Métodos de projetos para interiores
Designer de Interiores
1 Formação do projeto Parte 2
Etapas do projeto:
Categoria a – Projetos de decoração com arquitetura de interiores
Categoria b – Projetos de decoração
Categoria c – Layout e distribuição de móveis
2 Formação do projeto
Para se ter um bom projeto de interiores é preciso planejamento. É necessário unir estética e funcionalidade, distribuindo os espaços e alinhando as cores, materiais, texturas, acessórios, etc.
No Design de Interiores o Projeto é como se fosse a partitura de uma orquestra sinfônica. Sem ele não há criação, não há harmonia. Algumas etapas são fundamentais no processo de criação e execução de um projeto de interiores:
• Pesquisa e análise dos objetivos e desejos do Cliente materializados em documentos e estudos preliminares que fundem essas necessidades com o conhecimento técnico do profissional, garantindo ao projeto funcionalidade, conforto, segurança e qualidade estética;
• Confirmação dos estudos preliminares e adequação das soluções propostas ao orçamento do Cliente;
• Seleção de cores, materiais, revestimentos e acabamentos coerentes com os conceitos estabelecidos na criação e que estejam em consonância com as características sócio psicológicas, funcionais, de vida útil, de durabilidade e de proteção ao meio ambiente;
• Especificação de mobiliário, equipamentos, sistemas, produtos e outros elementos, bem como, providenciando os respectivos orçamentos e instruções de instalação e planificação de cronogramas de execução;
• Elaboração de plantas, elevações, detalhamento de elementos construtivos não estruturais – paredes, divisórias, forros, pisos (alterações na estrutura construtiva exige a contratação de um Arquiteto ou Engenheiro), layouts de distribuição, pontos de hidráulica, energia elétrica, iluminação e de comunicação e design de móveis e definição de paisagismo e outros elementos;
• Adequação de toda a intervenção às leis e regulamentos municipais que se fizer necessária;
• Coordenação de todos os profissionais que vão atuar na execução do projeto, tais como: engenheiros, eletricistas, marceneiros entre outros, harmonizando o trabalho conforme cronograma estabelecido;
• Compra de todos os produtos, sistemas e equipamentos após cotação e aprovação do Cliente;
• Acompanhamento de toda a obra mantendo o orçamento dentro dos valores previstos ou submetendo ao Cliente qualquer alteração para prévia aprovação;
• Emissão de relatórios regulares detalhando o andamento (estágio) da obra registrando as ocorrências tais como: alterações, substituições e adequações técnicas e orçamentárias;
• Elaboração de check-list final de entrega de obra com pesquisa de satisfação a ser respondida pelo Cliente.
Fases do projeto:
• Entrevista com o cliente
• Medidas (Planta baixa)
• Estudo da circulação e Ergonomia
• Distribuição do mobiliário
• Escolha de acabamentos e revestimentos
• Paginação de piso
• Revestimento de parede
• Detalhamento de teto – rebaixo, sancas e molduras
• Iluminação
• Desenho de mobiliário
• Tecidos, objetos e acessórios decorativos
• Detalhamento de todas as soluções propostas
• Execução do projeto
• Acompanhamento à obra
Estas etapas ajudam a equilibrar o planejamento, respeitando o estilo do cliente, de acordo com suas possibilidades e necessidades, aproveitando espaços, combinando acessórios, implicando em economia tanto em novos espaços quanto em reformas.
3 Desenvolvimento do projeto
1. Briefing - Para lembrar:
Briefing é o conjunto de perguntas previamente determinadas para a composição de diretrizes que irão nortear a criação do produto/serviço solicitado. Briefing é o conjunto de perguntas que ajudarão a cercar o problema do cliente a ponto de conseguires perceber exatamente o que o cliente deseja, o que o cliente espera os resultados que podem ser atingidos, ferramentas/linguagem que deve ser empregados.
Portanto Briefing é essencial antes mesmo de qualquer pesquisa, antes de qualquer tipo de envolvimento ou empenho em cima do problema. É o pontapé inicial da partida. Ninguém ganha jogo antes do apito inicial do juiz, o gol só vale dentro do tempo regulamentar. Mas alguém pode dizer: “Eu acho que se ganha a partida antes mesmo do começo, dependendo das estratégias e posturas, o jogo já pode começar em vantagem, não é verdade?” – e eu digo: é verdade. Portanto faça desta estratégia preliminar a criação do melhor briefing que puderes.
Como é? O que é belo? O que te chama a atenção? O que você faz? Como é seu dia? Busca de informações, medidas, espaços, iluminação, visualização do espaço.
