Alimentação adequada para cada faixa etária
Noções Básicas em Saúde, Nutrição e Alimentação
1 Alimentação adequada para cada faixa etária:
O Ministério da Saúde recomenda que bebês de até seis meses devem se alimentar exclusivamente com leite materno. Após esse período, o organismo da criança está preparado para receber alimentos além do leite. Para auxiliar os pais nessa tarefa e garantir uma alimentação saudável das crianças brasileiras menores de 2 anos, os profissionais da Atenção Básica contam com um guia elaborado pelo Ministério da Saúde.
Os primeiros anos de vida são de intenso desenvolvimento. Por isso, deficiências nutricionais ou condutas inadequadas na alimentação podem prejudicar o crescimento das crianças e até resultar em morte ou sequelas futuras, como atraso escolar e desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.
A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional para Promoção da Alimentação Saudável (Enpacs) e traz 10 passos simples para pais cuidadores nesta primeira fase de vida das crianças.
2 10 passos da alimentação saudável de 0 à 1 ano.
Passo 1:
Dê somente leite materno até os 6 meses de vida da criança, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento. O leite materno contém tudo que a criança precisa nesta fase, inclusive água. O leite dos primeiros dias pós-parto, chamado de colostro, é produzido em pequena quantidade e é o leite ideal nos primeiros dias de vida, até para bebês prematuros, pelo seu alto teor de proteínas.
Passo 2:
Ao completar 6 meses, introduza de forma lenta e gradual outros alimentos, como papa de frutas e papa “salgada”, preparada com vegetais e com carne na consistência de purê. É muito importante manter o leite materno até os dois anos de idade ou mais, pois ele continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças. Com a introdução dos alimentos complementares é importante que a criança receba água nos intervalos. A água oferecida deve ser a mais limpa possível (tratada, filtrada e fervida).
Passo 3:
Ao completar 6 meses, os pais podem dar alimentos complementares, como cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes três vezes ao dia, composto também por grãos (cereais e feijões), e verduras. Complementa-se a oferta de leite materno com alimentos saudáveis que são mais comuns à região e ao hábito alimentar da família. Os alimentos complementares contribuem com o fornecimento de energia, proteína e micronutrientes, além de preparar a criança para a formação dos hábitos alimentares saudáveis no futuro.
Passo 4:
A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança. Geralmente há uma expectativa muito maior sobre a quantidade de alimentos que as crianças necessitam comer. Assim, a oferta de um volume maior de alimentos que a capacidade gástrica da criança pequena, resulta na recusa de parte da alimentação, podendo causar ansiedade dos pais ou cuidadores. Por outro lado, no caso da criança maior, este comportamento pode ser um fator de risco para ingestão alimentar excessiva e sobrepeso da criança. Lembre-se que o tamanho da refeição está relacionado positivamente com os intervalos entre as refeições. Isto é, grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa. É importante que o intervalo entre as refeições seja regular (2 a 3 horas).
Passo 5:
A consistência da alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher. Gradativamente, os pais e cuidadores podem iniciar com a consistência pastosa (papas/purês), aumentando a consistência aos poucos até chegar à alimentação da família. Como a criança tem capacidade gástrica pequena e consome poucas colheradas no início da introdução dos alimentos complementares, é necessário garantir o aporte calórico com papas de alta densidade energética. As refeições, quanto mais espessas e consistentes, apresentam maior densidade energética (caloria/grama de alimento), comparadas com as dietas diluídas, do tipo sucos e sopas ralas.
Passo 6:
Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida. Os nutrientes estão distribuídos nos alimentos de forma variada, e estes são classificados em grupos, de acordo com o nutriente que apresenta em maior quantidade. Por exemplo, no grupo das frutas o mamão é fonte de vitamina A e o caju é fonte de vitamina C. A oferta de diferentes alimentos, durante as refeições, como frutas e papas salgadas, vai garantir o suprimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento normais. As carnes e o fígado, além de conter o ferro orgânico de alto aproveitamento biológico, facilitam a absorção do ferro inorgânico contido nos vegetais e outros alimentos, mesmo que adicionados em pequenas porções.
