Pequenos Reparos Domésticos
Pequenos Reparos Domésticos (Marido de Aluguel)
1 Hidráulica
Introdução
Entenda como planejar a instalação hidráulica residencial, veja algumas dicas rápidas para economizar na conta de água e saiba como identificar problemas hidráulicos.
Não é segredo para ninguém que a instalação hidráulica residencial é uma das partes mais importantes da obra. Afinal, o projeto hidráulico é o responsável por comandar todo o abastecimento de água da residência e, sendo assim, até mesmo o menor dos erros pode se tornar um grave problema no futuro.
Por isso, todo cuidado é pouco no momento de fazer as instalações. Contar com mão de obra especializada e investir em materiais de qualidade são apenas alguns dos requisitos básicos para um projeto hidráulico bem-sucedido. Porém, ainda existe uma série de coisas que você precisa saber sobre o assunto. Que profissionais contratar? Que tipo de material é o mais indicado? Como evitar vazamentos? Como fazer a manutenção do sistema?
Estruturando o sistema hidráulico residencial
Tudo começa com a caixa d’água, que é a primeira coisa a se considerar na estruturação do sistema hidráulico de uma residência. A caixa deve ser instalada no ponto mais alto da casa, a fim de evitar problemas no abastecimento dos cômodos.
Caso a arquitetura do projeto não permita a instalação no ponto mais alto, saiba que a distância mínima da caixa d’água em relação ao chuveiro deve ser de pelo menos 1,20 m, garantindo a pressão suficiente.
Onde posso consultar o projeto hidráulico da minha casa?
O projeto hidráulico da residência fica registrado na planta hidráulica, que deverá mostrar o mapeamento de todo o conjunto das ramificações do encanamento e os respectivos lugares por onde os canos estão passando, com seus tamanhos delimitados e outros detalhes pertinentes.
O principal ponto de uma planta hidráulica é a demarcação da saída de água da caixa ou daquela vinda diretamente da rua. Essa saída precisa estar acima de todo o encanamento, favorecendo a pressão para que a água chegue sem problemas a todos os pontos da casa.
Quem constrói a parte hidráulica?
Passada a fase do planejamento da planta hidráulica, é chegada a hora de executar a obra. Nesse momento, entra em cena o bombeiro hidráulico, também conhecido como encanador.
A função desse profissional contempla basicamente dois momentos principais: o primeiro deles é aquele de passar os canos, deixando os pontos de abertura no chão e na parede.
Depois disso, o encanador interrompe o serviço para que o pedreiro instale alguns acabamentos — como pisos e azulejos — ou até que o pintor entre em ação. Feito o acabamento, aí sim o encanador volta para desempenhar o segundo momento de sua função: instalar os vasos sanitários, lavatórios, pias, torneiras, misturadores, entre outras peças do projeto em questão.
É imprescindível respeitar essa fase do acabamento para só então instalar as louças. Caso contrário, você estará correndo o sério risco de os pedreiros ou pintores estragarem as peças durante a pintura ou colocação dos pisos e azulejos. Afinal, fica mesmo difícil trabalhar nos acabamentos caso as louças hidráulicas já tenham sido instaladas, certo?
Como fazer manutenção hidráulica residencial?
Não há como escapar: todas as instalações residenciais necessitam de manutenções regulares. Com o projeto hidráulico, não seria diferente. Nesse caso, o tempo médio de manutenção do sistema costuma variar entre 10 e 15 anos. Quanto mais antiga for a instalação, maior a chance de ela necessitar de reparos.
Tipos de manutenção
Para evitar transtornos e gastos maiores, são recomendadas manutenções periódicas anuais - vistoria, pequenos reparos, troca de componentes, correção de vazamentos etc. - a fim de identificar eventuais falhas que possam trazer problemas mais graves no futuro. É dessas manutenções que falaremos a seguir:
Preventiva
Como o próprio nome indica, a manutenção preventiva é realizada mesmo quando não há danos aparentes no projeto. Ela serve justamente para investigar possíveis falhas no sistema hidráulico e corrigi-las antes de se agravarem.
