Massoterapia Aplicada a Fisioterapia Traumato - Ortopédica

INTRODUÇÃO EM MASSOTERAPIA

1 MASSOTERAPIA aplicada a Fisioterapia:

A Massoterapia se divide em:

  • Masagem Estética
  • Massagem Relaxante
  • Massagem Terapêutica

a) Global (patologia inespecífica): Não Demanda necessáriamente acompanhamento médico, pois é realizada através de técnicas específicas, como shiatsu, tuiná, ayurveda e etc...

b) Aplicada (patologia específica) : Demanda Diagnóstico Clínico ou Funcional e Acompanhamento de um especialista clínico ou de reabilitação

c)Reabilitação Física: Demanda Diagnóstico Funcional e Acompanhamento de um especialista de reabilitação

Manobras de Massoterapia: Indicações Especiais:

  • Profundas e Intensas: Massoterapia Global e contraturas pós fase aguda.
  • Suave e de Baixa Intensidade: Masoterapia Aplicada, de acordo com o teor inflamatório.
  • Mobilizações e Trações Articulares, podem ser utilizadas na reabilitação com acompanhamento clínico

Conceito de Reabilitação Traumato-ortopédica:

Conjunto de medidas multidisciplinares de intervenções diagnósticas e terapêuticas, adotadas em prol de restaurar, adquirir ou recuperar a aptidão funcional do indivíduo portador dos mais variados distúrbios clínicos e cinéticofuncionais músculo-esqueléticos, visando na medida do possível, o mais rápido retorno as atividades de vida diária, capacidade de atuação profissional , desportiva ou re-estabelecimento do indivíduo a interação normal da comunidade.

Membros da Equipe Multidisciplinar em Reabilitação Traumato-ortopédica:

São membros efetivos da equipe multidisciplinar em Reabilitação Traumato-ortopédica:

  • Fisioterapeuta Especializado (Graduado em Fisioterapia e residente ou especializado em traumatoortopedia funcional) É responsável técnico pelo serviço de reabilitação e fisioterapia ( exercício privativo do portador de diploma de curso superior ). Realiza o diagnóstico dos distúrbios cinético-funcionais, prescreve e desenvolve as condutas terapêuticas baseadas em meios físicos, como eletroterapia, eletroanalgesia, laserterapia, ultrasom, cinesioterapia, manipulação, osteopatia, hidroterapia, acupuntura ,exercícios terapêuticos, massoterapia e etc. É responsável por laudos, pelo tratamento, evolução e alta da fisioterapia ortopédica.
  • Médico Ortopedista e Traumatologista Realiza o diagnóstico clínico traumato-ortoédico, faz o acompanhamento do tratamento conservador prescreve medicamentos, órteses . Avalia a necessidade de realizar intervenções cirúrgicas. Atua como cirurgião traumato-ortopedista.
  • Médico Fisiatra Especializado. É responsável técnico pelo serviço de reabilitação e medicina física, coordenana e supervisiona a execução da reabilitação física em centros de medicina física com o auxílio de profissionais de nível técnico e de formação.

São membros associados a equipe multidisciplinar em Reabilitação Traumato-ortopédica:

  • Enfermeiro Especializado
  • Massoterapêuta Especializado
  • Acupunturista
  • Psicólogo
  • Professor de Educação Física
  • Assistente social
  • Outros profissionais relacionados com a área.

Papel do Massoterapeuta na RTO ( Reabilitação Traumato-ortopédica):

Utilizar as técnicas de massagem como um meio físico para a reabilitação. Agir como um membro auxiliar da equipe de reabilitação desenvolvendo condutas de apoio a execução dos procedimentos de intervenção e cuidado humano da reabilitação física sob supervisão de um profissional responsável.

Papel do Enfermeiro:

Gerenciar as condutas de cuidado humano aplicadas a reabilitação Supervisionar as condutas de enfermagem

Professor de Educação:

Física Atuar na reabilitação do condicionamento físico. Atuar na prevenção primária e terciária com a intervenção da atividade física.

Assistente social:

  • Levantamento da situação social da população utilizando instrumentos tais como: ficha social, entrevistas, grupos, visitas domiciliares, conhecimento da área, etc;
  • Levantamento dos recursos existentes no entorno e na própria Comunidade e articulação com os mesmos;
  • Planejamento da ação do Serviço Social pela compilação e análise dos dados sociais da comunidade, propondo intervenções adequadas para as necessidades identificadas;
  • Atendimento social, encaminhamentos e acompanhamentos de casos de acordo com as necessidades específicas dos usuários;
  • Acompanhamento da supervisão dos Agentes Comunitários de Saúde
  • Organização e desenvolvimento de atividades de prevenção de agravos sociais;
  • Planejamento e desenvolvimento de temas sociais específicos para a realização de atividades educativas com a população;

Fisioterapia Ortopédica (residência ou especialização):

A Fisioterapia ortopédica tem por objetivo tratar eficazmente os distúrbios oriundos do sistema músculo-esquelético seja qual for a sua origem. Esta eficácia traduz-se por conhecimento profundo dos principais recursos utilizáveis na área afim, bem como conhecimentos relevantes de anatomia, fisiologia, patologia e outras, o que leva o profissional a avaliar profundamente o problema além de utilizar o melhor tratamento para cada caso.

Massagens para fins terapêuticos:

Consiste de manobras que visam realmente eliminar um mal específico, e não somente mialgias como pretendem alguns. Trata- se de um sistema de cura, e não de um paliativo caseiro, primitivo. Indicação: Cefaléia generalizada, frontal , occiptal e temporal. Condições traumáticas: luxações, rigidez nas articulações Condições reumáticas: bursite, reumatismos musculares Doenças do sistema nervoso Torções e inflamações músculo dorsais Doenças cardio vasculares Edema Desvios vertebrais Hipertensão Arterial Distúrbios do aparelho digestivo.

EFEITOS DA MASSAGEM:

A massagem produz estimulação mecânica nos tecidos, por aplicação rítmica de pressão e estiramento. A pressão comprime os tecidos moles e estimula as redes de receptores nervosos; o estiramento aplica tensão sobre os tecidos moles e também estimula as terminações nervosas receptoras. O uso destas duas forças pode, através da mudança dos vasos sangüíneos e linfáticos, afetar a circulação capilar, venosa, arterial e a circulação linfática. Pode-se estimular os esteroceptores, tanto superficiais como profundos da pele, proprioceptores nos músculos e tendões; e interoceptores nos tecidos mais profundos do corpo. Pode-se liberar o muco das vias respiratórias e drenar o excesso

O modo de aplicação destas forças mecânicas é determinado pelo terapeuta de acordo com sua escolha dos tipos de movimento de massagem (deslizamento, fricção, amassamento, percussão, compressão e vibração) e a habilidade em regular a duração, quantidade, intensidade e ritmo do estímulo. Maiorias dos efeitos da massagem são experiências clínicas, através de relatórios, objetivos e testemunhas; outras são racionalização das hipóteses baseadas no conhecimento de anatomia e fisiologia, umas em estudos laboratoriais controlados e algumas são descritas apenas como uma idéia luminosa.

Massagem em Reabilitação Física na Ortopedia, Traumatologia e na Medicina do Esporte:

a)Melhora da Qualidade de Vida

b)Auxilia na recuperação facilitando a ação de outros métodos de Intervenção física.

c)Promove a diminuição da reação ou atitude muscular antálgica, melhorando muitas vezes o comportamento biomecânico.

d)Auxilia no combate a dor , juntamente com outros métodos físicos

Lesões osteo - articulares:

São fatores etiológicos:

a )Trauma (direto ou indireto). Ex: acidente automobilístico, queda.

b) Processos infecciosos. Ex: TB óssea – mal de Pott, osteomielite estrepto stafilococcos

c) Processos inflamatórios por estresse biomecânico ou insuficiência tecidual.

d) Processos auto-imunes e reumáticos. Ex: Bactéria se nutre de tecido ósseo – lesões isoladas de diminuição da massa óssea – dor, febre, incapacidade funcional.

 

Fraturas expostas podem levar à osteomielite – artrite séptica articular – dor articular, incapacidade funcional articular (dor ao movimentar a articulação).

  • TB ósseo – osteomielite
  • Osteomielite – artrite séptica

Ligamentos da articulação:

  • Ligamentos intracapsulares
  • Ligamentos extracapsulares

Mobilização articular – no limite da dor – investigar

Reflexo miotático – simples ou invertido – guyton

Tônus muscular – estado de contração permanente da musculatura.

Ex: Lesãomeniscal – causada por estresse em valgo (para dentro) ou em varo (para fora). 

Ex: Osteófitos na coluna – ploriferação óssea.

Ex: Artrite reumatóide (sangue) – sistema imune. Anticorpos nas estruturas funcionais articulares causando degenerações.

Ex: Espordilite anquilosante HLA B27 – coluna de bambu.

Lesões articulares:

1 – Entorses: Pode desencadear luxação ou não. Estiramento ou ruptura de ligamentos intra-articulares ou extraarticulares (grau I, II ou III).

O que significa Entorse?

O Entorse pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como cápsula articular, ligamento, tendão ou músculo. Esse termo é frequentemento usado em referência específica a lesão de um ligamento, e recebe a graduação de entorse de primeiro grau (leve), segundo grau (moderado), ou terceiro grau (grave). Após trauma, os ligamentos do tornozelo podem ser estirados ou rompidos. O tipo mais comum de torção no tornozelo é provocado por uma sobrecarga em inversão e pode resultar em ruptura parcial ou completa do ligamento talofibular anterior, o ligamento talofibular posterior é rompido somente com sobrecargas em inversão intensas.

Se os ligamentos tibiofibulares inferiores são lacerados após sobrecargas no tornozelo, o encaixe torna-se instável; raramente componentes do ligamento deltóide são sobrecarregados; existe uma maior probabilidade de uma avulsão ou fratura do meléolo medial com uma sobrecarga em eversão. Dependendo da gravidade, a cápsula articular pode também ficar comprometida resultando em sintomas de artrite aguda (traumática). O paciente sente dor quando o ligamento lesado é sobrecarregado; com uma laceração completa, o movimento excessivo é detectado. Muitas pessoas também sentem um déficit cinestésico que se manifesta como uma diminuição na habilidade de perceber o movimento passivo e aumento nos problemas de equilíbrio após as torções.

  • 1º Grau (Entorse leve) - Ligamentos preservados, Processo álgico ligamentar, Edema local (Recomenda-se a aplicação de gelo)
  • 2º Grau (Entorse moderado) - Frouxidão ligamentar, dor intensa, Edema difuso + Hematoma (Dependendo da dor pode-se usar bandagem ou gesso)
  • 3º Grau (Entorse grave) - Ruptura ligamentar Parcial ou total, deve-se ficar atento para prováveis fraturas por avulsão

Tratamento:

  • 1º Grau - Crioterapia+Compressão+Elevação, Bandagem funcional, Fisioterapia anti-inflamatória, anti-álgica, fortalecimento muscular, ganho de ADM, propriocepção.
  • 2º Grau - Crioterapia+Compressão+Elevação, Imobilização gessada de 3 a 4 semanas,Bandagem funcional, apoio após 21 dias, Fisioterapia (idem Grau 1)
  • 3º Grau - Cirurgia.

2 – Luxação (deslocamento articular, em geral ocorre entorse) e Subluxação ( desalinhamento sublimiar à luxação das estruturas articulares).

Obs: Fratura por insuficiência não decorre de trauma, decorre de uma fragilidade da micro-arquitetura tecidual. Essa insuficiência pode ocorrer sobre o tecido ósseo em algumas patologias como osteíte deformante, síndrome do homem de vidro, osteopetrose maligna, e a mais comum delas osteoporose. Ex: sic paciente “ senti um estalo, perdi o equilíbrio e caí” . Houve a fratura e depois a queda.

3 – Fraturas articulares: Necessitam de intervenção cirúrgica (em geral) para redução. Podem na fase de reabilitação apresentar:

a) dor articular crônica

b) crepitação

c) restrição de ADM devido à restrições articulares

As restrições de ADM se devem:

- Encurtamento da musculatura, por isso se deve associar a massoterapia ao tratamento fisioterapêutico. - Tensão da musculatura devido à reação antálgica (reação relexo à dor que promove ativamento muscular para diminuição do movimento), relacionada à astralgia (dor articular). - Bloqueio ósseo. - Aderências devido à fibrose inflamatória

4 – Processos degenerativos articulares:

a) Osteoartrite – Erosão progressiva da cartilagem articular “ pré-artrose” . - Primária - Secundária

b) Osteocondrite

c) Osteoartrose (grave ou avançada) – Pode ocorrer de várias patologias inflamatórias ou infecciosas do joelho.

Degeneração de estruturas articulares:

  •  meniscos
  • cartilagem hialina
  • membrana sinovial

OA – Osteo Artrite- Pode na maioria dos casos ser assintomática inicialmente, está freqüentemente associada com o envelhecimento; porém, em 5% dos casos pode aparecer em indivíduos jovens desde que apresentem uma condição predisponente. Ex: fratura prévia na articulação pode acelerar esta possibilidade. Se classifica em primária e secundária.

Artrose:

Lesão articular com degeneração articular avançada. Pode evoluir de um processo de desgaste articular inicial ocasionado por AO(Osteo artrite) ou mesmo outro processo inflamatório, infeccioso ou devido a desgaste biomecânico. Lesões prévias macro-traumáticas ou micro-traumáticas repetidas de uma articulação, ou estresse biomecânico como em deformidade congênita (como geno valgo/varo) e obesidade são fatores predisponentes. Demanda Diagnóstico Clínico ou Funcional e Acompanhamento de um especialista clínico ou de reabilitação.

Artrite reumatóide: As doenças reumáticas ocupam o segundo lugar na classificação das patologias crônicas, atrás apenas dos distúrbios cardíacos, e são a terceira causa de afastamento do trabalho. Até hoje já foram catalogados 121 tipos de doenças reumáticas. A mais frequente é a Artrite Reumatóide, que ataca as articulações. A artrite reumatóide é uma doença progressiva crônica que afeta mais as mulheres que os homens nas idades entre 20 e 60 anos. A sua etiologia é atualmente desconhecida. A artrite reumatóide é marcada por um padrão bilateral e simétrico de envolvimento articular, que eventualmente irá exibir deformidades características.

A inflamação prolongada pode enfraquecer a cápsula articulare estruturas ligamentares de sustentação, bem como pode erudir a própria articulação. A perda da mobilidade articular e a atrofia e debilidade muscular podem estar presentes precocemente nadoença. As metas gerais do tratamento médico são o controle da inflamação e o retardo da progressão da doença. As limitações funcionais primárias do indivíduo com AR resultam dadeficiências musculares. O mecanismo de ação da artrite reumatóide é sempre igual em qualquer parte do corpo. O líquido sinovial um lubrificante natural das articulações aumenta de volume e torna-se mais espesso.

Além disso, as cartilagens, que possuem uma função de amortecimento para os ossos, modificam-se: de lisas e elásticas, tornam-se irregulares, fazendo o osso ficar em contato direto com outro osso. O resultado é a inflamação local com perda da capacidade de movimento, rigidez e dor local. Em casos mais avançados da doença, os músculos também sofrem alterações, atrofiando-se. Os membros podem ficar disformes, principalmente as mãos. O indivíduo pode apresentar ainda perdade peso, fadiga, febre todos os dias e caímbras. Outro sintoma que aparece em 20% dos casos são os nódulos sobre a pele.

A ciência difine a Artrite Reumatóide como uma doença auto-imune e ocorre quando o sistema imunológico começa a atacar o próprio organismo. Por quê? Isso ninguem sabe ainda, a causa da artrite é praticamente desconhecida. Tratamento A artrite reumatóide é uma doença sem cura, o tratamento fisioterápico busca eliminar os sintomas, evitar as fases agudas, brecar a evolução do problema e evitar deformações. Exercícios Nos casos menos graves, uma excelente opção é praticar uma atividade física. Os exercíciosaeróbicos são os mais indicados, já que melhoram a saúde de forma geral.

Entre eles a natação éo mais indicado, pois além de aumentar a capacidade cardiorespiratória, ainda fortalecem amusculatura e não possue impacto. Para os casos mais graves, quando já houve perda de movimentos e deformações, fazer Fisioterapia é o mais indicado. Aplicação de calor, massagens e exercícios, sempre sob a orientação do fisioterapeuta, são os recursos mais usados. O fisioterapeuta esta bem aparelhado para avaliar e tratar estas condições, sendo também capaz de remediar a incapacidade que elas causam. E importante: o bom humor é um analgésico natural contra a dor.

Fascite Plantar:

A fascite ou fasceíte plantar é um processo inflamatório da fáscia plantar que funciona como um solado natural, fibroso, que cobre toda a planta do pé, desde os dedos até o calcanhar. É muito comum em corredores e tem 3 causas principais: os pés hiperpronados (pontas dirigidas para fora), a grande quilometragem em chão duro com tênis sem palmilha amortecedora e o pisar forte com o calcanhar. Quadro clínico O primeiro sinal é sempre uma dor local de apoio do calcanhar no chão (geralmente a queixa é na parte anterior do calcâneo) que surge pela manhã ao acordar, mas que passa logo com os primeiros movimentos do dia.

Não tratada nessa fase, ela evolui com dores mais constantes e que incapacitam para a corrida de rendimento. Em alguns casos, forma-se até o esporão de calcâneo, uma calcificação dolorosa na base do osso calcâneo. Tratamento O tratamento conservador é o indicado, porém deve ser mantido por longo período pois a recuperação é lenta. A fisioterapia através de aplicações de Ondas Curtas, Laser ou Ultra Som associado à utilização de palmilhas de suporte tem dado bons resultados, assim como terapias manuais de alongamento da aponeurose plantar.

Fraturas:

Fratura é a perda total ou parcial de continuidade de um osso. As fraturas são classificadas de acordo com a sua etiologia:

1) Fraturas causadas por traumas: são as mais comuns, ocorrem em ossos íntegros ou sãos. Suas causas podem ser: trauma direto (ex: quando um peso cai sobre o pé fraturando um metatarsiano) ou trauma indireto (ex: quando a cabeça do rádio é fraturada numa queda sobre a mão estendida).

2) Fraturas de fadiga ou stress: ocorrem devido a pequenos traumatismos repetidos; raramente aparecem em membros inferiores.

3) Fraturas patológicas: ocorre em ossos previamente enfraquecidos por alguma doença, que cedem a traumas banais ou até mesmo, espontaneamente.

FRATURA SIMPLES E COMPOSTA:

A fratura é simples quando o osso se parte em apenas um ponto, e composta quando o osso se parte em mais de um ponto. Diagnóstico Na fase hospitalar, a constatação se dá pelo exame de raio X. Na fase que antecede o atendimento médico, procura-se buscar a localização de um grupo de sinais que indique a existência de fratura:

  • a) SENSAÇÃO DE DOR: a dor pode ser constante ou ininterrupta, sentida pela leve compressão da área sob suspeita.
  • b) INTERRUPÇÃO DA FUNÇÃO MOTORA: ocorre quando há perda parcial ou total da função motora básica pertinente àquele osso fraturado.
  • c) EXPOSIÇÃO ÓSSEA: quando o osso atinge o meio externo e a fratura passa a ser visível de forma clara e incontestável.
  • d) ALTERAÇÃO DA ANGULAÇÃO: quando há um desnível visual (depressão ou elevação) sob a região suspeita. Em se tratando de pernas ou braços pode ocorrer o encurtamento deste membro.
  • e) EDEMA LOCAL: o inchaço da região é rápido e instantâneo, sendo sua extensão proporcional ao nível de gravidade da lesão sofrida.
  • f) HEMATOMA: pelo rompimento de vasos sangüíneos e com o derrame de fluxo sanguíneo na região, o hematoma pode sinalizar a presença de fratura.
  • g) APALPAÇÃO POSITIVA: tateando a região, o socorrista poderá sentir a fratura, apesar de a vítima consciente não acusar a sensação de dor. Isso ocorre pela perda da sensibilidade na região; um quadro grave provocado por tecidos nervosos lesionados e rompimento de artérias, comprometendo a irrigação sanguínea adequada.
  • h) RUÍDO: questionar vítima e testemunhas quanto a terem ouvido um barulho peculiar, característico de fraturas ósseas.
  • i) RECUSA NA MOVIMENTAÇÃO: a dor local é tão forte que o acidentado não consegue mover a região afetada, o corpo não o obedece a esse tipo de ação.
  • j) O QUADRO GERAL: quedas de grandes alturas, acidentes automobilísticos, atropelamentos e acidentes afins, são potenciais indicadores de possíveis fraturas ósseas.

