Correia dentada e Cárter
Montagem e Ajustagem de Motor
1 Correia Dentada
Também conhecida como correia de distribuição, é um dos componentes mais importantes do seu automóvel. Quando ela se parte, causa danos gravíssimos. A correia dentada,é uma peça matreira. Além de não dar sinais evidentes de desgaste ou pistas de que algo está mal, ela mantém ocultas na sua parte interna, composta por pequenos dentes de borracha, as mazelas que resultam da fricção constante pelo movimento de tração. Mas não se engane com sua aparente singelez: se a correia de distribuição chegar a se partir, o prejuízo pode inutilizar o veículo a um ponto de não valer a pena consertá-lo.
O que é a correia dentada?
Em outras palavras, é ela que garante que a válvula não estará dentro do cilindro quando o pistão estiver subindo para comprimir a mistura.Sob esse componente está "apenas" o controle da árvore de cames, ou eixo-comando, que garantir a abertura das válvulas e o sincronismo delas com o funcionamento dos pistões nos cilindros. Se isso acontece, empena as válvulas, pode furar a cabeça do pistão e até exigir a retífica do motor, quando não quebra o bloco ou entorta o cabeçote.
Como saber se é necessário substituir a correia dentada?
Quem conhece seu automóvel como a palma de sua mão consegue identificar uma leve perda de energia, vibração anormal do motor ou até um aumento da média de consumo. Todos esses fatores indicam que a correia de distribuição está com defeito. O problema é que os fabricantes de automóveis usam agora correias mais resistentes, mas também menos ruidosas. Com isso, mesmo as oficinas das marcas não conseguem verificar em que estado ela se encontra. Se seu desgaste for pronunciado, a correia corre sério risco de arrebentar, com os resultados desastrosos para o motor que já descrevemos. Não pense que esta tira de borracha se parte apenas em movimento, que é a situação mais perigosa em que isso pode acontecer. Mesmo com o carro em marcha-lenta a correia pode ceder. Os danos ao motor podem ser exatamente os mesmos. Os para motoristas e passageiros podem comprometer sua integridade física.
O segredo para driblar o problema é fazer trocas preventivas. A esperança média de vida de uma correia varia de marca para marca. São os próprios fabricantes que colocam prazo de validade na peça, que deve ser substituída de acordo com os prazos e recomendações do fabricante. Gente mais precavida fará a troca a cada cem mil quilômetros (ou quatro anos, o que acontecer primeiro). Há inclusive quem, ao comprar um carro usado, mande trocar a correia independentemente de ela ser nova ou usada.
2 Cárter
Cárter é o nome que se dá à peça que ocupa a parte inferior do motor, normalmente tapando o bloco e formando uma espécie de reservatório onde fica retido o óleo lubrificante. A importância desta peça está justamente nessa relação com o óleo. Além de armazenar o lubrificante, o cárter também ajuda a resfriá-lo.
Existem dois tipos de cárter, o úmido e o seco. As diferenças principais entre os dois residem em aplicação e também em valores.
Cárter úmido
O cárter úmido armazena mais óleo e é o mais comum nos automóveis de produção em série. Tudo porque é uma solução mais simples e mais barata. Como o cárter está cheio de óleo, toda a zona baixa do motor, onde se localizam o virabrequim e as bielas, é automaticamente lubrificada por contato a cada rotação, ficando uma bomba de óleo com a missão de levar aquele lubrificante à parte superior do motor. Depois de o óleo ter cumprindo nessa área sua tarefa de lubrificar as árvores de comando, as válvulas (algumas com acionamento hidráulico) e todos os demais componentes, escorre novamente para o cárter por meio de canais próprios abertos no bloco do motor.
Ele é a solução para os automóveis de todos os dias. Quando as mecânicas são expostas a uma utilização mais intensa, como em competição, por exemplo, a eficácia desta solução é limitada. Submetido a grandes acelerações, nas curvas ou nas mudanças de direção mais violentas, o lubrificante pode se concentrar em algumas áreas por inércia, o que pode deixar o motor sem lubrificação em áreas sensíveis, o que o leva a ter avarias graves.
Cárter seco
A lubrificação por cárter seco veio colocar um ponto final a estas limitações técnicas, pois não funciona como reservatório de óleo.
Nesta configuração especial, o lubrificante está armazenado num reservatório próprio completamente à parte do motor. Duas pequenas bombas fazem com que o óleo chegue a todos os componentes com uma precisão quase cirúrgica, independentemente das cargas e “maus tratos” a que a mecânica estiver sujeita.
As vantagens estão relacionadas com a solução conseguir levar o óleo exatamente ao local onde este ele é necessário e na quantidade certa. A desvantagem está na maior complexidade e custo de um cárter seco.
Como identificar problemas no cárter
Uma mancha de óleo sob o cárter do motor é sintoma de algum problema.Se a vazão do óleo vier diretamente do cárter, podem existir vários problemas associados. É preciso procurar por sinais de óleo em torno da junta do cárter e, se esta apresentar sinais de desgaste, deve-se retirar o óleo do motor e substituir a respetiva junta por uma nova.