Segurança com Eletricidade
Eletricista Industrial
1 Introdução à segurança com eletricidade
Introdução
A eletricidade é a forma de energia mais utilizada na sociedade atual; a facilidade em ser transportada dos locais de geração para os pontos de consumo e sua transformação normalmente simples em outros tipos de energia, como mecânica, luminosa, térmica, muito contribui para o desenvolvimento industrial.
De onde vem a eletricidade?
A eletricidade pode ser produzida por diferentes fontes, tais como:
• Hidroeletricidade
• Energia Térmica
• Biomassa
• Energia nuclear
• Energia Eólica
• Energia Solar
No Brasil a geração de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos. A partir da usina a energia é transformada, em subestações elétricas, e elevada a níveis de tensão (69/88/138/240/440 kV) e transportada em corrente alternada (60 Hertz) através de cabos elétricos, até as subestações abaixadoras, delimitando a fase de Transmissão.
Depois de gerada, a eletricidade vai para as cidades através das linhas e torres de transmissão de alta tensão. Essas linhas e torres são aquelas que você pode ver ao longo das estradas, que levam a eletricidade por longas distâncias. Quando a eletricidade chega às cidades, ela passa pelos transformadores de força nas subestações, que abaixam a tensão. A partir daí, ela segue pela rede de distribuição primária onde os fios ligados nos postes levam-na até a rua da sua casa. Este conjunto é comumente denominado de sistema elétrico de potência.
Antes de entrar nas casas, a eletricidade ainda passa pelos transformadores de distribuição, também instalados nos postes, que abaixam a tensão para 380/220 e 220/127 Volts formando a rede de distribuição secundária. Em seguida, é distribuída para as casas, entrando na caixa do medidor. É ele que mede o consumo de eletricidade das casas.
Os efeitos da eletricidade
A eletricidade não é vista, é um fenômeno que escapa aos nossos sentidos, só se percebem suas manifestações exteriores, como a iluminação, sistemas de calefação, entre outros. Em conseqüência dessa invisibilidade, a pessoa é, muitas vezes, exposta a situações de risco ignoradas ou mesmo subestimadas.
2 Estatística de acidentes no setor elétrico Brasileiro
Introdução
Esta síntese do relatório de estatísticas de acidentados, elaborado pela Fundação COGE desde 1999, conforme já destacado em anos anteriores, não se constitui, tão somente, num importante registro histórico do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), mas sim numa ferramenta inestimável para a construção de um futuro melhor, mais produtivo e eficiente, buscando, ao apurar os resultados, avaliá-los e propor medidas preventivas e corretivas ao alcance das mais diversas empresas do setor, para a preservação do maior bem disponível em nosso planeta, o Ser Humano, a sua vida.
Acidentes com Empresas de Energia
No ano de 2006, o contingente de 101.105 empregados próprios do setor conviveu, no desempenho diário de suas atividades, com riscos de natureza geral e riscos específicos, registrando-se 840 acidentados do trabalho típicos com afastamento, acarretando, entre custos diretos (remuneração do empregado durante o seu afastamento) e indiretos (custo de reparo e reposição de material, custo de assistência ao acidentado e custos complementares ,interrupção de fornecimento de energia elétrica, por exemplo), prejuízos de monta para o Setor de Energia Elétrica.
Acidentes com Empresas Contratadas
No que se refere aos acidentados de contratadas, permanece a necessidade destacada nos relatórios de 2001 a 2005, ou seja, de um esforço maior por parte das empresas contratantes no sentido da apuração sistematizada e mais rigorosa dos dados estatísticos e de ações efetivas para a sua efetiva prevenção. Os serviços terceirizados têm influência marcante nas taxas de acidentes do SEB, especialmente na taxa de gravidade, tendo sido registrados 74 acidentados fatais em 2006. Houve um aumento de 30% no número de acidentados fatais em relação ao ano anterior (57), número este, que já era considerado elevado. Relembramos, por exemplo, que no ano de 1994 o setor elétrico brasileiro contava com 183.380 empregados próprios e registrou a ocorrência de 35 acidentados fatais, menos da metade do valor de 2006.
Acidentes com a População
As principais causas destes acidentes em 2006 foram, pela ordem: Construção / Manutenção Civil 264, Atividades ou Brincadeiras 78, Ligações Clandestina 70, Cabo Energizado no Solo 67, Veículo 60, Instalação/Reparo de Antenas 46, Subir ou Podar Árvores 45, Furto de Condutor Elétrico 28 e Cerca/Varal Energizado 27 correspondendo a 73% do total.
Quanto aos 293 acidentes fatais com população (31% do total), as principais ―causas‖ variaram um pouco, em relação às causas do total de acidentes, destacando-se: Construção / Manutenção Civil 71, Ligação Elétrica Clandestina 39, Atividades ou Brincadeiras 27, Cabo Energizado no Solo 21, Furto de Condutor Elétrico 20, Cerca/Varal Energizado 18, Subir ou Podar Árvores 14, Instalação e Reparo de Antenas 13, correspondendo a 54% do total.
Em 2006 foram registrados 936 acidentes com a população, resultando em uma média diária de quase 3 acidentes, sendo 1 de natureza fatal.
A apuração das taxas de frequência: 2,48 e de gravidade: 4.946 dos acidentes com a população, possibilita uma melhor avaliação do problema no setor e indica que os dados devem ser melhor apurados se comparados com os demais indicadores de acidentes do setor.
Em 2006, para cada morte por acidente do trabalho de empregado de empresa do Setor Elétrico Brasileiro, corresponderam cerca de 4 mortes de empregados de contratadas e 15 mortes envolvendo a população.
Em 2006, a Força de Trabalho das empresas (empregados próprios e de contratadas), apresentou taxas de freqüência de 5,99 e gravidade de 1.838. Estes valores indicam uma pequena melhora na freqüência, mas um aumento na gravidade devido à ocorrência de 93 acidentes fatais na Força de Trabalho.
Conclusões para o ano de 2006
A análise global dos resultados identifica os seguintes pontos:
• A taxa de freqüência de acidentados próprios atingiu o valor de 4,20, valor inédito, sendo o menor valor apurado na série histórica do setor elétrico desde 1977;
• A taxa de gravidade de acidentados próprios, no valor de 719, reduziu um pouco em relação ao ano anterior, porém, ainda está distante da menor taxa de gravidade registrada na série histórica do setor, em 1997 (504);
• O número de acidentados fatais de contratadas aumentou, com um total de 74 acidentes;
• Os acidentados da população continuam numa pequena tendência decrescente, com um total de 293 acidentados fatais em 2006.
Cumpre ressaltar para nossa reflexão: ―O trabalho com segurança e saúde consiste em projetos e atividades desenvolvidos e reformulados permanentemente, consolidados em práticas do dia-a-dia, traduzidas em hábitos e não em atos.
Portanto, aos que vêm alcançando resultados de excelência, o maior desafio é o da manutenção daqueles hábitos e da consequente melhoria contínua do desempenho empresarial.
3 Riscos em instalações e serviços com eletricidade
Choque Elétrico
O Choque Elétrico é a passagem de uma corrente elétrica através do corpo, utilizando-o como um condutor. Esta passagem de corrente pode não causar nenhuma conseqüência mais grave além de um susto, porém também pode causar queimaduras, fibrilação cardíaca ou até mesmo a morte.
Os tipos mais prováveis de choque elétrico são aqueles que a corrente elétrica circula da palma de uma das mãos à palma da outra mão, ou da palma da mão até a planta do pé. Existem 3 categorias de choque elétrico :
a) Choque produzido por contato com circuito energizado
Aqui o choque surge pelo contato direto da pessoa com a parte energizada da instalação, o choque dura enquanto permanecer o contato e a fonte de energia estiver ligada. As consequências podem ser pequenas contrações ou até lesões irreparáveis.
b) Choque produzido por contato com corpo eletrizado
Neste caso analisaremos o choque produzido por eletricidade estática, a duração desse tipo de choque é muito pequena, o suficiente para descarregar a carga da eletricidade contida no elemento energizado. Na maioria das vezes este tipo de choque elétrico não provoca efeitos danosos ao corpo, devido a curtíssima duração.
c) Choque produzido por raio ( Descarga Atmosférica )
Aqui o choque surge quando acontece uma descarga atmosférica e esta entra em contato direto ou indireto com uma pessoa, os efeitos desse tipo de choque são terríveis e imediatos, ocorre casos de queimaduras graves e até a morte imediata.
Efeitos da passagem do choque elétrico pelo corpo humano
O choque elétrico é um estímulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano causado pela passagem de uma corrente elétrica. A passagem da corrente elétrica ocorre quando o corpo é submetido a uma tensão elétrica suficiente para vencer a sua impedância. Como resultado da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano podemos ter desde uma sensação de formigamento até sensações dolorosas com contração muscular.
A sensibilidade do organismo a passagem de corrente elétrica inicia em um ponto conhecido como Limiar de Sensação e que ocorre com uma intensidade de corrente de 1 mA para corrente alternada e 5 mA para corrente contínua. Pesquisadores definiram 3 tipos de efeitos manifestados pelo corpo humano quando da presença de eletricidade.
a) Limiar de Sensação ( Percepção )
O corpo humano começa a perceber a passagem de corrente elétrica a partir de 1 mA.
b) Limiar de Não Largar
Esta associado às contrações musculares provocadas pela corrente elétrica no corpo humano, a corrente alternada a partir de determinado valor, excita os nervos provocando contrações musculares permanentes, com isso cria se o efeito de agarramento que impede a vítima de se soltar do circuito, a intensidade de corrente para esse limiar varia entre 9 e 23 mA para os homens e 6 a 14 mA para as mulheres.
c) Limiar de Fibrilação Ventricular
O choque elétrico pode variar em função de fatores que interferem na intensidade da corrente e nos efeitos provocados no organismo, os fatores que interferem são :
1. Percurso da corrente elétrica no corpo humano
2. Tipo de Corrente
3. Tensão Nominal
4. Intensidade da corrente elétrica
5. Tempo de duração do choque elétrico
6. Frequência da rede
1) Percurso da corrente elétrica no corpo humano
O corpo humano é condutor de eletricidade e sua resistência varia de pessoa para pessoa e ainda depende do percurso da corrente. A corrente no corpo humano sofrerá variações conforme for o trajeto percorrido e com isso provocará efeitos diferentes no organismo, quando percorridos por corrente elétrica os órgãos vitais do corpo podem sofrer agravamento e até causar sua parada levando a pessoa a morte.
2. Tipo da corrente elétrica
O corpo humano é mais sensível a corrente alternada do que á corrente continua, os efeitos destes no organismo humano em geral são os mesmos, passando por contrações simples para valores de baixa intensidade e até resultar em queimaduras graves e a morte para valores maiores. Existe apenas uma diferença na sensação provocada por correntes de baixa intensidade; a corrente continua de valores imediatamente superiores a 5 mA que é o Limiar de Sensação, cria no organismo a sensação de aquecimento ao passo que a corrente alternada causa a sensação de formigamento, para valores imediatamente acima de 1 mA.
3) Tensão nominal
A tensão nominal de um circuito é a tensão de linha pela qual o sistema é designado e à qual são referidas certas características operacionais do sistema.