Passo 7:
Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. A criança que desde cedo come frutas, verduras e legumes variados, recebe maiores quantidades de vitamina, ferro e fibras, além de adquirir hábitos alimentares saudáveis. As frutas, legumes e verduras são as principais fontes de vitaminas, minerais e fibras. Os alimentos do grupo dos vegetais podem ser, inicialmente, pouco aceitos pelas crianças pequenas. Normalmente, elas aceitam melhor os alimentos com sabor doce. É importante não substituir o almoço e jantar por refeições lácteas ou lanches. A criança deve receber uma preparação mais elaborada nesses horários.
Passo 8:
Evite açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinho e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Também utilizar o sal com moderação. Já foi comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce, portanto a adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada nos dois primeiros anos de vida. Essa atitude vai fazer com que a criança não se desinteresse pelos cereais, verduras e legumes, aprendendo a distinguir outros sabores.
Passo 9:
Cuide da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados garante a saúde da criança. Os cuidados de higiene na preparação e na oferta dos alimentos evitam a contaminação e doenças como a diarreia. Os maiores problemas dessa ordem são a contaminação da água e alimentos, durante sua manipulação e preparo, inadequada higiene pessoal e dos utensílios, alimentos mal cozidos e conservação dos alimentos em temperatura inadequada. Os alimentos consumidos pela criança ou utilizados para preparar as suas refeições devem ser guardados em recipientes limpos e secos, em local fresco, tampados e longe do contato de moscas ou outros insetos, animais e poeira. As mãos devem ser bem lavadas com água e sabão, toda vez que for preparar ou oferecer o alimento à criança.
Passo 10:
Estimule a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. A criança doente precisa comer mais para não perder peso e recuperar-se mais rápido. Por isso, é importante manter a amamentação e oferecer os alimentos saudáveis de sua preferência. Por exemplo, a criança com infecção ingere menos alimentos pela falta de apetite, porque está vomitando ou porque sente cólicas e gasta mais energia devido à febre e ao aumento da produção de alguns hormônios e anticorpos. O aleitamento materno é a melhor e mais eficiente recomendação dietética para a saúde da criança pequena. O leite materno protege contra as infecções e contribui para que elas sejam menos graves, fornecendo agentes imunológicos eficazes e micronutrientes que são melhor absorvidos e aproveitados. Logo que a criança recupere o apetite os pais podem oferecer mais uma refeição extra ao dia, pois no período de convalescença o apetite da criança aumenta para compensar a inapetência da fase aguda da doença.
3 Alimentação saudável crianças de 1 a 3 anos de idade:
Você certamente sabe que seu filho precisa de uma alimentação equilibrada, que lhe dê todas as vitaminas e nutrientes de que o organismo precisa para crescer forte e saudável. Mas muitas vezes isso é fácil de falar e difícil de conseguir.
Não entre em pânico. A maioria das crianças de 1 a 3 anos de idade passa por uma fase em que fica muito chata para comer. Lembre-se do que diziam os velhos professores de pediatria: Em casa onde tem comida, não há criança desnutrida.
Além disso, as necessidades nutricionais da criança são menores do que quando ela tinha menos de 1 ano.
Confira a seguir algumas dicas para ajudar seu filho a comer melhor e veja também o que não deve ser oferecido.
Como criar bons hábitos alimentares?
Mantenha a calma: Ofereça alimentos saudáveis e nutritivos para o seu filho, mas deixe que ele decida o quanto quer comer. Acredite, o corpo dele sabe o tanto de comida de que precisa.
Tenha horários fixos para as refeições e para os lanches: Leve em conta a rotina de sono do seu filho durante o dia. Ofereça três refeições e mais dois ou três lanchinhos nutritivos. Veja exemplos de lanches saudáveis:
• frutas
• tomatinhos cereja e pedaços de queijo.
• iogurte natural com pedaços de fruta.
• um sanduíche pequeno.
• cenoura, pepino ou erva-doce crus, ralados ou em pedaços pequenos, se ele já mastigar bem.
• torrada ou pão com patê ou queijo cremoso.
• leite gelado batido com frutas.
• um copo de leite e um pãozinho ou fatia de bolo.
Procure evitar dar de comer logo antes da hora da soneca, quando ele já está caindo pelas tabelas de tanto sono. Se a refeição atrasou e ele já está fechando os olhos, dê alguma coisa leve, e guarde a refeição maior para quando ele acordar.
