Manual De Redação Estilo E Comunicação

Auxiliar de Escritório Administrativo

1 Manual De Redação Estilo E Comunicação

Introdução

A comunicação escrita tem indiscutível importância para os que vivem em sociedade. Em uma organização colocada a serviço da população é essencial o cuidado com toda e qualquer produção textual associada à sua atuação.


É pela escrita que as organizações fundamentam, planejam, registram, aperfeiçoam e difundem suas práticas. Tal fato merece especial atenção no Departamento Nacional do Sesc, como órgão de acompanhamento e assistência técnica às ações dos Departamentos Regionais. Textos institucionais são elaborados por equipes multidisciplinares, e percorrem diferentes níveis e setores para alcançar a plena adequação entre produto final e suas intenções.


A qualificação da produção de textos e a definição de seu estilo requerem normatização e orientação de uso geral, o que este Manual vem cumprir.
Há nas páginas seguintes conteúdos de três naturezas distintas.

Uma parcela do Manual enfatiza a norma culta da Língua Portuguesa, ao assinalar os deslizes cometidos com maior frequência. Para estes deslizes e as dúvidas mais comuns são dadas orientações curtas, de fácil memorização ou consulta. Uma segunda parte aborda regras e recomendações de estilo.

Uma terceira parcela do Manual revê a padronização dos termos e expressões, assim como a grafia em conformidade com o veículo e o contexto.

A produção textual coletiva, no entanto, requer constante aperfeiçoamento, por meio da troca de opiniões, a leitura e atualização de conhecimentos, e a revisão dos padrões.

Portanto, para alcançar seus objetivos, esta publicação deve constituir um estímulo à troca permanente entre todos.

2 Clareza, concisão, estilo e estrutura

2.1 O que é linguagem formal?

A opção entre linguagem formal e informal decorre do contexto e de sua aplicação. 
Somos cerimoniosos em situações de trabalho, quando revestimos a comunicação de maior rigor, por diversos motivos. A linguagem formal deixa claro tratar-se de assunto profissional, e serve para denotar precisão, impessoalidade, cortesia e conhecimento, não só da norma culta como também da Instituição, principalmente nas mensagens escritas. 


A expressão informal é usada para emitir opiniões e emoções de caráter individual. Tem mais liberdade no uso de palavras e expressões coloquiais, gírias e regionalismos. 

No trabalho, usamos sempre a linguagem formal. Afinal, compomos uma equipe, que precisa lidar com metas, procedimentos técnicos, obrigações legais, prazos a cumprir; enfim, tudo o que diz respeito a nossa missão. 

Devemos – sempre – buscar a formalidade, porém é necessário evitar o exagero. Nada de palavras “difíceis”, cujo significado não é conhecido por todos. Simplificar é melhor do que dificultar. 

Como a comunicação moderna busca a clareza e a objetividade, devemos mantê-las, assim como a diplomacia no tratamento.

Há também a chamada “linguagem virtual” ou da internet, ou fonética, que reúne códigos, abreviações e gírias em substituição a palavras ou expressões. Dada a velocidade com que vem sendo criada e adotada, esta linguagem ainda não tem referências sistematizadas que permitam seu uso generalizado. Fica, portanto, para uso pessoal.

Primar pela objetividade é ser direto no texto. Não usar: sugere-se ou recomenda-se, o melhor nesses casos é aplicar a primeira pessoa do plural: sugerimos, recomendamos.

2.2 Concisão textual – como obtê-la?

Todo e qualquer texto deve ser objetivo. O mais conciso possível, sem omitir dados, informações ou quaisquer esclarecimentos.

Um texto prolixo é entediante e confuso, e não acrescenta nada para a comunicação da organização.

a) Como exemplo, eis uma primeira versão de carta: “Informamos que este Departamento Nacional será responsável pela compra, custeio das despesas aéreas, hospedagem em Belo Horizonte, MG, e pró-labore da assessoria externa contratada. Ressaltamos, ainda, que as despesas com traslados e hospedagem em Ouro Preto do instrutor/assessor externo e assessoria técnica deste Departamento Nacional ficarão por conta desse Departamento Regional.”

O texto é prolixo, gera confusão. Quem paga o quê?

Retiramos palavras em excesso e criamos orações mais diretas:

“O Departamento Nacional ficará responsável pela compra das passagens aéreas, hospedagem em Belo Horizonte e pró-labore da assessoria externa. E o Departamento Regional, pelo traslado e hospedagem, em Ouro Preto, do assessor externo e do nosso assessor técnico.”

b) Leiamos outro exemplo: “Para quaisquer outros esclarecimentos adicionais, solicitamos entrar em contato com o servidor André de Castro, na Gerência Administrativa deste Departamento Nacional, através do endereço eletrônico acastro@wr.com.br ou telefone (35) 2222.2222.”

Como a comunicação moderna busca a clareza e a objetividade, devemos mantê-las, assim como a diplomacia no tratamento. 

Há também a chamada “linguagem virtual” ou da internet, ou fonética, que reúne códigos, abreviações e gírias em substituição a palavras ou expressões. Dada a velocidade com que vem sendo criada e adotada, esta linguagem ainda não tem referências sistematizadas que permitam seu uso generalizado. Fica, portanto, para uso pessoal.

Primar pela objetividade é ser direto no texto. Não usar: sugere-se ou recomenda-se, o melhor nesses casos é aplicar a primeira pessoa do plural: sugerimos, recomendamos.

2.2 Concisão textual – como obtê-la?

Todo e qualquer texto deve ser objetivo. O mais conciso possível, sem omitir dados, informações ou quaisquer esclarecimentos.

Um texto prolixo é entediante e confuso, e não acrescenta nada para a comunicação da organização.

 a) Como exemplo, eis uma primeira versão de carta:
“Informamos que este Departamento Nacional será responsável pela compra, custeio das despesas aéreas, hospedagem  em Belo Horizonte, MG, e pró-labore da assessoria externa contratada. Ressaltamos, ainda, que as despesas com traslados e hospedagem em Ouro Preto do instrutor/assessor externo e assessoria técnica deste Departamento Nacional ficarão por conta desse Departamento Regional.” 

O texto é prolixo, gera confusão. Quem paga o quê?

