GREGO
Grego
1 1. INTRODUÇÃO
Durante o período clássico a língua grega era dividida em dialetos, sendo os principais o Dórico, o Aeólico e o Iônico. No quinto século a.C., uma divisão do Iônico, o Ático, Alcançou supremacia sobre os outros. O Ático era a língua de Atenas durante o seu período de glória; era a língua de Platão, Demóstenes e outros grandes escritores.
Atenas foi conquistada por Filipe, macedônio, e o grego também conquistou os macedônios. A conquista de Alexandre significou a conquista do Ático. Os Romanos conquistaram o mundo, mas também adotaram o grego como a principal língua do império, seguida pelo Latim.
O grego sofreu uma grande adaptação a nova situação, recebendo influências de outros dialetos gregos, bem como das línguas estrangeiras conquistadas. Esta nova língua chamava-se “KOINÊ” ou “Comum” por ser a língua comum no mundo civilizado.
A Septuaginta, O Novo Testamento e documentos dos Pais da Igreja mostram que o “Koinê” era a língua usada em 300 a.C., até 500 d.C. O Koinê do Novo Testamento é mais similar a língua falada da época do que a língua usada na literatura clássica da época.
ALVOS DA DISCIPLINA
1. Reconhecer e recitar de memória as terminações gregas ensinadas
neste módulo. As terminações ensinadas neste módulo incluem alguns
verbos, nomes, pronomes e adjetivos.
2. Entender e discutir os conceitos gramaticais e construções
características da língua grega. Isto inclui tempo, voz, modo, gênero,
número, caso, etc.
3. Usar os diversos recursos disponíveis para fazer a exegese de um
versículo no texto original.
4. Recitar de memória e traduzir palavras gregas para o português e
vice-versa.
2 LIÇÃO 1 - ALFABETO/VOGAIS/DITONGOS/ASPIRAÇÃO/PONTUAÇÃO
OBJETIVOS:
1. Recitar e escrever o alfabeto grego de cor.
2. Distinguir as vogais longas e breves.
3. Reconhecer e pronunciar os ditongos gregos.
4. Usar e pronunciar os sinais de aspiração.
5. Reconhecer os sinais de pontuação.
I – O ALFABETO
II – AS VOGAIS
III – DITINGOS
Ditongo é a fusão de dois sons vocais em um só. Em grego temos os seguintes ditongos:
IV – ASPIRAÇÃO
V – PONTUAÇÃO
Há quatro sinais de pontuação no grego: Vírgula, ponto final, ponto em cima e ponto-e-vírgula. A vírgula e o ponto final são equivalentes aos sinais em português. O ponto em cima (‘) equivale aos dois pontos e ponto-e-vírgula ao ponto de interrogação. Assim, temos:
3 LIÇÃO 2 - ACENTUAÇÃO: VERBOS E SUBSTANTIVOS
OBJETIVOS:
1. Aplicar as regras gerais de acentuação.
2. Aplicar as regras gerais de acentuação de nomes e verbos.
I – ACENTUAÇÃO
Há três tipos de acentos em grego: o agudo (τ), o grave (ξ) e o circunflexo (^). Os acentos sempre são colocados sobre uma vogal ou ditongo; no caso do ditongo, é sempre sobre a segunda vogal.
Quando uma aspiração e um sinal vêm sobre a mesma vogal, a aspiração vem primeiro e o sinal depois, com exceção do circunflexo, que é colocado sobre a aspiração. Ex:
Sílabas contendo vogais longas ou ditongos são sílabas longas, mas “ai” e “oi” no final de uma palavra são breves (em relação à acentuação).
1. EM RELAÇÃO À ÚLTIMA SÍLABA:
1.1. QUANDO FOR LONGA:
a) Pode ter acento agudo ou circunflexo.
b) A antepenúltima não pode ser acentuada.
c) A penúltima, se acentuada, leva um agudo.