Encaixe os lanchinhos entre as refeições. Se passar muito tempo sem a criança comer, ela pode acabar ficando irritada de fome, o que atrapalha a paz da refeição.
Coma junto com seu filho sempre que conseguir: Coma os alimentos que gostaria que ele comesse. Crianças precisam experimentar para aprender a comer novos alimentos, e o melhor incentivo é ver outras pessoas comendo.
Faça comentários sobre a comida durante a refeição: Nossa, isso está uma delícia, ou Humm, purê de batata com carne moída é uma das minhas comidas favoritas. Essa fase do seu filho é uma ótima oportunidade para aprimorar os seus hábitos alimentares e até para se aventurar mais na cozinha.
Respeite as preferências da criança:
Nessa idade, começam a surgir os gostos -- há crianças que gostam da comida molhadinha, outros já preferem alimentos secos. Outros exigem que cada tipo de comida fique separado do outro (não pode misturar o arroz com o feijão, por exemplo). Há aqueles que têm dificuldade para mastigar carne.
Embora você deva respeitar o gosto do seu filho, não faça uma comida especial só para ele. Ofereça sempre a mesma coisa que o resto da família estiver comendo, mas procure se certificar de que ele vá gostar de pelo menos uma das opções. Com o tempo, o gosto da criança vai mudando, portanto é importante continuar oferecendo ao seu filho a mesma comida dos adultos.
Torne as refeições interessantes e divertidas:
Uma das estratégias é , depois do salgado, oferecer uma sobremesa (fruta e, de vez em quando, mais alguma pequena guloseima). Com isso seu filho ganha mais uma chance de absorver nutrientes. Não é porque o alimento é doce que ele precisa ser porcaria.
Mas não vale usar a sobremesa como prêmio por comer a parte salgada da refeição. Em tese, isso dá valor demais ao doce, o que causaria problemas no futuro. Você vai ter de fazer um enorme esforço para não cair na armadilha, porque usar esse artifício é quase automático.
Alguns exemplos de sobremesas nutritivas: salada de fruta com iogurte ou um pouco de sorvete, compotas de fruta, arroz-doce, iogurte natural com fruta, fruta com mel (para crianças acima de 1 ano), pudim de leite.
Para doces feitos em casa, procure adoçar menos do que adoçaria normalmente, para não acostumar o paladar da criança a alimentos muito doces.
4 Que tipo de comida devo dar ao meu filho?
A recomendação do governo brasileiro é, sempre que possível, oferecer comida o mais caseira que der, evitando alimentos processados demais, pratos congelados ou refeições de fast food.
Isso quer dizer que o famoso arroz, feijão, verdura e ovo frito da casa da vovó tem mérito não só afetivo como nutricional. Assim como a macarronada com molho à bolonhesa, o frango com polenta, a sopa de feijão com couve, o bolo de milho ou a tapioca com queijo. Cozinhar tudo em casa muitas vezes é complicado e exige organização e planejamento, mas, pelo menos, você sabe exatamente a procedência de tudo o que vai para a boquinha do seu filho.
Basicamente os grupos alimentares que compõem o prato são:1. Carboidratos
Os carboidratos são os responsáveis por dar energia ao organismo. Alguns exemplos: macarrão, arroz, batata, mandioca e todos os alimentos feitos com farinha, como pães e bolos.
2. Frutas, verduras e legumes
Pode ser que demore um pouco para a criança se acostumar às verduras. Tente oferecê-las em todas as refeições para que seu filho perceba que elas fazem parte do cotidiano alimentar da família.
As frutas já são bem mais aceitas: ofereça-as também em pedacinhos para que seu filho coma sozinho, tomando cuidado para que ele não engasgue. Elas são ótimos ingredientes para sobremesas e para bolos caseiros, que podem ser servidos de lanche.
3. Alimentos ricos em ferro e proteína
São eles: carne, frango, peixe, ovos e leguminosas (como feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha). Corte a carne bem pequenininha se seu filho tem dificuldade de mastigar. Prefira cortes com menos gordura. O fígado é uma das maiores fontes de ferro.Famílias vegetarianas devem reforçar o consumo de grãos, ovos e castanhas, consumindo-os em duas ou três refeições por dia, para obter a quantidade necessária de ferro. Se há alguém alérgico na sua família, preste atenção especial a possíveis reações, como urticária, inchaço nos lábios e no rosto, vômito, diarreia e irritação na garganta. O ferro é mais bem absorvido quando consumido junto com a vitamina C. Por isso, um bifinho de fígado com suco de laranja é uma grande pedida.
