Falando em Público com Sucesso

Como falar em Público

1 Porque temos medo de falar em público:

 

Pesquisas afirmam que, depois da morte, o maior medo do Ser Humano é o de falar em público. Este medo é atribuído à preocupação que temos de não sermos aceitos pelos ouvintes, medo de falhar e consequentemente sofrer hostilidades e medo do ridículo. Os mais tímidos não suportam ser o centro das atenções e muitos se consideram inferiores aos ouvintes.

Entretanto, muitos de nossos alunos afirmam que as causas mais fortes para os seus medos estão relacionadas com situações desfavoráveis no passado, geralmente na infância, tendo como cenários as suas residências e escolas. Aqui estão alguns depoimentos: “meus pais são tímidos (ou autoritários)”; “meu professor e alguns colegas zombavam da minha voz porque eu gaguejava”; “eu não me achava bonita e não gostava do meu corpo”; “os colegas diziam que para eu ser burro só faltava comer capim”.

Em função do medo, o nosso corpo libera uma grande quantidade de adrenalina e podemos sentir a boca seca, o coração bater acelerado, tremores, “dá um branco” e as ideias desaparecerem, um vazio no estômago, suarmos frio ou exageradamente, sensação de que o chão está afundando, entre outras. Não fique triste e não se desespere que isso pode ser resolvido e acontece com milhares de pessoas.

Os tempos mudaram, os pais e os professores também e chegou o momento de vencermos este medo. Antes de darmos algumas dicas e técnicas, você deve estar consciente que somente o treino e a sua persistência serão capazes de ajudá-lo na melhoria da comunicação interpessoal.

 

Como Vencer o Medo:

 

  1. Treine antecipadamente e conheça ao máximo o assunto que irá falar, procurando gravar (em vídeo ou gravador) as suas apresentações e analise o conteúdo e a forma. Algumas palavras são péssimas para serem faladas e aquilo que está claro na escrita pode deixar dúvidas na comunicação verbal. O ouvido é seletivo e algumas palavras se perdem. Fale de maneira clara e os aspectos mais importantes devem ser repetidos para serem fixados no cérebro do ouvinte;
  2. Tem um ditado popular que diz - “Mineiro não perde o trem”. Complementamos dizendo que o orador preparado e que chega cedo, também. Chegue antes ao local da sua apresentação, faça a sua voz propagar no ambiente, crie imagens positivas em seu cérebro, sinta o cheiro, teste antecipadamente os equipamentos que irá utilizar. Nas nossas apresentações temos por hábito receber as pessoas que prestigiam os nossos cursos e palestras. Com isso objetivamos “quebrar o gelo” e ao mesmo tempo tornamos familiares ao público. Experimente fazer o mesmo, pois você irá gostar e os ouvintes idem;
  3. Os principais tópicos da sua apresentação devem ser escritos em uma ficha ou papel mais grosso (120 ou 180 gramas), para não tremular se você estiver nervoso, objetivando utilizar a qualquer momento ou até mesmo para que você sinta mais seguro. Resista à tentação e ficar olhando o papel a todo instante e com isso perder a espontaneidade e transmitir insegurança;
  4. Ao ser apresentado ao público não se precipite para iniciar a sua comunicação, indo direto ao assunto. Procure olhar para as pessoas que estão do lado esquerdo, no centro e à direita. Respire suave e lentamente. Aos poucos a adrenalina vai baixando e os sintomas tenderão a diminuir ou desaparecerem;
  5. Se estiver muito nervoso, segure uma caneta (exceto a que faz tic tac) e contraia os dedos dos pés se os mesmos estiverem completamente cobertos, objetivando deslocar as tensões para o chão. Após alguns minutos os sintomas desconfortáveis vão diminuindo e você se sentirá melhor;
  6. Se você esquecer o que vai dizer – o famoso “branco”, procure ficar tranquilo e use a seguinte frase: “.. pois bem, como estava dizendo....” e complemente com palavras que estejam relacionadas ao tema da sua apresentação. Mais adiante você encontrará a palavra que estava procurando. Uma outra técnica que utilizamos é aproveitar para beber um pouco de água (o copo deve estar ao seu lado) e, lentamente, enquanto bebemos a água, procuramos lembrar das palavras ou assunto.

 

O que você tem a ganhar:

 

Melhorando a sua comunicação interpessoal você adquire novas habilidades profissionais: dar aulas, fazer palestras, ir à televisão e ao rádio, gerenciar pessoas, entrar para a política, atuar como vendedor, atender clientes, entre outras. Na vida pessoal você melhora o seu relacionamento familiar, estimula a sua criatividade, eleva a sua autoestima, tornando-se mais atraente e admirado pelos amigos.

 

Quem não se comunica...:

 

Abelardo Barbosa, o nosso querido Chacrinha, um dos maiores comunicadores do rádio e da televisão brasileira, afirmou: “quem não se comunica, se trumbica”.

Para você não se “trumbicar”, preste muita atenção ao que diz o dicionário de Aurélio: Comunicação – Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagem por meio da linguagem falada, escrita ou de sinais, signos ou símbolos. Para que aja comunicação tem que existir entendimento da mensagem.

David Ogilvy, um dos maiores publicitários do mundo, escreveu o seguinte: “...comunicação não é o que nós falamos, mas o que as pessoas entendem”.

A obrigação de se fazer entender é de quem emite a mensagem e não da pessoa que a recebe. Portanto, senhores professores, palestrantes, médicos, advogados, economistas, bancários, técnicos em informática, entre outros profissionais, é bom ficarem atentos.

Na comunicação nós temos o emissor, o receptor e o meio que utilizamos para fazer a mensagem chegar ao ouvinte. Vamos imaginar a seguinte situação: você foi convidado para fazer uma palestra sobre o tema como falar em público. O local é um auditório e você deverá utilizar microfone e recursos audiovisuais. Neste exemplo, você será o emissor da mensagem, o público que estiver no auditório será o receptor da mensagem e o seu corpo (voz, olhar, gestos, roupa) e todos os recursos audiovisuais que utilizar passarão a ser os meios.

 

Comunicação Clara, Objetiva e Atraente:

 

Um dos exercícios que recomendamos para os alunos é o de gravar, integralmente, todos os telejornais das principais emissoras de televisão e em seguida analisar os aspectos:

  1. Expressões faciais e os gestos dos apresentadores;
  2. Como eles se vestem e combinam as cores das roupas com as cores do cenário, penteado dos cabelos, maquiagem, iluminação do local, etc.;
  3. Volume, ritmo e inflexão da voz;
  4. A clareza e objetividade do texto;
  5. Utilização de recursos audiovisuais e como eles complementam o que está sendo dito através da voz;
  6. Os recursos utilizados para prender a atenção dos telespectadores;
  7. Como alguns apresentadores improvisam de maneira previamente combinada, fato que pode ser comprovado nos telejornais da Globo, principalmente o Bom Dia Brasil e Jornal Hoje. Outro exemplo de improvisação é do jornalista Boris Casoy. 

Talvez você esteja pensando: “eu não vou ser apresentador de televisão”. Mesmo que você não venha a trabalhar na TV, saiba que ela poderá ser muito útil a sua comunicação, palestras, aulas e tudo que desejar.

Faça a seguinte pergunta: - por que gosto de telejornal e como ele prende a minha atenção? Será que é diferente quando você fala ou escuta outra pessoa? Certamente que não! Vamos fazer as adaptações necessárias e aprender com os telejornais.