Retiramos palavras em excesso e criamos orações mais diretas:

“O Departamento Nacional ficará responsável pela compra das passagens aéreas, hospedagem em Belo Horizonte e pró-labore da assessoria externa. E o Departamento Regional, pelo traslado e hospedagem, em Ouro Preto, do assessor externo e do nosso assessor técnico.”

b) Leiamos outro exemplo: 
“Para quaisquer outros esclarecimentos adicionais, solicitamos entrar em contato com o servidor André de Castro, na Gerência Administrativa deste Departamento Nacional, através do endereço eletrônico acastro@wr.com.br ou telefone (35) 2222.2222.”

Fica mais conciso se burilamos o texto: 
“Para quaisquer esclarecimentos, entrar em contato com André de Castro, Gerência Administrativa do Departamento Nacional, por meio de acastro@wr.com.br ou (21)2222.2222.” 

c) Um último exemplo de simplificação e objetividade: 
“Senhora Diretora, 
Em resposta ao ofício de 09 de Janeiro de 2009, informamos dispor da infra-estrutura necessária  para realizar o encontro entre os usuários dos  
Softwares de Automação de Bibliotecas da Família Conexão, no período de 27 a 29 de maio do presente exercício. 
Considerando a natureza da ação e número previsto de participantes, indicamos sua  realização no auditório do Centro Sesc de Desenvolvimento Técnico, com capacidade para comportar até 134 participantes, dispondo de recursos para projeção multimídia e suporte ao serviço de catering. 
Diante do exposto, sugerimos a realização de reunião em 26.mar.08, às 17 h, nas dependências deste Departamento Nacional, para planejamento logístico do evento com representantes da Assessoria de Divulgação e Promoção, Gerências Administrativa e de Desenvolvimento Técnico. 
Servimo-nos do presente para reiterar nossos agradecimentos a Tempo Consultoria e Informática pela oportunidade de sediar o V Encontro Nacional de Usuários da Família Conexão. 

Cordialmente,” 

Vamos torná-lo mais objetivo: 
“Senhora Diretora,

Em relação ao ofício de 9/1/2009, informamos dispor de infraestrutura para realizar o encontro, de 27 a 29 de maio, dos softwares de automação de bibliotecas – Família Conexão. 
Oferecemos o auditório do Centro Sesc de Desenvolvimento Técnico por comportar até 135 participantes, dispor de projeção multimídia e serviço  de catering. 
Propomos reunião às 17h, de 26 de março, nas dependências do Departamento Nacional, para planejamento do evento com a participação da Assessoria de Divulgação e Promoção e Gerências Administrativa e de Desenvolvimento Técnico. 

Atenciosamente,”

2.3 Emprego da técnica 3 Q + POC

Para se obter um texto objetivo, claro e bem-argumentado, inicialmente devemos responder a estas perguntas:

Aspectos listados, podemos iniciar o texto:

A Rede Sesc/Senac de Teleconferência realiza, em 30 de abril, o debate Educação Flexível: cenários e perspectivas, que discutirá questões como a necessidade de transformar a escola em um espaço mais participativo e como ultrapassar os limites da sala de aula e dos tradicionais livros didáticos.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED –, Marcos Formiga, e a coordenadora-geral de projetos especiais da Escola Nacional de Administração Pública – ENAP –, Carmem Neves, participarão da teleconferência como palestrantes.

Os interessados devem se inscrever pelo e-mail msilva@wr.com.br, até dia 27. A transmissão será no auditório do Centro Sesc de Desenvolvimento Técnico, das 15 às 17 horas.

 

2.4 Clareza e coesão textuais

Clareza é a capacidade de se fazer entender por todos. Importante salientar que todo o público-alvo deve ser atingido. Cabe rever a mensagem se nos dirigimos a um grupo e alguns participantes não entendem o que desejamos.

A coesão é obtida ligando-se os parágrafos a uma ideia central. Não é adequado divagarmos em um texto. Lembre-se: foque na ideia principal, no que precisa ser dito. Cuidado com os conectivos.

Ambiguidade, redundância, excesso de “quês” – queísmo –, exagero ao usar o gerúndio – gerundismo – são os piores inimigos de qualquer texto.

a) Ambiguidade

De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa é:

Portanto, se não conseguimos ser claros, poderemos incorrer em ambiguidade. E certamente a comunicação ficará comprometida.

Atenção aos trechos:

“Nos termos da cláusula quinta do contrato de prestação de serviços e jardinagem para a nossa sede administrativa, firmado em x/x/xxxx, informamos a V.Sa. que, em face de reestruturação, não haverá renovação."

Não haverá renovação do quê? Do contrato? Da jardinagem?

“De lá para cá, escreveu 10 títulos e duas peças de teatro.”

O substantivo “títulos” provoca uma ambiguidade. Quais? De artigos, de livros, publicações? Além disso, os números não estão padronizados. O correto é dez títulos e duas peças. De “zero” a “dez” sempre por extenso

“Em aditamento à correspondência xxx, de xx/x/xxxx, relativa ao Encontro Nacional de Compras e Vendas Patrimoniais, informamos a V.Sa. que este Departamento custeará a participação de um representante por Unidade da Federação, que deverá ser informado até xx/x/xxxx, juntamente com a proposta de temas.”

b) Redundância Outro ponto delicado.

Outro ponto delicado. Redundância é uma figura usada na literatura, não no dia a dia da Instituição.

Redundância é “excesso, demasia, exagero, exorbitância; prolixidade, verborragia”, segundo o Dicionário de Sinônimos e Antônimos, do Instituto Antônio Houaiss.

Observe os trechos escolhidos:

“Este filme mostra a cegueira transmitida por contato e contamina a população gradativamente.”

A repetição contato/contamina provoca a redundância.

“Precisamos criar um elo de ligação entre o DN e os Regionais.”

Se há elo, há ligação.

“Hoje à noite iremos ao lançamento do novo CD de Maria Valéria.”

Todo lançamento, no caso, só pode ser de algo novo.

“Na minha opinião pessoal.”

Opiniões são pessoais.

Outros exemplos de redundância: regra geral, entrar para dentro, monopólio exclusivo.

c) Queísmo

Há quem ligue as orações somente por meio dos “quês”. Esquecem que há outros conectivos.

Observe:

“Inúmeros contatos foram mantidos com essa empresa que desde o início tem garantido que o trabalho estaria em fase de acabamento. Ressaltamos que, mesmo após três prorrogações de prazo, não obtivemos resposta definitiva quanto à entrega da publicação.”

Três quês em um parágrafo curto. Como isso pode ser corrigido?

“Desde os contatos iniciais, essa empresa tem garantido estar o trabalho em fase de acabamento. Após três prorrogações de prazo, não obtivemos resposta quanto à entrega da publicação.”

