O Zelador

Zelador Escolar

1 ATRIBUIÇÕES DO ZELADOR

Atribuições e Funções do cargo zelador (a) Gerente ou administrador (a)

Descrição Sumária:

Executar funções de zeladores em edifícios de apartamentos, comerciais e outros, promovendo a limpeza e conservação do mesmo e vigiando o cumprimento do Regulamento Interno, para assegurar o asseio, ordem e segurança do prédio e o bem e ocupantes.

Atribuições e Funções:

1. Ser assíduo e pontual, cumprindo a respectiva escala de serviço;

2. Guardar as chaves de entrada, depósitos e dependências comuns;

3. Cuidar dos horários estabelecidos pelo Síndico para o acender e apagar das luzes das partes comuns do Edifício;

4. Dirigir, fiscalizar e distribuir os serviços dos empregados que lhe são subordinados, exigindo-lhes higiene, disciplina, apresentação, pontualidade nos horários e assiduidade no trabalho;

5. Receber e encaminhar imediatamente aos destinatários as correspondências postais, encomendas recebidas, bem como circulares, balancetes e quaisquer outros documentos emitidos pelo Condomínio, colhendo assinatura de recebimento, quando for o caso;

6. Inspecionar corredores, pátios, áreas e instalações do prédio, verificando as necessidades de limpeza, reparos, condições de funcionamento de elevadores, parte elétrica, hidráulica e outros aparelhos, para sugestão à Administração, dos serviços necessários;

7. Providenciar serviços de manutenção geral, trocando lâmpada e fusíveis, efetuando pequenos reparos e requisitando pessoas habilitadas para os reparos de bombas, caixas d’água, extintores, elevadores, portões, interfones e outros para assegurar as condições de funcionamento e segurança das instalações, devidamente autorizado pelo Síndico e evitando gastos desnecessários;

8. Encarregar-se da recepção, conferência, controle e distribuição de material de consumo e de limpeza, tomando como base os serviços a serem executados, para evitar,a descontinuidade de processo de higienização e de manutenção do Edifício e de suas instalações, bem como desperdícios;

9. Não prestar serviços particulares para qualquer condômino. Salvo em caso de emergência;

10. Não deve ficar parado exercendo a função de porteiro, e sim estar sempre circulando as dependências comuns do Edifício;

11. Abster-se de guardar chaves de unidades de proprietários ou locatários, salvo com ordem exclusiva do Síndico;

12. Comunicar imediatamente ao Síndico ou seu substituto, qualquer incidente, anormalidade ou acidente ocorrido no Edifício;

13. Vigiar e controlar o perfeito funcionamento dos elevadores, bombas d’água, e outras instalações;

14. Manter na Portaria, quadro com horário de trabalho por lei;

15. Coibir reuniões nas partes comuns do Edifício, principalmente na Portaria, salvo se estiverem devida e previamente autorizadas;

16. Acompanhar e fiscalizar as mudanças, tanto de entrada como as de saída do Edifício, cobrando taxas de mudança, quando exigido pela Convenção do condomínio;

17. Proceder a leitura dos medidores de consumo de gás, preenchendo o formulário específico;

18. Manter sob sua guarda todo o material de limpeza do Edifício e controlar o seu consumo;

19. Acompanhar os serviços de limpeza das caixas de gordura, esgotamento da caixa de água servida e desentupimento de prumadas, quer seja pelos empregados do Condomínio ou por terceiros;

20. Cuidar para que o lixo seja devidamente recolhido, embalado e armazenado nos horários e locais determinados;

21. Observar, cumprir e fazer cumprir os princípios de segurança patrimonial, de higiene e segurança do trabalho, horário de serviço e escala de revezamento;

22. Elaborar a escala de serviço dos empregados do Edifício e acompanhar o registro freqüência, em livro próprio;

23. Distribuir e observar se o Regimento Interno do Edifício esta sendo cumprido pelos moradores, solicitar seu cumprimento e/ou comunicar as irregularidades ao Síndico;

24. Atender os fornecedores de serviços e/ou materiais, colhendo informações preliminares, seguindo orientação do Síndico, quando for o caso;

25. Atender e orientar os moradores e visitantes em assuntos pertinentes ao Condomínio;

26. Atender emergências, mesmo fora de seu horário normal de serviço;

27. Programar, em conjunto com o síndico, a escala de férias própria e dos demais empregados;

28. Auxiliar no recrutamento e seleção de candidatos a emprego no Condomínio e treiná los, se admitidos;

29. Executar serviços externos do Condomínio, tais como ir a bancos, Contador, etc;

30. Desempenhar outras atribuições pertinentes ao cargo.

2 DO ZELADOR, EM NOME DA ESCOLA

O ato de educar torna-se mais pertinente à sua finalidade engrandecedora quando vinculado a crenças e experiências que movem a realidade circundante. Nessas circunstâncias, as aparências cedem lugar a organicidade, desafiando as normas relacionais, questionando valores e alterando a maneira de agir das pessoas e dos grupos sociais. Tornei-me testemunha da aplicação desse ponto de vista ao participar do "Dia do Autor", sábado passado (26), na Escola Municipal Desembargador Pedro de Queiroz, na cidade de Beberibe, a pouco mais de oitenta quilômetros de Fortaleza.

Tudo começou quando recebi um correio eletrônico assinado por Jimmy Gonçalves, em nome daquela escola, que é a maior do município, com cerca de oitocentos estudantes do Ensino Fundamental I e II. Era uma mensagem que eu já estava esperando, pois ele tinha falado com o jornalista Luís-Sérgio Santos, que é de lá, para mediar um contato comigo: " Escrevo-lhe para informar que os professores já estão trabalhando com os alunos sobre sua biografia e obras (...) Garanto que será uma ótima tarde (...) E que dia 26 estaremos aqui para esse maravilhoso encontro de cultura e arte em torno de seu trabalho''.

Não deu outra, peguei a estrada com a minha família e fomos mais uma vez a Beberibe. Só que desta feita o nosso objetivo não era usufruir das belas falésias, dunas e fontes de água doce à beira-mar, mas atender o atraente convite do "professor" Jimmy. Chegamos um pouco antes da hora e vimos que ainda havia todo um movimento de arrumação do espaço para o evento. Perguntei pelo "professor" Jimmy a uma menina que estava no portão. Ela olhou para mim com cara de quem tinha identificado algum engano em minha pergunta e disse: "O Jimmy está ali". E apontou para um rapaz que se aproximava, vestindo um jaleco azul, que tinha por baixo uma camiseta branca, na qual estava escrito: "Era uma vez"...

Após nossos cumprimentos, ele me apresentou à professora Mardênia Colaço, diretora da escola, à dona Maria Valderez, secretária municipal de educação, e à professora Lúcia Carneiro, coordenadora da Sala de Leitura; no que eu apresentei a Andréa e os nossos filhos Lucas e Artur para ele e elas. Em seguida, houve contação de histórias, inclusive um bonito teatro de sombras com o conto "O piolho ciumento", do meu livro/cd Flor de Maravilha. E chegou a hora da minha fala. Auditório formado por crianças, educadoras, pais e com a presença da cordelista Maria Luiza Alves.

Jimmy comandou o debate. Em sua abertura, disse com incontida satisfação que era o zelador da escola e que estava feliz com aquele evento. Nesse momento, vi em Jimmy um aceno da esperança que tenho numa parte significativa de brasileiros que, a despeito do que temos visto de degradação das nossas figuras públicas, são capazes de dar lições de compromisso com o algo mais, com algo maior do que os rótulos sociais a que estão ancorados. Sabemos que essas situações existem, mas é animador quando nos deparamos com elas. Jimmy traduzia ali a ideia de que todos podemos ser educadores, onde quer que estejamos, fazendo o que for.

Zelador é uma profissão que boa parte das pessoas ignora. Infelizmente a maioria dos zeladores também pensa assim. No entanto, poucas pessoas param para observar que o zelador, assim como a moça da cantina ou o porteiro da escola tem uma vida familiar, um bairro onde mora e os saberes da sua própria história de vida. Por isso, o encontro com o Jimmy foi para mim uma homenagem à educação e à cultura no que juntas elas transformam pela fragilidade e pela força do educar. Como zelador, ele zela pela limpeza do estabelecimento de ensino no qual trabalha, mas zela também pelo que há de mais rico na vida social que é a convivência sadia das trocas culturais.

Fiquei muito contente com essa oportunidade que a mim foi dada por aquele zelador, com sua autoridade de quem acredita e de quem age em favor dos desafios da vida escolar. Entre educadores, um semelhante; entre os estudantes, um próximo. Mas a atitude de Jimmy não é um ato isolado; ela está carregada de sentido do que pode uma escola que se mostra preparada para acolher a exceção. A aprendizagem aqui ganha seu ponto de sustentação na hipótese de o zelador pedir passagem e não encontrar barreiras hierárquicas; o que atesta um exercício de grandeza da direção e das educadoras, numa elogiável compreensão de que agregar é uma das condições da pessoa, independentemente do seu grau de escolaridade e da função que ocupa

Na condição de zelador-educador, Jimmy se iguala aos comprometidos, sem precisar forçar a incorporação de qualquer tipo de pose e dispensando máscaras. Estava ali rompendo preconceitos e libertando virtudes, apenas sendo o que é. Em alguns dos momentos em que era aplaudido, tive a curiosidade de observar brilho de orgulho nos olhos do filho dele, Jessye Patrício. Pela descoberta da vontade de educar e pela coragem de se expor, seu pai, deixa de ser apenas o rapaz da limpeza, o serviços gerais, para ser reconhecido também como um educador

Na vida comunitária não racionalizada e não massificada, comportamentos como esse do Jimmy são normais e frequentes. As manifestações populares, as relações de vizinhança, estão cheias de mestres que educam pela cultura, na dinâmica do cotidiano, a despeito de classificação social. Ao levar para dentro da escola essa vertente educativa da vida comunitária, ele contribui para dar fluidez ao ato de educar. E faz isso movimentando elementos universais próprios do humano, sem atropelos e com senso de sinergia e de complementaridade, numa relação de respeito mútuo com os corpos docente e discente.

No pequeno intervalo existente entre a minha exposição inicial, sobre como lido com a literatura em minha vida, e o afetuoso debate que se abria pelo final daquela tarde até as primeiras horas da noite, ele me aborda com um exemplar do meu livro "Fortaleza" em mãos e pede para que eu o autografe para uma professora. Tomo uma refrescante e saborosa água de coco, enquanto ofereço o trabalho, seguindo o pedido do meu anfitrião. Em seguida, Jimmy pega o microfone e chama a professora de português Rosália Nascimento para receber o livro. E exclama vaidoso : "Eu não disse que lhe daria de presente um livro autografado pelo autor!".

A satisfação de estar fazendo aquilo é um ato virtuoso de idealização; talvez uma ação de realidade inconsciente, um significado que não seja somente dele, mas de todos os que se dispõem a instaurar valores fundamentais para a educação, como o de ver no outro alguém que também educa. Casos notáveis como este reforçam a necessidade que a educação tem de aproximar saber e conhecimento. Falo de saber como vivência e de conhecimento como ciência. Saber, como o que está experienciado, acumulado no viver, e conhecimento, como o que está teorizado, que passou por estágios ordenados de apreciação.

Um dos mais graves problemas da educação na hipermodernidade é a deformação pedagógica que leva os estudantes a terem muito conhecimento e pouco saber; formando contingentes de inteligentes vazios, atordoados pelo dilema entre a carreira ou a vida. Em uma época marcada por esse tipo de decadência valorativa é muito importante saber de pessoas como o Jimmy, que exercem o direito de lançar-se para além dos estereótipos porque têm alguma coisa maior que o interessa, que é uma inclinação social participativa integral e integrada, que conceituo de cidadania orgânica.

Artigo publicado no Jornal Diário do Nordeste, Caderno 3, página 3

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012 - Fortaleza, Ceará, Brasil

3 MANUAL DE FUNÇÕES DO ZELADOR

ZELADOR

1. Distribuir aos faxineiros os serviços do dia, providenciando a entrega do material e equipamentos necessários ao serviço, e proceder à fiscalização dos trabalhos.

2. Verificar se o sistema de iluminação dos corredores está desligado. Verificar a iluminação externa ou outras.

3. Verificar o funcionamento dos elevadores. No caso de algum defeito ou irregularidade, avisar imediatamente a firma de conservação, para as providências necessárias.

4. Verificar o funcionamento das bombas de água, comunicando imediatamente à conservadora a irregularidade constatada.

5. Substituir as lâmpadas queimadas.

6. Verificar se está subindo água para as caixas

7. Verificar o fornecimento de água da rua, comunicando qualquer irregularidade constatada.

8. Fiscalizar a retirada do lixo e sua coleta, obedecendo os horários estipulados por lei.

9. Providenciar a distribuição da correspondência aos apartamentos, imediatamente após a entrega pelo correio e/ou administradora.

10.Percorrer os corredores, escadarias e áreas comuns, verificando o andamento dos serviços de limpeza.

11.Não permitir roupas penduradas nas janelas, solicitando, delicadamente, sua retirada.

12.Recomendar reiteradamente aos condôminos que embrulhem o lixo em volumes de tamanho adequado, acondicionando-o em sacos plásticos bem vedados.

13.Verificar a desinfecção e limpeza das lixeiras, as quais deverão ser feitas diariamente.

14.Fiscalizar o uso dos elevadores social e de serviço.

15.Não abandonar o edifício sob nenhum pretexto, para atender assuntos que não se relacionem com o mesmo. No caso de necessidade absoluta, deixar sempre alguém na portaria, evitando que esta fique abandonada, informando ao seu substituto temporário para onde vai e quanto tempo ficará ausente.

16.Não permitir a entrada de pessoas estranhas ao prédio, devendo acompanhá-las ao apartamento procurado, em caso de dúvida; aos vendedores ou demonstradores é vedado o acesso ao edifício, a menos que solicitado por algum morador.

17.Proteger convenientemente os elevadores nos casos de entrada ou saída de mudanças ou volumes grandes, observando sempre o horário estabelecido para esse movimento. Qualquer alteração do horário estabelecido somente poderá ser efetivada com a autorização do Sr. Síndico, que somente concordará em casos especiais.

18.Verificar diariamente, ao acender as luzes das partes comuns, inclusive minuterias, se existem lâmpadas queimadas ou pontos de luz que não estejam acendendo, anotando o fato para no dia seguinte providenciar o reparo necessário, caso este não possa ser executado no momento da verificação.

19.Manter sempre limpos e prontos para serem usados todos os apetrechos de pequenos consertos elétricos ou hidráulicos, os quais devem ficar guardados em local de fácil acesso e sob a sua guarda e responsabilidade.

20.Verificar periodicamente o estado dos extintores de incêndio, registros e mangueiras de incêndio, comunicando imediatamente à administração qualquer irregularidade encontrada.

21.Providenciar imediatamente a vinda de turmas de socorro das empresas de fornecimento de água, eletricidade, gás e telefone, em caso de defeito que não possa ser sanado internamente. Providenciar o atendimento imediato, em caso de acidente, a qualquer morador ou empregado, chamando o pronto-socorro, ou fazendo lá chegar imediatamente o acidentado.

22.Solicitar o comparecimento da polícia, em casos de necessidade, evitando alarmar os moradores.

23.No caso de incêndio, comunicar-se imediatamente com o corpo de bombeiros, providenciando para que não haja pânico entre os moradores.

24.Comunicar imediatamente à administração qualquer ocorrência mencionada nos itens 21, 22 e 23.

25.Manter sempre em bom estado de conservação o apartamento onde reside. Não permitir aglomerações de pessoas nesse apartamento, evitando algazarras que possam perturbar a tranquilidade dos moradores.

26.Recomendar aos moradores que não retenham os elevadores sem necessidade.

27.Fazer os pequenos reparos e consertos que estiverem ao seu alcance

28.Atender aos moradores em assuntos de pouca demora, para serviços unicamente internos e que não prejudiquem os seus outros afazeres.

29.Examinar os cadeados, fechaduras, eliminar os vazamentos de torneiras, válvulas de descarga, regularizar curtos-circuitos etc., tanto nos apartamentos como nas partes comuns do prédio.

30.Atender a todos os condôminos e moradores com urbanidade e respeito, com delicadeza e imparcialidade. Todos os moradores são equivalentes em seus direitos e todos merecem o mesmo tratamento.

31.Evitar comentários, de qualquer natureza, que fujam da alçada de seus serviços relativos ao edifício. Deverá ser totalmente evitado aquilo que vulgarmente se denomina “fofoca”, que somente traz confusão e discórdia.

32.Zelar constantemente pelos jardins do prédio (quando houver), evitando a destruição de plantas, e, pelo menos uma vez por dia, regá-los.

33.Levar imediatamente ao conhecimento da administração qualquer falha por parte dos demais funcionários do edifício, fazendo um relato justo dos fatos ocorridos.

34.Tratar com respeito os condôminos moradores e demais funcionários do edifício para poder exigir-lhes igual tratamento.

35.Manter em dia as fichas de cadastramento dos moradores, o livro e demais documentos exigidos pelas autoridades policiais. Apresentar-se com boa aparência, barbeado, limpo e usando uniforme e crachá, se houver.