Radiestesia Prática e Ilustrada
Radiestesia
1 Introdução:
Hoje alçada à categoria de ciência, a radiestesia é uma prática milenar criada pelo ser humano em vista da necessidade de descobrir o oculto. Até ao início do Século XX, era chamada de rabdomancia e definia-se como uma prática empírica e também como mais uma forma de advinhação.
Rabdomancia é uma palavra de origem grega (rhabdos, vara e manteia, adivinhação), ou seja, adivinhação por meio da vara. Esta era a antiga denominação da hoje chamada radiestesia. A rabdomancia era usada na procura de fontes de água e jazidas metalíferas e, por volta de 1688, passou a ser usada na procura de criminosos.
Os chineses já usavam a rabdomancia dois mil anos antes de nossa Era. Um baixo-relevo de madeira de 147 a.C. representa o imperador chinês Ta-Yu da dinastia Hsia, em 2205 a.C., que tinha a reputação de ser um dos maiores prospectores de água da Antiguidade, segurando um instrumento parecido com um diapasão. A legenda que acompanha a figura diz-nos o seguinte: "Yu, da dinastia Hsia, foi célebre por seus conhecimentos sobre as correntes subterrâneas e fontes de água; conhecia igualmente o princípio Yin e, se necessário, construía barragens".
No Egito, foram descobertos objetos que apresentam uma notável semelhança com os pêndulos utilizados nos dias de hoje; inclusive um deles deu origem ao que é conhecido hoje como Pêndulo Egípcio, o qual será objeto de uma explanação mais detalhada num capítulo deste livro.
Os romanos usaram uma vara em forma de cajado chamada lituus como instrumento de adivinhação, e a vareta em forma de forquilha, obtida de um galho de árvore, chamada de vírgula divina era comumente utilizada para a prática da rabdomancia. Durante as invasões romanas, as legiões eram precedidas por portadores de varetas cuja missão era encontrar as águas subterrâneas necessárias para o consumo das tropas.
Do final do Império Romano até o início da Idade Média, quase não se encontram referências quanto à prática da radiestesia. Em 1518, Lutero condena o uso da vareta radiestésica por achar que ela serve de intermediária para uma relação ilícita com o diabo
Em 1521, a obra O Carro Triunfal do Antimônio, de Basile Valentin, enumera sete qualidades de varetas que os mineiros austríacos utilizavam para descobrir as jazidas de carvão ou de minerais. Segundo Valentin, a vareta era para eles um instrumento tão precioso que ficava mantida constantemente presa no cinto ou no chapéu. O livro De Re Metalica, do alemão Georgius Agricola, publicado em 1556, faz o inventário do uso das varas radiestésicas para a prospecção: aveleira para a prata, freixo para o cobre, pinheiro negro para o chumbo e o estanho e, ainda, a vara de ferro para a pesquisa de ouro e prata.
Em 1693, Pierre le Lorrain, abade de Vallemont, publica uma corajosa defesa da arte da rabdomancia intitulada A Física Oculta, com o subtítulo Tratado da Vareta Divinatória e sua Utilização para a Descoberta de Fonte de Água, Jazidas de Metais, etc. Contrário à teoria dos corpúsculos, ele propunha: "já que certas pessoas são dotadas de uma acuidade visual ou auditiva excepcional, por que não seria possível que os órgãos dos sentidos ligados ao fenômeno da rabdomancia pudessem ter uma sensibilidade variável?" Qualquer que fosse a explicação que a ciência pudesse dar sobre a matéria, Vallemont estava convencido de que a rabdomancia só poderia ser benéfica para a humanidade. No dia 26 de outubro de 1701, a obra de Vallemont foi colocada no Index Librorum Prohibitorum pela Inquisição. Assim mesmo, ela foi reeditada em 1702 e em 1722, tal o interesse que a arte da rabdomancia despertava. No Século XVIII, no entanto, um número crescente de padres e abades estudaram o fenômeno, tendo eles mesmos praticado intensamente.
Em 1798, Antoine Gerboin, professor da Faculdade de Medicina de Estrasburgo, após contemplar o filho de um amigo brincar com uma esfera de madeira suspensa por um fio, teve a ideia de amarrar a ponta do fio no dedo do menino, constatando que, após algumas oscilações, a esfera voltava sempre à posição inicial. Gerboin levou a cabo numerosas experiências com corpos suspensos por fios, que resultaram em complexas teorias sobre "uma força particular que existe no homem". O resultado de suas investigações foi publicado em 1808, sob o título de "Investigações Experimentais sobre um Novo Modo de Ação Elétrica ". O pêndulo, como principal instrumento para a prática do que viria a ser definido como radiestesia, acabara de nascer.
No Século XX, a radiestesia emergiu como uma nova ciência, resultado das pesquisas de alguns abades franceses. Em 1919, o abade Alexis Bouly, em colaboração com o também abade Bayard, trocando ideias sobre diferentes etimologias, chegaram 'a junção de duas palavras, uma de origem latina, radius = rádio, radiação, e outra grega, aisthesis = sensibilidade. O termo radiestesia acabava de nascer, substituindo a expressão rabdomancia usada até então.
Em 1926, aconteceu em Paris o Terceiro Congresso Internacional de Psicologia Experimental; várias sessões foram dedicadas à radiestesia e seus praticantes. A partir de então os congressos sucederam-se: 1926, 1929 (criação da Associação Francesa e Internacional dos Amigos da Radiestesia), 1932 (Congresso de Avignon com a representação de onze países), 1933, 1935 e finalmente, em 1956, o Congresso Internacional de Locarno decide a criação da União Mundial dos Radiestesistas.
Natural de Boulogne, o abade Alexis Bouly (1865-1958) foi o primeiro superior de um colégio nessa cidade até 1910 tendo-sido então nomeado pároco na pequena estação balneária de HardelotPlage. Foi aí que, um dia, passeando com um amigo praticante de radiestesia, uma pequena vareta de madeira apanhada por acaso pôs-se a vibrar perto de uma fonte de água. Intrigado com o acontecimento, Bouly repetiu a experiência e não parou mais com a atividade que o tornaria famoso mais tarde.
Mais tarde, Bouly funda a Sociedade dos Amigos da Radiestesia, utilizando, então, a nova expressão por ele criada.
Um outro abade francês, Alexis Mermet (1866-1937), nascido no seio de uma família de praticantes da radiestesia, originária da Saboya, (iniciou-se muito cedo na arte da radiestesia). A extensão de seus conhecimentos e a importância de seus sucessos no campo da radiestesia valeram-lhe o título de "príncipe dos radiestesistas". Descobriu numerosas fontes de água mineral, jazidas de metais, pessoas desaparecidas, etc. Em 1919, começou a praticar a radiestesia a distância (vinte anos mais tarde, Émile Christophe fez preceder a palavra radiestesia do prefixo tele: "telerradiestesia", que significa radiestesia a distância), influenciado pela prática de outros padres que descobriam fontes de água pesquisando sobre mapas; só que Mermet estendeu esta técnica para todas as áreas de sua atividade. Em 1928, publica Le Pendule Révélateur, mais dois livros em 1938; mas foi em 1934 que a Maison de la Radiesthésie edita o famoso Comment J'Opere – "Como eu opero para descobrir de perto ou longe: fontes, metais, corpos escondidos, doenças" – considerado a bíblia da radiestesia, no qual Mermet declara: "Eu inventei o método de diagnóstico pelo pêndulo". Traduzido para o inglês, o livro difundiu os métodos do célebre abade para lá das fronteiras da Europa.
A primeira metade do Século XX foi agraciada com o surgimento dos mais importantes nomes da radiestesia: os já referidos Alexis Bouly e Mermet e, ainda, Louis Turenne, Henry de France, autor da primeira revista (1930) mensal de radiestesia, Émile Christophe, grande teórico, Gabriel Lesourd, Alfred Lambert, fundador da Maison de La Radiesthésie, Antoine Luzy, Jean Jurion, Joseph Treive, Léon Chaumery, André de Bélizal, só para citar alguns dos mais conhecidos.
A prática da radiestesia não necessita de nenhum tipo especial de meditação, mentalização, evocação ou invocação. Temores em relação a posturas, atitudes, orientação, são absolutamente in fundados. Determinadas práticas, como por exemplo acender incenso, lavar as mãos, usar sal grosso, o uso de determinados símbolo: sobre as mesas ou pendurados nas paredes têm mais a ver com superstição ou com algum tipo de ressurgência atávica. Qualquer pessoa pode praticar a radiestesia, não são necessários atributos especiais para tanto. Mas, a exemplo de todas as demais atividades humanas, uns vão ser melhores radiestesistas do que outros. A principal regra para se obter bons resultados é: praticar, praticar, praticar.
Para a maioria dos radiestesistas apaixonados pela área, uma questão fundamental punha-se no início do século: efetivamente como e por que funcionava a radiestesia? A primeira das hipóteses era que o radiestesista percebia "ondas", emanações, vibrações vindas do solo pesquisado. No entanto, esta proposta era de difícil sustentação quando se começou a praticar a radiestesia a distância sobre mapas. Nos anos 30, Mermet elaborou uma complexa teoria radiestésica baseada em onze fatores físicos passíveis de influenciai o radiestesista, não deixando, no entanto, de afirmar que "c radiestesista deveria estar em perfeita harmonia com o objeto de suas pesquisas".
A teoria radiestésica unicamente baseada em causas físicas foi completamente abandonada em 1934 pelo engenheiro francês Émile Christophe, baseado no pressuposto de que, se todos os corpos subterrâneos emitem radiações físicas, o radiestesista que não estivesse unicamente concentrado em um só corpo deveria reagir a todas essas informações de uma só vez. A esta concentração sobre um único objetivo, Émile Christophe deu o nome de orientação mental, e definiu como convenção mental a técnica segundo a qual o radiestesista estabelece um diálogo interno com seu inconsciente, por meio do qual são definidas as regras de giro positivo ou horário do pêndulo para resposta "sim", giro negativo ou anti-horário para resposta "não".
A orientação mental é o estado de interrogação necessário para se alcançar a resposta desejada, funcionando como um ato de "se sintonizar com..."; e a convenção mental, além de filtro para que as respostas sejam somente sim ou não, promove também o correto diálogo entre o cérebro e o corpo, para que a reação neuromuscular venha a dar ao radiestesista a resposta desejada.
Ao longo dos últimos séculos, muitas teorias foram elaboradas na tentativa de explicar o fenômeno radiestésico. Hoje em dia é quase divertido ler tais teorias repletas de conceitos estranhos. Em razão da grande influência da Igreja na sociedade medieval e renascentista, chegou-se a acreditar que o fenômeno acontecia sob influências sobrenaturais e até diabólicas. Só em 1939, graças ao uso da filmagem em câmara lenta, foi possível constatar que o radiestesista promove o movimento pendular por meio de uma ação inconsciente, de origem neuromuscular.
Existem duas tendências na prática da radiestesia: a física e a mentalista.
A tendência física baseia-se nos conceitos formulados sobretudo pelos abades franceses Bouly e Mermet. Esses conceitos são: raios, ondas e "cores" emitidos pelos objetos e seres e orientados em função dos pontos cardeais e do campo geomagnético. Os radiestesistas da tendência mentalista criticam os da física, porque muitas vezes o comprimento de onda, a "cor" e o raio fundamental característicos de um objeto diferem segundo o operador. A tendência mentalista considera que a convenção mental que precede a pesquisa é o que atua no inconsciente do operador, causando as reações responsáveis pelo movimento do pêndulo ou da vareta.
Os radiestesistas que praticam a chamada "radiestesia de ondas de forma" aliam as duas tendências, sendo chamados de fisicomentalistas.
A fama do abade Mermet impôs seu método clássico de radiestesia física. Segundo ele, todos os corpos emitem ondas e radiações cujo campo de atuação (campo radiestésico) produz no corpo humano determinadas reações nervosas que geram uma espécie de corrente que se desloca pelas mãos. O fluxo invisível é o que movimenta o instrumento radiestésico.
Quanto a mim, acredito na real união das duas vertentes, resultado de vibrações desconhecidas, mas de origem física e de impulsos de ordem psíquica. A ressonância que se estabelece entre um objeto e seu testemunho é detectado pelos milhões de células vibrando em nosso organismo, o resultado em nosso corpo é um movimento fibrilar amplificado pelo braço e mão segurando um pêndulo em equilíbrio.
Algumas teorias radiestésicas:
RAIO TESTEMUNHO - ou raio de união. Todo o corpo emite um raio de união para outro corpo da mesma espécie. Este raio permite a detecção a distância, fazendo uso de testemunhos.
FADING - muito parecido com o que acontece com a recepção de rádio em ondas curtas nos dias de tempestades, em radiestesia existefading quando as radiações se desvanecem e o pêndulo entra em inércia. O fading ocorre em função de alterações geomagnéticas, distúrbios radioelétricos, alterações atmosféricas, influências cósmicas e planetárias, correntes telúricas, sismos, etc. A causa do fading também pode estar no radiestesista e ser devida a doenças, alterações psicológicas ou fadiga. Quando isto acontece, a pesquisa deve ser suspensa e só reiniciada mais tarde ou em outro dia.
REMANÊNCIA- denominação dada ao resultado da impregnação da energia de um determinado corpo sobre o local onde este permaneceu por algum tempo. A duração da remanência varia de acordo com a natureza do corpo e com o tempo em que este esteve presente no local. A remanência pode atingir o terreno, objetos, plantas assim como o próprio radiestesista e seu pêndulo; neste caso específico, ela leva a designação de impregnação. A remanência mais forte é a dos metais, depois a das matérias orgânicas e das rochas. A matéria trabalhada produz uma maior remanência que a matéria bruta.
Acredita-se que a remanência dura um tempo igual àquele em que o objeto que a criou permaneceu no local.
Para se saber se uma determinada radiação é real ou remanente usa-se a técnica de René Lacroix à I'Henry. Coloca-se uma folha de papel branco entre o pêndulo e a fonte radiante; se o pêndulo fica imóvel, a radiação é remanente; se girar, provém de algo presente no local.
Os diversos métodos para eliminar a remanência não são totalmente eficazes e variam conforme o objeto atingido. Eis alguns: lavar várias vezes o local; se for um terreno, revolvê-lo; usar um bastão de enxofre como aspirador de emanações nocivas dá bons resultados em locais afetados, assim como a aplicação de um ímã forte que embaralha a onda presente.
IMPREGNAÇÃO - Podemos chamar também de contaminação energética; ela pode ocorrer com os mais diversos objetos, instrumentos e situações próprias à prática radiestésica. Os pêndulos podem se impregnar da energia das pessoas e dos testemunhos utilizados; os testemunhos empilhados a esmo sobre uma mesa permutam energias entre si, como cartas de tarô, cristais, vidros de remédios e outros objetos. Método de trabalho e organização, por parte do radiestesista, impedirão boa parte deste tipo de ocorrências.
Os pêndulos de cristal são particularmente suscetíveis à impregnação; podemos atribuir este fato à faculdade de programação tão conhecida dos cristais.
DESIMPREGNAÇÃO - Se por qualquer motivo acontecer uma impregnação, use as técnicas relativas à prática do magnetismo: fortes sacudimentos, contato com o solo; isto é válido para o radiestesista e para os instrumentos. Esfregar energicamente as mãos. Sobre a mesa de trabalho, se for o caso, passar saquinho de pano com enxofre.
Quer um conselho? Não complique, não faça práticas mágicas, não se deixe possuir pela neurose da contaminação. Chaumery e Bélizal recomendavam a técnica do sopro forte sobre os instrumentos.
Onde quer que vamos hoje em dia, ouvimos todo o mundo falar de energia: aquele lugar tem uma energia fantástica, aquela pessoa tem uma energia muito ruim, vamos energizar os chakras, etc. Curiosamente todos falam de uma energia abstrata, algo (meio) inexplicável, quando questionados falam de magnetismo, de eletricidade, ou de algo divino (não-explicável).
O termo energia tem origem no grego "energes" (ativo), que, por sua vez, provém de "ergon" (obra). A etimologia indica que a palavra energia implica sempre atividade. A Física define energia como "todo agente capaz de produzir trabalho".
Cada tipo de energia possui características próprias, como intensidade, potência, densidade, polaridade e outras. A energia nunca é criada nem destruída, mas, apenas, transformada de um tipo em outro(s).
A energia magnética do nosso globo envolve todos os seres vivos que nele habitam. O campo magnético terrestre tem a potência de 0,5 gauss e é detectado pelos seres vivos por meio de células contendo magnetita, a pedra-ímã natural.
O campo magnético terrestre é distorcido pelo ferro existente no concreto armado de nossas residências, o que acarreta uma frequente carência de magnetismo para nossos organismos.
Este fato, aliado à poluição eletromagnética provocada pela rede elétrica e os aparelhos ligados a ela, é uma importante causa de distúrbios de saúde.
As chamadas energias sutis ainda são vistas com desconfiança pela ciência oficial. Essas energias transcendem a matéria e seus fenômenos e, infelizmente, ainda são mais do domínio do místico que do cientista.
Os seres vivos possuem bioeletricidade e biomagnetismo, que interagem criando um campo bioeletromagnético. Este campo é o bioplasma (terminologia dos cientistas russos) e constitui o chamado corpo bioplasmático. Este corpo sutil é conhecido pelos místicos como corpo etérico, corpo vital, duplo etérico, bah, linqa-sharira, etc.
O corpo bioplasmático é que absorve a energia vital através dos seus centros de força (chakras). Esse prana (uma das condensações do Chi) flui através de canais bioplasmáticos (nadis, dos iogues) e vai vitalizar o sistema nervoso, as glândulas e, finalmente, o sangue.
O prana (fluido vital) é um princípio vital organizador que, pelos chakras do corpo etérico, exerce uma profunda ação sobre o corpo físico.
Em 1981, Rupert Sheldrake, no livro A New Science of Life, sugere que os sistemas auto organizadores, em todos os níveis de complexidade – incluindo moléculas, cristais, células, tecidos, organismos e sociedades de organismos – são organizados por "campos mórficos". Em laboratório, quando se tenta pela primeira vez obter determinada cristalização, esta ocorre num espaço de tempo razoavelmente longo (por não existir uma ressonância mórfica anterior); à medida que se repete a experiência, o tempo para se realizar a cristalização vai diminuindo, como se a solução aprendesse a realizar a cristalizá-la (pela existência de uma ressonância mórfica cumulativa).
O fenômeno da influência do semelhante sobre o semelhante através do espaço e do tempo é chamado de ressonância mórfica. Este fenômeno não diminui com a distância, como também não envolve transferência de energia, mas de informação. À luz desta teoria, podemos entender que a repetição de certos eventos na natureza não está relacionada com leis eternas, imateriais, e sim com a ressonância mórfica. A teoria da transferência de energia nos esclarece como a energia dos testemunhos em radiestésica transmite-se a distância e faz-se presente em qualquer lugar onde desejemos detectá-la.
A radiestesia é um método de análise que faz uso da faculdade supra sensorial do tato para acessar padrões vibratórios nas mais variadas frequências e de frágil potencial, ou seja, tão tênues que são praticamente indetectáveis. Na maioria das vezes esta energia limita-se a um conteúdo informativo, sem qualquer potencial energético. O radiestesista por seu esforço de concentração acessa códigos de informação.
Um dos principais problemas com que nos defrontamos na área esotérica é a da aquisição de uma nova linguagem. Como o conhecimento esotérico não é acadêmico e consequentemente não existem escolas regulares ou uma técnica de ensino padronizada, a grande maioria dos estudantes dessas áreas costuma interpretar os novos conceitos à luz de seus conhecimentos mais antigos ou de suas convicções pessoais. Temos como resultado então uma corrupção do conceito e sua consequente má aplicação.
2 Instrumentos radiestésicos:
A grande maioria dos trabalhos radiestésicos pode ser realizada com o uso da vareta ou do pêndulo, dependendo da situação de uso e da sensibilidade do operador. Existem, no entanto, tipos de pesquisa que demandam o uso de instrumentos específicos.
Para melhor compreensão, dividimos os instrumentos radiestésicos em famílias:
Varetas - nesta família incluímos todos os instrumentos construídos a partir de uma ou mais varetas, com ou sem molas, retas ou curvadas, com ousem empunhadura; exemplo: dual rod, aurameter, etc.
Pêndulos - família dividida em duas classes: pêndulos técnicos e pêndulos para uso geral.
Outros instrumentos - réguas para análise, ponteiros, bússola, botica de remédios etc.
Vareta radiestésica ou forquilha - o mais tradicional instrumento radiestésico apresenta uma certa dificuldade no seu manejo. Ainda hoje é comum no interior do país os poceiros, ao procurarem o local para cavar o poço, fazerem uso da tradicional vareta. Nestes casos, é usada uma vareta feita a partir de um galho fino de árvore, bifurcado. As varetas de madeira são bastante duras para dobrar na posição de uso; por esse motivo, faz algum tempo que são usadas varetas feitas de outros materiais. No século passado, eram comuns as varetas de barbas de baleia; em nosso século, passaram a ser fabricadas em todos os materiais, do aço ao plástico.
A vareta deve ser segura com as duas palmas das mãos viradas para cima enquanto é tensionada.
Assim como o pêndulo e todos os demais instrumentos radiestésicos, a resposta da vareta é baseada na convenção mental voluntária ou involuntária do operador.
A tradição oral e o conhecimento empírico impuseram ao poceiro a convenção mental involuntária. Já os cosmopolitas, habituados às práticas intelectuais, fazem uma convenção mental proposital. Mais refinado talvez, mas de resultado idêntico.
Temos visto pesquisadores de água aceitarem dois resultados opostos da vara como positivos: para uns a inclinação abrupta para baixo indica o local onde a água encontra-se; já para outros, a inclinação para cima representa uma onda tão forte que seguramente indica a presença de água. "Tá vendo, tá vendo, quase arrancou a vara das minhas mãos", exclama normalmente o feliz poceiro.
A vara segura sob tensão mantém um equilíbrio precário; à menor contração muscular do praticante, tende a fugir da tensão movimentando-se para baixo ou para cima, de acordo com a contração.
Este é, sem dúvida, um instrumento adequado para a prospecção externa, permitindo caminhar em terrenos acidentados. Mostra-se impróprio para pesquisa sobre mapas ou testemunhos, como é normal em todo tipo de trabalho interno.
Dual rod - consta de duas varetas em forma de "L" que, seguras pela perna menor do "L" e mantidas paralelas e na horizontal, devem-se cruzar no momento da sintonia. Este tipo de vareta a 90° é a preferida por todos os radiestesistas que trabalham na pesquisa de desequilíbrios telúricos, dentro ou fora das casas. Apresenta uma grande facilidade de uso. Basta manter a empunhadura vertical e as varetas horizontais na horizontal. A convenção mental aceita é: cruzamento das varetas indica o sim e o afastamento das mesmas, o não. É ainda possível acompanhar o deslocamento do par para a direita ou para a esquerda, indicando assim o caminho, por exemplo, de um veio de água. Num dual rod de boa qualidade, o atrito da vareta com a empunhadura deve ser mínimo, proporcionando, assim, um instrumento de fina resposta. Para uso externo, recomendam-se varetas horizontais superiores a 30 cm. Particularmente considero este o melhor instrumento dentro da família das varetas; se possível tenha dois, um grande para exteriores e um pequeno para trabalhar em interiores ou locais sem vento.
Aurameter - este instrumento foi desenvolvido pelo Rev. Verne Cameron, radiestesista californiano. O nome foi sugerido por Max Freedom Long conhecido antropólogo e escritor, por considerá-lo capaz de medir o campo energético humano. O aurameter reúne as qualidades de outros instrumentos como o dual rod e a vareta, pois permite movimentos em todas as direções. Cameron sempre utilizou este instrumento em sua principal atividade radiestésica que foi a pesquisa de água. Em 1925, Cameron encontrava-se em Escondido, na Califórnia; a necessidade de encontrar um local para perfurar um poço para água potável o fez aceitar um instrumento oferecido por um vizinho: era uma vara radiestésica no formato de "T" com uma longa mola que deveria ser sustentada entre os dentes. Cameron não só encontrou água como aperfeiçoou o instrumento. O original americano é bem maior que o similar brasileiro, mais pesado, e comporta duas molas, sendo uma delas dentro da empunhadura.
O aurameter vem sendo usado na detecção de chakras, aura, etc., para quem domina o conhecimento da anatomia sutil do ser humano, este instrumento é particularmente adequado à demonstração destes fenômenos, pela rapidez da resposta. Manejá-lo é bem fácil. Um radiestesista treinado tem a faculdade de detectar tudo o que está oculto; esta é aliás a finalidade perspícua da radiestesia. Um mau radiestesista encontra o que não existe ou o que deseja encontrar.
Assim como os demais instrumentos, o aurameter assinala por convenção mental o que o operador venha a detectar. Tem o inconveniente de o cabo ser uma continuação horizontal da vara, o que obriga a uma posição meio desajeitada da mão, causando às vezes desequilíbrios involuntários.
Lobo-Antena de Hartmann - foi inventada pelo Dr. Ernst Hartmann e serve exclusivamente para detectar a rede geomagnética por ele descoberta e que leva seu nome. Seu desenho está baseado em uma harmônica desta rede. Realizada a partir de um vergalhão de latão de 5 mm de diâmetro e um metro de comprimento, este instrumento é bastante difícil de manipular em função do peso. Trabalha por convenção mental. É mantido projetado para a frente, mãos abertas, a esquerda virada para baixo e direita, para cima. Sendo a mão direita, no caso dos destros, a mão da readesequilíbrio ção, ela provocará um projetando a antena para a direita, quando ocorre a detecção.
Antena de Lecher - Ernst Lecher foi um físico alemão (1856- 1926) que demonstrou em 1890 que a velocidade da onda eletromagnética é sensivelmente igual à da luz no vácuo.
O tipo de antena de Lecher usada em radiestesia foi desenvolvida pelo físico alemão Reinhard Schneider, ela é formada por dois fios unidos em uma das extremidades por um cursor deslizante ao longo dos dois fios. Regulando-se com precisão o cursor é estabelecida a sintonia para um dado comprimento de onda, na faixa dos 9 gigahertz. Esta onda induz correntes de Foucault suscetíveis de tornar a antena de Lecher sensível às forças de Laplace (a energia eletromagnética é convertida em efeito mecânico).
O modelo de antena de Lecher para radiestesia mais divulgado é aquele desenvolvido pelo francês Jacques Barette. Acompanhe na foto a indicação dos componentes:
1 – corpo em PVC com régua medidora, os dois fios Lecher unidos, o cursor deslizante e os parafusos de fixação das empunhaduras;
2 — empunhaduras;
3 — fio magnético, polo positivo na extremidade dobrada, a inserir na empunhadura esquerda;
4 — filtros coloridos, nas cores verde, vermelho e azul;
5 — colmeia em alumínio para teste de substâncias, ou a ser usado como "terra";
6 – fio para ligação entre a empunhadura esquerda e a colmeia de alumínio;
7 — anel aberto para pesquisas na aura.
O repertório de índices para uso com a antena de Lecher foi elaborado por cinco pesquisadores: Varia, Schneider, Schwetzer, Grassman e Kunnen. Estas listas não estão limitadas aos números até agora obtidos, você mesmo poderá elaborar novos índices com base em suas pesquisas.
As listas tradicionais abrangem os seguintes temas:
a) índices para órgãos e doenças do corpo humano;
b) índices para geobiologia;
c) índices para bioenergia;
d) magnetismo e terapia espiritual.
Comece seu aprendizado com a antena afixando o valor de 5,7 cm para o norte magnético: deslize o cursor da antena até esta medida, segure a antena com as palmas das mãos viradas para cima e em uma posição que lhe seja confortável. Concentre-se mentalmente na direção em que se encontra o norte magnético enquanto gira lentamente sobre si mesmo em sentido horário. Em determinado momento, a antena começará a ficar pesada e inclinar-se-á para baixo. Confira com uma bússola se efetivamente você conseguiu detectar o norte magnético. A forma de utilizar a antena é a mesma para qualquer outra questão.
A antena de Lecher requer um treinamento bem cuidadoso para se obter resultados, mas o praticante será recompensado pela precisão que o instrumento oferece, apenas comparado aos resultados obtidos com as máquinas radiônicas, bem mais caras e mais complexas, ela permite análises biológicas detalhadas e de emissões do subsolo. Possibilita substituir a vareta tradicional e o lobo-antena de Hartmann. Um instrumento de pesquisa com escala numérica incorporada, minimiza a quantidade de acessórios a serem utilizados durante o processo de pesquisa ou análise.
As listas de índices da antena acompanham o aparelho original francês, você também poderá encontrá-las já traduzidas em nosso livro Radiestesia Clássica e Cabalística.
A definição de pêndulo é: uma massa suspensa por um fio (flexível). Assim sendo, qualquer objeto de qualquer material suspenso por um fio pode ser usado como pêndulo em radiestesia. Para trabalhos externos, dá-se preferência a pêndulos mais pesados, já que o vento e as irregularidades do terreno atrapalham sua oscilação normal. O pêndulo deve ser simétrico e sua cor deve ser a do próprio material; no caso de ser pintado, a cor deve ser neutra, já que as cores influenciam a pesquisa radiestésica. O fio de suspensão pode ser de algodão, linho ou de fibras sintéticas, sempre em cores neutras, ou ainda uma fina corrente metálica. O pêndulo prumo, pontiagudo, metálico é o mais recomendado, pois pode ser usado na maioria dos trabalhos, especialmente sobre mapas, plantas ou gráficos, pois será mais fácil a correta identificação do ponto por ele indicado.
Pêndulos para uso geral - um pêndulo pode ser feito de madeira, metal, vidro ou plástico. Se bem que relativamente novo, o plástico ou qualquer tipo de resina sintética pode perfeitamente ser usado para este fim.
Pêndulos de ferro são particularmente sensíveis a campos magnéticos, enquanto os de cobre são sensíveis às variações de campo elétrico, por mais simples que sejam.
Você poderá sentir que esta afirmação contradiz a explicação sobre os efeitos dos vários tipos de pensamento, porém ela se tornará clara mais tarde. Para o momento, esta explicação deverá ser aceita.
O pêndulo deve estar suspenso por um fio de seda, algodão, linha de náilon ou uma fina corrente. Qualquer que seja o material do fio é aconselhável eliminar a torção, encerando-o retorcendo-o, etc., afim de que, quando se suspender o pêndulo, este não entre em giro sobre si mesmo.
É recomendável que o iniciante em radiestesia procure um pêndulo simples para começar suas práticas; um pêndulo esférico de madeira ou um pião-agulha metálico serão os mais adequados então.
Nossa próxima etapa será aprender como usar o pêndulo e como interpretar os seus movimentos. Partindo do princípio que a pergunta formulada sempre é binária, nada mais lógico que reduzir a resposta também a códigos binários. Exemplo: Posso comer esta fruta? A resposta é sim ou não. Fulano alcançará a meta inicial proposta? É sim ou não.
Seguramente, antes de começar a trabalhar com o pêndulo, você estará tomado por um sentimento de curiosidade e insegurança, e estará se perguntando: será que sou capaz de praticar a radiestesia, será que tenho dons especiais para tal exercício? Relaxe. A grande maioria das pessoas pode praticar a radiestesia! Claro que, como qualquer outra atividade que necessite de habilidade, alguns serão mais bem sucedidos que outros, por exemplo: qualquer pessoa pode tocar violão. Alguns raros terão grande dificuldade e o farão sem arte, mecanicamente; a grande maioria tocará, sem mais, e alguns farão do instrumento sua forma de expressão. Tudo bem, você se dirá, mas a música é algo tangível, e a radiestesia como é que funciona? A mais simples explicação física que podemos oferecer, que irá satisfazer as nossas necessidades no momento, é a seguinte:
1 - O corpo humano, conforme conhecimento geral, possui um campo energético ao seu redor. Este campo (chamado aura) estende-se por alguns centímetros até alguns metros, e pode ser medido por meio de instrumentos físicos.
2 - Igualmente, a Terra possui o seu próprio campo magnético, que também pode ser medido por instrumentos físicos.
3 - O campo eletromagnético (aura) humano está submerso no "campo ambiental" ou campo magnético.
4 - Há uma interação entre os dois campos. Assim, qualquer coisa que aconteça em um irá afetar o outro.
5 - Se o campo elétrico humano é perturbado, mudanças são registradas de algum modo pelo sistema nervoso, e isto por seu turno cria um efeito no sistema neuromuscular.
Este efeito é, então, demonstrado pelo pêndulo ou outros instrumentos radiestésicos apropriados.
A partir deste ponto, você irá entrar num mundo onde o sentido extra-sensorial do tato é mais importante que qualquer um dos outros sentidos. A técnica radiestésica deve obrigatoriamente ser praticada dentro da mais estrita observância de normas definidas, pois não se trata de uma prática fruto de alguma imaginação fértil, mas de uma realidade definida.
A radiestesia tende a criar dois tipos de comportamento distintos: ceticismo ou uma crença exagerada.
Se você está tentando descobrir alguma coisa, não deve deixar os seus pensamentos interferirem.
Quando você segura um pêndulo corretamente, isto é, entre o indicador e o polegar da mão direita (se você for destro) ou da mão esquerda (se for canhoto), o pêndulo começará a se mover. Isto posto, vamos codificar as resposta de nosso pêndulo: giro para a esquerda (anti-horário) = não, resposta negativa. Giro para a direita (horário) = sim, resposta positiva. Oscilação em qualquer direção, não se obteve resposta; reformular a pergunta ou refazê-la mais tarde.
Você deverá segurar o pêndulo entre o indicador e o polegar, deixando o fio ou a corrente que sobra preso com os outros três dedos contra a palma da mão. O braço deverá estar ligeiramente separado do corpo, o cotovelo mais baixo que o pulso. A mão estará um pouco inclinada para baixo.
Você não deve apoiar o braço na mesa, mas poderá fazê-lo sentir-se cansado.
A partir deste momento, você estará usando o seu corpo como um instrumento de detecção, devendo, portanto, permanecer calmo e trabalhar de uma forma metódica.
Nunca imprima movimentos bruscos ao pêndulo na tentativa de obter uma resposta mais rápida. Todo o processo de resposta demora normalmente, para um iniciante, entre 5 e 20 segundos. Não esqueça que o movimento de sua mão deve ser involuntário.
O pêndulo não possui vida própria. Simplesmente amplifica os seus movimentos neuromusculares. Estes movimentos refletem o mundo interior do ser humano.
Pêndulos técnicos - na família dos pêndulos técnicos, encaixam-se todos aqueles utilizados para fins específicos.
Pêndulo testemunho - confeccionado em qualquer material, madeira, plástico, metal, possui uma cavidade interior (fechada com tampa rosqueada) onde se pode colocar um testemunho, facilitando a pesquisa. O mais conhecido pêndulo testemunho é o do abade Mermet, em formato de pera. A inserção do testemunho no interior do pêndulo facilita a sintonia do operador com o objeto da pesquisa. Esta prática é particularmente útil na busca de minérios sobre mapas, a distância. Alguns radiestesistas, em função de suas características pessoais, acabam criando uma metodologia de trabalho que lhes é particular; por esta razão, para alguns deles, é indispensável o uso de pêndulo testemunho em suas pesquisas.
Pêndulo egípcio - cópia de um pêndulo em grés (cerâmica vitrificada na massa) encontrado em uma câmara funerária no Vale dos Reis. Para se obter uma equivalência à densidade do grés, este pêndulo torneado em pau-ferro é reforçado em seu interior por um pequeno peso de chumbo, o que lhe permite atingir o peso de 22 gramas do original. É extremamente sensível e, por isso, muito útil em biometria e radiestesia mental. É neutro, pois nenhuma emissão pode impregná-lo. Quando girado intencionalmente no sentido horário, emite a onda desejada. Sua qualidade superior aos demais advém do fato de se sintonizar com duas harmônicas da onda pesquisada. Isto acontece em virtude de sua forma; por esta razão, para que um pêndulo egípcio tenha estas qualidades é indispensável que seu desenho seja excelente.
Não irradia a onda do chumbo - Contrariamente ao que se poderia supor, o pêndulo egípcio não emite a onda do chumbo; a irradiação própria de sua forma anula as ondas do metal (No caso, foi usado o chumbo como lastro, pela sua disponibilidade como "chumbo para caça").
Este pêndulo requer um certo domínio da radiestesia para seu manejo adequado. A altura inadequada do fio de suspensão pode levar a erros. Recomendo um modelo exatamente igual ao da foto (parecido não é igual !!); não leve em consideração o nome que o fabricante dá a cada modelo.
Pêndulo universal Chaumery-Bélizal - detecta as ondas de forma do espectro diferenciado e é emissor. É sem dúvida o instrumento radiestésico para detecção mais complexo e difícil de manusear. Ele data de 1936, fruto da criatividade genial de L. Chaumery.
Apresenta-se como uma esfera de madeira rigorosamente equilibrada, diâmetro de 60 mm e peso de 125 gramas. Finamente ranhurados dois meridianos: um elétrico, o outro magnético, e um equador sensível às vibrações eletromagnéticas. Um alça de latão liga os dois polos, sua mobilidade permite a exploração de todos os pontos da esfera. Sobre esta alça, é fixado o fio de suspensão, que possui uma regulagem micrométrica para a altura. Duas pequenas massas metálicas, fixadas na altura do equador, em conjunto com uma pilha radiestésica de quatro elementos, reforçam as polaridades e impedem sua inversão quando sob a ação de uma onda de forma potente.
Operar o PU não requer nenhuma intervenção mental, já que o instrumento entra em sintonia imediatamente com a energia a detectar. Para a boa utilização do PU, faz-se necessária uma grande prática com a radiestesia; os neófitos amargaram com os contínuos insucessos.
Pêndulo de cone virtual (Chaumery-Bélizal) - Bélizal nutria um carinho especial por este instrumento. "Este pequeno pêndulo de laboratório é um dos mais preciosos e, pessoalmente, só nos servimos dele para os diagnósticos sobre prancha anatômica."
Este instrumento é composto de uma tira de madeira arredondada; um lado achatado tem impressas as doze vibrações do "equador Chaumery-Bélizal" e as duas extremidades acabam em forma de cone. Um disco de maiores dimensões, calculado em relação, desliza na tira das vibrações-cor, estabelecendo, deste modo, um cone fictício, mais curto ou mais longo.
Três regulagens no fio de suspensão lhe permite detectar ondas vitais (biometria), também onda astral, ondas de forma e ondas das cores. É possível a utilização sem regulagem, mas, uma vez feita, consegue-se uma operação mais fácil em qualquer um dos níveis utilizados. A calibragem deste pêndulo deu origem a tentativas errôneas as mais variadas. O método que passo a seguir é o que acompanhava o instrumento quando este era produzido e vendido pela Livraria Desforges, de Paris, quando esta detinha os direitos literários e da comercialização dos produtos Chaumery-Bélizal.
Coloque o disco em V+, suspenda o pêndulo pelo fio, segurando entre o polegar e o indicador com os dedos na vertical virados para baixo, a dois centímetros do cone superior; mantenha o pêndulo nesta posição sobre a palma da mão livre. Esta é uma operação bastante delicada, que deve ser feita em absoluta tranqüilidade e repetida tantas vezes até a total certeza do resultado obtido. Se o pêndulo não girar, deixe escorregar um pouquinho de fio, lentamente; vá repetindo esta operação tantas vezes até que o pêndulo gire. Assim que obtiver um giro franco para a direita, faça neste ponto de suspensão um nó solto. Como já disse, repita esta operação tantas vezes até ter a certeza absoluta da localização exata do nó; agora pode apertar o nó. Qualquer ser humano não portador de doença grave, degenerativa emite naturalmente V+. Bom, você acabou de fazer o primeiro nó, o nó de biometria. Vamos agora encontrar o local do segundo nó, aquele para ondas de forma. Pegue uma réplica da grande pirâmide e alinhe um de seus lados pelo eixo norte-sul . Do ápice para fora, a pirâmide emite V+, é só colocar o pêndulo de cone virtual sobre o ápice e repetir a operação anterior, segurando o fio acima do primeiro nó. Quando o pêndulo entrar em giro, faça o nó no ponto de suspensão encontrado; repita toda a operação tantas vezes quanto julgar necessário. O terceiro nó destina-se à sintonia de ondas cor do espectro visível. Mais uma vez vamos repetir o método usado nas duas vezes anteriores, colocando o pêndulo desta vez sobre uma amostra física de verde, por exemplo feltro verde de um quadro de avisos, ou sobre um pedaço de cartolina "verde-garrafa".
Suspendendo o pêndulo pelo nó do meio e com o disco no Vinferior, ele entra em ressonância com as correntes de água telúricas nocivas. O V- superior detecta a nocividade de cavidades ou falhas subterrâneas.
Pêndulo equatorial-unidade (de Jean de La Foye) - baseado na palavra hebraica unidade, este pêndulo esférico com 60 mm de diâmetro permite detectar as duas fases do espectro das ondas de forma, magnética e elétrica.
Não requer nenhum tipo de ajuste para uso imediato, é mais fácil de usar que o pêndulo universal. Não é emissor. Este pêndulo só pode ser usado com eficiência por aqueles que dominam a detecção de telurismo e das polaridades (positiva, negativa, alternativa e neutra) com o pêndulo comum. É um excelente instrumento para dirimir dúvidas ou ampliar o leque da pesquisa. Suspendendo o pêndulo pelo lado dos furos, detecta-se a fase magnética benéfica e do lado oposto à fase elétrica, prejudicial. O cursor à altura do equador permite fazer a seleção da cor a detectar.
Pêndulo cromático Mindtron - criação de António Rodrigues, permite a detecção das doze cores do espectro de ondas. Diferencia-se dos demais pêndulos cromáticos por sua simplicidade de execução, boa distribuição de peso e facilidade de manuseio. Pode ser utilizado em substituição ao pêndulo de cone virtual.
Pêndulo cilíndrico - criação de Jean de La Foye, indicado para uso geral; duas ranhuras paralelas e equidistantes do furo central asseguram a despolarização do material com que foi confeccionado o pêndulo.
Quando usado em radiestesia cabalística ou icônica, na detecção das chamadas emissões dinâmicas e das ondas do campo vital, este pêndulo deve ser completado com uma "camisa" confeccionada em papel branco, presa à volta do pêndulo por meio de um elástico ou colada; a "camisa" portará a palavra, o símbolo, etc. objeto da pesquisa; neste caso, o furo do fio de sustentação é passante, permitindo assim segurar o pêndulo por qualquer um dos dois lados.
Outros instrumentos Ponteiros - boa parte das vezes em que se faz uma pesquisa sobre um gráfico, planta ou foto, torna-se necessário apontar um determinado lugar sobre os mesmos. Os ponteiros mais recomendados são os de cobre ou de ferrite; uma das pontas deve ser afiada, de maneira que fique parecida com um lápis.
Bússola - instrumento indispensável, quando há uso de dispositivos que requeiram orientação. Adquira de preferência uma bússola com uma caixa grande; o conjunto permite uma melhor aferição do norte procurado.
Biômetro de Bovis - ou régua biométrica. Desenvolvida pelo radiestesista francês Antonie Bovis, suas várias escalas permitem aferir diferentes valores, além, claro, da escala original ou biométrica baseada em angströms , medida de comprimento de onda. Qualquer análise radiestésica deve ser quantificada, mensurada, avaliada segundo um padrão numérico, referencial, que permite estabelecer comparações.
Existe um número bem grande de dispositivos radiestésicos para os mais variados fins, desde pêndulos, passando por múltiplas varetas, e até alguns aparelhos com alimentação elétrica.
Alguns instrumentos radiestésicos só dão resultados excepcionais nas mãos de seus inventores e de algumas raras pessoas que se sintonizarem bem com o processo mental que deu origem à elaboração do instrumento.
É indispensável a boa qualidade dos instrumentos radiestésicos, que apresentem uma execução esmerada e que suas formas sejam reproduções exatas dos originais.
3 A atitude mental e a prática radiestésica:
A Psicologia antiga acreditava que toda a vida mental era um fenômeno consciente. Porém o médico Sigmund Freud, no início de 1900, revolucionou o mundo, com sua descoberta do inconsciente. Este novo conceito trouxe luz para o conhecimento dos mecanismos do funcionamento mental patológico ou normal. Sabemos hoje que nosso inconsciente pode conter informações a respeito de quase tudo o que nos cerca.
Em radiestesia, uma boa atitude mental é fundamental para a prática radiestésica; todas as respostas sim e não estão contidas em nosso inconsciente, e por meio através de uma reação neuromuscular, refletida nos aparelhos radiestésicos, podemos acessá-las corretamente.
Para alcançar uma boa atitude mental, é necessário desligar-se do mundo consciente para podermos nos conectar com o inconsciente, e para conseguirmos isso faz-se necessário que todos os músculos do corpo relaxem, assim como a mente; para tanto, existem várias práticas. Vamos compreender também que existem vários níveis de relaxamento, que variam dos mais suaves até os estágios de hipnose profunda. Para a boa prática da radiestesia, é apenas necessário um relaxamento bem suave, porém o suficiente para desligarmos o consciente. Não devemos promover relaxamentos mais profundos, pois na radiestesia, se de um lado precisamos estar relaxados para liberar o mundo inconsciente, do outro lado precisamos ter atenção na nossa busca radiestésica.
Mesmo para o praticante da chamada radiestesia física, é de suma importância o perfeito domínio de sua mente e consequentes emoções durante todo o processo radiestésico.
O sentido radiestésico é inato no ser humano e o radiestesista apenas o tem mais desenvolvido devido a um treinamento sistemático. Este sentido funciona intuitivamente e deve ser expurgado o máximo possível de intromissões do intelecto e da imaginação. O radiestesista usa o intelecto na formação das questões e na avaliação das respostas e usa a intuição mediante a faculdade radiestésica. A radiestesia faz uso da faculdade supra sensorial do tato. As respostas obtidas originam-se do próprio operador (do inconsciente), do inconsciente coletivo, ou do akasha, conforme o objeto da questão.
Condições a observar-se para a prática da radiestesia:
a) Perfeita postura física na manipulação do instrumento radiestésico.
b) Não trabalhar sob a ação de fadiga mental ou física, estados emocionais ou doenças. É aconselhável um estado de relaxamento físico.
c) Evitar influências físicas, psíquicas ou espirituais de pessoas susceptíveis, hostis, doentes, negativistas ou emocionalmente desequilibradas.
d) Evitar trabalhar em ambiente perturbador ou hostil.
e) Verificar se a questão é legítima. O objetivo da pesquisa deve ser bem definido e o radiestesista deve concentrar toda a sua atenção e vontade na busca de um resultado eficaz.
f) Interferência mental consciente. Alcançar um estado de imparcialidade em relação ao tema abordado que possa influenciar negativamente o operador.
g) Usar um pensamento claro, formulando a questão sem qualquer ambiguidade. Usar as palavras mais adequadas, visando expressar o mais claramente o pensamento desejado. É muito importante fazer apenas uma pergunta de cada vez, a qual deverá ser expressa de forma simples, com um sentido bem definido, sem ambiguidades. Se tal pergunta for feita de uma forma tranquila, ela passará para a sua MENTE PRÉ-CONSClENTE.
h) Estado de interrogação mental - este estado é o resultado da forte vontade consciente do radiestesista de conhecer as respostas para o assunto analisado. Esta forte autossugestão torna o operador sensível às energias oriundas do objeto, facilitando o diálogo mente-corpo, por meio da reação neuromuscular que acionará o instrumento radiestésico.
i) Execução da pergunta previamente formulada. Falada ou mentalmente.
j) Convenção mental - é uma convenção que o operador estabelece consigo para que os instrumentos respondam segundo um código preestabelecido. Este ato é de fundamental importância para a radiestesia. Cada vez que for executar uma pergunta, deve fazê-lo da seguinte forma: posso comer este fruto? se puder, gira para a direita; se não puder, gira para a esquerda. Este processo deve ser repetido todas as vezes que fizer alguma pergunta, até que sua mente se habitue a que a resposta positiva é para a direita e a negativa para a esquerda. Depois de algum tempo sua mente passará a responder automaticamente. Este período de treinamento variará conforme a frequência de trabalho.
1) Estado passivo de espera - é um estado em que o operador elimina por completo a noção do mundo exterior, persistindo somente a ideia e a visão do objetivo da pesquisa. Este estado de neutralidade subjetiva é o que permite a sintonização e captação das respostas procuradas. Tal estado é mais facilmente obtido com as práticas de meditação e relaxamento.
m) Usar o intelecto para verificar o sentido das respostas.
Durante prolongados períodos de detecção, o pêndulo poderá ocasionalmente parar, devido a um estado de saturação do operador (fading). Nós acreditamos que isto acontece por causa de alguma forma de fadiga, marcando o limite da sensibilidade do radiestesista.
Este limite pode variar conforme o estado do operador, e você não deve tentar realizar trabalhos sérios de detecção quando estiver doente, fraco ou cansado.
Nosso próximo passo é escolher o comprimento adequado para o fio. Segure o pêndulo com aproximadamente 4 cm de fio, coloque-o sobre a palma da mão livre, espere que entre em rotação; caso isso não aconteça, solte mais 1 cm de fio; repita esta operação até o pêndulo girar. Refaça todo o exercício para confirmar a altura encontrada. Normalmente ela situa-se entre 8 e 12 cm. Trabalhando com energias tão tênues como as que o radiestesista detecta, alguns fatores ganham uma importância maior. É o caso do conjunto pêndulo-operador que, quando em sintonia, estará nas condições ideais para a prática.
Tendo decidido qual será a sua pergunta, segure o pêndulo sobre o testemunho e formule a primeira questão. Cuidadosamente, marque o seus resultados para sim, não, não sei. Se tiver dúvidas quanto aos resultados, descanse um pouco e depois tente novamente em diferentes horários do dia.
Tendo descoberto como o seu pêndulo reage, vamos colocá-lo a trabalhar. Vamos realizar uma experiência que o habilitará a checar o seu próprio estágio de progresso, além de incrementar a sua confiança.
Primeiro, contudo, devemos preveni-lo de que os primeiros resultados podem ser confusos, às vezes. Isto contribui para tornar suas tentativas mais difíceis, estando distraído ou não formulando as perguntas de forma apropriada ou estando cansado.
Sugerimos que continue realizando os exercícios até que esteja contente com o progresso que vem alcançando.
Não espere um índice de 100% de acertos. Ao alcançar o índice de 70% já poderá considerar que está fazendo radiestesia.
SUA PRÁTlCA DlÁRlA
Este é o método mais simples e que venho passando a todos aqueles que foram meus alunos nestes últimos dez anos. Um bom radiestesista se faz com PRÁTlCA!!, muita prática, repetindo inúmeras vezes os exercícios; teste cujo resultado não possa ser confirmado no final não tem valor!!
Pegue um baralho de cartas, retire as figuras, ficando assim só com os naipes que serão usados como código de cores. Temos, então, cartas vermelhas e cartas pretas, certo?!
Embaralhe as cartas, coloque à sua frente sobre a mesa dez cartas viradas para baixo e, uma a uma, investigue a cor da carta, fazendo convenção mental: esta carta é vermelha? Se for vermelha, gira para a direita; se não for, gira para a esquerda. Aquelas que derem resposta positiva, você empurra para a frente, sem no entanto virá-las. No final, vire todas as cartas e conte seu desempenho. A partir do momento em que estiver acertando sete cartas em dez, já estará fazendo radiestesia. Embaralhe as cartas e repita o teste tantas vezes quantas puder; não desista, permita que seu corpo se habitue com o processo radiestésico. Intercale este teste com outras experiências mais prazerosas. Aos poucos seu corpo ganhará a capacidade de identificação das energias, no momento exato em que sua mente determinar; sobretudo não desista frente às irregularidades das respostas.
Nós vivemos rodeados por todos os tipos de energias, algumas benéficas e algumas nocivas. A capacidade do organismo de perceber estas energias e evitar algumas delas é uma propriedade de todos os seres vivos.
Os seres humanos possuem esta habilidade bem desenvolvida, mas, devido ao uso intensivo do intelecto, nós, muitas vezes, a ignoramos.
Se quiser, você pode usar o pêndulo para desenvolver esta sensitividade. E, como você vem se tornando emocionalmente neutro, perceberá que os seus resultados se tornarão progressivamente melhores.
Agora, tente criar as suas próprias experiências e questões, mas nunca deixe o pêndulo dominar a sua vida, quando apenas soluções lógicas deverão fazê-lo.
Os testemunhos:
Nem sempre é possível para o radiestesista ter disponível, no exato momento da pesquisa, a pessoa, o objeto ou qualquer outra coisa alvo da pesquisa. Para isso, se faz uso de algo que o possa representar, seja por homologia ou por analogia. Este objeto toma o nome de testemunho. É ele que permite ao radiestesista sintonizar o alvo da pesquisa por ressonância durante a prática radiestésica. Os testemunhos podem ser naturais ou sintéticos.
Os testemunhos naturais são obtidos a partir de amostras provenientes dos seres vivos e do reino mineral. Por exemplo, um testemunho de cabelo, sangue, saliva, etc. para procurar a pessoa a que ele pertence, ou ainda, diagnosticá-la. Uma amostra de água para prospectar água, uma amostra de um mineral para prospectar o mesmo mineral.
Os testemunhos sintéticos são obtidos por síntese a partir de elementos diferentes daqueles que irão representar. Assim, por exemplo, podemos usar a foto ou a assinatura de uma pessoa para diagnosticá-la.
A classificação dos testemunhos, elaborada pela Casa da Radiestesia de São Paulo, tornou-se clássica, abaixo uma versão simplificada da mesma:
- Naturais - obtidos a partir de alguma amostra animal, vegetal ou mineral.
- Sintéticos - obtidos a partir de ilustrações ou fotografias, de textos impressos ou manuscritos, ou ainda de objetos representando algum princípio relacionado com a pesquisa.
É ainda possível obterem-se testemunhos sintéticos por impregnação sobre um suporte. A técnica mais rápida e eficaz foi desenvolvida pelos irmãos Servranx, radiestesistas belgas; estamos falando da materialização ou valorização radiestésica. Seu trabalho iniciou-se em 1935 e só em 1944 conseguiram chegar ao resultado hoje conhecido. Primeiramente eles usaram um círculo para aumentar a vibração da palavra escrita e, mais tarde, depois de uma pesquisa com várias outras figuras geométricas, descobriram que aquela que maior concentração energética produzia sobre o testemunho era o decágono (polígono regular de dez lados). No capítulo sobre gráficos, o leitor poderá encontrar maiores detalhes sobre o decágono e sua utilização.
Nunca dispense uso de testemunhos durante a prática radiestésica. Por exemplo, se estiver analisando qualquer aspecto da vida de qualquer pessoa, saúde, profissional, etc., mantenha o pêndulo suspenso sobre qualquer tipo de testemunho dessa pessoa e, com a outra mão, vá indicando as possibilidades a investigar; desta forma, você só terá em mente o sujeito da questão proposta. Também sobre gráficos de análise coloque o testemunho no espaço reservado para o mesmo, lance o pêndulo e aguarde a resposta. Use sempre o mesmo tipo de método de trabalho; só desta forma seu corpo habitua-se com a prática radiestésica.
O melhor testemunho é aquele que melhor representa o objeto da pesquisa. Assim, os melhores testemunhos humanos são: o sangue, a saliva, o cabelo; na falta, uma foto, qualquer foto atual; uma foto de vinte anos atrás representa melhor a pessoa naquela época. Não tem foto, use um de bilhete manuscrito, cartão de visita. Não tem nada, faça um testemunho sintético no decágono, com nome, data de nascimento. Atenção: o alto potencial deste testemunho dura 72 horas, após este período vai decaindo para uma taxa inferior, onde finalmente se estabilizará. Trabalhe sobre uma mesa limpa, despojada de enfeites, sem pirâmides, cristais, santinho protetor, fumaça de incenso no olho, etc. Não esqueça que está trabalhando com energias muito tênues, praticamente indetectáveis. Não desista.
Os gráficos:
Para outro tipo de pesquisa que não seja a hidromineral em campo, o pêndulo terá como coadjuvantes obrigatórios os gráficos radiestésicos.
Os primeiros gráficos radiestésicos surgiram um pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Eram na maioria semicírculos divididos num certo número de casas.
Um gráfico para análise funciona como um separador de padrões vibracionais, emanados do testemunho e informados ao pêndulo pela mente do operador. Ainda que se opere por simples radiestesia mental, isto é, sem o uso de testemunho, o gráfico sempre funcionará como um excelente facilitador do trabalho radiestésico.
Na prática, nos utilizamos de semicírculos divididos no número de casas necessárias para cada caso específico, assim como de réguas para obter uma avaliação aproximada, mesmo que este dado represente um conceito abstrato.
Os gráficos radiestésicos têm, antes de tudo, uma finalidade simplificadora. Em vez de utilizarmos testemunhos naturais ou artificiais, podemos usar um gráfico que nos permitirá pesquisar todos os elementos que nos interessam. Como vantagem, um gráfico pode incluir fenômenos cujo testemunho, natural ou artificial, seria de dificílima obtenção. Além disso, pode-se deixar num gráfico para análise setores vazios para colocação de elementos ainda não conhecidos, ou um setor com a palavra "Outros"; com isso poderemos saber se algum outro elemento (energia, cor, substância, etc.) é a resposta procurada ou faz parte dela.
Um gráfico de pequeno tamanho tem sua capacidade de ação reduzida pela dimensão.
A menor dimensão para um gráfico radiestésico é: que possa ser inscrito dentro de um quadrado de 15 x 15 cm. Sua dimensão ideal será: se inscrever na área de um quadrado de 30 x 30 cm.
Gráficos em dimensões menores que as citadas acima não têm finalidade objetiva em radiestesia.
Gráficos semicirculares divididos em graus deverão ser orientados no eixo norte-sul, com o ponto central ao norte, ficando a parte reta alinhada Leste-Oeste. Réguas, como o biômetro de Bovis, devem ser posicionadas sobre o eixo norte-sul. O zero da régua, ao norte. No caso do biômetro modelo de régua comprida, o quadrado negro deve ser alinhado para o sul, ficando o radiestesista de frente para o oeste.
Em suas múltiplas utilizações, os gráficos permitem:
a) Selecionar um corpo ou fenômeno entre uma série de outros: cores, vitaminas, hormônios, corpos simples, etc.
b) Avaliar a ordem, a classificação, o grau, a força de uma coisa ou fenômeno: percentual, pH, voltagem, temperatura, pressão (arterial e outras), resistividade sanguínea ou do solo, etc.
c) Relacionar um elemento a um fenômeno mais geral: corpos sutis, raios fundamentais, chakras, influências astrológicas, sete raios da natureza (conceito esotérico), etc.
Determinados gráficos podem também ser emissores de influências sutis tais como: intenções, raios fundamentais de remédios, cores, pedras, ímãs, solenoides e energias diversas.
Os gráficos em radiestesia, arranjos geométricos mais ou menos complexos, fazem uma mímica da natureza, entrando assim em sintonia com correntes energéticas em estado potencial e metamorfoseando-as em energias dinâmicas.
Na filosofia geométrica, o círculo representa a unidade não manifesta e o quadrado, a unidade serena prestes a se manifestar, ou ainda o plano espiritual e o plano físico. Talvez todos os outros arranjos geométricos que conseguimos conceber possam representar a multiplicidade de energias em estado latente à nossa volta.
Cada conjunto de formas, letras e suas medidas e proporções combinadas geram instrumentos radiestésicos (gráficos) cujas características intrínsecas os tornam aplicáveis para finalidades distintas. Por essa razão, propomos, pela primeira vez, o agrupamento dos gráficos por famílias.
Podemos classificar os gráficos radiestésicos nas seguintes categorias:
1) Gráficos para análise - biômetro de Bovis, régua para análise geobiologia.
Tenho visto, nestes anos em que trabalho com radiestesia, alguns radiestesistas dotados de uma certa habilidade se confundirem e emitirem pareceres equivocados pelo fato de se limitarem a fazer uma radiestesia supostamente mental, simplista, baseada em positivo e negativo. Toda e qualquer avaliação radiestésica deve ser qualificada e quantificada. Melhor um valor numérico, mesmo abstrato, do que valor nenhum, razão de sobra para usar sempre um biômetro.
2)Gráficos para dinamização, valorização ou materialização radiestésica - decágono.
Por volta de 1940, dois radiestesistas belgas, os irmãos Servranx, perceberam que palavras recém-escritas não emitiam energeticamente seu significado; para que isso ocorresse, era necessário esperar alguns dias, como se lentamente a palavra fosse incorporando a energia de seu significado. Isso impossibilitava a utilização imediata de testemunhos escritos. Após realizarem a experiência que você acabou de fazer, puderam constatar que a palavra ganhava um quantum energético mais rapidamente. Pesquisaram durante um longo período qual a forma gráfica que permitiria reduzir o tempo da operação aliada ao fator de maior potência impregnada. A forma encontrada foi o decágono, polígono regular de dez lados.
Os nomes ou frases a potencializar devem ser escritos em pequenas tiras de papel com tinta preta. A parte de baixo da linha escrita estará virada para o centro do decágono. Os vidros contendo água ou algum material inerte, obrigatoriamente destampados, só serão fechados após o ato radiestésico.
Sobre um papel a valorização dura cerca de 72 horas, período após o qual o valor energético decai, estabilizando-se num valor mais baixo. Quando for processada sobre água, a duração será comparável à de um remédio homeopático, se estocada sob determinadas condições. Não produz nenhum resultado colocar no decágono para valorizar fotos ou amostras biológicas, como cabelo, saliva, etc. O decágono em radiestesia tem aplicação na impregnação de um suporte para escrita, com a energia da palavra ou frase nele grafada, na impregnação de água ou outro líquido, ou ainda diferentes materiais inertes, com a energia da frase colocada anexa. É só!
3) Gráficos para reequilíbro ambiental e compensação de determinadas energias - Keiti da Ilha de Páscoa, Símbolo Compensador de André Phillippe.
É com uma certa tristeza que vemos hoje em dia a comercialização de gráficos radiestésicos de pequena dimensão na forma de adesivos, que os mais desavisados ou crédulos carregam para casa movidos pelo desejo de se protegerem contras as más energias e efeitos nocivos dos aparelhos eletrodomésticos. Chegaram ao extremo de venderem um adesivo SCAP (Símbolo Compensador de André Phillippe) com 2 x 2 cm impresso em preto para colar nos telefones celulares pretos.
4) Gráficos emissores - símbolo compensador de André Phillippe, Turbilhão, Cruz Atlante.
Este grupo anterior brilha pela unanimidade, todos os gráficos são excelentes, diferindo entre si apenas por características intrínsecas, o que determinará sua escolha conforme a aplicação desejada. Quando o fator distância for importante, será aconselhável a utilização de algum método de amplificação já que existe alguma perda de potência.
5) Gráficos com aplicação em magia e proteção - IAVE de Jean de La Foye, Símbolo Compensador de André Phillippe (modelo cabalístico), símbolo místico, quadrado mágico.
Os decágonos, assim como todos os outros gráficos utilizados em radiestesia, devem ser desenhados com esmero, com tinta nanquim sobre papel branco, ou impressos sobre material lavável como o plástico. O único fator que conta é a perfeita representação da figura geométrica, aliado à massa, se possível.
Gostou do tema? Tem mais sobre o assunto no livro Gráficos em Radiestesia, de António Rodrigues, único livro no mundo sobre o assunto! Todos os gráficos, seus autores, sua história, para que servem e como usar estão lá. Todos os gráficos em tamanho natural. Radiestesia na saúde? Tem um caderno completo com o método para diagnóstico. Não deixe de ler também Radiestesia Clássica e Cabalística do mesmo autor.