Problemas de saúde do trabalhador

Noções Básicas da Segurança do Trabalho

1 Problemas de saúde do trabalhador: Introdução

Prezar pela saúde do trabalhador é uma das principais atribuições do técnico em segurança do trabalho. É por isso que esse profissional precisa ter um amplo conhecimento sobre as principais doenças e problemas de saúde que acometem as pessoas nas empresas.

Afinal, somente assim é possível desenvolver atividades preventivas, como as palestras educativas, organização de uma Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (SIPAT), etc.

Para que você saiba mais sobre o assunto, desenvolvemos uma lista com as principais doenças que prejudicam a saúde do colaborador nas empresas. Acompanhe nos tópicos a seguir!

LER/DORT

A Lesão do Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são doenças muito comuns nas organizações e atingem a todos os setores, desde as linhas de produção até os profissionais que trabalham em escritório.

Um operário do setor produtivo pode adquirir essas doenças por ter que realizar diversas vezes por dia o mesmo movimento ao operar uma máquina, por exemplo. Já nos escritórios, permanecer por muito tempo na mesma posição, sentado em frente a um computador com a postura incorreta, também pode causar distúrbios.

Doenças psicossociais

As doenças psicossociais iniciam com o estresse e a ansiedade e podem desencadear para outras mais graves, como a síndrome do pânico ou a depressão. Tratam-se de doenças que, quando têm origem no trabalho, ocorrem por conta da pressão excessiva e de um ambiente caótico, com relações interpessoais problemáticas, carga horária abusiva etc.

 

Apesar desses transtornos serem mentais, eles também podem fazer com que os colaboradores sofram com problemas físicos, como dores de cabeça e musculares, bem como distúrbios gastrointestinais.

Surdez

Profissionais que exercem suas funções em um ambiente barulhento, como os trabalhadores da construção civil e os operários das fábricas, podem correr o risco de terem surdez.

Isso acontece porque a audição humana é prejudicada quando somos expostos a ruídos com mais de 85 decibéis, por mais de 6 horas em um único dia. É por isso que as jornadas de trabalho desse tipo de colaborador precisam ser adaptadas, além de ser recomendado o uso de EPIs, como os protetores auriculares.

Intoxicações químicas

Indústrias que trabalham com substâncias químicas tóxicas, como tintas, por exemplo, podem provocar doenças em seus colaboradores, por conta do contato que eles têm com esses elementos.

As intoxicações podem causar danos como a dermatose ocupacional, que são as doenças na pele como a dermatite, infecções, úlceras e cânceres de pele. Também é bastante comum a asma ocupacional com o estreitamento das vias respiratórias por causa da inalação de partículas contaminadas no ar.

Desenvolver ações para preservar a saúde do trabalhador é muito importante não só para evitar que a empresa responda por processos trabalhistas, mas também para proporcionar mais qualidade de vida a essas pessoas. Isso resulta em mais produtividade dos funcionários e, consequentemente, mais lucratividade para a organização.

Uma alternativa para prevenir essas doenças é investir na educação dos colaboradores por meio de palestras e treinamentos comportamentais

2 LISTA PRINCIPAIS DOENÇAS DE SAÚDE

LER/DORT (Lesão por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)

 

Provocada por movimentos repetitivos ou por posturas inadequadas, chamadas de posturas anti-ergonômicas. Deve-se ter cuidado no diagnóstico, pois muitas pessoas confundem a LER com uma simples torção ou mal posicionamento em algum movimento.

 

Antracose

 

Lesão pulmonar ocasionada por diferentes agentes que são adquiridos nas áreas de carvoarias. A doença pode ser o ponto de partida para outros problemas ainda mais graves e afeta, principalmente, os trabalhadores que têm contato direto com a fumaça do carvão.

 

Bissinose

 

Doença causada pela poeira das fibras de algodão, que afeta principalmente as pessoas que trabalham na indústria algodoeira.

 

Surdez temporária ou definitiva

 

Quando o trabalhador está exposto em uma área ruídos constantes, ele começa a perder a sensibilidade auditiva e isso pode se tornar irreversível. A perda auditiva se torna definitiva de forma lenta, silenciosa e prolongada. é mais comum entre operários de obras de construção que utilizam equipamentos que emitem ruídos e operadores de telemarketing.

 

Dermatose ocupacional

 

Pessoas que trabalham com graxa ou óleo mecânico podem desenvolver reações alérgicas crônicas, de forma que a pele cria placas.

 

Câncer de pele

 

Pessoas que trabalham, por exemplo, em lavouras, têm grandes chances de desenvolver o câncer de pele devido à excessiva exposição ao sol. A doença é bastante comum no Brasil, mas só pode ser considerada ocupacional se estiver relacionada à atividade profissional desenvolvida. Uma pessoa que trabalha em um escritório, sem se expor ao sol, por exemplo, pode ter o câncer de pele por outros e não terá assistência do INSS.

 

Siderose

 

Pessoas que trabalham nas minas de ferro acabam inalando partículas microscópicas de ferro. Estas partículas acabam se alojando nos bronquíolos, provocando falta de ar constante.

 

Catarata

 

Quem trabalha em lugares de altas temperaturas pode desenvolver a perda do cristalino, ocasionando a cegueira. Assim como o câncer de pele, a doença atinge uma parcela significativa da população brasileira, principalmente os idosos, e precisa ter relação direta com o trabalho para ser considerada ocupacional.

 

Doenças por função

 

Pessoas que trabalham com alimentos, por exemplo, podem se contaminar pelos produtos orgânicos que são utilizados.

 

Doenças psicossociais

 

Problemas como depressão, ou de outra ordem emocional, muitas vezes estão associados a carga horária excessiva, a pressão no trabalho, ou algum desentendimento na área de trabalho. Elas podem acabar desenvolvendo no trabalhador um desânimo prolongado no convívio de trabalho, ocasionando uma tristeza profunda.

motivação no trabalho?

Grosso modo, podemos definir a motivação no trabalho como o prazer, a satisfação e a felicidade proporcionados pela atuação profissional. Seja pelas atividades executas e os resultados alcançados, seja pelo clima da empresa, pelos reconhecimentos recebidos — ou tudo isso junto. Quando falta motivação no trabalho, o funcionário se sente menos entusiasmo para realizar suas tarefas.

Além disso, muitos teóricos explicam o seu conceito ligando-o a um conjunto de forças eletroquímicas. De acordo com Craig Pinder (1998):

motivação no trabalho é um conjunto de forças energéticas que têm origem quer no indivíduo, quer fora dele, e que moldam o comportamento de trabalho, determinando a sua força, direção, intensidade e duração.

Em outras palavras, se trata da energia produzida pelo próprio profissional somada àquela que flui dos colegas de trabalho, do gestor e de outras pessoas que compõem a companhia.

E muitos são os fatores que estimulam, ou não, a produção dessa energia. Há benefícios financeiros e não financeiros, a oportunidade de desenvolvimento e de crescimento, um bom lugar para trabalhar, a possibilidade de equilibrar vida pessoal e profissional, entre outros.

Também, é essencial a empresa ter a motivação de seus funcionários entre suas estratégias, já que pessoas motivadas produzem mais e melhor. Assim, possuem alto desempenho, batem e superam metas, e alcançam resultados extraordinários.

Contudo, não basta que a companhia ofereça palestras motivacionais pontuais. Ações contínuas devem ser realizadas, e o ambiente e a ocupação devem ser prazerosos. Ainda, é preciso que o gestor seja mais do que um chefe: seja um líder inspirador.