Partindo das premissas que os efeitos danosos ao organismo humano são provocados pela corrente e que esta pela Lei de Ohm é tanto maior quanto maior for a tensão, podemos concluir que os efeitos do choque são mais graves à medida que a tensão aumenta, e pela mesma Lei de Ohm quanto menor a resistência do circuito maior a corrente, portanto concluímos que não existem valores de tensões que não sejam perigosas. Para condições normais de influências externas, considera-se perigosa uma tensão superior a 50 Volts, em corrente alternada e 120 Volts em corrente continua, o corpo humano possui em média uma resistência na faixa de 1300 a 3000 Ohms, assim uma tensão de contato no valor de 50 V, resultará numa corrente de :
I = 50 / 1300 = 38,5 mA
O valor de 38,5 mA em geral não é perigoso ao organismo humano, abaixo apresentamos o valor de duração máxima de uma tensão em contato com o corpo humano, os valores indicados baseiam se em valores limites de corrente de choque e correspondem a condições nas quais a corrente passa pelo corpo humano de uma mão para outra ou de uma mão para a planta do pé, sendo que a superfície de contato é considerada a pele relativamente úmida :
4) Intensidade da corrente elétrica
As perturbações produzidas pelo choque elétrico dependem da intensidade da corrente que atravessa o corpo humano, e não da tensão do circuito responsável por essa corrente. Até o limiar de sensação, a corrente que atravessa o corpo humano é praticamente inócua, qualquer que seja sua duração, a partir desse valor, á medida que a corrente cresce, a contração muscular vai se tornando mais desagradável. Para as freqüências industriais ( 50 - 60 Hz ), desde que a intensidade não exceda o valor de 9 mA, o choque não produz alterações de conseqüências graves, quando a corrente ultrapassa 9 mA, as contrações musculares tornam se mais violentas e podem chegar ao ponto de impedir que a vítima se liberte do contato com o circuito, se a zona torácica for atingida poderão ocorrer asfixia e morte aparente, a vítima poderá morrer se não for socorrida a tempo.Correntes maiores que 20 mA são muito perigosas, mesmo quando atuam durante curto espaço de tempo, as correntes da ordem de 100 mA, quando atingem a zona do coração, produzem fibrilação ventricular em apenas 2 ou 3 segundos, e a morte é praticamente certa. Correntes de alguns ampères, além de asfixia pela paralisação do sistema nervoso, produzem queimaduras extremamente graves, com necrose dos tecidos, nesta faixa de corrente não é possível o salvamento, a morte é instantânea.
5) Tempo de duração do choque elétrico
O tempo de duração do choque é de grande efeito nas consequências geradas, as correntes de curta duração tem sido inócuas, razão pela qual não se considerou a eletricidade estática, por outro lado quanto maior a duração mais danosos são os efeitos.
Para uma mesma corrente elétrica passando pelo corpo de uma maneira geral,quanto mais tempo persistir o choque elétrico, maiores são os danos e as suas conseqüências.
Na maioria das vezes, a própria contração muscular, devido ao choque elétrico, produz movimentos bruscos, livrando a pessoa do choque elétrico. Este caso ocorre em todos os níveis, porém é mais marcante no choque por alta tensão. Outras vezes o próprio desmaio por ação da queda do corpo livra a pessoa do choque elétrico.
6) Frequência da rede
O Limiar de Sensação da corrente cresce com o aumento da freqüência, ou seja correntes com frequências maiores são menos sentidas pelo organismo, estas correntes de altas frequências acima de 100.000 Hz, cujos efeitos se limitam ao aquecimento são amplamente utilizadas na medicina como fonte de febre artificial. Nessas condições pode se fazer circular até 1 A sobre o corpo humano sem causar perigo.
A tabela seguinte lista diversos valores de Limiar de Sensação em função do aumento da frequência da corrente elétrica.
Fenômenos Patológicos Críticos do Choques Elétrico
Qualquer atividade biológica, é originada de impulsos de corrente elétrica. Se essa corrente fisiológica interna somar-se a uma outra corrente de origem externa, devido a um contato elétrico, ocorrerá no organismo humano uma alteração das funções vitais normais que, dependendo da duração da corrente, pode levar a pessoa à morte.
4 Riscos em instalações e serviços com eletricidade 2
a) Tetanização
b) Parada respiratória
c) Queimadura
Queimadura de 1º grau:
Queimaduras de 2º grau:
Queimaduras de 3º grau:
Extensão ou Severidade da Queimadura
5 Riscos em instalações e serviços com eletricidade 3
d) Fibrilação ventricular
Arco Elétrico
6 Riscos Em Instalações E Serviços Com Eletricidade 4
Campos Eletromagnéticos
7 Medidas de controle do risco
Desenergização
A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a seqüência a seguir:
Seccionamento
Seja por chaves, disjuntores, etc. É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado entre um circuito ou dispositivo e outro, obtida mediante o acionamento de dispositivo apropriado (chave seccionadora, interruptor, disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.
Impedimento de reenergização
É o estabelecimento de condições que impedem, de modo reconhecidamente garantido, a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento. Na prática trata-se da aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou com sistemas informatizados equivalentes. A utilização de cadeados (que só poderá ser aberto por quem está realizando o serviço), por exemplo é uma medida que impede desavisados terem acesso ao seccionador (para reenergização acidental ou intencional). A desenergização de circuito ou mesmo de todos os circuitos numa instalação deve ser sempre programada e amplamente divulgada para que a interrupção da energia elétrica reduza os transtornos e a possibilidade de acidentes. A reenergização deverá ser autorizada mediante a divulgação a todos os envolvidos.
Constatação da ausência de tensão
Após o seccionamento (pois possa ser que a manobra não fora bem sucedida (problemas mecânicos)). É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Deve ser feita com detectores testados antes e após a verificação da ausência de tensão, sendo realizada por contato ou por aproximação e de acordo com procedimentos específicos.
Instalação de Aterramento Temporário com Eqüipotencialização dos Condutores dos Circuitos
Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado a uma haste conectada à terra. Na seqüência, deverão ser conectadas as garras de aterramento aos condutores fase, previamente desligados. Tal medida garante a inexistência de tensão entre os condutores, além de estabelecer onde ocorrerá o curto-circuito o curto se dará logo após ao seccionamento (onde a equipotencialização está).
Proteção dos Elementos Energizados Existentes na Zona Controlada
Utilizado para que sejam evitados contatos acidentais com outros equipamentos. No momento da realização do trabalho, a pessoa tem que se preocupar apenas com o serviço que está realizando; para isso, ele precisa eliminar os outros riscos, como o de contato acidental com os outros elementos energizados. Define-se zona controlada como, área em torno da parte condutora energizada, segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados, como disposto no anexo II da Norma Regula-mentadora Nº10. Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação invólucros, etc.
Instalação da Sinalização de Impedimento de Reenergização
Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável. Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados. No caso de método alternativo, procedimentos específicos deverão assegurar a comunicação da condição impeditiva de energização a todos os possíveis usuários do sistema.
Aterramento Funcional (TN / TT / IT); de Proteção; Temporário
A finalidade básica do aterramento em qualquer edificação é a segurança para o usuário e para o equipamento ligado a uma fonte elétrica.
Promover a segurança. Essa é a principal finalidade de um aterramento, projetado para evitar correntes de modo comum, assegurando tranquilidade para o usuário de uma instalação de um prédio, de uma empresa, de uma casa, e também a segurança do equipamento eventualmente ligado a uma fonte elétrica.
Um aterramento pode ser projetado para escoar descarga elétrica atmosférica, e com essa finalidade ele faz parte de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas, e sua função é a de simplesmente conduzir a carga que estava na nuvem e que deve descer para neutralizar uma outra carga oposta. Uma outra finalidade básica do aterramento é no âmbito de sistema de controle, comando e proteção, no que se refere à compatibilidade eletromagnética.
Esta compatibilidade está associada à fonte de indução eletromagnética que pode perturbar o funcionamento de um equipamento, e que pode ser por ele perturbada. Ou seja, um equipamento pode ser uma origem de perturbação de natureza eletromagnética e, ao mesmo tempo, pode sofrer efeitos desse tipo de perturbação. O aterramento, ao qual todo tipo de equipamento deve estar ligado, tem uma série de requisitos para atender a esse tipo de conceito de compatibilidade eletromagnética, e evitar que ele receba ou produza ruído externo.Esses ruídos são chamados de campo magnético.
O conceito de aterramento em instalações elétricas de BT. Aterrar é prover um sistema ou instalação de um potencial de referência e/ou de um caminho de baixa impedância para a corrente de falta
Quanto ao primeiro aspecto da definição parece bem claro a todos, mas quanto ao segundo, ainda nos dias atuais podemos encontrar muitas instalações que ainda não consideram este aspecto muito importante.
Neste aspecto, a terra deve ser considerada um elemento do circuito por onde pode circular uma corrente, seja ela, proveniente de uma falta ou descarga atmosférica No caso da corrente de falta o fenômeno é eletrodinâmico e a corrente percorre sempre um caminho fechado incluindo a fonte e a carga. No caso da descarga atmosférica o fenômeno é eletrostático a corrente circula pela terra para neutralizar as cargas.
Tipos de aterramento
Os aterramentos podem ser classificados, segundo a sua função na instalação elétrica, em:
a) Aterramento funcional: aterramento de um condutor vivo (normalmente o neutro), objetivando o correto funcionamento da instalação;
b) Aterramento de proteção: aterramento das massas e dos elementos estranhos, objetivando a proteção contra choques (contatos indiretos).
c) Aterramento temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional à terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica.
Esquemas de Aterramento
O fator mais importante na limitação da corrente de falta, é o fato desta corrente ter no percurso eletrodos de aterramento. O esquema de aterramento é a classificação que define se a corrente de falta vai passar pelo eletrodo de aterramento ou não é o esquema de aterramento.
O conceito de esquemas é muito útil quando há necessidade de definir os aterramentos sem ambiguidades.
Trata-se de uma classificação de todas as combinações possíveis de ligações do condutor neutro e do condutor de proteção nos eletrodos de aterramento ou seja, todas as combinações possíveis e/ou aplicáveis de interligações entre os aterramentos: funcional e de proteção. Por esta classificação, o aterramento do neutro e sua ligação com o condutor de proteção ficam completamente definidos com apenas três letras, sem deixar margem a dúvidas.
O esquema de aterramento é um importante fator na proteção contra choques por contatos indiretos e contra sobretensões.
Classificação dos esquemas
Conforme a NBR-5410/2004 as figuras 1 a 5, que ilustram os esquemas de aterramento, devem ser interpretadas de forma genérica. Elas utilizam como exemplo sistemas trifásicos. As massas indicadas não simbolizam um único, mas sim qualquer número de equipamentos elétricos. Além disso, as figuras não devem ser vistas com conotação espacial restrita. Deve-se notar, neste particular, que como uma mesma instalação pode eventualmente abranger mais de uma edificação, as massas devem necessariamente compartilhar o mesmo eletrodo de aterramento, se pertencentes a uma mesma edificação, mas podem, em princípio, estar ligadas a eletrodos de aterramento distintos, se situadas em diferentes edificações, com cada grupo de massas associado ao eletrodo de aterramento da edificação respectiva. Nas figuras são utilizados os seguintes símbolos:
Na classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia:
Primeira letra - Situação da alimentação em relação à terra:
• T = um ponto diretamente aterrado;
• I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de impedância;
Segunda letra - Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:
• T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto da alimentação;
• N = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto aterrado é normalmente o ponto neutro);
8 Medidas de controle do risco 2
Outras letras (eventuais) - Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:
Esquema TN
Esquema de aterramento TT
Esquema de aterramento IT
Aterramento temporário
9 Medidas De Controle Do Risco 3
Equipotencialização
Equipotencialização principal
Seccionamento Automático da Alimentação
10 Medidas De Controle Do Risco 4
Dispositivo de Proteção a Corrente Diferencial-Residual
Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório
Defini-se como:
11 Medidas De Controle Do Risco 5
Nota
nota
Barreiras e Invólucros
Bloqueios e Impedimentos
12 Medidas De Controle Do Risco 6
Uso de obstáculos
Distâncias mínimas a serem obedecidas nas passagens destinadas à operação e/ou manutenção quando for assegurada proteção parcial por meio de obstáculos
Isolamento das Partes Vivas
Isolação dupla ou reforçada
Colocação Fora de Alcance
13 Medidas De Controle Do Risco 7
Zona de alcance normal
Separação elétrica individual
14 Técnicas de análise de riscos
A classificação do risco é um fator crítico em qualquer situação de Gerenciamento da Segurança, mas as técnicas que agora estão sendo disponibilizadas, auxiliadas pela crescente disponibilidade dos Bancos de Dados, permitirão, de agora em diante, a determinação dos riscos com uma exatidão cada vez maior. Qualquer risco poderá então ser calculado e otimizado para o bem da comunidade. A.J. Herbert (1976)
Principais Técnicas de Análise de Riscos
Existem várias técnicas de Análises de Risco. Entre elas, algumas das mais conhecidas são:
Análise Preliminar de Riscos (APR) - Preliminary Hazard Analysis (PHA)
Também chamada de Análise Preliminar de Perigos (APP).
