Comunicação e Marketing Digitais
INICIAÇÃO EM COMUNICAÇÃO E MARKETING DIGITAL
1 Aspectos conceituais e práticos da comunicação e marketing digitais:
O PODER DO ENGAJAMENTO ATRAVÉS DA PROMOÇÃO NAS PLATAFORMAS SOCIAIS:
O que você faria na internet para ganhar um perfume? E um notebook? E um carro? Por um milhão e meio de reais, milhares de brasileiros chegam a criar perfis em um site, enviar vídeos e testar o seu carisma com o público para concorrer a entrar em um dos maiores reality shows existentes. As mecânicas baseadas em promoção são utilizadas pelas marcas todos os dias para atrair a atenção de usuários para seus benefícios, gerar tráfego para seus sites ou interação com seus canais em mídias sociais.
Os objetivos de cada marca variam, assim como os prêmios, que vão desde simplórios brindes até viagens internacionais e bens duráveis de consumo, como casas, carros, etc. Os internautas são submetidos a diferentes níveis de engajamento: desde mecânicas, que exijam o mínimo de esforço, como apenas um clique de um retweet automático, até mesmo, produzindo conteúdo e disseminando para a sua própria audiência, como em promoções destinadas a “blogueiros”.
De uma forma ou de outra, pessoas dedicam seu tempo em busca de alcançar bens materiais ou serviços, os quais nem sempre teriam acesso se dependessem da sua condição financeira. Neste capítulo, vamos fazer um breve estudo sobre o interesse do internauta brasileiro nas mídias sociais sobre a promoção - tática antiga e atemporal - conhecida tão bem pelas mídias tradicionais. Posteriormente, vamos traçar os principais elementos para elaborar um planejamento de marketing promocional nas mídias sociais.
2 PROMOÇÃO OU MARKETING PROMOCIONAL:
A atividade do marketing destinada à promoção, também chamada de marketing promocional, tem a seguinte definição pela Ampro Associação de Marketing Promocional (2003):
“Atividade do marketing aplicada a produtos, serviços ou marcas, visando, por meio da interação junto ao seu público-alvo, alcançar os objetivos estratégicos de construção de marca, vendas e fidelização”.
KOTLER (2006) define, basicamente, 13 tipos ou ferramentas de promoção. São elas:
- Amostras: oferta gratuita de uma quantidade de produto ou serviço.
- Cupons: cédulas que conferem ao portador um direito ao desconto declarado na compra de um produto ou adesão á comunicação da marca.
- Ofertas de reembolso pós-venda: proporcionam uma redução do preço após a compra ou cobre o preço da concorrência.
- Pacotes de desconto: pacote de produtos ou serviços a preços reduzidos por um período determinado de tempo ou pacote conjugado, onde se ganha um produto na compra de outro.
- Brindes: mercadoria oferecida a um preço relativamente baixo ou gratuitamente como incentivo à compra de outro produto.
- Programas de fidelidade: programas que oferecem recompensas relacionadas à frequência e à intensidade da compra.
- Prêmios (concursos, sorteios, jogos): são oportunidades de ganhar uma premiação (produto, serviço, viagens, etc.) como decorrência da compra de um produto ou com objetivo de chamar atenção do consumidor para o lançamento do mesmo. Concursos solicitam a inscrição do consumidor para que a mesma seja examinada por um corpo de jurados. Já os sorteios, premiam aleatoriamente um dos consumidores inscritos. E, jogos, por fim, têm objetivo de entreter e interagir com os consumidores enquanto exibem a marca de produto ou serviço.
- Recompensas por comprar o produto: valores em dinheiro ou outras formas que sejam proporcionais à compra, fornecidos por um revendedor.
- Experimentação gratuita: compradores potenciais, ou prospects, são incentivados a experimentar o produto sem nenhum ônus, de forma que possam lembrar, recomendar ou comprar posteriormente.
- Garantias do produto: certificação ou compromisso de que a empresa irá consertar ou reembolsar o consumidor em caso de falha ou mau desempenho do produto, em determinado prazo.
- Promoções combinadas: duas ou mais marcas de empresas que se unem, oferecendo benefícios para aumentar o seu poder de atração.
- Promoções cruzadas: utilização de uma marca para anunciar outra, não concorrente.
- Display e demonstrações no ponto de venda: display e demonstração no ponto de venda.
Todas essas mecânicas são reconhecidas e corriqueiras dos consumidores. Há muito tempo são utilizadas como formas de promoção pelas mídias tradicionais. Agora, vêm sendo adaptadas ao longo do tempo para as mídias digitais, com o objetivo de prender a atenção do consumidor enquanto navega na internet e, se possível, levá-lo ao ponto de venda, seja ele on-line (no caso de um e-commerce) ou off-line, em loja física. Até mesmo a ferramenta denominada por Kotler como “displays e demonstrações no ponto de venda” podem ser agregadas ao universo digital.
Dezenas de lojas de calçados on-line já possuem canais no Youtube ou Vimeo, onde mostram o desempenho de seus tênis de corrida através de um apresentador ou animação audiovisual. Com apenas um clique, o usuário pode ir do vídeo até a URL de compra, cadastrar-se no site e adquirir o produto. O poder de adequação e transformação das mídias sociais não tem limites. Todos os dias, centenas de e-commerces postam vouchers de descontos em produtos ou serviços para os primeiros seguidores que repostarem as mensagens. Como dizia o ditado popular: “nada se cria, tudo se copia”.
3 ENGAJAMENTO:
Do francês engager, a palavra engajamento tem como significados: incitar, instigar, envolver ou levar alguém a se dedicar a alguma coisa ou causa. O engajamento voltado para as práticas do marketing ultrapassa as barreiras do processo de decisão de compra e caminha ao lado da satisfação, fazendo com que fãs, seguidores ou consumidores de uma marca não apenas consumam, mas exibam para suas redes de contato no ciberespaço suas motivações e objetos de desejo.
A adesão das marcas às plataformas sociais digitais fez com que a gestão de marketing buscasse não só abordagens e limites para o relacionamento com os consumidores, mas também, maneiras de despertar sua atenção dentre milhares de estímulos por milésimos de segundos na internet. A promoção, seja ela de vendas ou em busca de expor os valores agregados ou intangíveis da marca, tornou-se uma grande aliada das estratégias de marketing digital em ações presentes diariamente em redes como Youtube, Twitter, Orkut e Facebook.
A ascendência das plataformas colaborativas despertou o interesse do consumidor global a participar de campanhas, promoções e atividades lúdicas on-line. A autora e pesquisadora Charlene Li (2010) define, a partir do que chama de Pirâmide do Engajamento, as atividades que mais envolvem os consumidores nas plataformas sociais:
Engajar não é fácil e as promoções, sejam elas de qualquer espécie ou para atender quaisquer objetivos, quando conduzidas nas plataformas sociais irão permitir a interação dos usuários através de comentários, produção de vídeos ou fotos, compartilhamento de links ou até mesmo acompanhamento de webseries. De acordo com a mecânica a ser desenvolvida é necessário pesquisar a adesão do consumidor brasileiro a essas plataformas ou tecnologias.
A seguir, observamos as categorias da Pirâmide do Engajamento e suas principais características diante do perfil tecnográfico dos consumidores:
- Moderar ou Curating: usuários extremamente engajados que utilizam parte do seu tempo para gerir uma comunidade ou fórum, determinar regras de convivência e moderar o conteúdo produzido pelos demais usuários. Representam o topo da pirâmide, são influenciadores dos demais e representam o menor número de usuários.
- Produzir ou Producing: usuários que criam e produzem conteúdo em texto, vídeo ou áudio para seus próprios ambientes (ex: blog, Tumblr), que é publicado e replicado na web pelos demais usuários.
- Comentar ou Commenting: usuários que avaliam ou fazem críticas (reviews) sobre produtos e serviços, comentam em outros blogs e contribuem com fóruns ou comunidades on-line.
- Compartilhar ou Sharing: usuários que têm uma adesão razoável às plataformas sociais, interagem com conteúdo produzido em diferentes formatos e encaminham para os amigos por e-mail ou através de ferramentas de compartilhamento, também chamadas de sharing tools. Dificilmente produzem conteúdo próprio.
- Assistir ou Watching: usuários que lêem blogs, lêem avaliações sobre produtos ou serviços, ouvem podcasts, assistem vídeos de outros usuários.
Normalmente, e principalmente no Brasil, os consumidores em seu papel de internautas trafegam por diferentes ou simultâneos perfis da Pirâmide do Engajamento espontaneamente em suas atividades on-line. Porém, quando impactados por uma campanha promocional, avaliam se o benefício oferecido vale o esforço necessário para a adesão. A seguir, vamos fazer uma breve pesquisa sobre o quanto o brasileiro se interessa realmente pelas promoções on-line e, de que forma, as mesmas estão sendo compartilhadas nos mecanismos de busca e nas plataformas sociais.
4 O INTERESSE DO BRASILEIRO POR PROMOÇÕES - LENDA OU REALIDADE?
OS INTERNAUTAS BUSCAM TANTO POR PROMOÇÃO, MAS E O QUE ELES ENCONTRAM?