2. Divida o problema em pequenas partes e comece a pensar a Problema: solução de cada um individualmente.
3. Dê palavras chaves que descreva o que antes foi briffado, com isso você cria referências para pesquisa. Chave: leve/ Nakin/ Limpo /De stijil /Art Novue /Colorido/ Formal /Art Deco Pop art.
4. BlueSky: Define para que lado vamos seguir; leve, pequeno espaço, Hightech, artesanato, reto, grande, espaço pesado.
5. Diacrônica: Espaço com ele mesmo;
6. Sincrônica: Visualização e Análise dos espaços já existentes no mercado de design de interiores: Analise New web Pick Vogue Casa Técnicas Analiticas Bonsiepe (1984)
7. Analise Cromáticas: verifica quais os sentimentos despertados pela cor: quais cores são harmônicas. Analise, crie paletas de cores para cada ambiente: Sala, Quarto, Cozinha, Banheiro.
8. Todos os produtos, mesas, cadeiras, sofás, carpetes que Semântica: estão dentro dos conceitos antes definidos pelo bluesky e pelas palavras chaves: Analise Loja STORE Técnicas Analiticas Bonsiepe (1984)
10. Desenvolvimento, resultados do projeto.
Estudo preliminar
Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretriz ou orientações ao anteprojeto.
Objetiva identificar o Escopo inicial do Projeto a ser desenvolvido. O resultado do estudo preliminar possibilita a geração de um cronograma básico de desenvolvimento e garante que somente serão desenvolvidos os requisitos que fazem parte do escopo do projeto.
Estas informações são base para a verificação da viabilidade de desenvolvimento do projeto, tanto para a organização como para o cliente.
Nesta etapa é feita a entrevista com o cliente, para que seja possível conhecê-lo e saber seus gostos, seu estilo de vida, suas necessidades e desejos, pois só assim é possível fazer um projeto personalizado que fique de acordo com o que ele quer e precisa. Também são conhecidos quais ambientes serão projetados e todos os elementos arquitetônicos, técnicos e decorativos que virão a compor o projeto. É preciso conhecer as pessoas que moram na casa, conhecer o perfil de cada uma delas, como vivem o que gostam de fazer, suas características pessoais, quais ambientes que serão destinados a cada uma delas para que sejam personalizados de acordo com suas necessidades. Cada ambiente deve ter uma funcionalidade específica e projetada para tal, portanto os sonhos, desejos e necessidades de cada morador devem ser cautelosamente analisados.
Após tudo isso é levantado os dados de cada ambiente a ser projetado, como medidas e os projetos estrutural, hidráulico e elétrico que sejam pertinentes ao projeto de interiores.
O mesmo serve para ambientes comerciais, não são moradores, mas são pessoas que vivem naqueles ambientes a maior parte de seu dia, portanto também é preciso analisar com calma cada detalhe sobre os funcionários e sobre o seu trabalho em si. Levando em consideração que quando se trata de ambientes comerciais, dependendo da empresa, devem ser seguidas normas técnicas, porém, em questão de conhecimento do cliente, do projeto e das necessidades, praticamente se levam em conta as mesmas coisas do projeto residencial.
Assim inicia-se a proposta do projeto com layout de cada ambiente, desenhando em planta todos os móveis e elementos que foram solicitados no reconhecimento das necessidades do cliente, bem como sugestões e detalhes propostos pelo profissional. São apresentados os projetos através de plantas baixas, com layout feito à mão ou computador, sendo possível para o cliente visualizar os ambientes de cima, analisando todos os espaços e todos os itens existentes no projeto de interiores para que assim sejam discutidas as possibilidades e saber o que fica e o que sai dessa proposta inicial. Nesta hora é possível saber se é realmente aquilo que o cliente deseja, pois nesta hora ele consegue visualizar melhor a proposta. São feitos quantos layouts forem necessários até que seja possível chegar ao resultado esperado.
Fases do estudo preliminar:
• Entrevistas com o cliente;
• Visitas ao local;
• Medições do espaço físico,
• Registro Fotográfico;
• Elaboração do programa de necessidades;
• Pesquisas referentes ao objeto de estudo.
Anteprojeto
O Anteprojeto é desenvolvido com base no Estudo Preliminar e nas informações reunidas. Em uma segunda reunião, o trabalho é apresentado em planta baixa e elevações para definir a distribuição dos espaços.
Com esse material, discutimos todos os detalhes para obter o projeto final.
É apresentada uma previsão dos investimentos necessários para a execução do mesmo. Essa etapa é feita quantas vezes forem necessárias, o projeto definitivo só será entregue quando ficar de acordo com o que o cliente quer.
4 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 2
Criação do Anteprojeto
Projeto executivo
5 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 3
O que é um detalhamento?
