Falando em Público com Sucesso

Oratória

1 O medo de falar em público:

Pesquisas afirmam que, depois da morte, o maior medo do Ser Humano é o de falar em público. Este medo é atribuído à preocupação que temos de não sermos aceitos pelos ouvintes, medo de falhar e conseqüentemente sofrer hostilidades e medo do ridículo. Os mais tímidos não suportam ser o centro das atenções e muitos se consideram inferiores aos ouvintes. Entretanto, muitos de nossos alunos afirmam que as causas mais fortes para os seus medos estão relacionadas com situações desfavoráveis no passado, geralmente na infância, tendo como cenários as suas residências e escolas. Aqui estão alguns depoimentos: “meus pais são tímidos (ou autoritários)”; “meu professor e alguns colegas zombavam da minha voz porque eu gaguejava”; “eu não me achava bonita e não gostava do meu corpo”; “os colegas diziam que para eu ser burro só faltava comer capim”.

Em função do medo, o nosso corpo libera uma grande quantidade de adrenalina e podemos sentir a boca seca, o coração bater acelerado, tremores, “dá um branco” e as idéias desaparecerem, um vazio no estômago, suarmos frio ou exageradamente, sensação de que o chão está afundando, entre outras. Não fique triste e não se desespere que isso pode ser resolvido e acontece com milhares de pessoas. Os tempos mudaram, os pais e os professores também e chegou o momento de vencermos este medo. Antes de darmos algumas dicas e técnicas, você deve estar consciente que somente o treino e a sua persistência serão capazes de ajudá-lo na melhoria da comunicação interpessoal.

2 Como vencer o medo:

Treine antecipadamente e conheça ao máximo o assunto que irá falar, procurando gravar (em vídeo ou gravador) as suas apresentações e analise o conteúdo e a forma. Algumas palavras são péssimas para serem faladas e aquilo que está claro na escrita pode deixar dúvidas na comunicação verbal. O ouvido é seletivo e algumas palavras se perdem. Fale de maneira clara e os aspectos mais importantes devem ser repetidos para serem fixados no cérebro do ouvinte;

  • Tem um ditado popular que diz - “Mineiro não perde o trem”. Complementamos dizendo que o orador preparado e que chega cedo, também. Chegue antes ao local da sua apresentação, faça a sua voz propagar no ambiente, crie imagens positivas em seu cérebro, sinta o cheiro, teste antecipadamente os equipamentos que irá utilizar. Nas nossas apresentações temos por hábito receber as pessoas que prestigiam os nossos cursos e palestras. Com isso objetivamos “quebrar o gelo” e ao mesmo tempo tornamos familiares ao público. Experimente fazer o mesmo, pois você irá gostar e os ouvintes idem;
  • Os principais tópicos da sua apresentação devem ser escritos em uma ficha ou papel mais grosso (120 ou 180 gramas), para não tremular se você estiver nervoso, objetivando utilizar a qualquer momento ou até mesmo para que você sinta mais seguro. Resista à tentação e ficar olhando o papel a todo instante e com isso perder a espontaneidade e transmitir insegurança;
  • Ao ser apresentado ao público não se precipite para iniciar a sua comunicação, indo direto ao assunto. Procure olhar para as pessoas que estão do lado esquerdo, no centro e à direita. Respire suave e lentamente. Aos poucos a adrenalina vai baixando e os sintomas tenderão a diminuir ou desaparecerem;
  • Se estiver muito nervoso, segure uma caneta (exceto a que faz tic tac) e contraia os dedos dos pés se os mesmos estiverem completamente cobertos, objetivando deslocar as tensões para o chão. Após alguns minutos os sintomas desconfortáveis vão diminuindo e você se sentirá melhor;
  • Se você esquecer o que vai dizer – o famoso “branco”, procure ficar tranqüilo e use a seguinte frase: “.. pois bem, como estava dizendo....” e complemente com palavras que estejam relacionadas ao tema da sua apresentação. Mais adiante você encontrará a palavra que estava procurando. Uma outra técnica que utilizamos é aproveitar para beber um pouco de água (o copo deve estar ao seu lado) e, lentamente, enquanto bebemos a água, procuramos lembrar das palavras ou assunto.

O que você tem a ganhar:

Melhorando a sua comunicação interpessoal você adquire novas habilidades profissionais: dar aulas, fazer palestras, ir à televisão e ao rádio, gerenciar pessoas, entrar para a política, atuar como vendedor, atender clientes, entre outras. Na vida pessoal você melhora o seu relacionamento familiar, estimula a sua criatividade, eleva a sua auto-estima, tornando-se mais atraente e admirado pelos amigos.

Questionário para avaliar a sua comunicação:

Quem não se comunica:

Abelardo Barbosa, o nosso querido Chacrinha, um dos maiores comunicadores do rádio e da televisão brasileira, afirmou: “quem não se comunica, se trumbica”. Para você não se “trumbicar”, preste muita atenção ao que diz o dicionário de Aurélio: Comunicação – Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagem por meio da linguagem falada, escrita ou de sinais, signos ou símbolos. Para que aja comunicação tem que existir entendimento da mensagem. David Ogilvy, um dos maiores publicitários do mundo, escreveu o seguinte: “...comunicação não é o que nós falamos, mas o que as pessoas entendem”.

A obrigação de se fazer entender é de quem emite a mensagem e não da pessoa que a recebe. Portanto, senhores professores, palestrantes, médicos, advogados, economistas, bancários, técnicos em informática, entre outros profissionais, é bom ficarem atentos. Na comunicação nós temos o emissor, o receptor e o meio que utilizamos para fazer a mensagem chegar ao ouvinte. Vamos imaginar a seguinte situação: você foi convidado para fazer uma palestra sobre o tema como falar em público. O local é um auditório e você deverá utilizar microfone e recursos audiovisuais. Neste exemplo, você será o emissor da mensagem, o público que estiver no auditório será o receptor da mensagem e o seu corpo (voz, olhar, gestos, roupa) e todos os recursos audiovisuais que utilizar passarão a ser os meios.

3 Comunicação clara, objetiva e atraente:

Aprenda com os telejornais:

Um dos exercícios que recomendamos para os alunos é o de gravar, integralmente, todos os telejornais das principais emissoras de televisão e em seguida analisar os aspectos:

1. Expressões faciais e os gestos dos apresentadores;

2. Como eles se vestem e combinam as cores das roupas com as cores do cenário, penteado dos cabelos, maquiagem, iluminação do local, etc;

3. Volume, ritmo e inflexão da voz;

4. A clareza e objetividade do texto;

5. Utilização de recursos audiovisuais e como eles complementam o que está sendo dito através da voz;

6. Os recursos utilizados para prender a atenção dos telespectadores;

7. Como alguns apresentadores improvisam de maneira previamente combinada, fato que pode ser comprovado nos telejornais da Globo, principalmente o Bom dia Brasil e Jornal Hoje. Outro exemplo de improvisação é do jornalista e apresentador Boris Casoy.

Talvez você esteja pensando: “eu não vou ser apresentador de televisão”. Mesmo que você não venha a trabalhar na TV, saiba que ela poderá ser muito útil a sua comunicação, palestras, aulas e tudo que desejar. Faça a seguinte pergunta: - por que gosto de telejornal e como ele prende a minha atenção? Será que é diferente quando você fala ou escuta outra pessoa? Certamente que não! Vamos fazer as adaptações necessárias e aprender com os telejornais.

Importante - Como você deseja ser um campeão da oratória e da comunicação interpessoal, fique atento aos seguintes aspectos:

Procure gratificar os seus ouvintes levando algo útil para eles;

- Seja claro, objetivo e uma fonte permanente de entusiasmo;

Use a criatividade para trabalhar o conteúdo e a forma da sua comunicação, combinando recursos audiovisuais, se for o caso;

- Utilize a espontaneidade, carisma e simplicidade para comunicar.

ocê r u campeão da oratória e da comunicação interpessoal, fique sRecentemente, fomos a duas cerimônias de formatura e percebemos que alguns oradores continuam cometendo os mesmos erros ao discursarem, fazendo a platéia ficar irritada:

  • Os discursos são longos e o local pequeno para a quantidade de pessoas, provocando desconforto aos ouvintes;
  • Muitos oradores são prolixos e exageram nas parábolas, chavões e estorinhas, algumas já conhecidas do público;
  • Falam de maneira linear e sem emoção;
  • Esquecem que dezenas ou centenas de ouvintes não foram ali para ouvi-los, mas, desfrutarem da festa.

Também não vamos ser injustos com aqueles que comunicam bem e fazem sucesso. Se você pretende ser orador da sua turma ou um dia discursar para o público, lembre-se de levar em consideração estes aspectos e não incorrer nos mesmos erros.

4 O corpo fala:

Este é o nome de um livro de Pierre Well que aborda a linguagem corporal. O corpo não só revela a nossa idade, sexo, aparência, estado de espírito, tamanho e como nos comunicamos através dele. Essa comunicação é feita através dos gestos, olhar, expressões faciais e suas inúmeras sutilezas, desde um franzir do semblante, uma piscadela, um sorriso e uma atitude cabisbaixa, evidenciando emoções, idéias e pensamentos.

Aparência – Tem um ditado popular que afirma: você não terá uma segunda chance para causar uma primeira boa impressão. Devemos cuidar da nossa aparência, pois através dela nos mostramos para as outras pessoas com quem convivemos. Faça as seguintes perguntas a si próprio:

  • Como estou sendo percebido?
  • É a imagem que tenho de mim mesmo?
  • Apresento-me de maneira adequada aos ambientes que freqüento?
  • Posso fazer algo para melhorar a impressão que as pessoas têm de mim?
  • Quais são meus pontos fortes? E os meus pontos fracos? Tenho consciência deles?
  • O que espero conseguir agindo e vestindo da maneira atual?

Gestos – Um gesto adequado valoriza a sua comunicação, reforçando as suas idéias, gerando impacto junto aos interlocutores. Por outro lado, fique atento aos gestos desagradáveis para os que falam em público:

- Mãos cruzadas na frente do corpo (como um jogador na barreira, esperando pela cobrança da falta).

- Mãos atrás do corpo, em posição de descanso ou subserviência. 

-Mãos nos bolsos (pior ainda, procurando uma chave ou coçando o que não deve).

- Mãos na cintura (posição de açucareiro).

- Segurar as mãos e prendê-las na frente da cintura, esfregá-las (pode indicar que você está nervoso).

Por outro lado, o que devemos fazer com as mãos? Elas devem ficar abaixadas, ao longo do corpo ou em forma de “conchas”, até você necessitar delas para criar gestos. Caso você tenha o charme de Jô Soares, coloque uma das mãos no bolso (breves instantes) e com a outra crie gestos.

Como exercitar os seus gestos:

Represente as seguintes idéias ou situações: Negar, chamar, força, enumeração, dúvida, liberdade, prisão, simpatia, desânimo, entusiasmo, dormir, acordar, abrir, fechar, devagar, rápido, roubar, entre outros. Assista aos filmes de Charlie Chaplin, o inesquecível Carlitos e perceba o quanto ele e os demais atores falavam com o corpo.

Olhar – Ele cria uma ligação entre o comunicador e os seus ouvintes, podendo sensibilizar, agredir, comover, passar confiança, simpatia, etc. Se você é tímido e tem dificuldades em olhar para as pessoas, treine diante do espelho e imagine-se olhando para todos. Quando assistir televisão ou um bom filme, perceba o quanto o olhar é capaz de comunicar. Da próxima vez que for atendido no comércio varejista ou em um Banco, tente olhar nos olhos do atendente e, certamente, ele estará olhando para baixo ou para os lados. Agüente firme e não vá embora, pois a sensação que temos é a de que não obtemos a atenção devida.

Caso você tenha dificuldades em olhar nos olhos do interlocutor, analise as seguintes condições:

- Quais as possíveis dificuldades que você sente? Medo da rejeição? Que a pessoa a interprete de forma equivocada?

- Ao falar em público você costuma olhar para os ouvintes ou procura um lugar neutro?

- O que você sente quando olha para o seu interlocutor? - O que você sente quando o interlocutor não olha nos seus olhos?

Expressões faciais – Alegria, raiva, tristeza, medo, ansiedade e entusiasmo são passados por nós, de maneira consciente ou inconsciente, através das expressões faciais. Desenvolva ou aprimore as suas expressões faciais através do seguinte exercício. Em frente ao espelho (avise aos familiares que você não ficou maluco), reproduza estes sentimentos, através da sua face e do tom de voz: Alegria, medo, sedução, tristeza, surpresa, dor, raiva, cansaço, tranqüilidade.

Voz, importância e os cuidados:

A voz é fundamental para o comunicador e serve para emitir os sons das palavras. Ao pronunciá-las procure analisar qual a emoção, volume e ritmo a comunicação pede. Você não precisa ter a voz de locutor de rádio para ser um bom comunicador. Seja claro, objetivo, passe entusiasmo e transmita algo útil para os seus ouvintes.

Dicção – É a articulação correta dos sons de todas as sílabas das palavras que pronunciamos. Estas são as dificuldades mais comuns: fala excessivamente rápida ou lenta; língua presa; falar com os lábios semicerrados; falar com excesso de ar (puff) pela boca ou falar pelo nariz.

Como melhorar a sua dicção:

-Lábios - Abrir e fechar os lábios com a arcada dentária fechada.

-Língua - Movimentar a língua de um lado para o outro, primeiro dentro e depois fora da boca, levantar a língua até o céu da boca.

-Mandíbula – Abrir a boca rapidamente e fechá-la devagar, depois inverter; -mover a mandíbula para um lado e depois para o outro.

Volume – Como é a sua voz? Pegue uma mão e coloque em forma de concha em uma das orelhas, pronunciando o seu nome. Depois, coloque uma mão em cada orelha, em forma de concha e repita o seu nome. No primeiro exercício você ouvirá a sua voz em “mono” e, no segundo, em “estéreo”. Faça isso de vez em quando para você perceber o ritmo e volume da sua voz, fazendo os ajustes necessários;

Ritmo – Você fala lento, rápido ou normal? Caso esteja dando uma aula, palestra, conduzindo uma reunião ou fazendo um discurso, fale num ritmo normal. Quem pensa de maneira rápida tem a tendência de falar no mesmo ritmo. Lembre-se de que a velocidade do seu pensamento é infinitamente maior que a de pronunciar as palavras;

Entusiasmo – O emissor da mensagem deve entusiasmar os seus ouvintes. Fale com o coração e acredite naquilo que está dizendo. Fique atento à comunicação dos apresentadores de televisão e dos locutores de rádio. Por falar nisso, ouça mais rádio e perceba que os locutores passam entusiasmo a todo instante;

5 Voz:

dificuldades e como corrigi-las:

Voz fraca – Sugerimos que você comece mudando a sua postura, com ombros firmes, cabeça erguida (não olhe para baixo nem para cima), mentalizando situações positivas e acreditando na sua capacidade de comunicar. Melhore a respiração, inspirando profundamente e expirando lentamente, objetivando garantir o ar necessário a sua comunicação. Coloque músicas que relaxem, a exemplo de sons de flautas, pássaros, cachoeiras, fazendo inspirações e expirações.

Voz monótona e lenta – Procure variar o volume e o tom de sua voz, dando ênfase as palavras mais importante, pois assim você despertará mais interesse nos ouvintes. Em frente ao espelho, faça leituras em voz alta, declame poemas e letras de músicas que você goste.

Voz estridente – Desenvolva o hábito de ouvir a sua própria voz, fazendo o seguinte exercício: Pegue uma mão e coloque em forma de concha em uma das orelhas. Chamamos este exercício de “caixa de retorno”, que são as caixas de som que ficam no palco, para que os músicos e os cantores posam ouvir as músicas. Quando estiver entre amigos, solicite que os mesmos façam sinais quando você estiver falando muito alto.

Cuidados com a voz:

Se você ingere bebida alcoólica, não caia na besteira de “tomar uma dose para relaxar”. Ela pode lhe dar a falsa sensação de que é o maior orador do mundo, enquanto a platéia pensa exatamente o contrário. Outro aspecto a ser levado em conta é o descrédito do público quando percebe que o comunicador está alcoolizado. Qualquer tipo de bebida gelada e cigarros devem ser evitados antes da apresentação.

Vícios de linguagem:

Este é um dos maiores problemas enfrentados por muitos comunicadores. Os vícios de linguagem chamam a atenção de alguns ouvintes, a ponto de ficarem contando quantas vezes algumas palavras são pronunciadas. Aqui nós iremos considerar como vícios de linguagem todas as expressões que são repetidas em demasia pelo orador: Né, tá, aí, entendeu, tipo assim, entre outros.

Como evitá-los:

A experiência tem nos mostrado que é quase impossível deixar de ter alguns vícios de linguagem. Em razão disso, solicitamos aos alunos que minimizem os seus vícios, trocando-os por outros. Se você fala muito ”aí”, empregue outras expressões - “prosseguindo”, “como estávamos dizendo”, “dando continuidade”. Por outro lado, pedimos que eliminem a palavra “entendeu”, pois consideramos que a mesma funciona como uma “espada no peito do ouvinte”, podendo inibir as suas perguntas. Troque a palavra “entendeu” por “alguma dúvida”, “ficou suficientemente claro o que afirmamos”. O nosso querido Pelé afirmou, recentemente, que deseja abolir o seu conhecido vício de linguagem (entende). Faça como o Rei do Futebol e tenha consciência dos seus vícios de linguagem para depois acabar com eles.

O Homem e a Máquina:

Tenho prestado muita atenção aos “tempos modernos”. Não tenho nada contra a modernidade. Porém, se modernidade é substituir o homem pela máquina, qual o papel reservado para o ser humano na sociedade do futuro? Ainda ontem, ao me dirigir a uma agência bancária, fui abordado por um funcionário, que perguntou o que eu desejava . Afirmei que precisava retirar um dinheiro. O mesmo indicou-me um caixa eletrônico. Ressaltei que gosto de ser atendido por ser humano. Neste momento o funcionário franziu a testa e afirmou com entusiasmo: “O nosso banco investiu milhões de dólares em tecnologia para dar aos clientes mais conforto e rapidez no atendimento...”

Tentei argumentar mais uma vez, porém não obtive êxito. O papel dele era evitar ao máximo que eu fosse atendido no interior da agência, por uma pessoa de carne e osso! Fui ao caixa eletrônico, retirei o dinheiro e voltei para a minha casa. Enquanto andava, refletia sobre o que acabara de acontecer! Depois de alguns minutos, cheguei a uma triste conclusão: O papel do homem na “sociedade moderna” talvez seja o de evitar o contato com outros seres humanos! Estou ultrapassado? Resisto ao novo? Eh!!! se a gente não tomar cuidado, na sociedade do futuro o homem terá que virar máquina para sobreviver. Exercício: Durante 5 minutos você deve falar sobre as oportunidades e ameaças das novas tecnologias da informação e como será o trabalho humano no futuro.

 

O Sorriso e a Comunicação:

Um sorriso não custa nada e rende muito!

Enriquece quem o recebe e não empobrece quem o dá.

Dura somente um instante, mas a sua recordação pode ser eterna.

Ninguém é tão pobre que não possa dá-lo. Gera harmonia e felicidade no lar e no ambiente de trabalho.

Sinal visível de uma amizade....

Um sorriso representa repouso no cansaço, coragem no desânimo, consolo na tristeza e alívio na angústia! É um bem que não se pode comprar e nem emprestar. Roubar? Nem pensar! O seu valor é instantâneo e, se não for consumido na hora, desaparece. Porém, se encontrar alguém que recuse a dar um sorriso, seja generoso e dê o seu. Ele é contagioso e afeta, profundamente, quem recebe e quem o dá. Em cada sorriso há uma chance, uma esperança de amor! Na comunicação, o sorriso funciona como a luz verde do semáforo: É caminho livre para a interação com o ouvinte.

Em cada sorriso há uma esperança de paz!

Como ler mais e melhor:

Para falar melhor, você necessita ampliar o seu vocabulário. Para atingir este objetivo, torna-se imprescindível o hábito da leitura:

• Dê preferência aos horários em que você estiver mais descansado e com a maior capacidade de concentração:

• Escolha um local confortável, com boa iluminação e o maior silêncio possível (algumas pessoas conseguem ler com fundo musical);

• Ao ler uma quantidade muito grande de páginas, faça uma primeira leitura de maneira superficial, assinalando os temas mais importantes. Em seguida, leia com mais atenção os temas escolhidos;

• Concentre nas frases e não em palavras, assinalando aquelas que não compreendeu, para posterior consulta ao dicionário;

• Ao ler, evite mexer os lábios e a cabeça. Entretanto, de vez em quando utilize a leitura em voz alta e analise se facilita a compreensão dos assuntos;

• Faça com que os seus olhos se movam constantemente para frente e evite que os mesmos retrocedam na leitura. Prossiga, mesmo que não tenha compreendido algumas palavras. Lá na frente entenderá o contexto em que elas foram empregadas; • Se você não tem hábito de leitura, seja persistente e não desanime;

• Caso tenha filhos pequenos, leia estorinhas infantis, valorizando o tom de voz, o ritmo e volumes adequados.

Normalmente, gostamos mais de falar a ouvir. Segundo o ex-presidente Tancredo Neves, “.... uma reunião é boa quando saímos roucos de tanto ouvir”. O excelente comunicador é, antes de tudo, um bom ouvinte. Têm pessoas que “provocam asia em Sonrisal e câimbra em perna de mesa”, quando estão falando. Não é por acaso e temos duas orelhas e uma boca!

Coloque-se no lugar do seu interlocutor:

- Seja tolerante com as pessoas que pensam de forma diferente da sua. Evite os julgamentos preconceituosos. Crie condições para que o interlocutor possa falar das suas ideias, sentimentos e valores. Isso não significa que você concordará com todas as suas idéias, nem aceitar os seus argumentos. Hora de falar, falar. Hora de ouvir, ouvir.

- Esforce para perceber a comunicação nas entrelinhas, possíveis medos, preconceitos e atitudes da outra pessoa.

- Faça perguntas abertas e que comecem em geral por o quê?, como?, quando?, evitando perguntas fechadas, que levam a um sim ou não.

- Procure refletir e reordenar as idéias do interlocutor com as palavras dele mesmo, demonstrando-lhe que está entendendo e acompanhando o seu raciocínio.

- Crie uma sintonia com o outro, para que ambos fiquem à vontade e assim, a comunicação possa fluir normalmente. Lembre-se de que as pessoas se aproximam pelas semelhanças e não pelas diferenças.

A força do pronome “Nós”:

Você deve utilizar o pronome “nós” junto ao seu público, uma vez que ele é participativo, um ponto comum entre o orador e os ouvintes. Com ele sentimos fazendo parte da ação, atrai a simpatia e evita que empreguemos o “eu”, pronome que deve ser evitado ao máximo, pois o mesmo pode transmitir arrogância e prepotência.

Uso do humor:

Sempre que possível, associe o humor com o assunto que está abordando, a não ser que o seu objetivo seja descontrair a platéia. Evite a vulgaridade, piadas preconceituosas e tudo que puder agredir o seu público. Recentemente assistimos a uma palestra e o orador demonstrava ser excessivamente machista, uma vez que todas as piadas que contava debochava da inteligência feminina. Detalhe que ele não observou: mais da metade do seu público era constituído de mulheres! Cuidado com as histórias longas pois as mesmas podem entediar a platéia. Treine as histórias e piadas junto aos amigos, familiares e avalie a reação. Sendo favorável, conte em suas apresentações. Quando contamos piadas e histórias de humor nem sempre a platéia sorri. Esteja preparado para pagar alguns “micos”.

Planejando a sua comunicação:

Para que você se torne um bom comunicador é preciso treinar constantemente, coisas que muitas pessoas não gostam de fazer! Outro aspecto importante é o planejamento.

Vejamos algumas etapas importantes do planejamento:

a) O que falar – se refere ao tema da sua comunicação. Procure conhecer sobre o assunto a ser abordado e selecione o que é mais importante para o seu ouvinte e não para o seu ego;

b) A quem falar – quais são os ouvintes? Todos conhecem o assunto? Caso o público seja heterogêneo, comece pelo “b a bá” até se situarem no tema e depois vá aprofundando um pouco mais;

c) Como falar – diz respeito à forma, ao “molho” da comunicação. Use a sua criatividade para transmitir a mensagem através dos recursos audiovisuais, simulações, exibição de fotos / vídeo, etc. Analise os telejornais;

d) Quando falar – Hoje? Amanhã? Manhã? Noite?

e) Quanto falar – 5 minutos, 10’, uma hora? Tem um ditado popular que afirma: “felizes os oradores que falam pouco, de maneira clara, objetiva e atraente”;

f) Objetivo – O que você deseja que as pessoas façam? Aprendam o assunto da aula e/ou uma habilidade profissional? Mude um comportamento inadequado? Compre um produto? Vote em você?

 

Como estruturar o seu discurso ou palestra:

A depender da sua mensagem, talvez você tenha que dividi-la em quatro partes: 1) Introdução; 2) Preparação; 3) Tema central; 4) Conclusão.

 

Introdução - A finalidade principal é conquistar a atenção da platéia e para isso você deverá surpreender os ouvintes, trazendo informações novas, úteis e que possam gerar interesse. Procure criar uma afinidade com o público e lembre-se de que “você não terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão”. As primeiras impressões são importantíssimas.

Se não tiver alguém para lhe apresentar, fale quem é você, o que já fez, a sua especialidade. Em resumo, são as suas credenciais e tenha o cuidado para não passar prepotência. Se você tem um currículo excepcional, prometa menos e deixe que a sua palestra ou aula demonstre o quanto você é competente! Ofereça motivos para ser ouvido e diga o que as pessoas terão a ganhar lhe escutando, pois elas necessitam de motivos para continuarem atentas à comunicação.

Não peça desculpas a platéia – “desculpe por não ter tido tempo de preparar esta apresentação.... por estar afônico... por não dominar o assunto...” Muitas pessoas irão se perguntar: “se não está em condições, por que vai falar?

Preparação – O objetivo da preparação é facilitar o entendimento da platéia em relação à mensagem que deseja transmitir:

- Fale de maneira breve qual é o tema da sua apresentação, pois assim os ouvintes poderão acompanhar as suas idéias e tenderão a ter maior interesse;

- Esclareça qual o problema que deseja solucionar ou faça um histórico do assunto e como irá ajudar a solucioná-lo.

Tema central – Aqui está a essência do seu discurso e você deve falar tudo que planejou. Organize fazendo divisões no tempo (no ano de 1980...), local, compare com algo existente, comente sobre as conseqüências econômicas, sociais, políticas. Para sustentar suas informações, use exemplos irrefutáveis como argumentos, faça comparações, mostre estudos técnicos, testemunhos, etc. Se perceber que os ouvintes não concordarão com algumas das suas informações, prepare bons argumentos de defesa para as suas idéias.

Conclusão – Nesta parte você deve resumir os pontos mais importantes da sua apresentação e lembrar a platéia sobre suas atitudes em relação as idéias apresentadas. Em outras palavras, o que você espera que as pessoas façam. Outro aspecto importante é passar a sensação de que a sua apresentação está completa. Faça com que a sua comunicação tenha início, meio e fim. Cause uma ótima impressão final, transmitindo positividade e esperança. Analise os telejornais e perceba que a última notícia é sempre boa e tem como objetivo aliviar os telespectadores.

Importante - Quando estamos criando as nossas apresentações, temos como hábito utilizar quatro fichas, uma para cada etapa. No corpo das mesmas vamos colocando frases (tópicos frasais) que auxiliem na construção da mensagem. Ao final, registramos no gravador as falas integrais do discurso e analisamos aspectos relacionados à clareza, objetividade, seqüência lógica, razão, emoção, persuasão, entre outros. Refazemos várias vezes, até encontrarmos a forma ideal. Saiba que começar um discurso ou palestra é algo fácil, porém terminar é que são elas. Pratique bastante, principalmente nas suas primeiras apresentações.

Falar de improviso:

Algumas pessoas confundem falar de improviso com enrolar a platéia ou falar sobre assuntos desconhecidos. Para muitos ouvintes, falar de improviso significa comunicar sem ler o que está escrito num papel. Falar de improviso é falar de algo que se conhece, porém não estava previamente acertado que você iria comunicar. Existem alguns casos, a exemplo dos telejornais Bom dia Brasil e Jornal Hoje, em que o “improviso” já é combinado. Ele é feito com bastante competência que o público pensa que os apresentadores estão criando na hora.

Agora vamos improvisar: Você foi ao aniversário de casamento dos amigos Sandro e Regina. Na hora de partir o bolo e cantar os parabéns todos olharam para você e pediram que “fizesse um improviso”. Rapidamente, você lembrou de algumas características marcantes na personalidade dos cônjuges e estruturou a sua comunicação da seguinte maneira:

- Saudação (bom dia, boa tarde ou boa noite);

- Breve história de como Sandro e Regina se conheceram;

- Principais qualidades de ambos e momentos importantes;

- Felicitações e encerramento.

Exercícios para falar de improviso:

Escolha algumas destas frases para falar de improviso, durante o tempo mínimo de cinco minutos. Se achar conveniente, registre no gravador ou câmera de vídeo:

1) Toda nação que se preza não abre mão de três coisas: orgulho nacional; - esperança coletiva e moeda estável (John Stuart Mill);

2) A receita para o sucesso na comunicação é treinar, treinar e treinar!

3) Em briga de casal, quando um não quer os dois brigam. (Flávio Conti);

4) Para que um grande sonho se torne realidade, você precisa primeiro de um grande sonho (Hans Seyle);

5) Não existe nada permanente, exceto a mudança (Heráclito);

6) A verdade deve ter escravos e não donos (Carlito Maia);

7) Escrever é uma questão de colocar os assentos (Machado de Assis);

8) Toda mudança é boa, nem que seja para descansar o outro lado da bunda (Milôr Fernandes).

Importante - Leia um artigo de jornal ou revista e em seguida faça um resumo. A improvisação deve ser feita citando um fato que contrarie ou concorde com o referido artigo. Escolha um tema polêmico, a exemplo do aborto, religião, casamento entre homossexuais e defenda o seu ponto de vista. Em seguida, fale contrariando o que acabara de afirmar. Desta forma, você estará treinando o improviso e a capacidade de argumentação com base no pensamento divergente.

Use a sua criatividade para comunicar:

No processo da comunicação você deve planejar o conteúdo (assuntos a serem abordados) e a forma (como você vai dizer), levando em consideração o perfil e as expectativas da sua platéia. Vejamos o seguinte exemplo: Você foi convidado para falar sobre o tema A Moda no Século XXI. De posse das informações que você deseja transmitir, o passo seguinte é definir de que maneira as idéias sairão da sua cabeça para as cabeças dos ouvintes. Nesse caso, faça a seguinte pergunta a si mesmo: Como posso transmitir este assunto de maneira atraente e que dê prazer aos meus ouvintes? O que vou usar além da minha voz e do meu corpo? Devo fazer uma apresentação em datashow? Vou mostrar os produtos? Usarei fotos? Alguém irá vestir as roupas? Posso utilizar uma música?

Somos admiradores do apresentador de TV Sílvio Santos e ele tem muito a nos ensinar em relação ao ato de comunicar com criatividade, simplicidade e carisma. Vejamos o caso do programa Show do Milhão. Sílvio Santos utiliza bastante a espontaneidade, procurando deixar o participante e o seu familiar bem a vontade, fazendo perguntas sobre a profissão, cidade onde mora, quanto deseja ganhar e o que deseja comprar. Para falar com os telespectadores ele utiliza a lente das câmeras e uma linguagem coloquial e de fácil entendimento, além de pronunciar bastante a palavra “você”, objetivando fazer com que cada pessoa sinta que a mensagem é exclusiva para ela. De agora em diante passe a observar estes detalhes e você aprenderá técnicas preciosas de comunicação e como persuadir os ouvintes.

O que é criatividade?

Em todas as turmas do nosso curso procuramos enfocar o tema Criatividade na Comunicação e iniciamos falando sobre as mais variadas definições dadas por pensadores e o povo:

- Criatividade é uma forma de loucura; (Platão)

- Processo natural que obedece a leis imprevisíveis; (Kant)

- É tirar do nada, é fazer do velho o novo;

- Criatividade é um estado permanente de insatisfação com as coisas já existentes;

- Pensar diferente da maioria das pessoas sobre um mesmo problema.

Em seguida, discutimos o que pode ser feito para aplicar a criatividade na comunicação, com base nas sugestões abaixo:

1) Saiba que há um tesouro em sua cabeça - uma mina de ouro entre as suas orelhas. Use e abuse da arte de inovar.

2) Sempre que possível escreva pelo menos uma idéia sobre estes assuntos:

- Como posso melhorar a minha comunicação;

- Como eu posso fazer meu trabalho melhor;

- Como eu poderia ajudar outras pessoas;

- Como eu poderia ser mais feliz.

3) Perceba o que está sendo apresentado de forma óbvia ou de maneira pouco comum. Enxergue o mundo com o olhar curioso de uma criança.

4) Faça anotações e tenha sempre em mãos papel e caneta. Anote tudo que for importante e não confie na memória. Caso possível, compre um microgravador e tenha-o sempre com você.

5) Armazene idéias, criando um arquivo com os mais diversos assuntos. Pesquise informações importantes e amplie os seus conhecimentos.

6) Observe cuidadosamente tudo em sua volta. Faça combinações as mais absurdas possíveis e analise os resultados.

7) Desenvolva uma forte curiosidade sobre pessoas, coisas e lugares. Ao falar com outra pessoa faça com que ela se sinta importante. Viaje, tire um final de semana para conhecer melhor o lugar onde mora. Você terá surpresas maravilhosas.

8) Aprenda escutar e a ouvir, tanto com os olhos, quanto com os ouvidos. Perceba o que não foi dito verbal ou corporalmente.

9) Descubra novas fontes de idéias através de pessoas, livros, jornais, revistas, internet, televisão, rádio, etc.

10) Compreenda primeiro, depois julgue. Abaixo o preconceito!

11) Procure ter uma atitude positiva e otimista. Isso o ajudará na realização dos seus objetivos e a enfrentar eventuais dificuldades nas apresentações.

12) Escolha uma hora e um lugar para pensar alguns minutos por dia. Utilize o verso desta página para relacionar idéias que possam ajudá-lo na comunicação, oratória e marketing pessoal.

6 Como usar os recursos audiovisuais:

“O homem é uma cidade que tem cinco portas”, diz um antigo provérbio indu, referindo-se evidentemente aos cinco sentidos através dos quais o homem toma conhecimento do mundo exterior. Pode-se afirmar que desde os tempos mais remotos há uma preocupação com o uso dos sentidos na comunicação.

Vantagens e desvantagens no uso dos recursos audiovisuais:

Embora as estatísticas abaixo favoreçam o uso dos recursos audiovisuais, devemos ressaltar que os mesmos podem provocar um grande estrago, quando não utilizados corretamente. Certamente você já teve que suportar apresentações em que alguém escreveu um número incontável de idéias em slides, transparências, flipchart e depois começou a ler para a platéia. Isso é realmente muito cansativo. Os recursos audiovisuais somente devem ser utilizados em situações imprescindíveis para o entendimento da mensagem. Um outro aspecto importante é a adequação dos recursos audiovisuais.

A principal função do audiovisual é fazer a mensagem chegar clara e objetiva para todos os ouvintes, além de tornar a apresentação mais agradável:

Abaixo relacionamos algumas estatísticas que demonstram as vantagens do uso de recursos audiovisuais.

Aprendemos:

1% através do gosto
1,5% através do tato
3,5% através do olfato
11% através do ouvido
83% através da vista

Retemos:

10% do que lemos;

20% do que escutamos;

30% do que vemos ;

50% do que vemos e escutamos;

70% do que ouvimos, vemos e logo discutimos 90% do que ouvimos, vemos e logo realizamos.

Slides – Com a evolução da editoração eletrônica estes recursos estão cada vez mais sendo usados. Os slides, quando bem feitos, podem salientar seus pontos principais, acrescentar variedade e dinamismo à sua apresentação e prender a atenção da platéia. Entretanto, eles possuem duas grandes desvantagens: sua projeção exige que a sala seja parcial ou totalmente escurecida, sendo um convite para uma soneca; a sua ordem é inflexível e uma vez colocados no carrossel, você não poderá modificar a sua disposição enquanto fala. Por último, utilize em quantidade suportável e não fique exibindo de maneira muito rápida, dando pelo menos 20 segundos, por slides, para que a platéia entenda a mensagem.

Onde ficar:

Você deve ficar próximo à tela e não ao aparelho. Não fale com os elementos visuais e sim para o público que lhe ouve, portanto, evite ficar de costas para a platéia. Um outro detalhe importante é que as pessoas instintivamente olham para onde você estiver olhando. Assim, quando desejar chamar atenção das pessoas para algo na tela, gire o seu corpo para o lado e fale com o elemento visual ali colocado. Todos irão seguir o seu gesto.

Flipchart - É um bloco de papel grande, montado sobre um cavalete, semelhante a um risque-rabisque. Ele é bastante versátil e você pode escrever enquanto fala ou preparar antecipadamente as páginas. Seu funcionamento é sempre perfeito – a menos que sua caneta marcadora seque. O seu transporte é fácil e não precisa ligar e desligar, além do pequeno custo. Agora, vamos a má notícia. Ele é adequado para grupos pequenos - máximo de 30 pessoas, a depender da arrumação da sala. Ideal para turma no formato de “U”, pois favorece a visão de todos os participantes.

Erros mais comuns no uso do flipchart:

• Palavras demais – coloque tópicos e textos essenciais, deixando pequenos espaços em branco para você completar, se for o caso;

• Não escreva em toda a folha de papel. Utilize a escrita em dois terços superiores. Isso deve ser feito, principalmente quando alguns ouvintes estiverem na frente de outros;

• Escrita pequena demais – O tamanho da letra deve possibilitar que todos enxerguem o que está escrito;

• Cores que dificultam a visualização – Procure usar o azulmarinho e o preto, uma vez que possibilitam uma boa visão para quem estiver no fundo da sala. Limite-se a duas ou três cores, no máximo.

Vídeos – Os vídeos são extremamente úteis para a compreensão da mensagem. Use-os em segmentos curtos para salientar os pontos principais e aumentar o interesse da platéia. Se você estiver exibindo um vídeo para grupos pequenos, utilize uma televisão de tamanho médio ou grande (de preferência). Para grupos grandes, utilize um telão (a tarefa exige ajuda de profissionais).

Assista antecipadamente ao vídeo e verifique a qualidade do conteúdo e da forma (cuidados com a cor e a qualidade do áudio). Caso ele tenha mais de 30 minutos, procure exibir em duas etapas ou selecionando algumas partes.