De acordo com DE CICCO e FANTAZZINI (1994b), a Análise Preliminar de Riscos (APR) consiste no estudo, durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema, com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes na sua fase operacional.
A APR é, portanto, uma análise inicial qualitativa, desenvolvida na fase de projeto e desenvolvimento de qualquer processo, produto ou sistema, possuindo especial importância na investigação de sistemas novos de alta inovação e/ou pouco conhecidos, ou seja, quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente. Apesar das características básicas de análise inicial, é muito útil como ferramenta de revisão geral de segurança em sistemas já operacionais, revelando aspectos que às vezes passam despercebidos.
A APR não é uma técnica aprofundada de análise de riscos e geralmente precede outras técnicas mais detalhadas de análise, já que seu objetivo é determinar os riscos e as medidas preventivas antes da fase operacional.
Os princípios e metodologias da APR consistem em proceder-se uma revisão geral dos aspectos de segurança de forma padronizada, descrevendo todos os riscos e fazendo sua categorização.
A partir da descrição dos riscos são identificadas as causas (agentes) e efeitos (conseqüências) dos mesmos, o que permitirá a busca e elaboração de ações e medidas de prevenção ou correção das possíveis falhas detectadas.
Desta forma, a APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de controle e prevenção de riscos desde o início operacional do sistema, o que permite revisões de projeto em tempo hábil, no sentido de dar maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere ao controle de riscos.
Segundo DE CICCO e FANTAZZINI (1994b), o desenvolvimento de uma APR passa por algumas etapas básicas, a saber:
a) Revisão de problemas conhecidos: Consiste na busca de analogia ou similaridade com outros sistemas, para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido, tomando como base a experiência passada.
b) Revisão da missão a que se destina: Atentar para os objetivos, exigências de desempenho, principais funções e procedimentos, ambientes onde se darão as operações, etc.. Enfim, consiste em estabelecer os limites de atuação e delimitar o sistema que a missão irá abranger: a que se destina, o que e quem envolve e como será desenvolvida.
c) Determinação dos riscos principais: Identificar os riscos potenciais com potencialidade para causar lesões diretas e imediatas, perda de função (valor), danos à equipamentos e perda de materiais.
d) Determinação dos riscos iniciais e contribuintes: Elaborar séries de riscos, determinando para cada risco principal detectado, os riscos iniciais e contribuintes associados.
e) Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos:Elaborar um brainstorming dos meios passíveis de eliminação e controle de riscos, a fim de estabelecer as melhores opções, desde que compatíveis com as exigências do sistema.
f) Analisar os métodos de restrição de danos: Pesquisar os métodos possíveis que sejam mais eficientes para restrição geral, ou seja, para a limitação dos danos gerados caso ocorra perda de controle sobre os riscos.
g) Indicação de quem levará a cabo as ações corretivas e/ou preventivas: Indicar claramente os responsáveis pela execução de ações preventivas e/ou corretivas, designando também, para cada unidade, as atividades a desenvolver.
A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação, porém, como já foi enfatizado, necessita ser complementada por técnicas mais detalhadas e apuradas. Em sistemas que sejam já bastante conhecidos, cuja experiência acumulada conduz a um grande número de informações sobre riscos, esta técnica pode ser colocada em by-pass e, neste caso, partir-se diretamente para aplicação de outras técnicas mais específicas.
Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE) - Failure Modes and Effects Analysis (FMEA)
A Análise de Modos de Falha e Efeitos é uma análise detalhada, podendo ser qualitativa ou quantitativa, que permite analisar as maneiras pelas quais um equipamento ou sistema pode falhar e os efeitos que poderão advir, estimando ainda as taxas de falha e propiciado o estabelecimento de mudanças e alternativas que possibilitem uma diminuição das probabilidades de falha, aumentando a confiabilidade do sistema.
A AMFE é realizada primeiramente de forma qualitativa, quer na revisão sistemática dos modos de falha do componente, na determinação de seus efeitos em outros componentes e ainda na determinação dos componentes cujas falhas têm efeito crítico na operação do sistema, sempre procurando garantir danos mínimos ao sistema como um todo. Posteriormente, pode-se proceder à análise quantitativa para estabelecer a confiabilidade ou probabilidade de falha do sistema ou subsistema, através do cálculo de probabilidades de falhas de montagens, subsistemas e sistemas, a partir das probabilidades individuais de falha de seus componentes, bem como na determinação de como poderiam ser reduzidas estas probabilidades, inclusive pelo uso de componentes com confiabilidade alta ou pela verificação de redundâncias de projeto.
Análise de Árvore de Eventos (AAE) - Event Tree Analysis (ETA)
A Análise da Árvore de Eventos (AAE) é um método lógico-indutivo para identificar as várias e possíveis conseqüências resultantes de um certo evento inicial.
Conforme ESTEVES (198-?), a técnica busca determinar as frequências das conseqüências decorrentes dos eventos indesejáveis, utilizando encadeamentos lógicos a cada etapa de atuação do sistema.
Nas aplicações de análise de risco, o evento inicial da árvore de eventos é, em geral, a falha de um componente ou subsistema, sendo os eventos subsequentes determinados pelas características do sistema.
Para o traçado da árvore de eventos as seguintes etapas devem ser seguidas:
a) Definir o evento inicial que pode conduzir ao acidente;
b) Definir os sistemas de segurança (ações) que podem amortecer o efeito do evento inicial;
15 Técnicas de análise de riscos 2
Análise de Árvore de Falhas (AAF) - Fault Tree Analysis (FTA)
16 Normas técnicas brasileiras- NBR da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 e outras
O subitem 10.1.2 da NR 10 define que todas as etapas referentes a projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, devem ser norteadas pelas normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis. Portanto torna-se fundamental o uso de normas técnicas. Dentre uma gama de normas disponibilizadas para cada fim podemos citar:
Objetivo
Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.
Esta Norma aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações, qualquer que seja seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), incluindo aspré-fabricadas.
Esta Norma aplica-se também às instalações elétricas:
a) em áreas descobertas das propriedades, externas às edificações;
b) de reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings), marinas e instalações análogas; e
c) de canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.
Esta Norma aplica-se:
a) aos circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1 000 V em corrente alternada,com frequências inferiores a 400 Hz, ou a 1 500 V em corrente contínua;
b) aos circuitos elétricos, que não os internos aos equipamentos, funcionando sob uma tensão superior a 1 000 V e alimentados através de uma instalação de tensão igual ou inferior a 1 000 V em corrente alternada (por exemplo, circuitos de lâmpadas a descarga, precipitadores eletrostáticos etc.);
c) a toda fiação e a toda linha elétrica que não sejam cobertas pelas normas relativas aos equipamentos de utilização; e
d) às linhas elétricas fixas de sinal (com exceção dos circuitos internos dos equipamentos).
A aplicação às linhas de sinal concentra-se na prevenção dos riscos decorrentes das influências mútuas entre essas linhas e as demais linhas elétricas da instalação, sobretudo sob os pontos de vista da segurança contra choques elétricos, da segurança contra incêndios e efeitos térmicos prejudiciais e da compatibilidade eletromagnética.
Esta Norma aplica-se às instalações novas e a reformas em instalações existentes.
Modificações destinadas a, por exemplo, acomodar novos equipamentos elétricos, inclusive de sinal, ou substituir equipamentos existentes, não caracterizam necessariamente uma reforma geral da instalação.
Esta Norma não se aplica a:
a) instalações de tração elétrica;
b) instalações elétricas de veículos automotores;
c) instalações elétricas de embarcações e aeronaves;
d) equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida que não comprometam a segurança das instalações;
e) instalações de iluminação pública;
f) redes públicas de distribuição de energia elétrica;
g) instalações de proteção contra quedas diretas de raios. No entanto, esta Norma considera as conseqüências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações (por exemplo, seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões);
h) instalações em minas;
i) instalações de cercas eletrificadas (ver IEC 60335-2-76).
Objetivo
Esta Norma estabelece um sistema para o projeto e execução de instalações elétricas de média tensão, com tensão nominal de 1,0 kV a 36,2 kV, à frequência industrial, de modo a garantir segurança e continuidade de serviço.
17 Normas técnicas brasileiras- NBR da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 e outras 2
Norma Brasileira ABNT NBR 5419
Objetivo
Referências normativas
Características gerais
18 Normas Técnicas Brasileiras- NBR Da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 E Outras 3
O nível de proteção do SPDA deve ser determinado conforme a tabela B.6.
O tipo e o posicionamento do SPDA devem ser estudados cuidadosamente no estágio de projeto da edificação, para se tirar o máximo proveito dos elementos condutores da própria estrutura. Isto facilita o projeto e a construção de uma instalação integrada, permite melhorar o aspecto estético, aumentar a eficiência do SPDA e minimizar custos.
O acesso à terra e a utilização adequada das armaduras metálicas das fundações como eletrodo de aterramento podem não ser possíveis após o início dos trabalhos de construção. A natureza e a resistividade do solo devem ser consideradas no estágio inicial do projeto. Este parâmetro pode ser útil para dimensionar o subsistema de aterramento, que pode influenciar certos detalhes do projeto civil das fundações.
Para evitar trabalhos desnecessários, é primordial que haja entendimentos regulares entre os projetistas do SPDA, os arquitetos e os construtores da estrutura.
O projeto, a instalação e os materiais utilizados em um SPDA devem atender plenamente a esta Norma. Não são admitidos quaisquer recursos artificiais destinados a aumentar o raio de proteção dos captores, tais como captores com formatos especiais, ou de metais de alta condutividade, ou ainda ionizantes, radioativos ou não. Os SPDA que tenham sido instalados com tais captores devem ser redimensionados e substituídos de modo a atender a esta Norma.
Cancelamentos/Substituições
As Normas Brasileiras listadas a seguir foram canceladas devido à substituição por outra Norma Brasileira, atualização tecnológica, incorporação à outra Norma Brasileira, não-revisão ou não-revalidação após 10 anos e/ou atendimento a imposições legais.
ABNT/CB-03 – comitê brasileiro de eletricidade
Instalações elétricas em atmosferas explosivas
Substituída pela ABNT NBR IEC 60079-14:2006 – Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Parte 14: Instalação elétrica em áreas classificadas (exceto minas) Válida a partir de 13.09.2007.
Norma Brasileira ABNT NBR 5420 (Substituição)
Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Invólucros com pressurização ou diluição contínua – Tipo de proteção p.
Substituída pela ABNT NBR IEC 60079-2:2007 – Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Parte 2: Invólucro pressurizado Válida a partir de 13.09.2007.
Norma Brasileira ABNT NBR 5361:1998 (Cancelamento)
Disjuntores de Baixa Tensão
cancelamento sem substituição
Este Cancelamento sem substituição da ABNT NBR 5361:1998 foi solicitado pelo Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), por intermédio de seu Superintendente.
justificativa para o cancelamento
Em função da expiração do prazo de validade prescrito no prefácio da ABNT NBR 5361:1998. A publicação do cancelamento em 21.07.2006 deve-se a anulação da decisão judicial que suspendia o cancelamento da norma.
Norma Brasileira ABNT NBR 6147:2000 (Cancelamento)
Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo – Especificação
Publicada 30.11.2004 .Válida a partir de 31.01.2005
cancelamento com substituição
Este Cancelamento com substituição da ABNT NBR 6147:2000 foi solicitado pelo Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), por intermédio da Comissão de Estudo de Interruptores, Plugues e Tomadas de Uso Doméstico e Análogo (CE-03:023.02).
Esta Norma deverá ser substituída pela ABNT NBR NM 60884-1:2004 - Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo - Parte 1: Requisitos gerais (IEC 60884-1:1994, MOD) NM – Norma do Mercosul.
19 Regulamentações do MTE
Atualmente as normas do Ministério do Trabalho e Emprego são definidas em 33 Normas Regulamentadoras,todas disponibilizadas no site:
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras
NR 1 - Disposições Gerais
As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).
As disposições contidas nas Normas Regulamentadoras – NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos sindicatos representativos das respectivas categorias profissionais. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83)
A observância das Normas Regulamentadoras - NR não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios, e outras, oriundas de convenções e acordos coletivos de trabalho. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83)
Embargo ou Interdição
O Delegado Regional do Trabalho ou Delegado do Trabalho Marítimo, conforme o caso, à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisão tomada, com a brevidade que a ocorrência exigir, as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).
Considera-se grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).
A interdição importará na paralisação total ou parcial do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).
O embargo importará na paralisação total ou parcial da obra. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).
Considera-se obra todo e qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação, manutenção e reforma. (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).
Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho
As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, manterão, obrigatoriamente, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. (104.001-4 / I2).
O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da, atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento, constantes dos Quadros I e II, anexos, observadas as exceções previstas nesta NR. (104.002-2 / I1)
Do Objetivo
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
Da Constituição
Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. (205.001-3/ I4).
As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos. (205.002-1/ I4).
Equipamento de Proteção Individual – EPI
Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.
Do objeto
Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.
Esta NR estabelece os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO, podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho.
Caberá à empresa contratante de mão-de-obra prestadora de serviços informar a empresa contratada dos riscos existentes e auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO nos locais de trabalho onde os serviços estão sendo prestados. (Alteração dada pela Portaria n.º 8, de 05-05-96 / DOU de 09-05-96, republicada em 13-05-96).
20 Regulamentações do MTE 2
Edificações (108.000-8)
Objetivo e Campo de Aplicação
NR 17 - Ergonomia
Proteção Contra Incêndios (123.000-0)
Saídas
Sinalização de Segurança
21 Equipamentos de proteção coletiva- EPC
Cone de Sinalização
Fita de Sinalização
Sinalizador Eletrônico
Banqueta Isolante
Tapete de Borracha Isolante
Isolação/Dimensão:
Cores:
Características:
Lençol de Borracha Isolante Classe 0
22 Equipamento de proteção individual- EPI
Segundo a NR-6, considera-se Equipamento de Proteção Individual, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.
Cabe ao empregador quanto ao EPI :
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
Conforme o Art. 157 da CLT
Cabe às empresas:
I. Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II. Instruir o empregado, através de ordens de serviço, quanto às precauções a serem tomadas no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças profissionais.
Conforme o Art. 158 da CLT
Cabe aos empregados:
I. Observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador.
II. Colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste capítulo (V)
Parágrafo único – Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:
A observância das instruções expedidas pelo empregador;
Ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI‘s fornecidos pela empresa.
23 Equipamento de proteção individual- EPI 2
Dentre os EPI‘s utilizados em serviços elétricos podemos citar:
Capacete de proteção
Equipamento utilizado para a proteção da cabeça do usuário contra impactos e perfurações provenientes da queda de objetos e riscos associados ao trabalho com alta voltagem.
Aba Frontal
É um dos capacetes mais conhecidos do mercado, formando um verdadeiro sistema de proteção à cabeça, contra impactos perigosos em usos gerais e industriais. Aba Frontal é formado por dois componentes básicos.
Casco
Injetado numa única peça em polietileno de alta densidade, sem porosidade, não sendo condutor de corrente elétrica e com alta resistência dielétrica. Possui fendas laterais (Slot) para que sejam acoplados protetores faciais e auditivos. Disponível em diversas cores.
Suspensão
Encontrada em 2 modelos: Fikafirme e Catraca (ajuste giratório). As Suspensões possuem cinta ajustável e dupla fita amortecedora com 4 pontos de apoio, formando um eficiente sistema de amortecimento, em caso de impacto. Possui ainda, testeira absorvedora de suor.
Aba Total
O Capacete também pode ser fornecido no modelo Aba Total, que não possui fendas laterais (slot), sendo ideal para trabalhos com eletricidade. As outras características são as mesmas do modelo Aba Frontal..
Conjugado com protetor facial
Conjugado com protetor auricular tipo abafador
Como utilizar corretamente:
• A suspensão deverá estar posicionada a uma distância de 40 mm em relação ao casco do capacete.
• A suspensão deverá estar adequadamente presa ao capacete e estar ajustada à cabeça do empregado.
• Nunca coloque ou carregue objetos entre a suspensão e o casco ou entre a suspensão e a sua cabeça. Este espaço é necessário quando o conjunto casco/suspensão absorve a força do impacto.
Higienização
• Limpá-lo mergulhando por 1 minuto num recipiente contendo água com detergente ou sabão neutro;
• O casco deve ser limpo com pano ou outro material que não provoque atrito, evitando assim a retirada da proteção isolante de silicone (brilho), fator que prejudica a rigidez dielétrica do mesmo;
• Secar a sombra.
Conservação
Evitar atrito nas partes externas, mal acondicionamento e contato com substâncias químicas.
Protetor Auricular
Protetor auricular, também conhecido como protetor de ouvido ou earplug, é um aparelho de proteção projetado para ser utilizado no canal auditivo externo, protegendo o ouvido de quem o usa de barulhos altos, entrada de água ou vento excessivo.
Tipos Inserção e Plug
Aplicação:
Deve ser utilizado em situações onde o nível de ruído é elevado e em áreas onde o seu uso é obrigatório.
Como utilizar corretamente:
• Para a correta utilização, levar a mão sobre a cabeça, segurando a orelha oposta, abrindo o canal auditivo e introduzir o Protetor Auricular Plug, até atingir o ponto correto de atenuação, conforme recomendação anexa ao produto.
• Como forma de prevenção contra contaminações auditivas(otites), fazer um nó em um dos lados no cordão do referido protetor auricular, para sempre utilizar o mesmo lado, evitando assim a contaminação do outro ouvido.
Cuidados necessários:
• Mantenha o protetor auricular sempre limpo e em boas condições de uso.
• Não manusear com as mãos sujas.O equipamento não deve ter contato com álcool ou outros solventes químicos.
• Quando não utilizado, conservar na caixa, livre de contatos com sujeira e produtos químicos.
Protetor Auricular Tipo Fone , Abafador Ou Concha
Protetor auditivo circum-auricular constituído por 2 conchas em plástico, resistente a choque mecânico, revestidas com almofadas de espuma em suas laterais (que entram em contato com a cabeça do usuário) e no interior das conchas possui também um arco que serve para manter as conchas firmemente seladas contra a região das orelhas do usuário.
Aplicação:
Deve ser utilizado em situações onde o nível de ruído é elevado e em áreas onde o seu uso é obrigatório.
Como utilizar corretamente:
• Alinhe a altura das conchas de acordo com o tamanho de sua cabeça, de modo que as conchas cubram completamente o ouvido.
• Retire o excesso de cabelo que estiver entre o abafador e o ouvido.
• Certifique-se de que a vedação é satisfatória, sem a interferência de objetos como elástico de respiradores ou armação de óculos, de modo a obter melhor desempenho.
24 Equipamento De Proteção Individual- EPI 3
Cuidados necessários:
Higienização
Conservação
25 Segurança em projetos
É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização, para sinalização de advertência com indicação da condição operativa.
O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação de dispositivo de seccionamento de ação simultânea, que permita a aplicação de impedimento de reenergização do circuito.
O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas, quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção.
Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, sinalização, controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente, salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento, respeitadas as definições de projetos.
O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade.
Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito seccionado.
Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário.
O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado.
O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado.
O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo, os seguintes itens de segurança:
a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos, queimaduras e outros riscos adicionais;
b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde – ―D‖, desligado e Vermelho - ―L‖, ligado);
c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações;
d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalações;
e) precauções aplicáveis em face das influências externas;
f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinados à segurança das pessoas; e
g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica.
Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia.
Segurança na construção, montagem, operação e manutenção
As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado, conforme dispõe esta NR.
Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança.
Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as características de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas.
Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes.
As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos.
Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos.
Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas.
Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens anteriores e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às condições de qualificação, habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR.
segurança em instalações elétricas desenergizadas
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a sequência abaixo:
a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
26 Equipamentos 1
Tensão máxima de uso = 0.95 da tensão de ensaio – 2000V
Tamanhos
Cores das Luvas
Como utilizar corretamente:
Cuidados necessários:
Inflador de Luvas
Instruções de Uso
Normas Técnicas
27 Equipamentos 2
Título: Luvas isolantes de borracha
Objetivo: Fixa condições mínimas exigíveis para as luvas isolantes de borracha de proteção contra choques elétricos que possam atingir os eletricistas quando em contato com condutores ou equipamentos elétricos energizados.
Código: NBR13393
Título: Luva à base de borracha natural.
Objetivo: Fixa requisitos exigíveis para o recebimento de luvas à base de borracha natural, com a finalidade de garantir um produto eficaz quanto ao seu desempenho.
Certificação de Aprovação- CA
A comercialização do equipamento de proteção individual somente poderá ocorrer quando a empresa fornecedora possuir Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho. A emissão do Certificado esta condicionada à homologação do produto e respectivo apostilamento ao título de registro da empresa fabricante ou importadora.
A empresa fabricante ou importadora deve comunicar imediatamente ao Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho qualquer alteração em seu registro ou de seus produtos.
Exemplo do Certificação de Aprovação - CA de uma Luva de Borracha
Nº do CA: 9853 Nº do Processo: 46000.010204/02-91
Data de Emisão: 21/6/2004 Validade: 21/06/2009
Tipo do Equipamento: LUVA DE SEGURANÇA ISOLANTE DE BORRACHA
Natureza: Importado
Descrição do Equipamento:
Luva de segurança, isolante de borracha, tipo 1, classes 00, 0, 1, 2, 3 e 4. todas as luvas possuem orla, e são fornecidas nas seguintes cores: classe 00 na cor vermelha, com faixa bege localizada no dorso da luva próxima à orla; classe 0 nas cores preta e amarela/preta (amarela na face externa e preta na face interna), com faixa vermelha localizada no dorso da luva próxima à orla; classe 1 nas cores preta e amarela/preta (amarela na face externa e preta na face interna), com faixa branca localizada no dorso da luva próxima à orla; classe 2 nas cores preta, amarela/preta (amarela na face externa e preta na face interna), com faixa amarela localizada no dorso da luva próxima à orla; classe 3 nas cores preta e amarela/preta (amarela na face externa e preta na face interna), com faixa verde localizada no dorso da luva próxima à orla; e classe 4 nas cores preta, amarela/preta (amarela na face externa e preta na face interna), com faixa laranja localizada no dorso da luva próxima à orla. ref.: E0014R (luva vermelha, classe 00 - tensão máxima de uso:500 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E014B (luva preta, classe 0 - tensão máxima de uso: 1000 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E014BY (luva amarela e preta, classe 0 - tensão máxima de uso: 1.000 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); e114b (luva preta, classe 1 - tensão máxima de uso: 7.500 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E114YB (luva amarela e preta, classe 1 - tensão máxima de uso: 7.500 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E214B (luva preta, classe 2 - tensão máxima de uso: 17.000 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E214YB (luva preta e amarela, classe 2 - tensão máxima de uso: 17.000 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E214YB (luva preta e amarela, classe 2 - tensão máxima de uso: 17.000 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E316B (luva preta, classe 3 - tensão máxima de uso: 26.500 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E314YB (luva preta e amarela, classe 3 - tensão máxima de uso: 26.000 volts, nos tamanhos: 8, 8 ¹/², 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E414B (luva preta, classe 4 - tensão máxima de uso: 36.000 volts, nos tamanhos: 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12); E414YB (luva preta e amarela, classe 4 - tensão máxima de uso: 36.000 volts, nos tamanhos: 9, 9 ¹/², 10, 10 ¹/², 11, 11 ¹/² e 12).
Dados Complementares:
Norma: ABNT.NBR.10622/1989
Fabricante: INDÚSTRIA E COMÉRCIO LEAL LTDA
Aprovado: Proteção das mãos do usuário contra choques elétricos, conforme tensão máxima de uso das classes de cada referência acima mencionada
Observação: Não Informado.
Laudo/Atenuação
Tipo do Laudo: Laboratório
Laboratório: FUNDACENTRO / SP
Número do Laudo: 98/2004-A; 98/2004-B; 98/2004-C; 98/2004-D; 98/2004-E; 98/2004-F
Data do Laudo: Não Informado
Responsável: Não Informado
Registro Profissional:Não Informado
Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha
Luva de segurança, confeccionada em vaqueta na palma, dorso e dedos, com tira de ajuste no dorso, com fechamento em fivela de plástico, punho em raspa. Utilizada exclusivamente como proteção da luva isolante de borracha.
Aplicações:
Proteção das mãos do usuário contra agentes abrasivos e escoriantes, devendo ser usada como Luva de cobertura para trabalhos com alta tensão.
Higienização
Limpar utilizando pano limpo, umedecido em água e secar a sombra.
Conservação
Armazenar protegida de fontes de calor;
Se molhada ou úmida, secar a sombra.
Como utilizar corretamente:
Certifique-se que suas mãos estejam limpas e secas antes de calçar as luvas.
Não usar se estiver molhada, ou se seu interior estiver sujo.
Cuidados necessários:
• As luvas devem ser inspecionadas visualmente antes da utilização. A inspeção deve incluir o interior e a superfície externa;
• Não deixe suas luvas jogadas em qualquer lugar, impregnadas de substâncias agressivas e expostas a intempéries.
• Ao final das atividades guarde-a em local adequado.
• Não reutilize luvas que estejam rasgadas ou de alguma forma danificadas.
• Ao final das atividades guarde-a em local adequado, distante de umidade.
28 Equipamentos 3
Manga de proteção isolante de borracha
Utilizada para proteção do braço e ante braço do eletricista contra choque elétrico durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados.
Higienização
Lavar com água e detergente neutro;
Secar ao ar livre e a sombra;
Polvilhar talco industrial, externa e internamente.
Conservação
Armazenar em saco plástico, em ambiente seco e ventilado;
Se molhada, secar a sombra;
Nunca secar ao sol (pode causar efeito ressecamento).
Normas e/ou Documentos Complementares
As Mangas Isolantes são regulamentadas pela Norma Técnica NBR10623/89 – Mangas Isolantes de Borracha e NBR5456 – Eletricidade Geral
Classes
São estabelecidas 5 classes para as mangas de borracha:
Classe 0, Classe I, Classe 2, Classe 3, Classe 4, conforme valores indicados na Tabela 1
Óculos de Segurança
Equipamento utilizado para a proteção dos olhos do usuário contra impactos de partículas volantes multidirecionais.
Como utilizar corretamente:
Ajuste-o adequadamente ao rosto, evitando deixar aberturas que possam permitir a entrada de corpos estranhos, causando um acidente.
Cuidados necessários:
• Para a limpeza das lentes lave com água e sabão e enxágue em água limpa. No caso de uso de água e sabão deixe secar no ar ou use lenço de papel macio.
• Não use amônia, soluções alcalinas, solventes, etc.
• Não colocá-los sobre qualquer superfície deixando que as lentes tenham contato com a mesma.
• Não deixá-los próximo a fontes de calor.
• Não deixá-los em locais onde possam receber respingos de óleo, graxa ou qualquer outro produto químico.
• Nunca o guarde em bolsos traseiros.
• Óculos de segurança, modelo ampla-visão, constituído de armação confeccionada em uma única peça de material plástico transparente, com sistema de ventilação indireta composto de dezenove fendas localizadas nas bordas, tirante elástico para ajuste à face do usuário e visor de policarbonato incolor.
Luva de proteção tipo condutiva
Utilizada para proteção das mãos e punhos quando o empregado realiza trabalhos ao potencial.
Higienização
Lavar manualmente em água morna com detergente neutro, torcer suavemente e secar a sombra.
Conservação
Armazenar em local seco e limpo.
29 Equipamentos 4
Calçado de Segurança
Equipamento utilizado para a proteção dos pés do usuário, devendo ser utilizada obrigatoriamente nos trabalhos de campo.
Calçado de segurança, em couro, de amarrar, colarinho acolchoado, sistema Strobel,. Solado de poliuretano biodensidade, isolante elétrico, biqueira frontal em material resinado termo conformado com espessura mínima de 1,3 mm de alta resistência mecânica e térmica para maior conforto e proteção do usuário em áreas onde há influência de eletricidade.
Como utilizar corretamente:
Por se tratar de um calçado de fabricação rústica procure sempre fazer uso de meias de algodão.
Cuidados necessários:
• Mantenha seu calçado sempre limpo, antes de subir em torres certifique-se que o solado não esteja impregnado de óleo ou graxa.
• A fim de conservar a maciez e a resistência do couro, remova periodicamente a sujeira acumulada com pano levemente úmido, aguardar a secagem e aplicar produto de engraxe.
• Jamais secar ou armazenar o calçado próximo a fontes de calor e nem tão pouco ao sol. Altas temperaturas e tentativas de acelerar a secagem afetam negativamente o couro, endurecendo-o e favorecendo sua quebra devido à perda de flexibilidade e elasticidade. O certo é que o calçado seja seco à temperatura ambiente e à sombra.
• Ao armazenar o calçado, faça-o em lugar arejado, sem incidência de calor e livre de umidade.
Botas Condutivas
Utilizada para proteção dos pés quando o empregado realiza trabalhos ao potencial.
Composição
• Material de alta resistência e condutibilidade;
• Rabicho com colarinho acolchoado e desenho que acomoda toda a região do maléolo e do calcâneo;
• Bico toe-box;
• Palmilha condutiva especial;
• Solado de borracha isolante Labrador, com desenhos e ranhuras especiais;
Normas
Atende as prescrições das Normas:
ANSI Z41 e EN344.
Conservação e Higienização
• Engraxar com pasta adequada para a conservação de couros;
• Armazenar em local limpo, livre de poeira e umidade;
• Se molhado, secar a sombra;
• Nunca secar ao sol (pode causar efeito de ressecamento).
Meias Condutivas
Utilizada para proteção dos pés quando o empregado realiza trabalhos ao potencial.
Higienização
Lavar manualmente em água morna com detergente neutro, torcer suavemente e secar a sombra.
Conservação
Armazenar em local seco e limpo.
Perneira de segurança
Utilizada para proteção das pernas contra objetos perfurantes, cortantes e ataque de animais peçonhentos.
Conservação e Higienização
• Engraxar com pasta adequada para a conservação de couros;
• Armazenar em local limpo, livre de poeira e umidade;
• Se molhado, secar a sombra;
• Nunca secar ao sol (pode causar efeito de ressecamento).
Cinturão de segurança tipo pára-quedista
Utilizado para proteção do empregado contra quedas em serviços onde exista diferença de nível.
Higienização
• Lavar com água e sabão neutro;
•Enxaguar com água limpa e passar um pano seco e limpo para retirar o excesso de umidade;
• Secar a sombra, em local ventilado;
• Caso haja contato com produtos químicos não lavar, encaminhá-lo para teste.
Conservação
Armazenar em local protegido da umidade, ação direta de raios solares, produtos químicos, solventes, vapores e fumos;
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Cinturão de segurança tipo abdominal
Cinto de Segurança abdominal, encontrado em couro ou material sintético, com trava simples ou dupla em aço forjado.
Aplicações
Proteção do usuário no posicionamento em trabalhos em altura, para trabalhos estacionários tais como: eletricidade, trabalhos em telefonia, etc..
Talabarte de segurança
Utilizado para proteção do empregado contra queda em serviços onde exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo pára-quedista e mosquetão tripla trava.
Tipos:
• Talabarte Regulável
• Talabarte em Y
Higienização
• Limpar com pano umedecido;
• Lavar periodicamente com água e sabão neutro, secando a sombra e local ventilado.
Conservação
• Armazenar em local seco, sem dobrar;
• Se molhado, secar a sombra em local ventilado.
Dispositivo trava-quedas
Utilizado para proteção do empregado contra queda em serviços onde exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo pára-quedista.
Higienização
Após o uso, escovar as partes metálicas.
Conservação
Armazenar protegido da umidade e ação direta dos raios solares;
Manter afastado de produtos químicos;
Se molhado, secar a sombra em local ventilado.
Como utilizar corretamente:
• Todos os Trava-quedas devem ser utilizados, obrigatoriamente, com cinto de segurança tipo pára-quedista. A ligação do aparelho ao cinto (talabarte) deve ser, obrigatoriamente, nas costas (dorsal) ou peito (frontal).
• Antes de usar o cinto não se esqueça de testar o aparelho. Para isso:
1) Coloque o aparelho com cinto no cabo vertical.
2) Puxe o cinto para cima até que o aparelho desloque-se alguns centímetros para cima.
3) Só use o aparelho após constatar que o mesmo trava-se imediatamente no cabo vertical após o cinto deixar de ser puxado para cima.
Nota: Cada aparelho deve proteger uma só pessoa. O cabo de ligação entre a pessoa e o aparelho (talabarte) é constituído de dois mosquetões e no máximo seis elos de corrente.
Inspeção de pré-uso:
Os Trava-quedas não devem ter rebites frouxos, peças gastas, tortas ou de aparência duvidosa.
Nota: inutilizar o aparelho que apresentar algum dos problemas acima.
Manutenção:
• Manter os Trava-quedas limpos, afastados de produtos químicos nocivos ao aço inox e protegidos das intempéries em local seco.
• Os aparelhos poderão ficar mergulhados em solventes para limpeza e ter seus eixos lubrificados com óleo tipo máquina de costura, para voltar a ter perfeita mobilidade.
• Os Trava-quedas, sem o mosquetão, devem apresentar perfeita mobilidade das alavancas, isto é, movendo totalmente as alavancas para cima, elas devem retornar totalmente e rapidamente à sua posição original.
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Mosquetão
É um dispositivo de segurança de alta resistência com capacidade para suportar forças de 22kN no mínimo. Tem a função de prover elos e também funciona como uma polia com atrito.
Para contar com a máxima resistência do equipamento, deve-se dar atenção ao uso e a manutenção.
A resistência do mosquetão varia com o sentido de tração, sendo mais resistente pelas extremidades do que pelas laterais. Não deve sofrer torções, por isso deve ser instalado cor-retamente, prevendo-se a forma como será solicitado sob tensão ou dentro de um sistema que deterá uma queda.
Cordas Dinâmicas
São cordas de alto estiramento (alongamento), fabricadas para ter elasticidade de 6 % a 10% com uma carga de 80Kg e de 40% com carga de ruptura. Esta característica lhe permite absorver o impacto em caso de queda do trabalhador sem transferir a força do impacto, evitando assim lesões. É importante usar uma corda de boa construção para situações em que o fator de queda seja elevado.
Porém, uma corda que alonga pode ser uma desvantagem quando utilizada para resgate, ou quando se precisa descer uma carga do alto de um prédio ou uma maca suspensa por corda em operação de resgate. Por outro lado, as cordas dinâmicas são menos resistentes à abrasão e desgaste.
Outro fator importante é o exercício periódico do treinamento de resgate, pois ao longo do tempo vários conceitos são esquecidos.
