Mídias no setor publicitário
Auxiliar em Agropecuária
1 Introdução
São vários os tipos de mídia utilizados no setor publicitário como televisão, rádio, revista...
Quem trabalha com diferentes mídias sabe que escolher os melhores meios para veicular determinada campanha é uma etapa crucial se o objetivo é entregar resultados satisfatórios aos clientes.
Abaixo,listaremos quais são os tipos de mídia no setor publicitário.
Televisão
Considerada o principal meio de comunicação de massa no Brasil, a televisão ainda é classificada como uma inesgotável fonte de alcance publicitário.
Apesar de possuir um custo elevado em relação a outros meios, a televisão é, de fato, capaz de causar grande impacto, já que possibilita inúmeras opções de períodos e horários, permitindo a inserção em programas distintos e com diferentes durações.
Outro ponto forte, é a segurança que uma propaganda veiculada nesse tipo de mídia transmite ao público se comparada a anúncios da internet, por exemplo.
Além da incontestável influência exercida pela mídia televisiva, os resultados podem ser observados em um período relativamente curto, o que facilita na hora de avaliar se os objetivos foram realmente atingidos.
Entretanto, tanto os custos de produção das peças quanto os valores de inserção de anúncios são relativamente altos, nesse caso, se os objetivos esperados não são atingidos, o prejuízo pode ser grande
Rádio
Com a ascensão da televisão, muito se falou que o rádio seria rapidamente extinto. Além de se provar uma teoria equivocada, o rádio conseguiu se adaptar muito bem ao cenário tecnológico no qual vivemos hoje.
Consolidado como um importante meio para a divulgação de marcas, produtos e serviços, o rádio mostrou que se uma mídia deseja sobreviver às crescentes inovações pelas quais os meios de comunicação passam, ela deve se ajustar aos novos hábitos adquiridos pelo seu público.
E se antes era preciso sintonizar a frequência correta para ouvir uma estação de rádio, hoje esta mesma rádio é facilmente encontrada com uma rápida pesquisa na internet.
Além de ser uma fonte de entretenimento imediata, o rádio oferece uma vantagem única: o ouvinte consegue gravar com muito mais facilidade a mensagem em questão, uma vez que os efeitos sonoros e os famosos jingles ficam gravados na memória por um bom tempo.
Ao contrário da televisão os custos de produção de anúncios em rádio são bem mais baratos, o que gera alta procura por essa mídia por parte de agências que buscam por valores mais acessíveis.
Jornal
Da mesma forma que o rádio, o jornal também é alvo de especulações de que será substituído por veículos online. Apesar de muitos jornais migrarem para a internet, a sua forma impressa ainda possui um público fiel.
O que, para os publicitários é uma boa notícia, já que é comum que cada jornal possua um determinado tipo de leitor, o que contribui para um melhor direcionamento ao público-alvo que se quer atingir.
Por se tratar de um meio com uma segmentação tão específica, um anúncio pode ser facilmente adaptado para determinada região. Além disso, o jornal possibilita a oportunidade de se criar anúncios sempre atuais, uma vez que esse tipo de mídia necessita de diagramação diária.
Por exemplo, se surgir uma oportunidade de divulgação de um anúncio hoje, não há possibilidade de divulgação em uma revista, visto que, geralmente revistas são mensais, correndo-se o risco de perder o timing (já que sua veiculação será mês que vem). Ao passo que no jornal, o anunciante terá a certeza que amanhã mesmo poderá anunciar, de acordo com a concorrência dos locais, claro.
Se você já ouviu o termo “frequência”, muito comum ao departamento de mídia, provavelmente sabe que o jornal não se encaixa nesse quesito.
A frequência nada mais é que a quantidade de vezes que determinado anúncio será visto por pessoa, nesse caso, por ter uma vida útil curta, o jornal “de ontem” costuma ser rapidamente descartado.
Diante disso, impactar o leitor em tão pouco tempo não é uma tarefa fácil, nesse caso uma boa ideia, atrelada ao estudo detalhado do público-alvo é a chave para que um anúncio não escape da mente do leitor tão facilmente.
Mídia Externa
Alternativa mais barata aos meios tradicionais de divulgação de uma ação ou campanha, a mídia externa pode ser empregada por meio de outdoor, placa, frontlight e tantos outros meios.
Com um investimento relativamente baixo, a divulgação externa, se bem elaborada, pode gerar um impacto muito grande diante do seu público.
Isso porque a mensagem é transmitida de maneira objetiva, nesse caso, é permitido abusar de imagens impactantes, que impressionam pelo seu tamanho e por seu apelo criativo.
Lembra que citamos a frequência no tópico anterior? Ao contrário do jornal impresso, aqui, a frequência é uma característica inevitável, uma vez que as pessoas costumam circular pelo mesmo local regularmente.
Apesar de suas inúmeras vantagens, a poluição visual causada por esse tipo de mídia resultou na sua proibição em alguns lugares, além disso, sua propensão a atos de vandalismo pode trazer prejuízos e refação do trabalho.
Revista
Assim como o jornal impresso, a revista também se caracteriza por englobar públicos extremamente segmentados. Com diversas opções de estilos de publicação, fica fácil lançar mão de assuntos específicos para públicos específicos.
Uma de suas vantagens está na forma como tais anúncios são dispostos na página, uma vez que este formato, aliado a uma excelente qualidade de impressão, dá ao publicitário, uma maior liberdade de criação.
E se o jornal é facilmente descartado ou muitas vezes, reutilizado para outros fins, a revista pode ser lida e relida inúmeras vezes, afinal, quem nunca deu aquela folheada em uma revista ao esperar por uma consulta.
Apesar de atrair um grande número de leitores e ser um espaço proveitoso para anunciar produtos e serviços, a revista também possui seus pontos negativos. Você já deve ter reparado na quantidade de anúncios dispostos em boa parte de suas páginas.
Apostamos que muitos deles já passaram despercebidos por você, não é? Isso acontece porque o excesso de informações acaba distraindo a atenção do leitor, no fim das contas pouca coisa é, de fato, absorvida.
Internet
Que a internet é um terreno fértil para a divulgação de produtos e serviços todos nós sabemos. Uma empresa que não se preocupa em criar vínculos na rede, não está preparada para crescer neste mundo que está se tornando cada vez mais digital.
E com tantas formas diferentes de se comunicar com o público, é impossível abrir mão do que as mídias online têm a oferecer.
Anúncios no Google, Facebook e Twitter, sites e portais da web são apenas algumas das formas mais conhecidas de divulgar uma campanha, e se há uma boa estratégia de marketing envolvida, as chances de engajamento são enormes se comparadas a outras mídias, uma vez que se trata de um ambiente livre, aberto a pessoas de todas as partes do mundo.
Tal engajamento não seria viável sem a possibilidade de interação do público com empresas e marcas. Diante disso, mais importante do que criar anúncios e campanhas atraentes é manter um relacionamento saudável com a audiência.
Assim como as revistas impressas, a mídia online, muitas vezes, peca pelo excesso de informação. Sim! A poluição visual também está presente na internet. E o resultado disso é um grande volume de informações passando despercebidas até aos olhos mais atentos.
Midia Out of home (OOH)
A mídia OOH (ou mídia out of home) é aquela que as pessoas têm acesso quando estão fora de casa. Elas ficam tanto no lado de fora dos estabelecimentos quanto associadas a ambientes específicos, como centros de compra. O maior objetivo é alcançar as pessoas em outros espaços e, assim, aumentar a presença de marca. Alguns exemplos clássicos são:
- outdoor;
- backbus;
- pôster;
- laterais de prédio;;
- painel de LED;
- mídia projetada.
2 Outros tipos de Mídia
Um ponto comum entre boa parte das diferentes mídias citadas até agora é o excesso de informações propagadas diariamente. Consequentemente, muitas dessas informações acabam passando despercebidas do público-alvo. A solução encontrada para essa questão está, obviamente, na criatividade.
Fugindo do óbvio?
Fugir do comum é o que melhor define as mídias alternativas. Nesse caso, isso significa passar longe de qualquer meio tradicional de divulgação. Vale utilizar os lugares mais inusitados, desde banheiros públicos, até elevadores ou mesmo intervenções no espaço público. Aqui o que vale é a criatividade empregada para impactar a audiência das mais diferentes formas.
Novamente, é o potencial criativo quem vai definir se um anúncio trará o sucesso desejado, cabendo ao escopo criativo definir quais os melhores locais e de que forma a campanha irá impactar o público.
3 Profissional de mídia
Quando pensamos em publicidade é fácil imaginar um grupo de pessoas criativas, reunidas em torno de uma mesa, fazendo desenhos e escrevendo, procurando pelo tão esperado insight que renderá uma campanha.
O que nem sempre imaginamos é que, por trás das boas ideias, não existem apenas os profissionais da criação. E que a publicidade, de maneira alguma, se restringe às funções do diretor de arte e do redator. Ela vai muito além.
Parte desse grande processo da publicidade é o chamado Mídia. E mais do que importante, ele é fundamental para o sucesso de qualquer campanha de comunicação.
O que é o Mídia e no que ele se atrela?
Planejamento está relacionado com a elaboração de estratégias para alcançar determinado objetivo. O Mídia, por sua vez, prevê a utilização dessas estratégias para escolher os melhores meios e os melhores veículos para divulgação de uma campanha publicitária.
Escolher a mídia certa ajuda a economizar
A realidade é que todo mundo prefere ver sua campanha veiculada em todas as mídias, nos horários mais nobres e durante um período grande o suficiente para a mensagem marcar presença. Acontece que isso é praticamente impossível. Primeiro, porque veicular campanhas custa caro. E na maioria das vezes, não temos tanto dinheiro para investir. Segundo, porque o excesso de propaganda pode prejudicar tanto quanto sua ausência.
A solução, então, é escolher a mídia certa. E é aí que entra o papel de um Mídia. Um bom plano de mídia evita gastos desnecessários com mídias que para sua marca não são tão relevantes. E também vai indicar quais são as mídias essenciais para divulgação da sua campanha.
Com quantas pessoas queremos falar?
A primeira pergunta que devemos fazer para iniciar o plano de mídia. Ela ajuda a definir as dimensões do público alvo de sua marca. Trata-se do alcance ou da cobertura necessária para sua campanha. Por exemplo, a campanha será divulgada no Brasil? Em que região? Vai ser no sudeste? Em Belo Horizonte?
Quantas vezes o público precisa estabelecer contato com sua marca?
Aqui tratamos da frequência de divulgação da campanha. E a pergunta é bem simples: quantas vezes ao dia a campanha será veiculada? Quais são os melhores horários para atingir o público alvo?
Por quanto tempo o público precisa estabelecer este contato com sua marca?
Por fim, definimos a continuidade da campanha. Trata-se do período de tempo que ela deverá permanecer em circulação para garantir sua efetividade. Uma semana? Um mês? Um trimestre?
O Plano de Mídia gira, basicamente, em torno dessas três perguntas. E elas, por sua vez, dependem do público alvo da marca. É para ele que vamos nos dirigir, então são seus hábitos de consumo midiático que devemos levar em consideração.
Então, você já sabe: toda equipe junto ao Mídia devem andar sempre juntos. Uma boa ideia depende de criatividade. Mas a criatividade não resolve se não alcançar quem realmente importa.