Capelania
Capelania Hospitalar
1 O que é Capelania:
2 Procedimentos Básicos:
Para entrada em presídos com o objetivo de realizar os trabalhos de evangelização serão necessários alguns procedimentos básicos, conforme abaixo:
- Capacitação realizada através do Seminário de Capelania Prisional;
- Participação do estágio supervisionado com os líderes da equipe;
- Avaliação e Procedimentos padrões de entrada pelas autoridades competentes;
- Cópias de Documentos Pessoais necessários para identificação;
- Participação das reuniões de oração e estudos bíblicos, todo o 3º sábado de cada mês no Centro de Ensino Fundamental da SQN 410 norte (que fica dentro da quadra SQN 410 - Plano Piloto) às 17h30 -
O Presídio:
É um local onde ninguém gostaria de estar, muito menos de saber que existem pessoas que estão lá por motivos variados, todo tipificados no Código Penal Brasileiro.
Existem pessoas que estão presas aguardando julgamento e outras que já estão condenadas, após uma condenação transitada em julgado ou seja, quando um Juiz(a) profere a sentença a uma pessoa, após a leitura desta sentença, a pessoa torna-se condenada à pena aplicada de acordo com o Código Penal, a mesma é recolhida ao estabelecimento prisional para cumprimento da pena, para ganharmos tempo, mas para conhecimento são: Regime fechado, semi-aberto e aberto, cada um com a devida progressão do regime o que dá ao preso o direito de progredir de um regime inicialmente fechado para o próximo regime.
Na visão deste trabalho de evangelismo, vislumbramos este local como sendo um verdadeiro celeiro do Senhor Jesus para transformação de vidas onde só através do Poder do nome de Jesus Cristo, as vidas são transformadas.
Sem dúvida alguma é um local onde as lágrimas rolam todos os dias, pessoas tem sentimentos variados, é um local onde o inferno implanta o seu reino de terror com todo tipo de opressão, depressão, espíritos malignos que rondam as mentes, muitas vezes levando ao suicídio, mortes, fugas e tudo o que tem de ruim por conta da atuação do mal.
3 Capelania prisional:
Uma igreja em cada presídio
O que pensar e o que fazer sobre o que tem acontecido nos presídios do Brasil? O Pr. Luís Carlos Magalhães, coordenador da Capelania Prisional da JMN fala sobre como os cristãos devem ver esses problemas e da importância de orar e agir nessa área.
“Pai, eu não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal
João 17.15
É notório o descaso do poder público para com o sistema carcerário brasileiro, e após o massacre de Manaus, novamente atitudes atrasadas serão tomadas. É o que se pode esperar de um estado que não atua de forma pró ativa e sim com atitudes paliativas para as atuais e recorrentes atrocidades dentro dos presídios no Brasil.
O que a Igreja de Jesus tem a ver com tudo isso? Se for mesmo seguidora de Jesus, tem tudo a ver!
Pode ser que estejamos no mesmo "modus operandi" que o governo brasileiro, ou seja, inertes, indiferentes às necessidades daqueles que vivem presos! E pior que isso, o pensamento de pena de morte não mais está restrito aos que vivem fora da igreja, esse assunto já é debatido em alguns corredores eclesiásticos!
pena de morte ataca o efeito e não a causa do problema! O Diabo está fazendo com que a igreja também "odeie" o pecador!
Jesus continua amando a pessoa, mas não o que ela faz. Se meu parente está doente, continuo o amando, mas não amo a doença que está nele. Esta comparação fica mais próxima da nossa alma.
Num dos nossos serviços religiosos da Capelania Prisional Batista que estive presente na cidade de Foz do Iguaçu, região oeste do Paraná, certa vez um dos internos me fez a seguinte pergunta:
- Pastor, o senhor acha que Deus irá me perdoar pelos pecados que cometi?
Falando com ele, descobri que o seu histórico era "tenso" e com crimes hediondos em sua ficha criminal.
Porque um criminoso fez essa pergunta a um pastor? Ele não deve à igreja prestação de contas, mas acredito, que a pergunta dele nos mostra e testifica, era a Igreja que estava naquele presídio, naquele dia, pois quem pode convencer o homem do pecado, justica e juízo, é o Espírito Santo, e mais ninguém!
Jesus, em sua oração sacerdotal em João, capítulo 17, orou a Deus pai e pediu que nos livrasse do mal, mas não pediu a Deus que nos tirasse do mundo, pelo contrário: Não os tire do mundo!
Nós, não podemos nos ausentar e fugir da responsabilidade que a nós foi imposta, quem é vocacionado pode até ter um friozinho na barriga, mas não tem medo de colocar sua vida em risco para ser testemunha dEle (Jesus), afinal de contas, Ele morreu, porque pregou amor, perdão!
Nessa dicotomia entre Estado e Igreja, percebemos que ambos têm boas leis, porém não as coloca em prática! Quem parece estar cumprindo à risca a Palavra de Deus aqui na Terra é o Diabo: Veio para matar, roubar e destruir!
As Igrejas Batistas, por meio da Junta de Missões Nacionais, têm procurado através da Capelania Prisional Batista, estabelecer uma igreja dentro de cada presídio, pois cremos que devemos buscar em primeiro lugar a justiça de Deus e o Seu Reino, pois a igreja é uma ferramenta da justiça de Deus na Terra; é sal e luz para o mundo!”
Conheça mais sobre o trabalho de capelania prisional e um pouco do que Deus tem feito neste ministério no vídeo do you tube https://www.youtube.com/watch?v=Ew4_mSh5Wk8
Situação dos Presídios:
Nunca se prendeu tanta gente! Este é um fato. A que se deve tal "fenômeno"? Um aumento da eficiência policial, que tende, nesse ritmo, a "oferecer-nos uma sociedade mais tranqüila?" Muitas foram as matérias veiculadas na imprensa brasileira depois da megarrebelião ocorrida nas penitenciárias paulistas no último dia 18 de fevereiro. Poucas, ou melhor, pouquíssimas lograram atingir o cerne da questão, aliás, questão "irresolvível" - como diria um certo ex-ministro - nos moldes de uma sociedade capitalista, ainda mais quando em crise.
Mas se a imprensa e seus articulistas são "econômicos" em nos mostrar as reais causas do problema penitenciário, oferecem-nos fartos dados que, se lidos com correção, ajudam-nos a montar um quebra-cabeça complexo. Uma leitura atenta do quadro que reproduzimos acima, tirado da Revista Veja, de 28 de fevereiro, diz mais do que 90% de tudo que foi escrito nos últimos dois meses sobre o tema. Não adianta apenas "denunciar" que o sistema está falido, que gera corrupção, que não ressocializa o preso, que é uma escola do crime, que não cumpre o que está disposto na Constituição, etc. Essa lengalenga não é nenhuma novidade!
Mas voltemos para o início da matéria: "nunca se prendeu tanta gente!" As causas da criminalidade não dependem, na sua origem, da eficiência ou não de um sistema prisional, elas são sociais. O tal "prender tanta gente" é uma das facetas como se revela a lógica da exclusão social do sistema capitalista no Brasil e no mundo. O capitalismo tem sucateado a classe operária de tal forma que a joga no desespero, primeiro passo para a delinqüência e a marginalidade. O inchaço das prisões é uma conseqüência da falta de oportunidades, do desemprego, do caos na educação, da angústia da fome. Sem meios para sobreviver, o proletariado é transformado em delinqüente.
E por que afirmamos que o problema não se resolve nos limites da sociedade do capital? Em primeiro lugar, a racionalidade (?) do sistema capitalista não tolera o aumento dos custos. Os presídios no Brasil consomem R$ 2 bilhões de reais por ano. Precisaria de R$ 4 bilhões para adequar a atual demanda das condenações. Só para ficar num exemplo, o sistema penitenciário paulista recebeu, no ano passado, R$ 10,2 milhões. Pelo Orçamento deveria ter recebido R$ 41,6. Isso significa que o Estado "poupou", apenas em São Paulo, R$ 31,4 milhões, ou 75% da verba antes reservada. Ora, a necessidade da administração estatal é a redução do déficit - até para adequar-se às pressões do FMI -, e não o aumento das despesas improdutivas, como no caso dos presídios. Esses cortes de despesas se generalizam na educação, na malha viária, no corte de pessoal, e por aí vai.
Como última informação, segundo matéria veiculada no dia 28 de março no Jornal Folha de São Paulo, a população carcerária paulista subiu de 25 mil, em 1983, para 93 mil neste ano. Um aumento de 372% ou 68 mil presos em 19 anos. Como dizíamos, "nunca se prendeu tanta gente" e, pelo visto, ainda se prenderá muito mais.
Artigo retirado de http://opop.sites.uol.com.br/ger_n7_2.htm. Visitado em Março de 2010.
Segue a baixo o ranking feito pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário que se baseia em critérios como superlotação, insalubridade, arquitetura prisional, ressocialização por meio do Estado e do trabalho, assistência medica e maus tratos. Os problemas identificados sugerem que a contribuição precisa ir alem do trabalho dentro dos presídios. É preciso também estar atento as ações governamentais que afetam o sistema carcerário.
Os dez melhores:
1 – Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), de Belo Horizonte (MG);
2 – Unidade Prisional Regional Feminina Ana Maria do Couto May, em Mato Grosso;
3 – Papudinha, em Brasília (DF);
4 – Penitenciária de Ipava (MG);
5 – Centro de Detenção Provisória de São Luís (MA);
6 – Penitenciária de Segurança Máxima do Espírito Santo;
7 – Penitenciária Feminina de São Paulo;
8 – Penitenciária Feminina do Rio;
9 – Presídio do Piauí;
10 – Presídio de Segurança Máxima de Presidente Bernardes (SP).
Os dez piores:
1 – Presídio Central de Porto Alegre (RS);
2 – Colônia Penal Agrícola do Mato Grosso do Sul;
3 – Empatados: Distrito de Contagem (MG), Delegacia de Valparaíso (GO); 52ª Delegacia de Polícia em Nova Iguaçu (RJ) e 53ª DP de Caxias (RJ);
4 – Empatados: Presídio Lemos de Brito, em Salvador (BA), Presídio Vicente Piragibe (RJ), Presídio Aníbal Bruno, do Recife (PE), Penitenciária Masculina Dr. José Mário Alves da Silva, Urso Branco (RO), e Complexo Policial de Barreirinhas (BA);
5 – Centro de Detenção de Pinheiros, em São Paulo;
6 – Instituto Masculino Paulo Sarasate, em Fortaleza (CE);
7 – Penitenciária Feminina Bom Pastar, no Recife (PE);
8 – Penitenciária Feminina de Santa Catarina;
9 – Casa de Custódia Masculina do Piauí;
10 – Casa de Detenção Masculina da Sejuc, no Maranhão.
4 Capelania esportiva:
O que é e como me envolver?
O que é Capelania Esportiva?
A capelania esportiva é um ministério que leva os valores do evangelho a atletas, esportistas e todos que estiverem relacionados aos esporte.
“Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre.” (1 Coríntios 9:25)
Objetivo da Capelania Esportiva:
O objetivo da capelania esportiva é levar os atletas e esportistas a compreender além do que estão preparados para as competições. Devem também estar prontos para a corrida da vida eterna que é uma batalha espiritual e não no meio físico.
Postura do Capelão Esportivo:
O capelão deve ser neutro, não demonstrando preferência por algum clube, mesmo tendo seu time predileto.
Deve ter em mente que está trabalhando para a salvação e bem estar dos atletas ou esportistas, sem distinguir cor de camiseta ou bandeira, mas buscando as vidas que precisam ser salvar, sem exceção de pessoas, sempre agindo de boa vontade.
Ações práticas da Capelania Esportiva?
1. Preparar-se – O capelão esportivo precisa estar preparado para evangelizar os atletas. É necessário conhecer como funciona o meio esportivo, o linguajar, as posições, os atletas e suas necessidades, etc.
2. Abrir portas – O capelão precisa contatar a direção de clubes e apresentar suas credenciais, capacitações e motivações para oferecer apoio voluntário. Sempre de forma inteligente e não relacionada a religião ou a uma determinada denominação.
3. Capela – Uma vez que a ação de capelania esportiva foi alinhada com a diretoria da instituição, deve-se preparar o local para realização dos eventos. Um ambiente de capelania deve ser agradável, bem iluminado, onde o esportista sinta-se a vontade para conversar e compartilhar experiências.
4. Divulgar – Após obter acesso ao estabelecimento esportivo, deve-se divulgar a existência da capelania através de conversa com os atletas, fixar cartazes no quadro de avisos, distribuição de panfletos, etc. Sempre alinhar as ações de capelania esportiva com a agenda do estabelecimento.
5. Prontidão – Oferecer conselhos, oração e orientação a todos, independente de credo, raça ou situação que o atleta ou esportista se encontre.
6. Manter contato – Solicitar endereço e telefone dos atletas, para acompanhar cada caso, demonstrando real interesse nas dificuldades individuais. Agendar visitas nas casas ou clubes, procurando expandir o atendimento às famílias dos atletas.
7. Dificuldades comuns – Identificar dificuldades do grupo de atletas e levá-los a buscar uma orientação de Deus para suas dificuldades. Orar por cada atleta, buscando sabedoria divina para cada situação.
8. Acompanhamento – Acompanhar o atleta em sua vida espiritual, evangelizando, ensinando, fazendo crescer seu conhecimento espiritual e levando a frutificar sua fé para os colegas. Buscar identificar as necessidades de cada atleta, intercedendo a Deus em favor de cada situação.
No Brasil, Atletas em Ação começou seu trabalho em 1981, através do missionário Bira Martins, que com a ajuda de equipes internacionais, começou a usar jogos e clínicas para evangelizar times e atletas, promovendo o esporte limpo e competitivo.
Até 2013 Atletas em Ação atuou nos estados de São Paulo e Pernambuco através de acampamentos esportivos, apoio à igreja local, capelania esportiva e também desenvolveu atividades de esportes para escolas públicas, conseguindo bons resultados dentro e fora das quadras; ajudando estudantes a se tornarem atletas completos, e bons alunos na escola.
Em março de 2013, AEA começou a desenvolver um novo programa para envisionar e treinar igrejas em como usar o esporte. A proposta então era usar a Copa do Mundo de 2014 sediada pelo Brasil como oportunidade de estabelecer Ministério de Esportes nas cidades sedes. Neste período atuamos em 8 das 12 cidades sedes.
Durante a Copa do Mundo no Brasil Atletas em Ação usou uma estratégia conhecida como “Fan Zone” ou “Espaço do Torcedor”, em que as igrejas foram a locais públicos para a apresentação dos jogos da copa. Sempre com o objetivo de pregar o Evangelho, Atletas em Ação transmitiu também, nos intervalos dos jogos, depoimentos de atletas de alto nível, incluindo atletas que jogaram em seleções presentes na Copa. Esse projeto atingiu cerca de 54.000 pessoas, com o envolvimento de mais de 2.600 voluntários e muitas igrejas parceiras.
Atualmente, seguimos com diversas ações, mas nossa principal estratégia é a parceria com a igreja local por meio do MEBI (Ministério de Esportes com Base na Igreja). Com coordenadores nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo; trabalhamos em parceria com a igreja para fazer o nome de Jesus conhecido por todos.
Trabalhamos também, entre outras áreas, com:
• Auxílio à igreja no desenvolvimento e crescimento de Ministérios de Esportes;
• Capelania a atletas e equipes;
• Viagens missionárias;
• Produção de materiais impressos e audiovisuais para evangelização e discipulado através do Esporte;
• Treinamentos e Palestras;
• Evangelismo para eventos esportivos;
• Organização de Centros Esportivos de Treinamento;
• Clínicas Esportivas;
• Organização de Campeonatos;
• Apoio a acampamentos e recreações.
Veja mais em https://www.youtube.com/watch?time_continue=13&v=T0HP2IWUmvU.
5 Capelania hospitalar:
Para que serve a capelania hospitalar?
Desde os primórdios da humanidade o adoecimento, as alterações comportamentais graves, o sofrimento e a morte foram associados a atuação de forças sobrenaturais. Com o passar dos séculos, as observações casuais e as primeiras explicações de base mítica, mágica e religiosa passaram a conviver com a busca racional de compreensão de causas materiais e relações do sofrimento com o mundo concreto. Mas, a dimensão subjetiva e religiosa sempre manteve sua força explicativa, de alguma forma.
Em Alexandria (100 a.C..- 100 d.C.), os primeiros terapeutas do deserto perceberam e ensinaram que o adoecimento e o sofrimento acontecem na integralidade da pessoa, uma unidade corpórea e anímica. Não se deveria tratar só do corpo; a alma (psiché) exige ser escutada. No ocidente, vinte séculos depois, a medicina, a psicologia, a psicanálise e as ciências sociais, por meio de pesquisas de campo, laboratórios e a recente neurociência tem enriquecido e ampliado o conhecimento sobre a complexidade envolvida no binômio saúde-enfermidade. Notadamente nos primeiros anos deste século XXI, em fóruns de psiquiatria, medicina, psicologia e antropologia, consolidou-se o reconhecimento sobre a multidimensionalidade da resposta às enfermidades e ao sofrimento requerendo que os pacientes recebam atenção holística. Pois o adoecimento, e a saúde, é fenômeno bio-psiquico-socio-espiritual.
Nos Estados Unidos e Inglaterra há décadas se reconhece que esta multidimensionalidade do humano requer atenção especial. E, as várias correntes de psicoterapia reforçam a necessidade da escuta e cuidado do emocional das pessoas. É também uma questão de direito humano do paciente e de seus familiares poder ressignificar suas experiências à luz de valores que lhes são constitutivos. Aí surge a figura do capelão e das instituições de capelania em hospitais, nas forças armadas e nas escolas. Nos EUA, capelães são pessoas relacionadas com uma confissão de fé, com graduação superior, que receberam capacitação acadêmica e técnica especializada, e iniciam seus trabalhos sob supervisão de médicos, psicólogos, psiquiatras e teólogos.
No Brasil, aos poucos tem se construído uma cultura hospitalar que reconhece a contribuição do agente religioso. Sendo nossa população majoritariamente composta por confessantes de alguma fé, não se concebe a exclusão do fator espiritual na estratégia clinica, visando o suporte emocional e afetivo da pessoa enferma e de seus familiares. Isto é especialmente relevante no caso de pessoas com deficiências, nos pacientes crônicos e terminais.
Uma das responsabilidades mais nobres da/do capelã/ão é a da escuta dos medos e angústias do enfermo, acolher suas palavras e custodiá-las, como algo sagrado. Isto requer uma delicada habilidade relacional, perícia técnica, empatia e respeito para com a intimidade do/da sofrente. Assim, servindo de ponte entre este/a e familiares, o corpo médico e de enfermagem pode tornar menos ameaçadora a realidade e facilitar a descoberta de sentido neste ponto do ciclo vital. O/a capelão/ã é também um defensor dos direitos do paciente junto às instituições e ao corpo médico para que receba tratamento com dignidade e não seja tratado como coisa, mercadoria, um numero estatístico ou um corpo a ser manipulado.
E, para além das situações individuais, existem as ocorrências que afetam um coletivo. Nas situações disruptivas em meio a desastres naturais ou tecnológicos, trabalhando em contextos desorganizados e emergenciais, a figura do sacerdote ou do capelão é de vital importância para assegurar um sentido e reassegurar uma ligação com as raízes culturais e espirituais dos que estão sob risco. Uma contribuição excepcional para o reforço da resiliência psíquica dos afetados, sejam indivíduos, famílias ou uma comunidade. Em países avançados reconhece-se a importância do atendimento às necessidades espirituais das populações; daí que capelães constituem uma reserva humana especial para atuação psicossocial em apoio a socorristas e vítimas, interagindo com as forças de segurança, igrejas, equipes de saúde e escolas. Seu papel continua além da crise disruptiva, caminhando com a comunidade no processamento de suas experiências de perda e luto, até que esta retorne a uma rotina suportável. É neste contexto que dou as boas vindas ao livro Capelania Hospitalar e Ética do Cuidado, de Maria Luiza Ruckert. Seguramente poderá se tornar uma referência obrigatória para a formação de gerações de agentes psicossociais e capelães da saúde
Capelania não é um termo moderno. É o nome dado aos serviços religiosos/pastorais prestados por sacerdotes, diáconos, religiosos (as), pastores (as), outros(as) agentes/ministros (as), leigos e leigas, especialmente envolvidos(as) com a área da saúde, em hospitais (instituições Psiquiátricas, Asilos, Sanatórios). Por extensão, também se entende uma presença religiosa/pastoral junto aos doentes em seus domicílios. A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) denomina essa pastoral com o termo Pastoral da Saúde (= dos enfermos). Na sua genericidade “Capelania” também se refere aos mesmos serviços prestados em outros ambientes de internamento, tais como cadeias, penitenciarias, instituições militares, casas de re-educação de menores, abrigos de idosos, etc.
Fala-se que tal termo originou no Exército Francês em 1976 (?). E dizem estar a origem do nome ligado À Capa (Capelo, capelania) que (S.) Marinho de Tours, num dia de chuva e frio, teria repartido com um andarilho. Esta capa, mais tarde, passou a ser venerada na Igreja da cidade, com relíquia. Capelania (na área da saúde) é um ministério religioso/pastoral/espiritual (prioritariamente) e, em nosso caso, cristão (católico e/ou evangélico), solidário, humanitário, fraterno, voluntário, que pode ser confessional e/ou interconfessional (outras Igrejas e Religiões). Tal ministério, exercido em Instituições hospitalares e em domicílios, em prol dos enfermos e idosos e todas as pessoas com eles relacionados (também profissionais da saúde), confortando-os e ajudando-os a lidar com a enfermidade, a aceitar o tratamento indicado e, preparando-os até mesmo, para a morte, no caso de doentes terminais.
Esse ministério visa levar a fé, a esperança, o amor (cf. I Cor 13,13); é aperfeiçoar a fé com obras (cf Tg2,22); e ser ovelhas de Jesus (cf Mt 25,33.36) . Logo, fundamenta-se nessa base, essencialmente, bíblica. Suprimam-se do Evangelho todos os textos que indicam a disponibilidade, atenção, poder e tempo de Jesus dedicado aos doentes e nós teremos os Evangelhos, no seu texto escrito, uma perda de 30% ou até 40% de seu conteúdo. Exercer tal ministério é levar o toque do amor de Deus aos necessitados, através da nossa instrumentalidade. Para participar e querer se abastecer de uma formação a esse respeito, é preciso que se desprenda de preconceitos, “achismos”, para que não falte, naquilo que depende de nós, o necessário para esta obra que é de Deus. Logo, CAPELÃO/AGENTE DA PASTORAL DA SAÚDE/VISITADOR DE IDOSOS (AGENTES DA PASTORAL DO IDOSO) é o termo sinônimo de pastor, irmão, pai/mãe. E, tal função/ministério deve ser atribuído (a) à aqueles que tenham alguma vivência e sensação de serem chamados para tal atividade, levando-lhes palavras de calma e paz, de ânimo e de conforto , fé e esperança, auto-estima e valorização da vida, da pessoa, da família, da sociedade.
Sabemos das dificuldades colocadas por parte das Instituições de Saúde, no que se refere à visita pastoral de Capelães (Padres, Pastores, etc) bem como de Agentes da Pastoral da Saúde (Diáconos, religiosos(as), Agentes Leigos(as) de Pastorais, etc). Às vezes, isso até tem “cheiro” de anti-clericalismo, anti-religiosidade… parece, às vezes, uma certa falta de respeito à fé alheia, seja de pacientes, como de familiares, como de Agentes de Pastorais. Dá uma impressão de “concorrência funcional” ou algo como declarar: “Medicina no hospital. Padre/Pastor, na Igreja”, com diferentes variações. Sabemos que um hospital tem suas normas, contudo, mesmo no rigor delas, temse que, com bom senso, abrir possibilidades para que a visita/assistência espiritual seja garantida. Hospitais inteligentes até cobram essas visitas, pois sabem que, sendo a pessoa humana um todo indivisível, o bem que é a assistência religiosa faz ao(à) enfermo(a).
Creio que, respeito, prudência, clareza de ambos os lados, ajudam. E muito! Daí a importância, em se tratando de Capelania/Pastoral da Saúde Hospitalar, ter um bom e claro entendimento com a Direção da Instituição, no sentido de evitar dificuldades e mal-estares. Objetividade e imparcialidade, de ambos os lados, fazem bem. Nos hospitais é comum ocorrer que os profissionais da saúde, incluindo os(as) médicos(as), experimentem, às vezes, tensões no trabalho junto aos doentes e seus familiares. Se alguém é um profissional da saúde, não significa que está vacinado contra stress, irritações, depressão. Muitas são as razões para isso. Pode-se conversar a respeito. Esta tensão desses profissionais tem aumentado nos últimos tempos, também por causa de questões econômicas, dificuldades com SUS, convênios, com direções hospitalares, com diminuição de profissionais em relação ao aumento de doentes.
Logo, também os médicos e outros profissionais de saúde não podem estar fora das preocupações pastorais/espirituais e deve-se, mesmo com uma metodologia a construir, ajudá-los a enfrentarem os problemas profissionais, pessoais e familiares. A palavra oportuna, encorajadora, pode levantar o moral e aumentar o bom senso de todos, no ambiente hospitalar. Um estudo feito nos Estados Unidos da América do Norte, demonstrou que 63% de médicos e enfermeiros de UTI acreditam ser um papel importante o dos Capelães e Agentes da Pastoral da Saúde, com suas palavras e atitudes, proverlhes conforto nas tensões do seu dia-a-dia. Outros 37% acreditam que Capelães e Agentes da Pastoral da Saúde deveriam ser mais disponíveis para ajudar essas pessoas (médicos, enfermeiros, etc), ouvindo-os, orientando-os. Muito bom é quando a Instituição Hospitalar dispõem de um local para essas orientações personalizadas.
6 Capelania escolar:
O que é Capelania Escolar?
A escola é o maior campo missionário dos nossos dias. Ao nos aproximarmos das escolas, conhecemos uma realidade desafiadora. Professores, diretores, alunos e pais estão exauridos em busca de soluções para seus conflitos e percalços. Esta realidade pode ser vista como uma grande porta aberta para que a igreja brasileira seja relevante em seu tempo, e a Capelania Escolar é o ministério que oferece “pastoreio”, consolo e um ombro confiável para que a pessoa sofrida possa compartilhar sua DOR
Como posso me envolver no ministério de Capelania Escolar?
Deus nos deu um dom especial (I co 7.7) que deve ser usado para transformar a vida e a realidade das pessoas. Você pode colocar seu dom a disposição de Deus para servir como voluntário em uma escola. É muito importante que você participe de um treinamento para saber os desafios e oportunidades das escolas em nossos dias.
Sou funcionário de uma empresa e não tenho todo o dia livre, mesmo assim posso ser um capelão?
a) Você pode dedicar um turno por semana em uma escola. Neste caso, é importante definir com a direção os dias e horários em que ela poderá contar com sua presença. Essa atuação, ainda que pequena, trará grandes resultados.
b) Você pode ser um mediador na escola. Esta função permitirá que membros das igrejas de sua cidade estejam atuando em caráter voluntário dentro de suas especialidades. Por exemplo: Um médico(a) poderá ministrar uma palestra por mês com temas que venham a interessar aos pais, professores, alunos e funcionários da escola. Um policial da igreja poderá ministrar palestras dentro da escola falando dos riscos das drogas e suas conseqüências. Outros dons poderão ser aplicados dentro dessa mesma dinâmica. É bom lembrar que todas essas ferramentas virão acompanhadas de uma aplicação espiritual.
Tenho todo o tempo livre e gostaria de ser capelão em uma escola, mas como terei meu sustento?
Hoje temos pelo menos três possibilidades de fazer Capelania. Podemos atuar em escolas: particulares, confessionais e públicas. Nas duas primeiras possibilidades o capelão é, geralmente, um funcionário remunerado pela própria instituição. Já os capelães que atuarem em escolas públicas devem ter seu próprio sustento que poderá vir:
a) Da sua aposentadoria.
b) Da sua família que lhe enviará como missionário.
c) De uma igreja que fará parte do projeto “Adote uma Escola”.
d) De uma junta missionária.
e) Ou de outras fontes que lhe permita o sustento mínimo.
Vencida essa fase, o Capelão que atuar dentro de uma escola pública se tornará em muito pouco tempo uma pessoa bastante respeitada. Seu ministério influenciará toda comunidade escolar e seus familiares. Não temos dúvidas de que a Capelania Escolar é uma poderosa ferramenta para a evangelização dos nossos dias. Concomitantemente com a evangelização, também observamos de forma prática que a Capelania tornou-se uma grande estratégia para a transformação do ser humano em seu múltiplo perfil, a saber: Bio- Psíquico - Social.
A Capelania Escolar nasceu do desejo de mentorear ou conduzir o estudante à Verdade, mediando conflitos no ambiente escolar, como trazendo Luz aos que estão desnorteados, contribuindo para o fortalecimento dos bons relacionamentos.
Se cremos que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, e só nEle há Salvação, estas premissas devem ser oferecidas a todos, especialmente, à juventude. E o nosso primeiro questionamento seria: “onde a juventude está?” e em seguida: “Como fazer isto?” A juventude está diariamente, cinco dias por semana, mês após mês e ano após ano no mesmo lugar: na Escola!
Indiscutivelmente, a Capelania Escolar é e sempre será o maior campo missionário contemporâneo disponível ao alcance da igreja. Especialmente, após o contundente período de transição da Pós-Modernidade, acentuou-se o êxodo rural em todo mundo, o que saturou os centros urbanos fazendo-os superlotar formando bolsões de pobreza, realçando as desigualdades sociais e verticalizando as estruturas citadinas. Este fenômeno tem exigido mais da igreja e ao mesmo tempo oportuniza um campo missionário urbano local sem fronteiras!
Um dos assuntos mais discutidos e com crescimento significativo nas últimas décadas tem sido a criminalidade, assim como a violência nas Escolas. O fato é que, notoriamente, os alicerces familiares tem sido abalados pelas expressivas mudanças advindas da pós-modernidade.
Muitos são os fatores que tem contribuído para o desalinho e desordem da família ocorre que, a liberdade de expressão e o desenfreado relativismo pós-moderno, desencadearam uma vertiginosa decadência da moralidade de forma globalizada.
A família que outrora era o berço da educação, tem sido saqueada em suas tradições e bons costumes e as novas gerações prosseguem desamparada do afeto familiar cujo valor é inestimável.
Noutro tempo o pai era o provedor da família e à mãe cabia a incumbência de educar os filhos, quantos eles fossem.
Atualmente, as mulheres tem sido o esteio da família e a tarefa de instruir os filhos ficou prejudicada ainda que a prole seja reduzida.
Desta maneira a Escola tem assistido a descaracterização dos conceitos básicos familiares e enfrenta um dos maiores desafios: educar complementando afetivamente aquilo que falta nos lares.
E a pior notícia desta constatação é que a Escola nunca deixou de ser extensão do lar e, por conseguinte tem sido sobrecarregada pelos maléficos efeitos da desorganização familiar generalizada.
A Igreja de Jesus Cristo pode e deve intervir neste relevante assunto, como coadjuvante no compromisso de resgatar o senso de família, revitalizando os laços de amizade entre pais e filhos. Esta é uma contribuição substancial para a sociedade.
No Brasil existem cerca de 200 mil escolas públicas. Curiosamente, a quantidade de igrejas chega perto deste número, ou seja, se cada igreja no Brasil enviasse um capelão para atender uma única escola, alcançaríamos, inevitavelmente, aproximadamente 53 milhões de alunos matriculados, isto sem contar o corpo docente, gestores, tutores e staff.
A Igreja precisamos marchar nesta direção!
O ministério de Capelania Escolar existe para formar e capacitar capelães para atuarem nas escolas pelo Brasil.
Segue algumas atribuições do ministério:
Coordenar todos os assuntos referentes à Capelania Escolar na MPC Brasil.
Coordenar o ministério na MPC, tirando dúvidas e envolvendo líderes locais
Cuidar da capacitação – desenvolver oficina e curso à distância (EAD).
Ministrar curso e oficina.
Definir material didático.
Acompanhar a secretária da ONCC – Ordem Nacional de Capelania Cristã
Divulgar a Capelania
Passar informações para os líderes da MPC Brasil.
Idealizar e implantar o projeto de capelania para as escolas.
7 Capelania militar:
O capelão militar, talvez ainda é o capelão mais seguro, em relação às leis do país que o assegura a exercer com veemência, no sentido acima da existência da lei do voluntariado, mas a do exercício religioso, esta capelania tem ainda leis federais, que além de apoio, disponibiliza nos meios do governo, concursos para contratação profissional desses capelães que possuem formação teológica superior e alguns requisitos que o admita para a corporação a fim de exercer a função da capelania militar.
É muito gratificante ainda saber que mesmo não sendo concursado, em alguns casos ocorre o voluntariado na de área de capelania militar, fazendo assim o mais nobre trabalho, tendo a disposição de servir, e aproveitam para vivenciar experiências para Deus em função de empreender a sua Palavra em vários ambientes ligados à área Militar.
Nesta edição do Expositor Cristão (EC), iremos abordar na Série Capelania, os trabalhos que são desenvolvidos por alguns capelães militares. Atualmente existe no serviço ativo do Exército, Marinha, Aeronáutica e Corpo de Bombeiros Militar, cerca de 20 denominações diferentes. O ingresso de capelães militares nas Forças Armadas acontece com base no art. 5º, inciso VII da Constituição Federal, nos termos da Lei nº 6.923, de 29 de junho de 1981. Já o ingresso nas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares se dá de acordo com leis estaduais específicas.
O EC conversou com alguns capelães para entender esse trabalho missionário. O Tenente-Coronel, Capelão-Chefe do Serviço de Assistência Religiosa da PMDF, Gisleno Gomes de Faria Alves, iniciou como Capelão em 2009, após se interessar pela possibilidade de unificar a vida profissional com a ministerial. De acordo com Gisleno, a capelania possui uma função estratégica nas Corporações Militares e de Segurança Pública, porque acessa uma área da vida que interfere diretamente em todas as outras, especialmente ao trabalhar os valores, o sentido da vida e do trabalho, a motivação para agir e superar os desafios, entre outros aspectos. “Tudo isso traz resultados cientificamente comprovados de qualidade de vida, melhoria do clima organizacional e maior efetividade no serviço, deixando claro, com isso, o interesse público em relação à capelania. Esse é um aspecto a ser mais explorado nas Corporações e nas igrejas”.
O Tenente-Coronel também chamou atenção para o despertamento das igrejas para esse tipo de ministério. “Entendo que a igreja deve se despertar mais para o seu papel social, sua contribuição para a coletividade e a construção de uma sociedade melhor”, disse.
Além das atribuições administrativas do oficialato, por lei, a missão dos capelães é prestar assistência religiosa e espiritual e atuar na educação moral do efetivo, na perspectiva de saúde integral. “Estrategicamente, a atuação dos capelães, em conjunto com outras iniciativas, visa ao desenvolvimento pessoal de cada integrante da Corporação, bem como ao desenvolvimento institucional, para que a tropa esteja no máximo de seu potencial para bem servir a sociedade”, destacou Gisleno.
As principais atividades são a ministração de cursos; momentos com Deus; reflexões em liberações de policiamento e formatura; aconselhamento; visitação domiciliar, prisional e carcerária; apoio em situações de crise e falecimento; celebrações especiais de aniversário ou criação de Batalhões; passagem de policiais para a reserva; atuação em programas de prevenção ao suicídio, à vilolência doméstica, dependência química, entre outros.
O Capitão Capelão do Força Aérea Brasileira (FAB), Cláunei Crístian Delgado Dutra, começou a trabalhar com capelania em 2008, após uma crise eclesial. “Me interessei porque senti despertado por Deus para olhar com mais atenção para essa área, depois que vivi uma crise pessoal no ministério da igreja civil. Ao conhecer melhor a capelania militar, descobri que se encaixava perfeitamente com a visão missionária que possuía desde o meu chamado ao ministério pastoral”, afirmou.
Para ele, há uma carência nessa área de capelania. “As necessidades espirituais dos/as militares é desconhecida pela maior parte da igreja civil. Acredito que por muito tempo a igreja civil não esteve interessada e preocupada com essas necessidades dos/as militares. Mas agora, essa realidade vem mudando aos poucos, mas ainda é muito carente diante do universo a ser atendido e dos recursos disponíveis. A necessidade existe e vem sendo cada vez mais reconhecida pelas Forças, mas é uma área que vem se expandindo lentamente se colocada diante do vasto campo de atendimento e suas necessidades.
Segundo o Capelão Cristian, não há como mensurar exatamente uma quantidade de atendimentos por mês, porque isso varia de acordo com a época e com a circunstância em que o/a militar estiver envolvido/a. “É possível dizer apenas a quantidade de militares que estão sob a ação assistencial do/a capelão/ã. No meu caso, sou o único capelão pastor da FAB no Rio de Janeiro. O efetivo evangélico nessa área se aproxima de 10 mil militares. Se considerarmos o atendimento indireto a adeptos/as de outros grupos religiosos e aos/às familiares dos/as militares, que também é competência do/a capelão/ã, esse número pode passar de 50 mil pessoas. Cada capelão/ã tem uma área de atuação e pode acontecer que padres e pastores/as tenham áreas sobrepostas, mas que ofereçam assistência direta a uns/as e indireta a outros/as”, finalizou.
Como se tornar um/a capelão/ã:
Os/as capelães militares podem ser sacerdotes/as de qualquer religião praticada por integrantes da PMDF. Como o número de capelães é pequeno e não é possível atender a todas as religiões, a lei estabelece o preenchimento de vagas pelo critério da proporcionalidade entre o número de capelães e o número de praticantes de cada religião na Corporação, de acordo com o censo. Atualmente, a PMDF possui em seu quadro de capelães um tenente-coronel pastor e um capitão padre. Uma vaga está em processo de provimento para capelão padre. E outras duas ficarão disponíveis para concursos posteriores. A capelania está desenvolvendo um cadastro de líderes de religiões que não possuem capelães para atender a eventuais demandas de outros credos.
Concurso público de provas e títulos entre interessados/as que possuam pelo menos dois anos de ordenação pastoral, curso de Teologia reconhecido pelo MEC, idade inferior a 36 anos, entre outros requisitos. O certame inclui também Teste de Aptidão Física, Avaliação Psicológica, Avaliação Médica e Sindicância da Vida Pregressa.
Dados:
Existem pesquisas internas que revelam um alto grau de influência das ações da capelania na melhoria da qualidade de vida familiar, qualidade do serviço prestado, entre outros fatores. A exemplo disso, 92,42% dos/as entrevistados/as afirmaram que os cursos realizados na capelania poderiam evitar que policial militar ou familiar cometesse suicídio; 97,22% afirmaram que poderia ajudar a evitar a violência doméstica praticada por policial e 99,37% afirmaram que a atividade incentivou a valorizar e respeitar os direitos humanos. A Capelania da PMDF aplica os cursos Homem ao Máximo, Mulher Única, Aliança, Crown - Finanças e Como Criar Seus Filhos, do curriculum da Universidade da Família.
8 Capelania empresarial:
O que é um capelão empresarial? É um recurso que tem por finalidade ajudar as pessoas associadas com a empresa, levando-os a desfrutar de uma vida satisfatória, segundo os desígnios de Deus.
Porque se oferece o serviço de capelania nas empresas? No transcurso da vida todos nos experimentamos problemas de vez em quando. Esses problemas sejam na família, no matrimonio, nas finanças, adições, enfermidades, etc. dificultam a vida (feliz) e realizada que todos anelam. Através duma orientação adequada é possível adquirir a preparação para prevenir ou superar muitos dos problemas que se possam apresentar na vida. Com a ajuda desses recursos espirituais, psicológicos e sociais se busca analisar a situação e programar um plano de ação adequado para resolver ou dirigir o problema.
Capelania empresarial, o que é e como me envolver?
A “Capelania Empresarial” é um ministério e não uma empresa. É um serviço proativo de “apoio, assistência espiritual e aconselhamento” voltado ao que é mais importante dentro de uma empresa, os seus funcionários, comprometendo-se com a visão integral do ser humano. As empresas associadas recebem o apoio de capelães que visitam o local de trabalho regularmente e buscam ajudar em assuntos relacionados às crises pessoais de funcionários e familiares, assistindo-os com genuína preocupação cristã.
A proposta da Capelania Empresarial é a de ser um agente que objetiva conseguir o bem estar no ambiente de trabalho através de conversas com os funcionários e palestras sempre usando como apoio o lado espiritual. Busca restaurar o ser humano interior e exteriormente, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal, familiar, financeira e funcional, tentando entender os problemas e posteriormente solucioná-lo
No planejamento estratégico das empresas modernas, conceitos como: ética, espiritualidade, sustentabilidade e responsabilidade social, são assuntos relevantes para o progresso e desenvolvimento. Atualmente sabe-se que a ética empresarial e a responsabilidade social, podem melhorar o desempenho geral de uma companhia e também o modo como ela é vista na sociedade.
Nessa parte de planejamento a Capelania trabalha com os ensinos bíblicos que falam sobre relacionamentos na vida, sobre a ética do ser humano e também sobre a responsabilidade social; pelo fato da Bíblia ser tão completa ela pode ser usada como fonte de inspiração em diversos ambientes, até mesmo no ambiente de trabalho.
Os primeiros passos da capelania empresarial no Brasil:
O Radar Missionário entrevistou Edilaney Duarte que trabalha com capelania empresarial e nos contou como anda essa atividade no Brasil, as expectativas, as novidades e dificuldade desse ministério.
Como você analisa a capelania empresarial no Brasil?
Entendo que ainda não temos um ministério de Capelania Empresarial no Brasil com o “jeito” que nós queremos ser; é possível haver, mas não conheço. Sei de iniciativas pontuais em algumas empresas, mas um ministério que tenha corpo e atenda qualquer empresa interessada, independente do tamanho, e que vise o benefício das pessoas relacionadas com ela, funcionários, empresários, seus familiares, fornecedores e clientes, eu não da existência por aqui. Assim não tenho como analisar a Capelania Empresarial como um ministério abrangente; porém vejo que existem grandes oportunidades de crescimento para ministérios como esse que estamos implantando, visto que nosso público alvo pode ser superior a 20 milhões de trabalhadores. É preciso que haja excelência no trabalho realizado na certeza de que o Senhor está na frente de nossos esforços.
Quais são as maiores dificuldades?
Vejo duas grandes dificuldades que se igualam, conforme minha experiência. É difícil encontrar empresas dispostas a experimentar nosso trabalho e é difícil encontrar capelães dispostos ao exercício do serviço. Em outras palavras, as dificuldades estão nas duas pontas de um fio imaginário; quando há empresas dispostas a abrirem suas portas para a capelania e, paralelamente, encontramos um capelão que queira servir ali, tudo fica fácil. Basta amarrar as duas pontas do fio.
Quem é o público alvo e que tipo de benefício esse recebe?
1 – O público alvo é primeiramente os trabalhadores em uma empresa, sejam operário de piso de fábrica ou funcionários administrativos. Os familiares destes constituem-se também em público alvo. Não podemos nos esquecer que o empresário e sua família também são objetos dos cuidados prestados.
2 – Os benefícios estão centrados em estudos, reflexões e discussões sobre princípios bíblicos para uma vida plena; esses princípios são os que se vê na tradição judaico-cristã como: perdão, paciência, amor, simpatia, sentimento de time, esperança, fé e tantos outros que os cristãos conhecem. Esses princípios, quando entendidos e aplicados tendem a modificar vidas, tanto no ambiente familiar como de trabalho e podem trazer modificações positivas nos relacionamentos dos envolvidos. Um exemplo de benefício se mostra quando o capelão, ao atender filho ou mãe de funcionário que esteja no hospital, o faz como um representante da empresa. O funcionário sente-se beneficiado porque o ‘patrão’ se importou com sua família e o empresário sente-se beneficiado pelo reconhecimento de seu funcionário.
3 – Sabemos que o benefício maior está no fato de que a Palavra de Deus está sendo pregada no ambiente empresarial e traz a este ambientes um novo ‘coração’.
De que forma esse trabalho poderia expandir no Brasil?
É um ministério que tem se expandido em outros países, principalmente nos Estados Unidos. O ‘Marketplace Chaplains” (vide site mchapusa) atende na América do Norte um número acima de 580 mil pessoas. Há outras organizações ali e também na Inglaterra e Austrália que são ativas e beneficiam a muitos funcionários; veja o site do Marketplace Connections da Austrália. Finalmente, nos EUA esta é um tendência crescente. Porque não seria no Brasil? Por outro lado empresários brasileiros estão mais abertos à alguns temas como ética, ecologia, sustentabilidade e envolvimento social; creio que estão se abrindo ao tema espiritualidade também. Veja que entre livros de cabeceira de alguns executivos, está listado ‘O Monge e o Executivo’ e muitos gurus da fé ganham muito com palestra motivacionais. Creio que este é o momento para que cristãos comprometidos abracem esta causa, ou seja, levar o estudo da espiritualidade bíblica para o meio corporativo.
Edilaney Duarte é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil trabalhando com Capelania Empresarial, cujo objetivo é beneficiar pessoas ligadas a uma empresa associada, funcionários e empresários, através de aconselhamento e reflexões base valores judaico-cristãos para uma vida feliz. Membro do Conselho Presbiteriano de Capelania e Secretário da Ordem Nacional de Capelania Cristã.
9 Capelania social:
O que é um capelão assistencial?
Com a missão de estar a serviço dos excluídos da sociedade, participando da construção solidária da cidadania, a Capelania Assistencial prioriza o desenvolvimento humano, a educação e proteção ambiental, e auxilia tanto socialmente, quanto economicamente.
Ação social é um modo de apoiar as pessoas na busca de uma infraestrutura necessária para sua existência com cidadão. O homem é um ser pleno.
Existe certo preconceito contra a ação social de caráter assistencial. É comum a expressão “melhor dar a vara do que o peixe”. Mas a lógica por trás dessa expressão e desses sentimentos é falha, pois é baseada na hipótese que existe plena abundância econômica (o peixe) disponível para quem simplesmente se qualificar (a vara). Tal hipótese não se aplica aos tempos atuais, onde vemos que até mesmo pessoas com grande qualificação encontram-se sem emprego por anos a fio.
O fato é que a economia atual simplesmente não consegue absorver a mão de obra atualmente disponível. O resultado é uma situação dramática, mas infelizmente nada rara, de falta de condições básicas para viver – falta de comida, falta de suficiente abrigo contra o frio, etc.
Um capelão assistencial é interdenominacional, treinado e capacitado para atender a sociedade como um todo, como um bom samaritano, conselheiro e amigo de todos os feridos e machucados.
DEUS EM TODA A SUA PALAVRA DEU ÊNFASE ESPECIAL AO AMOR.
Desde o Velho Testamento Ele deixou leis e mandamentos sobre a prática desse amor; destacando alguns segmentos marginalizados como: pobres, necessitados, viúvas, órfãos e os estrangeiros. Na Bíblia encontramos 16 versículos enfatizando as boas obras, 116 falam sobre a prática do bem, e Jesus vai pedir conta desta obra conforme está na bíblia; MT-25.31-46.
CITAREMOS ALGUNS VERSÍCULOS RELACIONADOS AO SOCIAL
ÊXODO
22:22 – A nenhuma viúva nem órfão afligires.
23:6 – Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda
LEVÍTICO
19:15 – Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo.
23:22 – Quando fizeres a sega da tua terra, não segarás totalmente os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixará. Eu Sou o Senhor vosso Deus.
DEUTERONÔMIO
0:18 – Faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa.
14:29 – Então virá o levita, o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem.
15:7 – Quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerá o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre.
15:11 – POIS NUNCA DEIXARÁ DE HAVER POBRES NA TERRA; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra. Isto é mandamento bíblico, não podemos esquecer.
Quando a igreja pratica as ações sociais, ela consegue impactar o mundo, e isto nos dá maior abertura para ministrar a Palavra de Deus, pois o social abre portas para a evangelização.
MATEUS- TOMANDO POR BASE- MT. 5.16
5:6 – Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
5:10 – Bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
5:16 – Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.( É importante lembrar que o mundo, está muito mais preocupado em fazer uma leitura da nossas ações, do que da bíblia).
Quando observamos aqui as palavras de Jesus nos ensinando conforme está na Bíblia, nestes versículos mencionados, temos que estarmos atentos à importância da realização das obras sociais no contexto de se realizar missões. Jesus foi e continua sendo o grande exemplo para a sua igreja, pois Ele mesmo praticou com excelência muitas obras sociais – no que diz respeito ao espiritual e ao material. Ora Ele curava leprosos, outrora paralíticos, cegos, aleijados e também ressuscitava os mortos. Como também, muitas vezes, alimentou multidão com Paes e peixes. Jesus nos ensina que através das obras sociais a sua igreja conseguirá com certeza identificar ao mundo o "Grande Amor de Deus", ao ponto de nos mostrar com clareza que estas obras sociais fazem resplandecer a luz Divina que está derramada nos corações daqueles que aceitaram a Cristo e propôs em suas vidas e corações servirem ao Senhor Jesus, procurando imita-lo nas suas atitudes, sua ações, quando exerceu aqui na terra o seu ministério por três anos e meio aproximadamente. Temos aqui relatado por Lucas varias obras sociais, principalmente no inicio da igreja primitiva... Confira no livro dos Atos dos Apóstolos e da igreja de Cristo. ATOS - 2. 41-47. Neste texto nós encontramos os relatos das obras sociais daqueles quase três mil irmãos convertidos a Cristo após o Primeiro discurso do Apostolo Pedro. É interessante mencionar aqui, a grande arrancada que se deu no começo da igreja primitiva. Com centenas de pessoas sendo impactadas pelas obras sociais, que eram realizadas pelos primeiros cristãos. ATOS 9: 36 – Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que faziam; Atos 10: 38... Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele. (II Co 9:9; Ef 2:10; II Tss 3:13; Tg 4:17; I Pe 2:12; III Jo 1:11). Temos que entender que o mundo está de olho nas atitudes e ações dos verdadeiros cristãos. É impossível falar de obras sociais sem citar aqui as condições muitas vezes precárias nas zonas urbanas, moradias subumanas, na exclusão social, e a falta de segurança, falta de uma educação aprimorada, e ainda, a falta de oportunidades profissionais no contexto social. Aqui nos identificamos com esta preocupação de Jesus Cristo. Jesus era dominado por intima compaixão pelos homens e amor pelos pecadores. Compaixão é uma expressão de amor que nos desperta sentimentos de dor e condolência pelo sofrimento de alguém, bem como a vontade de poder ajudar. Jesus mostrou esta atitude diante das massas que o cercavam (Mt 20.34). Ele nos viu como ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36); Ele teve compaixão dos enfermos (Mc 1.41) e dos que sentiam tristezas. Compadeceu ternamente dos fracos (Hb 4.15). Jesus quer que o nosso sentimento de compaixão e de misericórdia caracterize a cada crente, a cada cristão, mediante o que ele disse: “Sede, pois, misericordiosos”. (Lc 6.36). Acontece em cumprimento das Escrituras. (João 15.25; 17.12). Quando chegou ao fim do seu sofrimento, Ele exclamou: “ESTÁ CONSUMADO!” (João 19.30). Jesus também demonstrou uma grande dedicação, um dos seus grandes exemplos que nos conclama imita-lo. Ele propôs em seu coração doar a sua vida em resgate daqueles que o receberiam como Salvador e Senhor de suas vidas. Por isso Jesus veio proclamar e oferecer gratuitamente a salvação, pagando a nossa dívida para com Deus segundo escreveu o Apostolo Paulo e Col. 2: 14. Jesus sempre acreditou que se as pessoas tiverem a oportunidade de ouvir a sua palavra, elas com certeza serão transformadas pelo seu poder. Jesus cria no poder transformador do seu evangelho. Ele disse: “Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.” (JO 4.35). Esta visão o impulsionava, e com olhar profético ele via as grandes possibilidades que seriam abertas pela mensagem do perdão de Deus. Jesus nunca fez acepção de pessoas no tocante as suas Raças, Tribos, Línguas ou posições Sociais. Jesusveio para salvar toda humanidade.
A proposta da Capelania Social vem tão somente nos mostrar o que o Mestre Jesus fazia em relação ao social, vejamos: Jesus saciou a fome de muitos, curou a todos. Nós a ( IGREJA ) precisamos sim estarmos voltados para esta linda e relevante obra, o SOCIAL. "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. MT.5:16"
Capelão Pr. Dr. Benedito Dutra
Capelania comunitária social:
Capelania Comunitária apoia o crescimento do caráter dos cidadãos e lês ajuda a que se convertam em pessoas integra em harmonia com os princípios de Deus. Promover o Reino de Deus no mundo de trabalho é nosso e por isso desejamos formar capelães que possam ser bênçãos na vida da Comunidade de nosso país.
Muito nos alegra ver que este trabalho não tem antecedentes locais nem regionais, entendemos que mesmo nasce do caráter criativo de Deus e nos converte em percussores de um programa que sem dúvidas beneficiará a todos. O capelão sempre foi de grande utilidade nas corporações militares das forças nos tempos de guerra, quer em tempos de paz nos quartéis.
Este elemento, normalmente um teólogo aconselhando e fortalecendo a fé do indivíduo e do grupo em momentos difíceis, ressaltando os pontos importantes da doutrina cristã.
Este líder espiritual também é até hoje de grande valia nos hospitais, presídios, empresas e comunidades, onde ele preste assistência espiritual aos necessitados, confortando-o e animando-o, bem como à família deste em situações de risco de morte física e espiritual. Mas, por que as comunidades brasileiras nunca utilizaram deste capelão para atender e assistir a população brasileira que se diz cristã, professando sua fé em Deus e nas Escrituras Sagradas? (Pressupõe que as comunidades Muitos dos problemas das comunidades são de origem espiritual e podem ser resolvidos através de aconselhamentos. O elemento fundamental de uma comunidade ainda é o insubstituível homem, dotado de uma inteligência e uma ). alma ávida por sucesso e esperança. Nele estão todo o potencial e capacidade de trabalho produto sucesso que se expressam através de sua crença e de seus valores espirituais, quer de uma maneira ele interage, diretamente ou indiretamente, com este Ser Criador e Todo Poderoso Deus. Este projeto de Capelania Social quer despertar no Capelão que se deve investir na fé do homem, no programa de redução de crimes, prostituição, motivando aqueles que estiver descrente, desencorajado, abatido, inseguro e sem temor ao vício, a dependência química, o latrocínio e as desvirtua idades de um caráter pervertido e imoral.
Os psiquiatras e psicólogos estão atentos para este tipo de problemas, mas a grande verdade é que estes problemas têm origem na alma e mexe com o coração, com a fé, que somente um Capelão experimentado pode auxiliar pessoas, pelos sábios princípios das Sagradas Escrituras. A enfermidade põe em evidência a fragilidade e a precariedade da existência humana. Ao mesmo tempo, abre a pessoa enferma para a tomada de consciência dos valores permanentes e transcendentes. O enfermo, entregue aos cuidados dos outros, é levado também a descobrir a solidariedade como essencial para a realização humana. A recuperação da saúde pode então assumir o aspecto de uma “ressurreição”, de uma vida nova.
Há uma importância Evangélica Bíblica de dar assistência aos que estão com fome, nus, conforme escrito em Mateus 25:35-36. É ordem do Senhor Jesus; aperfeiçoa a fé conforme está escrito em Tiago 2:22. Capelania de Assistência em Ação Social com Fundamentação Bíblica:
- Provérbios 22:6 – A responsabilidade do Assistente de Ação Social de Ensinar. • Mateus 25:35 – Levar para os asilos, creches não apenas o material como alguns mas principalmente AMOR e a ÁGUA DA VIDA pois assim os visitados por nós não mais serão carentes mas filhos de Deus tornando cada um cheio da glória do poder de Deus.
- Mateus 28:19-20 – Estamos com a responsabilidade de lembrar daqueles que são esquecidos pela sociedade.
- Mateus 16:18 – As portas do inferno não podem prevalecer contra nós. • Isaías 61:1- – Façamos um ano sabático na vida dos visitados, libertando-os e transformando-os em carvalhos de justiça.
- O serviço de Capelania Evangélica na área de Assistência de Ação Social deve produzir UNIDADE nas denominações evangélicas pois prioriza os valores bíblicos que são comuns em todas, João 17:23.
10 Capelanias de centros de recuperação:
CAPELANIA CENTROS DE RECUPERAÇÃO (Álcool – Drogas).
Várias foram às razões para a criação dos Centros de Recuperação. Uma delas surgiu da constatação do aumento expressivo de usuários de drogas nos últimos anos, e das dificuldades marcadas pela exclusão a que são submetidos ao saírem dos centros de recuperação, quase sempre sem o apoio da própria família, o que na maioria das vezes os tem levado de volta para o mundo das drogas.
– Objetivos
O objetivo é promover a recuperação, reintegração profissional e social dos internos, através de atividades produtivas e cursos profissionalizantes. Pois entendemos que a plena recuperação só é completada com o retorno para a família, com perspectiva de emprego e, sobretudo, espiritualmente curado por meio de um encontro com o Senhor Jesus Cristo. A participação do capelão é fundamental no processo de evangelização e orientação do ex-dependente.
Missão da CARE Capelania de Recuperação é a recuperação do dependente químico, por meio da assistência espiritual, emocional e social, fundamentado nos princípios bíblicos dos doze passos. Este apoio se estende aos co-dependentes, seus cuidadores e profissionais da saúde em centros de recuperação e hospitais. Essa assistência é prestada através de capelães e voluntários capacitados na busca da excelência, trabalhando com amor, determinação, integridade e respeito, em parceria com a equipe de saúde.
A CARE Capelania de Recuperação atua como agente catalizador de processos de transformação pessoal, na busca de soluções para o combate à dependência química. Cremos que o suprimento das necessidades espirituais colabora com a humanização da comunidade trazendo maior qualidade de vida e dignidade, estimulando a sensibilização e ressocialização do individuo. Trabalhamos em parceria com a sociedade civil e igrejas, em um movimento dedicado ao combate à dependência química no Brasil e no mundo.
A Capelania de Recuperação é um serviço de assistência religiosa prestado por ministro religioso realizando o ministério de evangelização e transformação, trabalhando junto aos enfermeiros, médicos e psicólogos, visando o atendimento às pessoas que são dependentes químicos levando esperança e transmitindo ensinamento bíblico.
Objetivos:
Desenvolver competências, capacitando o visitador para atuar no atendimento a pacientes e familiares em situações de internação em clinica de recuperação para dependentes químicos e aos funcionários, prestando assistência espiritual.
Desenvolver uma visão crítica e reflexiva do cuidado, valorizando o trabalho em equipe na prestação da assistência, mantendo uma visão holística do paciente, voltada para esperança e possibilidade de transformação de vida do paciente com vistas a assistência espiritual.
Identificar necessidades espirituais do paciente internados nas diversas Clínicas, correlacionando-os e com os fundamentos bíblicos, prescrevendo e realizando intervenções específicas pertinentes a cada necessidade espiritual levantada.
Prestar aos internos, junto às Clínicas de dependentes químicos, públicas e privadas:
- atendimento diário individual e em grupo;
- realizar cultos com pacientes, familiares e funcionários;
- fazer aconselhamento bíblico e estudos bíblicos;
- oferecer apoio espiritual aos familiares;
- realizar programação especial em datas comemorativas e
- proferir palestras para profissionais de saúde e funcionários que, voluntariamente, manifestarem o desejo de estudar a Bíblia.
A atividade de assistência espiritual no âmbito de Clinicas exige conhecimento, experiência na área intervencionista e contínuo desenvolvimento, o que implica em estudo e atualização frequentes, tanto na área da clínica, quanto nas tecnologias que vem sendo incorporadas rapidamente ao cuidado.
O voluntário que realiza a assistência espiritual faz parte da equipe de saúde, planejando a assistência espiritual do paciente, familiares, cuidadores e profissionais da saúde, identificando suas necessidades para realizar intervenções necessárias. Necessita combinar habilidades técnicas, capacidade intelectual, iniciativa, liderança, criatividade e responsabilidade para liderar e tomar decisões rápidas e apropriadas.
11 Capelania parlamentar:
A Capelania Parlamentar nasceu como necessidade premente, onde em um país de dimensões continentais como o Brasil, se constata em suas cidades, passarem sistematicamente pelo processo de eleição de seus representantes políticos como vereadores, deputados estaduais, deputados distritais e federais bem como seus senadores, escolhendo pois homens dos mais diversos seguimentos sociais, que recebem votos dos milhares de cristãos que o Brasil possui, e certamente dependem e trabalham muito para gerar conhecimentos de adquirir a confiança dos votos dos cristãos.
A Capelania Parlamentar é um instrumento voluntário de aconselhamento e suporte, cujo fundamento encontram-se delineados nos princípios bíblicos da fé cristã. Tem como propósito oferecer não só aos parlamentares nas Câmaras Municipais, Estaduais e Federal, mas aos funcionários e familiares dos mesmos em seu cotidiano, um apoio espiritual diante da constante pressão e preocupações com o cotidiano, o equilíbrio espiritual dentro do Poder Legislativo.
Assim é que, a Capelania dará aos Parlamentares nos diversos âmbitos, parecer sobre questões ética e moral, religiosa e espiritual dentro de uma cosmovisão cristã, à luz da Escritura e perspectiva de Deus, mantendo constante atividade com orações e estudos bíblicos quando solicitado e autorizado.
Hoje a Capelania Parlamentar funciona oficialmente com um Capelão indicado pela Frente Parlamentar. Os objetivos delineados primariamente estão sendo colocados em prática e acredito que, outros colegas pastores em Brasília poderiam atuar nesta frente sem que houvesse uma ideia de partidarismo com aquele capelão sendo um parlamentar, o que daria maior isenção a função.
O deputado Paulo Freire PR/SP foi indicado pela Frente Parlamentar Evangélica a assumir a Capelania no Congresso Nacional. A Capelania tem como missão atuar na Câmara dos Deputados e no Senado Federal por meio de um deputado capacitado que leva amor, conforto e esperança aos demais parlamentares e servidores das duas Casas legislativas através do atendimento espiritual, emocional e social.
Uma das principais atuações do capelão é dirigir o culto que acontece toda quarta feira em um dos Plenários da Câmara dos Deputados. A reunião semanal de adoração a Deus se inicia as 8h30 da manhã e se estende até as 9h45 quando as Comissões Permanentes iniciam seus trabalhos.
Para o deputado Paulo Freire, o fato de cada parlamentar iniciar o dia adorando a Deus e entregar a Ele a direção de todas as ações do dia a dia, tem feito da Frente Parlamentar Evangélica uma Frente vitoriosa nos grandes embates políticos que decidem a vida nacional sem perder de vista os preceitos bíblicos para o povo brasileiro”.
Nasce na capelania também mais uma atuação emergente, onde do ponto de vista cristão, temos na dimensão de um país tão continental como o Brasil, muitas cidades que elegem seus representantes políticos como vereadores, deputados estaduais, federais e seus senadores, pois estes homens recebem votos dos milhares de cristãos que o Brasil possui, e dependem e trabalham muito para gerar conhecimentos de adquirir a confiança dos votos dos cristãos.
Agora com o ponto de vista cristão, uma vez eleitos, esses homens, fazem muitas coisas até boas, e também muitas ruins, no entanto, temos que entender que está ali um homem que antes de ser um parlamentar ele também é um pai de família, professor, advogado, enfim um ser humano sufocado nas divergências das responsabilidades diárias, e onde muitos até os que se professam cristãos, acabam deixando a desejar em sua atuação como parlamentar.
O capelão parlamentar tem um importante trabalho no serviço de oração, de aconselhamento e apoio espiritual a oferecer a este parlamentar e todo seu gabinete, que muitas vezes serão alvos também necessário.
Com o objetivo de oferecer o apoio espiritual, psicológico e social aos parlamentares e funcionários da Câmara Municipal de Manaus (CMM), a integrante da bancada evangélica na casa, vereadora Pastora Luciana (PP), protocolou na manhã desta quarta-feira, 07, o Projeto de Resolução, N° 012 /2015, que visa instituir a figura do “Capelão Parlamentar” na Câmara Municipal de Manaus.
Fazendo o uso da tribuna, a parlamentar destacou que, o integrante da capelania parlamentar, não será remunerado pelos serviços de assistência religiosa, que será considerado como prestação de serviço de utilidade pública.
“Essa capelania será incumbida em dar pareceres sobre questões éticas, religiosas e espirituais, sob a ótica cristã, atuando aos Setores de Assistência Social e Psicologia da câmara, promovendo reuniões de oração e estudo bíblico com os funcionários da casa, quando solicitado ou autorizado”, disse.
Pastora Luciana, enfatizou que a Capelania será um instrumento voluntário de aconselhamento e suporte, alicerçado nos princípios bíblicos da fé cristã.
“Com a presente proposição buscamos instituir, sem despesa, a figura do Capelão Parlamentar, como uma forma de oferecer a todos que aqui na câmara trabalham, sejam parlamentares, funcionários, bem como para aqueles que por aqui passam com o propósito de acompanhar os trabalhos legislativos, oferecendo a possibilidade de encontrar um suporte espiritual em meio às preocupações do cotidiano, que se manifestam de forma tão marcante dentro do Poder Legislativo”, finalizou.