4. Leite, queijo e iogurte
Os derivados de leite garantem o cálcio necessário para o crescimento dos ossos, mas têm pouquíssimo ferro. Entre 1 e 3 anos, as crianças precisam de menos leite do que antes do primeiro aniversário.
Faça um esforço para dar menos quantidade -- a transição para o copo facilita. O problema de tomar muito leite é que não vai sobrar muito apetite para os outros alimentos, principalmente os ricos em ferro. Se você estiver amamentando, continue e não se sinta pressionada a desmamar. Caso já tenha desmamado seu filho, a partir de 1 ano não será mais necessário usar fórmulas especiais você pode dar o leite comum, do supermercado.
A orientação dos especialistas é que crianças tomem leite integral ou tipo A até os 2 anos de idade. Depois disso, é possível passar para o tipo semidesnatado, dependendo do biotipo da criança e da opinião médica. Nunca dê leite desnatado ou light para seu filho, até ele ter pelo menos 5 anos, exceto sob recomendação expressa do pediatra.
5 Há algum tipo de comida que devo evitar ou limitar?
Doces e chocolates:
Podem ser dados de vez em quando, em ocasiões especiais, mas prejudicam os dentes se forem consumidos com frequência entre as refeições. Também tiram o apetite da criança, que deixa de comer outros alimentos mais saudáveis e ricos em nutrientes de que precisa.
Comida muito salgada:
O excesso de sódio não faz bem, e sal é questão de costume. Se você acostumar seu filho com muito sal, ele vai gostar de comida salgada o resto da vida. Existem alguns alimentos muito carregados em sódio e conservantes, como salgadinhos de pacote, frango empanado congelado, macarrão instantâneo, caldos prontos e sopas de saquinho.]
Peixes gordurosos:
Como sardinha, salmão, truta e atum fresco, são uma ótima fonte de ômega 3 e vitaminas A e D, mas não devem ser oferecidos mais que duas vezes por semana para crianças entre 1 e 3 anos de idade, por conterem toxinas que podem se acumular no corpo.
Adoçantes:
Embora eles tenham sido testados, é melhor evitar seu uso, quando possível, em crianças pequenas, por precaução. Evite sucos ou refrigerantes tipo diet e light.
6 Existem alimentos que fazem mal?
• Ovos crus e frutos do mar podem causar intoxicação alimentar em crianças pequenas, porque a imunidade delas é menor. Prefira dar ovos bem cozidos, com a gema dura, e evite sobremesas, como mousses, que usem claras cruas.
• Alguns tipos de peixes grandes, como cação e tubarão, não devem ser consumidos por crianças, porque acumulam substâncias tóxicas como o mercúrio.
• Castanhas e amendoins inteiros não devem ser dados antes dos 5 anos por risco de a criança engasgar. É preciso tomar cuidado também com o milho não estourado da pipoca.
• Chá e café devem ser evitados porque reduzem a absorção de ferro dos alimentos
Preciso dar vitaminas ao meu filho?
A suplementação com vitamina A e D e com ferro deve ser decidida pelo pediatra caso a caso, levando em conta a alimentação da criança e até a região do país em que ela vive. O Ministério da Saúde recomenda a suplementação com ferro até no mínimo os 18 meses, ou seja, 1 ano e meio, para evitar a anemia.
Em regiões consideradas de risco, o governo promove a administração de mega-doses semestrais de vitamina A às crianças de até 5 anos. Converse com o médico ou informe-se na Unidade Básica de Saúde que você utiliza.
As farinhas de trigo e de milho no Brasil já são enriquecidas por lei, e há vários outros produtos industrializados ricos em vitaminas e ferro, como as fórmulas infantis, cereais matinais, alguns leites longa vida etc.
7 Alimentação dos 3 aos 4 anos de idade:
Você deve estar percebendo como seu filho está crescendo rapidamente desde que nasceu. Você está conseguindo entender a importância da alimentação nesse processo, não é? Para garantir o crescimento e o desenvolvimento conquistados até agora, é necessário continuar alimentando corretamente seu filho. A partir dos dois anos de idade, a continuidade do aleitamento materno fica a seu critério, pois o papel de proteção e de nutrição mais importante já foi cumprido.
10 passos para alimentação de crianças maiores de 2 anos:
As orientações abaixo podem e devem ser seguidas por todas as pessoas da casa, pois não há nada melhor do que ter uma família saudável!
Passo 1:
Procure oferecer pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Evite pular as refeições. Ensine a criança a comer devagar, mastigando bem os alimentos, assim ela aprenderá a apreciar a refeição. Essa é uma forma de prevenir a obesidade na infância, na adolescência e na vida adulta. Procure ofertar alimentos saudáveis – leia sempre os rótulos dos alimentos.
Passo 2:
Ofereça diariamente alimentos dos grupos dos cereais (arroz, milho, trigo, pães, massas) e dos tubérculos (batata, batata-doce, batata salsa aipim/mandioca, cará, inhame). Prefira: pão integral, arroz integral, batata ou aipim cozidos ou na forma de purê.
Passo 3:
Ofereça diariamente frutas, verduras e legumes para seu filho. São ricos em vitaminas, minerais e fibras, importantes para a proteção da saúde, e diminuem os riscos de ocorrência de várias doenças. Estimule o seu consumo, não se esquecendo de colocá-los na mesa. Coloque em todas as refeições um prato com frutas, verduras e legumes, aos poucos todos irão criar o hábito de comer estes alimentos. Prefira os produtos de época, são mais baratos e nutritivos. No café da manhã e nos lanches, sempre ofereça frutas.
Passo 4:
Ofereça feijão com arroz todos os dias, pelo menos uma vez por dia, ou no mínimo cinco vezes por semana. Esse prato é uma combinação completa de proteínas. O feijão é uma boa fonte de ferro e auxilia na prevenção da anemia. Para melhorar a absorção do ferro é importante ingerir suco de limão, laranja ou acerola, que são fontes de vitamina C. Para variar pode-se substituir o feijão por lentilha, grão de bico, ervilha seca ou soja.
Passo 5:
Procure oferecer diariamente leite e derivados (leite fermentado, iogurte, queijos magros) , carnes, aves, peixes ou ovos. Leites e derivados são as principais fontes de cálcio da alimentação. Evite os queijos amarelos. Não substitua o leite e os derivados por refrigerantes ou sucos artificiais, pois podem interferir na ingestão diária adequada de cálcio pela criança. Retire a gordura aparente das carnes e a pele do frango antes de prepará-los. Evite o consumo de salsicha, linguiça, salame, mortadela e preparações fritas ou à milanesa (carne ou outro alimento passado no ovo e na farinha e depois colocado para fritar).
Passo 6:
Alimentos gordurosos devem ser evitados. Prefira alimentos assados, grelhados ou cozidos no lugar de fritos. Evite oferecer manteiga e banha de porco. Prefira o azeite de oliva, óleo de canola, de girassol, de milho ou de soja, mas não em excesso. Uma lata de óleo por mês é suficiente para uma família de quatro pessoas. Se usar margarina, prefira as que não tenham gorduras trans ou gordura hidrogenada como ingredientes. São prejudiciais à saúde! Leia sempre os rótulos dos alimentos!
Passo 7:
Evite o consumo diário de refrigerantes e sucos artificiais industrializados, bolos e biscoitos doces recheados, sobremesas doces e outras guloseimas. Ofereça-os no máximo duas vezes por semana, em pequena quantidade. O excesso no consumo desses alimentos contribui para o aumento do peso, das cáries dentárias e também de outras doenças.
Modere o uso de sal. O sal em excesso pode contribuir para o aumento da pressão (hipertensão). Evite temperos prontos, alimentos enlatados, carnes salgadas e embutidos como mortadela, salame, linguiça etc. Todos eles contêm muito sal. Não leve o saleiro para a mesa. Use temperos naturais e pedaços de limão.
Passo 9:
Ofereça de seis a oito copos de água por dia. Incentive seu filho a tomar água nos intervalos das refeições. É muito importante para o bom funcionamento do organismo. O intestino funciona melhor e o corpo se mantém hidratado.
