Manutenção de Autoclave
Podologia e Manicure
1 Legenda de Símbolos
2 Cuidados Importantes para segurança
Para usar sua autoclave Vitale são necessárias algumas medidas de segurança. equipamentos que trabalham com temperatura e pressão elevadas, portanto devem ser manuseadas por pessoas devidamente habilitadas e bem informadas quanto as suas características de funcionamento. É fundamental que o operador leia atentamente todas as instruções e certifique-se do seu correto entendimento antes de usar a autoclave. O uso pretendido deste equipamento é o de realizar a esterilização de artigos/instrumentos odonto-médico-hospitalares resistentes à temperatura de 135ºC e vapor sob pressão.
Advertências
* Antes de iniciar qualquer esterilização, certifique-se com o fabricante do material a ser esterilizado se o mesmo é autoclavável (resistente à temperatura de 135º C em presença de vapor e pressão);
* Não permita que pacientes, principalmente crianças, aproximem-se da autoclave;
* Instalar a autoclave em sala exclusiva para esterilização;
* Nunca esterilize ou aqueça alimentos na autoclave;
* Nunca realize nenhum experimento com animais na autoclave;
* Nunca realize nenhum procedimento não descrito neste manual.
Cuidados e Observações durante o Uso
* Tenha por rotina assegurar-se de que o fecho da porta da autoclave esteja devidamente travado antes de usá-la.
* Consulte “Como Usar a Autoclave Vitale ”, (Item c, pág.13). A não observação deste procedimento poderá causar o escape do Anel de Vedação;
* Ao soltar o fecho, a porta da autoclave deve abrir com facilidade. Certifique-se sempre da completa despressurização, o ponteiro do manômetro deverá estar na posição "0" (zero). Nunca force para abrir a autoclave!;
* É normal que saia algum vapor pela porta da autoclave ao abri-la no final da despressurização para a secagem
do material esterilizado;
* Nunca toque na Saída Externa de Vapor (Fig. 1, pág.8) e/ou nas superfícies internas da autoclave (câmara, bandejas, material, etc.) quando estiverem quentes, ou seja, durante ou logo após o ciclo de esterilização. Mesmo após aguardar o resfriamento dos materiais, é recomendado o uso de luvas adequadas para a manipulação dos materiais esterilizados. O uso indevido poderá resultar em queimaduras. Não nos responsabilizamos por procedimentos incorretos que possam causar acidentes;
* No caso de acionamento de um dos dispositivos de segurança (escape súbito de vapor), geralmente ocasionado por obstrução do orifício interno da saída de vapor ou por obstrução da válvula solenoide , aguarde a total despressurização para abrir a porta;
* Importante! Certifique-se sempre de ter desligado sua autoclave da tomada para realizar qualquer tipo de manutenção (limpeza diária ou até mesmo troca de fusível);
* Recomendamos a leitura deste manual até o completo entendimento do mesmo. Utilize-o como fonte de consulta e mantenha-o sempre em local de fácil acesso.
3 Instruções de Instalação
O transporte do equipamento deve ser feito por duas pessoas evitando assim quedas e choques. O armazenamento/instalação deve ser feito em local livre de intempéries, em condições normais de temperatura ambiente, sobre um balcão que suporte o peso do equipamento.
A autoclave Cristófoli Vitale é de simples instalação. Verifique se a rede elétrica encontra-se de acordo com as especificações abaixo. Para isso consulte um eletricista profissional com o acompanhamento de um atendente do CAC pelo fone 0800-44-0800 ou a Rede de Assistência Técnica Autorizada Cristófoli. Veja também "Certificado de Garantia", (Pág. 33) e "Rede de Assistência Técnica Autorizada" ( Pág. 37).
Instalação Física
Instale a autoclave em lugar plano, nivelado, seguro e na altura ergonomicamente adequada ao operador (aproximadamente 80 cm de altura do chão). Deixe espaço suficiente para o manuseio dos materiais a serem esterilizados. O local da instalação deverá ser arejado, limpo e afastado do local de atendimento aos pacientes. O local ideal para a instalação da autoclave é em sala exclusiva para esterilização. Importante! Instale sua autoclave onde o cabo de energia possa ser facilmente desconectado da rede elétrica.
Instalação Elétrica
Verifique se a voltagem da autoclave coincide com a voltagem da rede elétrica do local de instalação. Para tanto, observe a voltagem indicada no rótulo metálico de identificação que se encontra na parte posterior do equipamento. Consulte “Como Identificar sua Autoclave” (Fig. 27, pág. 25). Na instalação utilize tomada de três pinos com aterramento (2P + T, 20A) conforme novo padrão brasileiro, NBR 14136:2002 (Fig. 2, pág. 8) ligando fase/neutro ou fase/fase nos pinos laterais e o aterramento no pino central:Nunca ligar o aterramento no neutro.
ATENÇÃO! Como em qualquer outro equipamento elétrico, o aterramento é muito importante para a segurança do operador e garantia de seu equipamento. Por isso o pino central (aterramento) nunca deve ser retirado ou cortado. A não observação desse procedimento poderá danificar sua autoclave. A Cristófoli não se responsabiliza por danos causados por instalações/voltagens inadequadas e/ou oscilações da rede elétrica.
Nunca utilize extensões, adaptadores, benjamins ou transformadores de voltagem (Fig. 2A, pág. 8).
Para que a autoclave tenha um bom funcionamento, a voltagem da rede elétrica deverá ser estável, ou seja, sem oscilações. Acione um técnico eletricista e verifique se a sua instalação elétrica está de acordo com as especificações necessárias. É obrigatória a utilização de um disjuntor exclusivo para a tomada onde a autoclave será conectada. Se mesmo após todas as especificações seguidas, a rede elétrica se apresentar oscilante, entre em contato com sua concessionária e solicite a adequação (Resolução nº 505 de 26/11/2001 - ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) - Art. 2º Incisos IV, V, VI e VII - Art. 6º Incisos I, II e III - Art. 16º).
Instalação Hidráulica
Importante! Para a correta conexão dos componentes é indispensável a leitura do manual de instruções. Adquira uma mangueira de borracha resistente ao calor com tecido interno de bitola 5/16 de polegada, 300 psi (conforme amostra) e conecte-a na extremidade da saída externa de vapor (Fig. 1) localizada na parte posterior da autoclave, coloque a braçadeira (que acompanha a autoclave, Fig. 15, pág. 11) e aperte-a com uma chave de fenda. A outra extremidade deve ser conectada a uma tubulação de esgoto que suporte a temperatura de 100ºC ou colocada dentro de um recipiente sem tampa posicionado 40 cm abaixo do nível da autoclave com água comum para a despressurização (Fig. 3), neste caso, a mangueira deve estar acima do nível da água, com corte em "V" na extremidade e deve ser inspecionada anualmente para a verificação de obstruções e condições gerais.
Observação: Para substituir a mangueira da saída externa de vapor, certifique-se de que a autoclave esteja fria e desligada da rede elétrica, solte a braçadeira, remova a mangueira antiga e coloque uma nova, recoloque a braçadeira e aperte-a com firmeza.
Advertência! Não utilize mangueira de plástico, pois o calor do vapor irá derretê-la, ocasionando obstrução e pane na saída externa de vapor.
Painel
Está localizado na parte frontal da autoclave, fabricado em plástico ABS injetado, é onde se encontra o teclado de controle da autoclave (Fig. 4).
Tampa
Encontra-se atrás do painel, produzida em alumínio, é responsável por fechar a câmara da autoclave (Fig. 7).
Teclado de Controle
Localizado sobre o painel, é onde ficam as teclas de controle e da autoclave (Figuras 4 e 5 ).
Manômetro
É onde são visualizadas as informações relativas à pressão e temperatura da autoclave. Localiza-se na parte direita do teclado de controle, (Figuras 4 e 5 ).
Fecho
Localizado na parte frontal da autoclave (Figura 4). É utilizado para abrir, fechar e travar a porta da autoclave (conjunto painel/tampa). Para verificar a posição correta do fechamento consulte as Figuras 17 e 18 (Página 12).
Válvula de Segurança e Válvula Anti-Vácuo
A válvula de segurança é um dos dispositivos responsáveis para aliviar a pressão da câmara caso ultrapasse os valores limite estabelecidos. A válvula anti-vácuo tem a mesma função, aliviando o vácuo da câmara quando houver (Figura 7, página 9). Consulte “Dispositivos de Segurança”(Página 11).
Saídas Internas de Vapor
Existem dois orifícios localizados na parede posterior da câmara (Fig. 8) que servem como conduto para o vapor até a válvula solenoide. Devem ser inspecionadas diariamente e permanecer livre de obstruções.
Atenção! Ao colocar os instrumentos/artigos na autoclave, tome sempre cuidado para não encostá-los nos orifícios das saídas internas de vapor, isso ocasionará interferência no ciclo. Consulte item 6.4 (Página 20).
Saída Externa de Vapor
Localizada na parte posterior da autoclave (Figura 1, página 8), possui diâmetro de 5/16" para conexão da mangueira de despressurização, que por sua vez é conectada à tubulação de esgoto ou recipiente com água. É responsável por expulsar o ar frio da câmara no início do ciclo e o ar quente no final do ciclo. Consulte "Instruções de Instalação” tópico “Instalação Hidráulica” (Página 8).
Válvula Solenoide
Componente interno do equipamento responsável pela desaeração e despressurização. A válvula abre no início do estágio de aquecimento para permitir a saída de ar frio e depois fecha para permitir o aumento da pressão para a esterilização e se abre novamente ao final do ciclo para a despressurização da câmara (Figura 30, página 31).
Dispositivos de Segurança
As autoclaves Vitale possuem os seguintes dispositivos de segurança:
4 Observações de Segurança
Atenção! Durante o funcionamento da autoclave é perfeitamente normal ouvir alguns ruídos, que são produzidos pela abertura e fechamento das válvulas, desaeração e despressurização, que fazem parte do funcionamento adequado do equipamento. O anel de vedação e a válvula de segurança são mecanismos de segurança que quando ativados liberam pressão automaticamente, produzindo ruídos relativamente altos. O ideal é que a autoclave seja instalada em sala exclusiva para esterilização de acordo com a publicação da ANVISA,Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos BRASIL, 2006).
A Cristófoli não se responsabiliza por acidentes que possam ocorrer devido aos sobressaltos causados pelos ruídos produzidos pelo equipamento. O símbolo 14 aparece em alguns locais da autoclave, e registra que é necessário uma atenção especial e que o usuário/operador deve observar suas referências no Manual de Instruções que acompanha o equipamento. No manual poderá ser encontrada a descrição dos potenciais riscos e as ações a serem tomadas em caso de situação adversa. A Cristófoli não se responsabiliza por acidentes e falhas causados pela não observação dos itens acima.
Como usar a autoclave Vitale
Abra a porta da autoclave, usando o copo dosador, coloque a quantidade correta de água destilada diretamente na câmara antes de cada ciclo (Figura 16) de acordo com a tabela abaixo;
Atenção! Utilizar somente água destilada na esterilização. O não cumprimento desta recomendação pode ocasionar a obstrução do sistema hidráulico da autoclave (tubulação e/ou válvulas), manchas no instrumental e perda da garantia.
Abasteça a autoclave com os materiais a serem esterilizados, tomando cuidado para não encostá-los na câmara ou nos orifícios das saídas internas de vapor, pois isso ocasionará interferência no ciclo e danos aos materiais. Consulte “Recomendações para o Melhor Acondicionamento do Material na Autoclave” (Item 6.4, pág. 20); Não sobrecarregue a autoclave.
Feche a porta da autoclave. Para fechar corretamente, ainda com a autoclave aberta e o fecho totalmente para a esquerda, feche a porta pressionando-a contra a câmara (cuba), mova o fecho totalmente para a direita e depois para baixo até o final do curso, (Figuras 17 e 18, página 12). Para a abertura da autoclave repita o mesmo procedimento de modo inverso;
Atenção! A não observação desta recomendação pode prejudicar o funcionamento adequado de sua autoclave, podendo até mesmo causar o desprendimento do anel de vedação. É muito importante manter a autoclave fechada e travada adequadamente para evitar acidentes e queimaduras.
Conecte o cabo de energia à tomada, o LED Fim de Ciclo/Ligado acenderá (Figura 19). Aperte a tecla INÍCIO, nesse momento, a autoclave emitirá um bip, o LED Aquecendo/Secando estará aceso (Figura 20), a autoclave iniciará então o aquecimento que poderá variar entre 10 e 30 minutos dependendo das condições de temperatura e altitude do local de trabalho, rede elétrica e quantidade de material carregado. Caso este não seja o primeiro ciclo do dia e a temperatura da autoclave estiver acima de 70 ºC, ao apertar a tecla INÍCIO, a autoclave soará dois bips e voltará para o modo Standby com o LED verde aceso, aguarde mais alguns minutos e tente novamente;
Assim que a temperatura ideal para o início da esterilização for atingida, a autoclave entrará na fase de esterilização propriamente dita, a autoclave soará 1 bip e o LED indicativo Esterilizando acenderá, permanecendo neste estado pelo tempo pré-programado de 16 minutos (Figura 21). Observação: Caso a autoclave não atinja a pressão/temperatura ideal para a esterilização em no máximo 30 minutos, seja por falta de água, excesso de material ou por vazamento, o ciclo será cancelado automaticamente. Oscilações de voltagem na rede elétrica podem fazer com que o ciclo seja cancelado a qualquer momento. Para altitudes acima de 2.000 metros, o tempo de esterilização será de 20 minutos.
Ao término da esterilização a válvula solenoide se abrirá, poderá ser ouvido seu estalo de abertura e a autoclave soará 1 bip, nesse momento a autoclave despressurizará, ao término da despressurização, o manômetro indicará pressão “0”. A seguir a autoclave emitirá 10 bips e passará para o ciclo de secagem, o LED indicativo Aquecendo/Secando acenderá (Figura 20, página 13). Neste momento é necessário que o operador entreabra a porta para a secagem (Figura 22). Observação: Durante o aquecimento e a secagem, a válvula solenoide produz um ruído semelhante ao funcionamento de um motor elétrico.
Atenção! Nunca toque nas partes internas da autoclave (câmara, bandejas, material, etc.) quando quentes, usar luvas adequadas para a manipulação dos artigos esterilizados. esmo após os bips contínuos de indicação de ciclo concluído, o conteúdo da câmara ainda estará quente. aguarde até que estejam na temperatura adequada para o manuseio. Lembre-se de
Ao final do processo de secagem, a autoclave emitirá 4 bips e o LED Fim de Ciclo/Ligado permanecerá piscando continuamente. Para a finalização do processo e volta à fase inicial (standby), pressione a tecla ANULA.
Desligue o equipamento após o uso. Para desligar a autoclave, remova o plugue da rede elétrica.
5 Situações Adversas
Algumas situações poderão causar a interrupção e cancelamento automático do ciclo em 30 minutos no máximo, quando:
* a pressão/temperatura ideal não for atingida;
* houver vazamento de vapor/pressão, falta de água ou excesso de materiais na câmara;
Quando isso ocorrer, a autoclave soará 1 bip e o LED Anulado acenderá e a autoclave despressurizará automaticamente. Após a despressurização, aperte a tecla ANULA para voltar à fase inicial (standby);
Verifique as possíveis causas, tome as providências necessárias para corrigir o problema e efetue um novo ciclo para o reprocessamento dos materiais de acordo com as instruções em “Como Usar a Autoclave Vitale” (Pág. 12). Antes de iniciar o novo ciclo, o operador deverá verificar se houve sobra de água na câmara, que deverá ser retirada manualmente através da porta com o uso de um pano limpo e seco que não solte fiapos. Atenção! Para sua segurança, lembre-se de usar EPI (ex: luvas de látex apropriadas). Aguarde entre 15 e 20 minutos para o resfriamento da câmara antes de iniciar um novo ciclo;
Havendo a necessidade de interromper/cancelar o ciclo de aquecimento, esterilização ou secagem, basta pressionar a tecla ANULA. Nesse caso, após o bip, o LED Anulado ficará aceso, pressione a tecla anula mais uma vez para voltar à fase inicial (standby);
Quedas de energia ou oscilações na voltagem da rede elétrica também poderão causar a interrupção e cancelamento automático do ciclo, nesse caso, o led Fim de Ciclo/Ligado acenderá. Se o monômetro indicar a existência de pressão na câmara, pressione a tecla anula, nesse momento a autoclave despressurizará. Aguarde o final da despressurização e pressione anula mais uma vez para voltar à fase inicial. Se não houver pressão na câmara, abra a porta da autoclave e retire manualmente toda a água restante na câmara com o uso de um pano limpo e seco;
Caso o material não esteja completamente seco, pode-se optar pela função de secagem extra: mantenha a porta entreaberta, acione a tecla secagem. O led “aquecendo/secando" acenderá (Figura 20), o que indica o início do ciclo de 20 minutos. Este ciclo poderá ser interrompido, acionando-se a tecla anula, caso o operador constate que o material já esteja seco;
No final do ciclo, caso os pacotes estejam úmidos, tome cuidado para não tocar nos mesmos, isso poderá danificá-los fisicamente ou comprometer a esterilização, utilize o ciclo de secagem extra mencionado acima. Na reincidência, procure investigar o motivo. É possível que haja excesso de pacotes, ou muitos instrumentos em cada pacote, ou ainda sobrepostos ou mal posicionados (o lado de papel deve estar sempre voltado para cima). Outra possibilidade é abertura inadequada da porta ou a demora para entreabri-la após soarem os bips;
Para facilitar o fechamento da porta entre um ciclo e outro, considerando que o LED indique Standby, acione a tecla anula, o painel indicará anulado. Desta forma, a Válvula Solenoide se abrirá, facilitando o fechamento. Pressione novamente a tecla anula antes de iniciar o novo ciclo;
Após a realização do primeiro ciclo do dia, a autoclave deve aguardar entre 15 e 20 minutos antes de iniciar o próximo ciclo, portanto se o equipamento ainda não tenha esfriado o suficiente, ao apertar a tecla início, a autoclave soará dois bips e voltará para o modo Standby, com o LED verde aceso, aguarde mais alguns minutos e tente novamente.
6 Requisitos a serem observados no processo de esterilização e suas etapas
Atenção! Antes de iniciar os procedimentos para a esterilização, o operador deverá estar paramentado com luvas de látex grossas com o punho sobre o avental de mangas compridas, avental plástico sobre o convencional, máscara, óculos de proteção, gorro e sapato fechado.
A esterilização necessita de um preparo prévio e faz parte de todo um processo. Sugerimos que o profissional padronize o seu processo. Faça um roteiro por escrito, evitando assim que algum requisito seja esquecido. As etapas de preparo para a esterilização são as seguintes: Imersão; Limpeza; Inspeção Visual; Enxágue; Secagem; Embalagem/Empacotamento e Acondicionamento; Esterilização; Armazenamento; Monitorização da Esterilização e Validade da Esterilização.
Imersão
Imediatamente após o uso, o ideal é que se coloque os instrumentos/artigos em imersão mergulhando-os em uma cuba contendo sabão enzimático (de preferência dupla, com escorredor, conheça a Cuba Plástica para Imersão Cristófoli). Deixe em imersão por 10 minutos, siga sempre as recomendações de diluição e imersão do fabricante. Se os instrumentos estiverem grosseiramente contaminados com matéria orgânica, é recomendado enxaguá-los primeiramente para que os mesmos não inutilizem a solução. Retire-os e proceda então a limpeza manual ou na Cuba de Ultrassom Cristófoli.
Não utilize detergentes comerciais, de uso doméstico, para banhos ou lavagem de instrumentos/artigos, pois esses produtos podem danificá-los. Não misture metais diferentes no mesmo banho, pois poderá ocorrer corrosão eletrolítica.
Limpeza
A limpeza rigorosa de todo o material é um dos fatores básicos para o sucesso na esterilização. A presença de matéria orgânica (sangue, secreções, pus, gordura, óleo ou outro tipo de sujidade) protege os microrganismos, dificultando a esterilização. Limpeza inadequada ou com produtos incorretos pode danificar o instrumental causando manchas, escurecimento e corrosão.
Os materiais novos (recém adquiridos em lojas), devem passar pelo processo de limpeza antes da esterilização para remoção de sujidade e produtos químicos, a fim de evitar que fiquem escurecidos, manchados ou amarelados.
Os detergentes enzimáticos são eficientes na remoção de matéria orgânica, porém alguns produtos utilizados na odontologia ficam aderidos aos instrumentos, como o cimento por exemplo, necessitando ação mecânica. A limpeza mecânica (manual) com escova deve ser feita sob imersão para evitar a produção de aerosóis que podem causar danos a saúde (isso acontece quando o procedimento é realizado sob água corrente, embaixo da torneira por exemplo).
O operador deve tomar cuidado ao remover o material aderido aos instrumentos. Evite o uso de esponjas com abrasivos ou palha de aço, pois estes produtos podem danificá-los.
Pode-se utilizar a limpeza automatizada em cubas de ultrassom que facilitam a retirada de sujidade, sendo especialmente úteis na limpeza de pontas diamantadas, brocas e limas, cujas reentrâncias são inacessíveis às cerdas das escovas. Conheça a Cuba de Ultrassom Cristófoli.
A limpeza das canetas de alta rotação, contra-ângulos e outras peças de mão devem seguir as recomendações do fabricante, e realizada separadamente do restante do instrumental. A sua lubrificação deve ser anterior a esterilização e com lubrificantes próprios e hidrossolúveis. Conheça o Lubrificante Cristófoli para instrumentos de mão.
Inspeção Visual
O operador deve fazer uma inspeção visual de todo o instrumental, verificando as áreas de maior dificuldade de acesso, como cremalheiras (engrenagens), peças dentadas, superfícies serilhadas, reentrâncias, ranhuras, etc., procedendo a remoção mecânica se necessária.
Enxague
Enxaguar abundantemente o instrumental. O uso de água filtrada para o enxágue é altamente recomendado. A remoção inadequada de desincrustante provoca manchas cinza-escuras no instrumental de maneira irreversível.
Secagem
Secar o instrumental com campos de algodão ou outro tecido que não solte fiapos ou papel toalha. O instrumental pode ser seco em uma estufa especialmente regulada para este fim (50 C). Não deixe o instrumental secar naturalmente, além do risco operacional, isso pode causar manchas.
7 Materiais,Embalagem,Empacotamento e Acondicionamento
Recomendações sobre os tipos de embalagens e materiais a serem usados na autoclave
Antes de colocar qualquer instrumental/artigo na autoclave, verifique as indicações do fabricante. Usualmente as embalagens trazem a indicação de resistência até 135 C, ou o símbolo
Gaze e algodão:
Devem ser embalados em porções individuaispara cada paciente.
Campos, capotes e tecidos em geral:
Devem ser embalados individualmente.
Materiais pequenos e/ou leves:
Materiais como cânulas, limas e anéis de identificação de silicone devem ser obrigatoriamente embalados de forma adequada (envelopes de esterilização), pois podem ser sugados durante o processo, causando obstrução da válvula e tubulação da autoclave.
Brocas e limas:
Atualmente existem embalagens apropriadas para brocas e limas, que as protegem no processo de esterilização. Outra opção são os envelopes de papel grau cirúrgico. Brocas de aço carbono são impróprias para serem esterilizadas em autoclaves. Ao adquirir brocas novas, lembre-se de lavá-las antes de autoclavar.
Caixas e bandejas:
Devem ser totalmente perfuradas de modo a permitir a circulação de vapor e facilitar a secagem. Estas podem ser embaladas em papel grau cirúrgico, papel crepado ou campos de algodão, conforme as especificações mais adiante. A utilização de caixas não é obrigatória, porém protegem a integridade da embalagem e o instrumental, uma vez que muitos são pérfuro-cortantes. Para esterilizar bandejas não perfuradas, coloque-as separadas do instrumental, com espaços entre as mesmas para permitir a circulação de vapor (conheça o suporte para embalagens Cristófoli).
Pacotes:
Devem ser pequenos e compatíveis com os atendimentos (jogo clínico, jogo de periodontia, etc.), evitando o reprocessamento desnecessário dos materiais não utilizados. Devem também ser devidamente confeccionados e lacrados cuidadosamente para que não se rompam durante o processo de esterilização, causando obstrução nas saídas de vapor, comprometendo a esterilização e causando danos ao equipamento. Retire o excesso de ar dos pacotes, isso dificulta a penetração do vapor.
Pontas de instrumentos perfuro-cortantes:
Sondas exploradoras, sondas milimetradas, material de periodontia, etc. Deverão ser protegidas com gaze ou algodão para evitar que furem os pacotes, inutilizando-os.
Campos de Algodão:
Os pacotes feitos com campos de algodão (40 fios por cm ) devem ser duplos. Este material tem a vantagem de não ser descartável, porém exige maior disponibilidade no tempo do empacotamento e lavagem a cada ciclo para recompor a disposição das fibras e após perderem 10% do seu peso, devem ser desprezados para este fim. Verificar visualmente a sua integridade, pois é incorreto cerzir os orifícios. A barreira microbiana é da ordem de 35%, quando o tecido é novo
Embalagens e Envelopes (papel grau cirúrgico + filmes laminados de polipropileno):
Embalar os artigos diretamente em envelopes especialmente confeccionados para este fim. A barreira microbiana deste material é acima de 90%. Tem a vantagem de pemitir a verificação visual do instrumental e de possuir indicadores químicos de processo. A sua correta abertura proporciona um campo estéril para colocação do instrumental. Os rolos ou tubulares possuem uma grande variedade de larguras e dobras laterais que permitem a acomodação de caixas (conheça as embalagens tubulares Cristófoli). Para o fechamento, utilize seladora que forneça uma selagem adequada (maior que 6 mm). A APECIH (2003) recomenda que a borda de selagem seja de 10 mm de largura, com distância de 3 cm do corte. Esta selagem pode ser simples, dupla ou tripla. Não utilize fita para autoclave na selagem do envelope, este procedimento pode comprometer a integridade da embalagem e consequentemente da esterilização. A sua reutilização é proibida (BRASIL 2006 b).
Observação: Recomendamos a utilização das embalagens produzidas dentro dos padrões da EN 868 e/ou NBR13386/95.
Papel crepado:
A vantagem do papel crepado é ser mais resistente que o papel grau cirúrgico, pois a embalagem é dupla. Possui barreira microbiana acima de 90%. São vendidos em folhas e possuem como desvantagem a necessidade de confecção dos pacotes e colocação de fita apropriada. São de uso único e mais indicados para caixas volumosas.
Filmes Plásticos Transparentes:
Existe no mercado uma grande variedade de polímeros termoplásticos, com a finalidade de embalar artigos odonto-médico-hospitalares. Até o presente momento, esse tipo de material não é indicado para esterilização, pois dificultam o processo de secagem relatado nos testes realizados na fábrica (Cristófoli) e também baseada nas considerações apresentadas por Bergo (APECIH 2003).
Caixas perfuradas próprias para autoclave:
Podem ser encontradas em inox ou plástico resistente à autoclavação. Aqui se encaixam também os broqueiros e porta-limas que também devem ser específicos para autoclave. Algumas vezes, as caixas para brocas comportam a colocação de broqueiros em seu interior. O cirurgiãodentista deverá avaliar se é o melhor método, evitando múltiplas embalagens. De todo modo, as caixas não eliminam o posterior recobrimento com barreira microbiana representada pelos materiais citados acima (campo de algodão, papel grau cirúrgico, ou papel crepado). O profissional que estiver fazendo uso de autoclavação para uso imediato poderá prescindir do invólucro final, lembrando que todas as medidas de controle devem ser tomadas, e é aconselhável somente para materiais semi-críticos
Ao adquirir material de embalagem certifique-se do registro no Ministério da Saúde.
Outras opções:
A indústria e comércio oferecem novos produtos a cada dia, portanto se algum novo material estiver disponível, verifique custos/benefícios e se foi confeccionado para esta finalidade, além de ter registro no órgão competente. Em caso de dúvida, entre em contato com o fabricante.
Nunca improvise embalagens (BRASIL 2006). As embalagens para esterilização de artigos odonto-médico-hospitalares seguem padrões de qualidade que garantem a penetração de vapor, ausência de contaminantes e manutenção da esterilização durante o armazenamento.
Advertência: Materiais do tipo não-tecido, “wraps” e similares, embora confeccionados e com registro no Ministério da Saúde, não são indicados para autoclaves gravitacionais.
Nota - O papel kraft (branco e pardo) é contra-indicado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Este papel não é fabricado para fins de esterilização, e apesar de não ter uma avaliação detalhada como invólucro para artigos hospitalares, possui diversas desvantagens, tais como irregularidade e inconstância na gramatura, o que compromete a resistência física, tornando-o vulnerável como barreira microbiana. Além disso, é frequente a presença de amido, corantes e outros produtos tóxicos que podem se depositar sobre os artigos, deixando manchas. O papel kraft pardo pode apresentar na sua composição alquiltiofeno, que durante a fase de esterilização pelo vapor pode ser arrastado, gerando odor extremamente desagradável, causando náusea e cefaleia nos indivíduos expostos. Apesar disso, este papel ainda é citado como invólucro em portaria da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo (1994). A APECIH não recomenda o seu uso para fins de esterilização, pois, além de todas as desvantagens apresentadas, durante o ciclo de esterilização, o papel kraft solta fiapos que podem obstruir as válvulas e tubulações da autoclave.
Técnica para empacotamento de instrumental e outros materiais
Há uma técnica para empacotamento de instrumental e/ou artigos para o processo de esterilização em autoclave que poderá ser em campo de tecido duplo ou papel crepado duplo, deve-se obedecer a sequência apresentada na execução de suas dobras, conforme demonstrado na ilustração abaixo (Fig. 23). Esta sequência na execução das dobras não é meramente por acaso. Tem a finalidade de facilitar ao profissional o manejo na hora de seu uso e evitar a contaminação ao abrir o pacote.
* Colocar o artigo no centro do invólucro, em posição diagonal;
* Fazer a dobra “a” e uma pequena dobra na ponta do invólucro, cobrindo totalmente o material;
* Fazer a dobra “b” e uma pequena dobra na ponta do invólucro;
* Repetir o mesmo procedimento na ponta “d”;
* Trazer a ponta “c” do invólucro em direção ao operador;
* Pegar a ponta “c” do invólucro e introduzir sobre as dobras realizadas, deixando a ponta para fora do pacote para facilitar sua abertura e evitar contaminação na hora de abrir;
* Lacrar o pacote com fita crepe própria para esterilização (indicador de processo). Identificar o pacote, anotando os artigos contidos e o responsável pela esterilização.
Observação: Ao utilizar os envelopes para esterilização, os mesmos devem ser acomodados nas bandejas da autoclave com o lado de papel para cima (Fig. 25), isso facilita a evaporação do vapor resultando em uma secagem rápida e eficiente. Conheça também o suporte para envelopes Cristófoli (Fig. 26) que, além de facilitar a secagem, otimiza a capacidade interna da autoclave podendo comportar até 13 pacotes (1 suporte, Vitale 12) e até 26 pacotes (2 suportes, Vitale 21). Nunca sobrepor os pacotes.
8 Recomendações para Melhor Acondicionamento do Material na Autoclave
Importante: Use no máximo três barreiras para embalagem. Por exemplo: envelopes em papel grau cirúrgico contendo brocas, dentro de uma caixa perfurada contendo também instrumental, envolvida em papel grau cirúrgico.
* Disponha os pacotes paralelamente uns aos outros, com espaços de pelo menos um centímetro, entre um e outro. Este cuidado favorece a circulação de vapor e facilita a secagem;
* A padronização de abastecimento da câmara da autoclave deve ser baseada em monitorização (Item 8, página 21). O abastecimento deve ser de até 75% da capacidade da câmara da autoclave, ou seja, 5 envelopes para Vitale 12 litros ou 13 envelopes (9 x 26 cm contendo 6 instrumentos cada) com o uso de um suporte e 12 envelopes para o modelo Vitale 21 litros ou ainda 26 pacotes com o uso de dois suportes;
* Não encoste campos, plásticos ou qualquer outro tipo de material nas paredes da autoclave, pois existe o risco de excesso de aquecimento e consequente dano ao artigo e/ou à câmara, além de dificultar a passagem de vapor, podendo inviabilizar a esterilização e/ou a secagem;
* Certifique-se que tanto os artigos, quanto o material de embalagem são adequados para o processo de esterilização em autoclave e possuam registro no Ministério da Saúde.
Instrumental desembalado:
- Utilize os instrumentos desembalados imediatamente após a sua esterilização para evitar contaminação. Este procedimento não deve ser rotineiro e é utilizado excepcionalmente para artigos semi-críticos para uso imediato;
- Ao acomodar os instrumentos desembalados diretamente na bandeja perfurada da autoclave, intercale-os com campos de tecido ou papel crepado para evitar a formação de corrente galvânica;
- Nunca esterilize artigos pequenos sem embalagem.
* Não coloque material quente, recém saído da autoclave, sobre superfícies frias, isto poderá condensar o vapor dentro dos pacotes. Para manipulá-los, forre a superfície com campo duplo de preferência estéril.
* Ao abastecer e/ou retirar os materiais da autoclave, manuseie-os com cuidado para evitar o rompimento dos pacotes.
* Se estiver utilizando papel grau cirúrgico (envelopes), coloque o pacote com a parte de papel voltada para cima (isso otimiza a secagem), evite a sobreposição de pacotes.
* Utilize caneta atóxica especial para marcar a data de esterilização, data de validade da esterilização e a pessoa responsável pela mesma na aba plástica do envelope fora da área onde se encontram os instrumentais. Se o pacote for de tecido anotar os mesmos dados na fita crepe, também com caneta atóxica.
Armazenamento de Material Estéril
O ideal é o armazenamento em armários revestidos de fórmica fechados com prateleiras aramadas e exclusivos para esta finalidade. Os armários devem ser de fácil limpeza (a ser realizada semanalmente), em local seco e arejado, livre de odores e umidade. Jamais embaixo de pias perto de conexões da rede de água e/ou esgoto.
Monitorização do Processo de Esterilização
A monitorização nada mais é que o controle da esterilização. Se todos os indicadores aprovam o ciclo, significa que a autoclave foi corretamente manuseada. Para tanto utilizamos parâmetros físicos, químicos e biológicos.
a) Físicos - Tempo e pressão de acordo com o estabelecido por este manual, que necessitam ser observados pelo operador e devidamente registrados para todos os ciclos
b) Químicos - Indicadores de processo (fitas zebradas e indicadores dos envelopes) são indicadas para utilização em todos os pacotes. Estes não asseguram a esterilização, apenas evidenciam que aquele pacote passou pelo processo. Hoje, a indústria fornece uma variedade de indicadores multiparamétricos que avaliam mais de um fator de esterilização, como por exemplo, tempo e temperatura. Outros mais sofisticados integram tempo, temperatura e presença de vapor. Idealmente devem ser utilizados em todos os ciclos, ou pelo menos diariamente. Os testes realizados pela Cristófoli demonstraram que o ponto ideal para colocar o pacote teste com um indicador químico/biológico é a prateleira superior, na região frontal (próximo da porta). Atenção na hora da compra de indicadores químicos, pois embora a maioria deles sejam confiáveis, alguns são específicos para determinados ciclos.
c) Biológicos - O Ministério da Saúde (BRASIL, 2000, 2006) recomenda o uso dos indicadores biológicos semanalmente, na instalação e manutenção da autoclave e também em todas as cargas que contenham artigos implantáveis. Os indicadores biológicos para autoclaves a vapor são esporos de Geobacillus stearothermophillus, geralmente auto-contidos, devendo o usuário seguir as indicações do fabricante do teste para assegurar a sua validade. Existem laboratórios de microbiologia que prestam este tipo de serviço, como por exemplo o Instituto Adolfo Lutz. Para sua segurança todos os testes devem ser documentados e arquivados. Os custos para as medidas de controle, tais como testes químicos e biológicos são de inteira responsabilidade do proprietário da autoclave.
Validade da Esterilização
A recomendação da validade de esterilização, tanto da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (SÃO PAULO, 1995), como do Ministério da Saúde (BRASIL, 2000, 2006) para autoclaves a vapor é de 7 dias. Existe a possibilidade de validação para tempos maiores, mas devido aos custos e dificuldades no processo, são realizados apenas em centrais de esterilização de hospitais. A validação no local é também recomenda pela ANVISA (BRASIL 2006), mas ainda é de difícil execução na prática quando se trata de serviços de saúde de menor porte como consultórios odontológicos e médicos.
Este período de validade deve ser considerado desde que os pacotes tenham saído secos do processo de esterilização a vapor e armazenados em condições adequadas, isto é, com temperatura de 18 a 22ºC e umidade relativa do ar de 35 a 50% para embalagens íntegras.
9 Como evitar manchas superficiais e/ou corrosão no instrumental I
As manchas nos instrumental podem ter várias origens que podem ocorrer simultaneamente, o que dificulta a identificação das causas.
As causas mais comuns são a utilização de água com impurezas (não destilada) e instrumental de qualidade inferior ou impróprio para autoclavação.
Manchas Superficiais
* Manchas superficiais em formato circular sem contorno definido são causadas pela secagem incorreta do instrumental antes do empacotamento;
* Manchas de coloração amarelada ou marrom-escuras, localizadas nas extremidades de instrumentos (não confundir com manchas de ferrugem) são causadas pela pré-lavagem inadequada e permanência de matéria orgânica;
* Manchas de cor amarela por toda a superfície do instrumento são causadas pelo superaquecimento durante o processo de esterilização;
* Manchas de cor cinza-azuladas são causadas pela remoção inadequada das substâncias químicas e/ou detergentes;
* Manchas de cor cinza-escuras são causadas pela remoção inadequada de desincrustantes. Este tipo de mancha é irreversível.
Corrosão
Pontos de corrosão são os danos mais frequentes, ocasionam a quebra do instrumental e tem sua origem por íons halógenos de soluções salinas, cloretos, iodo, resíduos de fluídos/secreções corporais, detergentes, desincrustantes e soluções desinfectantes sujas ou alteradas
Outro fator determinante é a qualidade do instrumental. Certifique-se que o material que você esteja adquirindo ou usando é efetivamente correto para as diversas finalidades propostas.
Existe no mercado um protetor de instrumentos, removedor de manchas e oxidação (Surgi-Stain), recomendado por Guandaline (1999). O mesmo autor indica a lubrificação posterior com um óleo mineral (Premix-Slip). Atenção! Produtos recomendados somente para instrumentos de aço inoxidável.
Possíveis Falhas no Processo de Esterilização
* Presença de ar residual na câmara e/ou no interior do pacote;
* Confecção de pacotes densos e grandes;
* Embalagens inadequadas (composição do material) para a esterilização em autoclave;
* Tempo insuficiente de exposição ao agente esterilizante;
* Manejo incorreto do aparelho;
* Obstrução dos orifícios internos e/ou saída de vapor por falta de limpeza diária do equipamento;
* Sobrecarga da autoclave, o abastecimento deve ser de até 75% da capacidade da câmara da autoclave, ou seja, 5 envelopes para Vitale 12 litros ou 13 envelopes (9 x 26 cm contendo 6 instrumentos cada) com o uso de um suporte e 12 envelopes para o modelo Vitale 21 litros ou ainda 26 pacotes com o uso de dois suportes. As medidas de uso devem ser padronizadas em cada ciclo e para todos os consultórios. Para esta padronização consulte “Monitorização do Processo de Esterilização” (Item 8, pág. 21). Nunca sobrepor os pacotes.
* Rompimento/perfuração das embalagens durante o abastecimento ou retirada dos materiais da autoclave;
* Falta de manutenção preventiva da autoclave;
* Escolha inadequada do ciclo de esterilização perante o material a ser esterilizado;
* Falha do equipamento, que deve ser observada pelo operador durante o ciclo.
Atenção! As falhas na esterilização são detectadas durante a monitorização.
Controle de Qualidade
Os equipamentos são testados e monitorados individualmente, conforme os parâmetros da Tabela 5 (Página 14). Além dos parâmetros físicos, todas as autoclaves são testadas com emuladores químicos classe 6. Os testes com indicadores biológicos são realizados por amostragem de lote.
Manutenção Preventiva
Para o melhor funcionamento e durabilidade da sua autoclave são necessários alguns procedimentos. A manutenção preventiva corresponde à realização de todos os procedimentos abaixo relacionados:
* Use somente água destilada;
* Mantenha a autoclave limpa. Para câmara de alumínio, lave a câmara internamente com água destilada, sabão neutro (em barra) e uma esponja de fibra sintética abrasiva, opcionalmente utilize uma esponja de aço inox para dar brilho;
* Para a limpeza da câmara de aço inox, utilize uma esponja macia não abrasiva com sabão neutro (em barra) e água destilada, para remover a espuma use um pano que não solte pêlos ou fiapos. Finalize a limpeza com álcool 70%;
Atenção! Para a limpeza das bandejas de alumínio anodizado, utilize somente um pano umedecido em álcool 70%. A utilização de outros materiais e/ou produtos poderão riscar ou danificá-las;
10 Como evitar manchas superficiais e/ou corrosão no instrumental II
* A limpeza externa deve ser realizada diariamente com pano macio e sabão neutro (em barra), em seguida limpea completamente com um pano umedecido em álcool 70%. O fecho deve ser limpo da mesma maneira antes de cada remoção dos materiais da autoclave, após a esterilização;
* Limpe o anel de vedação, válvula de segurança e válvula anti-vácuo semanalmente com um pano limpo que não solte fiapos umedecido com água;
* Substitua o anel de vedação da autoclave anualmente e as válvulas de segurança e anti-vácuo a cada 6 meses;
* Troque a pasta térmica das resistências semestralmente;
* O componente “tampa” (Item 2, pág. 9) deve ser substituído a cada 5 anos;
* Troque as mangueiras internas de silicone semestralmente;
Testes biológicos e manutenção preventiva:
A autoclave Vitale 12/21 requer o cumprimento de alguns procedimentos muito importantes para a esterilização :
- A realização do teste biológico deve ser feita a cada 7 dias, de acordo com a orientação da ANVISA. Para obter informações sobre como realizar o teste biológico em sua autoclave.
- A cada 180 dias, deve-se realizar a manutenção preventiva do equipamento com um técnico autorizado Cristófoli.
* Recomendamos a limpeza mensal de sua autoclave com um produto desincrustante (Clean Plus) que foi testado pela Cristófoli com sucesso, o qual promove a limpeza da câmara, tubulação e válvulas internas e pode ser adquirido através da Rede de Assistência Técnica da Cristófoli. Segue abaixo a descrição do procedimento de limpeza.
Procedimento para a utilização do Clean Plus:
- Retire as bandejas e o suporte de bandejas de dentro da câmara da autoclave;
- Coloque o produto em um copo com a quantidade de água necessária para a execução de um ciclo normal, de acordo com o modelo da autoclave (150 ml p/ 12 litros e 250 ml p/ 21 litros);
- Depois de adicionar a água ao Clean Plus, dissolva até que o produto esteja homogêneo e coloque-o na câmara da autoclave;
- Ligue a autoclave para a realização de um ciclo. Assim que a autoclave finalizar a esterilização e a depressurização, cancele a secagem imediatamente, nunca permita que a autoclave entre no ciclo de secagem durante um ciclo de limpeza;
- Espere a autoclave esfriar e limpe-a de acordo com as instruções dos itens 2 ou 3 (Página 23);
- Realize um novo ciclo ainda sem as bandejas, suporte ou instrumentos, utilizando apenas água destilada, cancele a secagem novamente. Assim, o processo de limpeza estará finalizado.
11 Como Identificar sua Autoclave
O rótulo metálico que se encontra na parte posterior do equipamento, tem por finalidade a identificação dos dados técnicos da autoclave.
Atenção - A remoção do rótulo de identificação e/ou quaisquer etiquetas ou adesivos afixados ao produto implicará na perda automática da garantia.
Tabela de Manutenção Preventiva
Para auxiliar o operador a identificar os vários procedimentos de manutenção e monitorização, relacionamos os mesmos na tabela abaixo juntamente com suas respectivas periodicidades.
Tabela de Manutenção Preventiva (para preenchimento do usuário)*
A função da tabela abaixo é a de facilitar o controle das manutenções e monitorização da autoclave. O operador é encarregado de preencher as lacunas abaixo, mantendo assim, um registro organizado.
Gráficos Tempo x Pressão
Gráfico 1
Gráfico 2
Esquema Elétrico
Esquema Hidráulico
Resolvendo pequenos problemas
Atenção! Para qualquer substituição de peças contatar o fabricante ou a Assistência Técnica Autorizada. Não recomendamos a troca de peças por pessoas não habilitadas para este fim.
Relacionamos a seguir os problemas mais frequentes e as possíveis soluções que poderão ser realizadas pelo usuário.