Um estudo das Denominações Evangélicas nas Regiões do Brasil

EVANGELISMO PESSOAL

1 As religiões:

Os resultados do último censo demográfico realizado pelo IBGE, mostram uma transformação quanto à preferência religiosa da população. Considerado o maior país católico do mundo, o Brasil começa a mudar sua preferência religiosa e destaca um crescimento acentuado de pessoas que se declaram evangélicas e também das que se declaram sem religião. 

De 1980 a 2000, houve um aumento na classificação das religiões no Brasil. No último censo, a pergunta sobre religiões foi incluída apenas no questionário mais detalhado, que foi respondido apenas por um certo número de pessoas selecionadas estatisticamente. Essa pergunta não foi incluída no questionário universal, que toda a população respondeu. A pergunta foi: “Qual é a sua religião ou culto?” e deixava total liberdade de resposta, inclusive podendo optar por duas religiões e assim revelar o sincretismo religioso que sabemos existir no país.

Apesar de conhecermos que esse é um dos aspectos culturais da nossa nação, poucos declararam pertencer a mais de uma religião (apenas 10500 pessoas), revelando que a população ainda não se sente à vontade para assumir que possuem mais de uma filiação religiosa. Quanto à nomenclatura, ela sofreu alteração nos últimos censos. Entretanto o IBGE fornece a lista das religiões de maneira que se possa encaixar os códigos nos censos de 1980, 1991 e 2000.

2 O Perfil brasileiro:

O censo confirmou uma diminuição no percentual de católicos no Brasil. Isso não significa que a TCA de católicos tem sido negativa nos últimos anos, mas significa que os católicos têm crescido menos do que a população brasileira. Enquanto a população brasileira teve uma TCA de 1,63% na última década, os católicos cresceram apenas 0,29% e os evangélicos 7,43%. Com esses índices podemos fazer uma projeção para 2004, onde verificamos que os evangélicos já estariam em torno de 19% da população brasileira.

Autoridades sobre o assunto, inclusive evangélicas, reuniram-se e classificaram os evangélicos conforme sua origem doutrinária em: Históricos, Pentecostais e Outros. Para este estudo, usamos o mesmo critério a fim de possibilitar a utilização dos dados levantados pelo censo do IBGE.

  • Os Evangélicos Históricos incluem as denominações: Batista, Adventista, Luterana, Presbiteriana, Metodista, Congregacional, Menonita, Anglicana, Exército da Salvação e outras.
  • Os Evangélicos Pentecostais incluem: Assembléia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Universal do Reino de Deus, Evangelho Quadrangular, Deus é Amor, Maranata, O Brasil para Cristo, Casa da Benção, Nova Vida, Comunidade Evangélica, Comunidade Cristã, Casa da Oração, Avivamento Bíblico, Igreja do Nazareno, Cadeia da Prece e outras.

As igrejas não determinadas ou sem vínculo institucional foram incluídas em Outras Evangélicas. Sendo assim, o Brasil apresenta um perfil evangélico de maioria pentecostal, com 68% dos evangélicos pertencentes a essa linha doutrinária e 27% à linha histórica. 

A denominação de maior representatividade é a Assembléia de Deus seguida pela Batista.

Veja nos gráficos seguintes a distribuição entre os históricos e entre os pentecostais:

Observa-se o baixo índice de evangélicos nas zonas rurais do país. Enquanto a média da população que vive na zona rural é 19%, apenas 13% dos evangélicos vivem na zona rural. Nota-se que os católicos são mais fortes nas zonas rurais e, ao contrário do que se poderia supor, os sem religião também alcançam uma proporção maior do que os evangélicos nas áreas rurais. Tanto os históricos quanto os pentecostais estão abaixo da média nacional em matéria de alcançar as zonas rurais do país.

Destaca-se a atuação da Igreja Luterana que tem um forte trabalho em zonas rurais e a Assembléia de Deus que chega à mesma média de distribuição da população brasileira. Todas as demais estão abaixo dessa média.