Passo 10:
Estimule seu filho para que seja ativo. Incentive que faça diariamente 30 minutos de atividade: saia para caminhar com ele, leve-o para andar de bicicleta, passear com o cachorro, jogar bola, brincar de amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, correr, dançar, pular corda ou fazer algum tipo de esporte. Não deixe seu filho passar muitas horas assistindo TV, jogando vídeo game ou brincando no computador. Mantenha o peso do seu filho dentro dos limites saudáveis para a idade dele. Acompanhe o gráfico de crescimento da Caderneta de Saúde do seu filho.
• A partir dessa idade a criança já pode comer a mesma comida da família. Não utilize temperos e condimentos fortes, como pimenta, mostarda, catchup, molho inglês, molho de soja tipo shoyo, tabletes de caldos de carne, galinha ou de outros sabores e temperos prontos: são excessivamente salgados, podem interferir na aceitabilidade da alimentação, irritar o estômago da criança e aumentar a pressão arterial.
• Utilize alimentos que fazem parte da cultura alimentar da família, pois isso é muito importante na formação de hábitos alimentares. Utilize as receitas da família, não esqueça de adaptar aquelas que tenham excesso de sal, açúcar e gordura. Substitua ou reduza a quantidade desses ingredientes e modifique a forma de preparar e, depois, teste novamente as receitas até conseguir um bom resultado. Depois, divulgue as alterações que fez nas receitas para todos os seus familiares. Explique para o seu filho a origem dessas receitas e a importância delas na alimentação da sua família, essa é uma forma de resgatar boas práticas alimentares e incentivar o consumo de alimentos mais saudáveis.
• Lembre-se de que os hábitos alimentares continuam em formação, portanto, quanto mais natural for o preparo do alimento, mais saudável ele será para a criança. Utilize temperos frescos como cebola, alho, salsinha, cebolinha e sucos de frutas como limão, laranja, poncã, mexerica ou mimosa - esses temperos e sucos são fontes de vitaminas e minerais, sendo também importantes para o crescimento da criança. São ótimos substitutos para o sal.
• Cuide com os excessos, utilize os temperos e sucos de frutas em pequenas quantidades. Lembre-se de que o sabor dos temperos e dos sucos não deverá chamar mais atenção do que o sabor natural do alimento, pois isso pode interferir na aceitabilidade da preparação pela criança.
• Nessa idade é comum que a criança tenha alterações no apetite, podendo variar de um dia para outro. Não se preocupe, tente não forçar a criança a comer fazendo chantagens como oferecer prêmios ou dar castigos como, por exemplo: “Se você comer a cenoura, ganha um chocolate” ou “Se você não comer tudo, irá agora para cama sem TV”.
• Não faça seu filho criar uma relação confusa com a alimentação. Premiá-lo com doces poderá fazê-lo pensar que os doces são alimentos mais valiosos e desejáveis do que os vegetais e legumes. Castigá-lo poderá criar ansiedade e sofrimento toda vez que for o horário de comer.
• Esses tipos de atitudes podem prejudicar a formação de hábitos alimentares saudáveis.
• Quando a criança se recusar a comer o almoço ou o jantar, procure não substituir essas refeições por leite, biscoitos, iogurtes, chocolates etc. Diga que está tudo bem se ela está sem fome naquele momento, mas informe que você irá guardar o prato dela na geladeira (em recipientes tampados) e assim que a fome voltar, você irá esquentar e oferecer novamente.
• Pratique essas atitudes com firmeza e nunca brigue. A criança sabe até onde ela precisa chegar para conseguir o que quer. Nas primeiras vezes é natural que ela chore, que fique emburrada, mas tudo bem, não se estresse e não faça o que ela está pedindo, assim nas próximas vezes ela saberá que não serão realizadas substituições do almoço e do jantar e passará a reconhecer os tipos de alimentos que devem ser consumidos nessas refeições.
• Lembre que nessa e em muitas outras situações os filhos pedem limites, que são necessários para que se tornem mais seguros e mais saudáveis. Essa regra só não se aplica quando a criança está doente.
• Sempre que possível assista às programações infantis da TV junto com seu filho e, sempre que aparecer a propaganda de um alimento não saudável, explique porque este alimento não é considerado saudável. E não ceda às pressões que a mídia faz, não compre todos os dias o que você sabe não ser saudável e adequado para o seu filho.
