em nossa mente duas informações em forma de desenho usando ação e de forma bem diferente, de maneira ilógica e engraçada.
Imagine um cavalo e uma asa-delta. Coloque-os na tela de sua mente e dê ação. Cavalo voando de asa-delta? É engraçado? Cavalo destruindo a asa-delta, pisando, mordendo, girando? Ou você está voando de asa-delta e carregando um cavalo? Um cavalo enorme, vermelho. Certamente, a última imagem será melhor lembrada, pois você fez parte da imagem. Lembre-se de que é preciso detalhar a imagem. Como é o cavalo? Asa-delta? Cores, tamanho.
Exercício
Agora, vincule cada palavra da coluna A com a B, mas, antes, pense em associações absurdas, drásticas ou não, mas que envolvam ações.
Coloque-os na tela mental e dê ação aos elementos: observe olhos, nariz, orelhas, óculos, de tamanho muito grande e você usando o sabão para lavar o jiló. Pergunte sempre: que ação usei aqui?
6 Como memorizar palavras estrangeiras?
Você tem a palavra pen que significa caneta. A palavra caneta você imagina; agora pen não é possível imaginar, porque ela não tem sentido em português. Então, como fazer? Vamos alterá-la. A palavra mais próxima de pen é pente. Agora, temos dois desenhos: de um lado caneta e, de outro, pente. Coloque-os na sua tela mental e imagine você usando o pente para pentear a caneta
Você deve estar se perguntando: e daí? Qual o sentido da palavra pen? o que eu fiz com pente? Ah! Eu penteei a caneta. Então, pen é caneta.
Agora, qual a capital da França? Paris.
Pegue cada palavra e troque-as por outras que sejam visuais, desenhos, para que você possa colocá-los em sua mente e se envolver com eles.
Imagine você pegando o pão francês e enfiando-o no nariz ou moldando um nariz de pão francês. Viu como é fácil?
Outro exemplo: book significa livro. A palavra mais próxima de book é boca. Agora, você tem dois desenhos: livro e boca. Associe-os, coloque-os na tela mental e imagine sua boca engolindo o livro.
E aí? Qual o sentido de book? Book, book, book... boca. Ah! com a boca eu engoli o livro. Então, book é livro.
Como lembrar-se de tantas coisas?
Se lhe for dada a incumbência de procurar um nome numa lista telefônica, você não terá dificuldade, será simples já que a lista telefônica apresenta-se na ordem alfabética. Assim também é a nossa memória. Se estabelecermos um arquivo mental onde se arquive vinte informações ordenadas, isto é, lógicas, tudo se tornará mais simples.
Lista de raciocínio lógico
Como memorizar discursos
Primeiramente, conheça seu discurso e, depois, num papel, escreva seus pontos principais. Memorize-os, mas lembre-se de que você deve conhecer o assunto que vai discursar, você deve estar preparado. Utilize a técnica da viagem mental, isto é, coloque cada palavra no lugar certo: na porta da sala, no piano, na cadeira, na mesa, no sofá. Agora, se for uma palavra abstrata, troque-a por um desenho, ícone substituto fonético ou simbólico.
Como memorizar textos
Torne seu texto compacto através de palavras-chave. Leia todo seu texto e capte o sentido principal: entenda o texto; a cada duas linhas perceba a palavra-chave; se necessário, substitua palavras abstratas por ícones substitutos e, perceberá, no final do texto, que ele está memorizando idéia por idéia. Mais à frente retomaremos essa técnica destinada à memorização de discursos e textos.
Como memorizar números
O melhor método para memorizar números surgiu há mais de 300 anos com Stane Slans Mink e hoje já é universal. Trata-se de um sistema fonético, já que vinculamos o número a uma letra, mas não pela aparência da letra, mas pelo seu som
Conheça o alfabeto fonético.
Textos complicados e mapas mentais
Mapas mentais são a representação visual de textos complicados ou de qualquer tipo de informação e estão baseados no fato de que nosso cérebro possui dois hemisférios: o esquerdo para pensamentos analíticos, lógicos, numéricos, raciocínio e fala; o direito que é responsável por coisas mais visuais, imaginação, técnico.
O processo de criação do mapa mental é paralelo ao processo do nosso pensamento. Nosso pensamento não pensa na forma linear e, sim, na forma de galhos; portanto, tanto ao ler como ao ouvir, nossa mente está criando mapas mentais.
Vamos lá? Você está lendo uma biografia de Monteiro Lobato. Pegue uma folha em branco e desenhe Monteiro Lobato no centro. Puxe um galho e escreva origem, deste deve sair informações básicas: pai, mãe, nasceu, viveu, morreu; dele sai um outro galho educação do qual deve partir informações pertinentes; um outro galho obras e deste, suas obras e assim sucessivamente.