Importante - Como você deseja ser um campeão da oratória e da comunicação interpessoal, fique atento aos seguintes aspectos:

  • Procure gratificar os seus ouvintes levando algo útil para eles;
  • Seja claro, objetivo e uma fonte permanente de entusiasmo;
  • Use a criatividade para trabalhar o conteúdo e a forma da sua comunicação, combinando recursos audiovisuais, se for o caso;
  • Utilize a espontaneidade, carisma e simplicidade para comunicar.

Recentemente, fomos a duas cerimônias de formatura e percebemos que alguns oradores continuam cometendo os mesmos erros ao discursarem, fazendo a plateia ficar irritada:

  • Os discursos são longos e o local pequeno para a quantidade de pessoas, provocando desconforto aos ouvintes;
  • Muitos oradores são prolixos e exageram nas parábolas, chavões e estorinhas, algumas já conhecidas do público;
  • Falam de maneira linear e sem emoção;
  • Esquecem que dezenas ou centenas de ouvintes não foram ali para ouvi-los, mas, desfrutarem da festa.

Também não vamos ser injustos com aqueles que comunicam bem e fazem sucesso. Se você pretende ser orador da sua turma ou um dia discursar para o público, lembre-se de levar em consideração estes aspectos e não incorrer nos mesmos erros.

 

2 O Corpo Fala:

 

Este é o nome de um livro de Pierre Well que aborda a linguagem corporal. O corpo não só revela a nossa idade, sexo, aparência, estado de espírito, tamanho e como nos comunicamos através dele. Essa comunicação é feita através dos gestos, olhar, expressões faciais e suas inúmeras sutilezas, desde um franzir do semblante, uma piscadela, um sorriso e uma atitude cabisbaixa, evidenciando emoções, ideias e pensamentos.

Aparência – Tem um ditado popular que afirma: você não terá uma segunda chance para causar uma primeira boa impressão. Devemos cuidar da nossa aparência, pois através dela nos mostramos para as outras pessoas com quem convivemos. Faça as seguintes perguntas a si próprio:

  • Como estou sendo percebido? É a imagem que tenho de mim mesmo?;
  • Apresento-me de maneira adequada aos ambientes que frequento?;
  • Posso fazer algo para melhorar a impressão que as pessoas têm de mim?;
  • Quais são meus pontos fortes? E os meus pontos fracos? Tenho consciência deles?;
  • O que espero conseguir agindo e vestindo da maneira atual?

Gestos – Um gesto adequado valoriza a sua comunicação, reforçando as suas ideias, gerando impacto junto aos interlocutores. Por outro lado, fique atento aos gestos desagradáveis para os que falam em público:

  • Mãos cruzadas na frente do corpo (como um jogador na barreira, esperando pela cobrança da falta);
  • Mãos atrás do corpo, em posição de descanso ou subserviência;
  • Mãos nos bolsos (pior ainda, procurando uma chave ou coçando o que não deve);
  • Mãos na cintura (posição de açucareiro);
  • Segurar as mãos e prendê-las na frente da cintura, esfregá-las (pode indicar que você está nervoso).

Por outro lado, o que devemos fazer com as mãos? Elas devem ficar abaixadas, ao longo do corpo ou em forma de “conchas”, até você necessitar delas para criar gestos. Caso você tenha o charme de Jô Soares, coloque uma das mãos no bolso (breves instantes) e com a outra crie gestos.

 

Como Exercitar os Seus Gestos:

 

Represente as seguintes ideias ou situações: Negar, chamar, força, enumeração, dúvida, liberdade, prisão, simpatia, desânimo, entusiasmo, dormir, acordar, abrir, fechar, devagar, rápido, roubar, entre outros.

Assista aos filmes de Charlie Chaplin, o inesquecível Carlitos e perceba o quanto ele e os demais atores falavam com o corpo.

Olhar – Ele cria uma ligação entre o comunicador e os seus ouvintes, podendo sensibilizar, agredir, comover, passar confiança, simpatia, etc. Se você é tímido e tem dificuldades em olhar para as pessoas, treine diante do espelho e imagine-se olhando para todos. Quando assistir televisão ou um bom filme, perceba o quanto o olhar é capaz de comunicar.

Da próxima vez que for atendido no comércio varejista ou em um Banco, tente olhar nos olhos do atendente e, certamente, ele estará olhando para baixo ou para os lados. Aguente firme e não vá embora, pois a sensação que temos é a de que não obtemos a atenção devida.

Caso você tenha dificuldades em olhar nos olhos do interlocutor, analise as seguintes condições:

  • Quais as possíveis dificuldades que você sente? Medo da rejeição? Que a pessoa a interprete de forma equivocada?;
  • Ao falar em público você costuma olhar para os ouvintes ou procura um lugar neutro?;
  • O que você sente quando olha para o seu interlocutor?;
  • O que você sente quando o interlocutor não olha nos seus olhos?

Expressões faciais – Alegria, raiva, tristeza, medo, ansiedade e entusiasmo são passados por nós, de maneira consciente ou inconsciente, através das expressões faciais. Desenvolva ou aprimore as suas expressões faciais através do seguinte exercício. Em frente ao espelho (avise aos familiares que você não ficou maluco), reproduza estes sentimentos, através da sua face e do tom de voz: Alegria, medo, sedução, tristeza, surpresa, dor, raiva, cansaço, tranquilidade.

 

Voz: Importância e os Cuidados:

 

A voz é fundamental para o comunicador e serve para emitir os sons das palavras. Ao pronunciá-las procure analisar qual a emoção, volume e ritmo a comunicação pede.

Você não precisa ter a voz de locutor de rádio para ser um bom comunicador. Seja claro, objetivo, passe entusiasmo e transmita algo útil para os seus ouvintes.

Dicção – É a articulação correta dos sons de todas as sílabas das palavras que pronunciamos. Estas são as dificuldades mais comuns: fala excessivamente rápida ou lenta; língua presa; falar com os lábios semicerrados; falar com excesso de ar (puff) pela boca ou falar pelo nariz.

Como melhorar a sua dicção – Lábios - Abrir e fechar os lábios com a arcada dentária fechada.

Língua - Movimentar a língua de um lado para o outro, primeiro dentro e depois fora da boca; - levantar a língua até o céu da boca.

Mandíbula – Abrir a boca rapidamente e fechá-la devagar, depois inverter; -mover a mandíbula para um lado e depois para o outro.

Volume – Como é a sua voz? Pegue uma mão e coloque em forma de concha em uma das orelhas, pronunciando o seu nome. Depois, coloque uma mão em cada orelha, em forma de concha e repita o seu nome. No primeiro exercício você ouvirá a sua voz em “mono” e, no segundo, em “estéreo”. Faça isso de vez em quando para você perceber o ritmo e volume da sua voz, fazendo os ajustes necessários;

Ritmo – Você fala lento, rápido ou normal? Caso esteja dando uma aula, palestra, conduzindo uma reunião ou fazendo um discurso, fale num ritmo normal. Quem pensa de maneira rápida tem a tendência de falar no mesmo ritmo. Lembre-se de que a velocidade do seu pensamento é infinitamente maior que a de pronunciar as palavras;

Entusiasmo – O emissor da mensagem deve entusiasmar os seus ouvintes. Fale com o coração e acredite naquilo que está dizendo. Fique atento à comunicação dos apresentadores de televisão e dos locutores de rádio. Por falar nisso, ouça mais rádio e perceba que os locutores passam entusiasmo a todo instante;

 

Voz - dificuldades e como corrigi-las:

 

  • Voz fraca – Sugerimos que você comece mudando a sua postura, com ombros firmes, cabeça erguida (não olhe para baixo nem para cima), mentalizando situações positivas e acreditando na sua capacidade de comunicar. Melhore a respiração, inspirando profundamente e expirando lentamente, objetivando garantir o ar necessário a sua comunicação. Coloque músicas que relaxem, a exemplo de sons de flautas, pássaros, cachoeiras, fazendo inspirações e expirações;
  • Voz monótona e lenta – Procure variar o volume e o tom de sua voz, dando ênfase as palavras mais importante, pois assim você despertará mais interesse nos ouvintes. Em frente ao espelho, faça leituras em voz alta, declame poemas e letras de músicas que você goste;
  • Voz estridente – Desenvolva o hábito de ouvir a sua própria voz, fazendo o seguinte exercício: Pegue uma mão e coloque em forma de concha em uma das orelhas. Chamamos este exercício de “caixa de retorno”, que são as caixas de som que ficam no palco, para que os músicos e os cantores posam ouvir as músicas. Quando estiver entre amigos, solicite que os mesmos façam sinais quando você estiver falando muito alto.

 

Cuidados com a Voz:

 

Se você ingere bebida alcoólica, não caia na besteira de “tomar uma dose para relaxar”. Ela pode lhe dar a falsa sensação de que é o maior orador do mundo, enquanto a plateia pensa exatamente o contrário. Outro aspecto a ser levado em conta é o descrédito do público quando percebe que o comunicador está alcoolizado. Qualquer tipo de bebida gelada e cigarros devem ser evitados antes da apresentação.

 

Vícios de Linguagem:

 

Este é um dos maiores problemas enfrentados por muitos comunicadores. Os vícios de linguagem chamam a atenção de alguns ouvintes, a ponto de ficarem contando quantas vezes algumas palavras são pronunciadas. Aqui nós iremos considerar como vícios de linguagem todas as expressões que são repetidas em demasia pelo orador:

Né, tá, aí, entendeu, tipo assim, entre outros.

 

Como evitá-los:

 

A experiência tem nos mostrado que é quase impossível deixar de ter alguns vícios de linguagem. Em razão disso, solicitamos aos alunos que minimizem os seus vícios, trocando-os por outros. Se você fala muito ”aí”, empregue outras expressões - “prosseguindo”, “como estávamos dizendo”, “dando continuidade”.

Por outro lado, pedimos que eliminem a palavra “entendeu”, pois consideramos que a mesma funciona como uma “espada no peito do ouvinte”, podendo inibir as suas perguntas. Troque a palavra “entendeu” por “alguma dúvida”, “ficou suficientemente claro o que afirmamos”.

O nosso querido Pelé afirmou, recentemente, que deseja abolir o seu conhecido vício de linguagem (entende). Faça como o Rei do Futebol e tenha consciência dos seus vícios de linguagem para depois acabar com eles.

 

3 Como desenvolver a comunicação interpessoal:

Você sabe ouvir?

 

Normalmente, gostamos mais de falar a ouvir. Segundo o ex-presidente Tancredo Neves, “.... uma reunião é boa quando saímos roucos de tanto ouvir”. O excelente comunicador é, antes de tudo, um bom ouvinte. Têm pessoas que “provocam azia em Sonrisal e câimbra em perna de mesa”, quando estão falando. Não é por acaso e temos duas orelhas e uma boca!

 

Coloque-se no lugar do seu interlocutor:

 

  • Seja tolerante com as pessoas que pensam de forma diferente da sua. Evite os julgamentos preconceituosos. Crie condições para que o interlocutor possa falar das suas ideias, sentimentos e valores. Isso não significa que você concordará com todas as suas ideias, nem aceitar os seus argumentos. Hora de falar, falar. Hora de ouvir, ouvir;
  • Esforce para perceber a comunicação nas entrelinhas, possíveis medos, preconceitos e atitudes da outra pessoa;
  • Faça perguntas abertas e que comecem em geral por o quê?, como?, quando?, evitando perguntas fechadas, que levam a um sim ou não;
  • Procure refletir e reordenar as ideias do interlocutor com as palavras dele mesmo, demonstrando-lhe que está entendendo e acompanhando o seu raciocínio;
  • Crie uma sintonia com o outro, para que ambos fiquem à vontade e assim, a comunicação possa fluir normalmente. Lembre-se de que as pessoas se aproximam pelas semelhanças e não pelas diferenças.

 

A força do pronome “Nós”:

 

Você deve utilizar o pronome “nós” junto ao seu público, uma vez que ele é participativo, um ponto comum entre o orador e os ouvintes. Com ele sentimos fazendo parte da ação, atrai a simpatia e evita que empreguemos o “eu”, pronome que deve ser evitado ao máximo, pois o mesmo pode transmitir arrogância e prepotência.

 

Uso do humor:

 

Sempre que possível, associe o humor com o assunto que está abordando, a não ser que o seu objetivo seja descontrair a plateia. Evite a vulgaridade, piadas preconceituosas e tudo que puder agredir o seu público.

Recentemente assistimos a uma palestra e o orador demonstrava ser excessivamente machista, uma vez que todas as piadas que contava debochava da inteligência feminina. Detalhe que ele não observou: mais da metade do seu público era constituído de mulheres!

Cuidado com as histórias longas pois as mesmas podem entediar a plateia. Treine as histórias e piadas junto aos amigos, familiares e avalie a reação. Sendo favorável, conte em suas apresentações.

Quando contamos piadas e histórias de humor nem sempre a plateia sorri. Esteja preparado para pagar alguns “micos”.

 

Planejando a sua comunicação:

 

Para que você se torne um bom comunicador é preciso treinar constantemente, coisas que muitas pessoas não gostam de fazer! Outro aspecto importante é o planejamento.

 

Vejamos algumas etapas importantes do planejamento:

 

  1. O que falar: se refere ao tema da sua comunicação. Procure conhecer sobre o assunto a ser abordado e selecione o que é mais importante para o seu ouvinte e não para o seu ego;
  2. A quem falar: quais são os ouvintes? Todos conhecem o assunto? Caso o público seja heterogêneo, comece pelo “b a bá” até se situarem no tema e depois vá aprofundando um pouco mais;
  3. Como falar: diz respeito à forma, ao “molho” da comunicação. Use a sua criatividade para transmitir a mensagem através dos recursos audiovisuais, simulações, exibição de fotos / vídeo, etc. Analise os telejornais;
  4. Quando falar: Hoje? Amanhã? Manhã? Noite?;
  5. Quanto falar: 5 minutos, 10’, uma hora? Tem um ditado popular que afirma: “felizes os oradores que falam pouco, de maneira clara, objetiva e atraente”;
  6. Objetivo: O que você deseja que as pessoas façam? Aprendam o assunto da aula e/ou uma habilidade profissional? Mude um comportamento inadequado? Compre um produto? Vote em você?

 

Como estruturar o seu discurso ou palestra:

 

A depender da sua mensagem, talvez você tenha que dividi-la em quatro partes: 1) Introdução; 2) Preparação; 3) Tema central; 4) Conclusão.

  • Introdução - A finalidade principal é conquistar a atenção da plateia e para isso você deverá surpreender os ouvintes, trazendo informações novas, úteis e que possam gerar interesse.

Procure criar uma afinidade com o público e lembre-se de que “você não terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão”. As primeiras impressões são importantíssimas.

Se não tiver alguém para lhe apresentar, fale quem é você, o que já fez, a sua especialidade. Em resumo, são as suas credenciais e tenha o cuidado para não passar prepotência. Se você tem um currículo excepcional, prometa menos e deixe que a sua palestra ou aula demonstre o quanto você é competente!

Ofereça motivos para ser ouvido e diga o que as pessoas terão a ganhar lhe escutando, pois elas necessitam de motivos para continuarem atentas à comunicação.

Não peça desculpas a plateia – “desculpe por não ter tido tempo de preparar esta apresentação.... por estar afônico... por não dominar o assunto...” Muitas pessoas irão se perguntar: “se não está em condições, por que vai falar?

Preparação – O objetivo da preparação é facilitar o entendimento da plateia em relação à mensagem que deseja transmitir:

Fale de maneira breve qual é o tema da sua apresentação, pois assim os ouvintes poderão acompanhar as suas ideias e tenderão a ter maior interesse;

Esclareça qual o problema que deseja solucionar ou faça um histórico do assunto e como irá ajudar a solucioná-lo.

  • Tema central – Aqui está a essência do seu discurso e você deve falar tudo que planejou. Organize fazendo divisões no tempo (no ano de 1980...), local, compare com algo existente, comente sobre as consequências econômicas, sociais, políticas. Para sustentar suas informações, use exemplos irrefutáveis como argumentos, faça comparações, mostre estudos técnicos, testemunhos, etc. Se perceber que os ouvintes não concordarão com algumas das suas informações, prepare bons argumentos de defesa para as suas ideias;
  • Conclusão – Nesta parte você deve resumir os pontos mais importantes da sua apresentação e lembrar a plateia sobre suas atitudes em relação as ideias apresentadas. Em outras palavras, o que você espera que as pessoas façam. Outro aspecto importante é passar a sensação de que a sua apresentação está completa. Faça com que a sua comunicação tenha início, meio e fim. Cause uma ótima impressão final, transmitindo positividade e esperança. Analise os telejornais e perceba que a última notícia é sempre boa e tem como objetivo aliviar os telespectadores;
  • Importante - Quando estamos criando as nossas apresentações, temos como hábito utilizar quatro fichas, uma para cada etapa. No corpo das mesmas vamos colocando frases (tópicos frasais) que auxiliem na construção da mensagem. Ao final, registramos no gravador as falas integrais do discurso e analisamos aspectos relacionados à clareza, objetividade, sequência lógica, razão, emoção, persuasão, entre outros. Refazemos várias vezes, até encontrarmos a forma ideal.

Saiba que começar um discurso ou palestra é algo fácil, porém terminar é que são elas. Pratique bastante, principalmente nas suas primeiras apresentações.

 

Falar de Improviso:

 

Algumas pessoas confundem falar de improviso com enrolar a plateia ou falar sobre assuntos desconhecidos. Para muitos ouvintes, falar de improviso significa comunicar sem ler o que está escrito num papel.

Falar de improviso é falar de algo que se conhece, porém não estava previamente acertado que você iria comunicar. Existem alguns casos, a exemplo dos telejornais Bom dia Brasil e Jornal Hoje, em que o “improviso” já é combinado. Ele é feito com bastante competência que o público pensa que os apresentadores estão criando na hora.

Agora vamos improvisar: Você foi ao aniversário de casamento dos amigos Sandro e Regina. Na hora de partir o bolo e cantar os parabéns todos olharam para você e pediram que “fizesse um improviso”. Rapidamente, você lembrou de algumas características marcantes na personalidade dos cônjuges e estruturou a sua comunicação da seguinte maneira:

  • Saudação (bom dia, boa tarde ou boa noite);
  • Breve história de como Sandro e Regina se conheceram;
  • Principais qualidades de ambos e momentos importantes;
  • Felicitações e encerramento.

 

Use a sua criatividade para comunicar:

 

No processo da comunicação você deve planejar o conteúdo (assuntos a serem abordados) e a forma (como você vai dizer), levando em consideração o perfil e as expectativas da sua plateia. Vejamos o seguinte exemplo: Você foi convidado para falar sobre o tema A Moda no Século XXI. De posse das informações que você deseja transmitir, o passo seguinte é definir de que maneira as ideias sairão da sua cabeça para as cabeças dos ouvintes.

Nesse caso, faça a seguinte pergunta a si mesmo: Como posso transmitir este assunto de maneira atraente e que dê prazer aos meus ouvintes? O que vou usar além da minha voz e do meu corpo? Devo fazer uma apresentação em datashow? Vou mostrar os produtos? Usarei fotos? Alguém irá vestir as roupas? Posso utilizar uma música?

Somos admiradores do apresentador de TV Sílvio Santos e ele tem muito a nos ensinar em relação ao ato de comunicar com criatividade, simplicidade e carisma. Vejamos o caso do programa Show do Milhão. Sílvio Santos utiliza bastante a espontaneidade, procurando deixar o participante e o seu familiar bem a vontade, fazendo perguntas sobre a profissão, cidade onde mora, quanto deseja ganhar e o que deseja comprar.

Para falar com os telespectadores ele utiliza a lente das câmeras e uma linguagem coloquial e de fácil entendimento, além de pronunciar bastante a palavra “você”, objetivando fazer com que cada pessoa sinta que a mensagem é exclusiva para ela. De agora em diante passe a observar estes detalhes e você aprenderá técnicas preciosas de comunicação e como persuadir os ouvintes.

 

O que é criatividade:

 

Em todas as turmas do nosso curso procuramos enfocar o tema Criatividade na Comunicação e iniciamos falando sobre as mais variadas definições dadas por pensadores e o povo:

  • Criatividade é uma forma de loucura; (Platão)
  • Processo natural que obedece a leis imprevisíveis; (Kant)
  • É tirar do nada, é fazer do velho o novo;
  • Criatividade é um estado permanente de insatisfação com as coisas já existentes;
  • Pensar diferente da maioria das pessoas sobre um mesmo problema.

Em seguida, discutimos o que pode ser feito para aplicar a criatividade na comunicação, com base nas sugestões abaixo:

1) Saiba que há um tesouro em sua cabeça - uma mina de ouro entre as suas orelhas. Use e abuse da arte de inovar;

2) Sempre que possível escreva pelo menos uma ideia sobre estes assuntos:

  • Como posso melhorar a minha comunicação;
  • como eu posso fazer meu trabalho melhor;
  • como eu poderia ajudar outras pessoas;
  • como eu poderia ser mais feliz.

3) Perceba o que está sendo apresentado de forma óbvia ou de maneira pouco comum. Enxergue o mundo com o olhar curioso de uma criança;

4) Faça anotações e tenha sempre em mãos papel e caneta. Anote tudo que for importante e não confie na memória. Caso possível, compre um micro gravador e tenha-o sempre com você;

5) Armazene ideias, criando um arquivo com os mais diversos assuntos. Pesquise informações importantes e amplie os seus conhecimentos;

6) Observe cuidadosamente tudo em sua volta. Faça combinações as mais absurdas possíveis e analise os resultados;

7) Desenvolva uma forte curiosidade sobre pessoas, coisas e lugares. Ao falar com outra pessoa faça com que ela se sinta importante. Viaje, tire um final de semana para conhecer melhor o lugar onde mora. Você terá surpresas maravilhosas;

8) Aprenda escutar e a ouvir, tanto com os olhos, quanto com os ouvidos. Perceba o que não foi dito verbal ou corporalmente;

9) Descubra novas fontes de ideias através de pessoas, livros, jornais, revistas, internet, televisão, rádio, etc.;

10) Compreenda primeiro, depois julgue. Abaixo o preconceito!;

11) Procure ter uma atitude positiva e otimista. Isso o ajudará na realização dos seus objetivos e a enfrentar eventuais dificuldades nas apresentações;

12) Escolha uma hora e um lugar para pensar alguns minutos por dia.

 

4 Como usar os recursos audiovisuais:

 

“O homem é uma cidade que tem cinco portas”, diz um antigo provérbio hindu, referindo-se evidentemente aos cinco sentidos através dos quais o homem toma conhecimento do mundo exterior. Pode-se afirmar que desde os tempos mais remotos há uma preocupação com o uso dos sentidos na comunicação.

 

Vantagens e desvantagens no uso dos recursos audiovisuais:

 

Embora as estatísticas abaixo favoreçam o uso dos recursos audiovisuais, devemos ressaltar que os mesmos podem provocar um grande estrago, quando não utilizados corretamente. Certamente você já teve que suportar apresentações em que alguém escreveu um número incontável de ideias em slides, transparências, flipchart e depois começou a ler para a plateia. Isso é realmente muito cansativo.

Os recursos audiovisuais somente devem ser utilizados em situações imprescindíveis para o entendimento da mensagem. Um outro aspecto importante é a adequação dos recursos audiovisuais.

A principal função do audiovisual é fazer a mensagem chegar clara e objetiva para todos os ouvintes, além de tornar a apresentação mais agradável.

Abaixo relacionamos algumas estatísticas que demonstram as vantagens do uso de recursos audiovisuais.

Aprendemos: 

1% através do gosto

1,5% através do tato

3,5% através do olfato

11% através do ouvido

83% através da vista

Retemos: 

10% do que lemos

20% do que escutamos

30% do que vemos

50% do que vemos e escutamos

70% do que ouvimos, vemos e logo discutimos

90% do que ouvimos, vemos e logo realizamos

 

 

Desvantagens: 

Geralmente não tomamos alguns cuidados necessários para a utilização dos recursos e eles nos prejudicam, ao invés de ajudar na transmissão das ideias:

  • via de regra as letras são pequenas e de péssima qualidade;
  • podem distrair (ou entediar) a plateia, principalmente quando colocados inúmeros efeitos especiais ou quantidade de slides / transparências acima do suportável;
  • você passa a ter uma preocupação a mais com a sua palestra, uma vez que deverá dominar o uso dos recursos e se os mesmos estarão em condições de uso.

 

Como utilizar os recursos audiovisuais:

 

Slides – Com a evolução da editoração eletrônica estes recursos estão cada vez mais sendo usados. Os slides, quando bem feitos, podem salientar seus pontos principais, acrescentar variedade e dinamismo à sua apresentação e prender a atenção da plateia. Entretanto, eles possuem duas grandes desvantagens: sua projeção exige que a sala seja parcial ou totalmente escurecida, sendo um convite para uma soneca; a sua ordem é inflexível e uma vez colocados no carrossel, você não poderá modificar a sua disposição enquanto fala. Por último, utilize em quantidade suportável e não fique exibindo de maneira muito rápida, dando pelo menos 20 segundos, por slides, para que a plateia entenda a mensagem.

Transparências – Retroprojetor e Datashow (através do PowerPoint). Estes recursos são excelentes e facilitam o entendimento da mensagem. A sua criação é mais fácil que a de slides e o programa PowerPoint é genial. Porém, tenha alguns cuidados:

  1. não deixe para fazer a sua apresentação de última hora;
  2. verifique os erros de ortografia;
  3. Utilize somente as informações relevantes e não faça delas uma “muleta” para a sua fala, colocando muito texto para ser lido na frente da plateia;
  4. numere os slides e transparências;
  5. ensaie a sua apresentação e o manuseio do equipamento;
  6. fale sobre o que você está mostrando;
  7. não dê destaque exagerado ao logotipo da sua empresa;
  8. não use todo o texto em maiúsculas ou em minúsculas;
  9. não use texto demais;
  10. não misture muitos tipos de letras. Máximo de 3 fontes;
  11. não saliente tudo, pois a exceção será salientada;
  12. não use muitas cores – uma para o fundo, uma para os títulos, outra para o corpo do texto. Use uma cor escura para o fundo – talvez azul ou roxo – com títulos amarelos e o corpo do texto em branco, por exemplo. Na dúvida sobre a combinação das cores, contrate o trabalho de um profissional. Sairá mais barato do que a sua dor de cabeça e valorizará a sua apresentação, podendo ser reutilizada em breve.

Importante - Não espere que as cores do seu slide e transparências tenham a mesma aparência que na tela do computador.

Retroprojetor – alguns cuidados:

  • Use um projetor com duas lâmpadas ou tenha uma lâmpada de reserva e teste o aparelho com antecedência mínima de 30 minutos;
  • Leve uma extensão e um adaptador. Você não pode encaixar pinos quadrados em buraco redondo, mas pode encaixar um plugue de três pinos em uma tomada de dois furos;
  • Use menos transparências, mostrando apenas partes delas. Esta técnica é chamada “revelação gradual”. Você revela gradualmente o que está na transparência. Quanto menos transparências você precisar fazer e manusear, menos problemas você terá.

Onde ficar

Você deve ficar próximo à tela e não ao aparelho. Não fale com os elementos visuais e sim para o público que lhe ouve, portanto, evite ficar de costas para a plateia. Um outro detalhe importante é que as pessoas instintivamente olham para onde você estiver olhando. Assim, quando desejar chamar atenção das pessoas para algo na tela, gire o seu corpo para o lado e fale com o elemento visual ali colocado. Todos irão seguir o seu gesto.

Flipchart - É um bloco de papel grande, montado sobre um cavalete, semelhante a um risque-rabisque. Ele é bastante versátil e você pode escrever enquanto fala ou preparar antecipadamente as páginas. Seu funcionamento é sempre perfeito – a menos que sua caneta marcadora seque. O seu transporte é fácil e não precisa ligar e desligar, além do pequeno custo. Agora, vamos a má notícia. Ele é adequado para grupos pequenos - máximo de 30 pessoas, a depender da arrumação da sala. Ideal para turma no formato de “U”, pois favorece a visão de todos os participantes.

Erros mais comuns no uso do flipchart:

  • Palavras demais – coloque tópicos e textos essenciais, deixando pequenos espaços em branco para você completar, se for o caso;
  • Não escreva em toda a folha de papel. Utilize a escrita em dois terços superiores. Isso deve ser feito, principalmente quando alguns ouvintes estiverem na frente de outros;
  • Escrita pequena demais – O tamanho da letra deve possibilitar que todos enxerguem o que está escrito;
  • Cores que dificultam a visualização – Procure usar o azul-marinho e o preto, uma vez que possibilitam uma boa visão para quem estiver no fundo da sala. Limite-se a duas ou três cores, no máximo

Vídeos – Os vídeos são extremamente úteis para a compreensão da mensagem. Use-os em segmentos curtos para salientar os pontos principais e aumentar o interesse da plateia. Se você estiver exibindo um vídeo para grupos pequenos, utilize uma televisão de tamanho médio ou grande (de preferência). Para grupos grandes, utilize um telão (a tarefa exige ajuda de profissionais).

Assista antecipadamente ao vídeo e verifique a qualidade do conteúdo e da forma (cuidados com a cor e a qualidade do áudio). Caso ele tenha mais de 30 minutos, procure exibir em duas etapas ou selecionando algumas partes.

  • Outras ideias para uso do vídeo - Utilize comerciais de televisão, cenas de filmes ou até mesmo a exibição integral de filmes se os mesmos ajudarem a tornar a sua apresentação mais clara e dinâmica;
  • Utilização de áudio - Analise a possibilidade de utilizar a música, exercícios de canto e videokê para motivar os ouvintes. A música tem uma força muito grande e ajuda na transmissão e fixação da mensagem;
  • Quando distribuir o material de apoio - Todos sabem que não se deve distribuir apostilas, folhetos ou qualquer material didático antes de começar a falar. Eles distraem os participantes e os mesmos ficam lendo o material, deixando de prestar atenção a sua mensagem.

O momento apropriado para distribuir o material de apoio depende do objetivo. Se os impressos resumem suas ideias e apresentam informações suplementares, então distribua-os depois de sua apresentação. Contudo, se os impressos incluem exercícios com a participação da plateia ou outros materiais que você deseja mencionar enquanto estiver falando, distribua-os antes de começar.

Microfone – Em algumas pessoas ele pode causar medo e inibição. Isso ocorre em virtude da falta de prática do comunicador e está associado ao mundo artístico. Os principais modelos são: 

  • Microfone de punho (com ou sem fio) – Geralmente ele capta som na parte superior ou também lateral e deve ser usado numa distância de até 15 centímetros da boca, a depender da qualidade do mesmo e potência do amplificador. Para verificar se o equipamento está ligado basta pronunciar algumas frases. Não bata na sua extremidade, uma vez que provoca um barulho horrível e pode danificá-lo. Cuidado ao caminhar com o microfone para não tropeçar ou ficar enrola no fio;
  • Lapela – Ele fica preso à roupa, um pouco abaixo do queixo. Bastante prático e favorece os movimentos do comunicador. Evite ficar mexendo na roupa, gravata principalmente, para não provocar ruídos estranhos;
  • Mesa – Como ou sem fio, preso em uma pequena haste e colocado em cima da mesa;
  • Pedestal – Com ou sem fio, preso em um pedestal, a exemplo daquele utilizado pelo nosso querido Roberto.

 

Como utilizar os recursos audiovisuais:

 

Slides – Com a evolução da editoração eletrônica estes recursos estão cada vez mais sendo usados. Os slides, quando bem feitos, podem salientar seus pontos principais, acrescentar variedade e dinamismo à sua apresentação e prender a atenção da plateia. Entretanto, eles possuem duas grandes desvantagens: sua projeção exige que a sala seja parcial ou totalmente escurecida, sendo um convite para uma soneca; a sua ordem é inflexível e uma vez colocados no carrossel, você não poderá modificar a sua disposição enquanto fala. Por último, utilize em quantidade suportável e não fique exibindo de maneira muito rápida, dando pelo menos 20 segundos, por slides, para que a plateia entenda a mensagem.

Transparências – Retroprojetor e Datashow (através do PowerPoint). Estes recursos são excelentes e facilitam o entendimento da mensagem. A sua criação é mais fácil que a de slides e o programa PowerPoint é genial. Porém, tenha alguns cuidados:

  1. não deixe para fazer a sua apresentação de última hora;
  2. verifique os erros de ortografia;
  3. Utilize somente as informações relevantes e não faça delas uma “muleta” para a sua fala, colocando muito texto para ser lido na frente da plateia;
  4. numere os slides e transparências;
  5. ensaie a sua apresentação e o manuseio do equipamento;
  6. fale sobre o que você está mostrando;
  7. não dê destaque exagerado ao logotipo da sua empresa;
  8. não use todo o texto em maiúsculas ou em minúsculas;
  9. não use texto demais;
  10. não misture muitos tipos de letras. Máximo de 3 fontes;
  11. não saliente tudo, pois a exceção será salientada;
  12. não use muitas cores – uma para o fundo, uma para os títulos, outra para o corpo do texto. Use uma cor escura para o fundo – talvez azul ou roxo – com títulos amarelos e o corpo do texto em branco, por exemplo. Na dúvida sobre a combinação das cores, contrate o trabalho de um profissional. Sairá mais barato do que a sua dor de cabeça e valorizará a sua apresentação, podendo ser reutilizada em breve.

Importante - Não espere que as cores do seu slide e transparências tenham a mesma aparência que na tela do computador.

Retroprojetor – alguns cuidados:

  • Use um projetor com duas lâmpadas ou tenha uma lâmpada de reserva e teste o aparelho com antecedência mínima de 30 minutos;
  • Leve uma extensão e um adaptador. Você não pode encaixar pinos quadrados em buraco redondo, mas pode encaixar um plugue de três pinos em uma tomada de dois furos;
  • Use menos transparências, mostrando apenas partes delas. Esta técnica é chamada “revelação gradual”. Você revela gradualmente o que está na transparência. Quanto menos transparências você precisar fazer e manusear, menos problemas você terá.

Onde ficar

Você deve ficar próximo à tela e não ao aparelho. Não fale com os elementos visuais e sim para o público que lhe ouve, portanto, evite ficar de costas para a plateia. Um outro detalhe importante é que as pessoas instintivamente olham para onde você estiver olhando. Assim, quando desejar chamar atenção das pessoas para algo na tela, gire o seu corpo para o lado e fale com o elemento visual ali colocado. Todos irão seguir o seu gesto.

Flipchart - É um bloco de papel grande, montado sobre um cavalete, semelhante a um risque-rabisque. Ele é bastante versátil e você pode escrever enquanto fala ou preparar antecipadamente as páginas. Seu funcionamento é sempre perfeito – a menos que sua caneta marcadora seque. O seu transporte é fácil e não precisa ligar e desligar, além do pequeno custo. Agora, vamos a má notícia. Ele é adequado para grupos pequenos - máximo de 30 pessoas, a depender da arrumação da sala. Ideal para turma no formato de “U”, pois favorece a visão de todos os participantes.

Erros mais comuns no uso do flipchart:

  • Palavras demais – coloque tópicos e textos essenciais, deixando pequenos espaços em branco para você completar, se for o caso;
  • Não escreva em toda a folha de papel. Utilize a escrita em dois terços superiores. Isso deve ser feito, principalmente quando alguns ouvintes estiverem na frente de outros;
  • Escrita pequena demais – O tamanho da letra deve possibilitar que todos enxerguem o que está escrito;
  • Cores que dificultam a visualização – Procure usar o azul-marinho e o preto, uma vez que possibilitam uma boa visão para quem estiver no fundo da sala. Limite-se a duas ou três cores, no máximo

Vídeos – Os vídeos são extremamente úteis para a compreensão da mensagem. Use-os em segmentos curtos para salientar os pontos principais e aumentar o interesse da plateia. Se você estiver exibindo um vídeo para grupos pequenos, utilize uma televisão de tamanho médio ou grande (de preferência). Para grupos grandes, utilize um telão (a tarefa exige ajuda de profissionais).

Assista antecipadamente ao vídeo e verifique a qualidade do conteúdo e da forma (cuidados com a cor e a qualidade do áudio). Caso ele tenha mais de 30 minutos, procure exibir em duas etapas ou selecionando algumas partes.

  • Outras ideias para uso do vídeo - Utilize comerciais de televisão, cenas de filmes ou até mesmo a exibição integral de filmes se os mesmos ajudarem a tornar a sua apresentação mais clara e dinâmica;
  • Utilização de áudio - Analise a possibilidade de utilizar a música, exercícios de canto e videokê para motivar os ouvintes. A música tem uma força muito grande e ajuda na transmissão e fixação da mensagem;
  • Quando distribuir o material de apoio - Todos sabem que não se deve distribuir apostilas, folhetos ou qualquer material didático antes de começar a falar. Eles distraem os participantes e os mesmos ficam lendo o material, deixando de prestar atenção a sua mensagem.

O momento apropriado para distribuir o material de apoio depende do objetivo. Se os impressos resumem suas ideias e apresentam informações suplementares, então distribua-os depois de sua apresentação. Contudo, se os impressos incluem exercícios com a participação da plateia ou outros materiais que você deseja mencionar enquanto estiver falando, distribua-os antes de começar.

Microfone – Em algumas pessoas ele pode causar medo e inibição. Isso ocorre em virtude da falta de prática do comunicador e está associado ao mundo artístico. Os principais modelos são: 

  • Microfone de punho (com ou sem fio) – Geralmente ele capta som na parte superior ou também lateral e deve ser usado numa distância de até 15 centímetros da boca, a depender da qualidade do mesmo e potência do amplificador. Para verificar se o equipamento está ligado basta pronunciar algumas frases. Não bata na sua extremidade, uma vez que provoca um barulho horrível e pode danificá-lo. Cuidado ao caminhar com o microfone para não tropeçar ou ficar enrola no fio;
  • Lapela – Ele fica preso à roupa, um pouco abaixo do queixo. Bastante prático e favorece os movimentos do comunicador. Evite ficar mexendo na roupa, gravata principalmente, para não provocar ruídos estranhos;
  • Mesa – Como ou sem fio, preso em uma pequena haste e colocado em cima da mesa;
  • Pedestal – Com ou sem fio, preso em um pedestal, a exemplo daquele utilizado pelo nosso querido Roberto.

 

Perfil da sua plateia:

 

Para que possamos comunicar bem e, consequentemente, realizarmos uma boa aula, palestra e apresentações em geral, necessitamos conhecer o perfil dos participantes.

O solitário – Como o nome indica, esse participante prefere ser deixado sozinho e considera-se autossuficiente. Geralmente é atencioso e participativo, frequentemente mostrando um tipo de personalidade que parece ser perfeita para um treinamento, palestra ou workshop. O problema é que ele, de maneira geral, prefere ter o mínimo de envolvimento possível com as outras pessoas e a tendência é se isolar.

Como lidar com o solitário – Sendo possível, verifique quais os seus gostos – esporte, música, cinema, trabalho e crie alguma atividade para integrá-lo ao grupo.

O quieto – Em quase todos os eventos existirão participantes mais quietos que outros. Um dos erros que muitos professores e palestrantes cometem é exigir igual participação das pessoas quietas.

Como lidar com o quieto – Quando possível, principalmente em grupos menores, faça exercícios em que o quieto possa assumir papéis de líder ou relator. Isso contribuirá para que o mesmo assuma papéis de liderança nos grupos pequenos e comece a se relacionar com os demais participantes.

O amável – Ele está o mais perto possível do participante modelo. Obediente e pronto para realizar os desejos do professor ou palestrante. A maior preocupação com o treinando amável é a sua crença cega. Geralmente ele concorda com tudo que é dito pelo comunicador, palestrante e professor.

Como lidar com o amável – Faça o amável pensar por si mesmo.

O lamuriento – Agora vamos sair da alegria e do entusiasmo do participante amável para o desalento negativo do lamuriento. Você esta lidando com um tipo de personalidade que geralmente é depressivo, desanimado e passa esse tipo de sentimento para o grupo.

Como lidar com o lamuriento – Esse participante parece representar um grande obstáculo para o sucesso do treinamento ou palestra. Tenha cuidado com as perguntas que você fizer a ele e não hesite, quando possível, em usar as seguintes táticas:

  • Chame-o para tomar um café e demonstre interesse em conhece-lo. Um simples “como vai” pode funcionar muito bem;
  • Reconheça a existência dos seus problemas. Um simples “eu posso entender sua frustração” é tudo que ele deseja ouvir.

O iluminado – o famoso “sabe tudo”. Gosta de informar ao grupo a sua grande experiência em seja lá qual for o assunto que estiver sendo discutido. Semelhante ao franco atirador, ele gosta de concorrer com o palestrante ou professor.

Como lidar com o iluminado – O iluminado possui um ego muito carente de elogios e deseja que todos os participantes saibam como ele é brilhante nos assuntos que estão sendo discutidos. Conduzido apropriadamente, o iluminado pode tornar-se o melhor amigo do professor ou palestrante.

O brincalhão – Similar ao iluminado, a personalidade desse participante é logo revelada. Geralmente é sabichão e muito agressivo.

Como lidar com o brincalhão – Para trabalhar com o brincalhão requer apenas um pouco de psicologia. Massageie um pouco o seu ego, dando-lhe a oportunidade de agir, porém de forma controlada. Você pode escolhe-lo para se apresentar como voluntário em alguma atividade ou envolve-lo em estudo de casos, contar uma piada no início e final da apresentação. Isso estimulará o grupo e você ganhará um forte aliado.

O franco atirador – Talvez ele seja o mais perigoso dos tipos de personalidades. Como um verdadeiro franco atirador, ele utiliza como cobertura os demais participantes. Tem como característica o desejo de competir com o professor ou palestrante. Envergonhe o iluminado, o brincalhão ou qualquer outro participante e você poderá estar criando um franco atirador em potencial.

Como lidar com o franco atirador – Converse com ele durante um café e faça-o “jogar no seu time”. “Olha Paulo, se não for incômodo, eu estava pensando em contar com a sua ajuda neste treinamento. Estou percebendo que você é muito experiente nesse assunto e gostaria de contar com você. Como é do seu conhecimento, os demais participantes não possuem a mesma experiência e, sendo possível, ajude-os no processo de aprendizagem. Posso contar com a sua ajuda?”

 

Motivando os Ouvintes:

 

Preste bem atenção neste tema e saiba porque muitos comunicadores deixam os seus ouvintes irritados:

  • O conteúdo da apresentação é fraco ou sem novidade para a plateia, não correspondendo às suas expectativas;
  • Comunicador sem entusiasmo, confuso, prolixo, arrogante e/ou que não consegue interagir com o público;
  • Os ouvintes estão cansados de tanto ouvir, com fome, sede, etc;
  • Orador não foi capaz de convencer a plateia ou a mesma rejeitou as suas ideias;
  • Recursos audiovisuais de má qualidade, a exemplo de transparências ou slides com letras pequenas ou em excesso, som alto, baixo ou com interferências, inadequação do “meio” escolhido para transmitir a mensagem;
  • Calor ou frio em excesso, barulhos internos ou externos, cadeiras desconfortáveis e excessivo número de participantes;
  • Outros motivos. Este espaço é seu para relacionar alguns motivos que irritam os ouvintes.

Agora vamos falar do que motiva a plateia. Tem um ditado popular que resume o fator mais importante: “Diga-me o que eu tenho a ganhar que lhe darei todo o tempo do mundo”. Quando uma pessoa assiste a uma palestra, aula, seminário ou participa de uma reunião, ela deseja ter a recompensa pelo seu esforço. Coloque-se no lugar dos seus ouvintes e faças as seguintes perguntas:

  • O que as pessoas ganharão com minha exposição? Algum bem material ou a possibilidade de aumentar seus rendimentos?;
  • Como base em meus argumentos as pessoas conseguirão economizar tempo ou dinheiro? Poderão obter um novo relacionamento, um amigo ou realizar uma meta pessoal ou profissional?;
  • Minha apresentação proporcionará mais saúde, melhor aparência, jovialidade, um corpo mais bonito?

Para que você motive os ouvintes, faça o contrário daquilo que os irritam e transmita ideias úteis para a plateia, atuando de maneira espontânea, clara e objetiva.

 

Como ser persuasivo ao falar:

 

Persuadir é descobrir todos os meios disponíveis para influenciar os outros. Para atingirmos este objetivo, necessitamos ter credibilidade e passar a mensagem de maneira clara, objetiva e que prenda a atenção do ouvinte.

Vejamos o caso do Presidente Lula. Sempre que ele recebe personagens do mundo artístico e esportivo, normalmente utiliza os instrumentos de trabalho destes profissionais – guitarra, câmera de cinema ou televisão, bola de futebol, etc. Com isso, ele diz para os telespectadores, “olha, eu sou igual a você. Me aceite e goste de mim”. Observe a maioria dos discursos e perceberá que o Presidente utiliza estorinhas e/ou metáforas facilmente compreendidas por todas as pessoas, principalmente quando ele fala através da TV e/ou rádio. Ele deseja ser entendido por todos os ouvintes. Fique de olho e você aprenderá com o Presidente, demais políticos, apresentadores de televisão e religiosos sobre a arte de persuadir e influenciar pessoas.

 

Fatores importantes no processo de persuasão:

 

Atitudes – As atitudes referem-se a sentimentos positivos ou negativos que se tem sobre as pessoas, coisas e ideias. Você já observou quantas pessoas no mundo desejam se identificar com o jogador de futebol Ronaldinho? Geralmente buscamos ficar parecidos com as pessoas que admiramos, seja através do corte de cabelo, uso da camisa, da forma de vestir, de pensar, comprando produtos que os famosos anunciam, etc.;

Valores – Os valores referem-se a diretrizes importantes que orientam sua vida. Tratar a outra pessoa com honestidade e cortesia representa um valor e poderemos ou não acreditar no comunicador, conforme os seus argumentos e de que maneira as ideias estarão em sintonia com os nossos valores;

Credibilidade – Se você tem alta credibilidade é porque a sua história, os seus valores, conhecimento sobre o assunto a ser comunicado, a maneira de vestir, falar e construir os argumentos são capazes de formar uma boa imagem a seu respeito;

Importante – Grave alguns programas de Sílvio Santos, comerciais de televisão e depois analise cuidadosamente as palavras, o testemunho de pessoas, imagens, iluminação, figurino dos atores e tudo que foi utilizado para informar, persuadir e divertir o telespectador. 

 

O Carisma do comunicador:

 

O dicionário Aurélio tem as seguintes definições para a palavra carisma: força divina conferida a uma pessoa, mas em vista da necessidade ou utilidade da comunidade religiosa; atribuição a outrem de qualidades especiais de liderança, derivadas da sanção divina, mágica, diabólica ou apenas de individualidade excepcional; conjunto dessas qualidades especiais de liderança.

A pesquisadora americana Doe Lang identificou várias palavras que traduzem o que é carisma: “Sedução, mágica, originalidade, atração, charme, dinamismo, presença, magnetismo, personalidade, confiança, força, poder, persuasão, desinibição, comunicação...

Recentemente fizemos um debate com os nossos alunos sobre o tema carisma e solicitamos que fossem analisadas atitudes comuns aos comunicadores famosos e como isso refletia no carisma e na capacidade de persuadir:

  • Eles sorriem com facilidade;
  • São persuasivos e dizem o que o ouvinte quer escutar;
  • Sabem passar energia, entusiasmo e motivação;
  • A grande maioria fala com clareza e objetividade;
  • Trabalham adequadamente as técnicas do marketing pessoal;
  • Realizam ações em favor dos mais carentes;
  • Transmitem confiança, sucesso e alegria em viver;
  • Geralmente exercem papéis de liderança;
  • Muitos sabem ouvir com atenção.

Em seguida, pedimos aos alunos que avaliassem se estas características poderiam ser desenvolvidas. A resposta foi sim!

Não queremos com isso negar a influência hereditária e genética, porém acreditamos que algumas características confundimos como genéticas e que na verdade são copiadas dos modelos familiares (pais, irmãos, tios, avós) e de outras pessoas com quem relacionamos ao longo da vida, através dos livros que lemos, dos ídolos da tv, rádio, cinema, teatro, música, etc.

Exercício – Relacione quais comunicadores famosos e anônimos você acha carismático e o que pode aprender com eles! 

 

5 Você é uma marca - Saiba valorizá-la!:

 

Talvez você nunca tenha parado para pensar, mas, temos algumas semelhanças com os produtos e serviços que consumimos no dia-a-dia: Temos um nome; uma embalagem; atendemos necessidades; somos encontrados em um determinado local; cobramos pelos serviços e fazemos propaganda.

Façamos uma comparação com um produto que gostamos de consumir: - qual o seu nome (marca)? como é a sua embalagem? quais necessidades ele nos atende? aonde é encontrado? qual o preço? como ficamos sabendo da sua existência?

Semelhante aos produtos e serviços, também podemos desaparecer do mercado em função da concorrência, caso não reinventemos as nossas habilidades pessoais e profissionais.

É certo que em profissões autônomas, a exemplo de advogados, professores, médicos, dentistas, consultores, entre outras, estas comparações são mais facilmente identificadas. Porém, elas se aplicam a todos os profissionais.

Um outro aspecto importante é saber o que diferencia você dos outros profissionais. Vivemos num mundo extremamente competitivo! Comece agora mesmo a visualizar-se de modo diferente. Você é um “simples funcionário” da sua empresa ou é “ membro de uma equipe”? Você faz falta na sua empresa? As pessoas gostam do seu trabalho? O que você fará se ficar desempregado?

 

Você faz Marketing Pessoal?

 

A competitividade está cada vez mais acirrada no mundo profissional, o desemprego aumenta e desejamos estar entre aqueles que continuarão no mercado de trabalho. Para isso investimentos em novos conhecimentos - graduações, pós, MBA, mestrados, doutorados e idiomas. Com isso procuramos nos diferenciar dos demais profissionais.

É nesse contexto que entra o marketing pessoal. Conceituamos como marketing pessoal “o conjunto de habilidades intrínsecas ao seu corpo, a exemplo de cantar, dançar, vender, comunicar, transmitir conhecimentos”, destinadas a suprir necessidades de pessoas.

Para ficar mais fácil compreender este conceito, analisemos o caso do professor, um pianista, cantor, médico, político, cientista, entre outros. Esses profissionais trazem em suas cabeças conhecimentos e os utilizam através do corpo. Estes profissionais são seres humanos e ao mesmo tempo produtos (o que pode ser tocado) ou serviços (não se pode tocar), através dos conhecimentos e habilidades que adquiriram e vendem para os seus clientes.

Quando perguntamos aos alunos o que é marketing pessoal muitos afirmam que é fazer propaganda, é promover a própria imagem. É certo que também é isso, porém só a propaganda não é suficiente. É preciso ser competente, ético, corresponder às expectativas dos clientes. Muitas vezes somos induzidos a procurar ajuda de um determinado profissional em função de tê-lo visto na televisão. Entretanto, poderemos ter uma grande decepção entre o que foi prometido na TV e aquilo que efetivamente recebemos. Nesse caso, a propaganda foi enganosa e não conceituamos como um bom marketing pessoal.

Importante – O marketing pessoal somente poderá lhe ajudar se você for competente, ético e realmente corresponder às expectativas do cliente. Caso contrário ele trabalhará contra você!