• Mostre que existem alimentos melhores, como iogurtes, frutas, cereais com leite e sanduíche de queijo com pão integral. Explique porque esses alimentos são bons para ele. Aos poucos e desde cedo ele aprenderá também a fazer escolhas mais saudáveis.
• O ideal é ele aprender que pode comer de tudo, desde que tenha moderação e equilíbrio. Tudo é questão de medida: comer hambúrguer ou batata frita de vez em quando não é ruim; o perigo é comer diariamente e adotar essa prática como um hábito alimentar.
• Ir à feira com as crianças pode ser um jeito divertido de fazê-las conhecer as frutas, verduras e legumes; ao passar pelas barracas a curiosidade delas poderá ser um bom motivo para que provem os alimentos que ainda não conhecem.
8 Alimentação Saudável de 4 aos 10 anos:
• A partir dos 4 anos é mais fácil explicar os significados da alimentação e os seus efeitos sobre o organismo.
Quando a Criança vai a escola:
Verifique o sistema de alimentação adotado, isto é, veja se a escola oferece a alimentação escolar ou se é necessário enviar o lanche de casa.
• Incentive seu filho a comer a alimentação servida na escola e, nesse caso, não mande lanche de casa, para evitar que ele coma os dois lanches, diminuindo assim os riscos da criança comer mais do que é necessário para o período que permanece na escola. Se a escola não fornece alimentação, siga as dicas abaixo:
O lanche deve ser composto por alimentos saudáveis e que não necessitem de refrigeração, para evitar que estraguem. Esse cuidado diminui os riscos do seu filho ficar doente por contaminação do lanche. Não envie doces, guloseimas, salgadinhos de pacote, frituras e refrigerantes. Escolha uma das opções abaixo e coloque junto um suco, uma água de coco ou um achocolatado de caixinha:
• Mini pão de leite, integral ou de centeio com margarina livre de gorduras trans ou com geleia de frutas (máximo duas unidades de mini pão).
• Frutas da época.
• Biscoitos simples sem recheio do tipo: maisena, maria, rosquinha, cream crackers ou integral (máximo 4 unidades de biscoitos).
• Pedaço pequeno de bolo simples sem recheio (tamanho 5cm por 5cm).
• Uma barrinha de cereais com frutas, sucrilhos ou granola.
• Sempre que possível envie também uma garrafinha com água fervida, filtrada ou mineral para que seu filho crie o hábito de tomar água e mantenha-se sempre bem hidratado. Quando a criança vai Quando a criança vai Quando a criança vai para a escola para a escola Caso a escola possa armazenar o lanche do seu filho na geladeira, você poderá enviar sanduíches com queijo e vegetais, iogurte, leite com cereais, leite fermentado e gelatina. Quando a criança estiver em casa no período contrário ao da escola e durante os finais de semana.
• Sempre ofereça primeiro uma fruta, que pode ser ao natural ou amassada com algum tipo de cereal (aveia, cereal de arroz, de milho), batida com leite ou como salada de frutas.
• Gelatina, mingau no prato, leite com cereais tipo sucrilhos ou com granola, barrinha de cereais, iogurte ou coalhada caseira também podem ser opções para lanches mais saudáveis.
• Os sanduíches de preferência, deverão ser feitos com pão integral ou pão francês, recheados com alface, tomate, cenoura ou beterraba ralada mais uma fatia de queijo magro ou frango desfiado ou outro recheio sem gordura.
• Se utilizar hambúrguer ou ovo não frite em óleo, coloque o hambúrguer ou o ovo partido (estalado) em uma frigideira com pouca água (suficiente para cobri-los) e deixe cozinhar. A medida que a água for secando você poderá acrescentar umas gotas de óleo suficientes apenas para que a carne ou o ovo não grudem na frigideira. Assim que estiver pronto, você terá uma preparação mais saudável.
• Evitar colocar maionese e catchup nos sanduíches. Se quiser faça um molho natural de tomate quase sem óleo e passe no pão antes de colocar os outros recheios. Ficará muito saboroso.
• Se optar por biscoitos ou bolos, prefira os biscoitos simples (4 a 5 unidades) e os bolos sem recheios (uma fatia no tamanho 5 por 5 cm).
• Evite os salgadinhos de pacote, os salgados fritos (pastel, coxinha, etc.), os doces e guloseimas em geral e também outros lanches que tenham excesso de açúcar, gordura e sal.