ESCATOLOGIA EM APOCALIPSE 3
Escatologia
1 ESCATOLOGIA EM APOCALIPSE 3
O capítulo 14 trata de três assuntos principais: Os 144 mil na glória, a tríplice mensagem angélica e a intervenção do Céu na Terra.
Os detalhes deste capítulo, dentro de suas divisões, são de suprema solenidade. São eles: Predição da restauração do evangelho eterno, num movimento mundial e o anúncio da chegada da hora do juízo;
A denúncia da queda da Babilônia espiritual ou do falso cristianismo;
A mais grave e solene advertência jamais feita aos mortais contra a adoração da besta, de sua imagem e a recepção de seu sinal;
Evidencia-se um povo que guarda os mandamentos de Deus e possui a fé de Jesus;
É referida a colheita da Terra pela segunda vinda de Cristo;
O juízo de Deus é executado no símbolo das uvas que são pisadas no lagar da Sua ira.
Os 144.000
Apocalipse 14:1 – “Então olhei e vi o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil que traziam escrito na testa o seu nome e o nome de seu Pai”.
De tudo quanto se diz sobre os 144 mil neste capítulo e nos capítulos sete e décimo quinto, temos muitas razões para crer que eles constituem os justos que estarão vivendo na Terra por ocasião da segunda vinda de Cristo. Eles são um grupo especial que foi selado com o “selo do Deus vivo”. Foram congregados de todas as nações.
O nome de – Deus Criador – contido no mandamento do sábado é também aplicado ao Filho de Deus visto que Ele também é Deus e Criador dos Céus e da Terra. Assim, terão os 144 mil em suas testas o nome do Cordeiro e o nome do Pai.
O monte Sião é citado tanto no Antigo quanto no Novo Testamento como o trono de Deus.
Apocalipse 14:2 – “E ouvi uma voz do Céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão. A voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam com suas harpas”.
A voz dos 144 mil triunfantes do monte Sião.
Apocalipse 14:3 – “E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que tinham sido comprados da terra.”
Os 144 mil cantarão um “novo cântico” que está bem esclarecido no capítulo quinze. Este é um novo cântico, pois registra uma nova experiência. Ninguém senão os 144 mil, em toda a eternidade, poderá aprender este novo cântico; pois, será o cântico que expressará uma experiência pela qual jamais alguém terá passado em tempo algum além deles. E isto prova que todos os 144 mil terão idêntica experiência em um tempo único, definido, como relata Apocalipse 15:2-3.
Apocalipse 14:4 – “Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados para ser as primícias para Deus e para o Cordeiro.”
Mulher em profecia significa igreja. Em Apoc.17:5, temos o quadro de uma mulher impura com suas filhas, as quais participam de sua mesma natureza corrompida. Esta mulher é chamada “Mistério, a Grande Babilônia”.
As “mulheres” desta profecia são figuras das igrejas caídas, do mundo cristão, com as quais os 144 mil não estarão contaminados ou não terão com elas relação alguma no momento da segunda vinda de Cristo. Não quer isto dizer que nunca pertenceram antes a igrejas caídas.
Lemos no capítulo dezoito que Deus faz um forte apelo a Seu povo, enganado, que está ainda na Babilônia espiritual, ou nas igrejas caídas, para que saia dela a fim de não participar de seus pecados. Ao deixar Babilônia, em atenção ao chamado de Deus, escapam da contaminação das falsas “mulheres” ou das falsas igrejas. Desta maneira, uma vez desligados das igrejas corrompidas, eles serão “virgens”, pois não estão praticando o adultério espiritual.
A igreja que estará esperando pelo retorno do Mestre é descrita como dez virgens (Mat.25:1-13). São virgens porque têm a fé pura. Guardam os dez mandamentos de Deus e possuem a fé de Jesus (Apoc.14:12). As “lâmpadas” nas mãos das virgens são símbolo da Palavra de Deus (Sal.119:105). Mas, não basta possuir a lâmpada; é preciso ter, também, o óleo – uma profunda experiência cristã que vem por meio da presença do Espírito Santo de Deus.
Apocalipse 14:5 – “Na sua boca não se achou engano; são irrepreensíveis”.
Não se achou “mentira” em seus lábios. Não revelaram qualquer intimidade com a falsa mãe Babilônia e suas filhas prostitutas. Não adoraram a besta e sua imagem. Eles “não amaram a própria vida” “mesmo em face da morte” (Apoc.12:11).
Eles seguem a Cristo, sem medo da morte. Eles O seguem na prosperidade e na adversidade, na alegria e na tristeza, na perseguição e no triunfo. Eles rejeitaram toda falsa doutrina e proclamaram a verdade de Deus. Na sua boca não se achou engano. Eis o caráter daqueles que hão de ser eternos.
O Evangelho Eterno
Apocalipse 14:6 – “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”. Simbolizando uma mensagem ou um mensageiro, este primeiro anjo representa um movimento de âmbito mundial; não alguma mensagem nova, mas a mesma mensagem do passado.
Deus sempre teve apenas um único evangelho. O evangelho eterno nunca muda. Ele foi anunciado primeiro no Éden (Gen.3:15), depois para os filhos de Israel (Heb.4:1- 2), e é proclamado de novo a cada geração.
No capítulo oito, do livro de Daniel, está bem assentada a profecia de que Romapapal lançaria por terra a pura verdade do evangelho e que trocaria pelas tradições de homens sem Deus. E esta ação da igreja de Roma determinou a apostasia do cristianismo, que redundou no surgimento do “homem do pecado” que se assenta “como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”, decretando dogmas religiosos em substituição aos do “evangelho eterno” de Deus.
Também o protestantismo, que pretende ter-se afastado de Roma, tem aviltado de igual maneira a Bíblia, introduzindo novos erros em lugar do evangelho eterno. Porém, o primeiro anjo, “voando pelo meio do Céu”, a representar um movimento de Deus nestes últimos tempos, anuncia a restauração do “evangelho eterno”.
A Mensagem do Primeiro Anjo
Apocalipse 14:7 – “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e daí-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas”. O que significa temer a Deus? “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Ecles.12:13).
A declaração atesta haver um tempo pré-definido em que a hora do juízo chegaria. A mensagem do juízo seria proclamada no mundo imediatamente ao chegar o “tempo do fim”, em 1798. Desta data em diante, poderíamos esperar o anúncio da chegada a hora do juízo Além disso, a hora do juízo chegaria quando o “evangelho eterno” fosse proclamado através de um grande movimento mundial “a toda nação, e tribo, e língua, e povo”, o que só poderia ser possível com o concurso da ciência, segundo anunciara o profeta (Dan.12:4). Desde o ano de 1844, segundo o profeta Daniel, iniciou-se o juízo no Céu.
Enquanto no Céu, no santuário de Deus, se processa o juízo desde 1844, na Terra a mensagem do primeiro anjo adverte os homens sobre a sua realidade.