2. EM RELAÇÃO À SÍLABA BREVE:
a) O único acento que NÁO PODE vir sobre ela é o circunflexo.
b) Se a última sílaba for breve, com uma penúltima longa, se acentuada, leva o
circunflexo
II – ACENTUAÇÃO VERBAL
Os verbos têm acentos recessivos, ou seja, devem ser colocados na sílaba mais atrás possível quanto permitido pelas regras gerais. Ex:
III – ACENTUAÇÃO DE SUBSTANTIVOS
Deve ser constante em seguir o acento do Nominativo tanto quanto possível. Assim, é necessário saber de cor:
4 LIÇÃO 3 - PRES. ATIVO INDIC./CONJUNÇÃO VERBAL/ANÁLISE VERBAL
OBJETIVOS:
1. Recitar de cor o vocabulário grego com suas respectivas traduções.
2. Recitar de cor as terminações verbais do Presente Ativo do Indicativo.
3. Definir e explicar os conceitos gramaticais, em particular os seis elementos de um verbo.
I – PRESENTE ATIVO DO INDICATIVO
1. VOCABULÁRIO: (aprender de cor os verbos abaixo – fazer fichas de auxílio).
2. OS VERBOS: têm tempo, voz e modo, como no português. Os tempos verbais gregos expressam mais a qualidade da ação do que o tempo em que a ação acontece. Somente no Indicativo é que o Presente indica Tempo Presente. A ideia principal do Presente é que a ação é contínua, ainda em progresso, e é chamada de Linear ou Durativa.
* A VOZ ATIVA indica que o sujeito é quem pratica a ação e o MODO INDICATIVO implica que a ação é um fato.
3. CONJUGAÇÃO DO VERBO:
4. TERMINAÇÕES PESSOAIS: O pronome pessoal quase não é usado no grego, pois as próprias terminações já
indicam por si que a pessoa está fazendo a ação. As terminações para os verbos primários (presente, futuro e perfeito) são:
5. RAIZ, TEMA, VOGAL TEMÁTICA:
a) RAIZ: a primeira pessoa do singular do Presente Ativo do Indicativo é a raiz do verbo.
b) TEMA/RADICAL: é a parte constante (quase sempre) de um verbo.
c) VOGAL TEMÁTICA: é a vogal colocada entre o Tema e as Terminações Pessoais que começam com consoantes.
Para conjugar um verbo é só pegar o Tema, adicionar as Terminações Pessoais e colocar a Vogal Temática onde for necessária.
OBSERVAÇÃO: daqui por diante iremos aprender a Vogal Temática como parte das Terminações.
6. ACENTUAÇÃO VERBAL:
Os verbos têm acentos recessivos. Assim, precisamos apenas observar a última sílaba:
se for breve leva um agudo na antepenúltima sílaba; se for longa leva um agudo na
penúltima sílaba.
7. ANÁLISE DE UM VERBO:
Analisar um verbo significa reconhecer Tempo, Voz, Modo, Pessoa, Número, Raiz e Significado do verbo. Vejamos um exemplo de análise utilizando alguns verbos diferentes e em diferentes conjugações:
5 LIÇÃO 4 - SEGUNDA DECLINAÇÃO/ANÁLISE DE SUBSTANTIVOS
OBJETIVOS:
1. Recitar de cor o vocabulário.
2. Recitar de cor as terminações da Segunda Declinação.
I – VOCABULÁRIO
II – SEGUNDA DECLINAÇÃO
1. DECLINAÇÃO: é a mudança que ocorre na forma dos substantivos (incluindo pronomes, adjetivos e verbos no particípio) com o propósito de indicar sua relação com o resto da sentença. Há 3 declinações em grego. A primeira, com a predominância do “a” – e por isso chamada de declinação “a”, a segunda em “o”; e a terceira com predominância de consoantes. Porém, aprenderemos em primeiro lugar a Segunda Declinação por razão de conveniência, por ser mais fácil. Os substantivos, no grego, têm gênero, número e caso. Vejamos:
2. GÊNERO: existem 3 gêneros: masculino, feminino e neutro. Os gêneros devem ser decorados juntamente com a palavra. Quase todos os substantivos da Segunda Declinação terminados em “oj” são masculinos; e em “on” são neutros. O gênero é indicado no vocabulário (e também nos dicionários) pelo artigo posto em frente à palavra. O artigo masculino é “o”, o feminino “h” e o neutro é “to”.
Exemplos:
3. NÚMERO: como no Português, existem 2 números (singular ou plural). Verbos concordam com o sujeito em número. Vejamos:
4. CASO: é a função que um substantivo (declinado) exerce na sentença. Caso é uma questão de função; declinação é uma questão de forma. Existem 5 casos: Nominativo, Genitivo, (Ablativo, Locativo, Instrumental); Dativo, Acusativo e Vocativo. Como exemplo, vejamos a declinação de anqrwpoj (homem).
OBSERVAÇÃO: As regras de acentuação devem ser observadas e a pronúncia deve ser feita colocando ênfase na sílaba acentuada – como no Português. O Tema (radical) é a parte constante, ao qual as terminações são adicionadas.
5. DECLINAÇÃO SUBSTANTIVO MASCULINO:
OBSERVAÇÃO: Já que a regra geral nos permite acentuar uma sílaba longa, com agudo ou circunflexo, então precisamos de uma extra para nos ajudar. Assim sendo, na Segunda Declinação, todas as últimas sílabas longas acentuadas levam circunflexo, exceto no Acusativo plural.
6. DECLINAÇÃO SUBSTANTIVO NEUTRO:
III – ORDEM DAS PALAVRAS
1. A maneira normal de construir uma sentença é: sujeito, verbo e objeto. Ex: “O homem fala palavras”. Já no grego a ordem das frases é determinada pela ênfase que se quer dar à sentença. Ex:
Assim sendo, a tradução para o Português deve ser feita observando as terminações e não a ordem das palavras. Primeiramente procura-se o sujeito, um substantivo no Nominativo (ou um pronome determinado pelo verbo), depois o verbo e, finalmente, os objetos direto e indireto – esta é a ordem de construção no Português. Ex:
2. O “n” móvel. Quando a terminação “ousi” vem antes de uma vogal ou no final de uma sentença, o “n” é acrescentado.Obs: às vezes pode também aparecer antes de uma palavra que começa com consoante.
3. Identificação ou análise de substantivos: Deve-se identificar o caso, gênero, número, raiz e significado. Obs: a raiz de um substantivo é o nominativo singular do mesmo. Vejamos um exemplo de como identificação ou análise.
6 LIÇÃO 5 - PRIMEIRA DECLINAÇÃO
OBJETIVOS:
1. Decorar as palavras do vocabulário.
2. Decorar as três formas da primeira declinação.
I – VOCABULÁRIO
II – PRIMEIRA DECLINAÇÃO
7 LIÇÃO 6 - ADJETIVO / ARTIGO DEFINIDO
OBJETIVOS:
1. Aprender o uso dos adjetivos.
2. Aprender o uso dos artigos definidos, bem como sua declinação.
I – VOCABULÁRIO
II – DECLINAÇÃO DOS ADJETIVOS
III – DECLINAÇÃO DO ARTIGO DEFINIDO
IV – USO DO ARTIGO
V – CONCORDÂNCIA
VI – USO DOS ADJETIVOS
8 LIÇÃO 7 - PRIMEIRA DECLINAÇÃO NOMES MASCULINOS / PREPOSIÇÃO
I – VOCABULÁRIO
II – USO DE PREPOSIÇÕES
9 LIÇÃO 8 - ENCLÍTICAS / PRONOMES PESSOAIS / PRES. IND.
I – VOCABULÁRIO
II – ENCLÍTICA
III – PRONOMES PESSOAIS
a) A declinação do pronome pessoal da primeira pessoa é:
b) A declinação do pronome pessoal da segunda pessoa, é:
c) declinação do pronome pessoal da terceira pessoa, é:
III – USO DOS PRONOMES
Um pronome é uma palavra usada no lugar de um nome (ou substantivo). Exemplo:
“João está na escola, ele está estudando”. O pronome “ele” está substituindo “João”. O nome João é chamado de antecedente do pronome. Há 3 coisas que consideraremos acerca dos pronomes pessoais:
a) O pronome pessoal concorda com o antecedente em gênero e número, mas não necessariamente em caso. O caso do pronome pessoal é determinado por sua função na sentença.
b) O pronome pessoal não é usado no Nominativo, a não ser que haja ênfase. Quando não são usados, o sujeito é expresso pela pessoa do verbo. Ênfase normalmente é causada por contraste.
c) O uso das formas enfáticas e enclíticas.
IV – PRESENTE DO INDICATIVO DE ei/mi/
10 LIÇÃO 9 - PRONOMES DEMONSTRATIVOS / USOS DE a⇔to/j
OBJETIVOS:
I – VOCABULÁRIO
RESUMO
11 LIÇÃO 10 - PRESENTE DO INDICATIVO MÉDIO E PASSIVO
OBJETIVOS:
1. Conjugar e reconhecer verbos nas vozes média e passiva.
2. Uso do caso Dativo de Meio ou Instrumental.
3. Conhecer verbos deponentes e compostos.
4. Aprender alguns significados do uso de casos juntamente com verbos.
I – VOCABULÁRIO
II - VOZ
12 LIÇÃO 11 - IMPERFEITO ATIVO DO INDICATIVO
I – VOCABULÁRIO
II – IMPERFEITO ATIVO DO INDICATIVO
No tempo presente, não há uma forma especial do verbo grego indicar uma ação contínua; não há distinção entre “eu solto” ou “eu estou soltando”. Mas no tempo passado esta distinção é mais forte do que no Português. O tempo que é usado com Pretérito Perfeito é
chamado de Aoristo (será estudado depois).
III – “AUMENTO” ANTES DE VERBOS COMPOSTOS
Nos verbos compostos o ‘aumento’ vem entre a preposição e o radical. Se a preposição termina com uma vogal, esta desaparece. Exemplos:
13 LIÇÃO 12 - IMPERFEITO MÉDIO E PASSIVO DO INDICATIVO SUJEITO NEUTRO PLURAL
I – VOCABULÁRIO
II – IMPERFEITO MÉDIO E PASSIVO DO INDICATIVO
III – SUJEITO NEUTRO PLURAL
14 LIÇÃO 13 - FUTURO ATIVO E MÉDIO DO INDICATIVO
OBJETIVOS:
1. Verificar como se dá a formação do Modo Indicativo, reconhecendo as partes principais dos verbos.
2. Aprender a formação e a conjunção de um verbo no Futuro do Indicativo Ativo e Médio.
3. Verificar a formação de radicais do Futuro e de outros tempos de vários verbos.
I – VOCABULÁRIO
II – FORMAÇÃO DO INDICATIVO
Para aprender a conjugação de um verbo no Grego, é necessário primeiramente, aprender as “Principais Partes” dos verbos. Estas partes são as várias formas de tempo, nas quais os verbos são escritos. Elas são as primeiras pessoas do singular do tempo.
III – FUTURO ATIVO DO INDICATIVO
IV – FUTURO ATIVO E MÉDIO DE VERBOS TERMINADOS EM CONSOANTES
Quando o radical de um verbo termina numa consoante, o sufixo funde com esta consoante e provocam os seguintes resultados:
V – FORMAÇÃO DE RADICAIS DO FUTURO E DE OUTROS TEMPOS
Neste caso de muitos verbos, os radicais de outros tempos são bastante diferentes do radical do tempo presente. Veja o exemplo: