MANUAL DE PROCEDIMENTOS DE HIGIENIZAÇÃO E LIMPEZA EM CONTROLE DE INFECÇÃO

Limpeza e Higienização Profissional

1 CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS DAS UNIDADES DE SAÚDE EM FUNÇÃO DO RISCO DE INFECÇÃO:

O risco de infecção das diferentes áreas das Unidades de Saúde está relacionado com a especificidade da atividade dos cuidados de saúde prestados e com a susceptibilidade dos utentes. Cada área das Unidades de Saúde deverá ser identificada, área critica, semi-critica ou não- critica, de acordo com o quadro:

CONCEITOS HIGIENIZAÇÃO:

PROCESSO DE HIGIENIZAÇÃO:

Produtos para higienização:

A escolha dos produtos depende de:

  • Tipo de procedimento que pretendemos realizar (se vamos lavar, ou se é necessário lavar e posteriormente desinfectar).
  • Tipo de superfície que vamos higienizar (equipamento, material clínico, pavimento).
  • Características do material (se é metálico ou não metálico, inox ou outro tipo de material).

A utilização desses mesmos produtos varia de acordo com a aplicação das propriedades e concentração de cada um deles, conforme quadro seguinte:

FREQUÊNCIA DA HIGIENIZAÇÃO:

A periodicidade de execução dos procedimentos de higienização de superfícies, materiais e equipamentos, deverão ser adequados às necessidades, tendo em vista a correta higienização da unidade. Neste manual, será estipulada a frequência dos diversos procedimentos a realizar nos vários locais da unidade de saúde: diariamente, semanalmente ou outra.

MÉTODO DE HIGIENIZAÇÃO:

Tão importante é o procedimento, como o modo como este se realiza. Para realizar a higienização da unidade, o profissional deverá:

  • Usar equipamento de proteção individual adequada;
  • Usar material adequado ao procedimento e à área a higienizar (baldes, panos, rodo, sacos e outros);
  • Remover da unidade todo o material clínico, resíduos e roupas contaminados e/ou desnecessários à continuidade do tratamento;
  • Preparar diluição correta para a lavagem e substituir águas entre salas;
  • Iniciar a lavagem pelas superfícies altas (de cima para baixo) e posteriormente os pavimentos (da zona mais limpa para a mais suja), do fundo da sala para a porta.
  • Superfícies altas e pavimentos deverão ser desinfectados em situações de:
  1. Derrame de fluidos;
  2. Derrame de medicamentos;
  3. Desinfecção periódica/programada.
  • Lavar e desinfectar todo o material utilizado, deixando-o a secar invertido.

Recomendações:

... “Mais vale uma boa lavagem, do que uma má desinfecção”...

  • Lavar antes de desinfectar.
  • Nunca juntar detergente e desinfectante.
  • Nunca juntar água quente ao desinfectante pastilhas (Presept®).
  • Nunca juntar água ao Hipoclorito de Sódio a 1%.
  • Depois de desinfectar com Hipoclorito de Sódio a 1%, de preferência deve passar a superfície com água limpa.

Limpeza:

A limpeza consiste no processo de remoção da sujidade por meios químicos, mecânicos ou térmicos, efetuada às instalações (incluindo pavimento, janelas, tecto, varandas, mobiliário, equipamentos e outras estruturas similares) num determinado período de tempo. Neste âmbito, os meios de limpeza podem ser caracterizados da seguinte forma:

  • Meio químico: é proveniente da ação de produtos com propriedades de dissolução, dispersão e suspensão da sujidade.
  • Meio mecânico: é proveniente da ação obtida pelo ato de esfregar manualmente ou pela pressão de uma máquina de lavar, no sentido de permitir remover a sujidade.
  • Meio térmico: é proveniente da ação do calor, o qual reduz a viscosidade da gordura, tornando-a mais fácil de remover. Sempre que a temperatura for alta e aplicada em tempo suficiente, ela também poderá ter, por si só, uma ação desinfectante ou esterilizante.

Assim, não se espera que diferentes superfícies (ex: pele de um sofá, paredes ou pavimento) recebam o mesmo meio/tipo de limpeza, mas sim que cada superfície seja limpa com a utilização do método e do produto mais adequado, com vista a prevenir a infecção associada aos cuidados de saúde. Por outro lado, uma mesma superfície poderá carecer de uma diferente frequência de limpeza, o que depende da sua utilização, facto que deverá ser considerado no processo de gestão e planeamento do serviço de limpeza. A limpeza tem várias funções, que se podem sintetizar em duas vertentes distintas:

  • Vertente microbiológica: consiste na remoção de grande parte dos microrganismos e da matéria orgânica que favorece a sobrevivência e proliferação desses microrganismos, o que contribui para uma maior segurança, ou seja, prevenir as IACS para doentes e profissionais;
  • Vertente não microbiológica: consiste em manter a aparência cuidada, restabelecer a função e evitar a deterioração das superfícies.

