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Uma Análise sobre o Ciclo PDCA
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Gerenciamento da Qualidade
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Sistemas de gestão da qualidade Requisitos
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A Gestão da Qualidade Total e Suas Influências na Competitividade I
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A Gestão da Qualidade Total e Suas Influências na Competitividade 01
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Os primeiros conceitos da gestão da qualidade total
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Metrologia aplicada ao Sistema de Gestão da Qualidade
A Gestão da Qualidade Total e Suas Influências na Competitividade I
Gestão da Qualidade
1 A Gestão da Qualidade Total e Suas Influências:
COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL:
os anos mais recentes, as organizações brasileiras vem sofrendo profundas mudanças, que se fazem notar por modificações nas relações sociais e políticas, entre os agentes envolvidos com a vida das empresas, nas variadas tecnologias que surgem e que se tornam disponíveis nas e para as organizações, quase que de modo repentino e inusitado, nas modificações, extremamente profundas, das relações de trabalho. Estas transformações estão ocorrendo em escala mundial em um processo jamais visto de globalização dos mercados, de formação de blocos econômicos regionais, com uma rapidez de inovações tecnológicas que tudo somado, compõem um cenário extremamente desafiante para a competitividade das empresas.
Neste panorama globalizado e competitivo, diversos e importantes segmentos da sociedade tem destacado a necessidade de redefinição da política industrial do país, em busca de maiores facilidades para a incorporação de novas tecnologias, novos modelos de organização da produção e de gestão, dentre outros aspectos. Desta forma, abrindo a possibilidade de urna melhor preparação da nação para os desafios do próximo milênio. Em tal perspectiva, a questão da competitividade é sobremaneira importante nos mais diversos níveis com que pode ser analisada, ou seja em nível de nação, de setor econômico e de empresa. Neste artigo, em particular, interessa a questão olhada sob a ótica das organizações que necessitam aprimorar a própria competitividade pa ra sobreviver e vencer neste ambiente cada vez mais desafiador.
2 REFERENCIAL TEÓRICO:
As transformações sociais, políticas, e econômicas que vem se abatendo sobre as mais diversas nações do planeta, em particular a brasileira, estão promovendo um aumento considerável da competição entre os diversos agentes econômicos que compõem o tecido social destas referidas sociedades. Esta competição acirrada tem se refletido nas organizações que buscam cada vez mais se aprimorarem para estarem aptas a atuarem com sucesso, frente a seus clientes nos mais diversos segmentos de mercado.
O aprimoramento do funcionamento das organizações tem sido objeto de interesses acadêmicos e empresariais desde há muito tempo. Porém, ultimamente, tem havido muitas mudanças de terminologias. Nos anos mais recentes, de acordo com Killmann et allii (1991:193), surgiram muitos termos que objetivam a melhoria das organizações, a saber: produtividade; eficiência; eficácia; excelência; sucesso; gerência pela qualidade total, e mais recentemente competitividade. Todos estes conceitos não significam a mesma coisa; na verdade, à medida que estes termos vão sendo elaborados, a compreensão dos ambientes organizacionais vai se aprimorando e evoluindo, haja vista a própria dinâmica do processo empresarial.
A abordagem mais recente e intentada de competitividade das empresas diz respeito a todas estas denominações anteriores somadas, uma vez que em escala sem precedentes, as organizações estão tendo que tomar contacto com um mundo cada vez mais competitivo, tanto doméstica quanto internacionalmente.
COMPETITIVIDADE:
Existe um variado número de definições de competitividade que está diretamente relacionado a diversos aspectos do fenômeno, a saber: à unidade de observação (firmas; setores econômicos ou nações), aos produtos em questão, ao intuito da análise, dentre outros.
A competitividade, como compreendida e interpretada pela teoria microeconômica e de estratégia de negócios, representa o nível mais desagregado e detalhado de análise desta temática. Nesta seara, generalizações sobre o que é suficiente para garantir a competitividade das empresas são bastante enganadoras e explanações exageradas e complexas surgem em casos específicos de sucessos ou falhas. O que interessa, fundamentalmente, é conhecer quais são os fatores que influenciam o sucesso e/ou o fracasso das empresas.
Competitividade é entendida como o coração do sucesso ou do fracasso das organizações empresariais. A competição é responsável pela adequação das atividades de uma empresa em relação ao seu ambiente de atuação, fruto das estratégias competitivas adequadas utilizadas pelas mesmas. Uma conhecida análise das estratégias competitivas possíveis para as empresas, são as denominadas estratégias genéricas, que buscam discernir a vantagem competitiva de uma empresa em função de seus baixos custos e/ou diferenciação, em contraposição a uma visão geral ou focalizada em relação ao mercado
Uma empresa diferencia-se de seus competidores quando provê algo único que é valorizado pelos seus clientes, além de oferecer este algo a um preço aceitável. A diferenciação leva a uma performance superior da empresa quando o preço praticado excede os custos adicionais por ser único naquele mercado. Este processo de diferenciação não reside de modo agregado e generalizado na empresa, mas em atividades específicas que a firma executa e que afeta os clientes de alguma maneira. Exemplificando, algumas fontes de diferenciação específicas relacionadas à operação de uma empresa manufatureira podem ser as que seguem: alta conformação às especificações; aparência atrativa do produto; respostas rápidas às mudanças de especificações; baixas taxas de defeitos; tempo curto de manufatura.
Também alguns aspectos tecnológicos específicos de cada indústria podem estar relacionados a diferenciais competitivos, em função da excelência com que venham a manipular tais tecnologias. Exemplificando, com algumas das tecnologias que podem fazer parte das operações de uma organização: tecnologia básica do processo; tecnologia dos materiais; tecnologia envolvida no processo de manuseio de materiais; tecnologia de projeto/produção. O uso destas tecnologias tem o potencial de afetar as empresas de forma drástica e, por conseguinte, influenciar a sua própria competitividade. A adoção destas tecnologias, muitas delas extremamente inovadoras em si mesmas, podem dar origem a alterações organizacionais vigorosas, com inúmeras repercussões nas estruturas organizacionais das empresas. O uso adequado destas tecnologias pode representar um fator estratégico e competitivo relevante para o ambiente operacional, apresentando-se para os administradores como uma grande variedade de opções de arranjos do fluxo de trabalho.
3 AS MUDANÇAS NO CENÁRIO COMPETITIVO:
Nos últimos anos temos visto mudanças substanciais no posicionamento relativo das empresas, principalmente as industriais, em termos de suas posições competitivas. Empresas e até mesmo países que tiveram uma verdadeira hegemonia econômica por décadas viram-se ameaçados e destronados de suas confortáveis posições por novos competidores mais aguerridos, com estratégias, técnicas e modelos de gestão revolucionários, notadamente no ambiente manufatureiro
Foi o que ocorreu com o sistema de produção estadunidense. Quase que de repente, os E.U.A. viram- se destronados de sua posição de número um, a partir da década de 70 esta situação começou a se alterar dramaticamente, e a anterior posição, aparentemente imbatível, começou a ser ameaçada e sobrepujada por uma série de competidores internacionais, nos mais diversos aspectos e indicadores: proporção da produção mundial de manufatura; liderança em inovações tecnológicas e em processos; habilidades para competir em um mercado global; dentre outros.
Assim, novos e importantes competidores ascenderam a arena, com destaque para as melhores empresas japonesas e as dos países chamados tigres- asiáticos. Essas empresas vem obtendo parcela substancial do mercado mundial, não somente devido aos baixos preços praticados, como, principalmente pela melhor qualidade e confiabilidade dos seus produtos, bem como pelo fato de estarem conseguindo dar respostas mais rápidas e adequadas às demandas e oportunidades do mercado.