Parte elétrica e tipos de óleo para a motocicleta

Injeção Eletrônica de Motos

1 Componentes que compõem a parte elétrica da motocicleta

Toda moto conta com uma parte elétrica e uma parte mecânica, e é de grande importância o condutor conhecer sobre as partes de seu veículo, para possa diagnosticar problemas ou conseguir evitar problemas futuros .

Dessa maneira, pode estar resolvendo problemas por conta própria e também não irá correr o risco de ser engano oficinas mecânicas.

A seguir você irá ver as partes elétricas de uma moto:

O sistema elétrico da moto e suas divisões

A parte elétrica da moto é constituída, basicamente, de três partes: conjunto da bateria; ignição e acessórios. Cada uma dessas partes, por sua vez, subdivide-se em outras.

Vamos ver uma a uma dessas divisões.

O conjunto da bateria

Agora iremos ver cada uma das divisões do conjunto da bateria e como realizar sua manutenção.

Bateria

É uma fonte de energia para o veículo, constituindo-se na responsável exclusiva pelo abastecimento do sistema elétrico. As dimensões de sistema físico e elétrico dependem do modelo da moto.

Por isso, é importante tomar certos cuidados ao instalar certos componentes, como faróis auxiliares e lâmpadas com maior potência, pois podem sobrecarregar a bateria. Nunca se esqueça de que a bateria é a fonte exclusiva de energia, a responsável por fornecer potência ao veículo e alimentar quaisquer componentes extras.

A bateria da moto foi dimensionada para alimentar apenas os equipamentos originais de fábrica. Para redimensionar a bateria, é preciso considerar que, quanto maior ela for, maior será sua potência, mas será requerido mais espaço no veículo também.

Gerador de tensão

Sua função é,com o motor girando, gerar energia elétrica, mantendo o carregamento da bateria. Ele fica acoplado ao eixo do virabrequim.

A corrente gerada é, na maioria das vezes, alternada, trifásica e com tensão entre 80v e 120v (dependendo do modelo do veículo).

Chicote

Série de fios cuja sua função é distribuir energia, desde a bateria, a todos os componentes da moto, como motor de partida, faróis,lanternas, passando também por sensores, botões acionadores e determinados comandos.

Regulador de tensão

Na maioria das vezes, é uma única peça que converte corrente alternada em contínua (C.A. para C.C.). Após a conversão, a C.C. é transferida ao circuito regulador para fornecer uma voltagem de, no máximo, 14v, ligado direto na bateria.

Assim, o regulador consegue manter a bateria com carga constante enquanto o motor estiver ativo.

A ignição

parte elétrica de moto correspondente à ignição (também chamada “faísca”) compõe-se de:

Bobina

Trata-se de um transformador de tensão no qual o enrolamento primário (o primeiro enrolamento) se compõe de fios em espiral que provocam uma indução eletromagnética no enrolamento secundário (o segundo enrolamento).

O enrolamento secundário também se compõe de fios em espiral em maior número. Assim, obtém-se uma relação de transformação entre os dois enrolamentos de, aproximadamente, 1/2.000. Assim, para um chaveamento com tensão 12v no primeiro enrolamento, tem-se 24.000v no segundo enrolamento.

Vela e cabo de vela

É o componente que provoca a faísca no interior da câmara de combustão a partir da voltagem enviada pela bobina por meio do cabo.

O cabo de vela é o fio condutor de energia. A sua capa isolante não permite que a tensão mais alta afete a parte metálica da moto, que equivale ao negativo da bateria. Por isso, é um fio fino, mas com isolante bastante espesso.

C.D.I.

É o capacitor de descarga da ignição, um módulo eletrônico que distribui de forma sincronizada o chaveamento a partir dos pulsos do gerador.

Gerador de pulsos

No mesmo eixo do gerador de tensão (algumas vezes, formando um único conjunto), está o gerador de pulsos, que emite pulsos através de contatos (abre e fecha), informando ao C.D.I.  o local preciso para ocorrer a faísca na câmara de combustão.

Os acessórios da parte elétrica de moto

Os acessórios originais da moto, ainda que integrem o sistema elétrico como um todo, não são essencialmente necessários para que o motor funcione. São considerados, geralmente, como itens de segurança previstos na lei.

Eles também são alimentados pela bateria: faróis, lanternas, buzina, setas e assim etc.

2 Os tipos de óleo para moto

Você já sabe que o óleo lubrificante tem várias funções importantes para a moto,certo? Ele garante a lubrificação das peças, reduz o atrito, mantém a limpeza dos componentes internos do motor, proporciona uma melhor performance da motocicleta e  dos componentes como embreagem e câmbio, e reduz o consumo de combustível. Porém, você sabe como escolher o óleo para moto?

Abaixo, iremos mostrar como fazer isso.Você também vai descobrir que nem toda moto tem o mesmo óleo lubrificante. Dessa forma, será mais fácil fazer a manutenção da moto e orientar o seu cliente para que faça a escolha certa.

Tipos de óleo

Existem três tipos de óleo para moto:óleo mineral, sintético e semissintético. Os óleos minerais são obtidos a partir dos componentes do petróleo. Eles são as opções mais baratas e comuns do mercado. Esse tipo de óleo atende às necessidades da maioria dos motores das motos que estão em condições normais de funcionamento.

O óleo sintético é desenvolvido especialmente para otimizar a performance da moto. Ele é a melhor opção para a motocicleta do seu cliente, pois possui alta capacidade de lubrificação e é indicado para motores de alto desempenho. Já o óleo semissintético une a base sintética ao óleo mineral. Ele é a opção mais em conta para quem procura um óleo lubrificante de qualidade superior aos tradicionais.

Quais são as especificações do óleo?

Indicador de viscosidade (SAE): O Indicador de viscosidade (SAE) é muito importante. Ele ajuda escolher o óleo certo para a moto. A indicação do SAE é encontrada no rótulo da embalagem, em dois números separados pelas letras “w”. Exemplo: 20w40. O primeiro número indica a viscosidade do óleo quando frio. Já o segundo número indica a viscosidade quando a temperatura está alta. Quanto mais alto for o número, mais grosso e viscoso será o óleo.

Indicador de desempenho (API):O API refere-se à capacidade do óleo manter sua viscosidade em temperaturas extremas, ou seja, muito altas ou muito baixas. Você também encontra essa informação no rótulo da embalagem, representada pela letra “S” seguida de outra letra. A dica é: quanto maior a posição da letra do alfabeto, melhor será o desempenho do óleo. Um exemplo disso seria: um óleo que tenha API no valor SG tem melhor desempenho do que com API no valor SF.

Escolhendo o óleo correto para a moto

Verifique o manual do proprietário:Para escolher o tipo de óleo para moto você deve, em primeiro lugar, verificar o manual do proprietário da motocicleta. Nele, o fabricante indicará o tipo de óleo que deve ser usado para cada moto, de acordo com as necessidades do motor. Nunca coloque outro óleo sem ser o indicado no manual. Isso poderá causar danos ao motor da motocicleta e trazer muitos prejuízos ao seu cliente.

Preste atenção na viscosidade:Outra coisa importante para escolher o óleo para moto do seu cliente é prestar atenção na viscosidade. O óleo com baixa viscosidade, ou seja, mais fino, é indicado para os motores mais novos, aqueles que possuem menos folga entre os componentes internos. Já os óleos mais viscosos, compensam as folgas mais acentuadas dos motores das motos mais antigas.

Observe o API:Outra dica para escolher o óleo para moto é observar o API. Você até pode optar por óleos com especificação de API superior à recomendada pelo fabricante. Contudo, não opte por um óleo com viscosidade que esteja abaixo, isso não é o mais recomendado.