De acordo com a abrangência e objetivos a atingir, podem estabelecer-se diferentes frequências de limpeza:

  • Limpeza corrente: é aquela que se realiza diariamente, e que inclui a limpeza e a arrumação simplificadas.
  • Limpeza de conservação ou semanal: é a limpeza que embora não necessite de ser realizada todos os dias, pela sua importância na conservação de um bom ambiente, não deve ser descurada, devendo por isso ser realizada pelo menos uma vez por semana.
  • Limpeza imediata: é aquela que é realizada quando ocorrem salpicos e/ou derrames (ex: sangue ou outra matéria orgânica) em qualquer período do dia, podendo ser solicitada pelos profissionais de saúde ou sempre que constatada pelo funcionário do serviço de limpeza.
  • Limpeza global: trata-se de uma limpeza mais completa e de fundo, que contempla estruturas por vezes de difícil acesso e/ou limpeza. Recomenda-se ainda, para que se obtenha uma adequada limpeza das superfícies, a lavagem com água quente e detergente.

A frequência da limpeza, como se pode constatar no Quadro, é estipulada de acordo com a classificação das áreas. No entanto, as técnicas de limpeza e os produtos empregues, para cada tipo de material, são sempre iguais em qualquer área da Unidade de Saúde, quer seja considerada ou não área crítica.

A principal distinção entre a limpeza corrente da “área crítica geral” e da “área semi-crítica geral” reside na limpeza que é realizada a meio do dia, uma vez que neste período, e somente neste, poderá existir um menor número de zonas a limpar.

Exemplo de uma limpeza corrente a meio do dia:

  • Área crítica geral: A limpeza da sala de tratamentos inclui chão, marquesa, superfícies de trabalho, mobiliário, equipamentos, utensílios, lavatório e sua(s) torneira(s) e manípulo(s) de porta(s), assim como o despejo de resíduos e a limpeza dos contentores/recipientes.
  • Área semi-crítica geral: A limpeza corrente da sala de injetáveis inclui somente a marquesa, superfícies de trabalho e o despejo de resíduos e a limpeza dos contentores/recipientes.

No sentido de facilitar o entendimento relativo às áreas que deverão ser englobadas nos vários tipos de limpeza, apresenta-se uma síntese no Quadro abaixo.

2 Desinfecção:

A desinfecção consiste num processo de destruição ou inativação de microrganismos na forma vegetativa (geralmente não atua nos esporos bacterianos) em superfícies inertes, mediante a aplicação de agentes químicos ou físicos. Os desinfectantes, como antimicrobianos, exigem que os utilizemos de forma criteriosa, pelo que não se aconselha a sua utilização, por rotina, na desinfecção de superfícies (ex: pavimento), uma vez que o seu uso frequente promove a sua rápida re-contaminação.

  • Desinfectante - Agente químico capaz de destruir os microrganismos nos objetos inanimados (materiais, equipamentos ou superfícies) ou de reduzi-los para níveis não prejudiciais à saúde.
  • Anti-séptico - Agente químico capaz de destruír ou inibir o crescimento microbiano nos tecidos vivos.
  • Antissepsia – Destruição ou inibição de microrganismos utilizando o anti-séptico.

DETERGENTES E DESINFECTANTES:

A lista de detergentes e desinfectantes a utilizar pelas empresas contratualizadas deve ser submetida à aprovação da Comissão de Controlo de Infecção da Administração Regional de Saúde do Centro. Em termos gerais, considera-se inaceitável a utilização de:

  • Detergentes em pó;
  • Produtos cerosos derrapantes;
  • Detergentes e desinfectantes pré-diluídos ou que estejam fora das suas embalagens de origem;
  • Produtos de limpeza ou de desinfecção que estejam sem ficha de segurança.

Detergentes:

Considera-se que os detergentes são substâncias tensoativas, solúveis em água e dotadas de capacidade de emulsionar gorduras e manter os resíduos em suspensão, facilitando desta forma a remoção da matéria orgânica das superfícies. São geralmente utilizados para a limpeza de pavimentos, equipamentos, utensílios e superfícies de trabalho. Os detergentes a utilizar devem cumprir os requisitos, que são apresentados no Quadro:

É ainda de realçar, que os detergentes não devem:

  • Conter desinfectantes, nomeadamente do grupo dos fenóis por serem considerados poluentes para o meio ambiente;
  • Ser adquiridos em embalagens muito grandes, sendo considerado razoável as embalagens que têm até 5 litros;
  • Ser irritantes para as vias respiratórias ou outros alérgenos;
  • Ser corrosivos;
  • Estar associados a um desinfectante, com excepção das situações que assim o exijam, como é o caso das instalações sanitárias, em que está recomendado o uso da utilização de detergente que contenha desinfectante. Existem atualmente no mercado produtos que têm incorporado detergente e desinfectante, evitando assim as situações graves de incompatibilidade.

Desinfectantes:

Não se recomenda o uso de desinfectantes por rotina. Assim, para o chão e outras superfícies com grande utilização por parte de utentes e profissionais, está apenas aconselhada a sua lavagem com água quente e detergente. Por este motivo, os desinfectantes devem ser utilizados exclusivamente nas situações de derrame/salpico de sangue ou de outra matéria orgânica. Nestas situações, o desinfectante que deverá ser utilizado é o hipoclorito de sódio (lixívia) a 1% de cloro livre ou o dicloroisocianurato de sódio (grânulos ou pastilhas). As superfícies que servem de apoio à preparação de medicamentos e de técnicas que requerem assepsia, no início da atividade e entre procedimentos, deverão ser desinfectadas com álcool a 70%.

No que diz respeito à utilização de desinfectantes, devem ser tomadas em consideração as regras de segurança que constam no Quadro abaixo:

3 TÉCNICA DE LIMPEZA:

Antes de se iniciar a limpeza de qualquer área, deve-se:

  • Fechar as portas e abrir as janelas para favorecer a ventilação do espaço;
  • Afastar todo o equipamento das paredes;
  • Recolher os resíduos espalhados.

Não devem ser usados quaisquer meios de limpeza que levantem pó, com excepção dos procedimentos empregues nas áreas não-críticas exteriores (ex: escadas, átrios e varandas exteriores), pois alguns microrganismos podem ser transmitidos através de minúsculas gotículas ou partículas atmosféricas por via aérea, quando permanecem em suspensão, ou por contacto, quando se depositam nas superfícies. Assim, o ato de varrer pode conduzir à re-suspensão de microrganismos, razão pela qual não se deve realizar este procedimento. Recomenda-se que na limpeza dos Centros de Saúde sejam respeitados os seguintes princípios:

  • Não usar vassouras, espanadores ou outro utensílio/equipamento de limpeza do pó a seco;
  • Realizar a limpeza do pó por meios úmidos, utilizando-se para o efeito um pano embebido em água e detergente, a fim de remover não só o pó como a sujidade em geral;
  • Utilizar o detergente adequado à superfície a tratar;
  • Limpar com movimentos de limpeza suaves, de forma a minimizar o levantamento de partículas

Quando um mesmo trabalhador do serviço de limpeza tem várias áreas das Unidades de Saúde adstritas para limpar, a organização das atividades deve ser sempre estabelecida no sentido das áreas mais limpas (áreas não críticas) para as mais sujas (áreas críticas).

Numa mesma área deve ter-se ainda em atenção a orientação da limpeza:

  • Orientação horizontal: da zona mais afastada para a mais próxima (limpeza do fundo da sala para a porta de saída).
  • Orientação vertical: de cima para baixo, ou seja, em primeiro lugar limpar o tecto e por fim o chão. Numa limpeza global a sequência da limpeza poderá ser, por exemplo: 1.º pontos de luz e tecto; 2.º paredes; 3.º estores e janelas (face interior e exterior); 4.º mobiliário e utensílios; 5.º chão.

Os trabalhos de limpeza global não podem prejudicar a realização dos trabalhos de limpeza corrente, semanal ou imediata.

Limpeza de superfícies:

A limpeza com água quente e detergente é adequada para as superfícies existentes nas Unidades de Saúde, pois remove a maior parte dos microrganismos. Contudo é igualmente importante, para que não haja re-contaminação e multiplicação de microrganismos, que todas as superfícies limpas fiquem bem secas.

Durante a limpeza das superfícies, devem respeitar-se as seguintes orientações:

  • Realizar a limpeza a úmido com água quente e detergente adequado, reforçando este procedimento em zonas com manchas;
  • Após a limpeza, as superfícies devem ficar o mais secas possível e nunca “encharcadas”;
  • Depois do período de secagem, as superfícies que servem de apoio à preparação de medicamentos e de técnicas que requerem assepsia, deverão ser desinfectadas com álcool a 70%;
  • Dentro de cada área (ex: sala de tratamentos) o pano deve ser exclusivo para cada tipo de equipamento.

Limpeza do pavimento:

A diversidade de pavimentos leva a que existam diferentes métodos de limpeza tanto manuais (úmido e seco) como mecânicos (máquinas automáticas de lavar e/ou enxugar e de jatos de vapor de água saturada sob pressão). Nesta sequência, apresenta-se resumidamente o procedimento de cada um dos métodos anteriormente referidos.

 

Método manual úmido:

Recomenda-se que a limpeza do pavimento seja efetuada com o método de duplo balde, o qual deve englobar os componentes referidos na Figura:

Na lavagem do pavimento deve ainda ter-se em conta que:

  • A esfregona deve ser agitada dentro de cada balde e bem espremida;
  • Devem adotar-se movimentos ondulantes e manter as franjas da esfregona abertas;
  • A água deve ser quente e mudada frequentemente. Nas áreas críticas e semicríticas, por exemplo, a água tem de ser mudada sempre entre salas e, dentro de cada sala, sempre que a água se encontre visivelmente suja, para evitar a redistribuição de microrganismos;
  • Nos corredores e/ou áreas a limpar devem colocar-se fitas ou outra sinalização (ex: cones de sinalização) para aviso de piso escorregadio, nos dois extremos dessas áreas;
  • Os corredores e escadas devem ser lavados no sentido longitudinal, ou seja lava-se primeiro uma metade e só depois a restante parte, de modo a permitir a circulação segura das pessoas durante a limpeza.
  • As zonas de difícil acesso às máquinas de disco devem ser limpas manualmente.

Pelo menos uma vez por semana, os pavimentos devem ser lavados primeiro pelo método de duplo balde e, de seguida, deve efectuar-se uma limpeza com água simples para remover a película de detergente que se vai acumulando

Sempre que o pavimento possua ralos para escoamento de águas residuais, não se recomenda a utilização do método de duplo balde. Nestas situações, o procedimento adequado consiste em espalhar uma solução de detergente no pavimento e esfregar, empurrando de seguida as águas residuais para o ralo. O pavimento deverá ser alvo de vários enxaguamentos, com água limpa, até que a totalidade das águas residuais tenham sido conduzidas para o ralo.

Método manual seco:

A utilização de vassoura só é permitida em áreas não-críticas exteriores como átrios, pátios, estacionamentos, entre outros, consistindo este método simplesmente em retirar a sujidade através da utilização de uma vassoura. Nas restantes áreas, e somente se for imprescindível, a limpeza a seco deve ser feita pela utilização de um aspirador, embora este não seja considerado método manual.

Método mecânico através de máquinas automáticas de lavar e/ou enxugar:

Na generalidade estas máquinas possuem depósito para soluções de detergente, o qual é doseado diretamente para a escova através de um dispositivo de auto-aplicação. Estas realizam um processo de lavagem através de escovas ou discos de rotação, podendo aspirar simultaneamente a água da superfície do pavimento. Neste método, deve evitar-se o risco da solução de detergente secar na superfície antes da operação de aspiração. De referir, que estas máquinas têm a vantagem de ter uma alta eficiência de trabalho com menor esforço e risco para o trabalhador.

Método mecânico através de jatos de vapor de água saturada sob pressão:

Este método é usualmente utilizado nas limpezas globais e pode ser aplicado praticamente em qualquer superfície fixa, conseguindo-se obter uma boa limpeza pela sua aplicação direta na superfície, sem necessidade de utilizar produtos químicos, enxaguamento ou secagem.

Limpeza de capachos:

Em termos gerais recomenda-se uma cuidadosa limpeza e conservação dos capachos, de acordo com um plano de manutenção, devendo ter-se em consideração na sua aquisição as seguintes características:

  • Serem de material ignífugo e resistente a processos de desinfecção e lavagem;
  • Possuírem a face posterior à prova de água;
  • Possuírem fios condutores na sua constituição para reduzir a produção de eletricidade estática;
  • Serem constituídos por fibras não absorventes, que facilitem a lavagem e que permitam a fácil remoção de manchas.

Limpeza de instalações sanitárias:

Os equipamentos das instalações sanitárias devem ser cuidadosamente limpos de acordo com o descrito no Quadro abaixo. É de referir, que a frequência de limpeza das instalações sanitárias localizadas junto de zonas de atendimento ao público (ex: Consultas Externas, Urgência, entre outras), deverá ser adequada às necessidades.

A reposição do sabão líquido, toalhetes para as mãos e papel higiênico, quando da responsabilidade dos profissionais de limpeza, deve ser realizada fora do horário de funcionamento do serviço. É de salientar ainda, que os detergentes abrasivos danificam a superfície vidrada da porcelana das louças sanitárias, podendo ocasionar fissuras que constituem potenciais reservatórios para microrganismos e danificam o metal das torneiras, sobretudo das cromadas, pelo que é desaconselhada a sua utilização.

4 TÉCNICA DE DESINFECÇÃO PARA AS SITUAÇÕES DE DERRAME:

Nas situações de derrame, a técnica de desinfecção implica que se utilize hipoclorito de sódio a 1% de cloro livre ou dicloroisocianurato de sódio. O procedimento relativo às situações de derrame implica que o profissional utilize equipamento de proteção individual adequado, conforme. É de salientar, que com excepção do procedimento “lavar em seguida com água quente e detergente” (ponto 3 ou 4 conforme a situação de derrame), todos os restantes procedimentos que constam do Quadro 8 devem ser efetuados com luvas de látex descartáveis, que quando retiradas devem ser colocadas no contentor de resíduos do Grupo III. A realização das operações de lavagem/desinfecção exigem a utilização de luvas de ménage para proteção do trabalhador.

 Sempre que os produtos derramados se encontrem misturados com vidros partidos ou outro material cortante, deve utilizar-se uma pinça para os remover, depositá-los em contentor adequado para material corto-perfurante e seguidamente efetuar de acordo com o procedimento recomendando. Preconiza-se para cada desinfectante a metodologia de desinfecção apresentada no Quadro abaixo:

Relativamente aos salpicos/derrames de urina, alerta-se que não se deve utilizar diretamente hipoclorito de sódio ou dicloroisocianurato de sódio, uma vez que possibilita a reação entre o amoníaco contido na urina e o cloro existente nestes desinfectantes, libertando-se vapores irritantes e tóxicos de cloreto de amônio, que poderão ocasionar efeitos adversos na saúde do profissional que o está a utilizar.

Desta forma, o procedimento correto contempla numa primeira fase a remoção da urina, com a utilização de toalhetes absorventes e respectiva deposição dos toalhetes no contentor/saco de resíduos hospitalares do Grupo III, seguida de desinfecção e lavagem, de acordo com o preconizado no Quadro 8, situação de “derrame de fluidos orgânicos superiores a 30 cc”,nos pontos 2, 3 e 4. Nas instalações sanitárias, não se deve adicionar lixívia aos detergentes de uso geral, uma vez que esta anula a eficácia do desinfectante e pode ocasionar reação química com libertação de vapores tóxicos. Estão por isso comercializados detergentes com hipoclorito que são apropriados para este fim e que são aqueles que devem ser adotados para estas situações.

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DE LIMPEZA:

De forma a evitar a redistribuição cruzada de microrganismos nas superfícies de uma área para outra, por exemplo, panos, esfregonas, rodos e baldes usados nas instalações sanitárias, não podem utilizar-se nas salas de tratamento, nem em copas e refeitórios, se não estiverem adequadamente lavados e secos. Por sua vez, quando existe mais do que uma sala de tratamentos, o equipamento e o material (panos de limpeza, franjas da esfregona e rodos) devem ser exclusivos de cada sala. É igualmente fundamental, que o balde seja limpo e a água renovada de sala para sala.

Estes materiais e equipamentos devem ser calculados em função das necessidades dos serviços e dos métodos de limpeza adotados. Por último, é de salientar que os panos de limpeza, as franjas da esfregona e os rodos devem, após a sua utilização, ser lavados em máquina de lavar, secos e armazenados em local próprio. Assim, os equipamentos e os materiais de limpeza devem ser em número suficiente, exclusivos de cada área e obedecer aos requisitos que constam no Quadro

CUIDADOS NO DOMICILIO:

Os cuidados no domicílio devem ser prestadas de modo a respeitar os conceitos descritos no manual controlo da infecção do ACES PIN1. Os recursos materiais, tais como veículo, equipamentos e utensílios devem respeitar as normas de controlo de infecção. O veículo utilizado para transporte de profissionais, equipamentos e materiais necessários à prestação de cuidados, deverá ser adaptado e mantido em perfeito estado de limpeza e será submetido a adequada desinfecção periódica.

A bagageira deverá ser de material lavável, impermeável e de fácil limpeza, estar compartimentada em zona de contaminados e não contaminados, e dotada de equipamentos tais como, malas refrigeradas, saco de material lavável, impermeável para transporte do material que não necessita de refrigeração. Os profissionais deverão usar o kit descartável de proteção individual e luvas, estar devidamente identificado. Todos os resíduos produzidos nos domicílios deverão ser acondicionados e transportados corretamente para a Unidade de Saúde.

RECOLHA DE RESÍDUOS HOSPITALARES:

As particularidades referentes à gestão de resíduos hospitalares encontram-se definidas pela Direção Geral da Saúde no “Plano de Gestão de Resíduos Hospitalares em Centros de Saúde”, o qual prevê que, para alcançar uma adequada triagem e recolha de resíduos, deve ter-se em conta os aspectos seguintes:

a. “Cada local de produção deve estar equipado com recipientes destinados aos diversos tipos de resíduos hospitalares aí produzidos”;

b. “Cada recipiente deve corresponder às características do tipo de resíduo a receber, deve estar devidamente identificado e com a referência da sala a que pertence”.

Chama-se ainda a atenção para os pontos que se seguem:

  • Os contentores/suportes de resíduos hospitalares reutilizáveis, devem ser lavados, desinfectados e secos antes da sua colocação no serviço, procedimentos que devem ser realizados em local próprio para o efeito;
  • Quando se realiza a recolha de sacos, estes devem ser previamente fechados, com recurso a braçadeiras ou outro processo que impeça a proliferação de cheiros desagradáveis e que promova o seu correto acondicionamento;
  • Os resíduos hospitalares devem ser recolhidos pelo menos uma vez por dia, no final de cada turno ou sempre que seja necessário;
  • Os sacos e os contentores devem ter uma reposição imediata;
  • Os resíduos devem seguir um circuito próprio pré-estabelecido para sujos, depositados nos locais estipulados de acordo com os grupos de resíduos hospitalares e horários definidos. “Quando não houver um circuito independente para sujos, quer ao nível de corredores quer ao nível de elevadores, devem ter-se em atenção os horários de recolha dos resíduos hospitalares, para que não coincidam com outras atividades do centro de saúde, nomeadamente com a circulação de doentes (…) e os períodos de maior fluxo de pessoas (…)” .

Acondicionamento e dispositivos de recolha:

Os resíduos sólidos, carecem de uma triagem seletiva, manipulação, acondicionamento, recolha e transporte criteriosos, de modo a minimizar os riscos para os profissionais de saúde, utentes e restante pessoal envolvido, quer pelas implicações de saúde em geral, quer sobre o ponto de vista econômico. Para segurança de todos, os sacos devem ser substituídos com frequência, evitando a sua permanência em recintos fechados, que não sejam os apropriados.

Na unidade de saúde os resíduos sólidos são triados para sacos de cor:

PRETO: resíduos equiparados a urbanos, para o aterro (Grupo I e II): Todo o material que não oferecer perigosidade, não ofereça risco biológico, tóxico, equiparado ao lixo urbano, sem risco de contaminação, que não possa ser reciclado

BRANCO – resíduos sólidos para autoclave (Grupo III):

  • Todo o material que ofereça risco biológico, tóxico ou outro tipo de contaminação, ou sob suspeita de contaminação biológica
  • Todo o material que apresente sangue ou outros fluidos orgânicos

VERMELHO – resíduos sólidos para incinerar (Grupo IV):

  • Todo o material corto-perfurante, depositado nos contentores rígidos amarelos
  • Material proveniente da preparação, administração e eliminação de citostáticos
  • Medicamentos fora de prazo
  • Peças anatômicas identificáveis.

Recomendações:

  • Nunca encher os sacos mais do que 80% da sua capacidade;
  • Os sacos de plástico devem ser fechados com atilho (braçadeira);
  • Remover do local de produção logo que possível;
  • Repor imediatamente os sacos, mantendo o código de cores.

CONDIÇÕES ESTRUTURAIS DO LOCAL DE ARMAZENAGEM DOS RESÍDUOS DO GRUPO III E IV:

LOCALIZAÇÃO

O compartimento destinado a armazenamento de resíduos hospitalares deve ficar isolado, numa zona de fácil acesso ao exterior, de forma a permitir uma adequada remoção final. Por outro lado, a localização ficará pendente do circuito interno de resíduos hospitalares (circuito dos sujos), de modo a impedir contaminações cruzadas.

CAPACIDADE

O compartimento deve ter, como capacidade mínima, a correspondente a tantos contentores quantos os produzidos diariamente, vezes os dias de intervalos entre recolhas, acrescido do espaço para o armazenamento dos contentores vazios; este ultimo deve estar espacialmente afastado da zona dos contentores cheios, ou vir mesmo a ser implantado noutra zona fisicamente separada. Esta disposição será obrigatória quando os contentores de transporte são também utilizados como contentor de colocação de resíduos no próprio local de produção.

VENTILAÇÃO:

O compartimento deve dispor de ventilação natural ou forçada, isto é entrada de ar fresco (do exterior do edifício) na parte inferior do compartimento e saída de ar viciado (para o exterior do edifico) na parte superior do compartimento.

ILUMINAÇÃO:

O compartimento deve dispor de iluminação natural ou artificial.

ENERGIA:

O compartimento deve dispor de energia eléctrica para a instalação de possíveis sistemas de pesagem eletrônica e refrigeração.

ÁGUAS E ÁGUAS RESIDUAIS:

O compartimento deve dispor de ponto de água e de ralo no pavimento com ligação à rede de drenagem de águas residuais, com o objectivo de assegurar a higienização dos contentores e do próprio espaço.

PAREDES, PAVIMENTO E TETO:

O teto do compartimento deve ser liso e lavável. As paredes e o pavimento devem ser de material impermeável, liso, facilmente lavável e desinfectavel.

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA:

eve estar afixada a sinalização de segurança, nomeadamente a que concerne a materiais perigosos e à proibição de acesso a pessoas não autorizadas. No interior devem ser identificados os contentores e colocadas as normas convenientes.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL:

Os manipuladores devem dispor de luvas, sapatos e avental ou bata de proteção, para proceder à manipulação dos resíduos, devendo esse material estar estritamente afeto a esse fim.

RESÍDUO RECICLÁVEL:

As unidades de saúde produzem imensos desperdício (papel, plástico, metal e vidro), que merece também uma grande atenção por razões ambientais. Assim, deverão existir ECOPONTOS em diversos pontos estratégicos das unidades para separação adequado, caixas de papelão nos gabinetes de trabalho para recolha de papel. Esta recolha de papel não necessita ser diária, recomendando-se uma frequência semanal.

O circuito destes resíduos será o Ecoponto que deverá estar localizado na proximidade da Unidade de Saúde. Ainda existem os fluxos especiais, tais como pilhas, baterias, consumíveis informáticos (toners e tinteiros de impressoras, de fotocopiadoras e de aparelhos de fax), películas de Rx , líquidos de revelação e fixação das películas de Rx, mercúrio, lâmpadas de mercúrio (fluorescentes), óleos alimentares usados, líquidos químicos resultantes das atividades laboratoriais e equipamentos eléctricos e eletrônicos que também deverão ser devidamente encaminhadas e tratados.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL DOS PROFISSIONAIS DE LIMPEZA:

Os profissionais que são responsáveis pela limpeza e desinfecção das instalações, devem estar protegidos durante a execução das suas atividades pelos equipamentos de proteção individual que constam no quadro abaixo (1º), com as especificidades que são apresentadas no próximo quadro (2°):

1º Quadro:

Salienta-se, que as luvas constituem uma barreira de defesa eficaz no contacto com os produtos de limpeza, em especial nos contatos prolongados com os desinfectantes, detergentes com ação corrosiva, decapantes, cera ou outro produto químico que possa potencialmente causar dano ao seu utilizador, pelo que é fundamental respeitar a sua utilização. Assim, é indispensável a utilização de luvas adequadas sempre que se realizem trabalhos de risco, nomeadamente:

  • No manuseamento de produtos contaminados ou suspeitos de contaminação incluindo materiais/equipamentos de limpeza;
  • Na limpeza de áreas sujas e contaminadas;
  • Na limpeza de pavimentos, materiais e equipamentos de médio e alto risco;
  • No manuseamento de materiais corto-perfurantes;
  • Durante a manipulação/aplicação de produtos agressivos para a pele (detergentes, desinfectantes e outros).

É de referir, que todo o equipamento de proteção individual deve ser fornecido aos seus trabalhadores pela empresa prestadora do serviço de limpeza, o qual deverá ser substituído assim que apresente sinais de deterioração.

2º Quadro:

RESPONSABILIDADES DOS PROFISSIONAIS:

  • Conhecer e avaliar os riscos para os utentes/doentes e para si próprios, de transmissão cruzada da infecção;
  • Conhecer as medidas básicas de prevenção e controlo das IACS a aplicar em todas as situações;
  • Cumprir as normas e recomendações emanadas pela CCI, na sua prática clínica, de forma a prevenir e/ou reduzir as IACS.

A higiene das mãos é uma das medidas de boas práticas mais simples e eficazes no controlo da infecção. Todas as normas e orientações apontam para a necessidade imperiosa deste procedimento ser obrigatoriamente adotado por todos os profissionais de saúde, no seu quotidiano.

A higienização das mãos deve ser sempre feita:

  • Entre cada utente/doente atendido
  • Antes e após cada procedimento técnico;
  • Após tossir, espirrar, ou tocar objetos susceptíveis de estar contaminados;
  • Antes de comer;
  • Após a utilização das instalações sanitárias;
  • Sempre que as mesmas se encontrem sujas ou consporcadas.

HIGIENE INDIVIDUAL DOS PROFISSIONAIS:

A manutenção da higiene pessoal dos profissionais é de extrema importância, a qual inclui nomeadamente:

  • Banho após o trabalho;
  • Manutenção das unhas (curtas, limpas e sem verniz ou unhas de gel);
  • Cabelo curto ou atado;
  • Barba e bigode aparado e limpo;
  • Proteção das feridas;
  • Lavagem frequente das mãos.

É de salientar, que a lavagem das mãos deve ser realizada ao entrar e sair do trabalho, antes e após qualquer procedimento, após retirar luvas, antes e após utilizar as instalações sanitárias e assoar o nariz, antes das refeições e ainda em outras situações que se considere necessário. Os profissionais devem estar continuamente informados sobre os cuidados de prevenção, disseminação e contaminação, principalmente relacionados com o uso de luvas: estas só devem ser usadas durante os procedimentos de limpeza e outras técnicas e retiradas com técnica correta, a fim de evitar que os profissionais se contaminem. Acrescenta-se ainda que, mesmo durante o trabalho, deve evitar tocar-se, com as luvas contaminadas, em locais de uso comum (ex: maçanetas de portas, botões de elevadores,entre outros).

DESCONTAMINAÇÃO E ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DE LIMPEZA:

O material e equipamento usado na limpeza e desinfecção deve estar limpo e ser armazenado em compartimento próprio e exclusivo, o qual deve ter os seguintes requisitos:

  • Porta de entrada com identificação;
  • Chão, paredes e tecto revestido em material liso, lavável, resistente e imputrescível;
  • Ventilação adequada;
  • Lavatório com torneira de comando não manual, dotado de sistema individual de secagem de mãos e doseador de sabão líquido;
  • Pia para despejos;
  • Bancada com cuba de lavagem e superfície que permita a colocação de baldes invertidos;
  • Suporte que permita a secagem das franjas das esfregonas em posição invertida;
  • Recipiente para resíduos accionado por comando não manual;
  • Local próprio para guardar detergentes e desinfectantes devidamente sinalizado;
  • Local de armazenamento de material limpo e seco (ex: panos de limpeza, franjas das esfregonas, entre outros);
  • Local para guardar panos e franjas sujos;
  • Local próprio para guardar o equipamento (ex: aspirador, cabos de esfregonas, baldes, entre outros);
  • Área suficiente para guardar o(s) carro(s) de limpeza.

Nos compartimentos de armazenamento de materiais e equipamentos de limpeza os produtos de limpeza devem estar nos recipientes de origem, bem rolhados (ou hermeticamente fechados), rotulados e com as respectivas fichas técnicas, para que estes sejam utilizados corretamente e para que, em caso de acidente, se possa atuar adequada e rapidamente.

SUPERVISÃO DAS ATIVIDADES DO SERVIÇO DE LIMPEZA:

A supervisão dos serviços de limpeza deve estar a cargo, obrigatoriamente, de um elemento da empresa contratualizada e um elemento da Comissão de Controlo da Administração Regional de Saúde do Centro. Esta supervisão deve ser realizada pelo menos mensalmente e tem como finalidade a identificação de problemas/situações pontuais e a sua rápida resolução, bem como a verificação do cumprimento da carga horária e dos procedimentos dos profissionais que realizam a higienização das instalações, numa perspectiva de garantir a qualidade deste serviço.

FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO DE LIMPEZA:

A principal forma de evitar a disseminação de infecções é pela educação/formação, a qual, quando efetiva, resulta em mudanças comportamentais positivas. É por isso crucial que os profissionais do serviço de limpeza adotem procedimentos adequados de modo a contribuírem para a prevenção das IACS. Assim, dada a especificidade dos Centros de Saúde, é necessário qualificar cada vez mais os profissionais dos serviços de limpeza. Mostra-se por isso essencial que todos os profissionais que trabalham nestes serviços tenham formação relativa à sua atividade profissional, a qual deve incidir nos seguintes conteúdos temáticos:

a) Procedimentos de limpeza e desinfecção das superfícies inertes;

b) Regras de higiene pessoal e medidas de prevenção;

c) Utilização de equipamento de proteção individual;

d) Resíduos hospitalares;

e) Acidentes de trabalho e doenças profissionais;

f) Vacinação dos profissionais.

Neste sentido, a empresa do serviço de limpeza que está contratualizada deverá apresentar ao Diretor Executivo do Aces um plano de formação para os profissionais da sua equipa de limpeza, no qual deve constar a carga horária e o tipo e conteúdos dos programas de formação para novos elementos e de reciclagem. É de ressalvar, que ambos os programas de formação devem contemplar tanto aspectos teóricos como práticos e privilegiar dinâmicas de grupo e outros recursos didáticos que facilitem a apropriação de conhecimentos.

A formação deverá ser assegurada pela empresa contratualizada. Se o Diretor Executivo do Aces o entender que esta formação é insuficiente poderá, mediante contrapartida, proporcionar formação adequada às necessidades que foram identificadas.

5 OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES:

A empresa de serviços de limpeza contratada deverá:

a. Apresentar ao Diretor Executivo do Aces, antes de iniciar a sua atividade, documento que identifique criteriosamente as áreas críticas, semi-críticas e não críticas da Unidade de Saúde, de acordo com o respectivo Caderno de Encargos, o qual deverá ser submetido à apreciação da Comissão de Controlo de Infecção da Administração Regional de Saúde do Centro, de forma a promover uma análise conjunta. Sempre que necessário deverá ser elaborada uma adenda que retifique e/ou acrescente aspectos técnicos significativos, a qual deverá ser lavrada por todos os intervenientes.

b. Fornecer os materiais, equipamentos, ferramentas e utensílios que se revelarem necessários para garantir uma limpeza e desinfecção de qualidade;

c. Garantir a presença de recursos humanos, que assegurem a boa execução da atividade dos serviços de limpeza;

d. Responsabilizar-se integralmente pelo cumprimento das especificações técnicas apresentadas no Caderno de Encargos;

e. Selecionar, informar e formar rigorosamente os profissionais que irão prestar os serviços de limpeza;

f. Assegurar que os profissionais do serviço de limpeza executam a sua atividade, devidamente fardada e com o equipamento de proteção individual adequado;

g. Planificar mensalmente o serviço, através da elaboração de um Programa de limpeza, o qual deverá ser dado a conhecer ao Coordenadores das Unidades de Saúde;

h. Afixar nos diferentes serviços/áreas/zonas mapas de registo, que comprovem a limpeza/desinfecção que foi realizada, incluindo a hora, o nome e a assinatura do executor;

I. Informar os serviços competentes do Centro de Saúde sobre a necessidade de reparações (fendas, falhas no equipamento sanitário ou eléctrico, entre outras);

J. Responsabilizar-se pelos seus profissionais, nomeadamente quanto à vacinação dos mesmos (Hepatite B e Tétano), ao seguro de acidentes pessoais e às demais questões relacionadas com acidentes de trabalho e doenças profissionais;

L. Proceder a uma supervisão dos serviços de limpeza, pelo menos mensalmente;

K. Realizar anualmente uma auditoria da qualidade dos serviços de limpeza prestados nas Unidades de Saúde.

A Unidade de Saúde está obrigada a:

a. Supervisionar os serviços de limpeza prestados;

b. Disponibilizar instalações sanitárias e vestiários adequados;

c. Disponibilizar local para a guarda de material e equipamento de limpeza;

d. Realizar pelo menos anualmente uma auditoria da qualidade dos serviços de limpeza prestados na Unidade de Saúde

e. Realizar reuniões, entre a Unidade de Saúde e a empresa contratada, trimestralmente ou sempre que necessário para aferição de procedimentos.