Sistemas de cabeamento estruturado
Cabeamento Estruturado
1 Histórico dos sistemas de cabeamento estruturado:
No início da década de 80 os sistemas Mainframe dominavam o mercado.
Surgem os conceitos de "Networking" e "Downsizing" referindo-se ao processo de implementação de redes de microcomputadores.
Visão dos Anos 80:
- Cabeamento Dedicado;
- Sistemas Proprietários;
- Processamento Centralizado;
- Voz / Dados;
- Até 10 Mbps.
Com a falta de normas para o mercado de redes locais, os fabricantes criaram sistemas proprietários para atender a demanda.
A rápida evolução e popularização dos PC's levou fabricantes e organismos internacionais a desenvolver normas e padrões para o setor.
A partir de 1988, os primeiros sistemas de cabeamento integrando voz, vídeo e dados foram lançados comercialmente.
Surge no mercado de redes o conceito SCS – “Structured Cabling System” - " Sistema de Cabeamento Estruturado".
Um SCS consiste de um conjunto de produtos de conectividade, empregado de acordo com regras específicas, cujas características principais são:
- Arquitetura aberta;
- Meio de transmissão e disposição física padronizados.
- Aderência e padrões internacionais;
- Projeto e instalações sistematizados.
Visão dos Anos 90:
- Sistema integrado de cabeamento;
- Arquitetura aberta;
- Processamento distribuído;
- Voz/Dsdos/Imagem/Vídeo/Controles;
- 100 Mbps, 1Gbps, etc.
Com a introdução de padrões internacionais, os sistemas de cabeamento passaram a ser produzidos sob normas definidas internacionalmente.
A liberdade de escolha de fornecedores pelo usuário tornou mais flexível e barato o projeto de sistemas de informação, além de preservar seus investimentos.
2 Normas e Padronização de Sistemas de Cabeamento Estruturado:
Normalização Europeia/Internacional:
- ISO (Internacional Standard Organization);
- IEC (International Electrotechnical Commission);
- BSI (British Standards Institute);
- CENELEC (para o mercado britânico).
Normalização no Brasil:
- ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, que desenvolve a normalização de sistemas de cabeamento estruturado para uso no Brasil, baseada em normas internacionais;
- NBR 14565 (Infra-estrutura de redes);
- NBR 5410 (Instalações elétricas).
Normas mais utilizadas para cabeamento no Brasil:
- ANSI/EIA/TIA-568 que especifica sistemas de cabeamento estruturado para edifícios comerciais;
- NBR 14565, norma brasileira que traz os procedimentos básicos para a elaboração de projetos de cabeamento estruturado em redes de telecomunicações;
- BICSI – (Building Industry Consulting Service International) - Associação internacional dos profissionais da área de telecomunicações, com maior enfoque em cabeamento estruturado, infra-estrutura predial, automação predial e residencial, networking e planta externa;
- AURESIDE – Associação Brasileira de Automação Residencial.
3 Projetos de Infraestruturas:
“Um sistema em uma rede nunca será melhor do que o seu cabeamento”.
Um bom projeto deve seguir metodologias definidas e os sistemas utilizados devem ser baseados em padrões internacionais, com componentes aferidos e de qualidade.
Em uma rede estruturada não se conecta diretamente um equipamento que provê um serviço ou sinal ao usuário. Conforme definido por normas internacionais, o equipamento deve ser conectado a um painel distribuidor e este, através de outros dispositivos de conexão, ser conectado a um ponto de acesso na área de trabalho.
Uma instalação típica de cabeamento estruturado consiste em tomadas para o usuário com conectores do tipo RJ-45. Cada cabo é conduzido para as salas de telecomunicações através do cabeamento horizontal.
Um projeto de cabeamento estruturado deve seguir várias etapas que antecedem a instalação física da rede:
•Análise das necessidades dos usuários e das facilidades de transmissão disponíveis ;
•Levantamento do cabeamento existente existente;
• Verificação da estrutura funcional e técnica disponível;
• Especificação da prumada e da topologia do cabeamento;
•Elaboração do desenho esquemático da rede, com detalhamento do sistema de distribuição, constituição do backbone físico, especificações técnicas, equipamentos de proteção, plano de etiquetagem, plano de conexão de equipamentos, etc;
•Detalhamento do orçamento para o total de cabos, conectores e demais módulos de hardware necessários;
•Se o projeto tem como objetivo a melhoria de uma rede existente, elaborar a documentação necessária do plano de migração da rede antiga para a nova rede.
- Projeto da rede primária: ,
- Dimensionamento da Rede Primária:
- Projeto da Rede Secundária:
O cabeamento da rede secundária adota a topologia estrela, com centro localizado na sala de telecomunicações do andar. Conversores de mídia colocados externamente às tomadas não são considerados parte integrante da rede secundária.
- Mercado SOHO:
As tecnologias que permitem automatizar uma residência geralmente são baseadas em conexões de alta velocidade para interligar computadores pessoais, eletrodomésticos, sistemas de segurança, telefones, iluminação e outras aplicações em conjunto.