“Atribuição de recebimento: os servidores que são responsáveis pelo recebimento de materiais...”

Além da repetição de “recebimento” é possível eliminarmos o “quê” desnecessário neste trecho.

“... servidores responsáveis pelo recebimento”.

Ou

“Conforme informamos na correspondência Sesc nº 1874, de xx/x/xxxx, a compra desses produtos pode ser efetuada por V.Sa., sendo que nos casos em que há participação do Departamento Nacional no custeio, deverá haver autorização prévia para que a aquisição direta seja realizada.”

Com menor quantidade de “quês”:

“De acordo com nossa correspondência nº 1874, de xx/x/xxxx, a compra dos produtos pode ser efetuada por V. Sa.; nos casos em que houver participação do Departamento Nacional no custeio, haverá necessidade de autorização prévia para aquisição.”

Observe como a redução dos “quês” leva a textos mais diretos e elegantes.

d) Gerundismo

De um tempo para cá começamos a ouvir: “vou estar falando com ele”, ou “vamos estar em reunião neste horário”, “vou estar transferindo sua ligação”, “vou estar providenciando seu pagamento”. Esta estrutura (verbo auxiliar + verbo auxiliar + gerúndio) não existe na Língua Portuguesa e, sim, na inglesa.

Além deste erro, devemos minimizar o uso do gerúndio nos textos para evitar palavras desnecessárias e por transmitir, em algumas situações, falsa impressão. É bem diferente um “Estamos enviando a relação, anexa...” de “Enviamos, anexa, relação...”.

Em lugar de

“O Sesc sempre procura acompanhar o crescimento das demandas do nosso estado, modernizando suas instalações, oferecendo novos espaços e serviços...”

podemos redigir:

“O Sesc sempre procura acompanhar o crescimento das demandas do nosso estado. Moderniza suas instalações. Oferece novos espaços e serviços.”

Outro exemplo:

“Promover a reflexão do público (...) objetivando propiciar elementos técnicos e teóricos para a formação dos profissionais de turismo, permitindo a visualização das potencialidades histórico-culturais brasileiras.”

É bem melhor cortar estes gerúndios...

“Promover a reflexão do público (...) com objetivo de propiciar elementos técnicos e teóricos para a formação dos profissionais de turismo, a fim de permitir a visualização das potencialidades histórico-culturais brasileiras.”

e) Siglas

As siglas devem ser usadas com atenção. Em determinados casos sua utilização é necessária para evitar a repetição ou pelo fato de ser mais facilmente reconhecida do que o nome oficial por extenso. A maneira correta de registrá-la é escrever seu significado na primeira menção.

Exemplo:

O Serviço Social do Comércio (Sesc) é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que tem como marca principal a prestação de serviços e promoção do bem-estar social. Seu público-alvo são os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo. Criado por empresários, o Sesc está presente em todos os estados do País e no Distrito Federal por meio de 27 Departamentos Regionais, além do Departamento Nacional.

2.5 Estilo

Diferentemente do que ocorre na Literatura, é pequena a variação de estilos no ambiente do trabalho. Mantida a clareza no conteúdo, é compreensível que o estilo se altere de acordo com o assunto e a natureza da mensagem (carta, parecer, despacho, divulgação), e conforme emissor e destinatário.

Cada texto tem sua particularidade. Um fax, por exemplo, deve primar pela objetividade.

Observemos:

“com o objetivo de realizar a ‘fase local’ do sistema de acompanhamento, informamos que estará nesse departamento regional, no período de 13 a 17 de abril de 2009, a técnica do departamento nacional, maria da silva, do projeto Sesc Ler, conforme plano de trabalho anexo. reiteramos a relevância da colaboração de v.sa e da equipe desse departamento regional no levantamento das informações. Departamento Nacional do Sesc”

Por outro lado, há situações que exigem contextualização, como na carta transcrita:

“Senhor Ministro,

O Programa Mesa Brasil Sesc é uma ação de combate à fome por meio da redução do desperdício. Agrega ações educativas e estimula a responsabilidade compartilhada entre doadores, entidades sociais e voluntários, em todas as unidades da Federação. Com seis anos de implantação, o Mesa Brasil Sesc tem 70 unidades fixas e distribui por mês 2,3 milhões de quilos de alimentos, para complementar diariamente as refeições de aproximadamente um milhão de pessoas. A abrangência nacional do Programa e seu caráter interdisciplinar demandam permanente aprimoramento técnico, de gestão e de desenho de políticas públicas

Para consolidar os resultados do Programa, será realizado pelo Serviço Social do Comércio de 8 a 9 de outubro de 2008, em Brasília, o Seminário Nacional Mesa Brasil Sesc “Segurança Alimentar e Nutricional: Desafios e Estratégias”, com o apoio técnico do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets).

Ficaremos honrados com a presença de V.Exa. na abertura do evento, para o qual está confirmada a presença de representantes da Companhia Nacional de Abastecimento, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. (...)”

A redação adequada a cada caso depende da atenção e do bom-senso na elaboração e na revisão.

 

Uso de artigos

Pelo fato de a língua falada no País ser viva, ocorrem modificações naturais. Sempre. E uma das tendências mais recentes é a diminuição de artigos, definidos e/ou indefinidos. Já foi tempo que quanto maior o número de palavras em um texto, mais respeito acadêmico, mais elogiado era. Atualmente a linguagem tem de ser a mais breve e clara possível. Usar ou não os artigos é uma opção. Depende do tom que se queira imprimir.

Se quisermos um texto mais incisivo, é só eliminá-los. Em vez de:

“Nesta região, chove uma semana sim, uma semana não”, opte por “Nesta região chove semana sim, semana não.”

Mas, se preferir – ou houver necessidade de – um tom mais ameno, cordial, faça uso de todos. Substitua “Limão é fruto ácido” por “O limão é um fruto ácido.”

Palavras estrangeiras

A regra é clara. Só devemos empregar palavras estrangeiras quando não houver similar na Língua Portuguesa. Portanto, e-mail, empowerment, brainstorm, desktop, online, site, feedback em itálico.

 

Palavras bem-vindas e as que devem ser evitadas

Modismos não são bem-vindos. São palavras e/ou expressões desnecessárias, que não facilitam a comunicação. Vulgarizam e empobrecem o texto. Algumas surgem no ambiente profissional em virtude de erro de tradução de livros e/ou manuais de instrução.

Evite, portanto: agregar valor a este setor; enquanto gerente; a nível de Sesc; através da Resolução xxx, instrumentalizar, prospectar, oportunizar e tantos outros.

Opte por: adicionar, acrescentar, somar valor a este setor; como ou na condição de gerente; em nível ou no âmbito do Sesc; por meio ou por intermédio da Resolução xxx. Instrumentalizar e oportunizar não constam do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp).

Palavras bem-vindas e as que devem ser evitadas

2.6 Estrutura

Com relação à Estrutura, cabe estabelecer uma distinção.

Textos de divulgação obedecem às técnicas do jornalismo quanto à abordagem e encadeamento

Nos demais textos produzidos no Sesc, uma mensagem bem-sucedida cumpre três tarefas para o leitor, em geral na seguinte ordem:

1ª Apresenta o contexto e informa do que trata o conteúdo;

2ª Caso necessário, relaciona aspectos e argumentos relevantes;

3ª Conclui e/ou solicita procedimento.

A comunicação se dá quando apresentação, argumentação e conclusão se encadeiam harmonicamente, sem lacunas nem excessos.

Vejamos o exemplo:

“Memorando nº 12/2009, de 1º/9/2009 De: Supervisão Predial Para: Encarregado da Portaria Assunto: Alteração temporária das normas de acesso Em apoio à realização de evento a ocorrer no pátio interno em 13/9/2009, e para facilitar o embarque e desembarque de equipamentos, autorizo o ingresso dos profissionais terceirizados, constantes da relação anexa, de 11 a 15/9/2009.

Atenciosamente,”

Embora simples, a mensagem tem informação que não sobra nem falta.

Os documentos produzidos no Sesc seguem formatos definidos: relatórios, pareceres, memorandos, projetos, artigos, modelos – cada um com objetivos e complexidade próprios.

O nível de detalhamento e a linguagem na sua redação vão depender desses objetivos.

3 Norma culta – orientações

Todos temos dúvidas. Às vezes é uma letra que nos confunde; outras uma concordância. Para saná-las, um bom dicionário e uma boa gramática! Pesquise sempre. Lá, encontramos explicações simples que nos ajudam. A preocupação com os textos demonstra cuidado com a Instituição.

3.1 Pontuação

Pontuar um texto requer regras, habilidade e sensibilidade do redator. Vamos às regras:

 

Vírgula

Pontuar corretamente um texto é tarefa, para alguns, árdua! Algumas pessoas certamente já ouviram a tolice de que a vírgula é uma pausa para respirar. A vírgula não é uma pausa oral e, sim, gráfica. Portanto, cuidado. Por ser gráfica, possui regras. Ei-las:

a) Use a ordem direta: sujeito/verbo/complemento (SVC). Jamais separe com vírgula o sujeito do verbo nem o verbo de seu complemento. Ex.: “As novas cadeiras já foram encomendadas para os Regionais.”

b) Se quiser valorizar alguma ideia, é só inverter a ordem e empregar a vírgula: Ex.: “Para os Regionais, as novas cadeiras já foram encomendadas.”

c) Use vírgulas no caso de aposto explicativo: Ex.: “As novas cadeiras, encomendadas em Belo Horizonte, seguirão para os Regionais em junho.”

d) Vírgula antes da conjunção “e” somente em função de sujeitos diferentes. Ex.: “O Sesc manifestou-se contra o projeto, e o Senai a favor.”

e) Nos vocativos, vírgula: Ex.: Paulo, Senhor Presidente, Prezada Senhora,

f) Quando o “quê” introduzir valor explicativo: Ex.: “O Mesa Brasil Sesc autorizou o desembarque das frutas, que não estavam contaminadas.”

Ponto e vírgula

Deve ser empregado:

a) Na separação dos diversos itens de enumerações.

Ex.: Nesta edição, a revista Sinais Sociais traz os seguintes artigos: Ação afirmativa: política pública e opinião; A arquitetura na ‘estética’ de Lukács; Previdência complementar para o serviço público no Brasil; Transferências de renda focalizadas nos pobres – o BPC versus o Bolsa Família; Fatores que influenciam o ambiente da assistência à saúde no Brasil – modelo atual e novas perspectivas.

b) Na separação de partes de um todo.

Ex.: “A forma como a documentação foi enviada é contraditória: algumas notas fiscais vinham acompanhadas de fatura discriminativa; outras apenas de recibos.”

 

 

Ponto-final

Usamos o ponto ao final de frases, orações, períodos, isto é, quando houver necessidade de concluir o pensamento. Lembre-se – para cada parágrafo, uma ideia central.

Dois-pontos

a) Dois-pontos são perfeitos na introdução de enumerações. “Solicitamos informar até 31/12 os nomes dos servidores dessa Estância Ecológica que receberão os dados sobre remessa de cargas, classificados em: atribuição de recebimento e atribuição de informação.”

b) Na introdução de declarações textuais de outras pessoas. O filósofo Schopenhauer nos deixou uma reflexão: “as pessoas comuns preocupam-se apenas em passar o tempo; quem tem um talento para alguma coisa, em utilizá-lo”.

 

Dois-pontos

Aspas

a) Citações. Se o trecho iniciar com caixa baixa, aspas dentro do ponto; se com caixa alta, aspas fora do ponto.

Exemplo 1: O ministro disse: “Não foi possível salvar a economia.” Isso levou o plenário à loucura.

Obs.: Neste caso, não é necessário pontuar no final novamente

Exemplo 2: O ministro disse que “não foi possível salvar a economia”. Isso levou o plenário à loucura. O ministro disse: “Não foi possível salvar a economia” (isso levou o plenário à loucura)

b) Ao usar neologismos (palavras ou expressões novas da Língua Portuguesa) ou termos técnicos limitados a determinadas categorias profissionais: “dolarizar”, “dolarização”, “apagão”.

Obs.: usamos itálico para títulos de livros e DVD; nomes de projetos e eventos.

3.2 Pronomes de tratamento e vocativos

Os mais usuais são:

• Vossa Excelência (V.Exa.) usado para presidente da República, ministros de Estado, senadores, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, vereadores, cônsules, chefes da Casa Civil e Casa Militar, desembargadores da Justiça, curadores, promotores; oficiais, generais e coronéis; Vocativo: Excelentíssimo Senhor,

• Vossa Magnificência (V.M.) – para reitores de universidades; Vocativo: Magnífico Reitor

• Vossa Senhoria (V.Sa.) – para diretores de autarquias federais, estaduais e municipais; patentes militares, exceto coronéis e generais; Vocativo: Prezado Senhor,

• Meritíssimo juiz (M.M. Juiz) – para juízes de Direito; Vocativo: Senhor Juiz,

• Vossa Santidade – para o Papa; Vocativo: Santíssimo Padre,

• Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima (V.Em. a Revma.) – para cardeais, arcebispos e bispos; Vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,

• Vossa Reverendíssima (V.Revma) – para sacerdotes em geral, abades. Vocativo: Reverendíssima

Atenção aos outros títulos: Doutor (Dr.); Comendador (Com.) e Professor (Prof.)

 

Aspas

a) Citações. Se o trecho iniciar com caixa baixa, aspas dentro do ponto; se com caixa alta, aspas fora do ponto.

Exemplo 1: O ministro disse: “Não foi possível salvar a economia.” Isso levou o plenário à loucura.

Obs.: Neste caso, não é necessário pontuar no final novamente

Exemplo 2: O ministro disse que “não foi possível salvar a economia”. Isso levou o plenário à loucura. O ministro disse: “Não foi possível salvar a economia” (isso levou o plenário à loucura)

b) Ao usar neologismos (palavras ou expressões novas da Língua Portuguesa) ou termos técnicos limitados a determinadas categorias profissionais: “dolarizar”, “dolarização”, “apagão”.

Obs.: usamos itálico para títulos de livros e DVD; nomes de projetos e eventos.

Abreviaturas

3.2 Pronomes de tratamento e vocativos

Os mais usuais são:

• Vossa Excelência (V.Exa.) usado para presidente da República, ministros de Estado, senadores, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, vereadores, cônsules, chefes da Casa Civil e Casa Militar, desembargadores da Justiça, curadores, promotores; oficiais, generais e coronéis; Vocativo: Excelentíssimo Senhor,

• Vossa Magnificência (V.M.) – para reitores de universidades; Vocativo: Magnífico Reitor

• Vossa Senhoria (V.Sa.) – para diretores de autarquias federais, estaduais e municipais; patentes militares, exceto coronéis e generais; Vocativo: Prezado Senhor,

• Meritíssimo juiz (M.M. Juiz) – para juízes de Direito; Vocativo: Senhor Juiz,

• Vossa Santidade – para o Papa; Vocativo: Santíssimo Padre,

• Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima (V.Em. a Revma.) – para cardeais, arcebispos e bispos; Vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,

• Vossa Reverendíssima (V.Revma) – para sacerdotes em geral, abades. Vocativo: Reverendíssima

Atenção aos outros títulos: Doutor (Dr.); Comendador (Com.) e Professor (Prof.)

 

Abreviaturas

• ao ano – a.a.
• ao mês – a/m
• ao(s) cuidado(s) de – a/c.
• associação – assoc.
• circular – circ.
• citação – cit.
• classe(s) – cl.
• companhia – Cia.
• mês, meses – m.
• observação – obs.
• ofício – of.
• organização – org.
• página(s) – p.
• parecer – par.
• por exemplo – p.ex.
• por procuração – p.p.
• referência, referente – ref.
• registro – rg., reg.
• remetente – remte.
• sociedade anônima – S.A.
• rubrica – rubr.
• seguinte(s) – seg., segs.
• senhor, senhores – sr., srs.
• senhora, senhoras – sra., sras.
• senhorita, senhoritas – srta., srtas.
• conforme – cf.
• decreto – dec.
• departamento, departamentos – dep., deps.
• em mão(s) – E.M.
• folha, folhas – f., fl., fs., fls.
• idem – id.
• isto é – i.e.
• limitada – Ltda.
• memorando – memo

 

3.3 Diferença entre os porquês

3.4 Reforma ortográfica

3.3 Diferença entre os porquês

Esta dúvida é mais comum do que se imagina. Raras as pessoas que sabem diferenciar o uso correto.

Cinco são os usos:

• Se a palavra estiver no início ou no meio da pergunta, a grafia correta é “por que” (separado e sem acento): Por que a reunião ainda não terminou?

• Se a palavra estiver no final da pergunta, use “por quê” (separado e com acento): A reunião ainda não terminou. Por quê?

• Para as respostas e /ou explicações, o correto é “porque” (junto, sem acento): A reunião ainda não terminou porque o gerente chegou há pouco.

• Quando puder ser substituído por “pelo qual” e flexões, “por que” (separado, sem acento): Entendo as razões (pelas quais) por que a reunião ainda não terminou.

• Quando a palavra for substantivada, isto é, com um artigo a precedendo, use “porquê” (junto, com acento): Entendo o porquê da demora da reunião.

Alfabeto

3.4 Reforma ortográfica

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Trema

Alfabeto

O alfabeto é agora formado por 26 letras.

Acentuação

Trema

Não há mais o trema na Língua Portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano.

Obs.1: os outros compostos com a forma verbal para seguirão separados por hífen: para-brisa, parachoque, para-lama etc.

Obs.2: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constituem unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

Observações gerais​​​​​​​

Acentuação

Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas.

Obs.1: nos ditongos abertos de palavras oxítonas ou monossílabas, o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs.2: o acento no ditongo aberto ‘eu’ continua: chapéu, véu, céu, Ilhéus.

O hiato “oo” não é mais acentuado.

O hiato “ee” não é mais acentuado.

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas.

 

Obs.: o acento diferencial ainda permanece no verbo pôr para diferenciar da preposição por e do verbo ‘poder’ (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo). Logo, fica pode para o Presente do Indicativo e pôde para o Pretérito Perfeito.

Não se acentua mais a letra “u” nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de “g” ou “q” e antes de “e” ou “i” (gue, que, gui, qui).

 

Hífen

Não se acentua mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo.

 

Hífen

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por ‘r’ ou ‘s’, sendo que essas devem ser dobradas.

Obs.: em prefixos terminados por ‘r’, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiperrequisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.

 

Obs.1: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes: antiaéreo, antiamericano, etc.

Obs.2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por ‘h’: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

Obs.1: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen.

Obs.2: uma exceção é o prefixo “co”. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal “o”, não se utiliza hífen.

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição.

 

Obs.1: os outros compostos com a forma verbal para seguirão separados por hífen: para-brisa, parachoque, para-lama etc.

Obs.2: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constituem unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

Observações gerais

O uso do hífen permanece nas formações por prefixação, recomposição e sufixação:

a) Em palavras formadas por prefixos “ex”, “vice” Exemplos: ex-marido, vice-presidente.

b) Em palavras formadas por prefixos ‘circum’ e ‘pan’ + palavras iniciadas em vogal, “h”, “m” ou “n”. Exemplos: pan-americano, circum-navegação.

c) Em palavras formadas com prefixos “pré”, “pró”, “pós”, “sub”, “super”, “ultra” + palavras que têm significado próprio. Exemplos: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação.

d) Em palavras formadas pelos termos “além”, “aquém”, “recém”, “sem”. Exemplos: além-mar, além-fronteiras, aquémoceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto.

Quando o prefixo “pré-” se demarca como tônico, ou seja, quando possui autonomia fonética, o uso do hífen é necessário. Nos casos em que o prefixo “pré-” se apresenta como átono, isto é, sem autonomia fonética, ele não é acompanhado do uso do hífen e não recebe acento gráfico.

Exemplos: predeterminado, predefinido.

4 Divulgação e comunicação institucional

Os textos destinados à divulgação de projetos e ações do Sesc apresentam características distintas dos redigidos na comunicação interna: cartas, pareceres e memorandos. O principal motivo desta diferença é o público a que se destinam.

Quando dirigimos a redação ao público externo, temos de ter em mente que se trata de pessoas que desconhecem o dia a dia da organização, seus hábitos e linguagem próprios. Logo, devemos deixar de lado as siglas, os termos técnicos e os jargões, substituindo-os por palavras mais comuns, que facilitem o entendimento da mensagem.

Palavras que aplicamos na nossa rotina para detalhar projetos e atividades podem ser ambíguas e até ininteligíveis para o público externo. Por mais que pareçam corretas para explicar determinados conceitos, exigem uma análise sobre o que realmente queremos comunicar.

De nada adianta ter um texto correto do ponto de vista técnico, se este não consegue transmitir a mensagem. Mais vale a opção por palavras corriqueiras, que consigam traduzir o pensamento técnico de uma maneira mais clara.

Exemplos:

Texto técnico

Desde 1994, a Assistência Odontológica do Sesc fundamenta-se no Programa de Promoção de Saúde Bucal. Nele, esta parcela da saúde é entendida como parte integrante da saúde geral do indivíduo, onde o diagnóstico precoce e o tratamento das doenças bucais mais prevalentes (cárie e doença periodontal) procuram se basear no conhecimento e na intervenção tanto nos determinantes biológicos do processo saúde-doença bucal, quanto naqueles relacionados às condições e aos estilos de vida.

Trata-se, portanto, da adoção de um conjunto de ações que visa ao equilíbrio dinâmico do processo saúde/doença bucal a partir da utilização da fluorterapia como tratamento básico para a inativação do processo cariogênico e a realização de ações de promoção de saúde que contribuam para que a clientela tenha um maior controle sobre os fatores determinantes de sua saúde.

Texto para divulgação

A assistência odontológica do Sesc se desenvolve, desde 1994, com base no Programa de Promoção de Saúde Bucal. O objetivo é ir além do simples tratamento de um problema dentário, oferecendo ao paciente um atendimento mais amplo, que lhe proporcionará cuidados gerais de saúde bucal.

Ao analisar a saúde geral de cada paciente, o tratamento permite prevenir males bucais mais comuns, como a cárie e a doença periodontal, provocados por fatores como má escovação, placa bacteriana, fumo e diabetes, entre outros.

Este conjunto de ações, que envolve assistência e educação, resulta em um equilíbrio do processo saúde/doença bucal: a fluorterapia age como tratamento básico na contenção das cáries e as ações de promoção de saúde contribuem para que os pacientes saibam como prevenir as doenças com a adoção de hábitos saudáveis.

4.1 Tipos de textos

a) Manuais/modelos – publicações que normalmente são voltadas para técnicos dos Regionais, logo, permitem a utilização de siglas conhecidas internamente, como DN ou DR, e também termos técnicos, pois se trata de uma publicação especializada.

b) Folders/folhetos/revistas – publicações direcionadas a público externo. Não devem conter siglas internas do Sesc (DN, DR, GEL...). Também devem ser evitados termos técnicos ou jargões internos: Ex.: “Alunos que apresentam problemas de acuidade visual” trocar por “alunos que apresentam problemas de visão”

c) Artigos – normalmente redigidos para expor a opinião dos dirigentes da Instituição. Texto mais formal, com tom político.

d) Discurso – texto usado por dirigentes da Instituição para ser proferido por ocasião de inaugurações, aberturas de seminários e congressos etc. São bastante formais, utilizam linguagem mais rebuscada.

4.2 Responsabilidade

Devemos atentar para:

a) Uma boa redação é fundamental para a compreensão da mensagem. Mas para que seja transmitida de forma adequada, é essencial a atenção em relação às informações. Deve-se ter em mente que todo material produzido pelo Sesc transmite seu posicionamento. Logo, as informações precisam ser verificadas junto aos setores competentes para evitar dúvidas e desacertos.

b) Dados numéricos – são muito utilizados nos textos do Sesc e os que mais causam confusão, pois mudam com frequência. O ideal é sempre checar com o setor responsável e atualizar os arquivos pessoais.

c) Internet – é comum recorrer à internet para pesquisar dados que vão compor um texto. Porém, deve-se levar em conta que nem tudo que está na rede é confiável.

A Wikipedia, por exemplo, deve ser evitada, visto que seu conteúdo é editado por diversas pessoas, ou seja, não há garantia quanto à confiabilidade. Dê preferência aos sites de organismos oficiais, como governo, instituições credenciadas, institutos de pesquisa etc. Sempre cite as fontes; na dúvida, não faça referência à informação.

Evite também copiar textos da internet. Eles são publicados dentro de um contexto não necessariamente adequado ao trabalho produzido. A internet deve servir como base ou referência. O texto deve ser uma criação de seu autor, pois pretende passar seu pensamento e, consequentemente, o da Instituição.

d) Direito autoral – usar a produção de outra pessoa ou instituição implica respeitar os direitos de criação que lhe são inerentes. Inclui trabalhos nas áreas de literatura, teatro, música, dança, cinema, fotografia, pintura, escultura, outros trabalhos de artes visuais e programas de computador (softwares). Antes de usar material alheio, deve-se verificar se há permissão para tal, de forma a evitar problemas posteriores.

e) Citações – usar ideias de outros autores para enriquecer um texto é bastante comum; porém, é preciso deixar claro o uso da obra alheia. Ex.: Em sua obra Complexidade e aprendizagem, de 2002, Pedro Demo aborda o que denomina “desafios tendencialmente pós-modernos da visão de realidade e de sua captação científica”

A citação em contexto acadêmico ou técnico tem regras próprias, e deve indicar sua posição na publicação original: “Embora fazendo parte do intrínseco da universidade, extensão continua atividade eventual. Em algumas delas, esta percepção já mudou muito, porque se percebeu ser este tipo de extensão má consciência social, e não oportunidade propriamente formativa e geradora de conhecimento” (DEMO, 2004, p.7) 23 de março de 2010.

Esta referência formal exige discriminação ao final do texto: DEMO, Pedro. Ensino Superior no Século XXI: Direito de Aprender. Conferência proferida em 23/4/2004. PUC RS. Disponível em: http://www.pucrs.br/reflexoes. Acessado em 23 de março de 2010.

 

5 Comunicação oficial

5.1 Correspondências

Formato preponderante de comunicação escrita oficial entre o Sesc e organizações ou pessoas físicas com as quais se relaciona. Tem grande importância para a troca de informações de interesse da organização e para o registro de decisões de gestão.

É intensa a troca de correspondências entre Administração Nacional e Administrações Regionais, em particular entre Departamento Nacional e Departamentos Regionais. Isto se explica pela necessidade de comunicação e articulação permanente entre órgãos encarregados de cumprir as missões do Sesc, com atenção aos fatores legais, políticos, orçamentários, estratégicos, técnicos e operacionais.

Correspondências cumprem missões variadas na comunicação. Informam, relatam, cumprimentam, agradecem, ressalvam, remetem, devolvem, enfatizam, reiteram, complementam, esclarecem.

Quando encaminham argumentação mais complexa, é habitual trazerem anexados pareceres técnicos ou jurídicos, da autoria de especialistas, com fundamentação e formatação apropriadas.

As correspondências do Sesc são assinadas pelos Presidentes dos Conselhos Nacional ou Regionais, ou por delegação, pelo Diretor-Geral e Diretores Regionais.

De maneira similar, correspondências remetidas oficialmente ao Sesc devem ser endereçadas aos Presidentes da AN e das AARR, ou ao Diretor-Geral e Diretores Regionais.

Telegramas do DN aos DDRR são também assinados pelos Diretores de Divisão, por delegação do Diretor-Geral.

Para saber mais sobre siglas em documentos não oficiais, ver p. 83.

As correspondências mais usuais seguem a estrutura apresentada no item 2.6 deste Manual, contendo apresentação, argumentação (quando necessário) e conclusão.

Observe os exemplos, e tente identificar em cada um os trechos correspondentes:

Ex.: “Senhor Diretor, Reportamo-nos à correspondência nº 5, de 1º/7/2009, pela qual V.Sa. formula consulta sobre a aplicação da Lei 11.788 aos estágios custeados por este Departamento Nacional, em particular no que se refere à concessão de auxílio transporte. A orientação de nossa assessoria jurídica é no sentido de que têm direito ao auxílio todos os estudantes cujos estágios foram iniciados depois de 25/9/2008, quando foi editada a Lei. Nos demais aspectos citados, a Lei foi corretamente interpretada por esse Departamento Regional.

Cordialmente,”

Outro exemplo:

“Senhor Gerente-Geral, Reiteramos nossa correspondência nº 25, de 26/7/2009, pela qual alertamos V.Sa. sobre as pendências na prestação dos serviços de assessoria contratados junto a essa empresa. Solicitamos posicionamento urgente a respeito da correção das falhas relacionadas, para o cumprimento do nosso cronograma de trabalho.

Cordialmente,”

 

Tipos de correspondências utilizadas no Departamento Nacional:

CARTA

Utiliza texto mais formal, nos seguintes modelos:

Carta CN – assinada pelo Presidente do Conselho Nacional do Sesc.

Carta DN – assinada pelo Diretor-Geral do Departamento Nacional (e pelos Diretores das Divisões, em caso de remessa para Departamento Regional).

Carta DN – assinada pelo Diretor-Geral do Departamento Nacional (e pelos Diretores das Divisões, em caso de remessa para Departamento Regional).

Carta Social – assinada pelo Diretor-Geral do Departamento Nacional. Destinada aos servidores sorteados nas enquetes da revista Sesc Brasil.

Carta Ministro – assinada pelo Presidente do Conselho Nacional ou pelo Diretor-Geral. Destinada a autoridades. Possui diagramação diferenciada.

Formatação e modelos

Exemplo 1 – endereçamento e vocativo da Carta DN para Departamento Regional do Sesc:

Marcos Cezar Silva Pinho Diretor Departamento Regional do Sesc Rio Branco

Senhor Diretor,

Exemplo 2 – endereçamento e vocativo da Carta CN para Conselho Regional do Sesc:

Leandro Domingos Teixeira Presidente Conselho Regional do Sesc Rio Branco

Senhor Presidente

Exemplo 3 – endereçamento e vocativo da Carta DN para empresas diversas:

Antonio da Silva Diretor-Presidente Companhia América do Sul Brasília

Prezado Senhor,

Como iniciar e finalizar cartas

Iniciar um texto é delicado, pois é o momento que se convida o leitor a focar sua atenção em alguma mensagem.

Se este início lhe soar desagradável, ou confuso, ou prolixo, poderá ocorrer ruído na comunicação.

Frases-clichê não são mais usadas:

“Venho por meio desta fazer uma indicação de um programa social...”

“Por meio desta carta apresento minha tentativa de mostrar o valor de uma nova metodologia...”

“Escrevo para recomendar o nome de José Lima para substituição do empregado...”

 

Além de cansativos, estes introitos estão na primeira pessoa do singular. Devemos empregar a primeira pessoa do plural em razão de representarmos um grupo, um setor, a Instituição.

É muito melhor escrevermos:

“Indicamos o programa social x...”

“A adoção de metodologia recém-criada permite ...”

“Recomendamos o engenheiro José Lima para substituição de...”

Devem também ser evitados fechamentos banais, previsíveis tais como:

“Sem mais para o momento, subscrevemo-nos...” ou “No aguardo de sua resposta...” ou “Isto posto, apresentamos anexo nosso entendimento na matéria, colocando à disposição de V.Sa. a ...”

Três são as formas conhecidas, tradicionais e elegantes de saudação final:

Atenciosamente para aqueles do mesmo nível hierárquico que o emissor, um colega, por exemplo;

Cordialmente para hierarquias superiores a do emissor. Seu gerente, diretor;

Respeitosamente para altos cargos tais como presidentes, ministros, governadores.

 

TELEGRAMA

Modelo de correspondência destinada aos Departamentos Regionais e Estância Ecológica Sesc Pantanal com tramitação interna mais ágil, assinada pelos Diretores de Divisão e com linguagem direta.

 

FAX

Formato de correspondência destinado aos Departamentos Regionais e Estância Ecológica Sesc Pantanal utilizado quando há necessidade da transmissão de mensagens de caráter urgente

Clareza, concisão e precisão são qualidades importantes na redação dos telegramas e fax.

 

Envio por correio eletrônico

Correspondências oficiais podem também seguir por correio eletrônico, para praticidade e velocidade na remessa. Depois da assinatura, são datadas e numeradas para envio como arquivo digital.

Como nas demais correspondências, arquivos anexados no e-mail oficial devem ser referidos no texto principal. Observações gerais para emprego do correio eletrônico estão na seção 6 deste Manual.

 

5.2 Memorando

Modelo empregado para comunicação interna. Destina-se a estabelecer a comunicação entre servidores, seções ou divisões. É instrumento de trabalho, pois registra informações que afetam a organização no todo ou em parte. Muitas vezes inicia ou integra um processo administrativo que percorre diversos setores.

O memorando permite linguagem mais direta e o uso de siglas de conhecimento comum, sem prescindir da objetividade e da formalidade.

5.3 Parecer

Opinião fundamentada sobre determinado assunto, registrada por escrito, com base em informações de origens diversas: leis, documentos, obras, normas ou pareceres anteriores. Utilizado para embasar decisões gerenciais; deve ter linguagem formal e definir claramente suas conclusões e recomendações.

5.4 Declaração

Documento para declarar prestação de serviços, boa conduta, conclusão de cursos, entre outros.

5.5 Atestado de capacidade técnica

Documento no qual há a certificação do serviço e/ou produto fornecido pela empresa prestadora

5.6 Autorização

Documento pelo qual se autoriza ou se concede a uma pessoa poderes ou licença para a prática de determinado ato.

6 Correio eletrônico

Modelo de mensagem muito utilizado pela agilidade na transmissão e recepção. Pode assumir diferentes papéis, como o de substituto de bilhetes, lembretes, memorandos, cartas, e servir como veículo para o envio de documentos mais extensos como projetos ou programas, imagens ou qualquer outro arquivo digital.

Para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, é necessário haver certificação que ateste a identidade do remetente, na forma como prevê a lei.

Roteiro para uso do correio eletrônico

a) Decida, antes de tudo, se a via eletrônica é a melhor para a mensagem. A comunicação eletrônica é prática e muito rápida, mas nem sempre é a solução mais conveniente.

Seria adequado, por exemplo, demitir um funcionário ou promovê-lo a um cargo de chefia eletronicamente?

Às vezes, o contato pessoal ou um telefonema são mais apropriados e, por isso, mais eficientes do que o meio eletrônico.

b) Defina claramente o objetivo do texto. Não comece a escrever sem ter certeza de que ação ou ações você espera desencadear. Lembre-se: se você não sabe aonde quer chegar, não é o leitor que vai adivinhar.

c) Responda precisamente ao que foi perguntado. Na medida do possível, não deixe perguntas sem respostas. Imprecisão gera sempre trabalho dobrado, pois resposta incompleta gera nova mensagem.

d) Aja como um bom comunicador. Entre em sintonia com o leitor. Para tanto, defina: a linguagem a ser usada (formal ou informal, técnica ?); o nível adequado de formalidade (tratamento simples e direto ou cerimonioso?); o grau de detalhamento das informações (o que o leitor já sabe sobre o assunto? Sem essa informação, corremos o risco de sermos prolixos ou de sonegarmos informações).

e) Seja específico na redação do Assunto. Aproveite o título para iniciar a comunicação com o leitor. Títulos bem-formulados, na maioria das vezes, despertam a curiosidade.

Evite títulos genéricos como Contrato, Pagamento, Cancelamento ou Urgente, que não orientam adequadamente o leitor. Prefira títulos completos, que realmente deixem claro o assunto de que trata a mensagem.

Em vez de: Proposta

Prefira: Proposta técnico-comercial para a realização do 2º Encontro de Secretárias

Fica ainda melhor se usarmos: Segundo Encontro de Secretárias – proposta técnico-comercial

f) Primeiro, diga o fundamental; depois, o importante; por último, o acessório.

Em vez de: “Tendo em vista a realização da terceira turma do curso Qualidade no Texto Empresarial, no período de 26 a 28 de julho, no Sesc Copacabana, situado na Rua Domingos Ferreira, 160, em Copacabana e que alguns dos funcionários designados para a segunda turma não puderam comparecer por estarem envolvidos com a digitação das folhas de pagamentos, gostaríamos de solicitar a inscrição dos colaboradores João Santos, Roseni Paiva e Augusto Peçanha.”

Prefira: “Solicitamos a inscrição de João Santos, Roseni Paiva e Augusto Peçanha na terceira edição do curso Qualidade no Texto Empresarial, a ser realizado no período de 26 a 28 de julho. A ausência desses funcionários, originariamente indicados para a segunda turma, deveu-se ao fato de que...”

Vá direto ao assunto. Se tem que informar, informe; se tem que solicitar, solicite; se tem que convidar, convide.

g) Mensagens eletrônicas devem ser curtas, o que não significa telegráficas. Em vez de escrever “De acordo”, redija um texto curto que deixe claro que você concorda. Evite mensagens formadas por uma só palavra ou por siglas. Coisas do tipo: SIM, OK, FYI (for your information).

h) Não se deve dispensar vocativo e fechos de cortesia. Para o vocativo, use uma das seguintes formas: Senhor Diretor, Senhor Ricardo, Ricardo,

A mensagem deve conter, após o fecho, uma assinatura, que identifique claramente quem é o remetente. Você pode usar as seguintes informações na identificação do remetente:

• Nome completo – Cargo ou função que ocupa

• Nome da empresa

• Sigla do setor

• Telefone – Fax

• Endereço eletrônico – Sítio (Página eletrônica)

Por exemplo:

Carla dos Santos

Gerente Treinamento e Capacitação Sesc

– Serviço Social do Comércio

– Administração Nacional GTC – SAP

Tel. (21)5555.5555 Fax (21)5555.5555

csantos@sesc.com.br

www.sesc.com.br