A Realidade do Ensino da Língua Inglesa
Capacitação para professores de inglês
1 Apresentação A Realidade do Ensino da Língua Inglesa
Hoje, o conhecimento de uma língua estrangeira (inglês) deixou de ser visto como um meio de adquirir mais cultura e passou a ser uma necessidade de acesso a informações veiculadas em língua estrangeira. Além da sua contribuição para a nossa formação humanista, o conhecimento de uma Língua Estrangeira é, sobretudo, um instrumento de trabalho no novo contexto globalizador.
O presente trabalho foi organizado em dois momentos: pesquisa teórica e pesquisa de campo.
A pesquisa teórica tem por objetivo fornecer uma pequena amostra de dados da atual legislação brasileira referente ao ensino de língua inglesa, enquanto que a pesquisa de campo tem por objetivo demonstrar a atual realidade da língua inglesa nas escolas de nível médio, pesquisa esta que foi realizada na rede pública e particular.
Assim, espero que este Trabalho de Graduação contribua para o repensar do ensino da língua inglesa nas escolas de nível médio, ou seja, um ensino que dê condições aos alunos de aplicarem na sua vida profissional o que eles absorveram na sua vida acadêmica.
2 Introdução A Realidade do Ensino da Língua Inglesa
Sendo a língua inglesa um instrumento de comunicação e um ato social que pressupõe a existência de um emissor, aquele que fala ou escreve, de um receptor, aquele que ouve e lê, inserido em um determinado espaço social e cultural. Nesse sentido, à língua inglesa não é simplesmente um conjunto de regras gramaticais e uma lista de vocabulário a serem memorizadas. É muito mais do que isso, a língua passa a ser o instrumento através do qual podemos interagir com o mundo em que vivemos e assim construir os conhecimentos necessários para garantir a nossa sobrevivência física, emocional e espiritual.
Este Trabalho de Graduação foi realizado com o objetivo de mostrar a atual realidade da língua inglesa nas escolas de nível médio e propor uma melhoria do ensino da língua estrangeira, na qual constatou-se diversas irregularidades no ensino da mesma.
Por fim, que os professores de inglês consigam aplicar de forma eficaz os parâmetros curriculares (competências e habilidades) para que os alunos se sintam motivados com o ensino de inglês afim de que o ensino dessa disciplina não seja apenas mais uma matéria da grade curricular.
O tema em estudo
A realidade do Ensino da Língua Inglesa nas Escolas de Ensino Médio com base nos Novos PCNs: uma visão crítica comparativa.
3 Delimitação
O meu interesse pelo tema surgiu a partir da minha experiência profissional, como professor de inglês, e a atual realidade educacional nas Escolas Públicas e Particulares, tomando como base à nova LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação – 9394/96) e os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).
A educação no Brasil não é tratada com seriedade, haja vista que na maioria das vezes ela é deixada ao acaso, embora isso não devesse acontecer com o ensino brasileiro. Por mais que sejam criadas Leis Federais para regulamentar o ensino: Estados, Municípios e Empresas particulares voltadas para este fim, continuam em parte a ignorar a formação integral do educando, considerando o aluno apenas como uma agência bancária, ou seja, onde são efetuados depósitos diariamente.
4 O problema Da Realidade do Ensino da Língua Inglesa
Quais os fatores, de acordo com os novos PCNs que contribuem para a aprendizagem da Língua Inglesa nas Escolas regulares? Que condições diferenciam o aprendizado da Língua Inglesa entre alunos de escolas Públicas e de Escolas Particulares?
O que pode ser feito para mudar esta realidade, e como implementar os novos PCNs de forma eficaz?
5 Objetivo geral
Os dados Obtidos na pesquisa visam servir como parâmetros para demonstrar um quadro geral da realidade da Língua Inglesa, para que no futuro possamos reestruturar melhor algumas estratégias teóricas e práticas, formular e propor um paradigma curricular de ensino à Língua Inglesa que seja eficaz para ambas as realidades.
Objetivos específicos
Levantar fatores que contribuem para a aprendizagem da Língua Inglesa, considerando a realidade das Escolas Particulares e Públicas;
Traçar um quadro geral da realidade estudada;
Apontar estratégias para repensar o ensino de Língua Inglesa nas escolas;
Verificar os fatores que contribuem para a aprendizagem diferenciada.
6 Bases teórica
Reforma: LDB X PCNs
Nos últimos anos, o sistema educacional brasileiro vem passando por grandes transformações. O principal objetivo dessas mudanças é melhorar a qualidade de ensino de jovens e adultos, visando a preparação para o mundo globalizado.
A globalização trouxe diversas características, como competitividade e um certo sentimento de incerteza em relação ao futuro, provocando mudanças que são sentidas nas relações entre as pessoas, nas trocas de informações em todo o processo de conhecimento.
Por esta razão, o currículo educacional passou por uma série de transformações na sua estrutura, buscando não somente repassar um conteúdo quantitativo mas também privilegiar o qualitativo, que havia sido esquecido por muitos na área da educação. Os PCNs (1999, p. 29) afirmam que:
currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática, deve contemplar conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, visando à integração de homens e mulheres no tríplice universo das relações políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva”.
O Ministério da Educação, órgão responsável pela regulamentação da Educação no Brasil, elaborou dois grandes textos - diretrizes - para direcionar a educação brasileira: regulamentou o ensino Médio como Educação Básica, através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LBD – Lei 9394/96), e implantou os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), para nortear as atividades das unidades educacionais no país. Os PCNs, são a meu ver, grandes colaboradores nas mudanças que têm ocorrido recentemente no ensino brasileiro, graça aos PCNs muitos professores estão tentando rever suas metodologias e buscando seguir suas orientações em sala de aula.
Entretanto, ainda existe um grande número de professores que permanecem entrando em sala como se nada tivesse mudado no ensino médio, ou seja, continuam sendo “gramatiqueiros”, não querendo tomar conhecimento das mudanças ocorridas.
Este posicionamento é muito prejudicial para o educando que está ali procurando uma boa formação educacional. Por outro lado, não devemos descartar as inúmeras dificuldades existentes na parte estrutural das instituições de ensino, a falta de material didático e de laboratórios adequados nas escolas particulares e públicas, com uma ênfase maior para o sistema público que tem sido ignorado constantemente pelas autoridades estaduais e municipais.
A grande marca dessas duas diretrizes diz respeito às competências e habilidades. Assim, o aluno não será apenas um mero depositário de conteúdo. Para isso, o professor deve ter sensibilidade para utilizar de forma adequada os recursos didáticos disponíveis. Os recursos didáticos são procedimentos e instrumentos que têm por objetivo melhorar a qualidade de ensino e desempenho dos alunos para que no futuro apliquem o conhecimento adquirido durante sua vida estudantil em sua futura vida profissional, que é o fator que mais interessa atualmente para o mercado de trabalho. Mercado este, cujo valor está centrado nas habilidades e competências que podem ser desenvolvidas pelos futuros profissionais.
Para desenvolver competências e habilidades é preciso, antes de tudo, trabalhar por resoluções de problemas crônicos da educação brasileira (como o despreparo de professores, falta de interesse dos alunos etc.), e propor projetos que lancem desafios e incitem os alunos a mobilizarem seus conhecimentos, para tanto, é necessária uma pedagogia ativa e cooperativa, voltada para toda a comunidade escolar.
Os professores devem ter em mente que ensinar é conceber situações de aprendizagem que ajudem no desenvolvimento das competências e habilidades. Entretanto, o problema é bem maior do que se pensa, pois como convencer professores, habituados a cumprir rotinas, a repensar sua metodologia? Mas, não basta que os professores tenham competências técnicas; eles devem ser capazes de identificar e de valorizar suas próprias competências e habilidades dentro de sua profissão e de outras praticas sócias, para desenvolver um bom trabalho.
Toda vez que ocorre mudanças no âmbito educacional, elas levam algum tempo até serem absorvidas e postas em funcionamento por todos na comunidade escolar. É justamente, o que está ocorrendo com as diretrizes: habilidades e competências, hoje.
Mas, afinal, o que são essas habilidades e competências? E como desenvolvê-las? Para Philippe Perenoud, sociólogo suíço especialista em práticas pedagógicas e instituições de ensino:
“Competências em educação é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos – como saberes, habilidades e informações – para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações”. Nova Escola On-line (2000).
O principal objetivo da educação moderna, agora, não é só passar conteúdos, mas desenvolver competências; habilidades nos alunos que os prepare para a vida. O professor brasileiro enfrenta o desafio de mudar sua postura frente à classe, ceder tempo de aula para atividades que integrem diversas disciplinas, e estar disposto a aprender com a turma. Entretanto, de nada adianta exigir mudanças do docente se a sociedade não se empenhar em definir quais competências e habilidades que os discentes devem desenvolver.
Assim sendo, os PCNs (1999, p.153), estabelece as competências e habilidades a serem desenvolvidas em Língua Estrangeira Moderna. veja tabela a seguir:
Ainda há pouco, falávamos a respeito de mudança e transformação: estas palavras tão simples e corriqueiras causam medo e insegurança dentro da comunidade escolar (professores, corpo técnico e alunos), pois elas implicam em aumento de trabalho no que diz respeito aos métodos e recursos a serem empregados na escola. Há pouco tempo atrás, conversando com um grupo de professores, em um dado momento escutei a seguinte pergunta: “mudar para quê?“ A mudança é algo inerente à nossa vontade, portanto, devemos mudar ou seremos sucumbidos pelo sistema que não pára de evoluir a cada minuto.
É bem verdade que algumas mudanças causam medo por estarmos habituados a parâmetros que ainda consideramos imutáveis; contudo, quando as mudanças são inúteis, elas tendem a desgastar-se e, conseqüentemente, desaparecem. Portanto, devemos dar credibilidade às novidades ou então não conseguiremos construir algo novo a partir de conceitos novos.
Prefiro admitir, e gostaria que outros também admitissem, que as mudanças não são apenas conveniências. São também necessidades primordiais para a existência humana.
Mas, voltando ao tema em questão, podemos observar o quão importante as mudanças são imprescindíveis para o desenvolvimento da educação em nossa sociedade. Isto pode ser percebido através do processo seletivo que as Universidades implantaram neste ano de 2001, mais especificamente a UFPa, priorizando a habilidade e a competência dos candidatos, abolindo em sua grande maioria as questões objetivas, forçando os candidatos a redigirem suas respostas, demonstrando assim, suas habilidades e competências cognitivas.
Hoje, cada grau de ensino na LDB é regido por um artigo, no caso do Ensino Médio o artigo em questão é o 35, que tem como objetivo principal especificar a duração mínima de 2.400 (duas mil e quatrocentos horas), ou três anos, e quais suas finalidades. Podendo ser destacada, por exemplo:
o desenvolvimento de competências e habilidades básicas, consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental e compreensão dos fundamentos científicos – tecnológicos, relacionando teoria e prática, LDB (1997, p.122).
A LDB (Lei – 9394/96), estabelece um currículo de Base Nacional Comum para o ensino fundamental e médio. Graças a esta medida, o ensino de Língua Estrangeira Moderna passou a ter seu espaço garantido, nas escolas de nível fundamental e médio, espaço este que lhe fora negado durante muito tempo por ser considerada disciplina pouco relevante para a vida profissional do aluno.
A LBD estabelece diretrizes norteadoras para a organização curricular do ensino médio, dentre elas a obrigatoriedade de uma Língua Estrangeira Moderna (geralmente Inglês), e outra em caráter optativo (geralmente Espanhol), de acordo com a necessidade da comunidade, LDB (1997, p.123 ).
A Língua Inglesa, integrada à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, assume uma condição de ser parte indissolúvel do eixo de conhecimentos primordiais, que permite ao educando aproximar-se de outra cultura.
Embora a legislação anterior já premiasse uma Língua Estrangeira Moderna, sem o caráter obrigatório, isto proporcionava uma série de malefícios para a língua. A não-obrigatoriedade deixava sem estímulo professores e alunos com relação à disciplina nas escolas de nível fundamental e médio, levando muitos profissionais a ministrarem aulas dessa Língua, em cursos especializados, ou pior, levava o profissional a abandonar a disciplina.
Por fim, a falta de interesse dos professores e dos alunos tornaram a Língua Inglesa nas escolas de nível médio uma simples figurante do currículo escolar. Assim, ao invés de preparar o educando para ler, escrever e falar um novo idioma, as aulas acabaram por assumir uma aparência monótona e sem nenhuma função, pois as escolas apenas repassavam regras gramaticais sem se preocupar com o contexto não valorizando os conteúdos necessários à formação do aluno.
