SEGURANÇA ELETRÔNICA: ALARMES CONVENCIONAIS
Segurança Eletrônica
1 Controle de Acesso
Sistema utilizado para controlar o fluxo de pessoas à determinadas àreas de uma empresa ou organização. No lugar da "chave" utiliza-se códigos ou dispositivos especiais (transponders) e, no lugar do "buraco da fechadura" são instaladas senhas, teclados, decodificadores e outros dispositivos.
- Principais equipamentos utilizados para controle de acesso : Senhas, Teclados, Fechos Magnéticos, Leitores de Cartão, Transpônder, Sensores de proximidade e outros.
2 CFTV - Circuito Fechado de Televisão
Utilizado para o monitoramento de áreas através da verificação visual à distância. Essa é a principal vantagem deste sistema, visto que o observador fica oculto e sem contato com a pessoa ou área à ser observada. Pode-se ainda utilizar recursos como a gravação e edição de imagens e sons.
Equipamentos : Câmeras, monitores de TV, fontes, gravadores VHS, gravadores em disco rígido (Winchester), gravadores em memória Flash, time lapses, video fones, quads e outros .
3 Cerca Elétrica
Sistema cuja principal característica é a proteção periférica e a intimidação do intruso através de choque elétrico. É um sistema muito eficaz, pois protege contra invasão atuando na periferia da área protegida, mantendo o invasor à distância.
Possui ainda recursos anti-sabotagem tais como alarme contra aterramento e corte de fio da cerca. O principio ativo da cerca elétrica é o CHOQUE PULSATIVO ou choque psicológico, cuja função principal é provocar dor sem causar dano físico.
4 Alarmes
Os alarmes isolados ou convencionais são sistemas amplamente utilizados pelo fato de serem relativamente baratos e fáceis de instalar. Tem como principais atributos, fazer barulho e/ou avisar o usuário à distância quando forem disparados.
Existem basicamente dois tipos de alarmes no mercado: Alarmes Monitorados e Alarmes Isolados.
Alarmes Monitorados
São aqueles em que o alarme envia periodicamente informações (registros) para a Central de Monitoramento, onde existem pessoas de plantão. Quando houver alguma ocorrência, imediatamente serão tomadas as ações apropriadas, tais como ida ao local, chamada da policia etc...
Meios de Comunicação com a Central: Linha Telefônica ou Rádiofrequência (VHF,UHF, celular ou satelite) . Neste tipo de instalação será cobrada do usuário uma taxa mensal do usuario pelo serviço . Também é cobrada a instalação, venda ou aluguel do equipamento.
PRINCIPAL VANTAGEM: Vigilância constante e ação imediata.
PRINCIPAL DESVANTAGEM: Custo.
Alarmes Convencionais
Neste tipo de instalação o plantonista é o próprio usuário. Esteja onde estiver precisará tomar as ações que julgar necessárias quando o alarme disparar. Existem no mercado, alarmes convencionais com recursos, capazes de oferecer ao cliente opções diversas e confiáveis em segurança.
Cabe ao instalador, oferecer e vender bem essas funcionalidades. Muitas delas além de proporcionar maior segurança ainda facilitam bastante a instalação.
PRINCIPAL VANTAGEM : Confiabilidade e baixo custo relativo.
PRINCIPAL DESVANTAGEM : Sistema isolado sem vigilância constante.
5 Principais componentes de um Sistema de Alarmes Convencional
Central: Equipamento responsável pelo processamento dos sinais dos sensores e pelo acionamento dos periféricos de saída. É o principal componente do sistema, daí a denominação Central de Alarmes.
Sensores: Dispositivos periféricos encarregados de detectar a violação do sistema e transmitir as informações para a Central.
Sensores com Fio: Necessitam de uma ligação física (fio) com a central para funcionarem .
Exemplo : Sensores magnéticos, infravermelhos passivos com fio, infravermelhos ativos, barreira à laser.
Sensores sem Fio:Transmitem a informação de setor violado através de ondas de rádio.
Exemplo : Sensores magnéticos sem fio, infravermelhos passivos sem fio e outros.
Periféricos de Saída: São encarregados de avisar o usuário sobre a violação do sistema e também servem para afugentar o intruso.
Exemplo : Discadores, sirenes, sinalizadores, transmissores por RF etc...
Elementos de Acionamento: Servem para ligar ou desligar a central.
Exemplo : Controles Remoto, Senhas Digitais, Teclados, Chaves etc..
Fiação: São utilizados para interligar sensores e periféricos com a central
Pilhas e Baterias: São usadas nos controles remotos (pilhas) e para Back Up na central (bateria 12V).
6 Setor ou Zona de Alarme
Agrupamento de sensores com ou sem fio ligados em uma determina da entrada (canal) da central de alarmes. Como regra, corresponde à uma área ou dependência do local à ser protegido.
Exemplo :
Setor 1 - Sensores da sala ligados na entrada 1 da central .
Setor 2 - Sensores da cozinha ligados na entrada 2 da central, e assim por diante.
A setorização é muito útil quando se deseja uma melhor visualização e controle do sistema . É recomendável que locais com várias dependências ou muitos sensores utilizem alarmes com mais de um setor. Isso será explicado mais adiante.
Contato NF - Contato normalmente fechado . Abre quando o sensor for violado.
Ligação Série - Esquema elétrico usado para a instalação de sensores com fio do alarme. Este é o princípio básico do disparo de qualquer central de alarme. Ver figura abaixo :
Quando todos os contatos dos sensores estiverem fechados, a corrente elétrica fluirá do ponto 1 para o ponto 0 . Se qualquer um dos sensores for disparado o contato abrirá interrompendo a corrente. Essa é a informação que a central usa para detectar disparos nos sensores com fio.
Ligação Paralela - Tipo de ligação usada na alimentação dos sensores .
Setor Misto: Funciona com sensores com fio e sem fio simultaneamente .
Tempo de Entrada (retardo para disparar): A central espera um determinado tempo até o usuário efetuar o desarme. Caso isso não ocorra, dispara o sistema.
Tempo de Saída (retardo para ativar): Uma vez armada, a central espera um determinado tempo para ativar. Esse atraso deve ser suficiente para o usuário deixar o recinto sem disparar o sistema .
Função Anti-Assalto (Pânico Silencioso): Quando esse recurso é acionado, a central dispara so mente o discador, mesmo estando desativada.
Pânico Sonoro: Disparo do sistema, causado propositalmente pelo usuário para chamar atenção em situações de emergência. Aciona a sirene e o discador ou somente o discador.
Zonas Cruzadas: Ocorre quando determinada área ou entrada é protegida por dois ou mais sen sores instalados em setores ou zonas diferentes. É indicado em casos críticos ou de alta segurança.
RFL (Resistor de Fim de Linha): Resistor instalado junto aos sensores com fio para prevenir sabotagens no sistema.
DCL (Detector de Corte de Linha): Equipamento instalado com a finalidade de acusar cortes ou sabotagens na linha telefônica.
Discador Telefônico: Equipamento programável, cuja função é discar para uma determinada sequência de números telefônicos quando o alarme disparar. O números são programados pelo usuário. A atender o telefone, será ouvido um toque de sirene ou uma mensagem de voz.
Discagem por Pulso: Sistema de discagem antigo, que utilizara a comutação da linha telefônica para fazer a discagem.
VANTAGEM : Menos Sensível à Interferências (Ruído de Linha).
DESVANTAGENS : Discagem demorada e barulhenta (pode chamar a atenção do ladrão).
Discagem por Tom (DTMF - Dual Tone Multi Frequencial): Sistema de discagem moderno e rápido . É o mais indicado em sistemas de alarme. VANTAGENS : Discagem rápida e silenciosa.
DESVANTAGEM : Sensível à ruídos (interferências na linha telefônica)
Módulo de Voz: Equipamento capaz de gravar digitalmente uma mensagem . É utilizado em conjunto com discadores convencionais.
7 INSTALAÇÃO
Identificando os bornes de conexão da central . Cada fabricante possui uma disposição diferente dos bornes de ligação . A tiítulo de exemplo, vamos utilização a central STARTTRON CODE 300 como exemplo:
Identificando os Bornes dos Sensores Infravermelhos : Também neste item, cada fabricante possui uma disposição própria. Vamos usar como exemplo o infravermelho passivo STARTTRON IRM - 1040.
Identificando as conexões do discador : Essencialmente cada discador possui cinco bornes para ligação . Vamos tomar como exemplo o discador STARTTRON DS - 500 .
Conhecendo o Cabo 4 Vias
Esse cabo é padrão para praticamente todas as instalações de alarmes. Com ele pode-se alimentar e colher sinais de disparos de todos os sensores com fio do mercado. Além disso é barato e funcional. O tipo rígido quebra-se com muita facilidade, não deve ser dobrado em curvas muito fechadas.
MUITO IMPORTANTE : JAMAIS UTILIZE O CABO 4 VIAS PARA FAZER LIGAÇÕES DE FORÇA EM 110 ou 220 V .
Os cabos coloridos utilizamos para identificar as conexões . Geralmente os cabos vermelho e preto são usados para a alimentação +12 V e -12 V respectivamente, e os cabos amarelo e verde para o sinal de disparo.
Polaridade : A alimentação dos infravermelhos é polarizada, ou seja, não funciona se for trocado o positivo pelo negativo. Já os contatos (RELAY) não são polarizados podendo ser ligados de qualquer forma, desde que obedeçam o princípio da ligação série entre os sensores.
A sirene: Geralmente possui os cabos de alimentação nas cores vermelha e preta .
Vermelho : Positivo +12 V
Preto : Negativo - 12 V . Da mesma forma que o infra, a sirene é polarizada. Se ligada invertida, não funciona.
4 - Juntando as Partes :
Vamos ver como ficaria a ligação de uma CODE 300 com.
2 Sensores Passivos Infravermelhos.
1 Sensor Magnético de porta.
1 Discador DS-500 :: 1 Sirene