Cordas Estáticas
É uma corda que possui uma alma de nylon de baixo estiramento (alongamento), sendo seus cordões internos os que aportam a maior resistência ao esforço. Para que a resistência da corda seja consistente, estes cordões devem ser contínuos, sem emendas ao longo de toda a corda. Ao mesmo tempo, para garantir uma elasticidade mínima, estes cordões devem ser paralelos entre si, ao contrário das cordas dinâmicas em que são torcidos. Ou seja, a alma (kern) é quem suporta a carga, sendo a capa (mantle) a responsável pela proteção contra sujeira, abrasão e desgaste.
As cordas utilizadas para sustentação da cadeira suspensa ou como cabo-guia para fixação do trava-queda e cinturão de segurança tipo pára-quedista ou, ainda, como elemento de ligação deste ao cabo-guia, deverão obedecer as seguintes especificações do Ministério do Trabalho e Emprego:
a) Deve ser constituído de trançado triplo e alma central.
b) Trançado externo em multifilamento de poliamida.
c) Trançado intermediário e o alerta visual de cor amarela em multifilamento de polipropileno ou poliamida na cor amarela com o mínimo de 50% de identificação, não podendo ultrapassar 10% da densidade linear.
d) Trançado interno em multifilamento de poliamida.
e) Alma central torcida em multifilamento de poliamida.
f) Construção dos trançados em máquina com 16, 24, 32 ou 36 fusos.
g) Número de referência: 12 (diâmetro nominal em mm).
h) Densidade linear 95 + 5 KTEX (igual a 95 + 5 g/m).
i) Carga de ruptura mínima 20 kN.
j) Carga de ruptura mínima de segurança sem o trançado externo 15 kN.
Importante: uso de corda diferente da acima especificada é de inteira responsabilidade do usuário, podendo provocar graves acidentes.
Inspeção:
Antes de cada uso, a corda deve ser inteiramente inspecionada.
Inspeção externa: a capa da corda deve estar perfeita, diâmetro constante, sem cortes, fios partidos, partes queimadas, sem desgastes significativos por abrasão e sem suspeita de contaminação por produto químico nocivo à sua estrutura.
Inspeção interna: palpando-a em todo o comprimento, a corda não deve apresentar caroço, inconsistência à dobra, emagrecimento da alma (parte interna), movimentação ou folga entre capa e alma.
Importante: havendo problemas em toda a corda, ela deve ser aposentada. Havendo problemas localizados, ela pode ser cortada e usada.
Manutenção:
A corda de segurança deve ser usada por um único trabalhador que é responsável pelos seguintes cuidados:
1. Mantê-la: limpa, afastada de produtos químicos nocivos (ácidos), cantos afiados e piso das obras. Jamais pisá-la com sapatos sujos: partículas de areia, terra e pó penetram nas fibras e causam grande desgaste dos fios durante o uso. Recomenda-se armazenar a corda em carretel para fácil manuseio, sem torção estrutural.
2. Armazená-la: em local seco, à sombra, sem contato com piso de cimento, fontes de calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes.
3. Lavá-la: com sabão neutro, água com temperatura de até 30° e escova com cerdas macias (plásticas). Nunca use detergente. Deixar secar ao ar livre, longe da luz solar.
4. Aposentá-la: nossas cordas são fabricadas em poliamida, produto que envelhece naturalmente em contato com o ar, mesmo sem serem usadas.
Teoricamente, a vida útil da corda não pode ser preestabelecida, dependendo muito da freqüência e cuidados durante o uso, grau de exposição a produtos químicos, elementos abrasivos e luz solar.
Praticamente, para as cordas de poliamida, adota-se uma vida útil de, no máximo, quatro anos após sua fabricação. Em situações bastante severas de trabalho, costuma-se aposentá-la após um ano de uso.
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Creme protetor Solar
Utilizado para proteção do empregado contra ação dos raios solares.
Conservação
Manter a embalagem fechada, protegida da luz e calor.
Observação: Uso conforme prescrição médica.
Vestimentas de Proteção contra Arcos Elétricos
Destinam-se à proteção do eletricista contra os efeitos térmicos dos arcos elétricos. São confeccionados em tecidos e materiais com propriedades antichamas inerentes (não se perdem com o tempo nem com as lavagens), possuem costuras reforçadas em linha de aramida (antichamas), travetes em pontos de reforço, além de acessórios indicados e normatizados internacionalmente.
O risco sempre deve ser medido a partir do cálculo internacional de potencial térmico para um arco elétrico. Apenas desse modo é possível definir o uso do equipamento indicado e sua Classe de Proteção.
Estimando a Energia "Calor do arco" num curto circuito
O calor liberado num curto circuito com arco pode ser determinado e estimado para cada ponto de operação de um sistema elétrico utilizando-se as ferramentas de cálculo de engenharia, seja de forma tradicional ou através de programas computacionais. Os seguintes dados e informações podem ser normalmente obtidos no setor de engenharia de projeto ou de manutenção:
• Diagrama unifilar completo e atualizado da instalação;
• Correntes de curto-circuito simétrico trifásico sólido disponível em cada ponto do sistema (ou do equipamento) que se pretende estimar a energia;
• Curvas de coordenação e seletividade de proteção do sistema elétrico. Os mesmo devem estar atualizados com o ajuste dos relés reais existente na instalação, e
• Tempo total de abertura e extinção do arco dos dispositivos de proteção (fusíveis, disjuntores etc.)
O NFPA 70E- {4}, já na edição de 1995, reconheceu e publicou uma formula técnica (1) de Ralph Lee, publicada pelo IEEE, em 1982 {3} para determinar a distância mínima entre o operador e o ponto de falha que poderia ser considerado seguro. Esta formula considera que na distância calculada, o calor do arco atinge o valor limiar de queimadura do segundo grau da pele humana. Ou seja, um valor limite que acima do qual provoca queimadura de segundo grau.
Onde:
D = distância do operador ao ponto da falha, ou arco;
MVA= potência de curto circuito sólido simétrico no ponto da falha, e
t = tempo de extinção do arco.
Após a publicação do Ralph Lee, muitos ferimentos foram evitados posicionando-se as pessoas na área segura, porém continuava o risco para os que necessitavam trabalhar perto dos equipamentos, dentro da área de risco.
Após testes e pesquisas, estabeleceram-se os algoritmos (3) e (4), para cálculos de energia radiante nas situações que mais se aproximava das configurações de equipamentos mais usuais nas instalações industriais e em condições mais severas de liberação de energia:
Assim, para arcos em caixa fechada chegou-se a seguinte formula;
E para arcos em ambiente aberto:
No qual:
E - Energia incidente em cal/cm2 ;
d - Distância em polegadas, maior do que 18;
t - tempo do arco em segundos, e
I - corrente de curto circuito sólido trifásico em kA (válido para corrente entre 16 e 50 kA).
Determinação do tecido
Em 1998, a ASTM publicou o procedimento F 1959 {6}, estabelecendo-se os critérios de teste para medir a característica dos tecidos quando sujeitos � arcos elétricos.
Esta característica, chamada ATPV (Arc Thermal Performance Value), é definida como o valor da energia incidente que o tecido suporta sem permitir que exceda o valor limiar de queimadura do segundo grau no lado protegido (fig. 1). Este valor é medido em testes com equipamentos especialmente montados para este fim e determinado pela aplicação de algoritmo especialmente estabelecido pela ASTM .
Em alguns casos, este valor se torna muito difícil de ser medido devido é combustão do tecido. Nestes casos é definido um valor equivalente denominado EBT (Breakopen Threshold Energy), que é o valor médio dos 5 valores máximos de energia incidente que não provoca o "break open" do tecido e não exceda o limiar de queimadura do segundo grau. O "break-open" é definido como qualquer abertura na camada interna (próximo a parte protegida) maior do que 0,5 pol2 em área ou rachadura maior do que 1 polegada em comprimento.
Como regra geral, cada fabricante de roupa de proteção deve fornecer os valores do ATPV ou EBT, em função do tipo da confecção, independente dos valores fornecidos pelos fabricantes de tecidos. Caso a roupa seja fabricada com várias camadas de um tecido, ou composição de tecidos diferentes, o mesmo se aplica para o conjunto.
A publicação do IEEE {1}, apresenta uma tabela (tabela 1), reproduzida no final, com valores médios dos resultados obtidos nos testes pelo método da ASTM de vários tecidos de diferentes fabricantes. Estes valores são valores médios resultado dos testes, e podem ser utilizados como um guia na escolha da roupa na falta de melhores informações.
33 Equipamentos 8
Normas
Estes uniformes seguem as principais normas nacionais e internacionais para este segmento:
• NFPA 70E:2004 - Norma Americana para roupas e níveis de proteção contra arcos elétricos, atualizada em 2004;
• ASTM F1959/99 - Roupas de proteção para Eletricistas;
• NR 10:2004 - Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho brasileiro que regulamenta serviços em eletricidade, atualizada em 2004;
• NR 6 - Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho brasileiro que regulamenta EPIs (C.A - Certificado de aprovação para todos os produtos).
Vestimenta Condutiva
Nos trabalhos realizados em torres e linhas de transmissão elétrica, subestações de alta tensão ou em outro tipo de linha viva o trabalhador está sujeito dentre outros riscos, ao risco do campo eletromagnético gerado por esses sistemas. Já amplamente discutido por profissionais das principais companhias de energia brasileiras, esse risco exige o uso de vestimentas condutivas.
Esta vestimenta incorpora a mais moderna tecnologia em mesclas de fibras de aramida (proteção térmica) e de aço modificado (condutibilidade), com os materiais e acessórios mais indicados para este fim. O resultado: roupas termicamente seguras, capacidade de blindagem elétrica superior excedendo a exigência normativa (99,63% contra 99% da norma) e capacidade real de condutibilidade, equilibrando o usuário ao potencial presente na linha viva onde este está conectado.
Normas
Estas vestimentas seguem as principais normas nacionais e internacionais para este segmento:
• Norma Internacional: IEC 895 (International Eletric Comission)
• Projeto de nacionalização: ABNT NBR 03:07801-004/12/99.
34 Segurança em instalações energizadas
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüência abaixo:
a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
c) constatação da ausência de tensão;
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I);
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.
O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo:
a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;
b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização;
c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais;
d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização; e
e) destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.
As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens anteriores podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.
Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no próximo item.
segurança em instalações energizadas
As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma.
Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.
As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida.
Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I.
Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo.
Sempre que inovacões tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho.
O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível.
trabalhos envolvendo alta tensão ( AT )
Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item 10.8 desta NR.
Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de segurança, específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.
Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP, não podem ser realizados individualmente.
Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área.
Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço.
Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado.
A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento.
Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado.
Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente.
Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante a realização do serviço.
35 Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores
habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores
É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.
É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.
É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.
A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação.
São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com anuência formal da empresa.
A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador, conforme o item anterior.
Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa.
Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos à exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico.
Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR.
A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do Anexo II desta NR.
Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir:
a) troca de função ou mudança de empresa;
b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três meses;
c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, processos e organização do trabalho.
A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados ao atendimento das alíneas ―a‖, ―b‖ e ―c‖ do item 10.8.8.2 devem atender as necessidades da situação que o motivou.
Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco envolvido.
Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada, conforme define esta NR, devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis.
proteção contra incêndio e explosão
As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR 23 – Proteção Contra Incêndios.
Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.
Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica.
Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.
Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada, conforme estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área.
sinalização de segurança
Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 – Sinalização de Segurança, de forma a atender, dentre outras, as situações a seguir:
a) identificação de circuitos elétricos;
b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos;
c) restrições e impedimentos de acesso;
d) delimitações de áreas;
36 Procedimentos do trabalho
e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de cargas;
f) sinalização de impedimento de energização; e
g) identificação de equipamento ou circuito impedido.
Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional que atenda ao que estabelece o item 10.8 desta NR.
Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados.
Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais.
Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização de que trata o item 10.8 devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver.
A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado, previsto no Anexo II desta NR.
Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos.
Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.
A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.
situação de emergência
As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa.
Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardiorespiratória.
A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicação.
Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas.
responsabilidades
As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contratados envolvidos.
É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.
Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas.
Cabe aos trabalhadores:
a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho;
b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e
c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.
disposições finais
Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.
As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas instalações elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos órgãos competentes.
Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE adotará as providências estabelecidas na NR 3.
A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas as abrangências, limitações e interferências nas tarefas.
A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à disposição das autoridades competentes.
Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extra baixa tensão.
37 Zona de risco e zona controlada
Tabela de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre.
Figura 1 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre
Figura 2 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com interposição de superfície de separação física adequada
38 Rotinas de trabalho
Objetivo
Âmbito de aplicação
Procedimentos Gerais para Serviços Programados
Avaliação dos Desligamentos
Execução dos Serviços
Objetivo
Âmbito de aplicação
Procedimentos básicos para liberação
39 Glossário 1
40 Glossário 2
41 Sinalização de Segurança 1
Situações de sinalização de segurança
Inspeções de Áreas, Serviços, Ferramental e Equipamento
Inspeções gerais
Inspeções parciais
Inspeções periódicas
Inspeções por denúncia
Inspeções cíclicas
Inspeções de rotina
Cuidados antes da inspeção
Sugestão de passos para uma inspeção
42 Sinalização de Segurança 2
4º passo - Levar os dados para serem discutidos em reunião diretiva, propor medidas de controle para os itens de não-conformidade, levando-se em conta o que é prioritário;
5º passo – Encaminhar relatório referente a inspeção citando o(s) setor (s), a(s) falha(s) detectada(s) e a sugestão(ões) para que seja(m) regularizada(s);
6º passo – Solicitar regularização(ões) e fazer o acompanhamento das medidas de controle implantadas. Alterar a folha de inspeção, inserindo esse item para as novas inspeções;
7º passo - Manter a periodicidade das inspeções, a partir do 3º passo. Referências
Observação: O item Liberação para Serviços foi extraído do Manual Rotinas de Trabalho da Fundação Coge (http://www.funcoge.com.br/)
43 Documentação de instalações elétricas
Medidas de controle
44 Riscos acionais
Segundo os subitens 10.4.1 e 10.4.2 da NR-10:
As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado.
Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança.
Altura
Considerando que trabalho em altura é qualquer atividade que o trabalhador atue acima do nível do solo.
Para trabalhos em altura acima de 2 metros é obrigatório, além dos EPI‘s básicos a utilização do cinturão de segurança tipo pára-quedista.
Para a realização de atividades em altura os trabalhadores devem:
• Possuir os exames específicos da função comprovados no ASO - Atestado de Saúde Ocupacional (o ASO deve indicar explicitamente que a pessoa está apta a executar trabalho em local elevado);
• Estar em perfeitas condições físicas e psicológicas, paralisando a atividade caso sinta qualquer alteração em suas condições;
• Estar treinado e orientado sobre todos os riscos envolvidos.
Uso de escadas
A escada portátil (ou de mão) deve ser adquirida de fornecedores cadastrados que atendam as especificações técnicas de cada empresa (tamanho, capacidade máxima, etc).
Classificação das escadas:
Escada simples (singela) - é aquela constituída por dois montantes interligados por degraus;
Escada de abrir - é aquela formada por duas escadas simples ligadas entre si pela parte superior por meio de dobradiças resistentes;
Escada de extensão ou prolongável - é aquela constituída por duas escadas simples que se deslizam verticalmente uma sobre a outra, por meio de um conjunto formado por polia, corda, trava e guias.
Requisitos gerais
As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso a local de nível diferente e para execução de serviços de pequeno porte e que não exceda a capacidade máxima suportada pela mesma. Para serviços prolongados recomenda-se a instalação de andaimes.
Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem ser feitos com escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte envolto em estrutura rígida.
Toda a escada deve ter uma base sólida, antiderrapante, com extremos inferiores (pés) nivelados.
Não utilize escadas com pés ou degraus quebrados, soltos, podres, emendados, amassados, trincados ou rachados, ou faltando parafuso ou acessório de fixação. Escada defeituosa deve ser imediatamente retirada de uso.
A escada deve ser apoiada em piso sólido, nivelado e resistente, para evitar recalque ou afundamento. Não apoie em superfícies instáveis, tais como, caixas, tubulações, tambores, rampas, superfícies de andaimes ou ainda em locais onde haja risco de queda de objetos. Em piso mole, providenciar uma base sólida e antiderrapante para a mesma.
Em locais de trânsito de veículos, a escada deve ser protegida com sinalização e barreira.
As escadas portáteis não devem ser posicionadas nas proximidades de portas, em áreas de circulação de pessoas ou máquinas, onde houver risco de queda de materiais ou objetos, nas proximidades de aberturas e vãos e próximo da rede elétrica e equipamentos elétricos desprotegidos. Quando for necessário utilizar próximo à portas, estas devem estar trancadas, sinalizadas e isoladas para acesso à área.
As ferramentas utilizadas para o trabalho não devem estar soltas sobre a escada, a não ser que tenha bandeja apropriada para esta função. Ao executar serviços, os pés do usuário devem estar sobre os degraus da escada.
É obrigatório o uso de cinturão de segurança tipo pára-quedista em trabalhos de pequeno porte acima de 2 metros de altura. O mesmo deve ser fixado em um ponto de ancoragem, fora da escada, exceto uso de talabarte para posicionamento envolto em estrutura rígida. (Ex.: serviço no poste). Quando este procedimento não for possível utilizar andaime ou plataforma elevatória.
A escada deve ser acondicionada em local seco, longe de umidade ou calor excessivo. Deve ficar em posição horizontal e apoiada em vários pontos, de acordo com o seu tamanho para evitar empenamento.
Cesta Aérea
Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente utilizadas em equipamentos elevatórios (Gruas), tanto fixas como móveis, neste caso em caminhões com equipamento guindauto, normalmente acoplada a grua (guindauto). Pode ser individual em ambos os casos ou dupla em grua fixa.
No caso de atividades em linha viva ao contato, pelas suas características isolantes e devido a melhor condição de conforto em relação a escada. Os movimentos da cesta possuem duplo comando (no veículo e na cesta) e são normalmente comandados na cesta. Tanto as hastes de levantamento como a cesta devem sofrer ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações.
O empregado deve amarrar-se à cesta aérea através de talabarte e cinturão de segurança utilizando todos os equipamentos de segurança.
Quanto ao veículo o trabalhador deverá:
• Manter o piso limpo;
• Atentar para subida e descida da cesta aéreas apoiando no suporte;
45 Riscos acionais 2
Uso de andaime
Ambientes Confinados
46 Riscos Acionais 3
• Contaminantes do ar potencialmente tóxicos.
Programa de Entrada em Espaço Confinado
• Manter procedimento de acesso;
• Implantar as medidas necessárias para prevenir as entradas não autorizadas;
• Identificar e avaliar os riscos dos espaços confinados antes da entrada dos empregados;
• Providenciar treinamento periódico aos empregados envolvidos com ambientes confinados quanto aos riscos a que estão expostos, medidas de controle e procedimentos seguros de trabalho;
• Documentar os procedimentos de acesso em locais confinados, para supervisores, vigias e empregados autorizados com os respectivos nomes e assinaturas;
• Manter um plano de emergência o qual será de conhecimento dos empregados, incluindo equipamentos em perfeitas condições de uso.
• Providenciar exames médicos admissionais, periódicos e demissionais - ASO - Atestado de Saúde Ocupacional.
• Manter o espaço confinado devidamente sinalizado e isolado, providenciando barreiras para proteger os terceiros para que não entrem na instalação;
• Proceder as manobras de travas e bloqueios, quando houver necessidade;
• Efetuar teste de resposta do equipamento de detecção de gases;
• Realizar a avaliação da atmosfera para detectar gases ou vapores inflamáveis, gases ou vapores tóxicos e concentração de oxigênio;
• Avaliar a atmosfera quanto à presença de poeiras, quando reconhecido o risco;
• Purgar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado, para eliminar ou controlar os riscos atmosféricos;
• Avaliar os riscos físicos, químicos, biológicos e/ou mecânicos.
Procedimentos Gerais
• Todo e qualquer trabalho em ambiente confinado terá no mínimo, duas pessoas, sendo uma delas denominada vigia.
• Desenvolver e implementar procedimentos para os serviços de emergência especializado e primeiros socorros para o resgate dos empregados em ambientes confinados.
• Desenvolver e implementar um procedimento para preparação, emissão, uso e cancela-mento de permissões de acesso.
• Desenvolver e implementar procedimentos de coordenação e de acesso que garantam a segurança de todos os trabalhadores, independentemente de haver diversos grupos de empregados no local.
• Interromper as operações de entrada sempre que surgir um novo risco de comprometimento da saúde e segurança dos empregados.
Circunstâncias que requerem a revisão da permissão de entrada em espaços confinados, porém não limitada a estas:
A. Qualquer entrada não autorizada num ambiente confinado;
B. Detecção de um risco no ambiente confinado não coberto pela permissão;
C. Detecção de uma condição proibida pela permissão;
D. Ocorrência de um dano ou acidente durante a entrada;
E. Mudança no uso ou na configuração do ambiente confinado;
F. Queixa dos trabalhadores sobre a segurança e saúde do trabalho.
Áreas Classificadas
É uma área na qual a probabilidade da presença de uma atmosfera explosiva é tal que exige precauções para a construção, instalação e utilização de equipamentos elétricos.
Para um primeiro enfoque sobre as instalações elétricas em áreas classificadas, é fundamental que seja conceituado o que se entende por instalações elétricas á prova de explosão.
47 Riscos Acionais 4
São chamadas de instalações elétricas a prova de explosão e muito frequentemente confundidas com instalações a prova de pó, a prova de gases ou vapores, e até blindadas a prova de tempo, as instalações em áreas chamadas classificadas, possuem características muito específicas e variáveis, de acordo com os ambientes, substâncias e equipamentos envolvidos.
Atmosfera Explosiva
Misturas de substâncias inflamáveis com o ar na forma de: gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição, a combustão se propaga através da mistura.
A potencialidade dos danos devidos à propagação descontrolada de uma ignição não desejada exige que nossa atenção se prenda á eliminação dos fatores determinantes da combustão.
Há muito sabemos que para a combustão, necessitamos de três elementos básicos: o combustível, o comburente e a fonte de ignição, que se constituem no famoso triangulo do fogo.
• Se pudermos eliminar o combustível, eliminamos o problema.
• Se eliminarmos o comburente(o oxigênio), também teremos eliminado o problema, mas em condições ambientais não é muito simples.
• Se eliminarmos às fontes de ignição, também poderemos resolver o problema.
Ocorre que muitas vezes não podemos eliminar nenhum dos três e então devemos nos voltar ao controle das fontes de ignição.
São vários os métodos aplicados para eliminar ou controlar fontes de ignição, como também são diferentes os níveis de controle exigidos para as circunstâncias especificas de cada local.
Essas variáveis exigem que antecipadamente se realize uma classificação da área.
Classificação das Áreas
Estabelecido que exista a probabilidade de que se formem misturas explosivas, em um determinado local, deve ser definida a classificação desse local, segundo critérios já estabelecidos em normas, de acordo com o grau de probabilidade da presença de atmosfera explosiva, como segue:
Zona 0 - em que a mistura explosiva é encontrada permanentemente ou na maior parte do tempo;
Zona 1 - em que a mistura explosiva é provável durante a operação normal, mas quando ocorrer, será por tempo limitado;
Zona 2 - em que a mistura explosiva só é provável em caso de falhas do equipamento ou do processo. O tempo de duração desta situação é curto.
A delimitação das zonas, na classificação de áreas é dependente de vários fatores em que se destacam, as características dos produtos componentes da mistura, as quantidades que podem ser liberadas para o ambiente, a ventilação local e outros.