Acompanhamento da execução do projeto
Dicas de Contratação
O que é especificação?
Planta Baixa
Cortes e Elevações
Estudo e critérios ergonômicos
6 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 4
Estudo de materiais
Desenho
Normalização
Traços
Espessura dos traços
Pesos e categorias de linhas
Tipos de traços
7 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 5
Tramas
Folhas
Tamanho das folhas
Importante
Maquete
Escalas
Maquete Eletrônica ou Maquete Digital ou Virtual
Ampliando conhecimento
8 A criatividade no processo de desenvolvimento de projetos de arquitetura
introdução
formação de imagem
desenvolvimento de projeto
conclusão
bibliografia
9 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 6
Avaliação
Modificação do projeto
Desenho técnico
Papel
Formatos do papel
Dimensões das folhas
Margem
10 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 7
Configuração da folha
Posição de leitura
Carimbo
Dobramento de cópias de desenho
Numeração e títulos dos desenhos
Cotas de nível
Marcação dos cortes gerais
Marcação de detalhes
Esquadrias
Escalas mais usual
Escala gráfica – Desenho a grafite
norte
11 Desenvolvimento Do Projeto - Método Parte 8
cotas
Representação dos materiais mais usados
12 Finalização do projeto de interiores
Elaboração do projeto definitivo
Elaboração e entrega do projeto definitivo de design de ambientes. Projeto definitivo: é o projeto de interiores e/ou arquitetônico aprovado pelo cliente. Entrega de maquetes eletrônicas e lista quantitativa de produtos e materiais necessários para a execução da obra.
O projeto definitivo não necessariamente precisa ser entregue em maquete eletrônica. Há profissionais que preferem entregar tudo (plantas baixas, vistas, cortes, perspectivas, etc.), em desenhos.
Em outras palavras é o projeto executivo, como vimos anteriormente. Aqui não há mais mudanças e o que foi decidido e firmado com o cliente não pode ser mais alterado.
O projeto definitivo só será entregue quando ficar de acordo com o que o cliente quer. Por isso, durante a fase do anteprojeto, é fundamental fazer todas as alterações necessárias. Antes da entrega, confira o projeto por completo. Veja se atendeu as expectativas do cliente, se foram corrigidas as alterações, enfim, faça um checklist.
Bidimensional:
Um desenho traçado em um plano em duas dimensões.
Bidimensionalidade:
É a qualidade de um personagem de ficção definido por uma característica, que não muda com o tempo, também conhecido como personagem plano. Se opõe ao personagem esférico. Uma coisa bidimencional (ou 2D) só tem duas dimensões:largura e altura.
Desde que o ser humano começou a desenhar, procurou representar na superfície a realidade que ele via no espaço. Na pré-história, os homens primitivos representaram objetos e animais do seu entorno, porém, em vista da dificuldade de expressar as figuras tridimensionais que viam, traçavam os contornos das imagens reais de maneira canhestra e chapada. (Vimos este assunto em História da Arte I).
Um desenho, por ser realizado numa superfície plana, é totalmente bidimensional. A tridimensionalidade que o desenhista expressa é produto de séculos de convenção e sedimentação do conceito de linhas de ponto de fuga.
Por ser a representação pictórica uma consequência da assimilação de convenções culturais, é possível brincar com as leis que todos aceitam. Fazem isto os fotógrafos escolhendo ângulos inusitados para os seus planos de profundidade e o fazem os desenhistas e pintores rompendo as tradições renascentistas ao brincar com a noção de profundidade.
O artista que aproveitou genialmente as tensões conflituosas presentes na representação pictórica, resultantes da relação entre espaço e superfície plana foi Escher. Ele desde cede se viu confrontado com a situação de conflito que é própria de qualquer representação espacial: três dimensões têm de ser representadas na bidimensionalidade do plano.
Representação bidimensional
É o conjunto de desenhos que o profissional de design de interiores, arquiteto, engenheiro civil faz para mostrar o projeto por completo e detalhes. Esses desenhos ou imagens computadorizadas não contêm volumes, profundidades. É o caso das plantas baixas:
É o caso das vistas:
...dos cortes:
Tridimensional:
Relativo ás três dimensões clássicas.
Altura, comprimento e largura formam uma figura tridimensional.
Perspectiva – Recordando...
Define-se a perspectiva como a projeção em uma superfície bidimensional de uma determinada cena tridimensional. Para ser representada na forma de um desenho (conjunto de linhas, formas e superfícies) devem ser aplicados mecanismos gráficos estudados pela Geometria projetiva, os quais permitem uma reprodução precisa ou analítica da realidade espacial.
