Tratado de medicina Ortomolecular e a Bioquímica:
NOÇÕES BÁSICAS EM AUXILIAR DE LABORATÓRIO DE BIOQUÍMICA CLÍNICA
1 BIOQUÍMICA BÁSICA E CONCEITOS DE NUTRIÇÃO:
O átomo é formado por três tipos de partículas: elétrons, prótons e nêutrons. Os prótons e nêutrons formam a parte central ou núcleo do átomo. Ao redor do núcleo giram os elétrons, constituindo a eletrosfera. Prótons e nêutrons têm massa mais ou menos igual. Já os elétrons têm massa menor. Calcula-se que a massa de um elétron seja 1.840 vezes menor do que a de um próton. Tanto prótons como elétrons possuem carga elétrica. Os elétrons seriam chamados carga elétrica negativa e a carga dos prótons, carga elétrica positiva. Massa atômica (ou peso atômico): massa do átomo relacionada com um padrão escolhido. Atualmente os cientistas escolheram o átomo do carbono-12.
Fórmula: 1 U.M.A. = 1/12 12C
Exemplos: hidrogênio: massa atômica 1, isto é, 12 vezes menor que a do carbono 12.
Molécula: menor combinação de átomos (vinculados por ligações químicas) que, reunidos, mantêm as propriedades de matéria inalteradas.
Íons: estruturas em desequilíbrio elétrico carregadas de carga positiva (+) ou negativa (–). Íons positivos são chamados cátions, e íons negativos, ânions.
Ex.: o átomo de sódio (Na), quando perde um elétron, desequilibra-se eletricamente, dando origem ao cátion sódio (Na+). O átomo de cloro (CI), quando ganha um elétron, desequilibra-se eletricamente, dando origem ao ânion cloro (CI–).
Número atômico: número de prótons que um átomo possui em seu núcleo, representado pela letra Z.
Ex.: o hidrogênio tem 1 próton em seu núcleo, portanto, seu número atômico é 1. Número de massa (A): resultante da soma de prótons (P) e nêutrons (N) de um átomo, isto é, das partículas fundamentais que se acham no núcleo do átomo.
Fórmula: A = P + N
Quando a ligação entre átomos dá origem a íons, a valência é chamada eletrovalência.
A valência comum aos átomos, que compartilham elétrons, recebe o nome de covalência. Quando os átomos compartilham elétrons, sua ligação é covalente ou molecular
Massa molecular: soma das massas atômicas dos átomos que constituem uma molécula.
CARBOIDRATOS:
- Fonte primária de energia.
- Dão 4 calorias por grama.
- O cérebro depende dos carboidratos circulantes e usa 140 gramas por dia.
- Carboidratos se dividem em: simples e complexos.
Simples: açúcares cujas ligaduras são facilmente quebradas, componentes orgânicos de sabor doce.
Monossacarídeos: formados por uma molécula única de açúcar:
- Glucose
- Frutose
- Galactose Dissacarídeos: dois monossacarídeos ligados.
- Sacarose (uma molécula de glucose e uma de frutose)
- Maltose (duas moléculas de glucose)
- Lactose (uma glucose e uma galactose)
Complexos: polissacarídeos, cadeias de moléculas de açúcares simples.
Glicogênio: encontrado em forma limitada nas carnes, e não em todas as plantas; formado por várias moléculas de glucose.
Amidos: forma de glicogênio das plantas (batatas, cereais, arroz, milho).
Fibras: polissacarídeos não amidos; incluem:
a) Celulose: forma as paredes da célula das plantas; formada por moléculas de glucose, resistente à digestão.
b) Hemicelulose: fibras dos cereais, formada por esqueleto de monossacarídeos, ligado a ramos laterais de monossacarídeos; alguns são solúveis, outros não.
c) Pectina: encontrada em frutas cítricas; utilizada na indústria para engrossar a geléia, forma geléia com água.
d) Gomas: goma arábica, utilizado como aditivo na indústria.
GORDURAS:
Produzem 9 calorias por grama.
Normal de 18-24% do peso corporal para mulheres e de 15-1 8% para homens.
Classificação:
a) Lipídios simples Graxas neutras (triglicerídios):
Contêm 3 ácidos graxos e um glicerol. Ceras: (cera de abelha): ésteres de ácidos graxos + álcool (não glicerol).
b) Lipídios Complexos:
Fosfolipídeos: (lecitina, cefalina, lipositol): formados por ácido graxo, glicerol, ácido fosfórico, base nitrogenada, geralmente solúvel em água.
Glicolipídeos: (cerebrosídeo, gangliosídeo): ácido graxo ligado a açúcar, com composto nitrogenado.
c) Derivados de lipídios
Ácidos graxos: Ácido palmítico, ácido esteárico, ácido oléico, ácidos linoléicos (ácido linoléico, ácido araquidônico). Formados por átomos de carbono com um grupo carboxilo no final.
Esteróides: coleserol, ergosterol, cortisol, ácidos biliares, vitamina D, andrógenos, estrógenos e progesterona. Formados por uma seqüência de anéis.
Hidrocarbonos: terpenos (cânfora, pigmentos de plantas como betacaroteno). Formados por carbono e hidrogênio.
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS:
Ácido linoléico: família ômega 6 (sementes, nozes, grãos, óleos vegetais: milho, girassol, soja, etc.); fabrica o ácido araquidônico (ácido graxo poliinsaturado de 20 carbonos).
Ácido linolênico: família ômega 3 (óleo de canola), germe de trigo, margarina (18 carbonos igual ao linoléico); fabrica ácidos graxos poliinsaturados de 20, 22 carbonos (eicosapentanóico, docosahexanóico); leite, peixes (atum, salmão, sardinhas, truta).
PROTEÍNAS:
Produzem 4 calorias por grama.
São substâncias orgânicas iguais aos carboidratos e contêm um esqueleto de carbono, ligado com oxigênio e hidrogênio, e principalmente nitrogênio.
A arginina pode ser essencial em circunstâncias especiais. Essenciais porque derivam de nosso alimento; os 11 não-essenciais são requeridos para manter a vida, porém podem ser fabricados pelas células do organismo. 97% da proteína animal é digerida e absorvida. Apenas 78-85% da proteína de legumes, cereais, verduras e frutas é absorvida. Aminoácidos formam proteínas. As proteínas vegetais são denominadas incompletas (à exceção daquela da soja, que mais se parece com proteína animal). Os vegetarianos completam sua sequência de aminoácidos pela combinação de vegetais, para completar os aminoácidos essenciais.
ALIMENTAÇÃO NORMAL:
FATORES DE RISCO:
O QUE ESTÁ ERRADO COM A NOSSA ALIMENTAÇÃO:
O manual do RDA* afirma:
- O conteúdo de tocoferol dos alimentos varia dependendo do processamento, depósito e procedimento de preparação, mecanismo que pode provocar grandes perdas.
- A concentração de vitamina C diminui por efeito do calor e do oxigênio.
- A vitamina B6 se perde entre 50-70% quando se processam as carnes, e entre 50-70% na preparação de cereais.
- A perda de ácido fólico pode atingir 50% durante a preparação em casa, ao estocar ou ao processar alimentos.
- Existe uma perda de 80% de magnésio quando se remove a camada externa dos grãos.
- As uvas estocadas perdem 30% das vitaminas do grupo B.
- As mexericas estocadas por 8 semanas perdem 50% da vitamina C.
- Os aspargos estocados por 1 semana perdem 90% da vitamina C.
- O congelamento de carnes pode destruir 50% do conteúdo de tiamina e riboflavina e 70% do conteúdo de ácido pantotênico.
- A droga sulfametazina é conhecida como carcinogênica e proibida para uso em carnes e produtos lácteos, porém a FDA reportou que 1/4 de todas as amostras estavam contaminadas com esta droga.
- 40% do peixe está estragado na hora da compra. 50% do peixe branco e 40% do salmão estão contaminados por bifenol policlorinados.
- O cheiro do peixe comprometido é consequência de liberação de uma substância química denominada trimetilamina.
Segundo Rachel Carson, no livro Silent Spring, em 1947 foram utilizados 120 milhões de químicos tóxicos; em 1994, a cifra atingiu 2,6 bilhões, por ano na América. Segundo recentes estudos feitos pela FDA em 26 frutas e vegetais diferentes, foram encontrados resíduos de pesticidas em 9.600 de 20.000 amostras. Em outras palavras, existe a probabilidade de que 50% do que comemos esteja contaminado por pesticidas.
2 CONCEITOS DE MEDICINA BIOGÊNICA OU CONCEITO DE GENOMIS:
É o campo da ciência relacionado com vida, é a aplicação deste conceito para melhorar a saúde através do diagnóstico e tratamento das doenças e uso de protocolos regenerativos.
Numa análise a medicina da longevidade tem que provar pelo menos que pode:
1) diminuir a velocidade da lesão do DNA;
2) acelerar a reparação do DNA;
3) utilizar os ciclos de vidas;
4) manter estatísticas significativas que mostrem a capacidade de reverter os marcadores biológicos associados com o envelhecimento;
5) manter estatísticas de novos procedimentos terapêuticos na área de longevidade
Existem dois métodos para usar a terapia gênica: o primeiro procura manipular modulando as expressões dos genes ou alterando o genoma do paciente em áreas localizadas de maneira que não alterem a hereditaridade. O outro tipo de terapia gênica procura encaminhar e melhorar a integridade dos genes a ponto de afetar a hereditariedade; esta linha é denominada terapia genética da linha germinativa e está relacionada à clonagem e à criação sintética de genes biotecnologicamente fascinantes.