O PROCEDIMENTO EMERGENCIAL:

Sendo a fratura exposta e havendo sangramento, inicialmente deve-se retirar as roupas que cobrem a região, proceder a limpeza do ferimento com soro fisiológico, e em seguida, promover a hemostasia. Logo após, cobrir o local onde ocorreu a ruptura do tecido epitelial com gaze estéril, compressa ou pano limpo; verificar se há pulsação, sensibilidade (tato) e capacidade motora no membro atingido. Proceder a imobilização com tala e ataduras ou pedaços de pano. Iniciar imediatamente o transporte ao hospital, desde que não haja suspeitas de trauma cervical. Sendo fratura fechada, com ausência de sangramento, passar direto para as verificações e a imobilização com tala. Na fratura de clavícula, durante o transporte, pode-se obter maior conforto do acidentado posicionando-o sentado, com a coluna reta, e um dos braços posicionado nas costas, e o outro sobre o abdômen.

Os tipos de fraturas nos indicam a natureza do trauma-causa (ex:uma fratura transversa geralmente é causada por uma força de angulação, já uma fratura espiralada é conseqüente de um mecanismo de torção); nos dão a indicação do método mais fácil de recuperação, além de indicar a provável estabilidade dos fragmentos (ex: em uma fratura transversa é improvável que haja perdas de redução, enquanto as oblíquas são mais propensas a isso). *As fraturas ainda podem ser fechadas ou simples (quando não há comunicação entre o foco de fratura e o meio ambiente) e expostas, que também são nominadas como abertas ou compostas (quando as extremidades de fragmentos ósseos estão em comunicação com o meio ambiente), sendo descritas de acordo com a forma e o tipo das superfícies fraturadas.

Os termos geralmente utilizados são: fraturas transversas; fraturas oblíquas; fraturas espiraladas; fraturas cominutivas (com mais de 2 fragmentos); fraturas por compressão ou esmagamento; fraturas subperiostais ou em “galho verde”(fraturas incompletas que ocorrem nos ossos elásticos de crianças). Fraturas impactadas ocorrem quando os fragmentos ósseos estão firmemente encaixados entre si, não havendo movimento entre eles.

Consolidação de fraturas:

A consolidação de um osso inicia logo após a fratura e a sua duração varia de acordo com o tipo ósseo e as condições em que é tratada. No caso de um longo, é divida em cinco estágios, sendo que estes não estão claramente separados, podendo ocorrer simultaneamente em diferentes partes do osso. São eles:

  • Estágio de hematoma: quando ocorre a fratura, o sangue sai através dos vasos rompidos formando um hematoma ao redor do local. Com a fratura, muitos capilares ao longo do osso se rompem, levando assim, à isquemia de células de células adjacentes ao local. Ao longo dos estágios o coagulo é absorvido.
  • Estágio de proliferação celular subperiostal e endostal: o estágio mais notável da recuperação é a proliferação das células da superfície profunda do periósteo próximo ao local, que mais tarde darão origem aos osteoblastos. Elas se unem e circundam cada fragmento, que cresce em direção ao outro. Ao mesmo tempo, ocorre da mesma forma, a proliferação celular do canal medular. Eventualmente podem surgir linhas de cartilagem entre os tecidos em recuperação, porém, este fator não interfere na consolidação.
  • Estágio de calo: as células em proliferação amadurecem, dando origem aos osteoblastos, que permanecem na substância intercelular calcificando-se, formando o calo ósseo ou osso primário. Este oferece rigidez à fratura e geralmente pode ser sentido ao redor do local, sendo também visto no raio-x como indicação de que o osso está consolidando.
  • Estágio de consolidação: é quando os osteoblastos começam a transformar o osso primário em osso maduro.
  • Estágio de remodelação: nos meses seguintes, o calo é lentamente reabsorvido e o osso gradualmente reforçado. O processo de remodelação está sempre ocorrendo entre os ossos, sendo mais evidente após uma fratura. Nas crianças, esse processo se faz perfeitamente, tornando-se imperceptível; já em adultos, o local fraturado apresenta ao final, áreas de engrossamento ou esclerose.

2 Entorse:

Constitui o quadro clínico de uma forte distensão dos ligamentos que compõe a articulação. Popularmente conhecida como torção, a entorse é mais freqüente nas articula;coes dos tornozelos e joelhos. Os ligamentos, quando tensionados além do limite tolerável, podem sofrer estiramento e se romper, total ou parcialmente, ou mesmo, sofrer uma distansão simples. A sensação de dor é forte e o edema local é formado rapidamente. Como procedimento emergencial, adotamos as mesmas medidas recomendadas para o estiramento muscular, não havendo sucesso no tratamento, procurar assistência médica, e caso haja dor local forte que prejudique os movimentos, formação de edema, hematoma ou deformação na fisiologia da articulação, transportar imediatamnte ao hospital. A extensão da lesão irá determinar o tratamento, com simples imobilização com tala e atadura de crepe, ou então, a intervenção cirúrgica. As medidas emergenciais são: imibilização, aplicação de bolsa de gelo e transporte ao hospital.

Luxação:

É o deslocamento das superfícies que fazem parte de uma articulação, seguido de dor intensa, edema e hematoma, redução da função motora e desuniformização temporária da estrutura física da área afetada. Como procedimento emergencial, fazer uma breve verificação da pulsação, da sensibilidade e dafunção motora da área lesionada. Proceder a imobilização da articulação com uma tala improvisada, e iniciar o transporte ao hospital, onde recolocarão as superfícies articuladas em seus pontos originais.

Amputação:

É a perda total ou parcial do membro lesionado; pode ser no exato momento do trauma sofrido ou por complicações oriundas da evolução do quadro clínico. Exemplos: o esmagamento de um dosmembros por razão de um acidente automibilístico; e a gangrena por necrose tecidual num membro traumatizado. Mesmo após todo o período de cicatrização da área amputada, o paciente continuará sentindo dores locais, em razão do cérebro continuar a emitir impulsos nervosos.

3 TRAUMATISMO MUSCULAR:

São lesões, que apesar de serem de menor risco, também precisam de cuidados especíificos. Crioterapia é uma indicação imediata. O tratamento não obtendo resposta, é necessária intervenção médica e subsequentemente fisioterapêutica.

Contratura:

Qualquer estado de resistência prolongada ao alongamento passivo num músculo pode ser denominado contratura. A contratura fisiológica resulta de agentes mecânicos, químicos ou outros que atuam diretamente sobre o mecanismo contrátil sem envolver um potencial de ação, há um tipo de contratura fisiológica em que não há relaxamento completo entre estímulos, este tipo de contratura ocorre quando um músculo em atividade torna-se fatigado. (ex. um jogador de futebol que “se esgota”), seus mecanismos não são bem compreendidos. A contratura miotática é uma condição fibrótica dos tecidos conectivos de sustentação de um músculo ou articulação, resultante da imobilização do músculo na posição curta enquanto a quantidade nervo-músculo permanece intacta. A contratura miotática ocorre depois que o membro esteve imobilizado em um cilíndro gessado, após a lesão ou avulsão de um tendão, ou após a paralisia de músculos antagonistas. Tratamento Repouso inicial + Massagem + Alongamentos leves e progressivos respeitando a ADM + recursos de calor superficial e profundo (Ultra-som, Microondas e Infra-vermelho). Massoterapia

Estiramento Muscular:

No estiramento o músculo foi exigido além de sua capacidade máxima de tensionamento, gerando como conseqüência imediata, a ruptura parcial ou total de seus tecidos fibrosos. Os sinais e sintomas irão variar de acordo com o grau da ruptura muscular sofrida, podendo-se constatar: dor aguda, edema, hematoma, perda da função muscular da área lesionada, formigamento, hipersensibilidade ao toque, formação de uma cavidade... Como procedimento emergencial, imobilizar a região coom ataduras de crepom ou atadura elástica, de forma a fazer compressão; fazer a elevação do músculo lesionado; e proceder a aplicação imediata de bolsa de gelo.

Após as primeiras 48 horas do acidente, suspender o gelo e iniciar o tratamento com calor, por mais 24 horas. Estiramento muscular: É um alongamento exagerado do músculo sem rompimento de fibras. Ele aparece como uma dor muscular local, que piora ao esforço. Geralmente não há sinal de derrame sangüíneo. Falta de aquecimento e alongamento assim como as condições fisiológicas do músculo contribuem para a ocorrência de estiramento. A distensão é na verdade uma rotura de um músculo, desde algumas de suas fibras até o músculo por inteiro. Para ocorrer uma distensão, a falta de aquecimento e alongamento e o próprio cansaço muscular contribuem muito, mas o agente causal é sempre um movimento forte de rápida contração ou um movimento exagerado contra uma grande resistência.

A de primeiro grau, também chamada de estiramento, é aquela em que a quantidade de fibras que se rompe é muito pequena. A de segundo grau reflete a rotura de um número apreciável de fibras e é quase sempre sentida como se fosse uma pedrada ou estilingada. A de terceiro grau é a rotura transversal de todo o músculo; é a pior de todas e produz grande incapacidade de articulação pelo músculo rompido, que normalmente a movimenta.

Diagnóstico das Lesões Musculares:

  • Avaliação Médica (Semiotécnica Médica)
  • Diagnóstico Funcional ( Cinesiologico-Funcional ou Fisioterapêutico) 
  • RMN ( Ressonância Nuclear Magnética)

Outras Patologias:

  • Fascíte: Inflamação da fáscia muscular (estrutura de sustentação). Geralmente ocorre em corredores na planta dos pés.
  • Tendinite: Inflamação do tendão devido a alterações biomecânicas e/ou microtraumatismos repetidos. O tendão pode sofrer espessamento comprometendo sua função.
  • Bursite: inflamação da bursa (saco cheio de líquido que protege as estruturas contra as demais do atrito) devido a trauma direto, fricção repetida ou infecção

Contusão muscular:

Ocorre por força de uma pancada que atinge o músculo. A gravidade da contusão será determinada de forma diretamente proporcional à violência do choque. Como procedimento emergencial, adotar as mesmas medidas recomendadas para o estiramento.

Cãibras:

São espasmos musculares involuntários, podendo causar dor, perda da função motora na área atingida e formigamento. Pode ter como conseqüência, entre outros fatores, o excessivo esforço muscular. Como procedimento emergencial adotam-se as mesmas medidas recomendadas para estiramento muscular.

Tendinites:

Não podemos esquecer que os tendões também fazem parte dos músculos e excluí-lo desse estudo não seria adequado. A tendinite é a lesão mais comum entre todas modalidades esportivas. Ocorre quando o indivíduo desenvolve gesto mecânico inadequado ou gesto mecânico de altíssimas repetições. A tendinite nada mais é que uma inflamação nos tendões. São exemplos de tendinites: a tendinite do tendão de Aquiles, a tendinite do rotator do punho, a tendinite bicipital, a doença de Quervain, a tendinite peronial e a tendinite tibial posterior entre outras. LER / DORT — Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho abrangem diversas patologias, sendo as mais conhecidas a tenossinovite, a tendinite e a bursite, entre outras que atingem milhares de trabalhadores. Há muitas definições. Porém o conceito básico é de que se tratam de alterações e sintomas de diversos níveis de intensidade nas estruturas osteomusculares (tendões, sinovias, articulações, nervos, músculos), além de alteração do sistema modulador da dor. Esse quadro clínico é decorrente do excesso de uso do sistema osteomuscular no trabalho.

TRAUMATISMO NA COLUNA CERVICAL:

A coluna é uma das mais importantes e delicadas áreas do corpo humano. É composta por 33 vértebras sobrepostas que vão desde a base do crânio até o cóccix cervical. Em seu centro, encontra-se a medula, que possui a importante tarefa de coordenar a diistribuição dos estímulos nervosos para todo o corpo. Sendo assim, a coluna cervical requer um cuidado delicado e especial. Traumas nesta área do corpo poderão provocar lesões irreversíveis.

Lesões medulares:

As lesões medulares podem ocorre a nível cervical, torácico e lombar. Lembrando que a medula se relaciona em seu término com a primeira ou a segunda vértebra lombar. Abaixo deste segmento o traumatismo na coluna poderá atingir a cauda eqüina. São classificadas como incompletas e completas

a) Lesão completa: é a lesão cervical que resulta na perda plena dos movimenos motores, sendo normalmente a partir de poucos centímetros abaixo do umbigo, podendo gerar quadriplegia ou paraplegia flácida.

b) Lesão incompleta: é a lesão que mantém a perda das funcões motoras, localizadas apenas em determinadas áreas do corpo humano, abaixo da área traumatizada.

A lesão medular deve ainda ser analisada sob 2 aspectos, quanto a forma como se processa o trauma: a lesão medular direta e a indireta.

a) Lesão medular direta: surge com o impacto de agentes externos ou mesmos os ossos da vítima, contra o parênquima da medula, ocasionando lesões nos neurônios, com a interrupção na seqüência de transmissão de impulsos nervosos para a extensão do corpo. Traz como conseqüência imediata a paralisia motora. Este tipo de trauma não pode ser evitado pela equipe de socorro.

b) Lesão medular indireta: ocorre a formação de hematomas locais por ação hipotensiva arterial, com compressão vascular, provocando isquemia na área lesionada, ou seja, a redução do nível de irrigação sangüínea por deficiência circulatória arterial. Neste tipo de lesão, o socorrista poderá agir de forma a evitar o seu surgimento. As medidas mais eficazes são: a desobstrução das vias respiratórias; a ventilação mecânica, caso necessário; a perfeita e adequada imobilização do acidentado, com o mínimo possível de movimentos; a atuação de forma a impedir a instalação do quadro de choque; e o transporte correto, obedecendo às normas recomendadas.

A equip médica, tão logo chegue à vítima, iniciará os cuidados pré-hospitalares emergenciais, a saber: a estabilização da coluna cervical; a ventilação dos pulmões com oxigênio; a elevação da mandíbula com o posicionamento da cabeça em ângulo de neutralidade, objetivando a desobstrução das vias aéreas e a imobilização da cabeça a fim de impedir totalmente os movimentos laterais da coluna cervical (colar cervical). Não permitir a hipotensão arterial, para impedir assim, a instalação do quadro de isquemia local, altamente lesivo à medula cervical, revertendo-se o débito do trabalho cardíaco com “atropina”, à razão de 0,02mg/kg, cujo efeito é imediato.

4 Artrites:

Osteoartrite: (artrite hipertrófica, artrite degenerativa, artrose, osteoartrose, artrite pos-traumática)

O que é: Um processo degenerativo que ocorre nas articulações.

Causas: É causada pelo desgaste da articulação, sendo as mais propensas à esta patologia as dos membros inferiores, que estão mais sujeitas à carga. Além disso, geralmente existem outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da degeneração:

1) mal desenvolvimento congênito;

2) capacidade deficiente de recuperação do tecido, inerente ao processo de envelhecimento;

3) irregularidades das superfícies articulares devidas à fraturas anteriores;

4) desarranjos internos, como um corpo livre ou um menisco roto;

5) moléstias anteriores que tenham prejudicado a cartilagem;

6) mal alinhamento da articulação;

7) obesidade e excesso de peso.

Patologia: Qualquer articulação pode ser afetada, como dito anteriormente, as dos membros inferiores são mais propensas que as dos membros superiores. A cartilagem é gradualmente desgastada, iniciando nos pontos de maior pressão. O osso adjacente fica exposto, tornando-se esclerótico e nas margens da articulação ele se hipertrofia formando esteófitos. Com o desenvolvimento da patologia, nota-se um leve espessamento e fibrose na capsula ou membrana sinovial.

Quadro clínico: Geralmente ocorre em pacientes acima da meia idade; quando ocorre em pacientes mais jovens, a degeneração está associada à uma causa predisponente. O início é gradual, com dores que aumentam por mess ou anos e movimentos que, lentamente, vão se tornando mais restritos.

Ao exame físico: na apalpação freqüentemente nota-se ligeiro espessamento sinovial e ósseo (causado pelos esteófitos). Não há aumento do calor e com o desenvolvimento, os movimentos ficam leves ou acentualmente diminuídos. Na maioria das articulações, a movimentação é acompanhada por crepitação palpável e audível, surgindo também, deformidades fixas.

Ao exame radiológico: são encontradas as seguintes características:

1) diminuição do espaço articular;

2) esclerose subcondal;

3) formação de esporões nas margens articulares.

Diagnóstico: é normalmente diagnosticado pelo histórico, pelos achados clínicos e radiológicos.

Evolução: a osteoartrite evolui vagarosamente e às vezes a impotência funcional não necessita de tratamento.

Tratamento: o tratamento divide a osteoartrite em três tipos:

1) as sem tratamento;

2) o tratamento conservador;

3) o tratamento operatório.

Nos casos que não necessitam de tratamento, basta tranqüilizar o paciente e orientá-lo no uso restrito da articulação afetada. Nos casos em que for necessário tratamento mais ativo, deve-se primeiro tentar o conservador, que inclui a fisioterapia (calor local e exercícios musculares ativos), analgésico e enfaixamento de suporte ou aparelhos. Quando essas medidas já não são suficientes, pode-se optar pelo tratamento cirúrgico. As principais operações são:

  • Artroplastia (construção de uma nova articulação). Esta é realizada em poucas articulações como: coxofemoral, o cotovelo, algumas articulações das mãos e nas metatarsosfalangianas.
  • Artródese: eliminação de uma articulação por fusão das extremidade ósseas. É adotada na maioria das articulações.

Condromalacia da Rótula:

O que é: é uma doença freqüente em jovens, principalmente do sexo feminino, na qual, a cartilagem da superfície articular da patela apresenta-se rugosa e estriada. É um fator que predispõe ao surgimento da osteoartrite tardia. A causa ainda é duvidosa, acredita-se que a fricção repetida da rótula contra uma crista anormalmente saliente no côndilo femural interno possa, em partes, causar a condromalácia.

Quadro clínico: o paciente sente dor embaixo da rótula, que aumenta ao subir e descer escadas. Pode apresentar um derrame líquido; um amolecimento na face profunda da rótula (que é sentida deslocando-a para o lado) e um ponto de amolecimento sobre a face anterior do côndilo medial. Ao movimentar, nota-se uma fina creptação que é sentida pelo examinador. As radiografias são normais.

 

Tratamento: fazendo uma compressão elástica e limitando as atividades do paciente já é possível notar uma melhora rápida. Se os sintomas persistirem por muito tempo é necessário operar, porém, nenhum método operatório é totalmente eficaz. As cirurgias já tentadas são:

1) plásticas da crista proeminente frontal ao côndilo femural interno;

2) transferência medial de inserção do tendão patelar (Devas e Golski);

3) liberação da expansão lateral da aponeurose do quadríceps e escavação da faceta intermediária proeminente da patela (Goodfellow, Hungerford e Woods). Como último recurso, pode-se optar pela ressecção da rótula.

5 Desvios Posturais:

Uma boa postura é a atitude que uma pessoa assume utilizando a menor quantidade de esforço muscular e, ao mesmo tempo, protegendo as estruturas de suporte contra traumas. Os desvios posturais tais como a lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e escoliose podem levar ao uso incorreto de outras articulações, tais como as dos ombros, braços, articulações temporomandibulares, quadris, joelhos e pés. Manter posturas erradas por tempo prolongado pode acarretar alterações posturais ocasionando enrijecimento das articulações vertebrais e encurtamento dos músculos. Esses defeitos estruturais causam alterações das curvaturas normais da coluna vertebral, tornandoa mais vulnerável as tensões mecânicas e traumas.

Lordose:

É o aumento anormal da curva lombar levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose). A flexão do tronco usualmente alivia a dor, de modo que a pessoa frequentemente prefere sentar ou deitar.

Cifose:

É definida como um aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, sendo as causas mais importantes dessa deformidade, a má postura e o condicionamento físico insuficiente. Doenças como espondilite anquilosante e a osteoporose senil também ocasionam esse tipo de deformidade.

Escoliose:

É a curvatura lateral da coluna vertebral, podendo ser estrutural ou não estrutural. A progressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e da magnitude do ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, período este onde a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior. O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.