Segundo as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), as manutenções preventivas servem para localizar e reparar todo e qualquer problema que não possa ser negligenciado em uma instalação, sob o risco de causar acidentes. Por isso, o ideal é que seja realizada com frequência anual.
Preditiva
Esse tipo de manutenção vem sendo bastante procurado e está relacionado aos projetos de automação residencial. Trata-se de um compilado de ações que controlam as instalações da residência por meio de ferramentas tecnológicas, a fim de prever prováveis erros no sistema. Assim, assegura-se o rendimento máximo da instalação e o grau mínimo de ocorrência de falhas operacionais.
Corretiva
O serviço de manutenção corretiva consiste em realizar os consertos ou reparos dos componentes que já se desgastaram pela ação do tempo. Esse tipo de manutenção também poderá ser necessário caso ocorra algum imprevisto que possa ter comprometido algum componente do sistema hidráulico.
Tipos de materiais para sistema hidráulico
A escolha dos materiais para a instalação hidráulica residencial demanda muita atenção e alguns critérios específicos. Para você ter uma ideia, cada parte do projeto hidráulico precisa de uma tubulação diferente: o chuveiro pede um tipo de cano específico, enquanto o vaso sanitário demanda outro, assim como a pia da cozinha também, e por aí vai.
Por isso, é preciso estar bastante atento no momento da compra. Além do mais, a qualidade de cada material também deve ser priorizada, pensando no custo-benefício das instalações. Afinal, de nada adianta comprar materiais de qualidade inferior e sofrer com vazamentos depois, concorda?
Quanto ao tamanho exato dos canos, considere este sistema básico de planta hidráulica residencial: serão necessários dois canos de tamanhos diferentes — um deles para o vaso sanitário com descarga, de 1 e ½ polegada de diâmetro; e outro para todo o restante da casa, com ¾ polegadas de diâmetro. Na terminação de cada cano de ¾ polegada, deverá ser instalado um redutor para torneiras, de meia polegada.
Nas principais saídas do sistema hidráulico, instala-se um registro intermediário, que tem por função auxiliar na manutenção das instalações. Por exemplo, na troca da borracha da torneira ou nos reparos na válvula da descarga.
Resistência da tubulação
Esse item merece ainda mais cuidado porque sua função é crucial para o funcionamento do sistema hidráulico. Podemos dizer que a tubulação é o coração do projeto hidráulico, pois direciona todo o abastecimento da residência. Ou seja: não basta saber quais canos você precisa comprar. É imprescindível que eles tenham qualidade o suficiente para não causar danos futuros às instalações.
Portanto, ressaltamos não só necessidade de comprar peças de marcas reconhecidas no segmento, mas também, a obrigatoriedade de contratar profissionais especializados para realizar a instalação. Com esses cuidados básicos, você garante a funcionalidade ideal do sistema e uma vida útil considerável para o seu projeto hidráulico.
Tubulação de metal ou PVC
Embora as tubulações de PVC tenham vida útil estimada em mais de 50 anos, seu uso no Brasil só passou a ser recorrente em meados dos anos 1970. Por isso, em projetos hidráulicos mais antigos, é muito comum encontrar tubulações de metal.
Quanto às características de cada material, é essencial saber que os tubos de PVC apresentam menor resistência à temperatura. Eles conseguem transportar líquidos de até no máximo 20° C. Ou seja, se você deseja escoar água quente na sua casa, precisará optar pela tubulação de metal — em cobre ou PPR (Polipropileno Copolímero Random).
É importante ressaltar também que, caso as tubulações do sistema hidráulico fiquem expostas, elas apresentarão menor durabilidade, independentemente do material escolhido, já que a ação dos raios ultravioleta é implacável para a vida útil dos materiais.
Para além da tubulação, considere também que todas as torneiras da casa vão precisar de um sifão — de PVC ou de metal — para escoamento da água. A opção pelo PVC ou pelo metal vai depender mais de uma escolha pessoal do dono da casa ou das indicações do engenheiro responsável pelo projeto hidráulico.
No entanto, saiba que qualquer um dos dois materiais atende aos requisitos necessários para uma instalação bem-sucedida, desde que sejam de qualidade. Isso significa que, caso você escolha o sifão de PVC, deve priorizar aqueles de plástico mais resistente. Assim, você evita que se quebrem com facilidade, provocando vazamentos e dando trabalho para re-instalar.
Como identificar algum vazamento
Sem dúvidas, contar com a ajuda de profissionais especializados é o melhor caminho. Afinal, eles conseguem detectar quaisquer sinais de problemas, mesmo que os alertas sejam imperceptíveis para uma pessoa comum.
Porém, alguns sinais são tão clássicos que você mesmo pode aprender a identificá-los, como os temidos vazamentos. Saber onde estão as falhas no sistema agiliza mais ainda o processo de reparo quando o prestador de serviço estiver na sua casa para solucionar o problema.
Basta um teste simples para que você consiga identificar se há ou não algum vazamento no sistema hidráulico. Comece fechando as saídas de água e observe o medidor. Se o ponteiro parar, significa que não há vazamentos. Mas, caso o ponteiro continue girando, existe um problema. Aí sim é hora de contratar o encanador.
Para identificar problemas na tubulação — aqueles que não deixam sinais visíveis nas paredes — o teste será outro. Se a sua residência for abastecida pela caixa d’água, você deverá fechar todas as torneiras, desligue os aparelhos que utilizam água e não usar os sanitários nesse momento. Depois, feche a torneira da boia da caixa e marque o nível de água que ficou presente nela. Passada uma hora, se esse nível baixar, significa que há falhas no sistema.
Caso os canos sejam alimentados diretamente pela rede, você deverá fechar o registro localizado na parede, abrir uma torneira alimentada por ele — que normalmente é a do tanque — e esperar a água parar de sair. Nessa hora, pegue um copo cheio de água e coloque na boca da torneira. Se o líquido for sugado, é sinal de vazamento.
Se você deseja encontrar o local exato do problema, faça o teste da batida na parede. Mas, para dar certo, é necessário que você saiba por onde os canos estão passando. Dê leves batidas em toda a extensão do encanamento, observando se o som é diferente em alguma parte do sistema. Ruídos anormais indicam possíveis vazamentos.
Quanto ao vaso sanitário, existe um teste simples e muito eficaz para detectar problemas na válvula da descarga. Basta jogar um pouco de borra de café dentro do vaso. Se ela não ficar depositada no fundo da bacia, quer dizer que existe vazamento no sistema hidráulico.
Há ainda outros sinais clássicos de vazamentos ou infiltrações que são fáceis de identificar e que jamais devem ser negligenciados, sob o risco de agravar o problema futuramente.
São eles: manchas no teto ou nas paredes, presença de mofo ou formação de poças d’água em qualquer ponto da residência. Desprendimento de azulejos ou alteração nas cores dos revestimentos também podem ser fortes indícios de problemas na instalação hidráulica.
2 Instalações Elétricas/Acessórios
O que é o projeto elétrico residencial?
O projeto elétrico é a representação gráfica e escrita das futura instalações elétricas residenciais. É onde serão definidos e indicados os pontos de iluminação, as tomadas, os interruptores, os circuitos elétricos, a posição do quadro de distribuição e dos dispositivos de proteção, levando em conta os equipamentos e aparelhos a serem usados pelos moradores de uma casa.
A execução dos projetos é realizada por profissionais e norteada pela NBR 5410 — que dispõe sobre instalações elétricas de baixa tensão.
O projeto elétrico leva em consideração o ambiente e as suas necessidades, ou seja, quantos equipamentos serão ligados naquele cômodo e quais são os seus tipos. Além disso, também considera o número de pessoas que usarão os ambientes e as atividades a serem desempenhadas por elas.
Como fazer a instalação elétrica residencial?
Para realizar uma instalação elétrica, é importante saber alguns conceitos. As instalações elétricas, por exemplo, são um conjunto de componentes elétricos que têm como finalidade proporcionar a utilização de energia elétrica.
Os condutores são os fios pelos quais a corrente elétrica passa. Esses condutores podem receber quatro nomes diferentes: neutro, fase, retorno ou terra. O neutro é um condutor que não apresenta tensão, ou seja, que não está carregado.
Já a fase é um condutor que apresenta tensão ou diferença de potência, que pode ser de 127 volts ou de 220 volts. Enquanto isso, o retorno é um condutor utilizado nas instalações de iluminação, e liga o ponto de luz à tomada.
O terra, também conhecido como condutor de proteção, é ligado a hastes cravadas na terra, além de acompanhar todos os circuitos e alguns equipamentos. Ele tem como função proteger os equipamentos ligados aos circuitos de sobrecargas elétricas e também os usuários de possíveis choques elétricos.
Após saber os conceitos iniciais relacionados à instalação elétrica residencial, é importante seguir um passo a passo, uma vez que, para a realização de algumas etapas, é necessária a execução prévia de outras. Por isso, deve-se começar analisando a residência em questão, ou seja, a planta baixa do local.
Diagrama e simbologia
O diagrama é a forma que descreve as instalações elétricas em forma de símbolos. Após a definição dos circuitos e eletrodutos, é importante a representação do diagrama unifilar em cada circuito e ligação. O diagrama unifilar indica quais condutores estão passando por cada região do circuito. Ou seja, se é fase, neutro, terra ou retorno. Para cada tipo de ligação, estão presentes determinados tipos de condutores.
Além do diagrama unifilar, também existe o diagrama multifilar (mais complexo e pouco usado, pois faz uma descrição mais minuciosa de uma instalação e é desenhado em 3D), diagrama funcional (referente a apenas uma parte da instalação elétrica que não demonstra com exatidão as posições, medidas e percurso dos componentes) e diagrama trifilar (usado em sistemas e máquinas trifásicas, demonstrando cada uma das três fases, e o mais parecido com o unifilar).
Nessa etapa, também são definidas as simbologias a serem utilizadas. Essas simbologias indicam os tipos de condutores, o referido circuito, a altura das tomadas, entre outras informações.
Os erros mais comuns
Alguns erros são muito frequentes e podem interferir no resultado final de toda a instalação elétrica residencial. Tendo conhecimento dessas falhas, você conseguirá evitar que problemas como esses aconteçam com você. Confira alguns deles abaixo:
Sobrecarregar disjuntores
O ideal é que seja instalado um disjuntor para cada circuito e um disjuntor geral no quadro de distribuição, para que não ocorra sobrecarga em nenhum deles. Quando muitas cargas estão associadas a um mesmo disjuntor, há possibilidade de ocorrência de sobrecarga e curto-circuito, que podem gerar incêndios e queima de aparelhos elétricos.
Utilizar disjuntores incompatíveis com os cabos elétricos
Para que o disjuntor proteja o circuito, é importante que sua capacidade seja compatível com a capacidade dos condutores que protege. Se essa for muito acima a desses condutores, caso ocorra um curto-circuito ou uma sobrecarga, o disjuntor não será acionado, e o circuito continuará funcionando quando tal processo deveria ser interrompido.
Não instalar o DR (diferencial residual)
Enquanto o disjuntor protege as instalações elétricas, o DR é um componente obrigatório, pois protege as pessoas que estão em contato com as instalações contra choques elétricos.
Ele é indispensável em locais que podem ter presença de água, como cozinhas, banheiros, áreas de serviço, piscinas, saunas etc. O ideal é o uso de DRs de alta sensibilidade, que são os menores ou iguais a 30 mA.
Não utilizar as bitolas corretas
O uso de bitolas inferiores às definidas em norma pode provocar aquecimento dos condutores, perda de energia, funcionamento inferior dos aparelhos elétricos e aumento na conta de luz.
Adquirir fios e cabos “desbitolados” ou materiais de qualidade inferior
Fios e cabos desbitolados são aqueles que não estão de acordo com as normas técnicas e não têm certificação, pois podem comprometer a integridade das instalações elétricas por apresentarem menos material que o recomendado nas normas. O uso de material inadequado pode resultar na queda constante de disjuntores, curto-circuitos e também incêndios.
Existem no mercado marcas que produzem materiais de qualidade inferior, que não são certificadas e nem seguem as recomendações de norma. Entretanto, elas apresentam certificações falsas. Para evitar esse tipo de situação, o ideal é adquirir produtos e materiais de marcas reconhecidas.
Não realizar o aterramento
O aterramento é realizado por meio do condutor terra, que deve ser enterrado, ou seja, deve estar em contato com o solo. A NBR 5410 informa que o sistema de aterramento é um item de proteção e é obrigatório.
É por meio do aterramento que as descargas elétricas terão um caminho alternativo e seguro, protegendo assim, os usuários das instalações contra choques elétricos. Além disso, o aterramento é muito importante para proteger os equipamentos eletrônicos e os componentes da instalação contra queima.
Por esses motivos, o condutor de proteção terra deve ser instalado em todos os circuitos, sejam eles de iluminação ou de tomadas. Também é importante realizar o aterramento individual, que é executado em equipamentos, como máquinas de lavar, secadoras, chuveiros e em outros ambientes úmidos. Para isso, são utilizados fios de cor verde ou verde com listras amarelas.
Não ter tomadas de uso específico
As tomadas de uso específico são aquelas que recebem cargas de aparelhos com potências elevadas, como chuveiros, torneiras elétricas, forno elétrico, geladeira, ar-condicionado etc. Esses aparelhos, sozinhos, costumam apresentar carga semelhante a circuitos que contêm a iluminação de toda a residência ou de diversas outras tomadas de uso geral.
Se colocados em um mesmo circuito de iluminação ou de tomadas de uso geral, esses circuitos serão sobrecarregados em todas as vezes em que os aparelhos de elevada potência forem utilizados, podendo gerar inúmeros problemas, que já foram citados nos tópicos anteriores, como queima de aparelhos elétricos, sobrecarga dos condutores, gasto excessivo de energia etc.
Não realizar revisões e manutenções
Após a instalação elétrica em um imóvel, é importante que a primeira manutenção elétrica preventiva seja realizada, no máximo, dez anos após o término da instalação. Após essa primeira revisão, as demais devem ser feitas, no máximo, de cinco em cinco anos. Dessa forma, é possível garantir a segurança e a qualidade das instalações.
Trocar o chuveiro por um mais potente
Algumas pessoas acreditam que quanto mais potente o chuveiro, melhor será a qualidade do banho. Mas isso só é verdade se a potência do novo chuveiro for suportada pelo circuito. Caso contrário, o circuito pode ficar sobrecarregado e, para evitar curto-circuito, o disjuntor pode desarmar, e a eletricidade será desligada.
Portanto, o ideal é trocar o chuveiro por um de potência correspondente ao anterior ou de potência correspondente à capacidade do circuito.
Deixar a fiação exposta
Fios expostos, eletrodutos com excesso de condutores, caixas de passagem saturadas, passagem de condutores em janelas e portões sem proteção adequada são questões que contribuem para o aumento de acidentes elétricos.
3 Construção e Reforma
Defina o objetivo da reforma residencial
Existem muitas razões para se reformar um imóvel, por exemplo: aumentar seu valor de venda, ampliá-lo, corrigir falhas estruturais, alterar a arquitetura, etc. Por isso, o primeiro passo é criar um projeto de reforma.
O segundo passo é segui-lo à risca. A maior causa de estresse durante a reforma imobiliária ocorre quando o morador se depara com imprevistos. Quando se respeita o planejamento realizado, as chances de ocorrerem eventualidades diminuem consideravelmente.
Defina o objetivo da reforma residencial
Se você acompanha os noticiários já deve ter visto reportagens sobre obras superfaturadas, não é mesmo? Quando os repórteres analisam essas obras, percebem que uma construção pode ter custado muito mais do que deveria ao contribuinte.
Contudo, nem sempre a corrupção é a causa do aumento de custo em uma reforma predial. Às vezes, o responsável pela reforma não tem bom senso ao usar os recursos estipulados.
Portanto, mesmo que você esteja planejando pequenos consertos, não deixe de pesquisar o preço dos materiais que serão utilizados, assim como o custo com a mão de obra.
Dessa forma, você contratará a melhor empresa de reforma e poderá fazer um trabalho muito mais completo, pois utilizará seus recursos com inteligência.
Defina o objetivo da reforma residencial
Esse tipo de manutenção ajuda na segurança do imóvel, além de contribuir com a sua valorização. Por isso, em uma reforma residencial você deve priorizar a manutenção elétrica, hidráulica e reforços estruturais.
Além do mais, esse cuidado evita o desperdício de materiais e mão de obra. Imagine perceber que o encanamento do imóvel não está em boas condições na fase de acabamento da reforma?
Seria necessário quebrar paredes e pesquisar por tubos e conexões. Nesse caso, tudo o que já fora gasto com tintas, gesso, entre outros, seria jogado fora. Por mais que esse tipo de situação pareça absurda, acredite, ela é muito comum.
Dicas de pequenas reformas
Pinte a casa
Reformar a casa com uma nova pintura contribui muito para a sua valorização. Além disso, se você souber pintar, a pintura pode sair bem mais barata. E fazer mudanças como essa fazem bastante diferença, passando um ar de renovação ao ambiente. Mas, atenção! Alguns cuidados devem ser tomados antes iniciar a pintura, como:
- não pintar a parede se nela for encontrada algum tipo de rachadura;
- se houver indícios de infiltração na parede também não se deve pintá-la, assim como se ela estiver mofada.
O ideal é preparar o ambiente primeiro, até que ele esteja em condições de receber uma tinta. É muito importante saber como passar massa corrida na parede da forma correta e escolher a cor ideal. Até porque uma reforma em apartamento com pouco espaço, por exemplo, exige a utilização de cores mais claras. As cores claras ajudam a ampliar o espaço. Caso contrário, a pessoa pode ficar à vontade para escolher a cor predileta, desde que as cores se harmonizem com todo o ambiente da casa.
Renove a iluminação
A iluminação de uma casa é um fator preponderante para promover mudança no ambiente, trazendo consigo novas possibilidades de sensações e percepções em cada ambiente. Isso porque a iluminação feita da maneira correta dá destaque a alguns elementos e/ou espaços, além de proporcionar um conforto visual.
Dessa forma, ilumine cada cômodo da casa de acordo com o seu objetivo. Por exemplo, o quarto favorece aconchego e relaxamento, então o ideal é utilizar lâmpadas amarelas que trazem sensações de acolhimento. Sancas de gesso embutidas com luzes de LED também podem ser uma boa opção. Entenda mais sobre iluminação residencial aqui!
Troque as janelas
Trocar as janelas é uma ótima opção para as pequenas reformas. Isso porque, com o passar do tempo, muitas aberturas acabam sofrendo com as intempéries climáticas. E encontrar uma nova janela não é tão difícil. É possível encontrá-las de diversos designs e tamanhos. A escolha dependerá muito do que busca.
Para isolar a luminosidade que vem de fora, as janelas mais utilizadas são as de PVC. Já para aproveitar mais a luz exterior, as janelas tipo blindex são ideais. Ambas são modernas e isolam muito bem o calor e ruídos.
Transforme o seu banheiro
Alterar pequenos detalhes no banheiro podem fazer toda a diferença. Mudar uma pia, trocar o armário e melhorar a iluminação são ações que renovam o ambiente de forma prática e estratégica. Até mesmo os objetos de decoração, como os acessórios porta-toalha e papel higiênico, se trocados, podem fazer bastante diferença. Adicionar alguns vasos com plantas é uma boa ideia também.
Além disso, você pode colocar uma faixa nas paredes para aumentar o charme do cômodo, colocar um papel de parede ou até mesmo trocar o box por um material mais moderno, como o vidro.
4 Como instalar campainha elétrica
O problema pode estar no botão
- Solte os parafusos e retire o botão.
- Com uma chave de fenda, retire os fios do botão e encoste um no outro.
- Se ao fazer isso a campainha tocar, é porque o botão está com defeito.
- Para resolver, compre um novo e ligue nele os dois fios. Lembre-se que cada fio deve ser conectado a um terminal.
O problema pode estar na caixa da campainha
- Retire a tampa da campainha e solte os fios conectados aos parafusos.
- Ligue-os a um multímetro ou voltímetro, aparelhos usados para medir a tensão elétrica em um circuito e medir e avaliar grandezas elétricas, respectivamente.
- Se o visor do aparelho mostrar corrente será preciso trocar a campainha.
- Desconecte os fios antigos e os marque com fitas para não confundi-los.
- Siga as instruções do fabricante para instalar a nova campainha. Faça um teste e recoloque a tampa se tudo estiver funcionando.
5 Como trocar uma lâmpada queimada
Nem sempre estamos preparados para resolver pequenos reparos domésticos, como por exemplo, uma lâmpada queimada. Você está sozinho(a) em casa e a lâmpada de repente se apaga. Nessa hora, é fundamental saber como trocá-la de maneira simples e prática.
1 - Para que não haja problema com choques elétricos, procure desligar o interruptor e o disjuntor;
2 - Verifique a voltagem da lâmpada que deve ser trocada. Tenha sempre algumas reservas guardadas em casa;
3 - Se não alcançar, pegue uma escada ou uma cadeira. Nunca faça esse serviço com os pés descalços;
4 - Gire a lâmpada com cuidado no sentido anti-horário. Mas cuidado para não se queimar! Caso ela ainda esteja quente, aguarde alguns minutos até que ela esfrie completamente;
5 - Para retirá-la, não toque na rosca ou na parte metálica;
6 - Pegue a lâmpada nova (com a mesma voltagem e potência) e coloque-a no bocal, girando-a no sentido horário até o final, ou seja, até sentir que ela ficou firme;
7 - Pronto. Já pode religar o disjuntor no quadro de luz e o interruptor para testar o serviço.
6 Tipos de tapetes e como limpá-los
Tapetes felpudos podem ser limpos com detergente e amaciante
Tendência no universo de decoração, os tapetes felpudos - também conhecidos como shaggy - deixam a atmosfera de qualquer ambiente mais confortável e aconchegante. Entretanto, a pelagem também exige maiores cuidados para que a peça não acumule germes ou ácaros. Para limpar esse tipo de tapete, comece aspirando-o para remover toda a poeira. Depois, prepare uma mistura com partes iguais de água e detergente e aplique em sua superfície. Uma boa dica é usar uma escova macia para ajudar a remover manchas, escovando delicadamente no sentido dos fios. Caso os pelos do seu tapete sejam mais compridos, você também pode misturar amaciante à solução de água e detergente para deixá-los mais suaves ao toque.
Manchas em tapetes persas devem ser removidas com água, detergente e vinagre
Clássicos, os tapetes persas costumam ser feitos de materiais como lã e seda, tingidos com pigmentos naturais - o que pede um cuidado ainda maior na hora da limpeza. Use o aspirador para limpar as franjas nas laterais e remover toda a poeira do tapete. O ideal é lavá-lo com água fria e sabonete neutro, o que ajuda a evitar que ele desbote. Para remover manchas mais resistentes, como as de café, vinho ou as causadas por animais de estimação, use um pouco de vinagre branco, detergente e água na área afetada.
Tapetes sintéticos em geral podem ser lavados na máquina de lavar
Os tapetes sintéticos costumam ser mais acessíveis e são feitos de fibras como náilon, acrílico e poliéster. Por serem mais resistentes, são ideais para salas de estar, corredores ou ambientes de grande circulação. Muitas vezes, eles podem ser lavados na máquina de lavar - por isso, vale a pena conferir as instruções na etiqueta! Caso esse não seja o caso, você pode lavá-los à mão no tanque ou remover as manchas com um pouco de água e detergente.
Use sabão neutro para limpar tapetes de fibras naturais
Conhecidos pelo visual mais rústico, os tapetes de fibras naturais podem ser feitos de materiais como sisal, fibra de coco, juta, seagrass e mountaingrass. Para limpá-los, primeiro sacuda o tapete e aspire para remover a poeira. Depois, use sabão neutro pela extensão das fibras naturais e enxague com um pano úmido para retirar o produto.
Tapetes para banheiro pedem cuidados diferentes
Os tapetes para o banheiro, tanto os de tecido quanto os de borracha, merecem atenção especial para evitar o acúmulo de bactérias e sujeira. Para lavar as peças de borracha, use água morna ou quente e pouco de água sanitária - lembrando sempre de usar luvas para proteger as mãos. No caso de tapetes de banheiro feitos de tecido, você pode colocá-los na máquina de lavar normalmente, usando água quente para eliminar mofos e outros organismos prejudiciais à saúde.
7 Amolar facas, passar roupas e fazer um embrulho
Amolando faca
Usando Pedra de Amolar
Escolha a inclinação para afiar a faca. Se você já sabe que ângulo foi usado para afiá-la, mantenha o mesmo. Usar uma inclinação diferente da original consome mais tempo e esforço.
- Se você desconhece o ângulo apropriado, pergunte ao fabricante de sua faca ou pesquise em uma loja de facas de boa reputação.
- Caso decida se arriscar, escolha um ângulo de 10° a 30° para cada lado. Quanto mais deitada você deixar a faca, mais afiada ficará o fio, mas o resultado durará menos. Por outro lado, quanto mais em pé, mais tempo vai durar a afiada. Um bom meio-termo seria uma inclinação entre 17° e 20°.
Lubrifique a pedra de amolar usando óleo mineral. Um óleo de consistência leve facilita o deslize da lâmina sobre a pedra, além de evitar que as partículas que se desprendem do metal acabem entupindo os poros da mesma.
- Verifique as orientações do fabricante para a lubrificação da pedra. As pedras de amolar mais comuns são feitas de carborundo para serem usadas tanto úmidas quanto secas, mas se forem lubrificadas com óleo, podem ser destruídas. Porém, há algumas pedras que são feitas especificamente para serem lubrificadas com óleo.
Mantenha o ângulo certo com uma guia. Se não tiver uma, você terá que controlar a inclinação da faca manualmente, o que é muito difícil e requer uma ótima percepção de ângulos.
- Uma das partes mais difíceis da tarefa de amolar uma faca é acertar o ângulo. Para facilitar esse processo, experimente passar canetinha nos dois lados da lâmina. Conforme você vai afiando, confira se a tinta está saindo.
Comece pelo lado mais áspero da pedra. Ele é usado para preparar a lâmina para ser afiada.
Para deixar o fio de corte simétrico, amola a faca arrastando-a pela pedra na direção oposta à que você usaria se quisesse cortar uma fina camada de pedra. Isso criará uma rebarba e prolongará a vida útil da pedra.
Continue amolando no ângulo definido até alcançar por volta da metade do aço. Não é necessário medir com precisão. Para lâminas de um gume (amolação Scandi, amolação com buril etc.), não vire a faca quando for orientado a fazê-lo neste artigo.
Vire a faca e amole o outro lado da lâmina até criar um novo corte. A maneira mais fácil de saber se você já removeu uma quantidade suficiente de metal é permanecer amolando até surgir uma rebarba. Rebarbas são formadas naturalmente pelo aço quando um chanfro é desgastado até encontrar o outro.
- Na maioria das vezes, as rebarbas serão pequenas demais para serem vistas, mas você poderá senti-las passando seu polegar pelo fio da lâmina. Pedras mais puras produzirão rebarbas ainda menores.
Vire a pedra para ficar com o lado menos áspero para cima e comece a afiar o outro lado da lâmina. O objetivo é tirar as rebarbas criadas ao afiar-se com o lado mais áspero da pedra. Dessa forma o fio da lâmina ficará mais afiado.
Vire a faca e continue afiando com o lado menos áspero da pedra
Comece a alternar os lados. Passe a faca uma só vez sobre a pedra, e então vire a lâmina e faça o mesmo do outro lado. Repita esse processo várias vezes para um melhor resultado.
Se desejar, você pode continuar até que o fio fique bem liso, sem rebarbas. Assim ele cortará melhor ao ser empurrado contra a tábua de cortar. Por outro lado, a falta das rebarbas vai dificultar a tarefa de cortar cascas de tomate, por exemplo.