Estética Facial e Estética Corporal
Técnica de Massagem e Fichas de Avaliação e Mensuração
1 Estética Facial e Estética Corporal
Acne
A acne é uma afecção dermatológica que atinge o conjunto pilossebáceo, ou seja, pêlo e glândula sebácea. A acne vulgar ou juvenil é uma das dermatoses (doenças que acometem a pele) mais freqüentes, afetando cerca de 80% dos adolescentes. Acomete ambos os sexos. Dos 14 aos 17 anos é sua fase de maior incidência em mulheres e apresenta, nos homens, seu pico de surgimento dos 16 aos 19 anos.
Dados americanos demonstram que mesmo afeta (VAZ, 2003).
- 80-85% dos indivíduos com idades compreendidas entre os 12 e os 25 anos
- 8% nos indivíduos entre os 25 e os 34 anos,
São mais graves em pessoas do sexo masculino, porém mais persistentes nas mulheres, sendo
pouco comuns em asiáticos e negros.
Isso não quer dizer que em outras idades (antes ou após as citadas) elas não apareçam. As faixas etárias, como citado, referem-se ao período de maior aparecimento das mesmas. As regiões de maior concentração de glândulas sebáceas são também as regiões de maior aparecimento da acne: face e tórax (anterior e posteriormente). Suas lesões são decorrentes de obstrução dos folículos sebáceos em decorrência de reação inflamatória local, aumento na produção e secreção da glândula sebácea, hiperqueratinização com obstrução do folículo pilossebáceo, proliferação e ação das bactérias.
É caracterizada por comedões (chamados popularmente de cravos), pápulas, pústulas e nas formas mais graves, por abscessos, cistos e cicatrizes em graus variáveis. Sua gravidade é variável. Existem casos mais simples, quase imperceptíveis, até os mais graves, devendo o tratamento ser realizado pelo dermatologista. Indivíduos que apresentam acne em suas formas moderadas a graves podem apresentar problemas de auto-estima e/ou demais problemas emocionais, sociais e de relacionamento. Uma vez que o aparecimento do acne é considerado um processo natural do desenvolvimento, muitas das vezes a busca por ajuda de um profissional competente e especializado demora a acontecer, fazendo com que o tratamento se inicie tardiamente.
Fisiopatologia
O texto a seguir foi baseado no artigo de VAZ (2003). Por se tratar de uma doença da unidade pilossebácea (composta pelo folículo piloso e pela glândula sebácea) normalmente acomete áreas onde estas são maiores e mais numerosas, principalmente face, tórax e dorso. Tal fato ocorre devido à interação de alguns fatores, tais como:
• Aumento na produção do sebo, desencadeada pela estimulação androgênica das glândulas sebáceas, com início na puberdade;
• Obstrução do ducto pilossebáceo decorrente de uma hiperqueratose de retenção. Um processo anormal de queratinização, caracterizado por um incremento da adesividade e do turnover das células foliculares epiteliais, causado por alterações hormonais e pelo sebo modificado pela bactéria residente Propionibacterium acnes (P. acnes);
• A proliferação do P. acnes, um difteróide anaeróbio, residente normal do folículo pilossebáceo, produz ácidos gordos livres irritantes da parede folicular distendida;
• Inflamação, mediada quer pela ação irritante do sebo, que extravasa para a derme quando há ruptura da parede folicular, quer pela presença de fatores quimiotácticos e de mediadores pró-inflamatórios produzidos pelo P. acnes.
Algumas considerações sobre o acne
As cicatrizes podem surgir como resultado do acne inflamatório e estão associadas a um aumento do colágeno (cicatrizes hipertróficas e quelóides) ou a perda de colágeno (cicatrizes fibróticas deprimidas superficiais ou profundas e máculas atróficas). Pode-se avaliar o grau de severidade das mesmas baseando-se na classificação de Habif e de Leeds modificada. A classificação de Habif consiste na determinação do grau de severidade de acordo com:
• Quantidade das lesões inflamatórias:
- Ligeira: algumas (<10) pápulas/pústulas e ausência de nódulos;
- Moderada: muitas (10-20) pápulas/pústulas e/ou alguns nódulos;
- Severa: numerosas (>20) pápulas/pústulas e/ou muitos nódulos;
• Presença de cicatrizes;
• Persistência de drenagem purulenta e/ou serosanguínea das lesões;
• Presença de fístulas;
• Outros fatores: repercussões psicossociais, dificuldades laborais e resposta inadequada à terapêutica.
A classificação de Leeds modificada baseia-se no número de lesões inflamatórias e na severidade destas, que é determinada pela extensão da inflamação, pelo tamanho das lesões e pelo eritema associado.
A acne facial pode ser dividida em 12 graus de severidade progressiva. O acne do dorso e peito é classificada de forma similar em oito graus de severidade. Para os pacientes com acne predominantemente não inflamatória, sugere-se uma classificação em três graus de severidade. Na avaliação do grau de severidade do acne, este sistema de classificação também contempla potenciais complicações como a presença de cicatrizes e as repercussões psicossociais da doença.
Tratamento
O tratamento do acne visa minimizar a formação de cicatrizes, melhorar a aparência, a autoestima e relacionamento daquele indivíduo que encontra-se sob isolamento social, prevenir ou tratar lesões já instaladas, diminuição do desconforto físico desencadeado pelas lesões.
A orientação do paciente com acne deve ser realizada. Seu empenho no tratamento é
fundamental para o progresso do mesmo. Limpezas de pele são recomendadas e podem ser realizadas, desde que sejam feitas por um profissional competente, que atue na área da estética. Caso contrário existe o risco de exacerbação dos sinais e sintomas. Conforme a gravidade das lesões, o profissional da estética pode recomendar a procura por um tratamento médico, preferencialmente dermatologista, para que seja realizada uma abordagem multiprofissional. A prescrição de fármacos só pode ser realizada pelo médico.
2. Estrias
A estria é definida por Guirro & Guirro (2002, p. 392) como:
uma atrofia tegumentar adquirida, com aspecto linear, algo sinuosa, em estrias de um ou mais milímetros de largura, a princípios avermelhadas, depois esbranquiçadas e abrilhantadas (nacaradas). Raras ou numerosas, dispõem-se paralelamente umas às outras e perpendicularmente às linhas de fenda da pele, indicando um desequilíbrio elástico localizado, caracterizando, portanto, uma lesão da pele. Apresentam um caráter de bilateralidade, isto é, existe uma tendência da estria distribuir-se simetricamente em ambos os lados.
A literatura nesta temática não é discretamente escassa, apesar de ser uma afecção frequentemente encontrada, principalmente em mulheres. Devido à sua grande incidência na população (principalmente do sexo feminino – na mulher adulta saudável, sua incidência é 2,5 vezes mais frequente que os homens nas mesmas condições), não é raro observarmos problemas psicossociais e de auto-estima nos indivíduos acometidos. Pessoas que evitam o uso de determinadas roupas, trajes de banho ou até mesmo se isolam socialmente devido à presença de estrias pelo corpo. Frequentemente presentes em obesos, estresse, gravidez, atividade física vigorosa (musculação), uso tópico ou sistêmico de esteróides (cortisona ou ACTH), infecções agudas e debilitantes (HIV, tuberculose, lupus, febre reumática), tumores de supra-renal (GUIRRO & GUIRRO, 2002) Não existe uma definição específica para as causas de surgimento das estrias, mas estudos apontam para causas multitaforiais, fatores endocrinológicos, mecânicos, predisposição genética e familiar. Tais fatores levaram ao surgimento de três teorias para sua etiologia: a mecânica, a endocrinológica e a infecciosa.
as estrias são ditas atróficas pelas características que apresentam, já que atrofia é a diminuição da espessura da pele, decorrente da redução do número e volume de seus elementos e é representada por adelgaçamento, pregueamento, secura, menor elasticidade, rarefação dos pêlos.
2 Teoria do relógio biológico
Teoria da multiplicação celular
Teoria das reações cruzadas de macromoléculas
Teoria dos radicais livres
Teoria do desgaste
Teoria auto-imune
Recursos para prevenção e tratamento
Eletroterapia
Laser
Massoterapia
Cinesioterapia
Procedimentos médicos
3 Botox:
Contra-indicado o uso de correntes excitomotoras.
Para refletir:
UNIDADE III – Perimetria
4 Perimetria
O que é?
Sua utilização na área da saúde e estética
Cuidados importantes
Como realizar
Cintura (FERNANDES FILHO, 2003)
Quadril (FERNANDES FILHO, 2003)
Coxa distal (FERNANDES FILHO, 2003)
Panturrilha (FERNANDES FILHO, 2003)
Para refletir:
5 UNIDADE IV – Artigos complementares
Provocação: Porque ler artigo científico?
As principais alterações dermatológicas em pacientes obesos
INTRODUÇÃO
MÉTODO
Anatomia e fisiologia da pele
Epiderme
Derme
Obesidade e/ou excesso de peso
Estrias
Celulite
6 Acanthosis nigricans
Acrocórdons
Flacidez
Úlcera
Impetigo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
7 Dermatoses em pacientes com diabetes mellitus
ARTIGOS ORIGINAIS
INTRODUÇÃO
MÉTODOS
RESULTADOS
DISCUSSÃO
8 DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM FIBRO EDEMA GELÓIDE
Resumo
Introdução
Metodologia
Resultados
9 Continuação
Acne vulgar: bases para o seu tratamento
Apresentar uma revisão actualizada e sistematizada sobre o acne e o seu tratamento, numa perspectiva direccionada para os especialistas de MedicinaGeral e Familiar. Metodologia:
Realizou-se uma pesquisa de artigos publicados na base de dados Medline, na língua inglesa, usando os «MeSH terms»: «acne», «treatment»,«human», e uma pesquisa no Index de Revistas Médicas Portuguesas, bem como a consulta de manuais e publicações periódicas de referência nesta área. Corpo da Revisão: São abordadas a definição de acne, seu enquadramento epidemiológico, sua fisiopatologia e classificação do tipo de lesões. Apresentam-se os fármacos tópicos e sistémicos usados para o seu tratamento, bem como propostas terapêuticas de acordo com o tipo e gravidade das lesões. Conclusões: Existe hoje uma grande variedade de terapêuticas que permitem tratar de forma eficaz a maioria dos tipos de acne, proporcionando benefíciosnão só de ordem física, mas também psicológica. Há dois princípios a ter em conta em qualquer tratamento do acne. O primeiro é iniciar o tratamento o mais cedo possível, afim de reduzir o número de cicatrizes. O outro é que, após a conclusão de qualquer tratamento, os fármacos tópicos deverão continuar a ser utilizados por um período mínimo de seis a 12 meses.É importante ter presente que a par de todos os recursos farmacológicos disponíveis, um tratamento bem sucedido fundamenta-se na educação do doente e napromoção da sua adesão à terapêutica.