5 COMO O INTERESSE DO BRASILEIRO SE REFLETE NAS REDES SOCIAIS?
6 UTILIZANDO A PROMOÇÃO COMO TÁTICA DE ENGAJAMENTO:
As marcas fazem parte do universo particular de cada pessoa. Existem marcas que despertam maior interesse e carisma do público pela própria natureza dos seus serviços e, outras pela comunicação direcionada para seus consumidores. Mas diante de um mercado global e cada vez mais competitivo, as empresas investem cada vez mais e de forma mais consciente para conquistar consumidores, fidelizar clientes e, talvez, o detalhe mais importante: ser lembrada diante de mundo que transborda informação e onde o concorrente está a uma distância de um clique.
Neste cenário, as promoções instigam os consumidores a se esforçarem para conquistar prêmios tão almejados, em troca de acessos, cliques, comentários ou conteúdo que amplie sua visibilidade e permaneça na internet e nos buscadores por tempo indeterminado. Uma troca que nem sempre consegue ser síncrona, mas que tem sucesso quase garantido devido o enorme interesse dos brasileiros em ganhar qualquer coisa lhes ofereçam.
Criar uma promoção para um perfil corporativo nas mídias sociais parece uma tarefa tão simples quanto roubar um doce de uma criança, mas vamos ver a partir de agora o quanto o conhecimento em planejamento e marketing pode facilitar o desenvolvimento de promoções na rede ou complicar a vida dos que subestimam esta tarefa, em alguns passos de um planejamento eficaz.
Primeiro passo: definição de objetivos:
Sem dúvida alguma, a ação promocional desenvolvida nas mídias sociais pretende atingir alguns objetivos em prol da marca. Portanto, este é o primeiro passo a ser tomado no desenvolvimento da ação.
Alguns exemplos de objetivos de ações promocionais em mídias sociais podem ser:
- Ampliar o conhecimento sobre a marca (awareness)
- Gerar conversão em vendas de e-commerce ou site de compra coletiva
- Gerar adesão aos perfis oficiais da marcas (Ex: aumentar base de seguidores no Twitter ou base de inscritos em um canal do Youtube)
- Aumentar menções em torno da marca
- Aumentar a base de cadastros no mailing da empresa
Os objetivos podem ser dos mais específicos aos mais abrangentes, porém são eles que determinam os critérios quantificáveis que serão os indicadores de sucesso ao final da ação. Uma vez que os objetivos não estejam bem definidos no planejamento inicial, as métricas serão prejudicadas no momento de reportar ao cliente sobre o retorno da ação.
Segundo passo: seleção de ferramentas:
Após definir quais objetivos a companhia pretende alcançar através da campanha promocional,vamos selecionar o ponto de partida da ação ou, até mesmo, as ferramentas que serão utilizadas durante o projeto. Abaixo, citamos algumas possibilidades:
- Ação em hotsite integrado com redes sociais;
- Ação em comunidade;
- Ação no Twitter;
- Ação em FanPage;
- Ação em ferramenta de geolocalização;
- Ação em blog corporativo ou blog de terceiros;
- Mix de ferramentas conforme etapas da ação promocional. Exemplo: na primeira fase, envie um reply no Twitter respondendo por que merece ganhar. Na segunda etapa, poste um vídeo no Youtube sob o tema determinado.
7 Terceiro passo: desenvolvimento da ação
Citamos alguns deles abaixo:
8 Quarto passo: implementação da ação
9 CONCLUSÃO
10 COMUNICAÇÃO 2.0: O VIRTUAL CONSTRUINDO PONTES PARA O MARKETING DIGITAL
COMUNICAÇÃO VIRTUAL: IDENTIFICAÇÃO, SEDUÇÃO E IMAGINAÇÃO
Lévy (1996, p. 5) observa:
Conforme Lévy (1999, p. 21),
Mcluhan (1964, p. 76) afirma:
Sobre isso, Freud (1908/1969, vol. IX) observa que
Lévy (1996, p. 51) afirma:
11 Identificação
Para Freud (1921/1969, vol. XVIII, cap. VII),
Sedução
Lipovetsky (1983, p. 6) esclarece:
Conforme Lipovetsky (1983, p.184),
Imaginação
Por isso Lipovetsky (1983, p. 106) chamou atenção de que:
12 Construindo relacionamentos 2.0
Como entender e se comunicar com os clientes através da comunicação virtual?
Lipovetsky confirma (1983, p. 93) essa percepção quando diz que:
Lipovetzky afirma (1983, p. 50) que:
Charlene Li (2009, p. 22) nos adverte:
13 MARKETING DIGITAL: FALAR COM SEU CLIENTE É DIFERENTE DE SOMENTE CHAMAR AATENÇÃO DELE
14 Falando com seu cliente
Informar
Conversar
Charlene Li (2009, p. 133) afirma:
15 CONSIDERAÇÕES FINAIS
16 Métricas em comunicação e marketing digitais
INTERPRETAÇÃO DE MÉTRICAS NO MARKETING DIGITAL
17 O ROE
18 O ROE continuação
19 O PODER DO CONHECIMENTO
SELVA DE DADOS