Pólos Moveleiros do Brasil e Design na Indústria de Móveis
Montador de Móveis
1 Pólos Moveleiros
O pólo moveleiro da região metropolitana da Grande São Paulo possui cerca de 2 mil empresas com mais de 7 mil trabalhadores empregados atualmente. As empresas são, em sua maioria, pequenas e médias e produzem móveis torneados de madeira maciça para uso doméstico sob encomenda. As empresas grandes produzem móveis para escritórios e muitas delas destinam boa parte da produção para o mercado externo. O grau de associação das firmas do setor pelas relações de subcontratação é muito baixo na região e a maior parte da produção ainda é destinada ao mercado interno.
O pólo moveleiro de Votuporanga reúne, aproximadamente, 180 empresas com mais de 4 mil funcionários, dentre as quais a maioria, formada de pequenas e de médias, produz, preferencialmente, móveis torneados de madeira maciça para uso doméstico, além de móveis estofados e móveis metálicos. A maior parte da produção está voltada para o mercado interno.
O pólo moveleiro de Mirassol é formado por aproximadamente 280 empresas com mais de 5 mil trabalhadores empregados, dentre as quais há um predomínio das pequenas firmas especializadas em algumas etapas do processo produtivo. A especialidade maior se encontra no segmento da produção de móveis retilíneos seriados destinados ao uso doméstico, cuja matéria-prima principal mais utilizada é a madeira reconstituída.
O pólo moveleiro de Votuporanga reúne, aproximadamente, 180 empresas com mais de 4 mil funcionários, dentre as quais a maioria, formada de pequenas e de médias, produz, preferencialmente, móveis torneados de madeira maciça para uso doméstico, além de móveis estofados e móveis metálicos. A maior parte da produção está voltada para o mercado interno. O pólo moveleiro de Mirassol é formado por aproximadamente 280 empresas com mais de 5 mil trabalhadores empregados, dentre as quais há um predomínio das pequenas firmas especializadas em algumas etapas do processo produtivo. A especialidade maior se encontra no segmento da produção de móveis retilíneos seriados destinados ao uso doméstico, cuja matéria-prima principal mais utilizada é a madeira reconstituída.
Em 2000, o estado do Rio Grande do Sul, o então segundo principal produtor e exportador do país, deteve cerca de 20% do valor da produção nacional do setor, com aproximadamente 3.200 empresas fabricantes de móveis instaladas. Esse estado foi, naquele ano, responsável por cerca de 30% das receitas das exportações mobiliárias nacionais, que estavam crescendo como resultado das ações adotadas pelo governo federal através do Promóvel, e ainda conta com o pólo de Bento Gonçalves, especializado na fabricação de móveis retilíneos seriados e que produziu algo do segmento correspondente a 9% do valor de toda a produção mobiliária do país. Em 2006, manteve a segunda posição dentre os principais estados produtores e exportadores também.
O pólo moveleiro de Bento Gonçalves possui, aproximadamente, 560 empresas com cerca de 13 mil trabalhadores empregados. As maiores firmas detêm a mais moderna tecnologia de produção e um maior destaque no design, fator de diferenciação de competitividade dos produtos do setor. Elas estão direcionadas à produção de móveis retilíneos de madeira reconstituída, enquanto que as pequenas e as médias firmas ainda produzem móveis de madeira maciça e móveis metálicos. A quase totalidade dos produtos mobiliários destina-se ao uso doméstico. Apesar de a maior parte da produção estar voltada para o mercado interno, o pólo responde por aproximadamente um quarto do valor das exportações mobiliárias do país.
Em 2000, o estado de Santa Catarina estava em terceira posição no ranking dos principais estados produtores de móveis, mas ocupava, com destaque, a primeira nas exportações. Foram, aproximadamente, 50% das receitas das vendas mobiliárias externas brasileiras. O grande responsável por essa significativa taxa foi o pólo moveleiro de São Bento do Sul, cujas características da atualidade serão tratadas à parte ainda neste capítulo, mais adiante. Só o município respondeu por quase 40% do valor total das exportações nacionais.
O pólo abrange, além da cidade de São Bento do Sul, as cidades vizinhas de Campo Alegre e do Rio Negrinho e ainda é especializado no segmento da produção de móveis torneados de madeira maciça, especialmente de pinho para uso doméstico, com cerca de 80% do faturamento da produção do setor naquele ano. As empresas instaladas no pólo, independentemente de seu tamanho, ainda operam, em sua maioria, com exportações. Em 2006, o estado manteve as mesmas posições como produtor e exportador do país.
No estado do Paraná, o pólo moveleiro de Arapongas caracteriza-se pela produção de móveis populares para uso doméstico (especialmente os estofados) e predominantemente direcionados ao mercado interno. Porém, há a tendência de mudança dessa característica quando médias e grandes firmas, com alta tecnologia, passaram a exportar boa parte de suas produções. O setor, na região, conta com 389 empresas e cerca de 12 mil trabalhadores. Em 2000, o estado era o quarto principal produtor e o terceiro principal exportador do país, mas, em 2006, havia perdido a terceira posição para São Paulo nas exportações, tendo passado para a quarta e mantido a mesma quarta posição na produção do setor.
O pólo moveleiro de Ubá, localizado no estado de Minas Gerais, é formado por cerca de 600 empresas com mais de 9 mil trabalhadores empregados, as quais, em sua maioria, são pequenas e médias. A especialidade maior está no segmento da produção de armários de aço para cozinhas destinados ao mercado interno.
2 Design na Indústria de Móveis
A madeira sempre foi fundamental para o desenvolvimento de móveis no Brasil. Apesar disso, o País também tem sido referência em design quando analisamos a indústria de móveis atual, o que exige de todos que participam dessa cadeia produtiva um olhar apurado sobre as tendências. Afinal, o design aplicado hoje no mobiliário brasileiro é bastante mutável, mesmo com a maior durabilidade dos produtos, exercendo uma função que vai muito além da estética.
Papel do design na indústria de móveis
O design na indústria de móveis é um meio pelo qual é possível atingir com mais eficiência o consumidor final. Por meio de informações, como hábitos, rotinas e perfis do público com os quais se pretende trabalhar, é possível fabricar e montar produtos de mobiliário que tenham mais aderência ao público que a empresa deseja atingir. Dessa forma, ao observar e analisar o que foi criado, o consumidor passa a notar que aquele mobiliário atende não só às suas necessidades, como, também, ao seu o estilo de vida.
Tal identificação do consumidor com a marca traz, principalmente, mais credibilidade, porque os padrões, as linhas e as formas concebidas serão integradas às necessidades que o mercado exige naquele momento”, reforça Glória.
Não à toa, a concepção de móveis com design próprio garante originalidade à fábrica, além de muito mais destaque competitivo no mercado.
Design voltado para novos materiais e sustentabilidade
As pesquisas constantes na área do design sobre novas técnicas e materiais, conduzidas, principalmente, por consultorias de desenho industrial contratadas, ou setores que lidam com o assunto dentro das próprias empresas, permitem que os produtos fabricados sempre brindem ao ineditismo e à originalidade.
Assim, novas técnicas, materiais e as eventuais tendências do mercado nacional e internacional nunca passam despercebidos e podem ser absorvidos a tempo de atender às demandas que só serão palpáveis no curto prazo.
Atualmente, o design visa a atender o mercado global de móveis seriados residenciais de forma sustentável, com toques e características brasileiras, mediante a inovação e o aprimoramento contínuo da qualidade.
Um desses focos é o aprimoramento dos processos de desenvolvimento de produto, por meio de ações de certificação, rastreabilidade e reciclagem. Ao adotar esses procedimentos, o produto brasileiro alia sua imagem a conceitos de sustentabilidade ,fator que agrega à mercadoria maior confiança e credibilidade junto aos consumidores de todo o mundo
Gargalo tecnológico
Em relação à aplicação da tecnologia em prol do design de móveis, o principal gargalo é o segmento de máquinas e equipamentos, já que o setor concentra sua fabricação em produtos básicos, pouco diferenciados pelo design na indústria moveleira, dificultando enormemente a atualização dos processos produtivos das empresas.