Classificação dos Equipamentos
Os equipamentos elétricos, de acordo com as suas características, suas funções e seus invólucros, são subdivididos em grupos:
Grupo 1: Equipamentos construídos para instalações onde há presença de gás metano,(minas de carvão). Neste grupo não há sub-grupos.
Grupo 2: Equipamentos destinados a instalações em todas as demais áreas classificadas. Neste grupo 2, há sub-grupos, para tipos de proteção diferentes (d - a prova de explosão e i - segurança intrínseca).
São normalizados os três seguintes sub-grupos:
• Produto característico – metano;
• Produto característico – etano;
• Produto característico - hidrogênio.
Os subgrupos reúnem os equipamentos segundo critérios experimentais;(MESG - maximum experimental safe gap) para tipo d e MIC (minimum ignition current) para tipo i.
Classes de temperatura
Os equipamentos também são classificados em função da temperatura máxima que pode ser atingida(base 40 °C) na superfície externa dos invólucros, em contato com as misturas explosivas.
Os equipamentos do grupo 1 têm temperatura externa limitada em 150°C(quando houver possibilidade de acúmulo de pó de carvão), e até 450°C(quando o acúmulo for impossibilitado por medida confiável).
Os equipamentos do grupo 2 são normalizados para seis classes de temperatura:
• T1. Temperatura de superfície até 450°C.
• T2. Temperatura de superfície até 300°C.
• T3. Temperatura de superfície até 200°C.
48 Riscos Acionais 5
Tipos de Proteção
Umidade
A Tabela 04 (NBR 5410-2004) apresenta condições climáticas do ambiente
Condições Atmosféricas
49 Acidentes de origem elétrica
Acidente de Trabalho
Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício de trabalho a serviço da empresa provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporária, nos termos dos artigos 138 a 177 do Regulamento dos Benefícios da Previdência Social.
É aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho, produzindo lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho, ou de ganho, ou a morte.
Considera-se também acidente de trabalho, o ocorrido:
1. No trajeto, normalmente utilizado e durante o período ininterrupto habitualmente gasto, de ida e de regresso entre:
a) o local de residência e o local de trabalho;
b) quaisquer dos locais já referidos e o local de pagamento da retribuição, ou o local onde deva ser prestada assistência ou tratamento decorrente de acidente de trabalho;
c) o local de trabalho e o de refeição;
d) o local onde, por determinação da entidade empregadora, o trabalhador presta qualquer serviço relacionado com o seu trabalho e as instalações que constituem o seu local de trabalho habitual;
2. Quando o trajeto normal tenha sofrido interrupções ou desvios determinados pela satisfação de necessidades atendíveis do trabalhador, bem como por motivo de força maior ou caso fortuito;
3. No local de trabalho, quando no exercício do direito de reunião ou de actividade de representação dos trabalhadores;
4. Fora do local ou tempo de trabalho, na execução de serviços determinados ou consentidos pela entidade empregadora;
5. Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito econômico para a entidade empregadora;
6. No local de trabalho, quando em freqüência de curso de formação profissional ou, fora, quando exista autorização da entidade empregadora;
7. Durante a procura de emprego nos casos de trabalhadores com processo de cessação de contrato de trabalho em curso;
8. No local de pagamento da retribuição;
9. No local onde deva ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamento decorrente de acidente de trabalho.
Fatores Causadores de Acidentes
Em principio, existem três fatores causadores de acidentes:
Atos Inseguros
Os atos inseguros são definidos como causas de acidentes do trabalho relacionadas ao fator humano. Decorrem da execução das tarefas por trabalhadores que desconsideram as normas de segurança, expondo-se a riscos. Podemos analisar algumas condições relacionadas com a ocorrência dos atos inseguros e buscar controlar ou minimizar os riscos.
Condições Inseguras
Ambientes de trabalho com deficiências técnicas, que colocam em risco a integridade física e mental do trabalhador, gerando possibilidades de acidentes nas instalações da empresa, nas máquinas e equipamentos e na Ausência ou insuficiência de proteção para o trabalhador.
Falta de bloqueio elétrico (impedimento de re-energização) é uma condição que pode provocar energização acidental, devido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, descargas atmosféricas e fontes de alimentação de terceiros.
Eventos catastróficos
São inerentes a natureza, como inundações, tempestades, etc.
Quase-Acidente
Um quase-acidente é uma ocorrência inesperada que apenas por pouco deixou de ser um acidente com um trabalhador ou um acidente com um equipamento.
Exemplo
Um caminhão estava estacionado com a traseira voltada para uma doca de carregamento. Mais ou menos dois metros separavam a traseira do caminhão da doca. Um trabalhador passava entre a doca de carregamento e o caminhão. Neste momento, o motorista do caminhão, sem avisar, acionou o caminhão em marcha-a-ré, para se aproximar mais da doca. O empregado deu um grito assustado e conseguiu pular para o lado em segurança; por pouco não foi esmagado contra a doca. Não houve contato, mas o empregado ficou assustado e nervoso com a experiência.
Este não é um caso de acidente com o trabalhador. O trabalhador não foi contatado, não foi fisicamente molestado e do susto só lhe ficou a lembrança.
Também não se trata de um acidente com equipamento, pois nada aconteceu com o caminhão. Não houve falha de equipamento e o motorista nem se deu conta do ocorrido.
• Os trabalhadores deveriam ser estimulados a reportar esse tipo de acontecimento?
• Esse quase-acidente?
• A Segurança do Trabalho deve investigar tais ocorrências?
50 Acidentes de origem elétrica 2
• Por quê? Os ―quase-acidentes, assim como os acidentes que não causam ferimentos ou outros tipos de lesão devem ser investigados quando reportados ou observados.
Eles se constituem em avisos, daquilo que pode ou provavelmente vai acontecer.
Um acidente quase sempre acontece mais tarde, quando tais avisos são ignorados; mais cedo ou mais tarde o acidente acaba acontecendo.
O objetivo da prevenção organizada de acidentes é evitar todo tipo de acidentes. Os supervisores e os técnicos de segurança, às vezes, ainda confundem prevenção de ferimentos com prevenção de acidentes.
Eles se impressionam com os acidentes que provocam ferimentos, principalmente quando estes são graves, mas não se preocupam muito com acidentes com equipamentos.
Não devemos esquecer que três são os elementos-chave de um acidente com o trabalhador para enfatizar o seu sentido completo:
a) Os acidentes são inesperados.
Eles tanto ocorrem com trabalhadores experientes como com os inexperientes e são sempre inesperados para a pessoa envolvida e também para a segurança do trabalho. Por isso é fundamental o treinamento, para antecipar condições onde o acidente pode ocorrer.
b) Acidentes são contatos.
Com uma exceção, todos os acidentes com trabalhadores envolvem algum tipo de contato inesperado entre a pessoa e alguma coisa em seu redor. A exceção é um acidente por tensão muscular devido á um esforço excessivo. Acidentes por excesso de força não envolvem contatos com coisas em volta do trabalhador. Um exemplo é o trabalhador que sofre uma distensão nas costas ao tentar levantar um objeto pesado.
c) Acidentes interrompem o trabalho.
• Os acidentes quase sempre envolvem algum tipo de interrupção do trabalho.
• Por definição, portanto, os acidentes prejudicam o esforço da produção.
“Evitar acidentes e controlar suas causas é um dever de todo cidadão.”
51 Responsabilidades 1
Definição
Oriundo do verbo latino ―respondere‖, o termo responsabilidade em sentido geral, exprime a obrigação de responder por alguma coisa.
A responsabilidade revela o dever jurídico, em que se coloca a pessoa, seja em virtude de contrato, seja em face de fato ou omissão, que lhe seja imputado, para satisfazer a prestação convencionada ou para suportar as sanções legais, que lhe são impostas.
Responsabilidade Trabalhista
Por lei, a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador, devendo prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular, cabendo-lhe, ainda, (art. 157 da CLT) cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; e instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. Devendo inclusive punir o empregado que, sem justificativa, recusar-se a observar as referidas ordens de serviço e a usar os equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa (art. 158 da CLT).
Responsabilidade Civil
Os princípios jurídicos em que se funda a responsabilidade civil, para efeito de reparação do dano injustamente causado, provém do Direito Romano: ―neminem laedere‖, que significa ―não lesar a ninguém‖.
Esta responsabilidade é, propriamente, contratual distinguindo-se, por isso, da responsabilidade fundada no ato ilícito, uma vez que decorre da apuração do fato que estabelecerá a pena imposta ao agente ou responsável pela prática do ato ilícito.
A todo instante surge o problema da responsabilidade civil, pois a cada atentado sofrido pela pessoa, relativamente no que concerne à sua honra, moral ou ao seu patrimônio, constitui-se um desequilíbrio onde se torna imprescindível invocar-se o instituto da responsabilidade civil a fim de restabelecer o ―status quo ante‖ (devolver ao estado em que se encontrava antes da ocorrência do ato ilícito).
A fonte geradora da responsabilidade civil é justamente o interesse em se restabelecer o equilíbrio violado pelo dano, em conseqüência de ato ilícito ou lícito provocado pelo agente, isto é, atos que por provocarem danos à lei, resumem-se em responsabilidade para o agente.
A obrigação de indenizar, fundada na responsabilidade civil, equilibra a situação anterior e posterior ao dano sofrido pela vítima, por meio do ressarcimento.
Dessa forma, o instituto da responsabilidade civil tem duas funções primordiais: garantir o direito do lesado à segurança; e servir como sanção civil, de natureza compensatória, mediante a reparação do dano causado a outrem.
A responsabilidade civil, para ser caracterizada, impõe a ocorrência de 03 (três) fatos ou circunstâncias, indispensáveis simultaneamente, sem os quais não há como se falar na aplicação desta sanção.
Esses pressupostos são os seguintes:
• Ação ou omissão;
• Dano;
• Elo de causalidade entre ação/omissão e dano.
Responsabilidade civil subjetiva
A responsabilidade civil subjetiva é a decorrente de dano causado diretamente pela pessoa obrigada a reparar, em função de ato doloso ou culposo se indaga a respeito de:
• DOLO - A ação ou omissão voluntária;
• CULPA - Decorre de ato de negligência, imprudência ou imperícia.
• Negligência - É a omissão voluntária de diligência ou cuidado, falta ou demora no prevenir ou obstar um dano.
• Imprudência - É a atuação intempestiva e irrefletida. Consiste em praticar uma ação sem as necessárias precauções, isto é, agir com precipitação, inconsideração, ou inconstância.
• Imperícia - É a falta de especial, habilidade, ou experiência ou de previsão no exercício de determinada função, profissão, arte ou ofício.
Quanto à culpa, pode ela ser caracterizada como:
• Culpa in eligendo - origina-se da má escolha do preposto (exemplo: eletricista contratado sem a mínima qualificação necessária, provocando um acidente que lesiona colega de trabalho que o auxiliava);
• Culpa in vigilando - que é a ausência de fiscalização por parte do empregador, tanto em relação aos prepostos ou empregados, quanto em relação à coisa (exemplo: empregado conduz veículo da empresa sem freios e colide com outro veículo provocando lesões corporais generalizadas nos envolvidos);
• Culpa in comitendo - prática de ato positivo que resulta em dano - ato imprudente ou ato imperito;
• Culpa in omitendo - ato negativo ou omissão - o agente negligencia com as cautelas recomendadas, deixando de praticar os atos impeditivos à ocorrência do ato danoso - por dolo ou culpa - negligência;
• Culpa in custodiendo - falta de cautela ou atenção.
Em outras palavras, a responsabilidade civil subjetiva implica necessariamente a inclusão de um quarto pressuposto caracterizador, decorrendo, portanto, da conjugação dos seguintes elementos:
• Ação ou omissão;
• Dano;
• Elo de causalidade entre ação/omissão e dano;