A perspectiva manifesta-se especialmente na percepção visual do ser humano — o qual é tratado no artigo perspectiva (visão)— Tal fenômeno faz com que o indivíduo perceba, por exemplo, duas linhas paralelas, que dele se afastam, como retas concorrentes. Esta é apenas uma das formas que a perspectiva, enquanto manifestação gráfica, pode ocorrer (a retina humana faz o papel do plano de projeção onde a perspectiva é projetada: matematicamente existem outras formas, não percebidas pelo ser humano, de como os objetos tridimensionais podem ser representados.
Ainda que a perspectiva seja um dos principais campos de estudo da Geometria projetiva, seu estudo é bastante anterior a ela. Os povos gregos já possuíam alguma noção do fenômeno perspectivo, denominando-o como escorço, sem contudo terem chegado a um processo geométrico satisfatório. Durante o período medieval, não só a técnica representativa da perspectiva se perdeu, mas também a visão de mundo dos indivíduos alterou-se, de forma que grande parte do conhecimento teórico a respeito do assunto se perdeu. Foi durante o período do Renascimento que a perspectiva foi profundamente estudada e desenvolvida, abrindo o caminho para o seu estudo matemático através da Geometria projetiva, que posteriormente a sistematizou.
Importância
O homem, desde tempos antigos, sente a necessidade de visualizar suas idéias para melhor entendê-las e exibi-las. As maquetes fazem parte dessa história e são até hoje, utilizadas com o mesmo propósito, por exemplo na arquitetura moderna. A importância da utilização de maquetes na representação dos projetos é determinada por duas razões fundamentais. Em primeiro lugar, devido à especialização geral do desenho técnico introduzida pela utilização do computador, as técnicas tradicionais de representação sintética parecem ter adquirido uma nova vitalidade, pela sua própria capacidade de resumir de modo imediato as características de um projeto complexo. Por outro lado, a utilização de técnicas alternativas e de hábitos de composição associadas a estas é pouco freqüente nas instituições de ensino. Ao contrário, estas instituições dão uma extrema importância ao estudo das técnicas de desenho e da elaboração das maquetes arquitetônicas. No entanto, consideramos de notável interesse a interpretação das técnicas de síntese material, que encontram uma aplicação válida também nas escolhas dos materiais a ser utilizados nas maquetes.
Interessa aqui explorar o aspecto específico da representação tridimensional da arquitetura e comparar, suas características e possibilidades, nos meios eletrônicos e nos meios manuais.Para tanto é interessante apresentar uma noção básica da modelagem na arquitetura.
O termo modelagem é dúbio. Tanto pode ser uma operação de representação da forma tridimensional no plano (como um desenho em perspectiva, por exemplo), quanto pode ser uma composição tridimensional no espaço. Ou seja, a representação de uma arquitetura numa superfície plana (numa folha ou numa tela) por meio de recursos artísticos de perspectiva é modelagem. Assim como também é modelagem a construção de uma maquete de arquitetura. No senso comum, no entanto, predomina em português a noção de que a modelagem é uma ação formativa essencialmente material e tridimensional.
Ampliando conhecimento
Representação tridimensional não verdadeira. Enquanto tais fundamentos matemáticos não foram descobertos, a arte de representar objetos tridimensionais no plano bidimensional ficou entregue às tentativas e aos erros subjetivos cometidos por cada cultura e até modernamente, ou como forma de expressão, como vemos num Picasso, ou por falta de cultura acadêmica, como vemos na Arte Naïf:
Moderna forma de Arte intuitiva e ingênua denominada Naïf, na qual os artistas não possuem formação acadêmica para fazer uso da perspectiva de acordo com os cânones estabelecidos ao longo da Renascença.
O artista holandês Maurits Cornelis Escher, apesar de ter sido contemporâneo do século XX, se submeteu às regras clássicas da perspectiva, mas deu um toque todo especial, quando brincou com conceitos da representação tridimensional no plano para montar as suas ilusões. Algumas obras de Escher foram escolhidas para exemplificar o uso da técnica de pontos de fuga.
13 Finalização do projeto Parte 2
Exemplos de representações tridimensionais
Ergonomia: objetivos, tendências e aplicações
Curiosidade:
Alguns exemplos das áreas de atuação da ergonomia:
Objetivos:
14 Finalização do projeto Parte 3
Tendências:
Aplicações:
Ergonomia: análise de postura, mobiliário
15 Finalização do projeto Parte 4
Antropometria: amplitudes e limitações
Que relação existe entre ergonomia, antropometria e "design"?
Ruído
Tipos de ruídos:
Classificação do ruído
16 Finalização do projeto Parte 5
Efeitos do Ruído no Homem
Importante:
Clima
Alguns exemplos de como podemos trabalhar o clima e usá-lo a nosso favor: