Instalação Hidráulica
Gestão da Manutenção Predial
1 Saneamento ambiental
Conceito, Importância, Objetivos e Campos de Ação
2 A água na natureza e o ciclo hidrológico
A Água na Natureza
O Ciclo Hidrológico
Ciclo do Uso da Água
3 Sistema de abastecimento de água
Captação e Adução de Água Bruta
Tratamento de Água
Conceitos Básicos
Água para Consumo Humano – Parâmetros
Tratamento Convencional da Água
Distribuição de Água
Medição de Água
Instalação Predial de Água
4 Sistema de esgotamento sanitário
5 Instalações hidráulicas para saneamento
Podem ser assim definidas todas as instalações, de natureza hidráulica, que se destinam a produzir, armazenar, conduzir, distribuir e registrar as águas dos Sistemas de Abastecimento levadas até os consumidores, bem como de coletar, afastar e tratar as águas que já serviram aos consumidores e que voltam ao Ciclo de Uso em forma de esgotos.
Na prática, as instalações hidráulicas para saneamento são as unidades de tratamento de água, as canalizações de água, os reservatórios, as estações elevatórias (bombas de recalque), os ramais prediais de água, até o cavalete com o hidrômetro. São também as canalizações coletoras de esgoto sanitário, as canalizações de drenagem pluvial e as unidades que compõem os processos de tratamento do esgoto.
Com base nas necessidades de executarem-se serviços de instalações, consertos e manutenções destas “instalações hidráulicas”, o SAMAE criou o cargo de Instalador Hidráulico.
Orientações Técnicas Gerais
Neste subitem serão descritos procedimentos e atividades de infra-estrutura, destinados a dar suporte às instalações hidráulicas, que serão destacadas posteriormente.
• Vala: é a abertura feita no solo, por processo mecânico ou manual, com determinada seção transversal, destinada a receber tubulações. Devem ser considerados os seguintes aspectos:
- Escavação: consiste na remoção do solo, desde a superfície natural do terreno até a cota especificada no projeto; sob pavimentação, deve-se prever a demolição da via de circulação, com pré-cortes das bordas da vala, para evitar a destruição das partes vizinhas. Nesta situação, a largura é ligeiramente superior à da vala. A abertura da vala é geralmente realizada com a ajuda de uma retroescavadeira, cujas características devem ser adaptadas ao diâmetro do tubo, ao meio e à profundidade do assentamento;
- Largura: a largura da vala é em função do diâmetro nominal da tubulação, da natureza do terreno, da profundidade de assentamento, do método de escoramento e da compactação. No momento da execução, é necessário: estabilizar as paredes da vala, seja por talude, seja por escoramento; eliminar os vazios do declive para evitar as quedas de blocos de terra ou de pedra; e acomodar o material retirado, deixando um corredor de 0,80m de largura;
- Profundidade: é a diferença de nível entre o fundo da vala e a superfície do terreno. Salvo indicação contrária, a profundidade mínima da vala é aquela que resulta em uma altura de recobrimento não inferior a 0,80m, a partir da geratriz superior do tubo;
- Fundo da Vala: é a parte inferior da vala, sobre a qual a tubulação é apoiada diretamente ou através de um berço adequado. O fundo da vala deve ser nivelado conforme o perfil ao longo da canalização e livre de todo o material rochoso ou de entulho; deve ser assegurado que o apoio do tubo sobre o solo seja regularmente distribuído em todo o seu comprimento; o conduto deve ficar bem apoiado no fundo da vala; para tanto, deve ser feito um rebaixamento para alojamento da bolsa ou encunhamento do conduto, de forma a evitar que a tubulação fique apoiada nas bolsas.
- Escoramento: é toda a estrutura destinada a manter estáveis os taludes e as paredes das valas escavadas. O escoramento deve ser realizado nos casos previstos pela regulamentação em vigor ou, de uma maneira geral, quando a natureza do terreno exige. O escoramento da parede das valas depende de numerosos fatores: tipo da vala, profundidade, características do solo, intervalo de tempo durante o qual a vala ficará aberta, presença de carga importante nas imediações, segurança dos operadores e dos equipamentos de construção, etc. As técnicas de escoramento mais usadas são: painéis em madeira feitos com elementos pré-fabricados, escoramento com caixas de madeira ou metálicas e escoramento por estacas. Para evitar sobrecarga no escoramento, o material escavado deve ser colocado a uma distância mínima de 0,80m da borda ou conforme determinado em projeto;
- Esgotamento: é a operação que tem por finalidade a retirada da água da vala, de modo a permitir o desenvolvimento dos trabalhos em seu interior. A abertura da vala deve ser feita do nível mais baixo em direção ao mais alto, de forma a permitir a auto-evacuação da água do fundo da vala. Quando a vala é realizada em um terreno encharcado de água (lençol freático), pode ser necessário retirar as águas da vala por bombeamento (diretamente na vala ou em um ponto ao lado). Quando for indicada a utilização de dispositivos de bombeamento, devem ser previstas as obras necessárias para a drenagem superficial das águas e também o equipamento de esgotamento mais adequado.
- Reaterro: é a recomposição de solo desde o fundo da vala até a superfície do terreno. O reenchimento é obrigatoriamente manual até 0,50m acima da geratriz superior da tubulação, executado em camadas, utilizando-se soquete manual, mecânico ou outro, cumpridas as condições estipuladas em projeto. O reenchimento e adensamento acima de 0,50m da geratriz superior da tubulação podem ser executados por processos mecânicos. Em ruas pavimentadas, no processo de reaterro da vala, devem ser restabelecidas as condições anteriores de compactação da base e sub-base do pavimento, de modo a conferir a mesma capacidade de suporte anterior à abertura da vala. O reaterro com compactação tem a função de envolvimento de sustentação, realizado com o próprio material retirado da vala ou com material importado e de envolvimento de proteção, efetuado com terra peneirada ou com areia; esta cobertura pode assegurar as duas funções: proteção e manutenção. O reaterro superior é geralmente realizado com o próprio material retirado da vala, não compactado (na calçada), ou por materiais selecionados com compactação (sob pavimentação). As alturas de recobrimento mínimas e máximas dependem das características do tubo e das condições de assentamento. Podem ser distinguidas três zonas em uma vala de assentamento: zona de reaterro(1), zona de reaterro controlado(2) e solo natural(3). A zona (1) varia em função da região do assentamento (rural ou urbano) e deve levar em consideração a estabilidade da pavimentação de ruas e estradas. A zona (2) condiciona a estabilidade e a proteção da canalização, sendo que sua execução deve satisfazer as seguintes variáveis: características dos tubos (rígidos, semi-rígidos ou flexíveis); a cargas externas (altura do reaterro e cargas rodantes) e a natureza rochosa e a heterogeneidade dos terrenos. Normalmente, essa zona é constituída por leito de assentamento e envoltória. A envoltória varia segundo a natureza da canalização. Para tubos flexíveis, deve estender-se até 0,10m acima da geratriz superior do tubo, enquanto que, para tubos rígidos e semi-rígidos, poderá ir até a altura do diâmetro horizontal da canalização.
• Assentamento da Tubulação: o fundo da vala constitui a zona de base do tubo. Nos casos onde o solo é relativamente homogêneo, é possível o assentamento direto do tubo sobre o fundo da vala. É conveniente assegurar-se do perfeito apoio do tubo, principalmente nos casos de grandes diâmetros. Quando um fundo de vala não serve para assentamento direto, deve-se executar um leito de brita ou areia, com espessura na ordem de 10cm, como no desenho ao lado.
• Reposição da Pavimentação: há dois tipos de repavimentação: no leito da via pública, geralmente executado em asfalto, paralelepípedo ou concreto e, no passeio público, geralmente executado em concreto, pedras regulares ou irregulares, cerâmicas e outros. A reposição da pavimentação deve objetivar o restabelecimento das condições anteriores à abertura da vala.
• Sinalização: a sinalização compreende a colocação, manutenção e remoção de todos os dispositivos de proteção, segurança e sinalização ao trânsito de veículos e pedestres, diurno e noturno, que deverão atender ao que estabelecem as normas regulamentadoras, dos diferentes órgãos de trânsito, devendo ser instalada antes do início dos serviços e somente removida após a conclusão geral da obra.
Abastecimento de Água – Instalações Hidráulicas
Para um melhor entendimento este item será subdividido em duas partes. Na primeira serão apresentadas instalações hidráulicas pertinentes ao âmbito geral do Sistema de Abastecimento de Água, no caso adutoras, reservatórios, redes distribuidoras, entre outros. Já na segunda parte serão abordadas instalações hidráulicas no âmbito individual, no caso ligações prediais, cavaletes, entre outros. Tal diferenciação se deve ao fato de que apesar de as duas modalidades terem igual importância dentro do Sistema, a primeira tem grande porte e não sofre influência do usuário, ao contrário da segunda, onde a maioria das instalações são de menor gama, mas que dependem fisicamente da vontade do consumidor.
Conceitos
Adução – nos sistemas de abastecimento, é a operação de trazer água desde o ponto de captação até a rede de distribuição.
Adutora – é o conjunto de tubulações, peças especiais e obras de arte, destinados a conduzir água entre as unidades que precedem a rede distribuidora, podendo estar dispostas entre:
- a Captação e a Estação de Tratamento de Água;
- a Captação e o Reservatório de Distribuição;
- a Captação e a Rede de Distribuição;
- a Estação de Tratamento de Água e o Reservatório de Distribuição;
- a Estação de Tratamento de Água e a Rede de Distribuição.
As adutoras não possuem derivações para alimentar distribuidores de rua ou ramais prediais. As adutoras podem ser classificadas de acordo com:
- a natureza da água transportada:
a) adutora de água bruta: transporta a água desde a captação ate a Estação de Tratamento de Água;
b) adutora de água tratada: transporta a água desde a Estação de Tratamento de Água até os Reservatórios de Distribuição, e destes às Redes de Distribuição.
- a energia utilizada para o escoamento da água:
6 Instalações Hidráulicas Para Saneamento Parte 2
Tipos de Materiais Utilizados
a) Para adutoras e subadutoras de “alta” pressão
b) Para adutoras e subadutoras de média e baixa pressões
7 Instalações Hidráulicas Para Saneamento Parte 3
c) Para redes de distribuição
Tipos de Juntas Utilizadas nas Tubulações
Formas de execução, cuidados, materiais necessários à execução de Junta Elástica:
8 Instalações Hidráulicas Para Saneamento Parte 4
Formas de execução, cuidados e materiais necessários à execução de Junta de Flanges:
Controle de Soldas:
Principais Acessórios e sua Instalação
9 Instalações Hidráulicas Para Saneamento Parte 5
Cavaletes Simples
Cavalete Simples – Modelo Galvanizado
Cavalete Simples – Modelo em PVC
Cavalete Simples – Modelo em Polipropileno (PP)
Cavaletes Múltiplos
Cavalete Múltiplo – Dois Hidrômetros
Importância do Cavalete do Hidrômetro
Observações
Regulamentação Interna para Caixas de Proteção
Para Cavalete Simples
Caixa de Proteção Não Embutida
Caixa de Proteção Provisória
Regulamentação Interna para Posicionamento do Cavalete no Imóvel
Posicionamento Frontal ao Imóvel
Posicionamento Lateral ao Imóvel
Tipos de Junta Utilizadas nas Tubulações
10 Instalações Hidráulicas Para Saneamento Parte 6
Esgoto Sanitário
Conceitos
Materiais de Maior Utilização e seus Tipos de Junta
Conceitos
Materiais de Maior Utilização e seus Tipos de Junta
11 Instalações Hidráulicas Para Saneamento Parte 7
Principais Acessórios e sua Utilização
12 Referências bibliográficas
13 Anexos