Hoje, muitos professores conseguem perceber que a Língua Inglesa é um sistema de códigos vivo e que não pode ser tratada apenas como um mero sistema fonológico e morfológico, uma vez que a Língua é um veículo fundamental para a comunicação entre os homens e funciona também como meio de acesso ao conhecimento.
7 Pequisa de campo
Questionário de observação (Modelo Docente)
Este questionário tem por objetivo: verificar a realidade do ensino da Língua Inglesa nas escolas de ensino médio.
Questionário de observação (Modelo Discente)
Este questionário tem por objetivo: verificar o que o aluno pensa do ensino da Língua Inglesa nas escolas de ensino médio e como os professores estão atuando.
Análise crítica das observações em sala de aula
Através da pesquisa de campo desenvolvida em quatro escolas de nível médio, duas particulares e duas públicas, foi possível obter uma coleta de dados bastante significativa para este Trabalho de Graduação.
A partir dessas observações em sala de aula, constatou-se que a metodologia de ensino utilizada nas referidas unidades, ainda encontra-se bem distante da realidade desejada por muitos professores e alunos (com uma ênfase maior para o ensino público). Por exemplo, nas escolas públicas o professor conta apenas com o bom e velho quadro para ministrar suas aulas, enquanto que na rede particular o professor dispõe de um certo recurso que muitas vezes não é utilizado por falta de interesse ou simplesmente é insuficiente para a quantidade de professores existente na escola.
Educador e educando concordam com a importância da língua inglesa na atual conjuntura econômica, por reconhecerem que este idioma é fundamental para a formação profissional do individuo como membro de uma sociedade em desenvolvimento. Entretanto, ambos reconhecem que algo deve ser feito para mudar a realidade do ensino de inglês nas escolas regulares: professor finge que ensina e aluno finge que aprende, este pacto de mediocridade tende a mudar com o amadurecimento do educador e educando; baseadas nas novas tendências educacionais propostas pelos PCNs.
Outra grande dificuldade enfrentada, pelos professores de inglês diz respeito à homogeneidade, visto que os alunos não são classificados por nível de aprendizado na língua inglesa e este problema é um fator que deve ser tratado pelo educador com muito tato para que o seu trabalho não seja antipatizado por aqueles que já possuem um pouco mais de conhecimento da língua. Pode-se dizer que heterogeneidade é um dos principais obstáculos existente no ensino de inglês, pois o professor fica praticamente impossibilitado de adequar de forma eficiente o ensino da língua.
Vale ressaltar que os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) são diretrizes que se fazem presente para serem tomadas como um elemento direcionador e não como instrumento capaz de mudar tudo do dia para noite. É bem verdade que os PCNs inovaram em muitos aspectos no que diz respeito aos procedimentos para com o ensino de línguas. Entretanto, de nada servirão caso a instituição de ensino também não contribua para este aprendizado.
Esta contribuição institucional diz respeito à estrutura física (salas amplas, laboratório, sala de áudio e vídeo) material didático pedagógico adequado (Lousa, retroprojetor, TV, livros didáticos, Flip-chart, dicionários, fitas, revistas, jornais etc.) e material humano qualificado para utilizar esses recursos tão importantes no aprendizado da língua, haja vista que é possível encontrar profissionais liberais que não tiveram sucesso em suas verdadeiras atividades e passaram a ministrar aulas de inglês, como uma forma de garantir um salário. O ensino de língua inglesa deve ser realizado por um profissional qualificado, da área de Letras, só assim ele conseguirá adequar o ensino de inglês a atual realidade brasileira.
A insatisfação com o ensino da língua inglesa é algo que não se restringe apenas à rede pública, mas que também atinge a rede particular. Isto decorre dos fatores já mencionados anteriormente. Fatores estes que podem ser solucionados desde que haja um consenso dos educadores responsáveis por esta disciplina tão rica no aspecto social e cultural.
8 Proposta de ensino
Hoje, as autoridades educacionais reconhecem que “a escola está repleta de jovens que anseiam trabalhar e trabalhadores que precisam estudar para dominar habilidades que lhes permitam assimilar e utilizar produtivamente recursos tecnológicos novos em acelerada transformação”, os quais não podem mais ser reféns do vestibular gerador de uma padronização muitas vezes desqualificada.
Baseado em todos os indicativos negativos mencionados nesse Trabalho de Graduação, os quais levam os alunos a repudiarem Disciplina e Professor sugiro como ponto de partida: a mudança de postura metodológica do professor, só assim seria possível implementar uma atmosfera propícia para o desenvolvimento desse ensino no qual o aluno conciliará, de forma equilibrada, o seu conhecimento prévio com o uso da língua estrangeira, facilitando o uso do idioma como elemento comunicativo.
Aliado a isso, o educador poderia utilizar os recursos disponíveis na escola para melhorar e dinamizar suas aulas; aqui estão algumas sugestões possíveis de serem aplicadas sem que haja grandes investimentos. Mas que requer um pouco mais de atenção do professor uma vez que implica em mudança de postura metodológica:
A leitura e interpretação de textos atuais (retirados de revistas e jornais escrito na língua);
Utilizar a internet para navegar em paginas da língua;
Utilizar vídeos legendados na língua inglesa;
Utilizar toca-fitas (músicas, diálogos e fragmentos de textos) para reforçar a prática oral;
Sempre que possível utilizar o próprio contexto escolar e social como forma de incentivar a oralidade e a escrita;
Formar grupos de alunos para praticar a língua;
Proceder a correção no momento em que está sendo executada atividade sem expor o aluno (de preferência fale de modo geral);
Enaltecer o desenvolvimento do aluno sempre que o mesmo desenvolver uma atividade;
Procurar também trabalhar o aspecto lúdico da disciplina;
Procurar fugir um pouco do livro didático, introduzindo conteúdos novos através de textos e transparências;
Procurar textos na língua inglesa relacionada às outras disciplinas.
Por fim, pressuponho que essas sugestões são algumas das prováveis alternativas para se melhorar a qualidade de ensino da língua inglesa nas escolas de ensino regular.
Lembre-se de que todos esses métodos apresentados requerem um certo preparo e força de vontade tanto do educador quanto do educando.
9 Considerações finais
Após toda a pesquisa (teórica e de campo) é possível constatar que o ensino de língua inglesa nas escolas regulares (Públicas e Particulares) apresenta entre si semelhanças que muitas vezes são bem tristes, entretanto a realidade pública é mais assustadora. Pode-se até dizer que a rede pública encontra-se jogada à própria sorte. Embora à realidade do ensino público e particular sejam bem diferenciadas, elas encontram-se intimamente ligadas por um fio de fracassos e descasos para com a língua inglesa. Este estudo teve a oportunidade de observar essas comparações e constatações nada agradáveis.
Um dos grandes problemas enfrentados pelos professores de língua inglesa nas escolas regulares diz respeito à constituição das turmas visto que essas turmas são heterogêneas, aspecto esse que já foi mencionado neste trabalho. O educador, sabedor desse problema, tem de ter o cuidado de adequar seu conteúdo na forma mais justa possível para ambas às realidades sem que haja prejuízo do conteúdo ministrado.
Outro grande problema enfrentado pelos alunos é o despreparo e descaso de muitos professores. Também não se pode ignorar a falta de material didático pedagógico nas escolas, embora essa ocorrência seja mais freqüente na rede pública.
O aprendizado da língua é bem diferenciado quando comparada as duas realidades: o sistema particular, embora enfrente o descaso e despreparo de alguns professores, ainda não atingiu o fundo do poço, pois há uma cobrança por parte dos alunos e corpo administrativo, enquanto o sistema público é totalmente desprovido de material didático pedagógico nessa área do conhecimento, não existindo nenhuma cobrança administrativa e os alunos, em sua grande maioria, aceitam tudo isto de forma bem passiva.
Baseado em todos esses aspectos negativos, houve uma preocupação, de minha parte, em desenvolver esse Trabalho de Graduação na esperança de poder mudar um pouco esta realidade, é bem verdade que para isso muita coisa necessita ser mudada para se atingir alguma melhoria. O aprendizado diferenciado pode deixar de existir caso haja uma equiparação metodológica ou que pelo menos os professores da rede pública passem a buscar alternativas dentro do próprio ambiente, para que o aluno consiga desenvolver suas habilidades e competências de forma adequada.
Os dados coletados juntaram alunos de ambas realidades e comprovou a importância do idioma para sua formação, entretanto apontou também o descaso de alguns professores, espero que este resultado demonstre quanto os alunos gostariam de realmente aprender esse idioma, que é amplamente divulgado em nossa sociedade e pode contribuir para o desenvolvimento social e cultural do educando.