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A Inserção da Música na Educação Infantil
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A Música Uma Linguagem no Aprender Infantil
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A arte e a música no contexto da alfabetização
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Relação entre música,alfabetização e letramento
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A importância da música na aprendizagem
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Músicas Infantis
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A música e o desenvolvimento cognitivo infantil
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A Música e suas Metodologias
A música e o desenvolvimento cognitivo infantil
Música na Educação Infantil
1 Música:
A Música é um fenômeno universal. Ela se faz presente na história de todos os povos e civilizações desde a pré-história, faz parte do dia-a-dia das comunidades, e se manifesta de diferentes maneiras, ritmos e gêneros. Também está presente em festas e celebrações das mais diversas.
Acredita-se que ela tenha surgido há cerca de 50.000 anos, desde as tribos primitivas da África. Ela possui a capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação. Enfim, a música é uma linguagem local e global. A música pode ser usada para diversos fins, alegrar, tirar o tédio, e até para fazer chorar. E sua presença na vida dos seres humanos é incontestável.
“A música estimula áreas do cérebro não desenvolvidas por outras linguagens, como a escrita e a oral. É como se tornássemos o nosso 'hardware' mais poderoso”. Explica a pedagoga Maria Lúcia Cruz Suzigan, especialista no ensino de música para crianças. Ainda segundo ela, quanto mais cedo à escola começar o trabalho, melhor.
A linguagem musical faz parte de cultura das crianças por causa das canções de ninar e das brincadeiras. O pouco que ainda resta abre um oportuno espaço para o trabalho na escola.
Sabe-se que, ser alfabetizado e letrado nos dias atuais é indispensável, mas, ser alfabetizado e não ter bom entendimento para colocar em prática o que se aprende na escola ou em situações corriqueiras, não faz desse aluno um futuro cidadão que terá um bom emprego e um bom estudo.
Existem milhares de crianças e adolescentes que estão na escola, mas seu pensamento está voltado para qualquer outra coisa menos para o aprendizado escolar. Esta é uma realidade que persegue as escolas de rede pública ou particular. A audição musical deve se começar nos primeiros anos ou dias de vida, porém, há muitos pais e mães que não têm essa prática, e o professor das creches e pré-escolas, deve incentivar os pais a obterem essa prática em casa e também trabalhar com a música/bandinha na escola.
Sendo assim, o professor é pedra fundamental na vida do aluno. A prática da audição musical não deve ocorrer somente na escola. Precisa haver um diálogo entre pais e professores para que, ambos colaborem e entendam a importância da música para o desenvolvimento da criança. Não se pode imaginar a Educação Infantil sem a música, pois, ela permeia todo o universo infantil. A música é um recurso didático na sala de aula e possibilita diversas atividades para se trabalhar com os pequenos.
Desta forma, ela se torna uma atividade indispensável no processo de desenvolvimento da criança, a música pode auxiliar no seu desenvolvimento cognitivo e, por isso, deve ser valorizada na escola a fim de potencializar a imaginação, a linguagem, a atenção, a memória e outras habilidades, além de contribuir de forma eficaz no processo de ensino-aprendizagem. Por intermédio da música, as crianças passam a se conhecer melhor e também aos outros. A música torna capaz o desenvolvimento da imaginação e da criatividade audaz.
Nesse sentido, entende-se que as reflexões a serem apresentadas neste artigo, a partir de um referencial específico, pode ser auxílio para a compreensão da relação da criança-música-desenvolvimento.
2 O ambiente sonoro:
O ambiente sonoro, assim como a presença da música em diferentes e variadas situações do cotidiano fazem com que os bebês e crianças iniciem seu processo de musicalização de forma intuitiva. Adultos cantam melodias curtas, cantigas de ninar, fazem brincadeiras cantadas, com rimas, parlendas etc., reconhecendo o fascínio que tais jogos exercem. Encantados com o que ouvem, os bebês tentam imitar e responder, criando momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo, responsáveis pela criação de vínculos tanto com os adultos quanto com a música. Nas interações que se estabelecem, eles constroem um repertório que lhes permite iniciar uma forma de comunicação por meio de sons.
Inúmeras pesquisas, desenvolvidas em diferentes países e em diferentes épocas, principalmente nas décadas finais do século XX, confirmam que a influência da música no desenvolvimento da criança é incontestável. Algumas delas demonstraram que o bebê, ainda no útero materno, desenvolve reações a estímulos sonoros. Ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. Tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas, e que mesmo não tocando um instrumento e simplesmente ouvindo com atenção, os estímulos cerebrais também são bastante intensos.
uma grande diferença, favorável ao grupo que ouviu música. A explicação do pesquisador é que ouvindo música clássica, lenta, a pessoa passa do nível alfa para o nível beta (relaxados, mas atentos); baixando a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas, facilitando a concentração e a aprendizagem.
O interesse pelo desenvolvimento cognitivo musical tem crescido muito nas últimas décadas devido a recentes descobertas no campo da neurociência. A diferença entre alturas, timbres e intensidades já acontece desde o nascimento até o décimo mês de vida, tornando-se cada vez mais refinadas. As preferências e memórias musicais também se dariam a partir dessa época, por meio de processos imitativos e de impregnação, estando também associado a inúmeras funções psicossociais, como a comunicação e o desenvolvimento da linguagem compreensiva e expressiva, por exemplo, ou entretenimento.
A música é uma ciência básica com um grande número de variações de códigos, o que possibilita o desenvolvimento intelectual da pessoa. Quanto mais cedo crianças entrarem em contato com o mundo da música, maiores serão as chances de que elas assimilem novos códigos sonoros que a música pode oferecer. Além disso, maior será o conhecimento armazenado na memória sonora, quanto mais tipos de sons a criança ouvir, o que pode ser também ampliado se a criança praticar um instrumento musical. Neste processo, a criança torna-se o agente criador de diferentes códigos sonoros, por meio de criações realizadas com seu instrumento. Para o autor, o estímulo ao aprendizado da música é necessário, uma vez que a música para a criança funcionaria como uma nova forma de exteriorização dos sentimentos, como um novo idioma que servirá de veículo para as emoções.
Pesquisas que buscam estabelecer uma correlação entre o estudo de música e o desenvolvimento cognitivo em crianças entre quatro e seis anos de idade. Os resultados indicam que há uma ligação entre a instrução musical nos primeiros anos de vida e o crescimento cognitivo em habilidades “não-musicais” . A inteligência pode ser desenvolvida por meio da audição, pois cada código sonoro representaria um espaço ativado no cérebro, com a finalidade de reter a informação. O autor aponta que os neurônios, que recebem as informações codificadas, após serem ativados pelos códigos musicais, ficariam “abertos” para receberem conhecimento de outros órgãos dos sentidos. E que a ativação dos neurônios seria ampliada à medida que novos conhecimentos vão se somando por meio dos cinco órgãos do sentido. O autor explica que, maior será o conhecimento sonoro da pessoa quanto mais sons diferentes ela ouvir, por estar utilizando uma área cerebral maior para reter aquelas informações.
Enfim, o que se pode concluir a esse respeito é que efetivamente a prática de música, seja pelo aprendizado de um instrumento, seja pela apreciação ativa, potencializa a aprendizagem cognitiva, particularmente no campo do raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio.
Sabe-se que o movimento é uma das primeiras atitudes de toda a humanidade. Ao nascer à criança já meche os bracinhos, pernas e o corpo todo vivem em constante movimentação. A partir dos dois meses as crianças já possuem firmeza na cabeça e apoiam o peso das pernas, mas a maioria faz isso somente aos quatro. A música é uma grande auxiliadora no crescimento de qualquer ser humano. Nos primeiros anos de vida, ela ajuda no desenvolvimento da coordenação motora, aguça a sensibilidade auditiva, estimula a sociabilidade, o contato com diversos instrumentos e estilos musicais. A maioria crianças que possuem uma educação musical dentro do pré-natal consegue obter essas habilidades com maior flexibilidade. Desde a vida dentro do útero as crianças já desenvolvem movimentos importantes.
Durante o desenvolvimento psicomotor o ritmo é um ato motor. Exemplo: dança das cadeiras, acompanhamento de músicas com instrumentos de percussão, produzir sons com o próprio corpo, marchar ao som de músicas cadenciadas, pular corda, dançar e cantar.
Jogos musicais podem ser de três tipos, correspondentes às fases do desenvolvimento infantil: Sensório Motor: são atividades que relacionam o som e o gesto. A criança pode fazer gestos para produzir sons e expressar-se corporalmente para representar o que ouve ou canta; Simbólico: aqui se busca representar o significado da música, o sentimento e a expressão; Analítico ou de Regras: são jogos que envolvem a estrutura da música, onde são necessárias a socialização e organização. Ela precisa escutar a si mesma e aos outros, esperando sua vez de cantar ou tocar.
Toda criança vive em intenso processo de desenvolvimento corporal e mental, diante disso a exploração de novas habilidades torna-se essencial.
Entende-se então, que a criança no seu processo de desenvolvimento corporal necessita de um espaço livre, uma vez que, a exploração que ela fará do que está a sua volta seja para culminar o conhecimento externo.
Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil “as crianças interagem com a música, as brincadeiras e os jogos: cantam enquanto brincam, acompanham com sons os movimentos de seus carrinhos, dançam e dramatizam situações sonoras sua produção musical.”. (BRASIL. vol. 3 p 52).
3 A música na educação infantil:
A partir das pesquisas feitas que a música na educação infantil é mais do que importante para o desenvolvimento cognitivo, e que a educação musical deveria acontecer o mais cedo possível. A música é capaz de estimular e melhorar. Sendo assim, o trabalho com a música pode ser um instrumento para ajudar o professor alfabetizador, não para aumentar as aulas, nem confundir a cabeça de quem irá desenvolver, mas sim para ajudar.
Sabe-se que esse trabalho exige esforço, dedicação e competência, a música irá servir como uma grande aliada da educação, pois potencializa a aprendizagem cognitiva, principalmente no campo do raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato.
Tem-se hoje nas escolas uma quantidade muito grande de crianças portadoras de deficiência, que necessitam do auxilio da música, pois é um agente estimulador diversas áreas do cérebro, que relaxa e dá leveza aumentando o nível de concentração, atenção e ajuda fazendo com que esse aluno não se torne um analfabeto funcional uma vez que a uma estimulação precoce do cognitivo dessa criança, não só através da música, como ler para ela, por exemplo, proporcionar estímulos que exijam o brincar de aprender terão caráter relaxante e estimulador de áreas que o professor não pode “tocar”.
Diante disso, a escola pode ser um agente impulsionador do desenvolvimento cognitivo, ao expor a criança a aulas com música, seja atividade com bandinha ritmica, flauta, músicas cantadas, etc. No ambiente escolar percebem-se crianças com seus nove ou dez anos, que muitas vezes não tem sua motricidade fina apurada, se houver a estimulação precoce, isso pode ser eliminado ou amenizado.
A maior angústia é como as crianças estão chegando às escolas, a maioria delas, sem noções mínimas de socialização, conceitos que deveriam ser ensinado pela família. É ela que vai estar presentes todos os dias e momentos da vida da criança. Sendo assim, há que se refletir em como aperfeiçoar os laços familiares e escolares para ajudar a criança no seu processo de desenvolvimento cognitivo.
4 A música influencia o desenvolvimento da psicomotricidade:
Percebe-se que a música influencia o desenvolvimento da psicomotricidade, pois a criança se desenvolve ora lentamente, ora rápido de mais, após as leituras feitas para escrever este artigo, pode dizer o quão influenciadora é a musicalização na educação corporal da criança, principalmente na motricidade fina, pois somente através da prática musical a criança poderá ter uma motricidade aguçada, pois tocar um instrumento, como a flauta doce, por exemplo, deixa a criança mais próxima de atingir seus níveis de conhecimento motor mais complexos.
A música não traz somente os benefícios da cognição e motricidade, mas ela abrange muito mais expectativas do que se espera. O lúdico aliado a música faz com que se obtenha bons resultados para o processo de ensino aprendizagem.