PSICOLOGIA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Noções Básicas em Psicopatologia da Infância e Adolescência

1 PSICOLOGIA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

A terapia cognitivo comportamental infantil é realizada através de avaliação e intervenção projetada para o nível de desenvolvimento cognitivo da criança – O profissional traduz conceitos abstratos em exemplos cotidianos simples e concretos, com os quais a criança pode se relacionar. A terapia é divertida, interessante e atraente, com materiais e conceitos apresentados de acordo com cada faixa etária. A criança é levada a aprender e identificar a ligação entre sentimentos, pensamentos e eventos, bem como suas consequências e a importância da necessidade da mudança.

2 BULLYING,o que é?

Bullying é como se caracterizam todas as formas de atitudes agressivas intencionais e recorrentes praticadas, sem uma motivação evidente, por crianças e adolescentes. Esse tipo de comportamento causa nas pessoas que são seu alvo humilhação, dor e angústia.

Quem ele afeta?

O Bullying afeta estudantes, pais e professores no mundo inteiro.
Como não existe uma tradução na língua portuguesa capaz de expressar as várias situações de Bullying, relacionamos algumas ações que traduzem esse termo:
Agredir; amedrontar; assediar; aterrorizar; bater; chutar; discriminar; divulgar apelidos; dominar; empurrar; encarnar; excluir do grupo; fazer sofrer; ferir; gozar; humilhar; ignorar; isolar; intimidar; ofender; perseguir; sacanear; roubar; quebrar pertences; zoar, entre outros.

FIQUE ATENTO AOS SINAIS:

- Demonstra falta de vontade de ir à escola;
- Sente-se mal perto da hora de sair de casa;
- Pede para trocar de escola;
- Pede sempre para ser levado à escola;
- Muda freqüentemente o trajeto entre a casa e a escola;
- Apresenta baixo rendimento escolar;
- Volta da escola, repetidamente, com roupas e materiais rasgados;
- Chega muitas vezes em casa com machucados sem explicação convincente;
- Parece angustiado, ansioso e deprimido;
- Tem pesadelos constantes com pedidos de “socorro” ou “me deixa”;
- “Perde”, repetidas vezes, seus pertences e dinheiro.

3 E SE O SEU FILHO FOR UM AUTOR DE BULLYING ? COMO LIDAR?

Em primeiro lugar, é preciso conversar. Saiba que ele está precisando de ajuda! Não tente ignorar a situação, mas mantenha a calma. Controlar sua própria agressividade é imprescindível.
Mostre que você sabe o que está acontecendo, e procure entendê- lo, demonstre que o ama, porém demonstre também que você não aprova esse comportamento. Que isso é errado e que não deve ser repetido. Estabeleça limites firmes. Encoraje-o a pedir desculpas a quem possa ter agredido, pessoalmente ou por carta. Destaque coisas positivas para melhorar a sua auto-estima. Procure criar situações em que ele possa se sair bem, elogiando-o sempre que isso ocorrer.

4 FREUD

Através do texto "Freud e a educação" de Maria Cristina Machado Kupfer disponibilizado pela professora Sandra, onde estudamos O DESEJO DO SABER: Uma teoria freudiana da aprendizagem. A posição frente ao conhecimente onde Freud gostava de pensar nos determinantes psíquicos que levam alguém a ser um desejante de saber.Nessa categoria incluem-se os cientistas, que devotam a vida à perguntar por quê, e as crianças que, apartir de um determinado momento, bombardeiam os pais com os por quês.

O PODER E DESEJO:

A transferência na relação professor-aluno. "Quando alguem deposita algo em alguem está em jogo aquilo que Freud chamou de investimento sbre o outro. Graças a esse investimento torna-se possível a identificação." Podemos de dizer que na relação professor e aluno a transferência se produz quando um desejo do saber do aluno se aferra a um elemento particular, que é a pessoa do professor. Transferir é então atribuir um sentido especial aquela figura determinado pelo desejo.

O PROFESSOR NO LUGAR DE TRANSFERÊNCIA

O professor entenderá sua tarefa como uma contribuição à formação de um ideal que tem uma função reguladora, normatizante, e fundará aí sua autoridade. Sua missão será submeter seu aluno a essa figura de mestre.

O ENCONTRO DA PSICANÁLISE COM A EDUCAÇÃO - UM DESAFIO

Para Freud, o educador inspirado por idéias psicanalíticas renuncia a uma atividade excessivamente programada, instituida, controlada com rigor obsessivo. Aprende que pode organizar seu saber, mas não tem controle sobre os efeitos que produz sobre seus alunos. Fica sabendo que pode ter uma noção através de uma prova, por exemplo, daquilo que está sendo assimilado, naquele instante, pelo aluno.

5 PUBERDADE E ADOLESCÊNCIA

"Sócrates já dizia sobre o comportamento dos adolescentes: gostam de luxo, tem más maneiras, e desrespeitam os mais velhos".
A puberdade é um aspécto biológico iniciante de várias transformações como a instabilidade emocional, envolvendo toda a maturidade sexual. Como por exemplo a ovulação, o espermatozóide, a voz, os pelos, etc... Uma das grandes preocupações na adolescência é o excesso de peso onde os meninos interpretam como qualidade infantil e as meninas como motivo de serem pouco atraentes. A identidade infantil passa a dar lugar para a postura juvenil com outras exigências e necessidades gerando conflitos, inseguranças para se reorganizar. O apoio dos pais nessa hora é muito importante para ouvi-los, terem empatia, dialogar, dar limites, ter tempo para eles e sentir com eles suas dificuldades não banalizando suas mudanças. Compreensão por parte da família é primordial para compreender o comportamento agressivo muitas vezes desse jovem. O adolescente passa pelo luto do corpo infantil, pelo luto da identidade e principalmente pelo luto dos pais.

6 ADOLESCENTES NO CONTEXTO ESCOLAR - JOÃO BATISTA MARTINS

Em um primeiro momento percebemos que os adolescentes que vivem em nossas escolas são agressivos, sádicos, indisciplinados, desorganizados atrapalhando o processo de aprendizagem. As teorias psicológicas, psicanalíticas nos mostram momentos evolutivos entre a relação adulta x adolescente também acontecendo uma reedição da adolescência na vida adulta. Um exemplo disso é quando observamos professores discutindo com seus alunos como se fossem iguais, "batendo boca". Fica bem claro que o jovem estabelece uma relação de tensão com o universo adulto existindo uma cultura própria do jovem. Um exemplo de como lidar com os adolescentes é a metáfora da vidraçaria e a outra é a da pescaria da traíra, onde o professor deve ter paciência e saber conquistar esses adolescentes, dando liberdade, saber escutar, negociar, mas tudo com os devidos limites. A escola deve deixar de ser vista como um espaço sagrado do conhecimento e sim deve ser vista como um espaço para socialização, espaço de trocas e trabalhar o exercício das diferenças de gêneros, idade, raça, classe e qualquer outro tipo de desigualdade.

7 ADOLESCÊNCIA E DROGAS

Nas classes de menos poder aquisitivo, cada vez mais cedo as crianças são iniciadas nas drogas, passando de substâncias caseiras para outras mais potentes e de efeitos mais devastadores. Independente da condição social a busca da droga está relacionada na maioria das vezes pela pressão do grupo, pela revolta contra os pais e a família, a insatisfação com a própria vida e tendo um desejo de fuga, tornando-se alienados e refugiando-se no bem estar temporário e efêmero da droga. A sociedade tem um papel muito forte para a vida de um adolescente, pois o pressionará com cobrança de desempenho adultos. Sendo assim, dentro da família devemos trabalhar com o respeito e o sentimento de igualdade e confiança mútua ajudando a entender as diferenças no modo de viver, ver, e perceber sobre o outro. A consequência na area psicológica do adolescente usuário de drogas é grande e impede o seu funcionamento emocional, na familia a quebra de relacionamento, no profissional o jovem não progride, no social acaba se isolando, pois apenas um certo meio os aceita.

8 SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO SEXUAL

É ao mesmo tempo algo que nasce com o ser humano, é algo que se aprende, que se transforma, que ultrapassa os limites da anatomia e da fisiologia e atinge os aspectos sócio-histórico-culturais de cada pessoa e passada de geração em geração. A sexualidade aplica em abordar um assunto que muitas pessoas não tiveram com quem aprender ou mesmo falar.

9 EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL

Ocorre inicialmente na família e passada de geração em geração, dependendo da cultura de cada família.

10 EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL

Ocorre em locais em que a criança participa como associações, instituições religiosas e entre outros locais onde se tem presente uma ideologia.

11 EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL

A sexualidade deverá ser abordada com rigor científico e de forma sistemática e intencional para que os objetivos sejam atingidos favorecendo o desenvolvimento da criança.

12 KOHLBERG

Para Kohlberg a maturidade moral é atingida quando o indivíduo é capaz de entender que a justiça não é a mesma coisa que a lei; que algumas leis existentes podem ser moralmente erradas e devem, portanto, ser modificadas.

13 Estágios de Desenvolvimento moral de Kohlberg:

PRÉ-CONVENCIONAL:

1° estágio - orientação para punição e obediência. Se a ação é punida está moralmente errada e se não for punida está moralmente correto.
2° estágio - hedonismo instrumental relativista. "Olho por olho, dente por dente"

CONVENCIONAL:

3° estágio - Moralidade do bom garoto, dá aprovação social e das relações interpessoais.Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem.
4° estágio - orientação para a lei e a ordem, autoridade mantendo a moralidade. Respeitar a lei para que a sociedade não se torne um caos.

PÓS-CONVENCIONAL:

5° estágio - A orientação para um contrato social democrático. As leis não são mais consideradas válidas pelo mero fato de serem leis.
6° estágio - princípios universais de consciência. se as leis injustas não puderem ser modificadas pelos canais democráticos, o individuo ainda resiste a elas.

14 O QUE É RESILIÊNCIA??

Resiliência é a força, o pensamento, o estado-de-espírito, as ações e o comportamento que você tem para lidar com as grandes dificuldades e se adaptar a elas.
Resiliência se constrói em casa e fora dela. Na família e com os amigos. No trabalho e nas experiências diárias que vivemos.