Revisão Gramatical I

Comunicação Escrita e Revisão Gramatical

1 Derivação Imprópria:

derivação imprópria, também chamada de conversão, é um tipo de derivação que acontece pela mudança de classe gramatical da palavra.

Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase.

Exemplo:

Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase.

Exemplo:

Joana tem um andar muito determinado. (substantivo)
Essa tarde podemos andar no parque. (verbo)

Note que nesse tipo de derivação não é acrescido nem prefixo e nem sufixo à nova palavra. Dessa forma, não ocorre nenhuma mudança na estrutura do termo, mas sim no significado dele.

Todavia, a nova palavra desempenha outro papel gramatical na frase de acordo com contexto em que está inserida.

Lembre-se que a derivação é um dos processos de formação de palavras que envolve o radical de uma palavra primitiva e os afixos (prefixo e sufixo).

Além da derivação imprópria temos: derivação regressiva, sufixal, prefixal e parassintética.

Exemplos de Derivação Imprópria:

  • Nosso jantar estava ótimo. (substantivo)
  • Vamos jantar na casa da Fabiana? (verbo)
  • olhar da garota era profundo. (substantivo)
  • Ao olhar os preços das camisas, resolvemos ir à feira. (verbo)
  • O conceito de belo nas artes é encontrado na Grécia Antiga. (substantivo)
  • O Coliseu de Roma é muito belo. (adjetivo)
  • Pedro é a mais alto da turma. (adjetivo)
  • A professora falava muito alto. (advérbio)
  • Sofia é a cabeça da classe. (adjetivo)
  • Minha cabeça dói muito hoje. (substantivo)

2 Derivação Regressiva:

derivação regressiva é um tipo de derivação que ocorre por meio da supressão da palavra primitiva, gerando uma derivada.

 

derivação regressiva é um tipo de derivação que ocorre por meio da supressão da palavra primitiva, gerando uma derivada.

Exemplo:

Ele é um portuga muito legal. (portuga = português)

As palavras derivadas são criadas a partir de palavras primitivas, por exemplo: flor (primitiva) e florista (derivada).

Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que ocorre com o radical da palavra e seus afixos (sufixo e prefixo).

Além da derivação regressiva temos: derivação imprópria, sufixal, prefixal e parassintética.

Exemplos de Derivação Regressiva:

  • mengo arrasou essa tarde. (flamengo)
  • Todos os dias eles vão àquele boteco (botequim)
  • Maria Eugênia é muito comuna. (comunista)
  • Essa noite será um agito. (do verbo agitar)
  • Nora ofereceu ajuda para os estudantes. (do verbo ajudar)
  • Eles estavam num grande amasso (do verbo amassar)
  • beijo é uma forma de cumprimento entre as pessoas. (do verbo beijar)
  • choro da criança era muito desesperador. (do verbo chorar)
  • debate foi sobre a privatização das empresas (do verbo debater)
  • Tivemos uma grande perda essa tarde. (do verbo perder)

Obs: Note que na derivação regressiva forma-se uma nova palavra (geralmente substantivo) a partir de um verbo. Por esse motivo, esses substantivos são chamados de deverbais.

3 Derivação Parassintética:

derivação parassintética ou parassíntese é um tipo de derivação em que ocorre o acréscimo de afixos (prefixo e sufixo) à palavra primitiva.

Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que envolve o radical e os afixos (sufixo e prefixo).

Além de parassintética, a derivação pode ser: imprópria, regressiva, sufixal e prefixal.

Exemplos de Derivação Parassintética:

  • Abençoar (a- prefixo e -oar - sufixo)
  • Amanhecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Entardecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Envelhecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Envernizar (en- prefixo e -izar - sufixo)
  • Enrijecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Entristecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Emagrecer (e- prefixo e -ecer - sufixo)
  • Engaiolar (en- prefixo e -ar - sufixo)

4 Prefixo e Sufixo:

Prefixo e Sufixo são morfemas que se juntam às palavras a fim de formar novas palavras. Ambos são, na verdade, afixos.

O nome prefixo ou sufixo é dado mediante o lugar que ocupam na palavra. Ou seja, se estiver antes do radical é prefixo, mas se estiver depois do radical é sufixo.

Exemplos:

  • antipatia (anti = prefixo)
  • retroceder (retro = prefixo)
  • tolerante (ante = sufixo)
  • realismo (ismo = sufixo)

Prefixos:

Os prefixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que antecede oradical. Assim, eles modificam o seu sentido mas, geralmente, mantêm a classe gramatical a qual pertencem.

5 Classes de Palavras

classes de palavras ou classes gramaticais são dez: substantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção, interjeição e advérbio.

Essas categorias são divididas em palavras variáveis (aquelas que variam em gênero, número ou grau) e palavras invariáveis (as que não variam).

Palavras Variáveis e Flexões:

Substantivos:  é uma classe de palavras que nomeia seres, objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros.

Eles podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).

Tipos de Substantivos:

Os substantivos são classificados em nove tipos: comum, próprio, simples, composto, concreto, abstrato, primitivo, derivado e coletivo.

Substantivo Comum: Os substantivos comuns são as palavras que designam os seres da mesma espécie de forma genérica:

Exemplos: pessoa, gente, país.

Substantivo Próprio

Os substantivos próprios, grafados em letra maiúscula, são palavras que particularizam seres, entidades, países, cidades, estados da mesma espécie.

Exemplos: Brasil, São Paulo, Maria.

Substantivo Simples

Os substantivos simples são formados por apenas uma palavra.

Exemplos: casa, carro, camiseta.

Substantivo Composto

Os substantivos compostos são formados por mais de uma palavra.

Exemplos: guarda-chuva, guarda-roupa, beija-flor.

Substantivo Concreto

Os substantivos concretos designa as palavras reais, concretas, sejam elas pessoas, objetos, animais ou lugares.

Exemplos: menina, homem, cachorro.

Substantivo Abstrato

Os substantivos abstratos são aqueles relacionados aos sentimentos, estados, qualidades e ações.

Exemplos: beleza, alegria, bondade.

Substantivo Primitivo

Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica, são aqueles que não derivam de outras palavras.

Exemplos: casa, folha, chuva.

Substantivo Derivado

Os substantivos derivados são aquelas palavras que derivam de outras.

Exemplos: casarão (derivado de casa), folhagem (derivado de folha), chuvarada (derivado de chuva).

Substantivo Coletivo

Os substantivos coletivos são aqueles que se referem a um conjunto de seres.

Exemplos: flora (conjunto de flores), álbum (conjunto de fotos), colmeia (conjunto de abelhas).

6 Verbo:

O verbo é a classe de palavras que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza e possui inúmeras flexões, de modo que a sua conjugação é feita mediante as variações de pessoa, número, tempo, modo, voz e aspeto.

Estrutura do Verbo

O verbo é formado por três elementos:

1. Radical

O radical é a base. Nele está expresso o significado do verbo.
Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir).

 

2. Vogal Temática

A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema.

Assim, tema = radical + vogal temática.
Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r).

A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence:

1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar.
2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor.
3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir.

Desinências: 

 

As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as conjugações. Elas podem ser:

Desinências modo-temporais quando indicam os modos e os tempos.
Desinências número-pessoais quando indicam as pessoas.

Exemplos:

  • Dissertávamos (va- desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)
  • Esclarecerei (re- desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i- desinência de 1.ª pessoa do singular)
  • Contribuamos (a- desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)

Flexões

Para conjugarmos os verbos temos de ter em conta as flexões a seguir.

  • Pessoa: 1.ª (eu, nós); 2.ª (tu, vós) e 3.ª (ele, eles).
  • Número: Singular (eu, tu, ele) e Plural (nós, vós, eles).
  • Tempo: Presente, Pretérito e Futuro.
  • Modo: Indicativo, Subjuntivo e Imperativo.
  • Voz: Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva.

Formas Nominais:

As formas nominais são: Infinitivo, Particípio e Gerúndio:

Infinitivo Pessoal e Impessoal

O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito.

Exemplos:

  • O gerente da loja disse para irem embora. (infinitivo pessoal)
  • Cantar é uma delícia! (infinitivo impessoal)

Particípio

O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos compostos ou como adjetivo.

Exemplos: 

  • Feito o trabalho, vamos descansar!
  • A Ana já tinha falado sobre esse tema.
  • Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais.

Gerúndio

O gerúndio é empregado como adjetivo ou como advérbio.

Exemplos:

  • Encontrei João correndo.
  • Cantando, terminaremos depressa.

Continue sua pesquisa em Formas Nominais.

Classificação dos Verbos:

Os verbos são classificados da seguinte forma:

  • Verbos Regulares - Não têm o seu radical alterado. Exemplos: falar, torcer, tossir.
  • Verbos Irregulares - Nos verbos irregulares, por sua vez, o radical é alterado. Exemplos: dar, caber, medir. Quando as alterações são profundas, eles são chamados de Verbos Anômalos; é o caso dos verbos ser e vir.
  • Verbos Defectivos - Os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as pessoas, tempos e modos. Eles podem ser de três tipos:
  1. Impessoais - Quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular, são verbos impessoais. Exemplos: chover, trovejar, ventar.

     2  Unipessoais - Quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural, são verbos unipessoais. Exemplos: ladrar, miar, surtir.

     3  Pessoais - Quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas, são verbos pessoais. Exemplos: banir, falir, reaver.

  • Verbos Abundantes - Os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É comum ocorrer no Particípio. Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro.

7 Adjetivo:

Adjetivo é a classe de palavras encarregada de atribuir características aos substantivos, ou seja, ele indica suas qualidades e estados.

Os adjetivos são termos que variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (comparativo e superlativo), sendo classificados em: simples, composto, primitivo e derivado.

Tipos de Adjetivos:

  • Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste.
  • Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro, superinteressante.
  • Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom, alegre, puro.
  • Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos: escultor (verbo esculpir), formoso (substantivo formosura).

Gênero dos Adjetivos:

  • Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e masculino). Exemplo: feliz.
  • Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino). Exemplo: carinhoso, carinhosa.

Número dos Adjetivos:

Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos substantivos.

Grau dos Adjetivos:

Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em:

  • Comparativo: utilizado para comparar qualidades.
  • Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.

Grau Comparativo

  • Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão bom quanto o de geografia.
  • Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.
  • Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.

Grau Superlativo

  • Superlativo Absoluto:

    • Analítico A moça é extremamente organizada.
    • Sintético Luiz é inteligentíssimo.

Superlativo Relativo de:

  • Superioridade A menina é a mais inteligente da turma.
  • Inferioridade O garoto é o menos esperto da classe.

Saiba tudo sobre a formação dos graus comparativos e superlativo em: Grau dos Adjetivos e Grau Superlativo.

Adjetivos Pátrios:

Chamados também de "adjetivos gentílicos", os adjetivos pátrios indicam o local de origem ou nacionalidade da pessoa, por exemplo: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.

Locução Adjetiva:

A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de adjetivo. Exemplos:

Amor de mãe - Amor maternal
Doença de boca - doença bucal

Pronome Adjetivo:

Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a função de adjetivo. Surgem acompanhados do substantivo, modificando-os. Exemplos:

Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)
Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substantivo empresa)

8 Pronomes:

Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os substantivos.

De acordo com a função que exercem, eles são classificados em:

  • Pronomes Pessoais
  • Pronomes Possessivos
  • Pronomes Demonstrativos
  • Pronomes de Tratamento
  • Pronomes Indefinidos
  • Pronomes Relativos
  • Pronomes Interrogativos

Tipos de Pronomes:

Pronomes Pessoais

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são classificados em dois tipos:

  • Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito, por exemplo: Eu gosto muito da Ana.
  • Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e complementam os verbos, por exemplo: Está comigo seu caderno.

Vale lembrar que os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas” funcionam somente como objeto direto.

Pronomes Possessivos:

Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse, por exemplo: Essa caneta é sua?

Pronomes Demonstrativos:

Os pronomes demostrativos são utilizados para indicar algo. Reúnem palavras variáveis (esse, este, aquele, essa, esta, aquela) e invariáveis (isso, isto, aquilo)

Importante notar que os pronomes demonstrativos são utilizados dependendo da posição da pessoa em relação à algum elemento seja no discurso, no tempo ou no espaço. Para compreender melhor, veja o quadro abaixo:

Pronomes de Tratamento:

Os pronomes de tratamento são termos respeituosos empregados normalmente em situações formais:

Pronomes Indefinidos:

Empregados na 3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes indefinidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou imprecisa. Veja abaixo a tabela e alguns exemplos:

Pronomes Relativos:

Os pronomes relativos se referem a um substantivo já dito anteriormente na oração. Podem ser palavras variáveis e invariáveis.

Pronomes Interrogativos:

Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas para formular perguntas diretas e indiretas.

9 Artigo Definido e Indefinido:

O artigo definido e indefinido são tipos de artigos. Lembre-se que os artigos representam a classe de palavras que precedem osubstantivo de forma que determinam seu número (singular ou plural) e seu gênero (feminino ou masculino).

Dessa maneira, os artigos representam elementos essenciais na construção das frases, visto que mantêm a coesão no texto e ainda, destacam algumas de suas particularidades.

Tipos de Artigos:

s artigos são classificados em:

  1. Artigos Definidos (o, a, os, as): palavras determinam o substantivo de forma precisa.
  2. Artigos Indefinidos (um, uma, uns, umas): termos que determinam o substantivo de forma imprecisa.

Artigo Definido:

Os artigos definidos, como o próprio nome indica, definem ou individualizam os substantivos, seja uma pessoa, objeto ou lugar. São eles:

Exemplos

O garoto foi jantar na casa dos pais
Ganhamos a bicicleta que esperávamos.
Luísa aproveitou para rever os amigos.
As meninas foram viajar.

Em todos os exemplos, podemos notar a precisão de tais pessoas ou objetos pelo emprego correto do artigo definido. Isso porque ele determina de maneira exata o substantivo em questão: o garoto, a bicicleta, os amigos e as meninas.

Assim, fica claro que o artigo definido indica de modo particular o substantivo já conhecido. Note que estes estão presentes no texto ou no pensamento do locutor (emissor, autor) ou do interlocutor (receptor, ouvinte).

Artigo Indefinido:

Os artigos indefinidos determinam de maneira vaga, indeterminada ou imprecisa, uma pessoa, objeto ou lugar ao qual não se fez menção anterior no texto. São eles:

Exemplos

Um dia iremos nos encontrar.
Uma certa tarde saímos para caminhar
Joana convidou para a festa uns amigos estrangeiros.
Comprei umas camisas para seu aniversário.

Note que em todos os exemplos acima, não está definido qual objeto, pessoa ou lugar. Nos dois primeiros exemplos, não está identificado “qual o dia” ou “qual a tarde” em que o evento ocorre.

Da mesma maneira, Joana não especifica “quais amigos!” ela convidará para a festa. Por fim, “umas camisas” corresponde à uma ideia vaga de “quais camisas” são essas.

Cuidado para não confundir o artigo indefinido “um” com o numeral “um”, pois o numeral é uma palavra utilizada para indicar quantidade.

10 Numeral:

Numeral é a classe de palavra variável (flexionadas em número e gênero) encarregada de determinar a quantidade de pessoas, objetos, coisas ou o lugar ocupado numa dada sequência.

Em outros termos, o numeral é a palavra que indica, em termos numéricos, um número exato ou a posição que tal coisa ocupa numa série.

Classificação dos Numerais:

Os numerais são classificados em cinco tipos, a saber:

Cardinais

Forma básica dos números (1, 2, 3,4,5…), as quais adjetivam uma quantidade, sendo que alguns deles variam em gênero, por exemplo: um-uma, dois-duas, alguns no grupo das centenas (duzentos, duzentas, trezentos, trezentas, etc.).

Além disso, alguns números cardinais variam em número, como é o caso: milhão-milhões, bilhão-bilhões, trilhão-trilhões, e assim por diante.

Ordinais

Indica ordem de uma sequência, ou seja, representa a ordem de sucessão e uma série, seja de seres, coisas ou objetos (primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto…).

Importante destacar que alguns numerais ordinais possuem o valor de adjetivo. São palavras que variam em gênero (masculino-feminino) e número (singular e plural), por exemplo: primeiro-primeira, primeiros-primeiras; terceiro-terceira, terceiros-terceiras, etc.

Fracionários:

São os números fracionários que indicam a diminuição das proporções numéricas, ou seja, representam uma parte de um todo, por exemplo, ¼ (lê-se um quarto, um sobre quatro), ½ (lê-se meio ou metade, um sobre dois), ¾ (lê-se três quartos ou três sobre quatro).

Coletivos:

Número exato que faz referência a um conjunto de seres, por exemplo, dúzia (conjunto de 12), dezena (conjunto de 10), centena (conjunto de 100), semestre (conjunto de 6), bimestre (conjunto de 2).

Os números coletivos sofrem a flexão de número (singular e plural): dúzia-dúzias, dezena-dezenas, centenas-centenas.

Multiplicativos:

Relaciona um conjunto de seres, objetos ou coisas, dando-lhes uma característica, de forma que determina o aumento da quantidade por meio de múltiplos, por exemplo, dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, etc.

Os multiplicativos são numerais, flexionados em gênero e número quando atuam em função adjetiva, e, do contrário, são invariáveis (função substantiva).

Dessa forma, de acordo com sua função, os numerais podem apresentar valor de substantivo ou adjetivo, sendo classificados em:

  • Numerais substantivos: caracterizados pelos numerais multiplicativos, esses numerais podem substituir outros substantivos. Exemplo: Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo da produção.
  • Numerais adjetivos: são os numerais cardinais, ordinais, coletivos e fracionários, os quais modificam o substantivo, indicando valor adjetivo. Exemplo: Essa carne é de segunda (indica a qualidade da carne).

Emprego dos Numerais:

Algumas regras são fundamentais para o emprego do numeral:

  • Todos os numerais concordam com o nome, exceto os numerais multiplicativos que sempre são masculinos, por exemplo, um-uma (cardinal), primeiro- primeira (ordinal), dobro e triplo (multiplicativo).
  • O uso dos artigos nos números fracionários é opcional, enquanto, os numerais multiplicativos, geralmente, vêm precedidos de artigos, por exemplo: o dobro e o triplo.
  • Quando indica dias do mês, utilizam-se os numerais cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, feita pelo ordinal, por exemplo: 23/01 (vinte três de janeiro) e 01/10 (primeiro de outubro)
  • Quando indica leis e decretos, o numeral ordinal é utilizado até o nono, depois utiliza-se os cardinais, por exemplo, Artigo 9° (artigo nono), Artigo 10 (Artigo 10).
  • No caso da utilização de numeral romano, a regra básica: depois o substantivo emprega-se o numeral ordinal até o décimo e posteriormente, utiliza-se os números cardinais. Antes do substantivo, é empregado o numeral ordinal, por exemplo: João Paulo II (segundo), Capítulo XI (onze).
  • A palavra ambos (as) é considerado por muitos gramáticos como numeral uma vez que indica, “os dois” ou “as duas”, por exemplo: Joana e Beatriz adoram andar. Ambas gostam de caminhar ouvindo música.

Numerais Romanos:

Os números romanos são representações numéricas utilizadas para indicar séculos, capítulos e páginas de livros, horas dos relógios, nomes dos papas e reis, dentre outros.

São representados por letras maiúsculas, num total de 7 numerações: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100), D (500), M (1000).

11 Preposição:

Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oraçãonuma relação de subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.

Tipos e Exemplos de Preposições:

  • Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.
  • Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.
  • Preposição de tempoPor dois anos ele viveu aqui.
  • Preposição de distânciaA cinco quilômetros daqui passa uma estrada.
  • Preposição de causaCom a seca, o gado começou a morrer.
  • Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.
  • Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.

Classificação das Preposições:

As preposições podem ser divididas em dois grupos:

  1. Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
  2. Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.

Locuções Prepositivas:

A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:

  • abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc.

Combinação, Contração e Crase:

Importante notar que, algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim, quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos uma combinação, por exemplo:

  • ao (a + o)
  • aos (a + os)
  • aonde (a + onde)

Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:

  • do (de + o)
  • dum (de + um)
  • desta (de + esta)
  • no (em + o)
  • neste (em + este)
  • nisso (em + isso)

Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:

  • à = contração da preposição a + o artigo a
  • àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.

Na língua cotidiana, falada ou escrita, aparecem as reduções pra (para a) e pro (para o). Essas palavras não pedem acento, já que se trata de palavras átonas. por exemplo:

  • Este é um país que vai pra frente.
  •  pra casa, e não pro botequim!

12 Conjunção:

Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.

Exemplos:

Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)
Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)

Classificação das Conjunções

As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes. São divididas em cinco tipos:

1. Conjunções Aditivas

Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas também, não só...como também.

Exemplo: Ana não fala nem ouve.

2. Conjunções Adversativas

Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia.

Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

3. Conjunções Alternativas

 

Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja.

Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.

Conjunções Conclusivas

Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.

Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

Conjunções Explicativas

Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte.

Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.

Conjunções Subordinativas:

As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da outra e são divididas em dez tipos:

1. Conjunções Integrantes

Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se.

Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.

Conjunções Causais

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que.

Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.

Conjunções Comparativas

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que, como.

Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu.

Conjunções Concessivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por melhor que.

Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.

Conjunções Condicionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize ou não: caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que.

Exemplo: Se não chover, irei à praia.

Conjunções Conformativas

Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com outro: segundo, como, conforme.

Exemplo: Cada um colhe conforme semeia.

Conjunções Consecutivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal: que, de forma que, de modo que, de maneira que.

Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.

Conjunções Temporais

Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que, quando, assim que, sempre que.

Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos.

Conjunções Finais

Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para que.

Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.

Conjunções Proporcionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto melhor.

Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.

13 Interjeição:

interjeição é uma palavra invariável (não sofre variação em gênero, número e grau), que representa um recurso da linguagem afetiva, de modo que expressa sentimentos, sensações, estados de espírito, sendo sempre acompanhadas de um ponto de exclamação(!).

As interjeições são consideradas “palavras-frases” na medida em que representam frases-resumidas, formadas por sons vocálicos (Ah! Oh! Ai!), por palavras (Droga! Psiu! Puxa!) ou por um grupo de palavras, nesse caso, chamadas de locuções interjetivas (Meu Deus! Ora bolas!).

Tipos de Interjeições:

Apesar de não possuírem uma classificação rigorosa, posto que a mesma interjeição pode expressar sentimentos ou sensações distintas, as interjeições ou locuções interjetivas são classificadas em:

  • Advertência: Cuidado!, Olhe!, Atenção!, Fogo!, Olha lá!, Alto lá!, Calma!, Devagar!, Sentido!, Alerta!, Vê bem!, Volta aqui!
  • Afugentamento: Fora!, Toca!, Xô!, Xô pra lá!, Passa!, Sai!, Roda!, Arreda!, Rua!, Cai fora!, Vaza!
  • Agradecimento: Graças a Deus!, Obrigado!, Agradecido!, Muito obrigada!, Valeu!, Valeu a pena!
  • Alegria: Ah!, Eh!, Oh!, Oba!, Eba!, Viva!, Olá!, Olé! Eta!, Eita!, Eia!, Uhu!, Que bom!
  • Alívio: Ufa!, Uf!, Arre!, Ah!, Eh!, Puxa!, Ainda bem!, Nossa senhora!
  • Ânimo: Coragem!, Força!, Ânimo!, Avante!, Eia!, Vamos!, Firme!, Inteirinho!, Bora!
  • Apelo: Socorro!, Ei!, Ô!, Oh!, Alô!, Psiu!, Olá!, Eh!, Psit!, Misericórdia!
  • Aplauso: Muito bem!, Bem!, Bravo!, Bis!, É isso aí!, Isso!, Parabéns!, Boa!, Apoiado!, Ótimo!, Viva!, Fiufiu!, Hup!, Hurra!
  • Chamamento: Alô!, Olá!, Hei!, Psiu!, ô!, oi!, psiu!, psit!, ó!
  • Concordância: Claro!, Certo!, Sem dúvida!, Ótimo!, Então!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
  • Contrariedade: Droga!, Porcaria!, Credo!
  • Desculpa: Perdão!, Opa!, Desculpa!, Desculpe!, Foi mal!
  • Desejo: Oxalá!, Tomara!, Quisera!, Queira Deus!, Quem me dera!
  • Despedida: Adeus!, Até logo!, Tchau!, Até amanhã!
  • Dor: Ai!, Ui!, Ah!, Oh!, Meu Deus!, Ai de mim!
  • Dúvida: Hum?, hem?, hã?, Ué!, Epa!
  • Espanto: Oh!, Puxa!, Quê!, Nossa!, Nossa mãe!, Virgem!, Caramba!, Xi!, Meu Deus!, Senhor Jesus!, Ui!, Crê em Deus pai!
  • Estímulo: Ânimo!, Coragem!, Adiante!, Avante!, Vamos!, Eia!, Firme!, Força!, Toca!, Upa!, Vai nessa!
  • Medo: Oh!, Credo!, Cruzes!, Ui!, Ai!, Uh!, Barbaridade!, Socorro!, Francamente!,, Que medo!, Jesus!, Jesus Maria e José!
  • Satisfação: Viva!, Oba!, Boa!, Bem!, Bom!, Upa!, Ah!
  • Saudação: Alô!, Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau!, Salve!, Ave!, Viva!
  • Silêncio: Psiu!, Shh!, Silêncio!, Basta!, Chega!, Calado!, Quieto!, Bico fechado!

Locução Interjetiva:

As locuções interjetivas são compostas de uma ou mais palavras que desempenham o papel da interjeição. Com efeito, se a interjeição é uma palavra que expressa uma ideia, a locução interjetiva trabalha da mesma forma, por exemplo: Ai de mim!, Puxa vida!, Virgem Santa!, Valha-me Deus!, Cruz Credo!, Quem me dera!

14 Advérbio:

Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivoou outro advérbio. São flexionados em grau (comparativo e superlativo) e divididos em: advérbios de modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação, dúvida.

Classificação dos Advérbios:

De acordo com a circunstância que os advérbios exprimem nas frases, eles podem ser:

Advérbio de Modo:

Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, devagar, acinte, debalde e grande parte das palavrasque terminam em "-mente": cuidadosamente, calmamente, tristemente, dentre outros.

Exemplos:

  • Fui bem na prova.
  • Estava andando depressa por causa da chuva.

Advérbio de Intensidade:

Muito, demais, pouco, tão, quão, demasiado, bastante, imenso, demais, mais, menos, quanto, quase, tanto, assaz, tudo, nada, todo.

Exemplos:

  • Comeu demasiado naquele almoço.
  • Ela gosta bastante dele.

Advérbio de Lugar:

Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo, acima, adentro, dentro, afora, fora, defronte, atrás, detrás , atrás, além, aquém, antes, algures, nenhures, alhures, aonde, longe, perto.

Exemplos:

  • Minha casa é ali.
  • O livro está embaixo da mesa.

Advérbio de Tempo:

Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde, antes, ontem, tarde, breve, cedo, depois, enfim, entrementes, ainda, jamais, nunca, sempre, doravante, outrora, primeiramente, imediatamente, antigamente, provisoriamente, sucessivamente, constantemente.

Exemplos:

  • Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
  • Sempre estamos juntos.

Advérbio de Negação:

Não, nem, tampouco, nunca, jamais.

Exemplos:

  • Jamais reatarei meu namoro com ele.
  • Não saiu de casa naquela tarde.

Advérbio de Afirmação

Sim, deveras, indubitavelmente, decididamente, certamente, realmente, decerto, certo, efetivamente.

Exemplos:

  • Certamente passearemos nesse domingo.
  • Ele gostou deveras do presente de aniversário.

Advérbio de Dúvida

Possivelmente, provavelmente, acaso, porventura, quiçá, será, talvez, casualmente.

Exemplos:

  • Provavelmente irei ao banco.
  • Quiçá chova hoje.

Flexão dos Advérbios:

Os advérbios são consideradas palavras invariáveis pois não sofrem flexão de número (singular e plural) e gênero (masculino, feminino); porém, são flexionadas nos graus comparativo e superlativo.

Grau Comparativo

No Grau Comparativo, o advérbio pode caracterizar relações de igualdade, inferioridade ou superioridade.

  1. Igualdade: formado por "tão + advérbio + quanto" (como), por exemplo: Joaquim é tão baixo quanto Pedro.
  2. Inferioridade: formado por "menos + advérbio + que" (do que), por exemplo: Joana é menos alta que Sílvia.
  3. Superioridade:
  • analítico: formado por "mais + advérbio + que" (do que), por exemplo: Ana é mais alta que Carolina.
  • sintético: formado por "melhor ou pior que" (do que), por exemplo: Paula tirou notamelhor que Júlia na prova.

Grau Superlativo

No Grau Superlativo, o advérbio pode ser:

  1. Analítico: quando acompanhado de outro advérbio, por exemplo: Isabel fala muito baixo.
  2. Sintético: quando é formado por sufixos, por exemplo: Isabel fala baixíssimo.

Curiosidades:

  • Há também os advérbios que exprimem exclusão (só, somente, salvo, exclusivamente, apenas), inclusão (também, inclusivamente, ainda, mesmo, até) e ordem (ultimamente, depois, primeiramente).
  • Os Advérbios Interrogativos são utilizados nas interrogações diretas e indiretas relacionados com as circunstâncias de modo, tempo, lugar e causa. São eles: quando, como, onde, aonde, donde e por que.
  • As locuções adverbiais são duas ou mais palavras que exercem a função de advérbio, por exemplo, às pressas, passo a passo, de longe, hoje em dia, de vez em quando, dentre outras.